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quinta-feira, 24 de março de 2016

Operação Lava Jato completa 2 anos e garante devolução de R$ 2,9 bilhões

A investigação que começou em postos de gasolina de Londrina, no Paraná, chegou ao ápice na última semana, quando gravações telefônicas registraram conversas de Lula com a presidente Dilma Rousseff. É a Lava Jato, que completou dois anos na última quinta-feira e virou tema central no debate político. Os números mostram a dimensão da operação. Só de dinheiro recuperado, foram R$ 2,9 bilhões. Antes disso, a investigação com mais sucesso neste sentido conseguiu a cifra de R$ 70 milhões, no caso Banestado. (Extra Online)

Imagem: Reprodução/Extra Online

— A Operação Lava Jato da Polícia Federal é o maior patrimônio contemporâneo da sociedade brasileira. Ela é, até o momento, o primeiro e único advento histórico que mudou a forma das instituições enfrentarem a praga da corrupção no Brasil. Ela mudou o tratamento desigual concedido, por essas instituições, a poderosos e não poderosos. E que talvez possa produzir um novo patamar para que a sociedade brasileira se livre desse câncer que corrói a nossa economia e nossas relações sociais.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Metade do país acha que 'bandido bom é bandido morto', diz Datafolha

A constatação aparece em pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG que reúne especialistas em violência urbana do país. O levantamento foi realizado no final de julho e fará parte do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta semana. O instituto ouviu 1.307 pessoas em 84 cidades com mais de 100 mil habitantes. Para a pergunta se bandido bom é bandido morto, 50% disseram concordar, 45% discordaram e o restante não soube responder ou não concorda nem discorda. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, há empate técnico, e a pesquisa indica a sociedade dividida. (Folha de S.Paulo)


— Não é um bom traço pra sociedade ter uma polícia que mais mata no mundo e uma posição que endossa esse tipo de conduta. Isso é um salvo conduto para que a matança policial continue no Brasil. Vejam, a sociedade está dizendo que matar bandidos é melhor do que mantê-los presos. Agora, o grande culpado disso é o Estado brasileiro. Notem, se restirarmos o Estado da sua obrigação de mediador, de fornecedor de melhorias sociais, de segurança pública equilibrada,... Se deixarmos que a sociedade brasileira resolva por contra própria suas mazelas do dia a dia, o que vai dar é linchamento mesmo. O que vai dar é execução sumária mesmo!

Para evitar que isso aconteça, o Estado tem que estar presente entre um e outro para dizer o que pode e o que não pode ser feito. Mas, infelizmente, nós não temos Estado. O Estado brasileiro só serve para arrecadar dinheiro e ser alvo de disputa de poder entre as máfias político-partidárias. Sé serve pra isso!!!

Polícia brasileira é a que mais mata no mundo, diz Anistia Internacional

A força policial brasileira é a que mais mata no mundo, segundo relatório da organização Anistia Internacional. Em 2012, foram 56 mil homicídios no Brasil. Em 2014, 15,6% dos homicídios forem feitos por policiais. De acordo com o relatório da Anistia Internacional, os policiais atiram em pessoas que já se renderam, que já estão feridas e sem uma advertência que permitisse que o suspeito se entregue. O levantamento se concentrou na Zona Norte do Rio de Janeiro, que inclui a Favela de Acari.


Entre as vítimas da violência policial no Rio, entre 2010 e 2013, 99,5% eram homens. Quase 80% das vítimas eram negras e três em cada quatro, 75%, tinham idades entre 15 e 29 anos.

A Anistia Internacional acompanhou 220 investigações sobre mortes causadas por policiais desde 2011. Em quatro anos, em apenas um caso, o policial chegou a ser formalmente acusado pela Justiça. Em 2015, desses 220 casos, 183 investigações ainda não tinham sido concluídas.

Reprodução: Jornal do Brasil

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Com 607 mil presos, Brasil tem a 4ª maior população carcerária do mundo

Com um crescimento de 7% ao ano no número de prisões, a população carcerária no país já atinge 607.731 pessoas é a quarta maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Rússia. Os dados fazem parte de novo relatório do Infopen (Sistema Integrado de Informações Penitenciárias), divulgado pelo Ministério da Justiça nesta terça-feira (23). O documento, que reúne dados de junho de 2014, mostra um crescimento de 161% no total de presos desde 2000, quando o país contabilizava 233 mil pessoas no sistema prisional.

Um aumento que ocorre na contramão dos três demais países: nestes locais, a redução é de até 24% entre 2008 e 2014, segundo o relatório, que, pela primeira vez, passa a incluir a comparação dos novos números do sistema prisional brasileiro com dados de outros países, tabulados pelo IPCS (Internacional Center for Prison Studies).

Se mantiver esse ritmo, o país terá cerca de 1 milhão de presos em 2022. Da mesma forma, uma em cada dez pessoas estará presa em 2075, projeta o estudo. Com o crescimento na população prisional, o Brasil já soma cerca de 300 presos por 100 mil habitantes. Em dez Estados, no entanto, essa proporção é ainda maior: no Mato Grosso do Sul, por exemplo, há 569 presos a cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, o índice é de 497.

PRISÕES LOTADAS

Ao mesmo tempo em que prende mais, o Brasil também mantém um número maior de presos em unidades já lotadas.

Em 2014, havia 376.669 vagas disponíveis em 1.424 unidades para abrigar toda a população carcerária do país, ou cerca de 1,6 presos por vaga. Isso significa que, em um espaço planejado para dez pessoas, há em média hoje 16 presos.

Apesar disso, ao menos um quarto das unidades prisionais, ou 25% do total, tem hoje mais de dois presos para cada vaga, uma proporção acima da média nacional.

O levantamento mostra ainda que, embora todos os Estados tenham, em geral, um número de presos superior ao de vagas, há também uma má distribuição das ocupações nestes locais. Em Pernambuco, por exemplo, metade das unidades prisionais não tem deficit de vagas. Ainda assim, 95% dos presos no Estado estão em unidades lotadas.

DESCOMPASSO

O estudo também aponta um descompasso entre o tipo de unidades e os presos abrigados. Apesar da metade das unidades serem destinadas a presos provisórios -que são quatro em cada dez presos do país-,84% delas também abrigam condenados.

Ao mesmo tempo, 80% das unidades construídas para abrigar apenas presos em regime fechado também abrigam outros pessoas que cumprem outros tipos de regime.

O relatório aponta também que a política de expansão de vagas, registrada nos últimos anos, embora tenha reduzido o deficit, não tem sido suficiente para recuperá-lo. Hoje, a estimativa é que faltam 231.062 vagas no sistema.

PERFIL DOS PRESOS

O estudo também traz um perfil dos presos no país. Em 2014, conforme os dados mais recentes disponíveis, quatro em cada dez presos eram provisórios, ou seja, estavam detidos sem terem ainda sido julgados.

Outra parte, ou 41% do total, eram de presos que cumpriam regime fechado, e outros 15% e 3%, em regime semiaberto e aberto, respectivamente.

Cerca de 56% dos presos são jovens, com 18 a 29 anos. Ainda segundo o estudo, dois em cada três são negros, e metade da população prisional não frequentou ou tem ensino fundamental incompleto.

Quatro em cada dez registros são de crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos. Homicídios constam em 14% dos registros que levaram às prisões, e latrocínios, a 3%.

(Reprodução: Folha de S.Paulo)

domingo, 15 de março de 2015

Atos contra o governo Dilma mobilizaram 1,8 milhão de pessoas no país

O Brasil viveu mais um dia histórico com milhares de pessoas nas ruas. O país fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Pode ter havido um desequilíbrio aqui ou alí. Mas a essência e a espinha dorsal do que aconteceu, estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO.

Imagem: Reprodução/O Globo

A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o país mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc e tal. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança e na corrupção desenfreada. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O país captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Manifestação na esplanada dos ministérios de Brasília/O Globo

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos hoje, o que não víamos desde 2013, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje, em comparação com a Ditadura Militar, temos mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Temos um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: Parem de cuspir na nossa cara e achar que somos otários! Parem de pegar o nosso imposto e fazer o que bem estendem!

Se esses políticos canalhas perceberem que, esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês, o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHADA POLÍTICA, da CANALHADA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, que não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais.

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

O que mudaria com um eventual impeachment de Dilma Rousseff?

Nada. Absolutamente nada. Essa história de impeachment da Dilma, além de ser uma violência constitucional, não está caracterizada a pré-condição que justificaria o processo de impeachment contra qualquer presidente da República. Pode vir a estar amanhã, porque pode aparecer um elemento que produza essa característica. E aí, FORA DILMA!!!

Imagem: Reprodução/UOL Notícias

Agora, fazer manifestações no Congresso e nas ruas pedindo impeachment da Dilma, na minha maneira de ver, é golpismo claro e objetivo. Notem, estou pouco me lixando pra Dilma. Mas, supondo que amanhã ou semana que vem apareça um elemento característico que justifique a abertura de um processo de impeachment da presidente. Sabe quem vai entrar no lugar dela? Michel Temer (PMDB). Rárara!!! 

Ah, então tira o Michel Temer! Sabe quem entra? Eduardo Cunha (PMDB). Ah, então tira o Eduardo Cunha! Sabe quem entra? Renan Calheiros (PMDB). Ah, então faz outra eleição! Sabe quem entra? Aécio Neves (PSDB). Ah, então faz outra eleição! Sabe quem entra? Cesar Maia (DEM). Faz outra eleição! Sabe quem entra? Sarney! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Jader Barbalho! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Sérgio Cabral. Faz outra eleição! Sabe quem entra? Geraldo Alckmin! Faz outra! Entra Eduardo Paes! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Pezão! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Fernando Haddad! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Cid Gomes! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Garotinho!

Portanto, não é uma questão de dizer que o político "A" é melhor que o político "B". Não é uma questão de dizer que o partido "X" é pior que o partido "Y", não. A classe política que tomou posse do Estado brasileiro é a escória da sociedade. A média da qualidade ética, moral e comportamental dos políticos brasileiros é muito inferior à média moral da sociedade brasileira. A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. Esses vereadores de São Paulo são a expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. Eles não são um ponto fora da curva, eles são a curva, estão alí para roubar, enriquecer e ficar nas tetas do Estado, usufruindo de suas mordomias e privilégios. Só servem pra isso.

Supondo que toda sociedade tivesse a média moral e ética dos políticos brasileiros, ainda sim, ela não enriquece na proporção e na velocidade que os políticos enriquecem. Ou seja, nem isso serve de consolo. Portanto, é uma mentira dizer que a classe política é a representação da média moral da sociedade brasileira. O brasileiro não é como os políticos são, eles são a escória do país. Salvo raríssimas exceções!!!

Talvez, dentro dos presídios você encontre uma média de valores morais superior à media de valores morais predominante na política brasileira. Basta acompanhar o noticiário que você vai ver, é impressionante o que os políticos são capazes de fazer em benefício do seu grupo, dos seus sócios e dos seus financiadores. Todos estão milionários. Passaram a vida no setor público e construíram fortunas. E mais, diria até que, quanto mais pobre é a região, mais rápido as fortunas se formam. Mas o pior disso tudo é que a gente convive com isso como se fosse algo normal.

Entenda como funciona um processo de impeachment

O processo de impeachment nunca foi plenamente aplicado no Brasil. Mesmo no caso de Fernando Collor, o que houve foi uma renúncia ainda em meio ao processo, em 1992. Por isso, o procedimento legal é pouco conhecido do eleitorado. Se Dilma fosse cassada, o vice-presidente, Michel Temer, herdaria o cargo. Se ele também perdesse o mandato, o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, assumiria o posto de forma interina até que o novo presidente fosse eleito - em 90 dias, nas urnas, se oimpeachment acontecer até 31 de dezembro de 2016; em 30 dias, por eleição indireta do Congresso, caso a cassação ocorra na segunda metade do mandato. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução/VEJA.com

Veja abaixo os passos do processo de impeachment:

1- A caracterização do crime: São crime de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição - que lista especificamente oito itens. No caso de Dilma, os itens V e VI parecem mais significativos. Eles tratam, respectivamente, da probidade na administração e do respeito à lei. O pedido de impeachment pode ser apresentado ao Congresso por qualquer cidadão brasileiro.

2 - A admissão do pedido: É aqui que a maior parte dos pedidos acaba arquivada. Foram mais de 10 desde 2011. Se cumprir os requisitos mínimos (como a apresentação de provas e a listagem de testemunhas), o requerimento vai ser analisado por uma composição composta por integrantes de todas as bancadas da Câmara. Em até dez dias, a comissão precisa emitir um parecer favorável ou contrário à continuidade do processo. Abre-se prazo de 20 dias para o presidente se defender. Para prosseguir, o pedido precisa ser colocado em votação pelo presidente da Câmara e aceito por dois terços ou mais dos deputados (342 de 513). Caso o presidente da República seja acusado de um crime comum, o Supremo Tribunal Federal se encarregará de julgá-lo. Se a acusação for de crime de responsabilidade, o julgamento será feito pelo Senado. O presidente fica automaticamente afastado do cargo quando o processo for iniciado em uma dessas duas esferas. O prazo do afastamento é de seis meses.

Assista ao vídeo abaixo
Vídeo: Reprodução/YouTube - Estadão

3 - A hora decisiva: No caso de crime de responsabilidade, o presidente é julgado no plenário do Senado. A sessão se assemelha a um julgamento comum, com o direito à defesa do réu, a palavra da comissão acusadora e a possibilidade de depoimento de testemunhas. É preciso que dois terços dos senadores (54 de 81) votem pelo impeachment para que o mandato do presidente seja cassado. Também depende deles o tempo de inelegibilidade que será aplicado como punição (até o limite de cinco anos).

4 - Cumpra-se: Se absolvido, o presidente reassume automaticamente o cargo. Se condenado, ele será imediatamente destituído, mesmo antes da publicação da decisão no Diário Oficial.

5 - Novo presidente: Em caso de impeachment, o vice-presidente é empossado. Se ele também tiver sido cassado, o presidente da Câmara assume o cargo interinamente. Caso a vacância ocorra nos dois primeiros anos do mandato, o Congresso convocará uma nova eleição direta em noventa dias. Se oimpeachment do presidente e do vice acontecer na segunda metade do mandato, o Congresso elegerá o novo presidente em um prazo de trinta dias.

6 - A opção extra: Há ainda outra possibilidade legal além do impeachment, essa restrita à Justiça Eleitoral: se o TSE comprovar, por exemplo, que Dilma praticou abuso do poder econômico ou empregou a máquina pública para se eleger em 2014, ela e Temer perderiam o cargo e - apenas nesse caso - Aécio Neves, que ficou em segundo lugar no pleito do ano passado, seria empossado presidente, com Aloysio Nunes Ferreira na vice. É uma situação semelhante à que aconteceu, por exemplo, em 2009 no governo do Maranhão: Jackson Lago (PDT) foi punido pela Justiça e passou o posto à segunda colocada, Roseana Sarney (PMDB).

(Texto: Reprodução/VEJA.com)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PT chega aos 35 anos como o partido brasileiro mais corrupto de todos os tempos

O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / Revista Veja

— Mais um escândalo na imprensa mostra que a corrupção no Brasil não tem partido. Ela é de direita, de esquerda, de cima, de baixo, de magro, de gordo, de jovem, de velho, de branco, de preto, de roxo, de amarelo e por aí vai. A bandalheira, a canalhice e a roubalheira no país não é problema de um único partido, mas sim de todas as legendas partidárias. Temos escândalos de roubalheira em todas as legendas partidárias. Não precisamos voltar muito tempo atrás. Não é preciso voltar à era Sarney ou à ditadura, não. Mais recentemente, vamos encontrar escândalo do DEM, do PP, do PR, do PMDB (esse então está em todos), do PSDB, do PT, do PTB etc e tal.

Não podemos ficar individualizando o protagonismo da corrupção nacional. O protagonista desta corrupção no momento, sem sombra de dúvida, é o PT. E a peça em cartaz é a Petrobras. Mas, ao tirar esta peça em cartaz, vamos encontrar outros escândalos do PT. Depois, ao tirar o PT da peça, vamos encontrar outros partidos envolvidos em outros escândalos.

Portanto, isso mostra que a corrupção no Brasil é uma questão estrutural, é algo que está impregnado no Estado brasileiro e que contamina todos que fazem parte dele. Estado esse, que é propriedade exclusiva das máfias partidárias. Verdadeiras quadrilhas que se revezam no poder, legitimadas por eleições que só existem pra dar-lhes acesso à jugular do Estado brasileiro.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades. É preciso fazer com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Se conseguirmos construir um país, onde vagabundo que rouba dinheiro público pegue 40 anos de cadeia, nós vamos mudar a realidade do Brasil em pouco tempo.

Tomara que isso aconteça! Quem sabe nossos filhos viverão num país melhor!

Rodízio em São Paulo pode chegar a 5 dias sem água por semana

A população brasileira ainda não dimensionou o tamanho do problema que isso pode representar em nossas vidas pela eventual falta de água. Escolas terão aulas suspensas, indústrias terão a produção interrompida, desemprego e por aí vai. O ser humano já viveu sem luz e energia elétrica, mas nenhuma espécie conseguiu sobreviver sem água. Claro que nós não viveremos um quadro que nos cerceará água para a sobrevivência, mas para o nosso modelo de vida sim. A Sabesp, empresa pública que cuida do fornecimento de água da maior região metropolitana do país, informou que o racionamento acontecerá da seguinte forma: Cinco dias sem água por semana.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

A primeira providência é perguntar ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) se ele e sua família vão tomar banho todos os dias. Duvido que o governador, representante da casta do processo, se privará do seu banho diário. O fato é que, os políticos brasileiros nunca se preocuparam com o problema da falta de água em momento nenhum. Sempre contaram com designo divino de que, a cada verão, choveria o suficiente nos lugares certos para repor as perdas do inverno e da estiagem nos reservatórios. Por causa disso, hoje não há reservatórios conectados e, muito menos, bacias hidrográficas conectadas. Um país que se orgulha de ser o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de ficar cinco dias sem água por semana na maior cidade do país. Cinco das dez maiores regiões metropolitanas do Brasil estão neste mesmo quadro.

Os governantes brasileiros não deram a exata dimensão do potencial de convulsões sociais que o problema da falta de água pode causar, caso venha a se tornar o que parece que vai se tornar. A imagem acima publicada no jornal Folha de S.Paulo, mostra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sorrindo com o boné da Sabesp comemorando sei lá o que. Está rindo de que Excelência? Está com a Síndrome da Hiena? 

Supondo que Deus continue cuidando do que tem que cuidar, como a miséria e a fome na África, o flagelo humano e religioso do Oriente Médio etc e tal. Aqui, continuará sendo obrigação dos governantes resolver o problema. Água tem e muita, o que não tem é captação e conexão do sistema. Está sobrando água no Sul e em outra regiões do país. Então, podemos dizer que, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.

ÁGUA: Pezão torce por chuva e população pede serviço mais eficiente da Cedae

Podemos ter estiagem? Sim. A população precisa ficar sem água por causa da estiagem? Não, claro que não! A falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com a falta de chuva, não tem nada a ver com o aumento da temperatura global ou qualquer outro fenômeno climático. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos políticos brasileiros que, durante décadas, não fizeram investimentos para prevenir e regular o fornecimento de água, em caso de escassez de chuva, para a população de seus Estados.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

O país que se orgulha de ter o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de racionar água nas três maiores capitais do Brasil: São Paulo; Rio de Janeiro e Belo Horizonte (MG). As três maiores empresas públicas que cuidam de água e esgoto no país são: a Sabesp em São Paulo; a Cedae no Rio de Janeiro e a Copasa em Minas Gerais. Empresas controladas pelo Estado, onde seus dirigentes são nomeados pelos partidos políticos. O que está acontecendo hoje no país é culpa dessa canalhada, dessas corjas, dessas quadrilhas...

É incrível a incompetência dessa gente! Como é que pode ter o monopólio de um produto nobre como esse, em três grandes cidades, e não ter dinheiro para planejar e prevenir? Fizeram o que com o dinheiro arrecadado durante décadas? Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta monstruosidade de dinheiro que arrecada? Claro, que não! Nunca correspondeu! Você tem água na torneira da sua casa? Veja o que é o saneamento da sua cidade! Veja o que é o Rio Tietê! Veja como estão as lagoas do Rio de Janeiro! Veja como está a Baía de Guanabara! Veja como está o saneamento na região metropolitana de Belo Horizonte! Vejam como estão os rios de suas cidades!

É culpa dessa gente! Gente que arrecada uma barbaridade de dinheiro porque detém um monopólio nas mãos. Só eles vendem água para a população, e o que a gente vê é essa esculhambação. Sabe o que eles fizeram com o dinheiro arrecadado desse monopólio? Alimentaram as quadrilhas às quais pertencem para fazer o jogo político que conhecemos bem.

Que morram de sede e eletrocutados!

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

Como é possível que, em pleno século XXI, um país com mais de 200 milhões de habitantes e sendo uma das maiores economias do mundo, esteja discutindo a distribuição regular de água para suas populações. Um problema que os países civilizados já resolveram há mais de um século. Se você chegar na Europa, nos EUA ou em qualquer país latino-americano e dizer que está faltando água nas três maiores capitais do Brasil (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) ninguém vai acreditar.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

Se você falar para qualquer europeu que está faltando água aqui, ele vai dizer: O que houve? Caiu uma bomba? Houve uma catástrofe? Aí, você responde: Não, aqui é esculhambação mesmo. Aqui é incompetência, inapetência, corrupção, desvio de dinheiro público e décadas sem planejamento e investimentos no setor. E hoje, concedem entrevistas alegando que a culpa é do clima. Ora, o clima é apenas aquele que veio expor essas mazelas de responsabilidade dos nossos governantes.

Governo pede a brasileiros economia de água e luz

Vejam quais são os grandes temas em discussão no Brasil: Crise hídrica e energética. Estes são os dois assuntos do país nesse momento. Temas tão medievais, tão anacrônicos e tão fora de contexto que, não dá pra acreditar que os governantes brasileiros, em pleno século XXI, estejam discutindo se teremos água e luz.
Quem está discutindo se vai ter água e luz hoje em dia no mundo? As áreas deflagradas da Síria? O Estado Islâmico? Os rincões mais castigados e sofridos da África? O Deserto do Saara? A área inóspita do planalto mexicano? A Bolívia? Não!

Imagem: Reprodução / O Globo

Quem está discutindo se vai ter água para tomar banho e luz para ligar uma lâmpada são as três maiores capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. E aí, o que fazem as autoridades? Convocam uma reunião com Deus para pedir chuva. Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O que acontece na sua cidade quando chove? O que acontece no Rio de Janeiro quando chove? O que acontece em São Paulo quando chove? O que acontece em Belo Horizonte quando chove? O que acontece? Portanto, Excelências, parem de pedir chuva! Porque quando chove a tragédia também é grande! É impressionante o grau de cinismo dos políticos brasileiros!

Considerando que os governos são longevos, podemos fazer a seguinte análise: Tivemos décadas de governo tucano (PSDB) no Estado de Minas Gerais e em São Paulo. No Rio de Janeiro, tivemos décadas de governo do PMDB. No Brasil, tivemos décadas de governo do PT. Ou seja, temos todo um espectro partidário 'comandando' o Brasil e as principais capitais do país, mas que, só agora expõem esses problemas à população. Uma atitude irresponsável que demonstra toda a incompetência dos políticos brasileiros.

Qual a solução encontrada pelas autoridades? Racionar água e energia! Este é o preço que se paga por esses senhores e senhoras da política brasileira terem sido tão incompetentes, tão corruptos e tão negligentes com planejamento de reservatórios, redes de distribuição e fontes alternativas de energia. Está cheio de novas fontes de energia por aí como, por exemplo, a energia eólica e a energia solar.

Mas aí você pode dizer: Ah, mas é caro! Eu te respondo: Caro como? Se considerarmos a monstruosidade de dinheiro que o Estado brasileiro arrecada da população através dos impostos, não é caro não. O impostômetro está aí pra comprovar isso!!!

Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro já anunciaram que vão aumentar o preço da água para impor, através do preço, a redução do consumo. Essa é a lógica dos governantes brasileiros, em meio a estiagem e uma crise de abastecimento, anunciam um aumento imoral e desfilam na imprensa como se fossem os heróis da pátria. Se não bastasse isso, ainda vão multar quem desperdiçar água!!!

Vale ressaltar que os maiores culpados pelo desperdício de água no Brasil são as empresas públicas de água. As estatais chegam a perder 40% da água em suas redes de distribuição. Ou seja, esses canalhas tinham que ser enforcados, fuzilados e eletrocutados! Mas não, desfilam com vestimentas de heróis discutindo temas do século XIX, nos impondo a escassez, o racionamento e um ágio para consumir o que quase não existe mais. Isto sob o argumento de que estão sendo racionais, equilibrados e realistas. Um bando de ordinários e vagabundos!!!

Impostômetro alcança R$ 1,8 trilhão em 2014 e bate novo recorde

O Impostômetro, painel que mostra a soma dos impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros, alcançou R$ 1,8 trilhão, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que criou o painel em 2005. O painel está localizado na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo. Ele aponta o valor total de impostos destinados à União, aos estados e aos municípios. (G1)

Imagem: Reprodução / G1

— Os grandes inimigos da sociedade são o Estado brasileiro e seus agentes. Fico impressionado com a eficiência do Estado em arrecadar impostos e a ineficiência, deste mesmo Estado, em prestar um serviço público de qualidade ao cidadão. Pergunto a você ilustre contribuinte, independentemente do seu setor de atividade, o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta bilionária arrecadação de impostos? Claro, que não! Nunca correspondeu. Experimente requerer um documento na Receita Federal pra você ver o inferno que é.

Toda vez que o cidadão demanda por algo que dependa do setor público, ele vai passar por um sufoco maior do que passa o cidadão que demanda pelo mesmo serviço em países onde a sociedade é respeitada, onde o cidadão é respeitado.

Notem, não tenho nada contra a arrecadação de impostos, ela é fundamental e necessária para se investir em saúde, educação, segurança, transporte, habitação, saneamento etc e tal. Mas, cadê os investimentos? Você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não! É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? Olhe o que é o trem, o ônibus e a barca que você utiliza todos os dias! Está de bom tamanho? Claro, que não está! O Estado brasileiro só quer saber do povo pra duas coisas: Pagar imposto e votar.

Não é verdade que nós tenhamos que aceitar, como um padrão inevitável, essa qualidade de quinta categoria que o Estado impõe aos serviços que nos presta, isto é, quando nos presta. A máquina pública brasileira é uma das mais eficientes do mundo no recolhimento de impostos. O Estado brasileiro é rico, ele arrecada uma barbaridade de dinheiro em impostos. Mas o gasto, a gestão e a utilização do dinheiro público é esse que nós vemos todos os dias no noticiário: É o Itamaraty gastando R$ 460 mil com flores; É a Roseana Sarney gastando milhões de reais com camarão e lagosta; É o Renan Calheiros pegando jato da FAB pra fazer implante de cabelo; É o Senado fazendo compra de passagens aéreas muito acima do preço de mercado e por aí vai. É UM SURURU NA ZONA!!!

O Estado brasileiro é um lixo que funciona apenas em função dos seus próprios interesses e de seus controladores: OS POLÍTICOS. Só serve pra isso. É um  pavão formoso com os pés enfiados na lama.

"Viva o Brasil", minha gente!

ÁGUA: Estiagem do Sudeste pode estar relacionada à atividade solar

O período de estiagem que aflige a região Sudeste do Brasil podem estar relacionado a ciclos solares. É o que diz o pesquisador Hilton Silveira Pinto, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade de Campinas. (Revista Época)

Imagem: Reprodução / Revista Época

— De fato, a escassez de chuvas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e em outras regiões do país é muito grave. O Rio Paraíba do Sul, o mais importante da região sudeste, está com apenas 2% de sua vazão. Umas das nascentes do Rio São Francisco já secou. 

O problema pode até ser nacional, mas a falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com isso. Não tem nada a ver com o aumento da temperatura planetária, não tem nada a ver com a devastação desenfreada da Amazônia. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos nossos governantes que, durante décadas, não fizeram investimentos de prevenção e regulação do fornecimento de água para a população de seus Estados em caso de escassez de chuvas.

Vejam que, apesar da escassez de chuvas no país, o índice pluviométrico do Estado de São Paulo é de 1.400 milímetros por ano. Na Arábia Saudita, o índice pluviométrico é de 80 milímetros por ano e lá não está faltando água. O índice pluviométrico do Egito é de 30 milímetros por ano e não há nenhum registro de desabastecimento de água no Cairo.

Então, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.

Lobista ligado ao PMDB do Rio fazia conexão com a Petrobras

Segundo indícios colhidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Baiano intermediaria a contratação pela Petrobras de fornecedores e prestadores de serviços indicados por políticos. Ele também faria contato com as grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras. Esses contratos seriam superfaturados. Em troca, parte dessa "gordura" seria repassada aos políticos. A pessoas próximas, Baiano diz que mantém evidências que comprometeriam diversos políticos do PMDB. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Um criminoso, como esse ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não consegue viabilizar operações que envolvem milhões de reais, sem uma estrutura corrupta associada a ele. Por exemplo, para o lobista corrupto vender ao Ministério da Saúde um produto que o Ministério não deveria comprar, é preciso que o técnico responsável pela avaliação deste produto participe do negócio. É preciso que o cara da área financeira faça vista grossa diante do preço abusivo.

O que estou querendo dizer com isso é o seguinte: Lamentavelmente, a tragédia da corrupção no Brasil não está restrita às máfias político-partidárias que tomaram o Estado brasileiro de assalto, há décadas, e lá continuam. A questão da corrupção no Brasil é algo que já está impregnado na estrutura, na alma e nas artérias da máquina pública brasileira.

Para que essas máfias político-partidárias logrem sucesso nos golpes bilionários e sistemáticos que aplicam, é preciso haver a cumplicidade da máquina estável do Estado brasileiro, neste caso, a Petrobras. É preciso que haja cumplicidade dos seus funcionários, dos seus técnicos, dos seus servidores de carreira etc e tal.

Ah, mas isso é só na Petrobras? Não. Isso acontece nas estatais do Brasil inteiro! Ah, mas é só o PMDB? Não. É o PT, PDT, PTB, PSDB, PL, PR, PP, PSD, PRB, DEM,... são todos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos  tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. Os projetos de leis, as obras, as encomendas, as compras, os benefícios, as mordomias, os privilégios,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

"Parabéns" à Petrobras! "Parabéns" ao governo! "Viva o Brasil", minha gente!

Ex-diretor da Petrobrás diz que pagou propina a PT, PMDB e PP

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse que foi indicado para o cargo pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), em 2004, com a missão de montar um esquema de pagamento de propinas para políticos. Ele afirmou que a propina para os partidos era dividida na base de 1% para um e 2% para outro – sobre valores superfaturados de contratos da Petrobrás com empreiteiras e fornecedores. (Estadão)

Imagem: Reprodução / Estadão

— Isso mostra que, no Brasil, a bandalheira não tem partido. Muita gente acha que retirando um partido do poder e substituindo-o por outro, resolve-se o problema da corrupção no país. Infelizmente, não resolve. A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. A roubalheira está tão introduzida na cultura política brasileira que ninguém escapa. Quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB e DEM vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público. "Os políticos brasileiros não integram a espécie humana, eles são iguais a nós, mas não são como nós."

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

E se Aécio tivesse derrotado Dilma?

Minha gente, está escrevendo aqui alguém que acha a Dilma e o Aécio absolutamente iguais. Só não são iguais nas roupas que usam porque não cabe um no outro. Tirando isso, eles são de uma mesma lógica moral, de uma mesma moral política e de uma mesma escala de valores que faz com que se aliem a todo tipo de escória, só para lhes dar alguma vantagem no jogo do poder. 

Imagem: Reprodução / O Globo

Eles são de uma mesma escala de valores que faz com que a corrupção sobreviva em seus governos, como sobreviveu e ainda sobrevive, na era tucana em São Paulo. Como sobreviveu no mensalão tucano em Minas Gerais, ou seja, do mesmo jeito que prospera na era petista. Eles são iguais, não ele e ela como figura física de seus CPFs, não. Mas sim o que eles representam que é a mesma coisa.

Tenho a impressão muito forte de que, se Aécio tivesse derrotado Dilma não aconteceria nada, não mudaria nada. Não é por causa do Aécio, acho que não aconteceria também se fosse a Marina. Tenho sérias dúvidas se vai acontecer alguma mudança na reeleição de Dilma. Sabe por quê? Porque acho que não é pela via eleitoral que vamos conseguir as mudanças, mas sim pelo crescimento dos movimentos populares de massa nas ruas. Não é seu partido contra o meu, não sou eu contra você. Somos nós dois entendendo que os políticos brasileiros são a mesma coisa e que isso não nos interessa mais.

Tive a esperança que as manifestações de 2013 fossem produzir essa consequência, mas não produziram. Tenho pouca esperança de que Dilma representará uma mudança nesse status que tanto nos aflige. Como também não creio que Aécio pudesse ou quisesse fazê-lo.

Portanto, o jogo está jogado. E como todo jogo, há um vencedor e um perdedor. Em vez do derrotado ficar tentando esculhambar o vencedor, ele tem que fazer por onde para vencer o próximo jogo. É assim que tem que ser, é assim que funciona. No mais, só resta torcer para que o jogo seja bom, porque um mau governo é ruim pra todo mundo. Então, o que eu quero agora é que a partida prospere, porque todo mundo precisa que esse jogo seja bom e que o país melhore, pouco me importa sob o governo de quem ele esteja.

domingo, 9 de novembro de 2014

Eleições 2014: Com mais de 56% dos votos válidos, Pezão é eleito governador do Rio

Estamos vivendo a segunda semana de uma "nova era". A segunda semana de um Rio de Janeiro novo, segunda semana de um Rio de Janeiro que vai mudar, segunda semana do Rio de Janeiro paraíso, segunda semana do Rio de Janeiro solução dos problemas, segunda semana do Rio de Janeiro consciente e por aí vai. Estamos vivendo, portanto, nesta segunda semana uma "nova realidade". Até o dia 26 de outubro vivíamos a expectativa de saber quem conduziria essa "nova realidade" prometida pelos candidatos durante toda a campanha eleitoral.

Imagem: Reprodução / Jornal do Brasil

Tenho a impressão de que não vai acontecer nada. Não é por causa do Pezão, acho que não aconteceria nada também se fosse o Crivella. Tenho sérias dúvidas se fosse Garotinho ou Lindberg. Sabe porquê? Porque acho que não é pela via eleitoral, como está colocada aqui no Brasil, que nós vamos conseguir as mudanças que queremos. Mas sim pelo crescimento dos movimentos populares de massa nas ruas. É pelo bafo no cangote da classe política. Não é seu partido contra o meu, não sou eu contra você. Somos nós dois entendendo que os políticos são a mesma coisa, representam os mesmos valores, o mesmo jogo e a mesma lógica. Somos nós dois entendendo que isso não nos interessa mais.

Tenho pouca esperança de que Pezão representará uma mudança nesse status que tanto nos aflige. Como não creio que Crivella pudesse fazê-lo ou quisesse fazê-lo.

Eleições 2014: Dilma Rousseff é reeleita presidente do Brasil com 54,5 milhões de votos no segundo turno

Estamos vivendo a segunda semana de uma "nova era". A segunda semana de um Brasil novo, segunda semana de um Brasil que vai mudar, segunda semana do Brasil paraíso, segunda semana do Brasil solução dos problemas, segunda semana do Brasil consciente e por aí vai. Estamos vivendo, portanto, nesta segunda semana uma "nova realidade". Até o dia 26 de outubro, vivíamos a expectativa de saber quem conduziria essa "nova realidade" prometida pelos candidatos durante toda a campanha eleitoral. Essa escolha foi decidida soberanamente pelos eleitores brasileiros, numa votação apertada como nunca havíamos visto.

Imagem: Reprodução / G1

Vivemos uma campanha eleitoral cheia de altos e baixos, ataques, ofensas, armadilhas retóricas, golpes abaixo da cintura etc e tal. Enfim, teve de tudo. Tanto de tudo teve, que o nível de interesse da população nesta eleição foi inédito. Parece que esta campanha eleitoral mostrou um interesse maior da população pela política, especialmente entre os mais jovens, e consolidou a entrada da internet no processo de uma forma que não se viu em 2010.

O que fez essa eleição? O que fez essa campanha eleitoral? Ela produziu um jogo com uma taxa de polarização nunca vista antes, com ingredientes adicionais que só a internet e suas redes sociais poderiam imprimir. E a tendência é que ela se expanda, cada vez mais, nesse sentido. A parte boa desse processo, claro, é ainda uma hipótese, mas uma hipótese muito positiva de que, talvez, tenhamos um povo, que sai dessa eleição, com um interesse aumentado pelo assunto chamado política. Um interesse aumentado com uma taxa de senso crítico elevada também. Talvez esse tenha sido o ganho real que essa eleição produziu.

Por que isso? Porque uma sociedade politizada, atenta à política, não é necessariamente uma sociedade que faz o jogo dos políticos ou dos partidos. Mas sim uma sociedade que, sendo politizada, fará com que os políticos e os partidos façam o seu jogo, ou seja, mais do que tem feito até aqui. Tenho a esperança de que, não apenas uma nova geração de brasileiros jovens, como toda a sociedade, tenha se aproximado de forma permanente e crescente do assunto política.

Vejam, precisamos viver e fazer política como sociedade, porque se não fizermos, eles, como tem sido até agora, o farão sozinhos. E aí, farão como têm feito historicamente nas últimas 20 eleições. Pergunto a você ilustre eleitor-contribuinte o seguinte: Por que a política e os políticos no Uruguai, na Argentina e no Chile são diferentes? Por que nesses países a política não é como aqui no Brasil? Por que lá não é assim? Porque os uruguaios, os argentinos e os chilenos são povos politizados. Povos que têm na política algo que está incorporado em suas rotinas diárias. Eles sabem o quanto é importante que a política seja gerida pela sociedade, eles sabem o quanto é importante que a política seja ditada no ritmo e nos padrões impostos pela sociedade.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições 2014: Saiba quais serão os desafios para o presidente que será eleito neste domingo

Domingo é dia de eleição. No primeiro turno, 28% dos eleitores resolveram não comparecer, anular ou votar em branco. Mas, para a grande maioria da população é dia de escolher o candidato que pode preencher as expectativas de um Brasil melhor. Aqueles que acham que nenhum dos dois preenchem essa possibilidade, e eu estou entre eles, simplesmente podem se dar ao conforto de não comparecerem às urnas, assim como eu não comparecerei também. Paga-se depois as multas etc e tal. É um ato político tão consciente quanto o de votar.

Imagem: Reprodução / O Globo

Vamos torcer para que o eleito possa cumprir, pelo menos, um pedacinho das promessas feitas ao longo dessa, interminável, campanha eleitoral, e que, acima de tudo, possa tratar de um assunto fundamental para o Brasil poder respirar melhor: É preciso fazer uma reforma política, pra valer, que coloque a classe política subordinada à sociedade brasileira.

No mundo inteiro, o voto não é apenas mais uma manifestação para renovar mandatos, manter ou tirar partidos do poder. O voto faz isso, mas também define várias políticas nacionais no próprio processo de eleição. Os uruguaios, por exemplo, vão fazer hoje o 1º turno da eleição presidencial. Mas, junto com o 1º turno, os eleitores uruguaios, aqui do lado, vão decidir se querem, no mesmo voto e na mesma urna, a redução da maioridade penal ou não.

Há vários temas aqui no Brasil que poderiam ser decididos no mesmo processo eleitoral, inclusive a redução da maioridade penal. Mas, não são decididos porque a classe política brasileira só quer saber do voto para efeito de renovação do seu poder e de sua permanência no controle do Estado.

Então, espero que a escolha feita neste domingo, por cada um de vocês, possa ser vitoriosa no sentido de fazer com que seu candidato cumpra, ao menos, uma pequena parte do paraíso que nos prometeu ao longo da campanha eleitoral. Fique certo de uma coisa eleitor, a partir de segunda-feira a sua vida não mudará, escolha quem quiser escolher, resulte no que resultar esta eleição, a sua vida continuará a mesma. O pais precisará de muitas outras coisas, providências e lideranças para colocar nos trilhos tudo que está fora deles. Temos muitos problemas urgentes para resolver e nós não vamos resolvê-los num prazo visível, com esta classe política e a legislação eleitoral que aí está, seja qual for o candidato escolhido.

A nossa vida não vai mudar a partir de segunda-feira! Vida que segue! Tenham um bom domingo eleitoral!