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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Eduardo Paes nomeia deputado Rafael Picciani como novo secretário de Transportes do Rio

Por trás da troca, estaria a composição de poderes no PMDB. Jorge Picciani é candidato à presidência da Alerj e quer emplacar outro filho, o deputado federal Leonardo Picciani, para a sucessão de Paes. Já o prefeito gostaria de ver o deputado Pedro Paulo como o nome do PMDB nas eleições de 2016. Para o cientista político Paulo Baía, da UFRJ, a troca é sinal de aproximação dos grupos de Paes e de Picciani. “O grupo Picciani precisa do apoio do Paes e o PMDB não quer chegar ao fim de 2015 com uma briga interna e enfraquecido.” (Jornal O Dia)

Imagem: Reprodução/Jornal O Dia

— Nada contra ou a favor mas, o que entende de transporte o ilustre deputado Rafael Picciani? É um técnico da área? Não. Olha, os caras "são bons mesmo", hein! Entendem de habitação, entendem de transporte, entendem de meio ambiente,... ó! Como os políticos brasileiros são versáteis e autos de data, não é mesmo! Tem gente que estuda a vida inteira numa área só para se tornar um especialista no que faz. Mas, na política é incrível! Hoje o cara sabe de habitação, no dia seguinte sabe de transporte, no outro dia sabe de saúde, no dia seguinte sabe de aviação e por aí vai. Olha, genial! Sensacional! Viva o Brasil! 

Minha gente, isso mostra que nós estamos entregues ao que há de pior na sociedade. A classe política brasileira é a escória da sociedade. Salvo raríssimas exceções, a escória da sociedade não está dentro dos presídios, mas sim, no Planalto, nos palácios, nas prefeituras, nos gabinetes, nas Assembleias Legislativas, no Congresso e nas Câmaras de Vereadores.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso aí só muda se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

domingo, 4 de agosto de 2013

Ministério Público de quinta categoria isenta prefeito Cezar Schirmer (PMDB) de culpa na tragédia da boate Kiss

A boate Kiss era uma arapuca que funcionava criminosamente com autorização da prefeitura e do corpo de bombeiros. Não é possível que o prefeito de uma cidade que concedeu o alvará não responda a processo em nenhuma instância na esfera política, cível e criminal em decorrência disso. É aquela velha história, a medida em que se vai absolvendo as autoridades nessas tragédias, vai se criando um ambiente geral de impunidade que caracteriza tantos e tantos outros casos escabrosos no Brasil.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

O fato é que está faltando autoridade no banco dos réus e atrás das grades. Essa justiça de quinta categoria deveria fazer com que as coisas criassem exemplos no alto escalão do processo. Fazer com que a cúpula política pague mais do que a base em crimes que produzam consequências para o cidadão. Uma prova de que isso é possível, foi o que aconteceu em Buenos Aires alguns anos atrás, onde o incêndio numa boate, que também matou muitos jovens, custou o mandato do prefeito da cidade. Foi caçado em consequência do trauma produzido pela tragédia, ou seja, o mesmo caso da boate Kiss em Santa Maria.

Alguém acha que foi especificamente o prefeito de Buenos Aires que deu o alvará fraudulento? Ou que deixou de cumprir o ritual da fiscalização? Não. Mas como ele é o chefe e cumpre a ele responder pelos atos de seus subordinados, o prefeito pagou o pato maior do ponto de vista político e cível.

Aqui no Brasil, nada aconteceu com o comandante dos bombeiros e com o prefeito de Santa Maria. Continuamos vivendo com a memória da tragédia sem ter produzido nenhuma punição aos responsáveis. Resumo da história, tratem de chorar os mortos até que essa cicatriz se feche. Infelizmente as autoridades continuam surfando nas tragédias como se não lhes dissessem respeito. O incêndio da boate Kiss deixou mais de 240 mortos em janeiro deste ano.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Equipe da Rede Globo é hostilizada por manifestantes durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus no Rio

A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem das Organizações Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso que acontece com uma emissora que mais apóia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

                                       Imagem: Reprodução / Revista Veja.com

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jornal O Globo faz cobertura tendenciosa a favor do governo e tenta criminalizar as manifestações

O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Pois bem, aí eu pego o jornal O Globo e vejo na primeira página a manchete: "Sem controle. Em noite de conflitos, depredações e saques, Itamaraty e prefeitura do Rio são atacados". O Globo mostra o detalhe periférico do confronto envolvendo uma minoria de vândalos. É o detalhe do cara quebrando sinal de trânsito, saqueando loja, colocando fogo em carro etc. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resumiu a isto que eles estão mostrando.


Isso é uma distorção, uma manipulação dos fatos. Querer colocar o detalhe do confronto como uma manchete. Querer colocar a ação de uma minoria de vândalos como o fato sem controle é um absurdo. "Sem controle" o que O Globo? O que está "Sem controle"? O desejo de fazer ou cobrar uma mudança de um Estado que você mais apoia do que critica? De um sistema político que você mais apoia do que critica? 

A essência da relação da grande imprensa com o sistema político brasileiro é de parceria, de cumplicidade e de mútua conivência. É até uma relação de razoável proteção e blindagem. Quando a coisa começa a ferver, na mesma hora tem o espera aí e tal. Não é bem assim e tal. Entendeu? Acho que a tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo.

Na soma do caldeirão que sai de controle, você tem: Os marginais que não tem nada a ver com a manifestação, mas estão lá sempre. O radical que vai para o confronto por opção política, porque ele quer invadir o prédio, ele quer invadir o palácio. O radical que vandaliza por vandalizar e que se aproxima mais do criminoso do que o cara que tem uma ideologia. É o cara que quebra uma placa, às vezes, não é nem um criminoso, mas acha que isso é um ato político.

O radical também é um agente político, você pode não gostar dele, você pode combatê-lo politicamente, pode até usar a lei pra tentar enfrentá-lo. Mas ele é um ente do jogo e do espírito político. Igual ao conservador, igual a direita e igual a esquerda. Enfim, igual em tudo. 

Para não dizer que foi incompetência profissional, vou admitir que foi por falta de competência e de olhos para enxergar o que aconteceu. Competência e olhos que não faltaram ao jornal Extra na sua edição impecável de primeira página, que veio com a seguinte manchete: "Não foi passageiro. Um dia depois de governos no país inteiro baixarem o valor das passagens, manifestantes dão demonstração de força em cem cidades e acenam que os protestos com novas reivindicações devem prosseguir". Perfeito, sensacional, uma primeira página maravilhosa.


O Extra, feito pelo mesmo grupo editorial e empresarial, estampou na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações com texto e imagem perfeitos. Ele publicou corretamente o que foi a notícia. O fato desta massa na rua não ter uma lista de reivindicações com princípio, meio e fim não significa que o seu grito não seja decodificável. Que seu clamor não seja compreensível e traduzível.

Ninguém está contra a democracia. Ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí, não adianta a imprensa passar uma imagem esquizofrênica dos fatos com o intuito de proteger interesses promíscuos e escusos. Não é por aí. A tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo. Os jornais precisam ter mais cuidado pela forma como estão lidando com isso.

domingo, 21 de julho de 2013

Mais de 300 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio para exigir mais investimentos em saúde, educação, segurança e transporte

Mais um dia histórico e emblemático com milhares e milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Prefeitura do Rio. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Rio no dia 21/06. 


O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Graças a elas, tivemos a redução do preço das passagens de ônibus e de outros transportes em algumas cidades do país.

Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. Essa radicalização dos movimentos populares é por RESPEITO. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Aí, eu compro e comparo as edições dos jornais Extra e O Globo do dia 21/06. Ambos feitos pelo mesmo grupo editorial e empresarial. Enquanto o Extra estampa na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações, com texto e imagem perfeitos. O jornal O Globo mostra o detalhe periférico do confronto, envolvendo uma minoria radical de ATOS POLÍTICOS e de vândalos. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resume a isto que eles estão mostrando. 


Lembrando que os ataques ao Itamaraty e à prefeitura do Rio são ATOS POLÍTICOS. A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário.

Estou muito orgulhoso. Este foi o momento que uma geração inteira despertou, foi para as ruas, rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização. Essa juventude foi mobilizada por sua própria iniciativa, seu próprio espírito de nacionalidade e civilidade. Aí, a sociedade inteira veio atrás.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Protestos derrubam aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo

Essa vitória foi do povo brasileiro de norte a sul do país que se dá em vários níveis, em várias frentes, em vários nuances. Foi uma "vitória com V maiúsculo", principalmente, naquilo que se propôs o movimento desde o início. Qual era a proposta? Qual era o foco? Era a redução do preço das passagens. Isso foi o que unificou e direcionou os primeiros passos que foram crescendo e encorpando. Com isso, ganharam uma ampliação gigantesca e junto com ela, veio a repressão demasiada aos manifestantes, dando a percepção que a repressão era contra o direito de manifestação. Foi uma repressão burra do governo na qual a imprensa tentou criminalizar, a quem queria contestar o predomínio dos interesses políticos sobre os interesses da sociedade. E aí, ganhou a dimensão que ganhou e ficou essa coisa maravilhosa, gregária, nacional e vitoriosa.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

A partir de agora, todo mundo vai se manifestar mais e por mais motivos. Tivemos a redução do preço das passagens de ônibus e de outro transportes em algumas cidades. Mas nós continuamos pagando uma das maiores tarifas de transporte público do mundo. Segundo um levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, nós temos que trabalhar 14 vezes mais do que um argentino, em Buenos Aires, para pagar a mesma passagem. Mesmo com a redução do valor da tarifa conquistada na rua, no grito, de baixo de porrada, nós ainda pagamos as passagens mais caras do mundo, por um dos piores serviços de transporte público do mundo.

Gostaria de lamentar e enfatizar a incompetência, mais uma vez, dos nossos governantes que de maneira absurda e agressiva quiseram manter a posição contra a redução das tarifas. Isso depois de 10 dias de manifestações que gritavam a mesma coisa: "REDUZAM O PREÇO DAS PASSAGENS!!!". Estavam nitidamente querendo enrolar o cidadão com conversinha fiada do tipo: "Ah, a democracia é realmente muito bonita". "Ah, vamos abrir um canal de diálogo". Se ferraram, tiveram que meter o galho dentro, tiveram que meter o rabo entre as pernas e baixar o preço das passagens. 

Por acaso, alguém estava perguntando a esses políticos idiotas a opinião deles sobre a democracia? Esses caras são completamente malucos, eles só olham para o umbigo deles e um pedacinho em volta. Você vê milhões de pessoas nas ruas pedindo a redução das passagens, e eles vão empurrando com a barriga. Estavam apostando que iam jogar um lorotinha, achando que aquela massa humana fosse aceitar. SE FERRARAM!!! Derrotados, abatidos e vencidos pelo povo nas ruas, tiveram que reduzir as passagens.

Imagem: Reprodução / Jornal O Dia

Podiam ter feito isso antes, podiam ter percebido esse grito muito antes, podiam não ter que reprimir excessos que aconteceram, podiam ter poupado muitas situações que as cidades passaram em função dos protestos e reconhecido essa vitória das manifestações nas ruas. Acharam que iam ficar no "vamos ver até onde a gente leva", mas tomaram um cacete bonito do povo nas ruas. A imprensa teve que se curvar ao predomínio das manifestações pacíficas e ordeiras.

Estou muito orgulhoso. É uma página histórica mais emblemática do que a dos caras-pintadas e muito parecida com as manifestações populares de massa da Ditadura Militar. Ela é mais emblemática do que muitos momentos que marcaram também a história brasileira. Este foi o momento em que uma geração inteira despertou, foi para as ruas, rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização das mentes. Atrás dessa juventude mobilizada por sua própria iniciativa, seu espírito de nacionalidade e civilidade, a sociedade inteira apoiou e acompanhou essa iniciativa gregária e maravilhosa que tomou conta das ruas do Brasil. 

Quero me dirigir a toda CANALHA POLÍTICA deste país: Tem muita coisa que dá pra fazer e não precisa que a rua diga o que é. A rua já disse o que quer: RESPEITO, RESPEITO É BOM E NÓS GOSTAMOS!!!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 100 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio protestar contra o aumento da passagem de ônibus

Há um mês, o Rio de Janeiro viveu um dia histórico com milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Hoje, como em poucas vezes, encho o peito pra dizer: Que orgulho de ser carioca! Que orgulho de ser brasileiro! Parabéns, cidade leal e heroica de São Sebastião por esse momento emblemático! Leal, pelos princípios que construíram essa cidade, aos valores que uniram este povo em torno de um ambiente coletivo e urbano que é motivo de alegria e orgulho pra todos nós. 


O Rio fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Houve um desequilíbrio aqui ou alí, pontualmente, como a depredação da Alerj e lojas saqueadas. Mas a essência, a espinha dorsal do que aconteceu no dia 17/06, estava na Av. Rio Branco, estava Cinelândia, estava na Candelária e estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO. Um grupo grande e significativo que se mobilizou em prol da redução do preço das passagens de ônibus. 

Segundo um ex-funcionário do setor de transportes, as frotas de ônibus possuem planilhas que são verdadeiras caixas-pretas apresentadas como justificativas para a reivindicação de reajustes que são aceitos, historicamente, pelo poder público através do forte lobby que essas empresas têm junto às Câmaras de Vereadores. Lobbys mantidos por relações marcadas pela promiscuidade, pelo dinheiro, pelas doações de campanha, pelos subornos, pela grana por fora, pelas malas de dinheiro etc.

Várias coisas nessas planilhas são absolutamente derrubáveis. A reposição de peças, por exemplo, os empresários lançam custos de novas peças, quando fazem na verdade, apenas o recondicionamento e a revitalização das mesmas. Logo, este aumento no preço das passagens não se justifica porque o governo promoveu também a desoneração de impostos federais e uma série de vantagens concedidas às empresas de ônibus. Então, essa caixa-preta tem que ser aberta, a população não conhece em que bases são concedidos esses aumentos. Os empresários ficam com esse papo de inflação, mas o setor de transportes não viveu a inflação na mesma intensidade.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Não foi apenas por 20 centavos. A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO, embora a reivindicação de um grupo fosse, predominantemente, a redução das tarifas. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o Rio mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas no dia 17/06, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança, na corrupção etc. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O Rio captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Os ataques à Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foram lamentáveis no sentido de que não levará a nada esse tipo de ação. Mas quero deixar bem claro que entendo a razão dos ataques. A Alerj, assim como as casas parlamentares no Brasil, são a expressão de tudo que a população brasileira odeia. O que ela faz, a maneira como age, a maneira como se relaciona com a sociedade, a prepotência, a corrupção etc. Tudo isso está expresso naquele prédio. O que se atacou e se "vandalizou" foi o que a Alerj simboliza.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário. O que há aqui são manifestações pro cara não passar a mão na sua bunda, pra não roubar na sua cara, pro Renan Calheiros não escancarar a picaretagem dele e continuar sendo senador, pro Collor não voltar pra política. Entendeu?

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

A Alerj representa a política que está aí. A depredação é o que resta as pessoas pra que os políticos às ouçam. Mas essa gente é tão canalha, esses políticos são tão canalhas que são capazes de fazer de conta que não são com eles. Um exemplo disso aconteceu no dia seguinte aos protestos quando o presidente da Alerj, Paulo Melo, foi dar uma entrevista na porta da assembléia e bateu em retirada quando viu que a população estava começando a vaiar. 

Compreendo as razões que levaram alguns manifestantes a fazer o que fizeram na Alerj. Lamento profundamente que alguns marginais tenham se aproveitado desse momento para saquiar lojas e destruir negócios de outros trabalhadores.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Um movimento sem rosto, sem líder e sem pauta específica. Mas unido por um sentimento, por um estado de espírito. Isso me parece até mais importante do que ter uma causa específica. Com todo respeito ao movimento dos caras-pintadas que deram início à remoção de toda quadrilha do Collor da Presidência da República. Mas os caras-pintadas integraram um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Todos queriam a queda do Collor.

A imprensa queria a queda do Collor. Os partidos queriam a queda do Collor. Grandes grupos políticos comprometidos com a corrupção também queriam a queda do Collor. Antônio Carlos Magalhães (ACM) queria a queda do Collor. Sarney queria a queda do Collor. A bandidagem política que não estava no esquemão do Collor também queria. Então, eu diria que o movimento dos caras-pintadas deu uma legitimidade de rua a um momento histórico que inevitavelmente aconteceria, mas que aconteceu num mesmo curso, na mesma direção de forças políticas.

Este movimento do dia 17/06/2013, não me parece tanto com o movimento dos caras-pintadas. Ele me pareceu mais com as manifestações de massa da Ditadura Militar, porque nestas manifestações  as pessoas tomaram porrada da polícia, foram reprimidas, foram tratadas de forma abominável pela grande imprensa como a Folha de S. Paulo, o Estadão, O Globo , a Veja etc. No começo chamavam os manifestantes de vândalos. A imprensa estava trabalhando na linha da criminalização do movimento, até o momento em que alguns repórteres foram atingidos por balas de borracha disparadas pela polícia. Depois disso, a cobertura dos fatos mudou. 

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos no dia 17/06, o que não víamos desde a Ditadura Militar, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje você tem mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Você tem um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: - Pare de passar a mão na minha bunda! Pare de cuspir na minha cara e achar que sou otário! Pare de pegar o meu imposto e fazer o que bem estende! 

Rio leva 100 mil pessoas às ruas

Se esses políticos canalhas perceberem que esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHA POLÍTICA, da CANALHA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais. 

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Imprensa faz cobertura tendenciosa a favor do governo sobre as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus

A Folha de São Paulo conclamou em seu editorial uma ação mais enérgica da PM para conter o avanço das manifestações na cidade. Com isso, houve uma reação desmedida da polícia militar do governo Geraldo Alckmin (PSDB) contra tudo e contra todos que estavam nas ruas exercendo o seu dever cívico.
  
Imagem: Reprodução / UOL Notícias

Por causa disso, a própria imprensa pagou o pato com o ferimento de repórteres e foi obrigada a mudar o tom da cobertura, especialmente a Folha de São Paulo. Ou seja, a soma da mudança da cobertura da imprensa, mais o argumento verdadeiro dos manifestantes sobre a reação desmedida da polícia, fará com que a próxima manifestação tenha a adesão de mais algumas milhares de pessoas.

Duvido que esse discurso de machão continue na boca do prefeito Fernando Haddad (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Eles vão ter que discutir esse negócio do aumento da passagem a partir dessa resistência que está nas ruas.

Portanto, desta vez, ficou claro e explícito que a polícia está completamente despreparada para lidar com os conflitos de rua como as manifestações. Desde o início dos protestos, os manifestantes vêm dizendo que a reação desmedida da polícia tem feito com que as manifestações tomem essa dimensão de quebra-quebra nas ruas. De fato, a polícia militar exagerou e cometeu violência gratuita. Chegou a depredar viaturas para vender a ideia de vandalismo por parte dos manifestantes.

                                                

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Estudantes fazem protesto contra aumento da passagem de ônibus no Rio

Os estudantes cariocas resolveram fazer o que os estudantes gaúchos fizeram com sucesso. Foram para as ruas e conseguiram derrubar o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre. Fazem bem os estudantes em protestar contra o aumento. Faz parte do jogo. É preciso divulgar e apoiar as manifestações, porque o serviço de ônibus no Rio de Janeiro é muito ruim. É um dos mais caros, senão, o mais caro do país. E agora com essa manobra de unificar a tarifa, os empresários mais uma vez demonstram um baixo compromisso com a população e tratam de tirar proveito para colocar mais dinheiro no bolso sem necessidade. Porque dá tranquilamente pra ter lucro.

Imagem: Reprodução / Terra Notícias

Os empresários reclamam, reclamam, reclamam. Mas eu queria saber o seguinte: Quantos empresários devolveram concessão no Rio de Janeiro? Então, não é verdade que esse seja um setor sacrificado. Não é verdade que os empresários que se envolveram com essa atividade, tenham falido, passado fome ou coisa parecida. São empresas prósperas que ganharam muito dinheiro e continuam ganhando dinheiro. Empresários que entraram num ramo extremamente lucrativo.

Agora, fazer a população refém de ações levianas e quase criminosas como essas de aumentar a passagem de forma exorbitante, de aumentar os intervalos e de tirar ônibus com ar-condicionado das linhas por causa da unificação da tarifa é no mínimo uma SACANAGEM. Pode até haver legalidade nisso, mas a questão é saber se tem MORALIDADE.

Portanto, é de fundamental importância que o prefeito Eduardo Paes intensifique o trabalho de fiscalização e de punição em cima das empresas. E se o empresário reclamar, peça a concessão de volta, faça um leilão e uma concorrência pra outro. Tenho certeza que vai fazer fila na porta!!!

Juiz Vigdor Teitel caça concessão da Marina da Glória dada ao empresário Eike Batista

O juiz federal, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, entendeu que o projeto de reforma, de modificação do desenho, da finalidade e da intensidade de uso da Marina da Glória desvirtuam leis que determinam que aquela área não pode ser modificada, mas sim, PRESERVADA. Os ex-prefeitos Cesar Maia e Luiz Paulo Conde chegaram a ser citados por omissão de fiscalização no relatório do Tribunal de Contas da União.

 Imagem: Reprodução / O Dia Online

Segundo a ação civil pública que tramita desde 1999, pode ter havido favorecimento na licitação da prefeitura que fez a concessão para o empresário Eike Batista. No entendimento do juiz Vigdor Teitel, a destinação natural da Marina foi desvirtuada pelo projeto.

É claro que os advogados do senhor Eike Batista vão recorrer. Parece que já estão recorrendo. Eu temo pelo destino daquela área, já que a força e a ousadia desse cidadão bilionário são muito grandes. Seus vínculos e seus contatos são quase umbilicais com o Estado brasileiro. Eles sempre se ajudam muito!!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Rio de Janeiro tem o 5º acidente grave com ônibus em menos de um mês

Um ônibus da linha 435 (Grajaú x Gávea) bateu em um carro e subiu a calçada na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Garcia d'Ávila, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (17), segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Às 8h50, o Corpo de Bombeiros informou que quatro pessoas ficaram feridas e foram atendidas no local. (G1)

Imagem: Reprodução / Portal G1

Qual o motivo de mais um acidente com ônibus no Rio de Janeiro? O transporte coletivo sempre foi alvo constante de reclamações. Quer pelo despreparo e má conduta dos profissionais. Quer pela má qualidade da conservação dos veículos, muitos deles com baratas, com sujeira e muito mais. Quer pela falta de manutenção técnica e mecânica. Quer pela ausência de fiscalização.

No caso das vans, a fiscalização é muito mais frequente em cima deles. Mas, não produz resultado porque, provavelmente, esta fiscalização é pra tomar dinheiro. Não é rigorosa pra fazer o serviço ficar melhor. Nos ônibus, a fiscalização parece ocorrer para produzir efeito propagandístico. As empresas de ônibus são pouco multadas e quando são autuadas não as pagam.

A Câmara  dos Vereadores tem uma bancada financiada pelos donos de empresas de ônibus. É um escândalo a influência e a presença dessa gente dentro do poder público do Rio e dos municípios da região metropolitana. Essa é a caixa preta do transporte coletivo que não é nem melhor, nem pior. Mas é igualmente ruim quando comparado ao transporte de massa como barcas, trens e metrô. Enfim, é um horror a qualidade do transporte da população do Rio de Janeiro.

DESSERVIÇO: Jornal Extra diz que cidade do Rio de Janeiro está mal-assombrada

Para justificar a onda de acidentes com ônibus e livrar a cara das autoridades, a Rede Globo representada pelo jornal diz que a culpa são dos fantasmas que estão aterrorizando a cidade. Segundo o Extra, não é incompetência do prefeito, muito menos da sua relação ordinária com os empresários de ônibus. Mas sim, da invasão de espíritos que assola a cidade. É impressionante essa relação promíscua de cumplicidade entre a imprensa do Rio, entenda-se as Organizações Globo, e os senhores Eduardo Paes e Sérgio Cabral. Está sempre publicando essas matérias ridículas com o intuito de ludibriar o povo.

Imagem: Reprodução / Extra  Online

Os Caça-Fantasmas / Imagem: Reprodução / Internet

Turista norte-americana é assaltada e estuprada dentro de van no Rio de Janeiro

— Cidades que pretendem ser pólos turísticos como o Rio pretende, que tem feito investimentos naquilo que ela própria entende como vocação natural, não pode ter determinados crimes contra turistas, alguns são simplesmente assombrosos. E a forma de assalto é essa que agente vê, barbara e violenta, com morte, com estupro e com barra de ferro na cabeça.

E não é um aqui e outro lá não. Já tivemos gente morta na praia de Copacabana por assalto, não estou falando de assaltos corriqueiros de trombadinhas dentro de ônibus. Não é o cara que passou, roubou a sua carteira e saiu correndo. Estou falando de um duplo sequestro com violência sexual continuada por mais de cem quilômetros e tantos outros desse gênero já tivemos contra turistas.

Esse crime foi gravíssimo, principalmente, pelo que ele revelou depois, ou seja, ele poderia ter sido evitado se as autoridades tomassem conta nós mesmos, porque uma outra cidadã brasileira já tinha sido violentada e abusada pelo mesmo grupo, da mesma forma, com o mesmo tipo de operação. Prestou queixa na polícia e a delegacia de proteção à mulher nem se mexeu. 

O turismo não polui, o turismo dá empregos, trás divisas, areja e vasculariza a cidade. Isso tudo é muito bom. Agora, uma cidade que tem essa pretensão e essa vocação precisa repensar a sua política de segurança pública. 


RIO - Uma jovem estrangeira foi roubada e abusada sexualmente por dois homens dentro de uma van, em Copacabana, no Rio, na manhã de sábado (30). A vítima reconheceu os autores do crime na delegacia.

Os suspeitos Jonathan Foudakis de Souza, 20, e Wallace Aparecido Souza Silva, 22, foram capturados ontem em São Gonçalo, no Rio, por policias do DEAT (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo).

A dupla é acusada de abordar uma van de transporte coletivo e obrigar alguns passageiros a descerem em uma rua próxima a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Cidade Universitária.

Na sequência, eles mantiveram refém um casal de estrangeiros que foi obrigado a seguir com os criminosos para São Gonçalo.

No caminho, os homens teriam abusado sexualmente da jovem dentro da van. Segundo o DEAT, eles chegaram a usar o cartão de débito de uma das vítimas em postos de gasolina de Niterói e São Gonçalo.

Policiais encontraram o aparelho celular de uma das vítimas em poder de um dos homens. Na delegacia, as vítimas reconheceram a dupla. Uma outra vítima, brasileira, também já havia reconhecido os homens como autores de outro estupro feito no último sábado (23).



Trio de vagabundos foi preso após violentar estrangeira em Copacabana

Matéria originalmente publicada na Folha.com

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domingo, 7 de abril de 2013

Não reeleito, prefeito quadrilheiro de Duque de Caxias, José Camilo Zito, faz retaliação à população e suspende coleta de lixo no município

— Os moradores contam que até a eleição a situação não era essa. O atual prefeito, concorreu a reeleição, mas perdeu, e desde então a situação piorou. O que está acontecendo é um absurdo, o povo virou refém de bandoleiros que praticam a política da TERRA ARRASADA, com o objetivo de ANARQUIZAR seus últimos meses de governo. Isso é pura VINGANÇA, PICUINHA e MALDADE contra os mesmos eleitores que os colocaram no poder nas eleições anteriores. Esse é o nível da política no Brasil. O pior é que não há lei para punir esses CANALHAS que arrebentam com a vida do cidadão.
Prefeito de Caxias, Zito / Foto: Reprodução Internet

RIO - As ruas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estão tomadas pelo lixo. Esquinas, as frentes das casas, áreas públicas e até as rotatórias nas ruas viraram depósitos improvisados. Mas no entorno da casa do prefeito da cidade, o Zito, as ruas estão limpas. As informações são do RJTV.

A chuva que caiu durante todo esta terça-feira (13) diminuiu o cheiro insuportável que tomava conta das ruas. Mas isso não foi motivo de alívio e a chuva trouxe mais preocupação para os moradores.

Os moradores contam que até a eleição a situação não era essa. Zito, o atual prefeito, concorreu a reeleição, mas perdeu, e desde então a situação piorou.

A equipe do RJTV rodou durante toda a tarde desta terça-feira (13) pelos bairros da cidade e encontrou sempre a mesma cena. Casas sufocadas pelo lixo. A equipe avistou um caminhão fazendo a coleta no bairro onde mora o prefeito.

No entorno da casa do prefeito Zito, as ruas estavam limpas. Os únicos sacos de lixo estavam na praça, e foram colocados nesta terça.

Já nos bairros vizinhos os moradores continuam desesperados, com uma administração que parece ter terminado dois meses antes do previsto.

Matéria originalmente publicada no G1.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

Não reeleito, prefeito de Caxias, José Camilo Zito faz retaliação à população e desvia dinheiro de 800 servidores do município

ISSO É GOLPE!!! Desconto em folha de empréstimo consignado de funcionários não foi repassado à Caixa Econômica Federal para reforçar os cofres da prefeitura. Indiscriminadamente, esses bandoleiros praticam a política da TERRA ARRASADA, com o objetivo de ANARQUIZAR seus últimos meses de governo por VINGANÇA, PICUINHA e MALDADE. O pior é que não há lei para punir esses CANALHAS que arrebentam com a vida do cidadão. Esses PICARETAS têm que parar de brincar com a vida das pessoas como se fossem marionetes. Afinal de contas, estão lhe dando com vidas humanas e não com fantoches. Esse é o nível moral dos políticos no Estado do Rio de Janeiro e do Brasil. DÁ NOJO!!!


A um mês de deixar o governo, o prefeito José Camilo Zito dos Santos (PP) não está demonstrando descaso somente com a população de Caxias. Não bastasse a ineficiência de serviços públicos nas áreas de saúde, educação e limpeza, o prefeito agora deixou na mão pelo menos 800 servidores públicos, que confiaram no governo para contrair empréstimos com desconto em folha com a Caixa Econômica Federal (CEF). Apesar do pagamento em dia, os funcionários tiveram seus nomes inscritos no Serviço de Crédito ao Consumidor (SPC). O dinheiro não foi repassado para a Caixa.

Em nota enviada à imprensa, a Caixa Econômica Federal confirmou não ter recebido os repasses da Prefeitura de Caxias. Para minimizar transtornos aos clientes, a instituição financeira informou que vai excluir a restrição cadastral de quem apresentar em uma agência bancária os contracheques que constam os débitos não repassados, enquanto prossegue nas negociações com a prefeitura para a regularização do convênio.

O desvio do dinheiro dos servidores pode atrapalhar o sonho da professora Luciani Matteucci Vanni Farias, que leciona há 22 anos na rede municipal. A educadora financiou R$ 10 mil em 60 parcelas.

— É um constrangimento, passei a maior vergonha da minha vida. Quando fui resolver o financiamento de um imóvel que vou comprar, soube que estava com restrição. E eu sempre fui certinha com as contas. Já paguei uma parte e agora não sei o que acontecerá.


Para o professor da rede municipal Alexandre Antunes, o caso é uma injustiça com o servidor público:

— A prefeitura tem a obrigação de repassar esses valores. É um absurdo um município tão rico como Caxias passar por esse tipo de situação e nos prejudicar dessa forma. Sou professor na rede municipal há 21 anos e nunca vivenciei isso. Neste ano, a prefeitura contratou muitos funcionários novos com cargos comissionados, mas não tinham dinheiro reservado para isso. Há poucos dias tentei comprar um plano de internet móvel, mas como meu nome está no SPC, não pude. Já entrei com uma ação não só contra a prefeitura, mas também contra a Caixa Econômica. O banco não deveria ter feito isso, pois não houve negligência no pagamento, os descontos foram feitos — afirmou Antunes.

Também inconformada, Luciani Farias disse que já entrou com um processo contra o governo municipal:

— Se não resolver o financiamento do imóvel que comprei na planta, posso perder até R$ 4 mil.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Caxias (Sepe) estimou que 200 profissionais da Educação estejam com o nome no SPC em decorrência do erro da prefeitura. Segundo a coordenadora geral do Sepe de Caxias, Rose Cipriano Lapa, o governo também está atrasando o repasse da contribuição de filiação ao Sepe.

— Já movemos 30 ações individuais contra a prefeitura e a Caixa Econômica. O servidor cumpriu com sua obrigação e por isso não pode ser penalizado.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

Candidatos reeleitos que não cumprem promessas de campanha desmoralizam processo eleitoral


Encerradas as eleições no Brasil, já se fala em aumento de preços, como de tarifas de ônibus. Esse tipo de armação sempre acontece. Quando estão mal nas pesquisas, os candidatos à prefeitura não aumentam a passagem, mas se são reeleitos, há reajuste.

Aqui no Rio, como o prefeito estava à frente nas pesquisas, houve aumento em janeiro para que, até a eleição, o eleitor esquecesse, mas já se fala em novo reajuste.

O jornal "O Globo" traz hoje uma matéria sobre o tema que começa assim: "Já virou um padrão, as tarifas de ônibus urbanos sobem pouco ou não sofrem qualquer reajuste em ano de eleições municipais". Depois do pleito, no entanto, aumentam bastante.

Outra reportagem publicada no fim de semana mostra que o IPTU no Rio de Janeiro terá aumento de 30%, isso é um escândalo.

Moro num bairro nobre, na Gávea, onde se paga muito IPTU, como deve ser mesmo, mas minha rua é tratada como garagem de ônibus; às vezes, há 16 ônibus parados na minha porta. Ligo sempre para o serviço de reclamação da prefeitura, e não acontece nada. Mas, agora, falam em aumento de 30% do IPTU.

Cada um tem a sua queixa. A prefeitura é ausente e, assim que termina a eleição, usa a tramoia de sempre: aumenta o preço dos serviços e dos impostos.

Desmoraliza-se o processo eleitoral quando ele é usado dessa forma: antes, só "doce de coco"; depois do voto, a parte amarga.

Na minha cidade e em outras, antes das eleições, os aumentos são contidos, depois, vêm os reajustes fortes e pesados, porque o eleitor já fez sua escolha.

Esse truque tem de parar de ser usado. É mais grave do que aumentar o custo de quem mora na cidade, porque desmoraliza o processo eleitoral. Esse não é o comportamento adequado de líderes políticos.

O Globo Online - Coluna Miriam Leitão

Após reeleição, Eduardo Paes quer aumento de até 30% no IPTU

Durante sua campanha eleitoral o prefeito foi categórico ao dizer que não aumentaria o imposto de jeito nenhum: "O IPTU vai ficar exatamente do jeito que está. Se puder fazer alguma coisa para abaixar o IPTU, eu faço. Acho que o que a gente arrecada é o suficiente para manter a cidade. A prefeitura está muito bem nas suas condições financeiras. Não tem a menor necessidade de aumentar impostos. Então, não aumento imposto de jeito nenhum, muito menos IPTU, que vai direto na conta das pessoas. O que eu me comprometo é a não aumentar o IPTU."



Rio - Os cariocas devem preparar o bolso. O IPTU de 2014 vai ser reajustado em até 30%. Isso deve afetar principalmente casas e apartamentos da Zona Sul, os que mais valorizaram. Para chegar a um novo cálculo, a prefeitura atualizou o valor dos imóveis da cidade em seu cadastro, que estava defasado há 15 anos. A mudança precisa ser votada ainda pelos vereadores. Se aprovada, mais de um milhão de imóveis passarão a pagar o tributo. Hoje, só 40% (728 mil) pagam. A porcentagem saltará para 97% (1.761.033).

Para o exército de novos contribuintes, Raimundo Ximenes, 67 anos, deve ser convocado. Ele mora na Rua Aimoré, na Penha, bairro onde pelo menos 80% da população não paga a taxa. “Já paguei IPTU mas fiquei isento por morar em área de risco”, conta ele, vizinho da hoje pacificada favela Vila Cruzeiro.

A alíquota usada hoje no cálculo do IPTU é de 1,2% para qualquer casa e apartamento. A proposta é que isso varie de 0,20% a 0,60%, dependendo do valor venal do imóvel(custo do metro quadrado).

Futuros contribuintes cobram da prefeitura mais serviços e melhorias

A maioria dos moradores que não pagam IPTU hoje é a favor da cobrança, contanto que a prefeitura faça sua parte, melhorando saneamento e construindo áreas de lazer.

“Se vier acompanhado de serviços e o valor (do IPTU) não for alto, ótimo. Aqui tem que ter mais atividades culturais para as crianças”, opina Claudeir Garcia, 47 anos, pintor de carros. Morador da Rua Aimoré, na Penha, ele é o retrato da defasagem no cadastro de imóveis da prefeitura. Ele comprou um terreno vazio, onde construiu oficina e casa de dois andares. A construção não foi declarada ao município.

Rogério Domingues, 44, herdou casa na Rua Jaci, vizinha da Vila Cruzeiro, há 14 anos. Ele deixou de pagar o tributo, anos atrás, porque o imóvel era pequeno, mas hoje já há um novo andar: “Depois da pacificação, sabia que voltaria a pagar. Podiam é podar a árvore em frente à minha casa.”

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

Após aumento, passagem de ônibus no Rio será a mais cara do país em 2013


O reajuste anual da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, previsto para janeiro de 2013, deve fazer com que a capital fluminense tenha a tarifa de ônibus mais cara do país. O valor pode ultrapassar os R$ 3, segundo cálculos feitos pelo jornal "O Dia", que levou em conta a iniciativa do governo municipal de exigir das empresas a instalação de ar-condicionado e piso baixo em toda a frota.

No começo deste ano, com um índice de reajuste de 10%, o valor da passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,75. Em entrevista à rádio CBN, o prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), confirmou que uma cláusula no contrato de concessão dos quatro consórcios que administram as linhas de ônibus da cidade prevê o aumento anual, sempre no dia 2 de janeiro.

No entanto, o peemedebista desconversou quando questionado sobre os valores do próximo reajuste. Segundo a reportagem do jornal "O Dia", a passagem será superior a R$ 3,05.

Uma alternativa para a Prefeitura do Rio seria a de oferecer subsídios ao Rio Ônibus, empresa que reúne as empresas do setor, para manter ou reduzir o impacto do reajuste --caso o investimento em relação à instalação de ar-condicionado em todos os veículos saia do papel.

Atualmente, entre as capitais, a tarifa de ônibus mais cara do Brasil é cobrada em São Paulo (R$ 3), segundo levantamento da empresa Ticket Transporte. Com o valor atual (R$ 2,75), o Rio ocupa a sexta colocação no ranking.

Prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB)

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Reeleito, Eduardo Paes anuncia aumento da passagem de ônibus para R$ 3,05 em janeiro

Cobrar um adicional na passagem por causa da instalação de ar-condicionado nos ônibus, uma necessidade básica numa cidade como o Rio de Janeiro. É um absurdo! É como se em países frios fosse cobrado pelos aquecedores. Não faz sentido! O problema é que os formadores de opinião não utilizam ônibus. 


Rio - Os passageiros de ônibus do município devem preparar o bolso. O prefeito Eduardo Paes anunciou ontem que o reajuste das passagens, que valerá a partir de 2 de janeiro, deve ser maior do que o dos outros anos — de 10%, em média. Uma das justificativas é que os empresários terão que colocar ar-condicionado e piso baixo em toda a frota de ‘quentões’.

Com isso, o investimento vai gerar sobrepeso no valor da tarifa, que deverá ficar superior a R$ 3,05. O último aumento, em janeiro passado, fez o valor saltar de R$ 2,50 para R$ 2,75.

Hoje, cerca de 10% da frota, de 8.700 carros, tem ar-refrigerado. A intenção é que a adaptação para os ‘geladões’ atinja 25% ao ano, progressivamente, até 2016.

“Hoje, o ônibus com ar-condicionado, tirando o BRT, tem tarifa diferenciada, o que é patético. Quero todos os ônibus da cidade com ar-condicionado e piso baixo até 2016. Para isso você tem o investimento do Rio Ônibus. Temos que fazer contas. Já estou conversando com os quatro consórcios. E a gente vai anunciar, provavelmente até o fim deste ano, já que tem um reajuste acertado em janeiro, como está definido no contrato de licitação. Pode ser que tenha um aumento maior para ter este investimento”, disse o prefeito, acrescentando que manterá o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, no cargo.

“Ainda não tenho o equilíbrio da conta (da colocação de ar-condicionado), mas meu pessoal está estudando. Se ficar um aumento absurdo, terei que subsidiar, mas a princípio não precisa”, completou.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

CARA DE PAU: Durante a campanha, aumento de IPTU foi descartado por Eduardo Paes

"Vou manter o sistema tributário vigente. O IPTU vai ficar exatamente do jeito que está. Se puder fazer alguma coisa para abaixar o IPTU, eu faço. Acho que o que a gente arrecada é o suficiente para manter a cidade. A prefeitura está muito bem nas suas condições financeiras. Não tem a menor necessidade de aumentar impostos. Então, não aumento imposto de jeito nenhum, muito menos IPTU, que vai direto na conta das pessoas."


RIO - Em pelo menos duas ocasiões durante a campanha eleitoral, registradas em gravações, o prefeito Eduardo Paes assegurou que não iria aumentar o IPTU caso reeleito — como vem fazendo até o momento. Na primeira vez, em 8 de agosto, ele visitava a Nave do Conhecimento de Santa Cruz quando foi entrevistado pelo GLOBO sobre um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicava a defasagem do IPTU. Na ocasião, Paes foi categórico ao dizer que não aumentaria o imposto de jeito nenhum:

— Vou manter o sistema tributário vigente. O IPTU vai ficar exatamente do jeito que está. Se puder fazer alguma coisa para abaixar o IPTU, eu faço. Acho que o que a gente arrecada é o suficiente para manter a cidade. A prefeitura está muito bem nas suas condições financeiras. Não tem a menor necessidade de aumentar impostos. Então, não aumento imposto de jeito nenhum, muito menos IPTU, que vai direto na conta das pessoas.

No dia 14 de setembro, em sabatina no GLOBO, o prefeito chegou a afirmar que há situações que considera “meio inusitadas”. Lembrou que moradores vizinhos a favelas já pacificadas ainda pagam menos IPTU, como se ainda fossem áreas violentas.

— Você pode ter ajustes a fazer. O que eu me comprometo é a não aumentar o IPTU — disse o prefeito na ocasião.

Para o advogado tributarista José Nicodemos Cavalcanti de Oliveira, qualquer alteração na base tributária que implique aumento dos valores pagos ou cancelamento de isenções tem de ser considerada, na prática, como um aumento de imposto.

— Meu Deus do céu! Se não é aumento, vou chamar de quê? Mas qualquer alteração nesse sentido, que implique aumento de receita, só pode ser feita por lei — afirma Nicodemos.

Em 2011, um estudo da Secretaria municipal de Fazenda mostrou que a cidade tinha 2,2 milhões de construções residenciais e comerciais (sem contar salas), tanto no asfalto como em favelas e loteamentos irregulares. Desse total, cerca de 710 mil apenas (32,22%) pagavam IPTU. Dos imóveis restantes — 1,8 milhão —, 700 mil eram isentos. Do total restante, 1,1 milhão de construções, a legislação permitia que aproximadamente 380 mil só pagassem a taxa de lixo. Na época, a prefeitura calculava haver um potencial de arrecadação adicional de R$ 150 milhões, caso a base tributária fosse ampliada.

A última vez em que o município fez a revisão da planta de valores (preço do metro quadrado dos logradouros) para estabelecer um valor venal (estimativa do preço do imóvel para a cobrança do imposto) foi em 1997. De lá para cá, muitos imóveis acabaram sendo isentos ou tiveram os tributos reduzidos por uma série de benefícios diretos e indiretos. Numa época anterior à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), imóveis vizinhos a áreas de risco, em bairros como Tijuca e Copacabana, tiveram os valores reduzidos. Com as UPPs, esses imóveis voltaram a ser atraentes para o mercado imobiliário, mas o valor do imposto não mudou.

Em 2000, cerca de um milhão de contribuintes, principalmente das zonas Norte e Oeste, deixaram de pagar o IPTU, com a entrada em vigor das atuais regras de cobrança do tributo. A alteração fora proposta pelo então prefeito Luiz Paulo Conde porque, no ano anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerara inconstitucional o modelo que era usado e identificara a necessidade de encontrar um modelo de cobrança substituto.

O sistema antigo era baseado nas alíquotas progressivas e estava em vigor desde 1989. A mudança para a alíquota única, no entanto, criou um problema. Se fosse aplicada uniformemente, muitos proprietários de imóveis nas zonas Norte e Oeste teriam o IPTU aumentado em mais de 100%. Conde, então, baixou um decreto mudando as regras para a concessão de isenções das chamadas unidades autônomas populares (imóveis de famílias de baixa renda).

Matéria originalmente publicada no Extra Online