quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TERROR NO RIO!!! Homens armados com fuzis ferem cinco pessoas em Brás de Pina

RIO - Cinco pessoas foram baleadas ontem à noite na Rua Oricá, próximo ao Morro do Quitungo, em Brás de Pina. De acordo com testemunhas, os tiros foram disparados por dois homens armados com fuzis, que desceram de um Fiat Idea. Entre os baleados, estavam um PM e um soldado da Aeronáutica.

Logo após os disparos, os dois criminosos fugiram. Segundo o comandante do 16 BPM (Olaria), tenente-coronel Vinícius Melo, os cinco feridos estavam próximos a um ponto de mototáxi. Eles foram levados para o Hospital $úlio Vargas, na Penha.

As vítimas foram identificadas como o PM André Luís Menezes dos Santos, de 37 anos, sargento do 41 BPM (Irajá); seu filho André Luís de Oliveira Braga dos Santos, de 15; Marcos Vinicius Tavares Xavier, de 33; Igor Nascimento Pereira, de 24; e Alberto da Silva Costa, de 19, soldado da Aeronáutica. Até o fim da noite de ontem, só o PM havia recebido alta.

Segundo uma testemunha, foram disparados mais de 30 tiros. Moradores contaram a policiais da 22ª DP (Penha) que o crime teria sido uma represália de traficantes a um ataque à Favela do Pica-Pau, em Cordovil. A operação foi desencadeada para buscar uma quadrilha que praticava sequestros-relâmpago nas ilhas do Governador e do Fundão. 
CAOS NA SAÚDE!!! Homem queimado é transportado sem maca na ambulância
Pacientes são transportados até hospital na Penha em bancos do veículo

RIO - A falta de macas no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, está colocando em risco a vida de pacientes que precisam de atendimento de emergência. Ontem, O DIA flagrou o drama do comerciante José Roberto Oliveira da Rosa, de 40 anos, vítima de queimadura, que chegou ao hospital em uma ambulância do Samu que estava sem maca. Mesmo com o corpo ardendo, ele, que gritava de dor, foi levado no banco de trás do veículo.

Um cabo do Corpo de Bombeiros, que não quis se identificar, disse que o hospital tem usado as macas das ambulâncias para ajudar no socorro às vítimas na emergência do Getúlio Vargas. Para o bombeiro, os pacientes vítimas de traumas, como fraturas e lesões ortopédicas, podem ter o estado de saúde agravado se não houver o auxílio de uma maca na ambulância.

“Quando um paciente sofre um trauma, ele precisa ficar imóvel. A ausência da maca pode agravar o seu estado de saúde até sua chegada ao hospital”, disse.

SECRETARIA: HÁ SUPERLOTAÇÃO!!!

A Secretaria Estadual de Saúde admitiu que o problema ocorreu na segunda-feira, mas negou que a retenção de macas tenha se repetido ontem: isto, apesar do flagrante registrado pela reportagem de O DIA. O motivo, segundo o órgão, foi a superlotação da emergência, com 211% a mais que sua capacidade normaal. De acordo com a Secretaria, o hospital tem 45 leitos, mas na segunda-feira havia 140 pessoas internadas na emergência da unidade.

“O socorro demorou quase uma hora para chegar. Quando veio, não tinha maca. Achei estranho, mas não me deram nenhuma satisfação”, disse Mabel Allevato, mulher de José Roberto. Dono de uma tenda de churros em um shopping, ele se queimou com o óleo usado na preparação do alimento.

No dia 4 de outubro, O DIA publicou reportagem mostrando que ambulâncias ficavam retidas por falta de macas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Coluna Lauro Jardim - SE FOSSE UM PAÍS SÉRIO...


Coluna Lauro Jardim - MULTAS QUE NINGUÉM PAGA!


Pesquisa mostra que jovens de favelas com UPP sonham com a universidade
Estudo feito a pedido da Secretaria de Assistência Social vai orientar políticas públicas
Jornal do Brasil

RIO - Livres do poderio armado de criminosos, jovens de áreas pacificadas reafirmam o desejo de permanecer nas comunidades e sonham com um futuro melhor, principalmente no que diz respeito à educação e trabalho. É o que revelam os resultados preliminares de um estudo realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em parceria com o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Encomendada pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, a pesquisa reúne respostas de 700 jovens, entre 15 e 29 anos, de sete comunidades onde foram instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs): Providência, São João, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Turano, Andaraí, Macacos e Batam. Após a pacificação, 70% dos jovens afirmam que querem continuar em suas comunidades.

Embora apenas 19% tenham concluído o Ensino Médio, ao serem perguntados sobre planos para o futuro, 39% revelaram o desejo de fazer vestibular e cursar uma universidade e 29% de fazer um curso profissionalizante. Os cursos são apontados por 10% dos moradores como melhorias necessárias a serem realizadas pelo Estado nessas áreas.

O estudo faz parte de uma parceria entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para traçar programas específicos para a juventude de áreas carentes. Entre eles, está a criação de uma bolsa-poupança para manter jovens nas salas de aula.

Também teremos investimentos em Educação. Vamos implantar o Renda Melhor Jovem em áreas pacificadas e não pacificadas, para incentivar os jovens das famílias extremamente pobres, inscritos no programa Família Carioca da Prefeitura do Rio, para que concluam o Ensino Médio. Eles receberão ao fim dos estudos uma poupança de até R$ 3.100 – explicou o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves.

Esse tipo de iniciativa deve reduzir problemas detectados na pesquisa, como evasão escolar e dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Dos jovens entrevistados, 55% interromperam os estudos. Destes, 41% revelaram que o motivo foi a necessidade de trabalhar. Quarenta e quatro por cento relataram dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Dos jovens que trabalham, atualmente, apenas 26% têm carteira assinada.
HÁ MUITO A FAZER!!! Para jovens de favelas com UPP, a pobreza é o maior inimigo
O Globo

RIO - Em tempos em que o poder público e a população comemoram a retomada de territórios controlados há décadas pelo tráfico, uma pesquisa encomendada pela Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos mostra que o maior inimigo dos moradores de favelas pacificadas está longe de ser vencido. Na opinião de 700 jovens residentes em sete comunidades que receberam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a pobreza ainda representa o maior obstáculo em suas rotinas. O problema foi citado por 24% dos entrevistados e ficou na frente, inclusive, do desemprego (10%), do tráfico de drogas (10%) e da violência (8%). O estudo foi coordenado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com a Uerj.

Os dados foram colhidos pelo Ibope nos últimos quatro meses. Os 700 jovens, com idades entre 15 e 29 anos, responderam a um questionário para mostrar quais são as necessidades atuais para uma vida segura e de boa qualidade em comunidades com UPP. As favelas escolhidas por sorteio foram Providência (Centro), São João (Engenho Novo), Pavão-Pavãozinho/Cantagalo (Copacabana), Turano (Rio Comprido), Andaraí, Macacos (Vila Isabel) e Batam (Realengo).

Maioria não quer deixar comunidades

O estudo faz parte de uma parceria entre o governo do estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para traçar programas específicos para a juventude de áreas carentes. O resultado será apresentado em janeiro. Como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a pesquisa mostra que 70% dos jovens não querem deixar suas comunidades e aguardam melhorias. Apenas 29% querem sair das favelas, sendo que, desse total, 65% pretendem continuar no Rio, mas no asfalto. Um por cento dos entrevistados não respondeu ou não soube responder a esse quesito.

— O acordo com o BID foi firmado há oito meses. O banco entrará com R$ 90 milhões e ao governo do estado caberá a contrapartida de R$ 35 milhões. Já criamos o Comitê Executivo de Políticas Sociais Para Áreas Pacificadas. Nosso foco são os jovens de áreas que receberam UPPs. Queremos saber quais são as expectativas deles e traçar programas que atendam a esses anseios — disse o secretário de Assistência Social, Rodrigo Neves.

A professora Miriam Abramovay, responsável pela elaboração dos questionários, disse que foram encontradas "famílias extremamente pobres":

— Cinquenta por cento delas têm uma renda média de um a dois salários mínimos. São famílias com quatro ou mais pessoas que vivem com menos de mil reais por mês.

Ela lembra que, embora a violência tenha ficado em quarto lugar na lista de problemas, quando a pergunta foi quais as principais ações para melhorar as condições de vida nas favelas, o combate à violência ficou no topo.

— Ainda estamos finalizando o levantamento qualitativo, no qual os jovens comentam as questões. Eles citam a polícia violenta, a violência entre vizinhos, a proibição de baile funk... Todos problemas relacionados à violência — disse a professora.

Outro ponto que chama a atenção é referente à ocupação dos jovens. Do total de 700 entrevistados, 44% só trabalham e 19% só estudam; 26% não fazem nem uma coisa nem outra. No quesito evasão escolar, 55% disseram ter interrompido os estudos.

— Entre os 55% que pararam de estudar, 41% disseram que os motivos foram falta de tempo e necessidade de trabalhar. Em segundo lugar ficou a gravidez, com 29%. Em terceiro, aparece cansaço da vida ou desânimo com o colégio.

A pesquisadora disse que ficou impressionada também com a quantidade de jovens que não conseguiam preencher o questionário, por não saber ler. A pesquisa, contudo, identificou apenas 2% de analfabetos. A grande maioria (31%) disse ter concluído o ensino fundamental. Apenas 1% declarou ter concluído o ensino superior. O questionário é concluído com uma pergunta sobre planos para o futuro e uma surpresa: 34% dos jovens sonham cursar uma universidade.

Charge de Chico Caruso


Coluna Berenice Seara - BANDO DE VAGABUNDOS!!!


Coluna Berenice Seara - APROVAÇÃO DO ÓBVIO!!!


Coluna Claudio Humberto - OMISSÃO DE CABRAL!!!

*Mutismo é uma condição de incapacidade do indivíduo de expressar-se verbalmente em certas situações.

RIO "PACIFICADO": Bandidos arrombam escola no Complexo do Alemão e furtam objetos eletrônicos
Mais uma ação criminosa em região ocupada provisoriamente pelo Exército
O Dia Online

RIO - O Colégio Estadual Jornalista Tim Lopes, localizado no Complexo do Alemão, na Zona Norte, foi arrombado por criminosos na madrugada desta quarta-feira. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), foram furtados equipamentos eletrônicos. A perícia já foi realizada no local. Algumas portas foram violadas para entrar na escola.

Apesar disso, as aulas estão acontecendo normalmente. Ainda de acordo com a Secretaria, a unidade conta com vigilância e mantém contato permanente com as autoridades policiais e, principalmente, com a Força de Pacificação da comunidade como medida preventiva. Representantes da Seeduc já estão a caminho do colégio para acompanhar o caso e tomar as providências necessárias. O caso será registrado na 22ª DP (Penha).
CADEIA NELES!!! Polícia Civil desarticula quadrilhas que cometiam fraudes no Detran-RJ
Operação 'Direção Oposta' já prendeu 36 vagabundos em nove municípios do estado

RIO - Trinta e seis pessoas já foram presas, nesta quarta-feira, em nove municípios do estado do Rio em uma ação contra funcionários, prestadores de serviço dos postos de vistoria Detran e despachantes. Agentes da Corregedoria do Detran/RJ, da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual realizam a operação, batizada de Direção Oposta, para cumprir 45 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. Na casa de um dos presos em Campo Grande foi apreendida farta documentação de veículos, R$ 12 mil e celulares. Na Região dos Lagos, uma pistola, um revólver e uma carabina foram apreendidos, além de munições de pistola e fuzil.

O MP denunciou 66 pessoas pelos crimes de corrupção passiva, inserção de dados falsos no sistema de informações do Detran, falsidade ideológica, peculato e formação de quadrilha. Segundo o MP, no Posto de Vistoria de Paracambi foram 20 denunciados, entre eles, o chefe do posto Ricardo Loroza de Rezende, apontado como líder da quadrilha que atuava naquele órgão. Em Araruama, foram denunciadas 46 pessoas, todos funcionários e prestadores de serviço de dois postos de vistoria. O grupo dessa região era chefiado por Nildo Sá Ferreira. A denúncia aponta que Ricardo e Nildo organizavam a atividade dos demais funcionários e arrecadavam o dinheiro recebido de motoristas que não submetiam seus veículos às vistorias. O ex-subchefe do posto de Araruama João Carlos Lanhas La Cava de Abreu também é apontado como um dos líderes. Ele mantinha as atividades ilícitas no Posto de Vistoria de São Pedro D´Aldeia, onde era o atual chefe. Entre os denunciados está o policial militar Rogério Teixeira Gonçalves, perito cedido inicialmente ao posto de vistoria de Araruama, atualmente trabalhando no Posto de São Pedro D´ Aldeia, onde continuou a exercer as práticas ilícitas.

Cada integrante da quadrilha participava do esquema dentro de suas atribuições, arrecadando propinas. Eles deixavam de vistoriar os veículos e regularizar documentos diversos de licenciamento ao apresentarem laudos falsos, dando aparência de legalidade na emissão da documentação de veículos irregulares. Assim, os clientes podiam “comprar” Certificados de Registro de Veículos (CRV) e Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Também foram identificadas fraudes no documento de transferência de propriedade dos veículos (DUT-Recibo), na retirada de multas e de IPVA´s atrasados do sistema do DETRAN, além de irregularidades na emissão fraudulenta de Carteiras de Habilitação.

Ainda de acordo com o MP, as taxas cobradas pelos denunciados ficavam entre R$ 50 e R$ 300 por operação fraudulenta. Os promotores de Justiça do Gaeco Bruno Gangoni e Marcelo Arsênio estimam que as duas quadrilhas faturavam de R$ 200 mil a R$ 250 mil mensais apenas com a chamada “vistoria fantasma”, quando o motorista não levava o veículo para inspeção e ainda assim recebia a documentação necessária para circular.

A investigação teve por base conversas telefônicas captadas com autorização da Justiça, que flagraram diálogos entre os membros da quadrilha, descrevendo as práticas criminosas em curso até novembro deste ano.

Essa é a terceira operação de devassa no Detran realizada em pouco mais de um mês. No fim de outubro, a Polícia Civil também realizou uma megaoperação em diversos pontos do estado para desarticular uma quadrilha suspeita de fraudes nos postos do órgão. Na ocasião, pelo menos 30 pessoas foram presas acusadas de oferecer serviços para aprovar pessoas nos exames de habilitação. O esquema fraudulento de emissão de carteiras de habilitação no Rio, descoberto pela Corregedoria do Detran, pode ter posto nas ruas mais de sete mil motoristas sem capacitação para dirigir. Para garantir a emissão da carteira sem que o candidato participasse de provas e exames médicos, os envolvidos faturaram pelo menos R$ 30 milhões em três anos de atividade. E serviram-se de artifícios como células de silicone, nas quais autoescolas moldavam as digitais de alunos que pagavam para não frequentar aulas práticas e teóricas. Com os moldes prontos, era burlada a certificação biométrica de presença nos cursos.

Poucos dias antes, em uma outra operação, seis funcionários do Detran e oito despachantes envolvidos num esquema de alteração de dados de veículos e emissão fraudulenta de documentos em troca de propina foram presos em operação da Delegacia Fazendária. De acordo com a denúncia do MP, a quadrilha atuava na Divisão de Atendimento aos Despachantes do Detran, onde, muitas vezes, foram feitos os pagamentos pelos "serviços". Entre as atividades ilegais praticadas estavam a emissão de documentos de veículos fantasmas, 2ª via de certificado de registro de veículo para inclusão de gás natural, 1ª licença sem emissão de nota fiscal, transferência irregular de propriedade, alterações irregulares de características de veículos, inclusão de blindagem sem autorização do exército, dentre outros.