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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bebê de 3 meses morre por falta de vaga em UTI de hospital público no Distrito Federal

A criança deu entrada no Hospital Regional de Planaltina (HRP), quando foi diagnosticada com pneumonia e deveria ser encaminhada imediatamente para a ala especial. A Justiça chegou a determinar a transferência, porém a Secretaria de Saúde informou que não havia vagas. (Correio Braziliense)

Imagem : Reprodução / Correio Braziliense

O Estado brasileiro e seus agentes são os grandes inimigos da sociedade. Eles têm sonegado à população saúde, transporte, educação, saneamento, segurança, habitação e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor e muita morte. Todas as notícias publicadas neste blog são histórias de cidadãos afrontados, ofendidos, agredidos, violentados, esculhambados e esculachados pelo Estado brasileiro todos os dias. Notem, não procuro criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado.

Não se trata apenas de não dar serviços na qualidade que deveria dar. Trata-se, também, da capacidade do Estado de sangrar a sociedade, pelo excesso de impostos cobrados, para sustentar suas mordomias, seus privilégios e prestar um serviço de quinta categoria à população. Vejam, não sou contra o Estado. Acho fundamental que se tenha um Estado forte, presente, dono de tudo e que cuide de tudo melhor do que qualquer outro gestor privado, porque ele é nosso representante e nos pertence. Seria ótimo que o Estado tivesse em suas mãos todas as escolas, os hospitais, as estradas, os transportes, a segurança, as refinarias, a exploração do petróleo etc e tal. Em tese, seria tudo mais barato, mais ágil e mais eficaz pra nós.

Mas você sabe porque isso não acontece? Porque tudo que vai pra mão do Estado passa a ser só dele. Deixa de ser algo da sociedade e se torna algo do esquema dele. Ou seja, vira moeda de troca no esquema do deputado, do vereador, do senador, do prefeito, do governador e do(a) presidente. É do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias. No Brasil inteiro temos exemplos assim.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. Eles querem apenas permanecer no poder através das eleições. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Basta olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô e da barca em que você se encontra. O contribuinte está sendo tratado com o respeito, mínimo, que seu imposto deveria comprar? Claro, que não!

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. A pressão sobre os governantes tem que aumentar, não tem que diminuir ou ser esvaziada. Para isso, é preciso isolar quem tem a violência como único método na ação política e, ao mesmo tempo, estimular a população para que aumente a pressão sobre os políticos. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

domingo, 10 de agosto de 2014

Grávida de nove meses perde o bebê após percorrer quatro hospitais da rede pública de saúde

Com sangramento e a bolsa rompida, Ysabela dos Santos Moraes pediu socorro nos hospitais Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari; Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias; da Mulher, em São Cristóvão; e Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. Em todas as unidades, ela foi atendida como se tivesse infecção urinária, diz o pai da criança. (Extra)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— É ou não é um Estado vândalo? É ou não é um Estado que mata? Esse é um caso emblemático do que é o Estado brasileiro no trato e na relação com a sociedade. É preciso que se entenda o seguinte: Tem que haver uma reação da população à essa forma dos políticos lhe darem conosco, os pagadores de impostos e tomadores de serviços públicos.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

A pressão sobre os governantes tem que aumentar, não tem que diminuir ou ser esvaziada. Não é possível que seja essa a lição correta a assimilar de tudo que aconteceu nas manifestações de junho de 2013. Para isso, é preciso isolar quem tem a violência como único método na ação política e, ao mesmo tempo, estimular a população para que aumente a pressão sobre os governantes. Esses vagabundos só vão mudar de baixo de muita pressão nas ruas. Só o movimento popular os fará mudar.

Se após as manifestações de junho de 2013, essa corja política pouco fez, imagine sem as manifestações. Essa gente parece não entender outra linguagem que não seja a radicalização do processo. Notem, não há uma mobilização popular articulada para sacanear ou denegrir o serviço público. As pessoas só querem RESPEITO, e isso, é o que mais está AUSENTE na relação do Estado brasileiro com o cidadão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Cinco pacientes morrem após contaminação por 'superbactéria' em hospital público do Ceará

Os outros 16 pacientes foram transferidos para os corredores devido a falta de leitos no hospital. “Apareceu uma superbactéria muito poderosa na área de emergência, e para proteger os pacientes, transferimos todos para os corredores”, disse o secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes (Pros). Ainda segundo o secretário, os enfermos, agora, estão protegidos nos corredores. O infectologista do hospital, Bráulio Matias, afirmou que a 'superbactéria' Acinetobacter baumannii se caracteriza por ser resistente a vários antibióticos. Seu contágio se dá através de mãos ou objetos contaminados. (Tribuna do Ceará)

Imagem: Reprodução / Tribuna do Ceará

— O Estado brasileiro é um lixo, ele tem sonegado à população saúde, transporte, educação, saneamento, segurança, habitação e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor e muita morte.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô e da barca em que você se encontra. O contribuinte está sendo tratado com o respeito, mínimo, que seu imposto deveria comprar? Claro, que não!

O Estado brasileiro não faz isso, os políticos não fazem isso. Eles se apropriaram do Estado para ficar nas tetas da máquina pública, enriquecendo os filhos, os genros, as noras, as amantes, os pais, os irmãos, os sócios e por aí vai. Os políticos constituem uma quadrilha, numerosíssima, que tomou o Estado de assalto e dele se alimentam cada vez mais.

Então, o movimento popular nas ruas é o único caminho para mudarmos a realidade da política brasileira. Só ele os fará mudar. Notem, se com a pressão das ruas de junho e julho de 2013 essa corja política nada fez, imagine sem as manifestações. Essa gente parece não entender outra linguagem que não seja a da radicalização do processo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Falta de máquinas de radioterapia deixa mais de 18 mil pacientes com câncer sem tratamento no estado

O resultado dessas tristes estatísticas é desumano. Atualmente, cerca de mil pessoas esperam tratamento no estado, segundo a subsecretária de Atenção à Saúde da SES, Mônica Almeida. O parque de tratamento do serviço público está sucateado. Os pacientes do SUS curam menos e têm mais complicações. O paciente volta ao sistema de saúde por complicações da radioterapia ou porque o câncer voltou. Um exemplo é o de próstata, que hoje é curável com radioterapia. Mas é necessário uma máquina moderna, com precisão. Em muitos lugares, a única máquina que faz para o SUS é de cobalto, equipamento antigo, sem precisão. Os pacientes ficam queimados e não são curados. (Extra Online)

— Esse é o retrato, sem retoques, da saúde pública no Brasil. Quando digo aqui que o Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade, não estou exagerando não minha gente. Vejam, essas pessoas não estão na fila para comprar brindes ou presentes, mas sim, à espera de tratamento, porque não há máquinas de radioterapia em número suficiente para atender a todos. Isso é uma falta de respeito e uma desumanidade com as pessoas.

Toda vez que o cidadão brasileiro demanda por algo que dependa do setor público, ele passa por um sufoco maior do que deveria passar. Maior do que passa o mesmo cidadão requerendo o mesmo serviço em países onde a sociedade é respeitada, onde o cidadão é respeitado. Não é verdade que nós temos que aceitar, como padrão inevitável, essa qualidade de quinta categoria que o Estado brasileiro impõe aos serviços que nos presta, isto é, quando nos presta.

O Estado brasileiro é rico, ele arrecada uma barbaridade de dinheiro em impostos. O gasto, a gestão e a manipulação do dinheiro público é esse que a gente vê no noticiário. É o Itamaraty gastando R$ 460 mil com flores. É a Roseana Sarney gastando milhões de reais com camarão e lagosta. É o Renan Calheiros pegando jatinho da FAB pra fazer implante de cabelo. É o Senado fazendo compra de passagens aéreas a preços muito acima do mercado. Enfim, pra todo lado que você olha tem malandragem e sacanagem. Agora, pergunto a você ilustre contribuinte, independentemente do seu setor de atividade, o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a estas despesas e privilégios? Claro, que não! Nunca correspondeu! O Estado brasileiro é um lixo que funciona apenas em função dos seus próprios interesses e dos seus controladores, os políticos. Só serve pra isso.

É por isso que defendo o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular. É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Diagnóstico de câncer demora até 18 meses na rede pública de saúde

Mais de 70% dos casos de câncer de mama no Brasil são diagnosticados tardiamente, reduzindo as chances de cura de 95% para 30%. Quando descobriu um caroço na mama direita, Maria Neide Aquino, de 51 anos, procurou um posto de saúde montado por um candidato em ano de eleição, na Ilha do Governador. "O médico disse que eu estava arrumando ideia, que eu não tinha nada. Mas o caroço continuava crescendo e, em fevereiro de 2012, fui ao Posto do Zumbi. Não me atenderam, porque na área em que moro tem a Clínica da Família Assis Valente. Mas lá não tinha médico, conta Neide. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— É ou não é um Estado vândalo? É ou não é um Estado que mata? Esse é um caso emblemático do que é o Estado brasileiro no trato e na relação com a sociedade. Ele e os políticos são os grandes inimigos da população, sonegando a nós contribuintes saúde, educação, segurança e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor e muita morte. Notem, não procuro criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado.

Não se trata apenas de não dar serviços na qualidade que deveria dar. Trata-se, também, da capacidade do Estado de sangrar a sociedade, pelo excesso de impostos cobrados, para sustentar suas mordomias, seus privilégios e prestar um serviço de quinta categoria à população. Vejam, não sou contra o Estado. Acho fundamental que se tenha um Estado forte, presente, dono de tudo e que cuide de tudo melhor do que qualquer outro gestor privado, porque ele é nosso representante e nos pertence. Seria ótimo que o Estado tivesse em suas mãos todas as escolas, os hospitais, as estradas, os transportes, a segurança, as refinarias, a exploração do petróleo etc e tal. Em tese, seria tudo mais barato, mais ágil e mais eficaz pra nós.

Mas você sabe porque isso não acontece? Porque tudo que vai pra mão do Estado passa a ser só dele. Deixa de ser algo da sociedade e se torna algo do esquema dele. Ou seja, vira moeda de troca no esquema do deputado, do vereador, do senador, do prefeito, do governador e do(a) presidente. É do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias. No Brasil inteiro temos exemplos assim. 

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. Eles querem apenas permanecer no poder através das eleições. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. A pressão sobre os governantes tem que aumentar, não tem que diminuir ou ser esvaziada. Para isso, é preciso isolar quem tem a violência como único método na ação política e, ao mesmo tempo, estimular a população para que aumente a pressão sobre os governantes. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Paciente fica 40 dias em corredor de hospital público da BA aguardando cirurgia

Ele foi internado na unidade de saúde depois que quebrou a perna durante um acidente de trânsito. "Fiquei lá esperando pela cirurgia no fêmur por um mês e dez dias", contou o pintor José Henrique Oliveira, 18. (UOL Notícias)

Imagem: Reprodução / UOL Notícias

— Esse é o retrato típico da moral que predomina na relação do Estado brasileiro com a sociedade. Ele tem sonegado à população saúde, educação, segurança e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor e muita morte. Esse Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Não procuro criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado.

Não se trata apenas de não dar serviços na qualidade que deveria dar. Trata-se, também, da capacidade do Estado de sangrar a sociedade, pelo excesso de impostos cobrados, para sustentar suas mordomias, seus privilégios e prestar um serviço de quinta categoria à população. Notem, não sou contra o Estado. Acho fundamental que se tenha um Estado forte, presente, dono de tudo e que cuide de tudo melhor do que qualquer outro gestor privado, porque ele é nosso representante e nos pertence. Seria ótimo que o Estado tivesse em suas mãos todas as escolas, os hospitais, as estradas, os transportes, a segurança, as refinarias, a exploração do petróleo etc e tal. Em tese, seria tudo mais barato, mais ágil e mais eficaz pra nós.

Mas você sabe porque isso não acontece? Porque tudo que vai pra mão do Estado passa a ser só dele. Deixa de ser algo da sociedade e se torna algo do esquema dele. Ou seja, vira moeda de troca no esquema do deputado, do vereador, do senador, do prefeito, do governador e do(a) presidente.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e nada mais. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Vejam, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de entender que o Estado brasileiro está fora de controle. Isso não é um discurso anarquista, mas sim, um discurso aplicado à realidade brasileira. É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a roubalheira e os desvios de conduta? Diminuiu a violência, as mordomias e os privilégios de vossas excelências? Claro, que não!

É por isso que defendo o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular. É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Homem morre em frente a hospital público em greve em Laranjeiras

Vítima sofreu infarto dentro de ônibus, na porta do Instituto Nacional de Cardiologia. Aparentando cerca de 60 anos, ele agonizou por cerca de uma hora diante da unidade federal de saúde. Nesse tempo, contaram testemunhas, passageiros buscaram socorro no hospital, mas nenhum médico do instituto o atendeu. Segundo funcionários do hospital, havia médicos de plantão. De acordo com um deles, na unidade coronariana, por exemplo, eram pelo menos três plantonistas. (O Globo)

Imagem: Reprodução / O Globo

— Médico pode fazer greve? Sim, pode fazer greve. Médico tem direito de fazer greve? Tem, como qualquer outro trabalhador. A greve é justa? Sim, é justa. As reivindicações são justas? São, mas não pode deixar uma pessoa morrer na sua frente, numa unidade hospitalar que essa pessoa pagou com impostos ao longo da vida para ser atendida. Porque, aí, deixa de ser uma greve e passa a ser uma omissão criminosa.

O médico que nega socorro a um ser humano, não está agindo de acordo com a insensibilidade do governante. Ele está agindo de acordo com a maior ofensa que se pode fazer à essência da profissão que abraçou, que é a de salvar vidas. Como é que pode, alguém que abraçou esse compromisso, deixar morrer na calçada de um hospital, especializado em cardiologia, uma pessoa que estava sofrendo um infarto! Como é que pode! Até entendo que, mesmo se o socorro fosse feito de forma inadequada e precária, talvez, não o salvasse. Agora, não atender! Não temos emergência!


Notem, isso não tem nada a ver com falta de estrutura, não tem nada a ver com salário baixo, não tem nada a ver com o volume de corrupção e corporativismo no setor, não tem nada a ver com nada disso. Isso tem a ver com problema de caráter, tem a ver com problema de humanidade, tem a ver com o ato individual e pessoal de agir como um ser humano ou não agir como um ser humano. Não temos que ficar achando apenas que é um problema dos políticos o mau tratamento que recebemos dos servidores públicos. Isso é um problema do servidor e das repartições públicas também. Eles têm que nos enxergar como semelhantes e não como uma espécie dependente dos favores deles. Tem que nos enxergar como patrões e não como escória que eles atendem quando bem entendem, quando querem e da forma que querem.

— Ah, mas eu sou um bom servidor público!
— Não me refiro a um caso isolado. É claro que temos incontáveis exemplos de dedicação e vocação ao serviço público. Mas, não é esse o comportamento predominante na educação, na saúde, na segurança, na gestão da burocracia, na Receita Federal e por aí vai.

O corpo do serviço público está impregnado por esse tipo de comportamento e de conduta que a sociedade tem que combater e denunciar. Essa prática, essa forma de agir, esse menosprezo e essa covardia tomou conta do tecido estatal de uma forma que, pra você se deparar com gesto de atenção e de cuidado é algo muito raro. Não podemos aceitar, como um padrão inevitável, essa qualidade de quinta categoria que o Estado brasileiro impõe aos serviços que nos presta, isto é, quando nos presta. Infelizmente, essa é a realidade do serviço público.


Cadê o Conselho Regional de Medicina? Cadê o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro? Cadê esse antro do Ministério da Saúde? Cadê a Associação Médica Brasileira? Cadê as ilustres entidades que ficam discutindo a ética, os direitos e os deveres? Cadê? Cadê as entidades médicas numa hora dessas? Cadê?

Os hospitais públicos no Brasil não foram transformados em lixo apenas por causa da politização, da partidarização, das indicações políticas e da corrupção. Foram transformados em lixo, também, porque o corpo profissional dessas instituições, de alguma maneira, tem parte de culpa nessa história com atitudes como essa, por exemplo.