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domingo, 10 de agosto de 2014

Pelo menos 44 deputados estaduais do Rio ficaram mais ricos durante o atual mandato

Um levantamento feito na base de dados da Justiça Eleitoral mostrou que a deputada Janira Rocha (PSOL) foi a que teve a maior variação patrimonial, aumentando seus bens em 4.370%. O salto foi de R$ 9 mil, em 2010, para R$ 402.331,69, este ano. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Esse é o retrato típico e acabado dos políticos brasileiros, tornam-se ricos e milionários sem, jamais, terem feito nada que não fosse trabalhar na vida pública.

— Ah, mas eu tenho uma consultoria, dizem os políticos na maioria das vezes.

Ah, para com isso! Quem tem consultoria é Henry Kissinger! Vê se ele ganha essa fortuna toda que os políticos ganham!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria comprar? Claro, que não!

Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. Supondo que toda sociedade tivesse a média moral e ética dos políticos brasileiros, ainda sim, ela não enriquece na proporção e na velocidade que os políticos enriquecem. Ou seja, nem isso serve de consolo.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Deputado Domingos Brazão diz que já mandou matar durante discussão com Cidinha Campos na Alerj

“Mando matar vagabundo mesmo. Sempre mandei. Mas vagabundo. Vagabunda eu ainda não mandei matar”, teria berrado o deputado, de acordo com o relato de vários parlamentares e funcionários da Alerj. “É melhor ser puta do que ser matador e ladrão”, rebateu a deputada. (O Dia)

Imagem: Reprodução / O Dia Online

— Essa é a média moral que predomina, não só na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mas, em todas as casas parlamentares do Brasil. Podemos dizer que, salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. A qualidade ética, moral e comportamental dos políticos brasileiros é muito inferior à média moral da população brasileira. Não se assustem quando algo assim acontece, porque estamos diante da expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. E quem acha que esse é um discurso que desqualifica a política ou o papel do político, está enganado. É um discurso que desqualifica a política praticada por essa geração, que aliás, é igual a muitas anteriores.

Particularmente, eu adoro quando figuras públicas se desentendem e se engalfinham. Sou apoiador do princípio de que, em caso de bate-boca e quebra-quebra entre eles, daria uma arma pra cada um, poria num estádio com portões abertos, ampla distribuição de sanduíche e refresco e deixava-os se matar. Que se matem!!!

O meu medo é quando eles se acertam no campo político, jurídico e financeiro. A história mostra que vossas excelências se protegem, se acumpliciam e se associam muito. E nessa parceria que fazem sempre em nome das instituições, sobra sempre para o contribuinte pagar a conta. Os políticos não são o que dizem que são. As instituições que eles tanto defendem são conveniências de momento, valem muito quando servem e não valem nada quando não servem. Fingem que levam isso a sério e quando querem, demonstram o que verdadeiramente são.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 100 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio protestar contra o aumento da passagem de ônibus

Há um mês, o Rio de Janeiro viveu um dia histórico com milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Hoje, como em poucas vezes, encho o peito pra dizer: Que orgulho de ser carioca! Que orgulho de ser brasileiro! Parabéns, cidade leal e heroica de São Sebastião por esse momento emblemático! Leal, pelos princípios que construíram essa cidade, aos valores que uniram este povo em torno de um ambiente coletivo e urbano que é motivo de alegria e orgulho pra todos nós. 


O Rio fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Houve um desequilíbrio aqui ou alí, pontualmente, como a depredação da Alerj e lojas saqueadas. Mas a essência, a espinha dorsal do que aconteceu no dia 17/06, estava na Av. Rio Branco, estava Cinelândia, estava na Candelária e estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO. Um grupo grande e significativo que se mobilizou em prol da redução do preço das passagens de ônibus. 

Segundo um ex-funcionário do setor de transportes, as frotas de ônibus possuem planilhas que são verdadeiras caixas-pretas apresentadas como justificativas para a reivindicação de reajustes que são aceitos, historicamente, pelo poder público através do forte lobby que essas empresas têm junto às Câmaras de Vereadores. Lobbys mantidos por relações marcadas pela promiscuidade, pelo dinheiro, pelas doações de campanha, pelos subornos, pela grana por fora, pelas malas de dinheiro etc.

Várias coisas nessas planilhas são absolutamente derrubáveis. A reposição de peças, por exemplo, os empresários lançam custos de novas peças, quando fazem na verdade, apenas o recondicionamento e a revitalização das mesmas. Logo, este aumento no preço das passagens não se justifica porque o governo promoveu também a desoneração de impostos federais e uma série de vantagens concedidas às empresas de ônibus. Então, essa caixa-preta tem que ser aberta, a população não conhece em que bases são concedidos esses aumentos. Os empresários ficam com esse papo de inflação, mas o setor de transportes não viveu a inflação na mesma intensidade.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Não foi apenas por 20 centavos. A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO, embora a reivindicação de um grupo fosse, predominantemente, a redução das tarifas. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o Rio mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas no dia 17/06, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança, na corrupção etc. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O Rio captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Os ataques à Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foram lamentáveis no sentido de que não levará a nada esse tipo de ação. Mas quero deixar bem claro que entendo a razão dos ataques. A Alerj, assim como as casas parlamentares no Brasil, são a expressão de tudo que a população brasileira odeia. O que ela faz, a maneira como age, a maneira como se relaciona com a sociedade, a prepotência, a corrupção etc. Tudo isso está expresso naquele prédio. O que se atacou e se "vandalizou" foi o que a Alerj simboliza.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário. O que há aqui são manifestações pro cara não passar a mão na sua bunda, pra não roubar na sua cara, pro Renan Calheiros não escancarar a picaretagem dele e continuar sendo senador, pro Collor não voltar pra política. Entendeu?

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

A Alerj representa a política que está aí. A depredação é o que resta as pessoas pra que os políticos às ouçam. Mas essa gente é tão canalha, esses políticos são tão canalhas que são capazes de fazer de conta que não são com eles. Um exemplo disso aconteceu no dia seguinte aos protestos quando o presidente da Alerj, Paulo Melo, foi dar uma entrevista na porta da assembléia e bateu em retirada quando viu que a população estava começando a vaiar. 

Compreendo as razões que levaram alguns manifestantes a fazer o que fizeram na Alerj. Lamento profundamente que alguns marginais tenham se aproveitado desse momento para saquiar lojas e destruir negócios de outros trabalhadores.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Um movimento sem rosto, sem líder e sem pauta específica. Mas unido por um sentimento, por um estado de espírito. Isso me parece até mais importante do que ter uma causa específica. Com todo respeito ao movimento dos caras-pintadas que deram início à remoção de toda quadrilha do Collor da Presidência da República. Mas os caras-pintadas integraram um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Todos queriam a queda do Collor.

A imprensa queria a queda do Collor. Os partidos queriam a queda do Collor. Grandes grupos políticos comprometidos com a corrupção também queriam a queda do Collor. Antônio Carlos Magalhães (ACM) queria a queda do Collor. Sarney queria a queda do Collor. A bandidagem política que não estava no esquemão do Collor também queria. Então, eu diria que o movimento dos caras-pintadas deu uma legitimidade de rua a um momento histórico que inevitavelmente aconteceria, mas que aconteceu num mesmo curso, na mesma direção de forças políticas.

Este movimento do dia 17/06/2013, não me parece tanto com o movimento dos caras-pintadas. Ele me pareceu mais com as manifestações de massa da Ditadura Militar, porque nestas manifestações  as pessoas tomaram porrada da polícia, foram reprimidas, foram tratadas de forma abominável pela grande imprensa como a Folha de S. Paulo, o Estadão, O Globo , a Veja etc. No começo chamavam os manifestantes de vândalos. A imprensa estava trabalhando na linha da criminalização do movimento, até o momento em que alguns repórteres foram atingidos por balas de borracha disparadas pela polícia. Depois disso, a cobertura dos fatos mudou. 

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos no dia 17/06, o que não víamos desde a Ditadura Militar, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje você tem mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Você tem um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: - Pare de passar a mão na minha bunda! Pare de cuspir na minha cara e achar que sou otário! Pare de pegar o meu imposto e fazer o que bem estende! 

Rio leva 100 mil pessoas às ruas

Se esses políticos canalhas perceberem que esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHA POLÍTICA, da CANALHA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais. 

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

DESSERVIÇO: Por causa de ponto facultativo decretado por Sérgio Cabral, polícia especializada fecha as portas

Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como Sérgio Cabral consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público um dia de folga, no qual todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

Quer dizer, o ponto facultativo só presta pra funcionário público. Acaba sendo um feriado a mais pra ele. Porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de deixar o servidor público não trabalhar? A ausência dele faz falta! Onde já se viu fechar uma delegacia, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do governador que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa!

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a delegacia esteja funcionando quando precisar dela. E que esteja com um sorriso no rosto. Merecemos isso.

Governador Sérgio Cabral, numa boa. Todos sabem que o senhor controla a Alerj. Por favor,  revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Deputada Cidinha Campos (PDT) ofende o povo do Rio e chama eleitores de mentirosos após derrota de seu filho nas urnas

"Cambada de mentirosos! Distribuímos uma ‘pá’ de ‘santinhos’! O que eles fizeram? Não eram de papel; portanto, não fizeram aquilo; eram de plástico. Tiraram ‘sarro’! O eleitor mente muito! Eu nunca andei tanto! Sabe como eu faço minha campanha, vou descansar em Nova Iorque! Não gosto de campanha!", disse ela.
Essa é a forma com que os políticos reagem quando são contrariados pelo princípio da essência democrática do voto. Esse é o nível da política no Brasil.


Depois da deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) criticar o governador Sérgio Cabral (PMDB), o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e os petistas condenados por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde desta quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa, Cidinha Campos (PDT) disparou para todos os lados.

ASSISTA AO VÍDEO
Deputada diz nas entrelinhas que eleitores não usaram santinhos como papel higiênico porque eram de plástico 

Primeiro atacou a família Garotinho e ironizou a votação inexpressiva recebida pela chapa Rodrigo Maia (DEM) e Clarissa. "Algema um ao outro (Rosinha e Anthony Garotinho) e entrega à Justiça. São Caipriras do mato, vivem gordos, obesos e maltratados. E o voto zero, da filha do diabo (Clarissa) com o filho do coisa ruim (Rodrigo)?", disparou.

Depois, Cidinha falou da derrota de seu filho, Ricardo Campos, que concorreu à Câmara do Rio. A moça chamou os eleitores de mentirosos, por terem recebido materias de campanha do aspira e não ter votado nele.

"Cambada de mentirosos. Tiraram sarro de uma pessoa de boa fé, leal, cheio de propostas. E votaram em quem? Na Mãe Loira do Funk (Verônica Costa, eleita pelo PR). Ela está respondendo por tortura e tentatiuva de homicídio", concluiu.

Extra Online - Coluna Berenice Seara

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Motoristas da Câmara do Rio ganham mais do que os próprios vereadores

Os 11 funcionários que trabalham para o legislativo recebem salário líquido acima de R$ 8 mil, sendo que a remuneração base fica entre R$ 1.629,77 e R$ 2.450,45 líquidos 



Matéria originalmente publicada no jornal Metro Rio

MARAJÁS DO BRASIL: Alerj gasta mais de R$ 1 milhão por mês só com os salários dos deputados

SURURU NA ZONA!!! O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13.


A Assembleia Legislativa divulgou os valores dos salários de 41 cargos do quadro de funcionários da Casa. Só com a remuneração dos 70 deputados, são gastos R$ 1.048.244,40 por mês.

O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. Com os descontos, cai para R$ 14.974,92. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13. O valor líquido é de R$ 17.999,64.

Segundo a tabela, publicada no site da Alerj, dos 41 cargos, apenas oito tem vencimento bruto menor que R$ 4 mil. O salário mais baixo é do cargo comissionado CAI-20, no valor de R$ 440,01.

A Assembleia só divulgou os códigos dos cargos, sem descrever suas funções e quantas pessoas os ocupariam. A assessoria da Casa informou que novas informações serão publicadas quando os setores encaminharem mais dados.

Apesar da Lei de Acesso à Informação ter entrado em vigor em 16 de maio deste ano, ainda não há uma data para a divulgação completa sobre as despesas com pessoal.

Extra Online - Coluna Berenice Seara

domingo, 22 de julho de 2012

CÚMPLICE! Deputado André Lazaroni (PMDB) critica e tenta proteger Sérgio Cabral de investigação de procurador-geral da República no Rio


O líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Lazaroni, não gostou da atitude do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. De Brasília, ele pediu aos órgãos controladores do Rio de Janeiro informações a respeito dos contratos da Delta com o governo estadual.

Na defesa de Cabral

Para o deputado, a solicitação fere a autonomia do Rio de Janeiro. Ele crê que a primeira atitude no caso deveria partir do Ministério Público local.

Na defesa de Cabral II

A solicitação de Gurgel tem como intenção saber se cabe ou não investigar o governador Sérgio Cabral, a quem o PMDB tenta proteger a todo custo para não perder suas ambições eleitorais.

Presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), se recusou a assinar CPI de Sérgio Cabral segundo Anonymous


O grupo hacktivista Anonymous divulgou, na noite da última terça-feira (09/05), dados pessoais dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que se recusaram a assinar o pedido de abertura de CPI para investigar o governador Sérgio Cabral.

"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo.

Fogo aberto

Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Falta de elementos

De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável.

Cachoeira in Rio

A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

CACHOEIRODUTO: Escândalo da Delta dá munição aos adversários de Eduardo Paes

“As empresas do governo do estado são as mesmas do município. A Delta não tem contrato sem licitação só com estado, mas com prefeitura: em 14% dos contratos firmados na gestão de Paes houve dispensa de licitação", diz deputada


A CPI do Cachoeira entra no cenário da pré-campanha como um fator de preocupação para PMDB e PT no Rio. O prefeito Eduardo Paes tende a sofrer abalos em seu favoritismo, saindo da zona de conforto, e tornando a campanha mais turbulenta do que se imaginava até então. A aposta da oposição é de que o alinhamento com o governador Sérgio Cabral, figura da maior importância para a eleição de Paes em 2008, possa agora tirar eleitores do prefeito. Os pré-candidatos ao Palácio da Cidade não falam abertamente em tentar usar o escândalo da Delta contra Paes, mas é evidente que esse momento surgirá no embate entre eles.


O ataque mais franco até o momento partiu do pré-candidato tucano à prefeitura, o deputado federal Otávio Leite. Foi ele quem preparou na terça-feira o requerimento pedindo para que Cabral fosse ouvido na CPI do Cachoeira. Mesmo com a decisão da CPI de deixar os governadores fora de seu alvo inicial, Cabral continua na mira. O PSDB tem reforçado o tom nacional que as campanhas a prefeito devem adotar. E, ao enfatizar no nível municipal a polarização entre PT-PMDB e PSDB, as suspeitas de irregularidades nos contratos da Delta com o governo Cabral se tornam um prato cheio para criticar a forma como os dois partidos vêm conduzindo o país, o estado e a cidade do Rio. Desde que Anthony Garotinho, ex-governador e atual deputado federal,a estreita relaçã divulgou vídeos e imagens que demonstram a estreita relação que Cabral e seus secretários têm com Fernando Cavendish, voltaram à tona as suspeitas de irregularidades nos contratos da Delta com o governo do Rio e o possível favorecimento à empresa do amigo.

“As fotos revelam a inexistência de um padrão ético mínimo que deve ter um governante. Além disso, os valores milionários das obras da Delta no Rio não estão apenas no governo Sérgio Cabral, mas no do Eduardo Paes também”, diz Leite, que na semana passada entrou com representação no Tribunal de Contas da União para que fosse feita auditoria nos contratos da Delta com o governo federal no Rio. Um deles se refere à Transcarioca, da prefeitura, cujas obras foram abandonadas pela Delta após as notícias do envolvimento da empresa com Carlinhos Cachoeira.

O alinhamento entre os governos municipal, estadual e federal foi uma das principais bandeiras levantadas por Paes em sua primeira candidatura a chefe do executivo da cidade. Cabral e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçaram a importância de se ter um prefeito em sintonia com eles. A partir daí, todas as agendas de Lula no Rio ganharam esse tom. Não à toa o slogan do governo Cabral é “somando forças”. A fatura de tamanho entrosamento, no entanto, pode chegar quatro anos depois para Paes: sua imagem está intimamente associada à do governador.

É essa aposta que dá fôlego aos adversários. Outro pré-candidato é o deputado federal Rodrigo Maia, do DEM, que tem como vice a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do inimigo número um de Cabral. Para Maia, a dupla está em maus lençóis. “Há uma relação forte entre Cabral e Paes na cabeça do carioca. Para o eleitor é como se fossem um só. Acreditamos muito que essa aliança, de fato, gerou expectativa, mas não promoveu resultados para a cidade. Muita coisa prometida não saiu do papel”, afirma Maia.

Clarissa é a vice que mais deve aparecer na campanha. Ela, que não foge de um debate com seus adversários políticos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), acredita não ser necessário reforçar que Cabral e Paes estão no mesmo barco. “Isso envolvendo Cabral vai afetar Eduardo Paes, não por uma conexão que a oposição tente fazer. Eles sempre estiveram juntos. O que um faz ajuda ou prejudica o outro. O secretário de urbanismo do prefeito Eduardo Paes, Sérgio Dias, foi fotografado (em Paris com Cabral, secretários estaduais e Cavendish) participando da farra. A conexão é total”, afirma Clarissa, do PR. Ela acrescenta: “As empresas do governo do estado são as mesmas do município. A Delta não tem contrato sem licitação só com estado, mas com prefeitura: em 14% dos contratos firmados na gestão de Paes houve dispensa de licitação. O arco de aliança de Cabral é o mesmo que Paes monta para ele, com os mesmos partidos, empresários empreiteiros”, diz.

O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, que disputa votos para a prefeitura, também está afinado com os outros pré-candidatos no esforço para levar o pleito para o segundo turno. E o jeito, nesse caso, é mirar em Paes. “O que está acontecendo não é um problema particular do governador, mas do modo do PMDB do Rio de governar. As relações da Delta não estão restritas ao governo do Rio, a empreiteira também tem contratos com a prefeitura. Há indicações de Cabral no alto secretariado de Paes, que, inclusive, já apareceu beijando a mão do governador em foto”, afirma Freixo. O deputado entrou, na quarta-feira, com pedido de CPI na Alerj para investigar todas relações da Delta com o governo estadual.

Apesar dos ataques dos pré-candidatos à gestão de Paes, o atual prefeito começa a corrida eleitoral com grande vantagem. Ainda não se sabe o quanto as fotos e vídeos de Cabral com Cavendish na Europa podem afetar a imagem do governador. No outro lado dessa história, Paes poderá capitalizar em seu favor políticas públicas de sucesso de Cabral, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que beneficiaram principalmente a capital - ainda que em detrimento de outras regiões do estado, onde a criminalidade aumentou. Será preciso esperar para ver para que lado a maioria dos eleitores irá.

FARRA EM PARIS: Deputado Roberto Dinamite e outros se recusaram a assinar CPI para investigar Delta e Sérgio Cabral

Veja a lista abaixo dos parlamentares cúmplices que protegem governador na Alerj. No Rio, ao invés do poder legislativo fiscalizar o executivo, ele se torna conivente


RIO - Os deputado estaduais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Clarissa Garotinho (PR-RJ) deram entrada, nesta tarde de quarta-feira, com pedidos de abertura de CPI para investigar os contratos entre o governo estadual e a empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish, e viagens do governador Sérgio Cabral (PMDB). O pedido de Freixo foi feito por meio de projeto de resolução que, após publicação no Diário Oficial, deverá ir à votação em plenário. A aprovação por maioria absoluta garante a instalação da CPI na Alerj. Paralelamente, Freixo colhe assinaturas em requerimento para a abertura da CPI. No Congresso, não estão previstos os depoimentos de Cavendish e nem do governador Sérgio Cabral.

O parlamentar entrou também com requerimento de informações sobre todos os custos relacionados às viagens do governador Sérgio Cabral e a primeira-dama, Adriana Ancelmo, não só das passagens aéreas, como também dos jantares e passeios realizados nas cidades europeias de Paris e Monte Carlo em companhia do dono da Delta, Fernando Cavendish, de diversos secretários do governo estadual, e de suas mulheres. O requerimento se refere especificamente a julho esetembro de 2009.

Freixo já havia dado entrada em requerimentos, em 2011, na tentativa de obter informações sobre as relações entre o governo e a empresa privada. Em um dos requerimentos, de 10/5/11, ele solicitou dados sobre todas as viagens realizadas pelo governador, até então, com os custos, locais e o tempo de estadia. Em outro anterior, de 19/6/8, o parlamentar já havia cobrado essas informações. Em ambos os casos, não obteve resposta. Os requerimentos sequer chegaram a ser publicados no Diário Oficial.

Além dos requerimentos, Freixo também entrou em 2011 com representações no Ministério Público estadual e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para solicitar esclarecimentos sobre os contratos entre a Delta e o governo estadual. Nesses casos, as representações foram arquivadas sob a alegação de falta de indícios de irregularidades.

- Mais do que da Delta ou de seu sócio majoritário Cavendish, o problema é do governo do Rio de Janeiro. O fato é que essa é uma empresa que cresceu assustadoramente e tem 100% dos seus negócios com o poder público. E opera no Brasil inteiro do modo como aprendeu a operar no Rio de Janeiro. Claro que há fortes indícios nesse caso de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção - justifica Freixo.

Já a deputada Clarissa Garotinho recolheu assinaturas para protocolar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as viagens do governador Sérgio Cabral. Para protocolar o pedido são necessárias vinte e quatro assinaturas, no entanto apenas quatorze deputados assinaram.

- É uma vergonha o comportamento dos deputados da base governista, que querem defender o indefensável. Cabral não disse como pagou, nem quem pagou as despesas! Se foi o Cavendish é crime! Se não foi, o governador precisa provar como ele consegue, com um salário que na época era de R$13,5 mil arcar com essa farra milionária! Essa CPI deve ser de interesse de todos. O cidadão não pode mais ficar sem resposta frente a todas essas denuncias - disse a deputada, filha do ex-governador Anthony Garotinho, que publicou em seu blog fotos e vídeos de Cabral na França na companhia de secretários do governo e dos empresários Fernando Cavendish e George Sadala.

Confira na lista abaixo os deputados que se recusaram a assinar a CPI das Viagens do Cabral:

André Correa (PSD);

André Lazaroni (PMDB);

Coronel Jairo (PSC);

Rafael do Gordo (PSB);

Rosângela Gomes (PRB);

Alexandre Correa (PRB);

João Peixoto (PSDC);

André Ceciliano (PT);

Andréia Bussato (PDT);

Bernardo Rossi (PMDB);

Chiquinho da Mangueira (PMDB);

Claise Maria Zito (PSD);

Dica (PSD);

Domingos Brazão (PMDB);

Edson Albertassi (PMDB);

Gilberto Palmares (PT);

Graças Matos (PMDB);

Graça Pereira (PSD);

Helcio Angelo (PSD);

Gustavo Tutuca (PSB);

Janio Mendes (PDT);

Márcio Pacheco (PSC);

Myrian Rios (PSD);

Nilton Salomão (PT);

Paulo Melo (PMDB);

Pedro Augusto (PMDB);

Roberto Dinamite (PMDB);

Robson Leite (PT);

Rosenverg Reis (PMDB);

Sabino (PSC);

Xandrinho (PV);

Zaqueu Teixeira (PT).

Matéria originalmente publicada no Globo Online

FARRA$ S/A: Assessor do presidente da Alerj, Paulo Melo, participou do rega bofe com Sérgio Cabral e Cavendish em Paris


A revelação da identidade do quarto participante de uma das viagens do grupo de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish à Europa conecta o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, deputado estadual Paulo Melo, do PMDB, ao círculo mais próximo do dono da construtora Delta. À mesa, com a mulher, em uma viagem a Mônaco, está também Luiz Carlos Bezerra, assessor de orçamento de Melo, que tem no currículo passagens pelo governo do estado e pelo gabinete da Casa Civil, que tem como secretário Régis Fichtner – também presente algumas das imagens.

Paulo Melo comanda a tropa de choque de Cabral na Assembleia Legislativa. Ajuda, por exemplo, a barrar a iniciativa da oposição de criar uma CPI no legislativo do estado para cobrar do governador explicações sobre suas ligações com a Delta.

Bezerra é o homem de cabelos grisalhos, sobrancelhas negras, óculos, pele morena, que aparece ora ao lado da primeira dama, Adriana Ancelmo, ora com a mulher, de cabelos curtos, em situações posadas. São imagens bem mais contidas que as da dança com o lenço na cabeça, que reuniu integrantes do primeiro escalão do governo do estado. Mas o impacto não é pequeno.

Por decisão da Justiça, o deputado e ex-governador Anthony Garotinho, que há uma semana divulga em seu blog fotografias e vídeos de viagens de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish, terá de retirar da internet as imagens em que aparece a noiva do empreiteiro, Jordana Kfouri, morta em um acidente de helicóptero. A cruzada de Garotinho, inimigo político de Cabral, no entanto, continua. Em seu discurso no plenário da Câmara na quinta-feira, ele prometeu mais imagens comprometedoras para os próximos dias.

Procurado pela reportagem de VEJA, Bezerra não atendeu aos telefonemas.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

sexta-feira, 20 de julho de 2012

MÁFIA: Presidente da ALERJ, Paulo Melo (PMDB), não quer CPI para investigar a FARRA de Sérgio Cabral em Paris


Parece que os tempos de paz entre a deputada Clarissa Garotinho (PR) e o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB), chegaram ao fim.

A moça pediu a palavra para avisar que está recolhendo assinaturas para pedir a abertura da CPI para investigar as ligações do governador Sérgio Cabral com Fernando Cavendish, da Delta. E perguntou ao microfone se Melo assinaria o documento.

O moço do alto da cadeira de presidente, claro, negou.

Deputada Janira Rocha chama Sérgio Cabral e seus comparsas de 'tropa de vermes' na Alerj


Janira Rocha (PSOL-RJ) prometeu e cumpriu. Na primeira sessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) após o feriado do Dia do Trabalhador, a deputada estadual disparou palavras duras no plenário, contra o governador Sergio Cabral e os seus secretários, flagrados em hotéis e restaurantes de luxo em Paris e Mônaco ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, em fotos e imagens de 2009.

Durante o feriadão, Janira prometeu colocar Cabral e seus aliados contra a parede durante a semana. Na sessão, ela esbravejou:

"Vamos encarar a carinha dessa tropa de vermes, essa corja, com as caras dos pobres do Rio de Janeiro", bradou.

Sobrou até para a primeira-dama

Janira não deixou barato para a primeira-dama, Adriana Anselmo. A advogada, que já provocou polêmica ao defender a Supervia e outras empresas detentoras de concessões do estado onde o marido é governador, foi comparada à ex-primeira dama das Filipinas, Imelda Marcos, casada com o ex-ditador local Ferdinando Marcos, por conta das fotos onde aparece, junto com as esposas de secretários, exibindo sapatos de grifes exclusivas comprados na França.

Com medo de ser chamado para depor na CPI, Sérgio Cabral convoca reunião de emergência com tropa de choque


O governador Sérgio Cabral reuniu, hoje de manhã, sua tropa de choque na Assembleia Legislativa.

O presidente Paulo Melo; o líder do governo, André Corrêa; o líder do PMDB, André Lazaroni; e líderes dos partidos aliados foram chamados a ajudar o governador a enfrentar a crise provocada pela enxurrada de fotos e vídeos mostrando a intimidade do poder estadual com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta Construção.

Estiveram presentes, ainda, o secretário de Governo, Wilson Carlos, e o chefe da Casa Civil, Régis Fichtner.

Detalhe: tanto Wilson Carlos quanto Fichtner também aparecem nas fotos, abraçados e dançando com Cavendish.

A estratégia de enfrentamento da crise, traçada pelo Palácio Guanabara e apresentada aos deputados, será... apresentar denúncias contra o ex-governador e hoje deputado federal Anthony Garotinho (PR), responsável pela divulgação das imagens comprometedoras.

Alguns deputados não gostaram da ideia, mas não foram ouvidos.

Eles acham que o povo quer respostas ao que já está apresentado e não uma guerra de acusações.

Jornal Extra Online - Coluna Berenice Seara

MÁFIA: Temendo o aparecimento de mais sujeira, patota do PMDB na Alerj blinda Sérgio Cabral no Rio evitando mais investigações

Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto


Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que desmontou a quadrilha docontraventor Carlinhos Cachoeira, acertaram em cheio a Delta, uma das principais empreiteiras do país. Líder em projetos contratados pelo PAC, a empreiteirarecebeu R$ 2,9 bilhões da União e R$ 1,4 bilhão do governo do estado do Rio de Janeiro desde 2007. De acordo com as gravações da Polícia Federal, Cachoeira teria envolvimento direto com a Delta, agindo como lobista da empresa junto a agentes públicos.

A bomba pegou muita gente de surpresa, mas não quem acompanha o cenário político fluminense. Desde o ano passado, parlamentares de oposição na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tentam emplacar uma investigação daempreiteira, mas sempre acabaram vencidos pela ampla maioria da bancada governista. Coincidentemente, Sérgio Cabral é amigo próximo do dono da Delta, Fernando Cavendish, e foi justamente durante o seu mandato que a empresa disparou como uma das principais parceiras do governo estadual.

“A Alerj não blindou apenas os pedidos de investigação da Delta. Ela blinda o Cabral e seu governo de qualquer investigação parlamentar, o que fere um dos principais deveres do Poder Legislativo”, critica o deputado estadual Paulo Ramos (PDT). Responsável pelo pedido de investigação da Delta em 2011, ele desqualificou as medidas do governador contra a Delta. “Quando ele foi flagrado junto com o Cavendish, em Trancoso (BA), criou uma comissão de ética formada por seus aliados. Agora que a Delta foi flagrada nesse escândalo com o Cachoeira, novamente colocou pessoas ligadas a ele para investigar os contratos. Não há isenção alguma”.




O incidente em Trancoso, ao qual o deputado se refere, foi a queda de um helicóptero que levava parentes de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish para comemorar o aniversário do empreiteiro, em junho do ano passado. A tragédia expôs a proximidade do governador com o dono de uma das empresas mais beneficiadas pelos contratos estaduais e foi o pivô de uma série de críticas e pedidos de investigação que não foram levados adiante. Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto.

“Essas revelações não nos surpreendem nem um pouco. Toesa, Facility, Delta. Todas estas grandes empresas parceiras do governo do estado e envolvidas em escândalos de corrupção já foram denunciadas na Alerj, mas nada segue adiante”, explica a deputada Janira Roca (Psol). “E é importante entender com que tipo de empresas estamos lidando. Não são empresas interessadas em corromper um deputado ou um vereador, eles vão diretamente nas pessoas que batem o martelo, integrantes do Poder Executivo. E são sempre as mesmas empresas, integrantes de grandes consórcios, como no caso da Transcarioca, do Comperj, o Maracanã”.

Para a parlamentar, estas denúncias só são levadas adiante quando há grande comoção popular ou pressão da imprensa. Do contrário, elas caem no esquecimento.

“A própria CPI das Milícias, proposta pelo Marcelo Freixo (Psol), foi ignorada durante muito tempo. Ela só foi tocada quando uma série de eventos colocaram as milícias em evidência e não havia mais como segurar a investigação”, recordaJanira. Para ela, uma investigação profunda nos contratos do governo do estado com empreiteiras seria revelador. “O Cachoeira é pinto perto do que acontece aqui”.

Investigações ignoradas ferem Constituição, diz deputado

Graças às revelações da Operação Monte Carlo e da CPI montada em Brasília para apurar o envolvimento de políticos com Carlinhos Cachoeira, foi cogitada a convocação de Sérgio Cabral para esclarecer suas relações com FernandoCavendish. Enquanto o PMDB manobra para que a lama não resvale no governador, o deputado Luiz Paulo (PSDB) aponta que um governo maistransparente beneficiaria até ao próprio Cabral.

“Se essas investigações fossem autorizadas anteriormente, provavelmente essa relação promíscua do poder público com as empreiteiras não chegasse ao ponto em que chegou. Eu costumo dizer que a oposição é a maior aliada do governo. Quando ele é blindada pelo Poder Legislativo, no caso, a Alerj, o governo não consegue corrigir seus próprios erros”, disse o deputado, que apontou as contradições do governo estadual desde a explosão do escândalo da Delta. “Nós sempre pedimos a auditoria dos contratos da Delta e sempre fomos negados. Agora, ele (Cabral) está iniciando uma auditoria”.

Segundo o deputado Paulo Ramos, a resistência do governo em permitir as investigações parlamentares, além do viés político, beira a ilegalidade.

“Alguns pedidos de CPI aqui na Alerj tiveram o número de assinaturas necessárias para ter seus trabalhos iniciados, mas nunca foram constituídas. Isso fere a Constituição Federal”, ressalta Paulo Ramos, que vê a Delta no mesmo patamar de empresas como Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. “Todas essas grandes empreiteiras foram flagradas como corruptoras no escândalo dos Anões do Orçamento. Eu era deputado federal em Brasília naquela ocasião e me recordo muito bem. O estilo é o mesmo.”

Matéria original publicada no Jornal do Brasil

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Deputada Janira Rocha diz que Cidinha Campos, capacho de Sérgio Cabral, tem comportamento senil na Alerj

Senilidade, segundo a Revista de Psicofisiologia, é o processo patológico de envelhecimento e é acompanhado da desorganização mental


Extra Online - Coluna Berenice Seara

Deputada Cidinha Campos, lambe-botas de Sérgio Cabral, tem ataque de pelanca e se diz vítima da internet

Prezada deputada, o povo quer saber porque a senhora tornou-se, da noite para o dia, amiga e defensora número um de Sérgio Cabral após doze anos de intensos ataques contra o mesmo e denunciá-lo por corrupção. O que levou a mudar de postura tão repentinamente? 


Veja o discurso do deputado Paulo Ramos sobre a mudança de postura de Cidinha Campos na Alerj com relação ao então governador Sérgio Cabral 


Deputada Cidinha Campos, bajuladora de Sérgio Cabral, teve seu pedido de cassação contra Janira Rocha arquivado


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara