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quinta-feira, 24 de março de 2016

Operação Lava Jato completa 2 anos e garante devolução de R$ 2,9 bilhões

A investigação que começou em postos de gasolina de Londrina, no Paraná, chegou ao ápice na última semana, quando gravações telefônicas registraram conversas de Lula com a presidente Dilma Rousseff. É a Lava Jato, que completou dois anos na última quinta-feira e virou tema central no debate político. Os números mostram a dimensão da operação. Só de dinheiro recuperado, foram R$ 2,9 bilhões. Antes disso, a investigação com mais sucesso neste sentido conseguiu a cifra de R$ 70 milhões, no caso Banestado. (Extra Online)

Imagem: Reprodução/Extra Online

— A Operação Lava Jato da Polícia Federal é o maior patrimônio contemporâneo da sociedade brasileira. Ela é, até o momento, o primeiro e único advento histórico que mudou a forma das instituições enfrentarem a praga da corrupção no Brasil. Ela mudou o tratamento desigual concedido, por essas instituições, a poderosos e não poderosos. E que talvez possa produzir um novo patamar para que a sociedade brasileira se livre desse câncer que corrói a nossa economia e nossas relações sociais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eduardo Cunha diz ter 'total' condição de presidir a Câmara mesmo se virar réu

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi denunciado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, por suspeita de de receber ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de afretamento de navios-sonda da Petrobrás em 2006 e 2007 pela diretoria Internacional da estatal - cota do PMDB no esquema. O peemedebista é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. (ISTOÉ Independente)


— Quando nos deparamos com afirmações desta natureza, temos absoluta certeza de que estamos entregues ao que há de pior na sociedade brasileira. Nós estamos nas mãos de uma gente de quinta categoria. Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade! Notem, no parlamento de um país sério, estes escândalos de corrupção já teriam determinado, há muito tempo, o afastamento do parlamentar de suas funções e, consequentemente, a renúncia de seu mandato. Mas, aqui no Brasil, a gente sabe como a coisa funciona. Quanto mais denúncias aparecem, mais o alvo das denúncias diz que está sendo vítima de um complô, de uma maquinação de inimigos, de conspiração da imprensa, de vazamento seletivo e tudo mais.

Então, na verdade, não acontece aqui o mesmo que acontece em muitos países sérios quando homens públicos se vêem diante de escândalos de corrupção. Em países onde o dinheiro público é respeitado, casos como este sucedem-se por parte das autoridades envolvidas pedidos de desculpas, atitudes de arrependimento e outras coisas mais. Aqui no Brasil, a sensação que a gente tem é que o cara vai se fortalecendo com as notícias adversas e afirmando, de maneira cada vez mais peremptória, que não renuncia, que não abre mão do mandato e que vai continuar conduzindo decisões vitais para o país, como por exemplo, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Como é que pode alguém nessa situação e com essa suspeição, conduzir processos importantes para o país. Não poderia, isso deveria ser delegado a um outro parlamentar que tenha ficha limpa no Congresso. Que aliás são poucos!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) será investigado por corrupção e lavagem de dinheiro

Um dos 49 nomes citados pelos delatores do petrolão, o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), será investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki aceitou pedido de investigação contra Cunha e outros 21 deputados federais. A lista de políticos enrolados no petrolão contabiliza ainda doze senadores. Sete peemedebistas, além do lobista Fernando Baiano, ligado à sigla, estão na lista apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução/VEJA.com

— Isso é coisa típica da média moral que predomina no Congresso Nacional. Notem, estou falando do presidente da Câmara dos Deputados, o cargo mais importante da hierarquia parlamentar. Se fossemos para o Senado estaríamos analisando também o cargo mais importante desta hierarquia que é ocupado por Renan Calheiros (PMDB), outro de caráter suspeito e duvidoso. Então, esse é o padrão moral daquela gente. Não se assustem quando algo assim acontece, porque estamos apenas diante de algo que foi descoberto. Essa é a média moral predominante no Congresso Nacional brasileiro em seu dia-a-dia.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), não é um ponto fora da curva, ele é a curva. Ele é a expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. Os políticos brasileiros estão alí para roubar, furtar e pilhar o Estado brasileiro. Quem acha que esse é um discurso que desqualifica a política ou o papel do político está errado. É um discurso que desqualifica a política praticada aqui no Brasil por essa geração que está aí, que aliás, é igual a muitas anteriores.

Essa corja peemedebista (PMDB), petista (PT), tucana (PSDB), pedetista (PDT), petebista (PTB), demista (DEM),... todos eles. Essa corja que domina o Congresso Nacional, faz com que a fatia ética da política seja uma minoria impotente e incapaz de intervir de forma incisiva em projetos a favor ou contra os interesses da população. Essas quadrilhas precisam ser banidas da política brasileira.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

domingo, 21 de junho de 2015

Servidores buscam cestas básicas com ambulâncias e carros públicos

A distribuição de cestas básicas em Sorocaba, no interior de São Paulo, virou caso de polícia. Funcionários da prefeitura estão usando até as ambulâncias, durante o horário de serviço, para pegar o benefício. A ambulância deve socorrer alguém, transportar um paciente. É o que se espera de um veículo assim. Mas o motorista dá a volta e estaciona. Ele parou para pegar a cesta básica que recebe todo mês da prefeitura de Sorocaba. A empresa que fornece as cestas para os funcionários da prefeitura faz a entrega de casa em casa. Mas quem não quer esperar pode ir até os pontos de distribuição. O problema é como muitos servidores chegam até esses locais: usando carros e combustível que não são deles. (G1)

Imagem: Reprodução/G1

— Os desvios de conduta dos servidores públicos no Brasil são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que no setor privado. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo funcionários públicos em todos os setores da máquina pública. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o servidor público é uma espécie de exemplo a ser seguido e o trabalhador comum, que sustenta essa máquina pública com seus impostos, uma espécie inferior e pedinte de serviços públicos, não. Muito pelo contrário, dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Aí, quando você fala de determinados setores, os caras têm ataques de pelanca e começam a entender interesses escusos nas críticas que você faz, não é o caso. A crítica é a mesma e é feita pela mesma razão, o Estado brasileiro está tomado por desvios de conduta, corrupção, bandalheira e falta de respeito ao dinheiro público. Estes atos da reportagem acima, são atos de desrespeito ao dinheiro público.

Isso é bandalheira típica dos piores corruptos do Brasil. E tem mais, não vou amenizar minhas palavras só porque se trata de uma esperteza cultural e cotidiana de vocês. Quando agem dessa maneira se igualam ao mesmo lixo de qualquer corrupção, de qualquer desvio de conduta ou de qualquer má versação do dinheiro público. Vocês estão “metendo a mão no dinheiro do contribuinte”, e pouco me importa qual a justificativa dada por vocês. É uma vergonha o que se transformou o setor público no Brasil!!!

domingo, 29 de março de 2015

Operação da PF apura desvios de R$ 19 bilhões na Receita Federal

As investigações iniciadas em 2013 apontaram que grupos de servidores estariam manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos no conselho. A Operação Zelotes pode ser maior que a Lava Jato, que apura desvios da ordem de R$ 10 bilhões. A organização atuava no órgão patrocinando interesses privados, buscando influenciar e corromper conselheiros com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infração e da Receita, o que resultaria em milhões de reais economizados pelas empresas autuadas em detrimento do erário da União. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— Minha gente, o Estado brasileiro existe, única e exclusivamente, para roubar a sociedade brasileira. Ele é o maior inimigo da sociedade. Vejam que, a roubalheira no Brasil não é só culpa das máfias político-partidárias. Quiséramos nós que fossem apenas as máfias políticas a face corrupta do Estado brasileiro, infelizmente não é. A máquina pública, institucional e funcional, está profundamente comprometida com a corrupção. O tamanho, a abrangência e a disseminação dos casos mostra que nós temos um inimigo sério a enfrentar, que é o Estado brasileiro e seu vício em roubar a sociedade. Ele está para o roubo assim como os zumbis da cracolândia estão para o crack. O Estado brasileiro e seus agentes, públicos e políticos, são dependentes químicos da roubalheira.

A voz das ruas pelo Brasil, contra Dilma Rousseff

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Imagem: Rreprodução/Correio Braziliense
Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Em vez de vir a público apenas pra dizer que as manifestações fazem parte da democracia, a presidente Dilma tem que dizer o seguinte: “Vamos atender o pedido das ruas! Vamos resolver! Isso vai mudar! A Assembléia que custa R$ 2 milhões, vai custar R$ 800 mil. Mordomias de deputados serão cortadas e verbas de gabinetes também”. É isso! O Estado tem que apertar o cinto dele e não o nosso para garantir a sobrevivência e a mordomia dele. Tem muita coisa que dá pra fazer e não é preciso que a rua diga o que é, a rua já disse o que quer: RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Em todo país, 2 milhões vão às ruas contra o governo Dilma Rousseff

Todo mundo vai se manifestar mais e por mais motivos a partir de agora. Foi a redescoberta de que; é nas ruas que decidimos as paradas épicas, centrais e fundamentais. Achar que abaixo assinado de internet vai resolver o problema é pura ilusão. Esse negócio de ficar indignado não basta. Sabe por que? Bandido também fica indignado! Chame o Maluf de ladrão! Chame o Sarney de ladrão pra você ver o que acontece! Sabe o que acontece? Eles processam você e qualquer jornalista que fizer isso. Portanto, indignação é um sentimento que qualquer vagabundo tem!

Imagem: Reprodução/O Globo
Estou muito feliz e orgulhoso de ter vivido esse momento. Achei que depois das manifestações das Diretas-Já, dos caras-pintadas e de 2013, nunca mais fosse ver isso de novo no Brasil. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada. 

Mas, o que viraram esses espaços aqui? O que viraram os partidos? O que viraram as casas parlamentares? O que virou a máquina pública? O que virou o Estado? O que viraram as entidades como a UNE e a CUT? Viraram órgãos públicos (chapa branca) pra fazer o jogo de conveniência deles. Entidades estas que, em outros momentos da vida nacional, tiveram essa função de canalizar e verbalizar as reivindicações da população. É claro que estes espaços precisam ser retomados!

Não é porque a democracia no Brasil foi transformada numa ‘merda’, pela apropriação que dela fizeram os políticos e os agentes públicos, que nós vamos ficar contra a democracia. Muito pelo contrário, ela é o melhor que podemos ter. O fato dos políticos brasileiros terem transformado o Congresso Nacional numa caverna de Ali Babá, lotado de ladrões e vagabundos, não quer dizer que o Congresso deva ser fechado. Ele tem que ser faxinado, e não fechado como instituição que representa e media as tensões e reivindicações dos anseios populares.

O que se tornaram os partidos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legendas e acordos. Os políticos são tão canalhas, tão cínicos e tão vagabundos que chegam a dar entrevistas dizendo o seguinte: “Tem que ver o que a presidente Dilma vai dar pra gente, né”. Assim, claramente! “Ah, se a presidente não der o que estamos pedindo, a gente não vai votar com ela não”. Assim, com esse teor!

Então, essa moral tem que mudar, e ela vai mudar se as manifestações persistirem até essa realidade se ajustar ao que a rua quer, ao que o povo quer. E o povo quer RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!!!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

'Fora Dilma' reúne 210 mil em São Paulo e multidões pelo país

Mais um dia histórico e emblemático que reuniu 210 mil pessoas em São Paulo e multidões pelo país. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Brasil no último dia 15 de março.

Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo
Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária querendo se aproveitar da boa chama da população nas ruas. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada.

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Fico me perguntando o seguinte: Quantos anos mais serão necessários para chegarmos a um estágio, não dos nossos sonhos, mas, que muitos países já têm desde o pós-guerra. A Europa já fixou padrões exemplares de RESPEITO ao cidadão, de conduta dos agentes públicos e de funcionamento da máquina pública que persistem até hoje. Lá, os agentes políticos entendem que o cidadão é prioridade e precisa ser olhado com reverência, com respeito e até com submissão.

Isso não é nada demais, ninguém está pedindo nada do que já se tem em incontáveis países do mundo. Notem, ninguém está querendo que o Estado brasileiro se transforme num Éden ou num paraíso com ninfas esvoaçantes. Nada disso, nós queremos apenas um Estado que nos RESPEITE. A falta de RESPEITO do Estado brasileiro faz com que as coisas tomem dimensões trágicas. Essa falta de RESPEITO é a mesma que transformou a saúde pública numa máquina de matar gente. É a mesma que transformou a escola pública numa máquina de reproduzir injustiças e produzir mão-de-obra fácil para a marginalidade. É a máquina pública que transformou a ocupação urbana no caos que está, pela ausência de políticas de habitação, de planejamento etc e tal. Tudo que a gente está vendo no país resulta da ausência ou dos erros da máquina pública. Temos que reconhecer que a culpa também é nossa porque nada fizemos para mudar essa realidade. Agora, os movimentos de massa nas ruas começam a esboçar uma reação a tudo isso. Vamos ver no que vai resultar!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Manifestação contra o governo Dilma é maior desde as 'Diretas-Já'

Isso não acontece com frequência, são acontecimentos históricos. Momentos como esse são emblemáticos porque mudam e escrevem a história de um país. Com todo respeito ao movimento das Diretas-Já e as manifestações dos caras-pintadas, mas, eles integraram de forma significativa um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Em ambos os momentos, grandes grupos políticos bastante comprometidos com a corrupção e os que não estavam comprometidos com a bandalheira, também queriam as mesmas mudanças.

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo
Ou seja, tanto o movimento dos caras-pintadas quanto as manifestações das Diretas-Já, deram uma legitimidade de rua e de juventude a um momento histórico que, inevitavelmente, aconteceria no mesmo curso e na mesma direção de forças políticas. Enfim, estas duas manifestações históricas contaram com um ambiente político e institucional favorável.

Contudo, isso não significa que ambas as manifestações foram massa de manobra, de jeito nenhum. Muito pelo contrário, significa que elas deram rosto, energia, oxigênio, expressão e grito a movimentos importantes que protestaram contra um regime ditador, e outro, que depôs um quadrilheiro, um ladrão, um criminoso da Presidência da República.

Hoje não. Essa manifestação do último dia 15 de março, veio na contramão do Planalto, do Congresso e da imprensa. Um movimento pacífico e sem líder, mas unido por um sentimento e por um estado de espírito. Por isso, ele é diferente e muito mais histórico do que o movimento das Diretas-Já e dos caras-pintadas. Portanto, muito mais determinante para uma mudança de mentalidade.

Estou muito orgulhoso. É uma página memorável mais emblemática do que muitos outros momentos marcantes da história brasileira. Este foi o momento em que uma geração inteira despertou e foi às ruas. Rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização. E, junto dessa juventude mobilizada por sua própria iniciativa, por seu próprio espírito de nacionalidade e civilidade, a sociedade inteira veio atrás.

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Repórteres da Globo cobrem manifestações com 'kit de guerra'

Escaldadas com as agressões sofridas nas manifestações de junho de 2013, as emissoras de TV cobriram os protestos de 15 de março como se estivessem em um campo de batalha. Em todo o país, repórteres da Globo e de suas afiliadas só foram para as ruas com um "kit de guerra", que inclui capacete, colete e máscara para proteção contra gases. Na verdade, a Globo mandou poucos repórteres para o asfalto. Nas entradas ao vivo, os repórteres apareceram em helicópteros e em sacadas ou coberturas de prédios, longe dos manifestantes. Todas as redes tomam precauções ao cobrir manifestações populares. (Notícias da TV)

Imagem: Reprodução/ Notícias da TV

— A imagem da imprensa, principalmente da Rede Globo, é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da imprensa que foi construída pela própria imprensa, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso que acontece com emissoras de TV que mais apoiam do que criticam o Estado e seus governantes, não só em São Paulo, mas em todo país.

O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defende a atitude dos manifestantes que hostilizam e expulsam as emissoras de TV: "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PT chega aos 35 anos como o partido brasileiro mais corrupto de todos os tempos

O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / Revista Veja

— Mais um escândalo na imprensa mostra que a corrupção no Brasil não tem partido. Ela é de direita, de esquerda, de cima, de baixo, de magro, de gordo, de jovem, de velho, de branco, de preto, de roxo, de amarelo e por aí vai. A bandalheira, a canalhice e a roubalheira no país não é problema de um único partido, mas sim de todas as legendas partidárias. Temos escândalos de roubalheira em todas as legendas partidárias. Não precisamos voltar muito tempo atrás. Não é preciso voltar à era Sarney ou à ditadura, não. Mais recentemente, vamos encontrar escândalo do DEM, do PP, do PR, do PMDB (esse então está em todos), do PSDB, do PT, do PTB etc e tal.

Não podemos ficar individualizando o protagonismo da corrupção nacional. O protagonista desta corrupção no momento, sem sombra de dúvida, é o PT. E a peça em cartaz é a Petrobras. Mas, ao tirar esta peça em cartaz, vamos encontrar outros escândalos do PT. Depois, ao tirar o PT da peça, vamos encontrar outros partidos envolvidos em outros escândalos.

Portanto, isso mostra que a corrupção no Brasil é uma questão estrutural, é algo que está impregnado no Estado brasileiro e que contamina todos que fazem parte dele. Estado esse, que é propriedade exclusiva das máfias partidárias. Verdadeiras quadrilhas que se revezam no poder, legitimadas por eleições que só existem pra dar-lhes acesso à jugular do Estado brasileiro.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades. É preciso fazer com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Se conseguirmos construir um país, onde vagabundo que rouba dinheiro público pegue 40 anos de cadeia, nós vamos mudar a realidade do Brasil em pouco tempo.

Tomara que isso aconteça! Quem sabe nossos filhos viverão num país melhor!

Lava Jato: PT recebeu US$ 200 milhões em propina da Petrobras, diz delator

Ex-gerente de Serviços Pedro Barusco afirma em delação que entre 2003 e 2013 o partido arrecadou um montante próximo desse valor em comissões ilícitas; depoimento foi base para a 9ª fase da Lava Jato. Segundo Pedro Barusco, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, arrecadou entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas para o partido a partir de porcentagens cobradas de 1% a 2% do valor de contratos da estatal firmados por quatro diretorias – além da de Serviços, a de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. O PT, segundo ex-gerente, “representado” pelo tesoureiro do partido, ficava sempre com metade do porcentual arrecadado ilegalmente. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / O Estado de S.Paulo

— O que se tornaram os partidos políticos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legenda, acordos e todo tipo de bandalheira que se possa imaginar. Os partidos políticos constituem uma quadrilha, numerosíssima, que tomou o Estado de assalto e dele se alimentam cada vez mais. Eles se apropriaram da máquina pública para viver às custas do Estado, enriquecendo os filhos, os genros, as noras, as filhas, os netos, as amantes, os pais, os irmãos, os sócios e por aí vai. 

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para mudar a realidade e ajudar a sociedade a se organizar. Nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder para alterar a realidade do país, o que eles querem é permanecer no poder através das eleições. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias. Minha gente, o jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria!!!

É só olhar o que mudou nos últimos 20 anos no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Aí, pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso! O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os partidos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e nada mais. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de entender que o Estado brasileiro está fora de controle. Isso não é um discurso anarquista, mas sim, um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Lobista ligado ao PMDB do Rio fazia conexão com a Petrobras

Segundo indícios colhidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Baiano intermediaria a contratação pela Petrobras de fornecedores e prestadores de serviços indicados por políticos. Ele também faria contato com as grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras. Esses contratos seriam superfaturados. Em troca, parte dessa "gordura" seria repassada aos políticos. A pessoas próximas, Baiano diz que mantém evidências que comprometeriam diversos políticos do PMDB. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Um criminoso, como esse ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não consegue viabilizar operações que envolvem milhões de reais, sem uma estrutura corrupta associada a ele. Por exemplo, para o lobista corrupto vender ao Ministério da Saúde um produto que o Ministério não deveria comprar, é preciso que o técnico responsável pela avaliação deste produto participe do negócio. É preciso que o cara da área financeira faça vista grossa diante do preço abusivo.

O que estou querendo dizer com isso é o seguinte: Lamentavelmente, a tragédia da corrupção no Brasil não está restrita às máfias político-partidárias que tomaram o Estado brasileiro de assalto, há décadas, e lá continuam. A questão da corrupção no Brasil é algo que já está impregnado na estrutura, na alma e nas artérias da máquina pública brasileira.

Para que essas máfias político-partidárias logrem sucesso nos golpes bilionários e sistemáticos que aplicam, é preciso haver a cumplicidade da máquina estável do Estado brasileiro, neste caso, a Petrobras. É preciso que haja cumplicidade dos seus funcionários, dos seus técnicos, dos seus servidores de carreira etc e tal.

Ah, mas isso é só na Petrobras? Não. Isso acontece nas estatais do Brasil inteiro! Ah, mas é só o PMDB? Não. É o PT, PDT, PTB, PSDB, PL, PR, PP, PSD, PRB, DEM,... são todos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos  tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. Os projetos de leis, as obras, as encomendas, as compras, os benefícios, as mordomias, os privilégios,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

"Parabéns" à Petrobras! "Parabéns" ao governo! "Viva o Brasil", minha gente!

Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Taí, o já falecido, ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, acusado de ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do mesmo jeito que os outros aliados petistas vinham, até agora, sendo denunciados por terem recebido.

O que é mais importante mostrar com isso? O mais importante é mostrar que a roubalheira neste país não tem legenda, a ladroagem no Brasil está nas mãos da classe política. A classe política brasileira rouba desesperadamente, há muitas décadas, em todos os lugares onde pode roubar. Não tem esquerda nem direita. O que tem é ladrão de esquerda e ladrão de direita, ladrão que rouba menos e ladrão que rouba mais.

A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. Nenhum partido escapa, quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM... aí vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Ex-diretor da Petrobrás diz que pagou propina a PT, PMDB e PP

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse que foi indicado para o cargo pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), em 2004, com a missão de montar um esquema de pagamento de propinas para políticos. Ele afirmou que a propina para os partidos era dividida na base de 1% para um e 2% para outro – sobre valores superfaturados de contratos da Petrobrás com empreiteiras e fornecedores. (Estadão)

Imagem: Reprodução / Estadão

— Isso mostra que, no Brasil, a bandalheira não tem partido. Muita gente acha que retirando um partido do poder e substituindo-o por outro, resolve-se o problema da corrupção no país. Infelizmente, não resolve. A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. A roubalheira está tão introduzida na cultura política brasileira que ninguém escapa. Quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB e DEM vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público. "Os políticos brasileiros não integram a espécie humana, eles são iguais a nós, mas não são como nós."

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Avaliação positiva de Dilma despenca de 42% para 23%, diz Datafolha

Com o escândalo da Petrobras à tona e a piora na expectativa em relação à economia, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despencou e atingiu a pior marca de seu governo; foi de 42% (avaliação boa/ótima) em dezembro passado para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha. Em contrapartida, os entrevistados que avaliam o governo como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. O número dos que acham a administração petista regular permaneceu em 33%. Na ocasião dos protestos de junho de 2013, a popularidade de Dilma era de 30%, de acordo com o instituto.

Imagem: Reprodução / Valor Econômico

Diz ainda o Datafolha que para 77% dos entrevistados a presidente tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% deles, ela sabia do escândalo e não agiu.

Segundo o instituto, é a pior avaliação de um presidente desde dezembro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso tinha 46% de rejeição (avaliação ruim/péssima). Para o jornal Folha de S.Paulo, “o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Fernando Collor de Mello.”

Após quatro anos de governo, Dilma obteve, de acordo com o Datafolha, a primeira "nota vermelha" de sua gestão; uma média de 4,8. Para 47% dos entrevistados, a presidente é “desonesta”. Outros 54% falam que ela é “falsa” e 50%, “indecisa”.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 60% dos eleitores disseram que Dilma mentiu na campanha - 46% acreditam que ela mais mentiu que disse verdades e 14%, que ela só mentiu.

O Datafolha ouviu 4 mil entrevistados em 188 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

(Texto: Reprodução/O Globo)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Patrimônio de candidatos ao governo do Ceará soma R$ 100,7 milhões

Os quatro candidatos ao governo do Ceará apresentaram à Justiça Eleitoral as respectivas declarações de bens. O patrimônio dos quatro candidatos soma R$ 100,7 milhões. Eunício Oliveira, do PMDB, declarou patrimônio estimado em R$ 99 milhões. A soma patrimonial dos candidatos Aílton Lopes (PSol), Camilo Santana (PT) e Eliane Novais (PSB) é de R$ 1,7 milhão. (G1)

Imagem: Reprodução / Portal G1

— A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. Há momentos em que fico me perguntando se temos escapatória com um Estado que nós deixamos que se construísse neste país, diante do nosso silêncio, da nossa omissão e, às vezes, até da nossa participação através da eleição sucessiva de figuras perniciosas que tomaram conta da máquina pública. Os políticos são os grandes inimigos da sociedade, eles constituem uma quadrilha, numerosíssima, que se apropriou do Estado para enriquecer às custas deste mesmo Estado. Ano após ano, essas figuras públicas ficam roubando, enriquecendo e afrontando a opinião pública e a imprensa. Todos estão milionários. Passaram a vida no setor público e construíram fortunas impressionantes. No Brasil inteiro temos exemplos assim. É incrível o que os políticos são capazes de fazer em benefício do seu grupo, dos seus sócios ocultos, dos seus financiadores e por aí vai.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para mudar a realidade e ajudar a sociedade a se organizar. Nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder para alterar a realidade do país, o que eles querem, através das eleições, é permanecer no poder. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. Supondo que toda sociedade tivesse a média moral e ética dos políticos brasileiros, ainda sim, ela não enriquece na proporção e na velocidade que os políticos enriquecem. Ou seja, nem isso serve de consolo. Portanto, é uma mentira dizer que a classe política é a representação da média moral da sociedade brasileira. O brasileiro não é como os políticos são, eles são a escória do país. É claro que, em meio a esse antro, temos figuras probas, temos exceções. Mas as exceções não são exceções, são álibis. Isto porque, sendo uma minoria, legitimam a maioria caracterizada pelos desvios de conduta.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Em 4 anos, candidatos ficaram 1.100% mais ricos

Média de aumento foi de aproximadamente 95% no patrimônio líquido de quem disputa o governo do Estado em todo o Brasil. O patrimônio do senador Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao governo do Ceará, foi o que mais cresceu: saiu de R$ 36 milhões em 2010 para R$ 99 milhões. (Último Segundo)

Imagem: Reprodução / Último Segundo

— Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os partidos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si. São os privilégios que têm e seus interesses preservados dentro do Estado pelas máfias político-partidárias, que tomaram este mesmo Estado, há décadas. Todos estão milionários, essas figuras, passaram a vida no setor público e construíram fortunas impressionantes. No Brasil inteiro temos exemplos assim.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? Claro, que não! O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Muito menos de um discurso anarquista. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Candidatos ao governo de MS declaram ao TSE R$ 44,3 milhões em bens patrimoniais

Dos seis candidatos que disputam o governo de Mato Grosso do Sul, cinco já estão com a declaração de bens disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para consulta. O patrimônio dos cinco candidatos soma R$ 44.325.716,93. O candidato do PSDB, Reinaldo Azambuja, declarou possuir bens no valor de R$ 37.850.615,73. (G1)

Imagem: Reprodução / Portal G1

— Salvo raríssimas exceções, podemos dizer como um todo que, a classe política brasileira é a escória da sociedade. Os políticos são os grandes inimigos da sociedade, eles constituem uma quadrilha, numerosíssima, que se apropriou do Estado para enriquecer às custas deste mesmo Estado. A média de qualidade ética, moral e comportamental dos políticos brasileiros é muito inferior à média moral da sociedade brasileira. É impressionante o que vossas excelências são capazes de fazer em benefício do seu grupo político , dos seus financiadores, dos seus sócios ocultos e por aí vai. Todos estão milionários, passaram a vida no setor público e construíram fortunas impressionantes. No Brasil inteiro temos exemplos assim. E mais, diria até que, quanto mais pobre é a região, mais rápido as fortunas se formam.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. É claro que, em meio a esse antro, temos figuras probas, temos exceções. Mas as exceções não são exceções, são álibis. Isto porque, sendo uma minoria, legitimam a maioria caracterizada pelos desvios de conduta.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Paciente fica 40 dias em corredor de hospital público da BA aguardando cirurgia

Ele foi internado na unidade de saúde depois que quebrou a perna durante um acidente de trânsito. "Fiquei lá esperando pela cirurgia no fêmur por um mês e dez dias", contou o pintor José Henrique Oliveira, 18. (UOL Notícias)

Imagem: Reprodução / UOL Notícias

— Esse é o retrato típico da moral que predomina na relação do Estado brasileiro com a sociedade. Ele tem sonegado à população saúde, educação, segurança e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor e muita morte. Esse Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Não procuro criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado.

Não se trata apenas de não dar serviços na qualidade que deveria dar. Trata-se, também, da capacidade do Estado de sangrar a sociedade, pelo excesso de impostos cobrados, para sustentar suas mordomias, seus privilégios e prestar um serviço de quinta categoria à população. Notem, não sou contra o Estado. Acho fundamental que se tenha um Estado forte, presente, dono de tudo e que cuide de tudo melhor do que qualquer outro gestor privado, porque ele é nosso representante e nos pertence. Seria ótimo que o Estado tivesse em suas mãos todas as escolas, os hospitais, as estradas, os transportes, a segurança, as refinarias, a exploração do petróleo etc e tal. Em tese, seria tudo mais barato, mais ágil e mais eficaz pra nós.

Mas você sabe porque isso não acontece? Porque tudo que vai pra mão do Estado passa a ser só dele. Deixa de ser algo da sociedade e se torna algo do esquema dele. Ou seja, vira moeda de troca no esquema do deputado, do vereador, do senador, do prefeito, do governador e do(a) presidente.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e nada mais. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Vejam, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de entender que o Estado brasileiro está fora de controle. Isso não é um discurso anarquista, mas sim, um discurso aplicado à realidade brasileira. É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a roubalheira e os desvios de conduta? Diminuiu a violência, as mordomias e os privilégios de vossas excelências? Claro, que não!

É por isso que defendo o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular. É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.