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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Metade do país acha que 'bandido bom é bandido morto', diz Datafolha

A constatação aparece em pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG que reúne especialistas em violência urbana do país. O levantamento foi realizado no final de julho e fará parte do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta semana. O instituto ouviu 1.307 pessoas em 84 cidades com mais de 100 mil habitantes. Para a pergunta se bandido bom é bandido morto, 50% disseram concordar, 45% discordaram e o restante não soube responder ou não concorda nem discorda. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, há empate técnico, e a pesquisa indica a sociedade dividida. (Folha de S.Paulo)


— Não é um bom traço pra sociedade ter uma polícia que mais mata no mundo e uma posição que endossa esse tipo de conduta. Isso é um salvo conduto para que a matança policial continue no Brasil. Vejam, a sociedade está dizendo que matar bandidos é melhor do que mantê-los presos. Agora, o grande culpado disso é o Estado brasileiro. Notem, se restirarmos o Estado da sua obrigação de mediador, de fornecedor de melhorias sociais, de segurança pública equilibrada,... Se deixarmos que a sociedade brasileira resolva por contra própria suas mazelas do dia a dia, o que vai dar é linchamento mesmo. O que vai dar é execução sumária mesmo!

Para evitar que isso aconteça, o Estado tem que estar presente entre um e outro para dizer o que pode e o que não pode ser feito. Mas, infelizmente, nós não temos Estado. O Estado brasileiro só serve para arrecadar dinheiro e ser alvo de disputa de poder entre as máfias político-partidárias. Sé serve pra isso!!!

Polícia brasileira é a que mais mata no mundo, diz Anistia Internacional

A força policial brasileira é a que mais mata no mundo, segundo relatório da organização Anistia Internacional. Em 2012, foram 56 mil homicídios no Brasil. Em 2014, 15,6% dos homicídios forem feitos por policiais. De acordo com o relatório da Anistia Internacional, os policiais atiram em pessoas que já se renderam, que já estão feridas e sem uma advertência que permitisse que o suspeito se entregue. O levantamento se concentrou na Zona Norte do Rio de Janeiro, que inclui a Favela de Acari.


Entre as vítimas da violência policial no Rio, entre 2010 e 2013, 99,5% eram homens. Quase 80% das vítimas eram negras e três em cada quatro, 75%, tinham idades entre 15 e 29 anos.

A Anistia Internacional acompanhou 220 investigações sobre mortes causadas por policiais desde 2011. Em quatro anos, em apenas um caso, o policial chegou a ser formalmente acusado pela Justiça. Em 2015, desses 220 casos, 183 investigações ainda não tinham sido concluídas.

Reprodução: Jornal do Brasil