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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ELEIÇÕES 2012: O modelo político eleitoral brasileiro

As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade. O voto é obrigatório para dar números reluzentes ao processo eleitoral brasileiro: "Fulano foi eleito com a maioria dos votos válidos". Agora, pergunto a você o seguinte: O povo votou porque quis? Porque pensou? Porque refletiu? Foi por livre e espontânea vontade? Claro, que não! É preciso acabar com essa palhaçada do voto obrigatório. Nas grandes democracias como França, Inglaterra e EUA a atitude de votar é facultativa. Até na Venezuela do ditador Hugo Chávez é assim, lá o povo venezuelano não é obrigado a votar.

Eleitores são manipulados
O sistema político brasileiro está nas mãos de quadrilhas. O voto obrigatório no Brasil só server para o cidadão eleger, não serve para interferir e mudar nada. Por exemplo, se oito meses depois de eleito for comprovado que o candidato "X" é um corrupto, o povo não tem poder para expulsá-lo do cargo. Só quem pode fazer isso são os seus companheiros de classe, ou melhor, seus comparsas. Rárara!!! Parece brincadeira. Aí, eu te pergunto de novo: Esse sistema merece respeito?

No Brasil, os eleitores não têm o direito de se arrepender das escolhas que fizeram nas urnas, terão que aturar aquele corrupto até o final de seu mandato. É um absurdo!!! Eu quero desvotar, isso faz parte da essência democrática. O poder público pede ao cidadão para fiscalizar os políticos, mas não existe nenhuma lei que possa retirar o candidato eleito de seu cargo por algum desvio de conduta. Parece que as autoridades, entenda-se o Ministério Público, estão passando a sua responsabilidade de fiscalizar para o cidadão. 

As vésperas da eleição o TRE proíbe a venda de bebidas alcoólicas com receio do cidadão encher a cara e não aparecer no dia seguinte para votar. Eles espalham lendas aos eleitores mais humildes dizendo que se eles não votarem perderão o direito de se aposentar, entre outras canalhices de mesmo gênero. Enfim, fazem de tudo, são capazes de utilizar os artifícios mais imorais possíveis para que o cidadão não deixe de comparecer às urnas. E acredite, essa bandalheira é assim em todo país.

A verdade é que não exercemos a cidadania no Brasil votando, somos apenas votantes, não participamos de nada. Temos apenas o direito de exercer a nossa votatania. E outra, neste país todos os partidos são sérios antes de chegar ao poder, enquanto fazem parte da oposição todos são politicamente corretos, depois que chegam lá, se acumpliciam com aquelas práticas, com aqueles esquemas e tal. Pecam por omissão ou pela parceria. Assim foi com o PT antes de ser governo e assim será com todos os outros, porque neste modelo político vigente é assim que a banda toca.

O modelo político brasileiro não corresponde aos direitos e anseios do povo. Eu não quero avançar, eu quero chegar, eu não quero progredir num ritmo que a política quer me impor nesse processo eleitoral de quinta categoria. As eleições não mudam a realidade, apenas legitimam o atual processo.

Reforma do modelo político eleitoral brasileiro já!!!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Candidatos reeleitos que não cumprem promessas de campanha desmoralizam processo eleitoral


Encerradas as eleições no Brasil, já se fala em aumento de preços, como de tarifas de ônibus. Esse tipo de armação sempre acontece. Quando estão mal nas pesquisas, os candidatos à prefeitura não aumentam a passagem, mas se são reeleitos, há reajuste.

Aqui no Rio, como o prefeito estava à frente nas pesquisas, houve aumento em janeiro para que, até a eleição, o eleitor esquecesse, mas já se fala em novo reajuste.

O jornal "O Globo" traz hoje uma matéria sobre o tema que começa assim: "Já virou um padrão, as tarifas de ônibus urbanos sobem pouco ou não sofrem qualquer reajuste em ano de eleições municipais". Depois do pleito, no entanto, aumentam bastante.

Outra reportagem publicada no fim de semana mostra que o IPTU no Rio de Janeiro terá aumento de 30%, isso é um escândalo.

Moro num bairro nobre, na Gávea, onde se paga muito IPTU, como deve ser mesmo, mas minha rua é tratada como garagem de ônibus; às vezes, há 16 ônibus parados na minha porta. Ligo sempre para o serviço de reclamação da prefeitura, e não acontece nada. Mas, agora, falam em aumento de 30% do IPTU.

Cada um tem a sua queixa. A prefeitura é ausente e, assim que termina a eleição, usa a tramoia de sempre: aumenta o preço dos serviços e dos impostos.

Desmoraliza-se o processo eleitoral quando ele é usado dessa forma: antes, só "doce de coco"; depois do voto, a parte amarga.

Na minha cidade e em outras, antes das eleições, os aumentos são contidos, depois, vêm os reajustes fortes e pesados, porque o eleitor já fez sua escolha.

Esse truque tem de parar de ser usado. É mais grave do que aumentar o custo de quem mora na cidade, porque desmoraliza o processo eleitoral. Esse não é o comportamento adequado de líderes políticos.

O Globo Online - Coluna Miriam Leitão