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quinta-feira, 24 de março de 2016

Eduardo Paes decreta ponto facultativo nesta quinta-feira Santa no município do Rio

O decreto do prefeito, Eduardo Paes, foi publicado no Diário Oficial desta segunda-feira. (Extra Online)

Imagem: Reprodução/Extra Online

— Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Você está satisfeito com o serviço público no Brasil? Os servidores públicos estão correspondendo, em eficiência, às demandas da sociedade? Claro que não! Nunca corresponderam! Então, que história é essa de conceder dias de folga a servidores públicos em que todos os cidadãos, que sustentam essa máquina pública, estão trabalhando!

A troco de que servidores públicos no Brasil tem essa prerrogativa, esse direito, essa mordomia chamada ponto facultativo? Até hoje não consigo entender o que é isso! Você contribuinte, sabe o que é o ponto facultativo? Gostaria de saber também o seguinte: Quem decide isso? Baseado em que tipo de valor ou princípio se concede essa mordomia que o trabalhador comum não tem?

— Olha, isso é uma espécie de compensação pelos serviços prestados.
— Que serviços!?
— Olha, estou fazendo isso pelas horas extras não remuneradas.
— Que horas extras!?
— Olha, estou fazendo isso diante do ‘reconhecimento coletivo’ de que eles são, de fato, ‘grandes parceiros da sociedade’.
— Que reconhecimento coletivo é esse!?
— Olha, é porque eles ‘se mataram de trabalhar’.
— Ah, eles se mataram de trabalhar, é!?

Que história é essa de servidor público trabalhar menos do que o cidadão que lhe paga o salário e que depende do serviço público! Isso é um absurdo! A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar um posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito Eduardo Paes que concedeu o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo. E tem mais, se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que o servidor trabalhe como eu trabalho! Eu quero que o servidor corresponda ao meu imposto! Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar do servidor! E tem mais, que esteja com um sorriso no rosto! Nós merecemos isso!

Prefeito Eduardo Paes, já que o senhor controla a Câmara de Vereadores do município, revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!! Não preste esse desserviço à população!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Placas de sinalização para Olimpíadas 2016 custam R$ 27 mil cada uma

Você faz ideia de quanto custa cada placa de sinalização para pedestres? No Rio, o preço de cada uma se compara ao de um carro popular zerinho: R$ 27,4 mil. Até o fim do ano, serão espalhadas 500 delas pela cidade — ao todo, serão investidos R$ 13,7 milhões no projeto de instalação dessas placas, que ajudam a preparar a cidade para os turistas que vêm para os Jogos Olímpicos de 2016. (O Dia Online)


— Em qualquer cidade do mundo, onde o dinheiro do contribuinte é respeitado, isso seria um escândalo capaz de abalar qualquer prefeito ou secretário responsável pela área. Mas, aqui no Brasil, nós temos uma realidade muito peculiar em que a autoridade pública comete todo tipo de bandalheira com o dinheiro público e fica por isso mesmo. Não há nenhuma consequência jurídica ou financeira para as autoridades públicas em casos como este. Ou seja, fica o dito pelo não dito! Não acontece nada!  

Prefeito Eduardo Paes, o senhor precisa designar alguém para dar explicações aceitáveis com relação a esse escândalo com o dinheiro do contribuinte. Essa história está muito mal contada! E como tudo no Brasil que está mal contado, envolvendo dinheiro público, tem sacanagem por trás, alguém precisa explicar o que está acontecendo prefeito! Alguém que explique o seguinte: Como é possível gastar R$ 27.000,00 por uma placa de informação turística? Sabendo como o dinheiro público é tratado no Brasil, não é possível que o senhor não sinta-se desconfortável com essa história! Imagine o seguinte prefeito: Quantos problemas o senhor poderia resolver com R$ 13,7 milhões?  

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Eduardo Paes decreta ponto facultativo nos dias 5, 8 e 10 de fevereiro no Rio de Janeiro

Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como o prefeito Eduardo Paes consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público dias de folga, nos quais todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução/Extra Online

Depois os governantes ficam ofendidos quando são criticados por alguns veículos de imprensa. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito Eduardo Paes que concede o ponto facultativo!!!

A troco de que servidores públicos no Brasil tem essa prerrogativa, esse direito, essa mordomia chamada ponto facultativo? Até hoje não consigo entender o que é isso! Você contribuinte, sabe o que é o ponto facultativo? Gostaria de saber também o seguinte: Quem decide isso? Baseado em que tipo de valor ou princípio se concede essa mordomia que o trabalhador comum não tem?

— Olha, isso é uma espécie de compensação pelos serviços prestados.
— Que serviços!?
— Olha, estou fazendo isso pelas horas extras não remuneradas.
— Que horas extras!?
— Olha, estou fazendo isso diante do ‘reconhecimento coletivo’ de que eles são, de fato, ‘grandes parceiros da sociedade’.
— Que reconhecimento coletivo é esse!?
— Olha, é porque eles ‘se mataram de trabalhar’.
— Ah, eles se mataram de trabalhar, é!?

Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Você está satisfeito com o serviço público no Brasil? Os servidores públicos estão correspondendo, em eficiência, às demandas da sociedade? Claro que não! Nunca corresponderam! Então, que história é essa de conceder dias de folga a servidores públicos em que todos os cidadãos, que sustentam essa máquina pública, estão trabalhando!

Que história é essa de servidor público trabalhar menos do que o cidadão que lhe paga o salário e que depende do serviço público! Isso é um absurdo! A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar um posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que o servidor trabalhe como eu trabalho! Eu quero que o servidor corresponda ao meu imposto! Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar do servidor! E tem mais, que esteja com um sorriso no rosto! Nós merecemos isso!

Prefeito Eduardo Paes, já que o senhor controla a casa legislativa do município, revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!! Não preste esse desserviço à população do Rio de Janeiro!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Eduardo Paes nomeia deputado Rafael Picciani como novo secretário de Transportes do Rio

Por trás da troca, estaria a composição de poderes no PMDB. Jorge Picciani é candidato à presidência da Alerj e quer emplacar outro filho, o deputado federal Leonardo Picciani, para a sucessão de Paes. Já o prefeito gostaria de ver o deputado Pedro Paulo como o nome do PMDB nas eleições de 2016. Para o cientista político Paulo Baía, da UFRJ, a troca é sinal de aproximação dos grupos de Paes e de Picciani. “O grupo Picciani precisa do apoio do Paes e o PMDB não quer chegar ao fim de 2015 com uma briga interna e enfraquecido.” (Jornal O Dia)

Imagem: Reprodução/Jornal O Dia

— Nada contra ou a favor mas, o que entende de transporte o ilustre deputado Rafael Picciani? É um técnico da área? Não. Olha, os caras "são bons mesmo", hein! Entendem de habitação, entendem de transporte, entendem de meio ambiente,... ó! Como os políticos brasileiros são versáteis e autos de data, não é mesmo! Tem gente que estuda a vida inteira numa área só para se tornar um especialista no que faz. Mas, na política é incrível! Hoje o cara sabe de habitação, no dia seguinte sabe de transporte, no outro dia sabe de saúde, no dia seguinte sabe de aviação e por aí vai. Olha, genial! Sensacional! Viva o Brasil! 

Minha gente, isso mostra que nós estamos entregues ao que há de pior na sociedade. A classe política brasileira é a escória da sociedade. Salvo raríssimas exceções, a escória da sociedade não está dentro dos presídios, mas sim, no Planalto, nos palácios, nas prefeituras, nos gabinetes, nas Assembleias Legislativas, no Congresso e nas Câmaras de Vereadores.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso aí só muda se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições 2014: Dilma sobe em palanque com Crivella e Garotinho e depois faz carreata com Pezão e Paes

No Rio, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) sobe em palanque com Marcelo Crivella (PRB) e Anthony Garotinho (PR) pela manhã, e à tarde vai passear em carro de campanha ao lado de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Eduardo Paes (PMDB). Dá pra entender? Alguém me explique como é que é isso!!! — Ah, mas a política é assim mesmo! — diz um eleitor desavisado. E o que mais é assim mesmo na vida? Conta pra mim! Em que outra área da atividade humana você se permite ser alho e bugalho ao mesmo tempo? Gordo e magro? Alto e baixo? Esquerda e direita? Em quantas outras áreas da atividade humana a ética, a moral, a coerência e os bons costumes são jogados fora, sob o argumento de que "isso é da política"? Em quantas? Diz pra mim!

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

Esse argumento de que "isso é da política" é mentiroso! A política não é assim! Pode ser da política feita aqui por eles. Por esses partidos que são verdadeiras quadrilhas, máfias partidárias que só querem o poder e estão pouco se importando se isso é certo ou errado, se ético ou antiético, se é moral ou amoral. Porque é lícito imaginar numa democracia a existência da esquerda e da direita, da situação e da oposição, um lado e outro. O fato é que não tem outro lado, não há oposição na política do Rio de Janeiro.

A classe política brasileira é a escória da sociedade. Salvo raríssimas exceções, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque, afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

domingo, 10 de agosto de 2014

Grávida de nove meses perde o bebê após percorrer quatro hospitais da rede pública de saúde

Com sangramento e a bolsa rompida, Ysabela dos Santos Moraes pediu socorro nos hospitais Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari; Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias; da Mulher, em São Cristóvão; e Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. Em todas as unidades, ela foi atendida como se tivesse infecção urinária, diz o pai da criança. (Extra)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— É ou não é um Estado vândalo? É ou não é um Estado que mata? Esse é um caso emblemático do que é o Estado brasileiro no trato e na relação com a sociedade. É preciso que se entenda o seguinte: Tem que haver uma reação da população à essa forma dos políticos lhe darem conosco, os pagadores de impostos e tomadores de serviços públicos.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

A pressão sobre os governantes tem que aumentar, não tem que diminuir ou ser esvaziada. Não é possível que seja essa a lição correta a assimilar de tudo que aconteceu nas manifestações de junho de 2013. Para isso, é preciso isolar quem tem a violência como único método na ação política e, ao mesmo tempo, estimular a população para que aumente a pressão sobre os governantes. Esses vagabundos só vão mudar de baixo de muita pressão nas ruas. Só o movimento popular os fará mudar.

Se após as manifestações de junho de 2013, essa corja política pouco fez, imagine sem as manifestações. Essa gente parece não entender outra linguagem que não seja a radicalização do processo. Notem, não há uma mobilização popular articulada para sacanear ou denegrir o serviço público. As pessoas só querem RESPEITO, e isso, é o que mais está AUSENTE na relação do Estado brasileiro com o cidadão.

domingo, 27 de julho de 2014

Mulher morre na UPA de Madureira e testemunhas alegam omissão de socorro

Familiares e testemunhas acusam um médico da unidade de omissão de socorro, após Luiza da Penha Cabral Baptista sofrer um enfarto dentro de um ônibus. O grupo alega que o médico de plantão apenas observou a paciente e disse que ela não iria resistir. Segundo um dos bombeiros, eles entraram pelos fundos e se encaminharam para a sala de emergências graves. O bombeiro disse ainda que o médico não prestou socorro: "Ele disse que não adiantaria porque ela não iria resistir. Ele mesmo sequer calçou luvas", disse o bombeiro. (O Dia)

Imagem: Reprodução / O Dia Online

— O Estado brasileiro e seus agentes são os grandes inimigos da sociedade. Não estou procurando criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado. Essa prática, essa forma de agir, esse menosprezo e essa covardia tomaram conta do tecido estatal de uma forma que, pra você se deparar com um gesto de atenção e cuidado é algo muito raro.

Não são só os grandes tubarões do Estado brasileiro que se tornaram nossos inimigos. Lamentavelmente, não. Não é só a canalhice do senador, do deputado, do vereador, do prefeito e do governador. Isso aí, é o tecido do serviço público que está impregnado por um tipo de comportamento e de conduta que precisamos combater e denunciar.

Notem, isso não tem nada a ver com falta de estrutura, não tem nada a ver com salário baixo, não tem nada a ver com o volume de corrupção e corporativismo no setor, não tem nada a ver com nada disso. Isso tem a ver com problema de caráter, tem a ver com problema de humanidade, tem a ver com o ato individual e pessoal de não agir como um ser humano. Não temos que ficar achando apenas que é um problema dos políticos o mau tratamento que recebemos dos servidores públicos. Isso é um problema do servidor e das repartições públicas também. Eles têm que nos enxergar como semelhantes e não como uma espécie dependente dos favores deles. Tem que nos enxergar como patrões e não como escória que eles atendem quando bem entendem, quando querem e da forma que querem.

— Ah, mas eu sou um bom servidor público!
— Não me refiro a um caso isolado. É claro que temos incontáveis exemplos de dedicação e vocação ao serviço público. Mas, não é esse o comportamento predominante na educação, na saúde, na segurança, na gestão da burocracia, na Receita Federal e por aí vai. O corpo funcional do setor público está, profundamente, impregnado de desvios de conduta, inapetência e aversão ao serviço público.

Imagem: Reprodução / O Dia Online

O médico que nega socorro a um ser humano, não está agindo de acordo com a insensibilidade do governante. Ele está agindo de acordo com a maior ofensa que se pode fazer à essência da profissão que abraçou, que é a de salvar vidas. Cadê o Conselho Regional de Medicina? Cadê o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro? Cadê esse antro do Ministério da Saúde? Cadê a Associação Médica Brasileira? Cadê as ilustres entidades que ficam discutindo a ética, os direitos e os deveres? Cadê? Cadê as entidades médicas numa hora dessas? Cadê?

Os hospitais públicos no Brasil não foram transformados em lixo apenas por causa da politização, da partidarização, das indicações políticas e da corrupção. Foram transformados em lixo, também, porque o corpo profissional dessas instituições, de alguma maneira, tem parte de culpa nessa história com atitudes como essa, por exemplo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Equipe da Rede Globo é hostilizada por manifestantes durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio

A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem das Organizações Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso que acontece com uma emissora que mais apóia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

                                       Imagem: Reprodução / Revista Veja.com

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jornal O Globo faz cobertura tendenciosa a favor do governo e tenta criminalizar as manifestações

O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Pois bem, aí eu pego o jornal O Globo e vejo na primeira página a manchete: "Sem controle. Em noite de conflitos, depredações e saques, Itamaraty e prefeitura do Rio são atacados". O Globo mostra o detalhe periférico do confronto envolvendo uma minoria de vândalos. É o detalhe do cara quebrando sinal de trânsito, saqueando loja, colocando fogo em carro etc. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resumiu a isto que eles estão mostrando.


Isso é uma distorção, uma manipulação dos fatos. Querer colocar o detalhe do confronto como uma manchete. Querer colocar a ação de uma minoria de vândalos como o fato sem controle é um absurdo. "Sem controle" o que O Globo? O que está "Sem controle"? O desejo de fazer ou cobrar uma mudança de um Estado que você mais apoia do que critica? De um sistema político que você mais apoia do que critica? 

A essência da relação da grande imprensa com o sistema político brasileiro é de parceria, de cumplicidade e de mútua conivência. É até uma relação de razoável proteção e blindagem. Quando a coisa começa a ferver, na mesma hora tem o espera aí e tal. Não é bem assim e tal. Entendeu? Acho que a tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo.

Na soma do caldeirão que sai de controle, você tem: Os marginais que não tem nada a ver com a manifestação, mas estão lá sempre. O radical que vai para o confronto por opção política, porque ele quer invadir o prédio, ele quer invadir o palácio. O radical que vandaliza por vandalizar e que se aproxima mais do criminoso do que o cara que tem uma ideologia. É o cara que quebra uma placa, às vezes, não é nem um criminoso, mas acha que isso é um ato político.

O radical também é um agente político, você pode não gostar dele, você pode combatê-lo politicamente, pode até usar a lei pra tentar enfrentá-lo. Mas ele é um ente do jogo e do espírito político. Igual ao conservador, igual a direita e igual a esquerda. Enfim, igual em tudo. 

Para não dizer que foi incompetência profissional, vou admitir que foi por falta de competência e de olhos para enxergar o que aconteceu. Competência e olhos que não faltaram ao jornal Extra na sua edição impecável de primeira página, que veio com a seguinte manchete: "Não foi passageiro. Um dia depois de governos no país inteiro baixarem o valor das passagens, manifestantes dão demonstração de força em cem cidades e acenam que os protestos com novas reivindicações devem prosseguir". Perfeito, sensacional, uma primeira página maravilhosa.


O Extra, feito pelo mesmo grupo editorial e empresarial, estampou na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações com texto e imagem perfeitos. Ele publicou corretamente o que foi a notícia. O fato desta massa na rua não ter uma lista de reivindicações com princípio, meio e fim não significa que o seu grito não seja decodificável. Que seu clamor não seja compreensível e traduzível.

Ninguém está contra a democracia. Ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí, não adianta a imprensa passar uma imagem esquizofrênica dos fatos com o intuito de proteger interesses promíscuos e escusos. Não é por aí. A tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo. Os jornais precisam ter mais cuidado pela forma como estão lidando com isso.

domingo, 21 de julho de 2013

Mais de 300 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio para exigir mais investimentos em saúde, educação, segurança e transporte

Mais um dia histórico e emblemático com milhares e milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Prefeitura do Rio. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Rio no dia 21/06. 


O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Graças a elas, tivemos a redução do preço das passagens de ônibus e de outros transportes em algumas cidades do país.

Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. Essa radicalização dos movimentos populares é por RESPEITO. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Aí, eu compro e comparo as edições dos jornais Extra e O Globo do dia 21/06. Ambos feitos pelo mesmo grupo editorial e empresarial. Enquanto o Extra estampa na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações, com texto e imagem perfeitos. O jornal O Globo mostra o detalhe periférico do confronto, envolvendo uma minoria radical de ATOS POLÍTICOS e de vândalos. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resume a isto que eles estão mostrando. 


Lembrando que os ataques ao Itamaraty e à prefeitura do Rio são ATOS POLÍTICOS. A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário.

Estou muito orgulhoso. Este foi o momento que uma geração inteira despertou, foi para as ruas, rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização. Essa juventude foi mobilizada por sua própria iniciativa, seu próprio espírito de nacionalidade e civilidade. Aí, a sociedade inteira veio atrás.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Protestos derrubam aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo

Essa vitória foi do povo brasileiro de norte a sul do país que se dá em vários níveis, em várias frentes, em vários nuances. Foi uma "vitória com V maiúsculo", principalmente, naquilo que se propôs o movimento desde o início. Qual era a proposta? Qual era o foco? Era a redução do preço das passagens. Isso foi o que unificou e direcionou os primeiros passos que foram crescendo e encorpando. Com isso, ganharam uma ampliação gigantesca e junto com ela, veio a repressão demasiada aos manifestantes, dando a percepção que a repressão era contra o direito de manifestação. Foi uma repressão burra do governo na qual a imprensa tentou criminalizar, a quem queria contestar o predomínio dos interesses políticos sobre os interesses da sociedade. E aí, ganhou a dimensão que ganhou e ficou essa coisa maravilhosa, gregária, nacional e vitoriosa.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

A partir de agora, todo mundo vai se manifestar mais e por mais motivos. Tivemos a redução do preço das passagens de ônibus e de outro transportes em algumas cidades. Mas nós continuamos pagando uma das maiores tarifas de transporte público do mundo. Segundo um levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, nós temos que trabalhar 14 vezes mais do que um argentino, em Buenos Aires, para pagar a mesma passagem. Mesmo com a redução do valor da tarifa conquistada na rua, no grito, de baixo de porrada, nós ainda pagamos as passagens mais caras do mundo, por um dos piores serviços de transporte público do mundo.

Gostaria de lamentar e enfatizar a incompetência, mais uma vez, dos nossos governantes que de maneira absurda e agressiva quiseram manter a posição contra a redução das tarifas. Isso depois de 10 dias de manifestações que gritavam a mesma coisa: "REDUZAM O PREÇO DAS PASSAGENS!!!". Estavam nitidamente querendo enrolar o cidadão com conversinha fiada do tipo: "Ah, a democracia é realmente muito bonita". "Ah, vamos abrir um canal de diálogo". Se ferraram, tiveram que meter o galho dentro, tiveram que meter o rabo entre as pernas e baixar o preço das passagens. 

Por acaso, alguém estava perguntando a esses políticos idiotas a opinião deles sobre a democracia? Esses caras são completamente malucos, eles só olham para o umbigo deles e um pedacinho em volta. Você vê milhões de pessoas nas ruas pedindo a redução das passagens, e eles vão empurrando com a barriga. Estavam apostando que iam jogar um lorotinha, achando que aquela massa humana fosse aceitar. SE FERRARAM!!! Derrotados, abatidos e vencidos pelo povo nas ruas, tiveram que reduzir as passagens.

Imagem: Reprodução / Jornal O Dia

Podiam ter feito isso antes, podiam ter percebido esse grito muito antes, podiam não ter que reprimir excessos que aconteceram, podiam ter poupado muitas situações que as cidades passaram em função dos protestos e reconhecido essa vitória das manifestações nas ruas. Acharam que iam ficar no "vamos ver até onde a gente leva", mas tomaram um cacete bonito do povo nas ruas. A imprensa teve que se curvar ao predomínio das manifestações pacíficas e ordeiras.

Estou muito orgulhoso. É uma página histórica mais emblemática do que a dos caras-pintadas e muito parecida com as manifestações populares de massa da Ditadura Militar. Ela é mais emblemática do que muitos momentos que marcaram também a história brasileira. Este foi o momento em que uma geração inteira despertou, foi para as ruas, rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização das mentes. Atrás dessa juventude mobilizada por sua própria iniciativa, seu espírito de nacionalidade e civilidade, a sociedade inteira apoiou e acompanhou essa iniciativa gregária e maravilhosa que tomou conta das ruas do Brasil. 

Quero me dirigir a toda CANALHA POLÍTICA deste país: Tem muita coisa que dá pra fazer e não precisa que a rua diga o que é. A rua já disse o que quer: RESPEITO, RESPEITO É BOM E NÓS GOSTAMOS!!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 100 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio protestar contra o aumento da passagem de ônibus

Há um mês, o Rio de Janeiro viveu um dia histórico com milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Hoje, como em poucas vezes, encho o peito pra dizer: Que orgulho de ser carioca! Que orgulho de ser brasileiro! Parabéns, cidade leal e heroica de São Sebastião por esse momento emblemático! Leal, pelos princípios que construíram essa cidade, aos valores que uniram este povo em torno de um ambiente coletivo e urbano que é motivo de alegria e orgulho pra todos nós. 


O Rio fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Houve um desequilíbrio aqui ou alí, pontualmente, como a depredação da Alerj e lojas saqueadas. Mas a essência, a espinha dorsal do que aconteceu no dia 17/06, estava na Av. Rio Branco, estava Cinelândia, estava na Candelária e estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO. Um grupo grande e significativo que se mobilizou em prol da redução do preço das passagens de ônibus. 

Segundo um ex-funcionário do setor de transportes, as frotas de ônibus possuem planilhas que são verdadeiras caixas-pretas apresentadas como justificativas para a reivindicação de reajustes que são aceitos, historicamente, pelo poder público através do forte lobby que essas empresas têm junto às Câmaras de Vereadores. Lobbys mantidos por relações marcadas pela promiscuidade, pelo dinheiro, pelas doações de campanha, pelos subornos, pela grana por fora, pelas malas de dinheiro etc.

Várias coisas nessas planilhas são absolutamente derrubáveis. A reposição de peças, por exemplo, os empresários lançam custos de novas peças, quando fazem na verdade, apenas o recondicionamento e a revitalização das mesmas. Logo, este aumento no preço das passagens não se justifica porque o governo promoveu também a desoneração de impostos federais e uma série de vantagens concedidas às empresas de ônibus. Então, essa caixa-preta tem que ser aberta, a população não conhece em que bases são concedidos esses aumentos. Os empresários ficam com esse papo de inflação, mas o setor de transportes não viveu a inflação na mesma intensidade.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Não foi apenas por 20 centavos. A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO, embora a reivindicação de um grupo fosse, predominantemente, a redução das tarifas. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o Rio mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas no dia 17/06, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança, na corrupção etc. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O Rio captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Os ataques à Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foram lamentáveis no sentido de que não levará a nada esse tipo de ação. Mas quero deixar bem claro que entendo a razão dos ataques. A Alerj, assim como as casas parlamentares no Brasil, são a expressão de tudo que a população brasileira odeia. O que ela faz, a maneira como age, a maneira como se relaciona com a sociedade, a prepotência, a corrupção etc. Tudo isso está expresso naquele prédio. O que se atacou e se "vandalizou" foi o que a Alerj simboliza.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário. O que há aqui são manifestações pro cara não passar a mão na sua bunda, pra não roubar na sua cara, pro Renan Calheiros não escancarar a picaretagem dele e continuar sendo senador, pro Collor não voltar pra política. Entendeu?

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

A Alerj representa a política que está aí. A depredação é o que resta as pessoas pra que os políticos às ouçam. Mas essa gente é tão canalha, esses políticos são tão canalhas que são capazes de fazer de conta que não são com eles. Um exemplo disso aconteceu no dia seguinte aos protestos quando o presidente da Alerj, Paulo Melo, foi dar uma entrevista na porta da assembléia e bateu em retirada quando viu que a população estava começando a vaiar. 

Compreendo as razões que levaram alguns manifestantes a fazer o que fizeram na Alerj. Lamento profundamente que alguns marginais tenham se aproveitado desse momento para saquiar lojas e destruir negócios de outros trabalhadores.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Um movimento sem rosto, sem líder e sem pauta específica. Mas unido por um sentimento, por um estado de espírito. Isso me parece até mais importante do que ter uma causa específica. Com todo respeito ao movimento dos caras-pintadas que deram início à remoção de toda quadrilha do Collor da Presidência da República. Mas os caras-pintadas integraram um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Todos queriam a queda do Collor.

A imprensa queria a queda do Collor. Os partidos queriam a queda do Collor. Grandes grupos políticos comprometidos com a corrupção também queriam a queda do Collor. Antônio Carlos Magalhães (ACM) queria a queda do Collor. Sarney queria a queda do Collor. A bandidagem política que não estava no esquemão do Collor também queria. Então, eu diria que o movimento dos caras-pintadas deu uma legitimidade de rua a um momento histórico que inevitavelmente aconteceria, mas que aconteceu num mesmo curso, na mesma direção de forças políticas.

Este movimento do dia 17/06/2013, não me parece tanto com o movimento dos caras-pintadas. Ele me pareceu mais com as manifestações de massa da Ditadura Militar, porque nestas manifestações  as pessoas tomaram porrada da polícia, foram reprimidas, foram tratadas de forma abominável pela grande imprensa como a Folha de S. Paulo, o Estadão, O Globo , a Veja etc. No começo chamavam os manifestantes de vândalos. A imprensa estava trabalhando na linha da criminalização do movimento, até o momento em que alguns repórteres foram atingidos por balas de borracha disparadas pela polícia. Depois disso, a cobertura dos fatos mudou. 

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos no dia 17/06, o que não víamos desde a Ditadura Militar, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje você tem mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Você tem um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: - Pare de passar a mão na minha bunda! Pare de cuspir na minha cara e achar que sou otário! Pare de pegar o meu imposto e fazer o que bem estende! 

Rio leva 100 mil pessoas às ruas

Se esses políticos canalhas perceberem que esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHA POLÍTICA, da CANALHA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais. 

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Estudantes fazem protesto contra aumento da passagem de ônibus no Rio

Os estudantes cariocas resolveram fazer o que os estudantes gaúchos fizeram com sucesso. Foram para as ruas e conseguiram derrubar o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre. Fazem bem os estudantes em protestar contra o aumento. Faz parte do jogo. É preciso divulgar e apoiar as manifestações, porque o serviço de ônibus no Rio de Janeiro é muito ruim. É um dos mais caros, senão, o mais caro do país. E agora com essa manobra de unificar a tarifa, os empresários mais uma vez demonstram um baixo compromisso com a população e tratam de tirar proveito para colocar mais dinheiro no bolso sem necessidade. Porque dá tranquilamente pra ter lucro.

Imagem: Reprodução / Terra Notícias

Os empresários reclamam, reclamam, reclamam. Mas eu queria saber o seguinte: Quantos empresários devolveram concessão no Rio de Janeiro? Então, não é verdade que esse seja um setor sacrificado. Não é verdade que os empresários que se envolveram com essa atividade, tenham falido, passado fome ou coisa parecida. São empresas prósperas que ganharam muito dinheiro e continuam ganhando dinheiro. Empresários que entraram num ramo extremamente lucrativo.

Agora, fazer a população refém de ações levianas e quase criminosas como essas de aumentar a passagem de forma exorbitante, de aumentar os intervalos e de tirar ônibus com ar-condicionado das linhas por causa da unificação da tarifa é no mínimo uma SACANAGEM. Pode até haver legalidade nisso, mas a questão é saber se tem MORALIDADE.

Portanto, é de fundamental importância que o prefeito Eduardo Paes intensifique o trabalho de fiscalização e de punição em cima das empresas. E se o empresário reclamar, peça a concessão de volta, faça um leilão e uma concorrência pra outro. Tenho certeza que vai fazer fila na porta!!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Rio de Janeiro tem o 5º acidente grave com ônibus em menos de um mês

Um ônibus da linha 435 (Grajaú x Gávea) bateu em um carro e subiu a calçada na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Garcia d'Ávila, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (17), segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Às 8h50, o Corpo de Bombeiros informou que quatro pessoas ficaram feridas e foram atendidas no local. (G1)

Imagem: Reprodução / Portal G1

Qual o motivo de mais um acidente com ônibus no Rio de Janeiro? O transporte coletivo sempre foi alvo constante de reclamações. Quer pelo despreparo e má conduta dos profissionais. Quer pela má qualidade da conservação dos veículos, muitos deles com baratas, com sujeira e muito mais. Quer pela falta de manutenção técnica e mecânica. Quer pela ausência de fiscalização.

No caso das vans, a fiscalização é muito mais frequente em cima deles. Mas, não produz resultado porque, provavelmente, esta fiscalização é pra tomar dinheiro. Não é rigorosa pra fazer o serviço ficar melhor. Nos ônibus, a fiscalização parece ocorrer para produzir efeito propagandístico. As empresas de ônibus são pouco multadas e quando são autuadas não as pagam.

A Câmara  dos Vereadores tem uma bancada financiada pelos donos de empresas de ônibus. É um escândalo a influência e a presença dessa gente dentro do poder público do Rio e dos municípios da região metropolitana. Essa é a caixa preta do transporte coletivo que não é nem melhor, nem pior. Mas é igualmente ruim quando comparado ao transporte de massa como barcas, trens e metrô. Enfim, é um horror a qualidade do transporte da população do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro é eleita uma das cidades turísticas mais sujas do mundo. E aí, Eduardo Paes?

SÃO PAULO – A cidade do Rio de Janeiro é considerada uma das cidades mais sujas entre as 40 mais importantes cidades turísticas ao redor do mundo. De acordo com o levantamento realizado pelo TripAdvisor, o local ficou na 32ª posição do ranking. Outras cidades que também foram classificadas como as mais sujas foram Bombaim, no último lugar, Marraquexe (39º), Punta Cana (38º) e Bangkok (37º). (UOL Notícias)

Imagem: Reprodução / UOL Notícias

Cidades que pretendem ser pólos turísticos como o Rio pretende, que tem feito investimentos naquilo que ela própria entende como vocação natural, não pode deixar que a cidade vire um lixão à céu aberto.











DESSERVIÇO: Jornal Extra diz que cidade do Rio de Janeiro está mal-assombrada

Para justificar a onda de acidentes com ônibus e livrar a cara das autoridades, a Rede Globo representada pelo jornal diz que a culpa são dos fantasmas que estão aterrorizando a cidade. Segundo o Extra, não é incompetência do prefeito, muito menos da sua relação ordinária com os empresários de ônibus. Mas sim, da invasão de espíritos que assola a cidade. É impressionante essa relação promíscua de cumplicidade entre a imprensa do Rio, entenda-se as Organizações Globo, e os senhores Eduardo Paes e Sérgio Cabral. Está sempre publicando essas matérias ridículas com o intuito de ludibriar o povo.

Imagem: Reprodução / Extra  Online

Os Caça-Fantasmas / Imagem: Reprodução / Internet

Desserviço público: Prefeito Eduardo Paes decretou ponto facultativo dia 22 no Rio

— Não funcionaram postos de saúde e clínicas da família. Em plena campanha de vacinação da gripe na rede municipal, prefeito concede esse "mimo" ao funcionalismo público. Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair da repartição. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como Eduardo Paes, que tem a pretensão de ser um político inovador, consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público um dia de folga, no qual todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução / Extra Online

Quer dizer, o ponto facultativo só presta pra funcionário público. Acaba sendo um feriado a mais pra ele. Porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de deixar o servidor público não trabalhar? A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia seguinte! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o voo é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar de você. E que esteja com um sorriso no rosto. Merecemos isso.

Prefeito Eduardo Paes e governador Sérgio Cabral, como ambos controlam as casas legislativas do Município e do Estado do Rio, revoguem essa palhaçada de ponto facultativo. Parem com essa invenção maluca!!!

Turista norte-americana é assaltada e estuprada dentro de van no Rio de Janeiro

— Cidades que pretendem ser pólos turísticos como o Rio pretende, que tem feito investimentos naquilo que ela própria entende como vocação natural, não pode ter determinados crimes contra turistas, alguns são simplesmente assombrosos. E a forma de assalto é essa que agente vê, barbara e violenta, com morte, com estupro e com barra de ferro na cabeça.

E não é um aqui e outro lá não. Já tivemos gente morta na praia de Copacabana por assalto, não estou falando de assaltos corriqueiros de trombadinhas dentro de ônibus. Não é o cara que passou, roubou a sua carteira e saiu correndo. Estou falando de um duplo sequestro com violência sexual continuada por mais de cem quilômetros e tantos outros desse gênero já tivemos contra turistas.

Esse crime foi gravíssimo, principalmente, pelo que ele revelou depois, ou seja, ele poderia ter sido evitado se as autoridades tomassem conta nós mesmos, porque uma outra cidadã brasileira já tinha sido violentada e abusada pelo mesmo grupo, da mesma forma, com o mesmo tipo de operação. Prestou queixa na polícia e a delegacia de proteção à mulher nem se mexeu. 

O turismo não polui, o turismo dá empregos, trás divisas, areja e vasculariza a cidade. Isso tudo é muito bom. Agora, uma cidade que tem essa pretensão e essa vocação precisa repensar a sua política de segurança pública. 


RIO - Uma jovem estrangeira foi roubada e abusada sexualmente por dois homens dentro de uma van, em Copacabana, no Rio, na manhã de sábado (30). A vítima reconheceu os autores do crime na delegacia.

Os suspeitos Jonathan Foudakis de Souza, 20, e Wallace Aparecido Souza Silva, 22, foram capturados ontem em São Gonçalo, no Rio, por policias do DEAT (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo).

A dupla é acusada de abordar uma van de transporte coletivo e obrigar alguns passageiros a descerem em uma rua próxima a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Cidade Universitária.

Na sequência, eles mantiveram refém um casal de estrangeiros que foi obrigado a seguir com os criminosos para São Gonçalo.

No caminho, os homens teriam abusado sexualmente da jovem dentro da van. Segundo o DEAT, eles chegaram a usar o cartão de débito de uma das vítimas em postos de gasolina de Niterói e São Gonçalo.

Policiais encontraram o aparelho celular de uma das vítimas em poder de um dos homens. Na delegacia, as vítimas reconheceram a dupla. Uma outra vítima, brasileira, também já havia reconhecido os homens como autores de outro estupro feito no último sábado (23).



Trio de vagabundos foi preso após violentar estrangeira em Copacabana

Matéria originalmente publicada na Folha.com

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Nove turistas alemães são assaltados na Floresta da Tijuca

Van foi fechada por dois carros com seis ladrõesVítima afirma que policiais teriam se recusado a ajudar turistas assaltados nas Paineiras. Segundo guia que estava com alemães, eles pediram ajuda a um grupo de agentes que seguia pelo local, mas foram orientados a ligar para o 190.


O passeio de nove turistas alemães pela Floresta da Tijuca acabou na Delegacia de Atendimento ao Turista, no Leblon, zona sul do Rio. Na manhã desta quinta-feira, os estrangeiros foram assaltados por um grupo de homens armados.

A van de turismo a serviço dos alemães seguia em direção a uma cachoeira até ser interceptada por dois carros. A ação ocorreu na Estrada das Paineiras, uma tradicional rota de ciclistas, corredores e skatistas, situada próximo à estátua do Cristo Redentor.

Das vítimas, os bandidos levaram dinheiro, máquinas fotográficas, aparelhos celulares e documentos. Ninguém foi preso.

Apesar de ser uma região frequentada por muitos cariocas e turistas, a segurança na Floresta da Tijuca é um problema histórico.

Em fevereiro de 2012, três assaltantes roubaram 30 pessoas em uma trilha nos arredores da Pedra da Gávea.

Na década de 90, o fotógrafo Luiz Morier chegou a flagrar turistas europeus sob a mira de homens armados durante um passeio por uma cachoeira da Floresta da Tijuca. A imagem, publicada pelo Jornal do Brasil, rendeu o prêmio Esso de fotografia a Morier.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

Candidatos reeleitos que não cumprem promessas de campanha desmoralizam processo eleitoral


Encerradas as eleições no Brasil, já se fala em aumento de preços, como de tarifas de ônibus. Esse tipo de armação sempre acontece. Quando estão mal nas pesquisas, os candidatos à prefeitura não aumentam a passagem, mas se são reeleitos, há reajuste.

Aqui no Rio, como o prefeito estava à frente nas pesquisas, houve aumento em janeiro para que, até a eleição, o eleitor esquecesse, mas já se fala em novo reajuste.

O jornal "O Globo" traz hoje uma matéria sobre o tema que começa assim: "Já virou um padrão, as tarifas de ônibus urbanos sobem pouco ou não sofrem qualquer reajuste em ano de eleições municipais". Depois do pleito, no entanto, aumentam bastante.

Outra reportagem publicada no fim de semana mostra que o IPTU no Rio de Janeiro terá aumento de 30%, isso é um escândalo.

Moro num bairro nobre, na Gávea, onde se paga muito IPTU, como deve ser mesmo, mas minha rua é tratada como garagem de ônibus; às vezes, há 16 ônibus parados na minha porta. Ligo sempre para o serviço de reclamação da prefeitura, e não acontece nada. Mas, agora, falam em aumento de 30% do IPTU.

Cada um tem a sua queixa. A prefeitura é ausente e, assim que termina a eleição, usa a tramoia de sempre: aumenta o preço dos serviços e dos impostos.

Desmoraliza-se o processo eleitoral quando ele é usado dessa forma: antes, só "doce de coco"; depois do voto, a parte amarga.

Na minha cidade e em outras, antes das eleições, os aumentos são contidos, depois, vêm os reajustes fortes e pesados, porque o eleitor já fez sua escolha.

Esse truque tem de parar de ser usado. É mais grave do que aumentar o custo de quem mora na cidade, porque desmoraliza o processo eleitoral. Esse não é o comportamento adequado de líderes políticos.

O Globo Online - Coluna Miriam Leitão