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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Por falta de deputados, Congresso adia mais uma vez votação do ajuste fiscal

A sessão que analisaria os vetos da presidente Dilma Rousseff a projetos da chamada "pauta-bomba", que aumentam gastos públicos, foi encerrada por falta de quórum para votação entre os deputados. É a segunda vez nesta semana que a Câmara não dá quórum para a análise dos vetos, que podem ameaçar o ajuste fiscal. Uma semana após a reforma ministerial ampliar o espaço do PMDB, maior partido da base aliada, no ministério da presidente Dilma. O PMDB cresceu de seis para sete pastas, e os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia foram dados a deputados do partido. O vice-líder do governo na Câmara, deputado Sílvio Costa (PSC-PE), afirmou que a base do governo faz "chantagem", buscando a nomeação de cargos e a liberação de emendas parlamentares ao Orçamento. (UOL Notícias)


— O Congresso Nacional está tomado por "milícias". Iguais às milicias que dominam várias comunidades pelo país cobrando pedágio para andar na rua, impondo regras, controlando a distribuição de produtos e serviços, extorquindo comerciantes, invadindo casas de moradores... Ou seja, são milícias! Muitas delas formadas policiais e ex-policiais, bombeiros e ex-bombeiros, agentes penitenciários etc e tal. As milícias surgem com a intensão e o discurso de se opor ao tráfico de drogas, mas acabam se transformando em opressores, do mesmo nível da bandidagem, contra a população.

Recentemente, houve uma reforma ministerial na qual foi decidido pelos partidos governistas a distribuição, acintosa e vergonhosa, de cargos públicos para tentar compor uma base dentro Congresso Nacional. Mas o que vemos a despeito de terem dado aos partidos uma boa parte dos cargos públicos do país, são grupos de parlamentares - "milícias" - querendo extorquir mais, tirar mais do governo e da máquina pública.

Vejam, não é mais uma ação partidária! Não tem uma questão ideológica! Não tem uma questão programática! Não tem uma questão operacional, não! É só "milícia" querendo tomar mais e mais parcelas do poder no governo, adiando votações fundamentais para o país no grito.

domingo, 21 de junho de 2015

Datafolha: 65% dos brasileiros reprovam governo Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff encerrou os seis primeiros meses do segundo mandato com a maior rejeição desde que assumiu o governo, em 2011. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (20), 65% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, três pontos percentuais a mais que o levantamento anterior, divulgado em março.


De acordo com o instituto, o índice de rejeição é o maior para um presidente da República desde setembro de 1992, a poucos dias do impeachment de Fernando Collor de Mello. Conforme a pesquisa, 10% dos entrevistados classificaram o governo como bom ou ótimo, queda de três pontos percentuais em relação a março; 24% consideram regular e 1% não soube responder.

A rejeição está em níveis similares em todos os níveis de renda. Na parcela da população que ganha até dois salários mínimos, a aprovação da presidenta está em 11%, contra 62% de rejeição. Entre os eleitores de alta renda, que recebem acima de dez salários mínimos, Dilma é aprovada por 12% e rejeitada por 66%. Segundo o Datafolha, resultados parecidos são observados conforme o sexo, a idade e a escolaridade.

Entre as regiões do país, a pesquisa apresentou alguma variação. A presidenta tem menor índice de aprovação no Sudeste, com 7%. A avaliação menos baixa está no Nordeste, onde 14% dos entrevistados consideraram o governo bom ou ótimo.

Em uma simulação de disputa eleitoral para 2018, o senador Aécio Neves (PSDB) teria 35% das intenções de voto, seguido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 25%, e Marina Silva (PSB), com 18%. Em um segundo cenário, o ex-presidente ficaria na frente, com 26% das intenções, seguido de Marina Silva, com 25%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 20%.

O levantamento ouviu 2.840 pessoas em 184 municípios na última quarta-feira (17) e quinta-feira (18). A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Datafolha: apenas 10% dos brasileiros aprovam governo Dilma Rousseff

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sábado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff foi avaliado como ruim ou péssimo por 65% dos eleitores. Apenas 10% dos entrevistados consideraram o governo da petista como "bom" ou "ótimo".


Segundo o Datafolha, a taxa de reprovação só não é maior do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello no período pré-impeachment, em 1992. Na época, Collor era rejeitado por 68% dos brasileiros.

O levantamento foi realizado pelo Datafolha com 2.840 pessoas de 174 municípios do país entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em abril, a reprovação de Dilma subiu cinco pontos. A insegurança com o salário e o emprego é a principal frustração dos pesquisados pelo instituto.

No grupo dos que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, por exemplo, 11% aprovam o governo e 62% reprovam. No grupo dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários, por sua vez, 12% aprovam e 66% reprovam.

Analisando por região, pode-se observar contrastes. Enquanto no Sudeste 7% aprovam a presidente, no Nordeste a porcentagem sobre para 14%.

O Datafolha também simulou um cenário eleitoral para a Presidência da República. Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35% das intenções de voto — 10 pontos à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marina Silva aparece com 18%.

domingo, 29 de março de 2015

A voz das ruas pelo Brasil, contra Dilma Rousseff

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Imagem: Rreprodução/Correio Braziliense
Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Em vez de vir a público apenas pra dizer que as manifestações fazem parte da democracia, a presidente Dilma tem que dizer o seguinte: “Vamos atender o pedido das ruas! Vamos resolver! Isso vai mudar! A Assembléia que custa R$ 2 milhões, vai custar R$ 800 mil. Mordomias de deputados serão cortadas e verbas de gabinetes também”. É isso! O Estado tem que apertar o cinto dele e não o nosso para garantir a sobrevivência e a mordomia dele. Tem muita coisa que dá pra fazer e não é preciso que a rua diga o que é, a rua já disse o que quer: RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Em todo país, 2 milhões vão às ruas contra o governo Dilma Rousseff

Todo mundo vai se manifestar mais e por mais motivos a partir de agora. Foi a redescoberta de que; é nas ruas que decidimos as paradas épicas, centrais e fundamentais. Achar que abaixo assinado de internet vai resolver o problema é pura ilusão. Esse negócio de ficar indignado não basta. Sabe por que? Bandido também fica indignado! Chame o Maluf de ladrão! Chame o Sarney de ladrão pra você ver o que acontece! Sabe o que acontece? Eles processam você e qualquer jornalista que fizer isso. Portanto, indignação é um sentimento que qualquer vagabundo tem!

Imagem: Reprodução/O Globo
Estou muito feliz e orgulhoso de ter vivido esse momento. Achei que depois das manifestações das Diretas-Já, dos caras-pintadas e de 2013, nunca mais fosse ver isso de novo no Brasil. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada. 

Mas, o que viraram esses espaços aqui? O que viraram os partidos? O que viraram as casas parlamentares? O que virou a máquina pública? O que virou o Estado? O que viraram as entidades como a UNE e a CUT? Viraram órgãos públicos (chapa branca) pra fazer o jogo de conveniência deles. Entidades estas que, em outros momentos da vida nacional, tiveram essa função de canalizar e verbalizar as reivindicações da população. É claro que estes espaços precisam ser retomados!

Não é porque a democracia no Brasil foi transformada numa ‘merda’, pela apropriação que dela fizeram os políticos e os agentes públicos, que nós vamos ficar contra a democracia. Muito pelo contrário, ela é o melhor que podemos ter. O fato dos políticos brasileiros terem transformado o Congresso Nacional numa caverna de Ali Babá, lotado de ladrões e vagabundos, não quer dizer que o Congresso deva ser fechado. Ele tem que ser faxinado, e não fechado como instituição que representa e media as tensões e reivindicações dos anseios populares.

O que se tornaram os partidos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legendas e acordos. Os políticos são tão canalhas, tão cínicos e tão vagabundos que chegam a dar entrevistas dizendo o seguinte: “Tem que ver o que a presidente Dilma vai dar pra gente, né”. Assim, claramente! “Ah, se a presidente não der o que estamos pedindo, a gente não vai votar com ela não”. Assim, com esse teor!

Então, essa moral tem que mudar, e ela vai mudar se as manifestações persistirem até essa realidade se ajustar ao que a rua quer, ao que o povo quer. E o povo quer RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!!!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

'Fora Dilma' reúne 210 mil em São Paulo e multidões pelo país

Mais um dia histórico e emblemático que reuniu 210 mil pessoas em São Paulo e multidões pelo país. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Brasil no último dia 15 de março.

Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo
Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária querendo se aproveitar da boa chama da população nas ruas. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada.

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Fico me perguntando o seguinte: Quantos anos mais serão necessários para chegarmos a um estágio, não dos nossos sonhos, mas, que muitos países já têm desde o pós-guerra. A Europa já fixou padrões exemplares de RESPEITO ao cidadão, de conduta dos agentes públicos e de funcionamento da máquina pública que persistem até hoje. Lá, os agentes políticos entendem que o cidadão é prioridade e precisa ser olhado com reverência, com respeito e até com submissão.

Isso não é nada demais, ninguém está pedindo nada do que já se tem em incontáveis países do mundo. Notem, ninguém está querendo que o Estado brasileiro se transforme num Éden ou num paraíso com ninfas esvoaçantes. Nada disso, nós queremos apenas um Estado que nos RESPEITE. A falta de RESPEITO do Estado brasileiro faz com que as coisas tomem dimensões trágicas. Essa falta de RESPEITO é a mesma que transformou a saúde pública numa máquina de matar gente. É a mesma que transformou a escola pública numa máquina de reproduzir injustiças e produzir mão-de-obra fácil para a marginalidade. É a máquina pública que transformou a ocupação urbana no caos que está, pela ausência de políticas de habitação, de planejamento etc e tal. Tudo que a gente está vendo no país resulta da ausência ou dos erros da máquina pública. Temos que reconhecer que a culpa também é nossa porque nada fizemos para mudar essa realidade. Agora, os movimentos de massa nas ruas começam a esboçar uma reação a tudo isso. Vamos ver no que vai resultar!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Manifestação contra o governo Dilma é maior desde as 'Diretas-Já'

Isso não acontece com frequência, são acontecimentos históricos. Momentos como esse são emblemáticos porque mudam e escrevem a história de um país. Com todo respeito ao movimento das Diretas-Já e as manifestações dos caras-pintadas, mas, eles integraram de forma significativa um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Em ambos os momentos, grandes grupos políticos bastante comprometidos com a corrupção e os que não estavam comprometidos com a bandalheira, também queriam as mesmas mudanças.

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo
Ou seja, tanto o movimento dos caras-pintadas quanto as manifestações das Diretas-Já, deram uma legitimidade de rua e de juventude a um momento histórico que, inevitavelmente, aconteceria no mesmo curso e na mesma direção de forças políticas. Enfim, estas duas manifestações históricas contaram com um ambiente político e institucional favorável.

Contudo, isso não significa que ambas as manifestações foram massa de manobra, de jeito nenhum. Muito pelo contrário, significa que elas deram rosto, energia, oxigênio, expressão e grito a movimentos importantes que protestaram contra um regime ditador, e outro, que depôs um quadrilheiro, um ladrão, um criminoso da Presidência da República.

Hoje não. Essa manifestação do último dia 15 de março, veio na contramão do Planalto, do Congresso e da imprensa. Um movimento pacífico e sem líder, mas unido por um sentimento e por um estado de espírito. Por isso, ele é diferente e muito mais histórico do que o movimento das Diretas-Já e dos caras-pintadas. Portanto, muito mais determinante para uma mudança de mentalidade.

Estou muito orgulhoso. É uma página memorável mais emblemática do que muitos outros momentos marcantes da história brasileira. Este foi o momento em que uma geração inteira despertou e foi às ruas. Rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização. E, junto dessa juventude mobilizada por sua própria iniciativa, por seu próprio espírito de nacionalidade e civilidade, a sociedade inteira veio atrás.

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Repórteres da Globo cobrem manifestações com 'kit de guerra'

Escaldadas com as agressões sofridas nas manifestações de junho de 2013, as emissoras de TV cobriram os protestos de 15 de março como se estivessem em um campo de batalha. Em todo o país, repórteres da Globo e de suas afiliadas só foram para as ruas com um "kit de guerra", que inclui capacete, colete e máscara para proteção contra gases. Na verdade, a Globo mandou poucos repórteres para o asfalto. Nas entradas ao vivo, os repórteres apareceram em helicópteros e em sacadas ou coberturas de prédios, longe dos manifestantes. Todas as redes tomam precauções ao cobrir manifestações populares. (Notícias da TV)

Imagem: Reprodução/ Notícias da TV

— A imagem da imprensa, principalmente da Rede Globo, é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da imprensa que foi construída pela própria imprensa, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso que acontece com emissoras de TV que mais apoiam do que criticam o Estado e seus governantes, não só em São Paulo, mas em todo país.

O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defende a atitude dos manifestantes que hostilizam e expulsam as emissoras de TV: "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

domingo, 15 de março de 2015

Atos contra o governo Dilma mobilizaram 1,8 milhão de pessoas no país

O Brasil viveu mais um dia histórico com milhares de pessoas nas ruas. O país fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Pode ter havido um desequilíbrio aqui ou alí. Mas a essência e a espinha dorsal do que aconteceu, estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO.

Imagem: Reprodução/O Globo

A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o país mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc e tal. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança e na corrupção desenfreada. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O país captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Manifestação na esplanada dos ministérios de Brasília/O Globo

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos hoje, o que não víamos desde 2013, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje, em comparação com a Ditadura Militar, temos mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Temos um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: Parem de cuspir na nossa cara e achar que somos otários! Parem de pegar o nosso imposto e fazer o que bem estendem!

Se esses políticos canalhas perceberem que, esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês, o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHADA POLÍTICA, da CANALHADA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, que não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais.

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

Atos contra o governo Dilma ocorrem em 22 estados; São Paulo reúne 1 milhão nas ruas

Corrupção, desvio de dinheiro público, descaso com o sofrimento da população, incompetência, inapetência, inoperância e falsas promessas. Se formos a vários estados e cidades do Brasil, vamos encontrar inúmeros exemplos que são o retrato perfeito deste quadro nacional. Isso vai desde a Baixada Fluminense do Rio ao Nordeste com toda a sua seca. Tudo é um retrato do Brasil porque tudo é a realidade brasileira. O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime, o que a sociedade está pedindo para o governante, para o político e para o agente público, é que ele atue mais, respeite mais, roube menos, produza mais e ganhe menos, no sentido de acumular riqueza.

Imagem: Reprodução/ O Globo

Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários? Tem gente que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é respeito. O povo está cansado de ser desrespeitado, afrontado e violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos.

E não é só o governante e o político. É o agente público, é o cara da repartição, é o cara do balcão, é o cara do atendimento, é o cara da empresa pública que atende mau e transforma a vida do contribuinte num sofrimento sem fim. É esse varejo, é esse tipo de desrespeito que as pessoas não querem mais. É claro que você também não quer a grande escala do desrespeito como obras faraônicas, projetos superfaturados, Copas do Mundo, Cidades da Música e por aí vai. Essa manifestação de massa no país é por respeito, é um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder.

Ah, mas a corrupção na Petrobras começou com o PT? Não. A Petrobras é a única estatal em que há corrupção? Não, isso acontece nas estatais do Brasil inteiro. A corrupção só existe no governo do PT? Não, essa roubalheira desenfreada acontece no governo do PMDB, do PDT, do PTB, do PSDB, do DEM,... todos são assim. Isso acontece em todos os partidos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e na mão de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

Estamos querendo que eles parem de nos enganar e nos respeitem. Não tem ninguém pregando um golpe de Estado ou a mudança do sistema político brasileiro. Não tem ninguém pregando sequer uma Reforma Constitucional. O que está se pedindo é o mínimo de respeito.

O que mudaria com um eventual impeachment de Dilma Rousseff?

Nada. Absolutamente nada. Essa história de impeachment da Dilma, além de ser uma violência constitucional, não está caracterizada a pré-condição que justificaria o processo de impeachment contra qualquer presidente da República. Pode vir a estar amanhã, porque pode aparecer um elemento que produza essa característica. E aí, FORA DILMA!!!

Imagem: Reprodução/UOL Notícias

Agora, fazer manifestações no Congresso e nas ruas pedindo impeachment da Dilma, na minha maneira de ver, é golpismo claro e objetivo. Notem, estou pouco me lixando pra Dilma. Mas, supondo que amanhã ou semana que vem apareça um elemento característico que justifique a abertura de um processo de impeachment da presidente. Sabe quem vai entrar no lugar dela? Michel Temer (PMDB). Rárara!!! 

Ah, então tira o Michel Temer! Sabe quem entra? Eduardo Cunha (PMDB). Ah, então tira o Eduardo Cunha! Sabe quem entra? Renan Calheiros (PMDB). Ah, então faz outra eleição! Sabe quem entra? Aécio Neves (PSDB). Ah, então faz outra eleição! Sabe quem entra? Cesar Maia (DEM). Faz outra eleição! Sabe quem entra? Sarney! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Jader Barbalho! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Sérgio Cabral. Faz outra eleição! Sabe quem entra? Geraldo Alckmin! Faz outra! Entra Eduardo Paes! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Pezão! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Fernando Haddad! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Cid Gomes! Faz outra eleição! Sabe quem entra? Garotinho!

Portanto, não é uma questão de dizer que o político "A" é melhor que o político "B". Não é uma questão de dizer que o partido "X" é pior que o partido "Y", não. A classe política que tomou posse do Estado brasileiro é a escória da sociedade. A média da qualidade ética, moral e comportamental dos políticos brasileiros é muito inferior à média moral da sociedade brasileira. A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. Esses vereadores de São Paulo são a expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. Eles não são um ponto fora da curva, eles são a curva, estão alí para roubar, enriquecer e ficar nas tetas do Estado, usufruindo de suas mordomias e privilégios. Só servem pra isso.

Supondo que toda sociedade tivesse a média moral e ética dos políticos brasileiros, ainda sim, ela não enriquece na proporção e na velocidade que os políticos enriquecem. Ou seja, nem isso serve de consolo. Portanto, é uma mentira dizer que a classe política é a representação da média moral da sociedade brasileira. O brasileiro não é como os políticos são, eles são a escória do país. Salvo raríssimas exceções!!!

Talvez, dentro dos presídios você encontre uma média de valores morais superior à media de valores morais predominante na política brasileira. Basta acompanhar o noticiário que você vai ver, é impressionante o que os políticos são capazes de fazer em benefício do seu grupo, dos seus sócios e dos seus financiadores. Todos estão milionários. Passaram a vida no setor público e construíram fortunas. E mais, diria até que, quanto mais pobre é a região, mais rápido as fortunas se formam. Mas o pior disso tudo é que a gente convive com isso como se fosse algo normal.

Entenda como funciona um processo de impeachment

O processo de impeachment nunca foi plenamente aplicado no Brasil. Mesmo no caso de Fernando Collor, o que houve foi uma renúncia ainda em meio ao processo, em 1992. Por isso, o procedimento legal é pouco conhecido do eleitorado. Se Dilma fosse cassada, o vice-presidente, Michel Temer, herdaria o cargo. Se ele também perdesse o mandato, o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, assumiria o posto de forma interina até que o novo presidente fosse eleito - em 90 dias, nas urnas, se oimpeachment acontecer até 31 de dezembro de 2016; em 30 dias, por eleição indireta do Congresso, caso a cassação ocorra na segunda metade do mandato. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução/VEJA.com

Veja abaixo os passos do processo de impeachment:

1- A caracterização do crime: São crime de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição - que lista especificamente oito itens. No caso de Dilma, os itens V e VI parecem mais significativos. Eles tratam, respectivamente, da probidade na administração e do respeito à lei. O pedido de impeachment pode ser apresentado ao Congresso por qualquer cidadão brasileiro.

2 - A admissão do pedido: É aqui que a maior parte dos pedidos acaba arquivada. Foram mais de 10 desde 2011. Se cumprir os requisitos mínimos (como a apresentação de provas e a listagem de testemunhas), o requerimento vai ser analisado por uma composição composta por integrantes de todas as bancadas da Câmara. Em até dez dias, a comissão precisa emitir um parecer favorável ou contrário à continuidade do processo. Abre-se prazo de 20 dias para o presidente se defender. Para prosseguir, o pedido precisa ser colocado em votação pelo presidente da Câmara e aceito por dois terços ou mais dos deputados (342 de 513). Caso o presidente da República seja acusado de um crime comum, o Supremo Tribunal Federal se encarregará de julgá-lo. Se a acusação for de crime de responsabilidade, o julgamento será feito pelo Senado. O presidente fica automaticamente afastado do cargo quando o processo for iniciado em uma dessas duas esferas. O prazo do afastamento é de seis meses.

Assista ao vídeo abaixo
Vídeo: Reprodução/YouTube - Estadão

3 - A hora decisiva: No caso de crime de responsabilidade, o presidente é julgado no plenário do Senado. A sessão se assemelha a um julgamento comum, com o direito à defesa do réu, a palavra da comissão acusadora e a possibilidade de depoimento de testemunhas. É preciso que dois terços dos senadores (54 de 81) votem pelo impeachment para que o mandato do presidente seja cassado. Também depende deles o tempo de inelegibilidade que será aplicado como punição (até o limite de cinco anos).

4 - Cumpra-se: Se absolvido, o presidente reassume automaticamente o cargo. Se condenado, ele será imediatamente destituído, mesmo antes da publicação da decisão no Diário Oficial.

5 - Novo presidente: Em caso de impeachment, o vice-presidente é empossado. Se ele também tiver sido cassado, o presidente da Câmara assume o cargo interinamente. Caso a vacância ocorra nos dois primeiros anos do mandato, o Congresso convocará uma nova eleição direta em noventa dias. Se oimpeachment do presidente e do vice acontecer na segunda metade do mandato, o Congresso elegerá o novo presidente em um prazo de trinta dias.

6 - A opção extra: Há ainda outra possibilidade legal além do impeachment, essa restrita à Justiça Eleitoral: se o TSE comprovar, por exemplo, que Dilma praticou abuso do poder econômico ou empregou a máquina pública para se eleger em 2014, ela e Temer perderiam o cargo e - apenas nesse caso - Aécio Neves, que ficou em segundo lugar no pleito do ano passado, seria empossado presidente, com Aloysio Nunes Ferreira na vice. É uma situação semelhante à que aconteceu, por exemplo, em 2009 no governo do Maranhão: Jackson Lago (PDT) foi punido pela Justiça e passou o posto à segunda colocada, Roseana Sarney (PMDB).

(Texto: Reprodução/VEJA.com)

segunda-feira, 9 de março de 2015

STF aprova perdão para o ex-presidente do PT José Genoino no processo do mensalão

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram por unanimidade a extinção da pena imposta ao ex-presidente do PT José Genoino no processo do mensalão. Ele foi beneficiado pelo indulto natalino, previsto em decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff em dezembro do ano passado. Genoino é o primeiro dos réus condenados no processo do mensalão a se livrar da pena. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— A história do Supremo Tribunal Federal, salvo a passagem do ex-ministro Joaquim Barbosa, é uma história de omissões e cumplicidade com o poder, sempre foi. Por mais que estejamos indignados com o resultado do julgamento do mensalão, ele, infelizmente, reflete uma malha jurídica, moral e ética em vigor no Brasil. Nós somos este país, não adianta ficarmos com dor no estômago ao perceber isso. A decisão do STF é apenas a expressão do que está nas leis, e o que está nas leis reflete o que realmente somos como país. É uma tragédia horrorosa saber que somos um país onde quadrilhas políticas que se apossam do Estado e roubam em plena luz do dia, não são punidos exemplarmente. Cometem os maiores crimes contra a sociedade e não acontece nada.

Nas raras vezes em que conseguimos flagrá-los, processá-los e condená-los, ficamos impedidos de consumar as punições porque a malha jurídica está aí pra não punir ninguém. O poder judiciário está aí pra não castigar nenhum figurão do aparato político-partidário. Está aí pra não punir nenhum figurão que pertença à própria máquina do Estado brasileiro. 

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

Mais do que ficarmos indignados e com ânsia de vômito, temos que tomar consciência de que essa realidade precisa mudar. Não adianta jogar pizzas na porta do STF achando que, se a decisão do Supremo fosse outra, alguma coisa iria mudar. Mas, não mudaria, sabe por quê? Porque a quantidade de recursos e privilégios que o núcleo político possui é imensa. 

O que se decidiu no STF livra a cara das figuras políticas do crime como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. As figuras políticas próximas ao ex-presidente Lula foram os grandes favorecidos pela decisão do STF. Mas, essa decisão não livrou da cadeia outros condenados como Marcos Valério e Kátia Rabelo, que pegaram penas de 29 a 40 anos. Essas penas, muito maiores, não atingiram o núcleo político do mensalão. Logo, quem quebrou a cara foram as figuras que não pertenciam ao núcleo político. Todos os políticos envolvidos no mensalão pegaram penas muito menores do que os operadores financeiros do mensalão.

Portanto, o mensalão conseguiu produzir a seguinte sentença moral: As grandes figuras e líderes políticos que roubaram, prevaricaram, omitiram e atuaram como quadrilheiros, estão livres do processo. Já os operadores financeiros que não possuíam nenhum vínculo com o Estado, foram condenados a 40 anos de prisão. O que o STF decidiu foi mais uma manifestação do Estado brasileiro preservando a si mesmo. Aquilo que diz respeito aos seus membros e aos seus entes, ele protege com zelo de mãe. Aqueles que não são seus membros estão aí pra pagar imposto, estão aí pra sofrer as penas que a lei sabe impor com severidade àqueles que não têm recursos, que não têm vínculos políticos e que não integram o aparato do Estado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PT chega aos 35 anos como o partido brasileiro mais corrupto de todos os tempos

O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / Revista Veja

— Mais um escândalo na imprensa mostra que a corrupção no Brasil não tem partido. Ela é de direita, de esquerda, de cima, de baixo, de magro, de gordo, de jovem, de velho, de branco, de preto, de roxo, de amarelo e por aí vai. A bandalheira, a canalhice e a roubalheira no país não é problema de um único partido, mas sim de todas as legendas partidárias. Temos escândalos de roubalheira em todas as legendas partidárias. Não precisamos voltar muito tempo atrás. Não é preciso voltar à era Sarney ou à ditadura, não. Mais recentemente, vamos encontrar escândalo do DEM, do PP, do PR, do PMDB (esse então está em todos), do PSDB, do PT, do PTB etc e tal.

Não podemos ficar individualizando o protagonismo da corrupção nacional. O protagonista desta corrupção no momento, sem sombra de dúvida, é o PT. E a peça em cartaz é a Petrobras. Mas, ao tirar esta peça em cartaz, vamos encontrar outros escândalos do PT. Depois, ao tirar o PT da peça, vamos encontrar outros partidos envolvidos em outros escândalos.

Portanto, isso mostra que a corrupção no Brasil é uma questão estrutural, é algo que está impregnado no Estado brasileiro e que contamina todos que fazem parte dele. Estado esse, que é propriedade exclusiva das máfias partidárias. Verdadeiras quadrilhas que se revezam no poder, legitimadas por eleições que só existem pra dar-lhes acesso à jugular do Estado brasileiro.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades. É preciso fazer com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Se conseguirmos construir um país, onde vagabundo que rouba dinheiro público pegue 40 anos de cadeia, nós vamos mudar a realidade do Brasil em pouco tempo.

Tomara que isso aconteça! Quem sabe nossos filhos viverão num país melhor!

Avaliação positiva de Dilma despenca de 42% para 23%, diz Datafolha

Com o escândalo da Petrobras à tona e a piora na expectativa em relação à economia, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despencou e atingiu a pior marca de seu governo; foi de 42% (avaliação boa/ótima) em dezembro passado para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha. Em contrapartida, os entrevistados que avaliam o governo como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. O número dos que acham a administração petista regular permaneceu em 33%. Na ocasião dos protestos de junho de 2013, a popularidade de Dilma era de 30%, de acordo com o instituto.

Imagem: Reprodução / Valor Econômico

Diz ainda o Datafolha que para 77% dos entrevistados a presidente tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% deles, ela sabia do escândalo e não agiu.

Segundo o instituto, é a pior avaliação de um presidente desde dezembro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso tinha 46% de rejeição (avaliação ruim/péssima). Para o jornal Folha de S.Paulo, “o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Fernando Collor de Mello.”

Após quatro anos de governo, Dilma obteve, de acordo com o Datafolha, a primeira "nota vermelha" de sua gestão; uma média de 4,8. Para 47% dos entrevistados, a presidente é “desonesta”. Outros 54% falam que ela é “falsa” e 50%, “indecisa”.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 60% dos eleitores disseram que Dilma mentiu na campanha - 46% acreditam que ela mais mentiu que disse verdades e 14%, que ela só mentiu.

O Datafolha ouviu 4 mil entrevistados em 188 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

(Texto: Reprodução/O Globo)

Dilma tem pior rejeição entre todos os presidentes em início de mandato

Minha gente, os políticos são absolutamente iguais. Só não são iguais nas roupas que usam porque não cabe um no outro. Tirando isso, eles são de uma mesma lógica moral, de uma mesma moral política e de uma mesma escala de valores que faz com que se aliem a todo tipo de escória, só para lhes dar alguma vantagem no jogo do poder. Eles são de uma mesma escala de valores que faz com que a corrupção sobreviva em seus governos, como sobreviveu e ainda sobrevive, na era tucana em São Paulo. Como sobreviveu no mensalão tucano em Minas Gerais, ou seja, do mesmo jeito que prospera na era petista. Eles são iguais, não ele e ela como figura física de seus CPFs, não. Mas sim o que eles representam que é a mesma coisa.

Imagem: Reprodução / UOL Notícias

É claro que nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui.

Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades, fazendo com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

E se Aécio tivesse derrotado Dilma?

Minha gente, está escrevendo aqui alguém que acha a Dilma e o Aécio absolutamente iguais. Só não são iguais nas roupas que usam porque não cabe um no outro. Tirando isso, eles são de uma mesma lógica moral, de uma mesma moral política e de uma mesma escala de valores que faz com que se aliem a todo tipo de escória, só para lhes dar alguma vantagem no jogo do poder. 

Imagem: Reprodução / O Globo

Eles são de uma mesma escala de valores que faz com que a corrupção sobreviva em seus governos, como sobreviveu e ainda sobrevive, na era tucana em São Paulo. Como sobreviveu no mensalão tucano em Minas Gerais, ou seja, do mesmo jeito que prospera na era petista. Eles são iguais, não ele e ela como figura física de seus CPFs, não. Mas sim o que eles representam que é a mesma coisa.

Tenho a impressão muito forte de que, se Aécio tivesse derrotado Dilma não aconteceria nada, não mudaria nada. Não é por causa do Aécio, acho que não aconteceria também se fosse a Marina. Tenho sérias dúvidas se vai acontecer alguma mudança na reeleição de Dilma. Sabe por quê? Porque acho que não é pela via eleitoral que vamos conseguir as mudanças, mas sim pelo crescimento dos movimentos populares de massa nas ruas. Não é seu partido contra o meu, não sou eu contra você. Somos nós dois entendendo que os políticos brasileiros são a mesma coisa e que isso não nos interessa mais.

Tive a esperança que as manifestações de 2013 fossem produzir essa consequência, mas não produziram. Tenho pouca esperança de que Dilma representará uma mudança nesse status que tanto nos aflige. Como também não creio que Aécio pudesse ou quisesse fazê-lo.

Portanto, o jogo está jogado. E como todo jogo, há um vencedor e um perdedor. Em vez do derrotado ficar tentando esculhambar o vencedor, ele tem que fazer por onde para vencer o próximo jogo. É assim que tem que ser, é assim que funciona. No mais, só resta torcer para que o jogo seja bom, porque um mau governo é ruim pra todo mundo. Então, o que eu quero agora é que a partida prospere, porque todo mundo precisa que esse jogo seja bom e que o país melhore, pouco me importa sob o governo de quem ele esteja.

Primeiro mês após a reeleição de Dilma mostra que 2º mandato já nasceu velho e ultrapassado

Estamos vivendo o 1º mês de uma "nova era". O 1º mês de um Brasil novo, o 1º mês de um Brasil que vai mudar, o 1º mês do Brasil paraíso, o 1º mês do Brasil solução dos problemas, o 1º mês do Brasil consciente e por aí vai. Estamos vivendo, portanto, neste 1º mês uma "nova realidade". Até o dia 26 de outubro, vivíamos a expectativa de saber quem conduziria essa "nova realidade" prometida pelos candidatos durante toda a campanha eleitoral. Essa escolha foi decidida soberanamente pelos eleitores brasileiros, numa votação apertada como nunca havíamos visto.

Imagem: Reprodução / InfoMoney

Vivemos uma campanha eleitoral cheia de altos e baixos, ataques, ofensas, armadilhas retóricas, golpes abaixo da cintura etc e tal. Enfim, teve de tudo. Tanto de tudo teve, que o nível de interesse da população nesta eleição foi inédito. Parece que esta campanha eleitoral mostrou um interesse maior da população pela política, especialmente entre os mais jovens, e consolidou a entrada da internet no processo de uma forma que não se viu em 2010.

O que fez essa eleição? O que fez essa campanha eleitoral? Ela produziu um jogo com uma taxa de polarização nunca vista antes, com ingredientes adicionais que só a internet e suas redes sociais poderiam imprimir. E a tendência é que ela se expanda, cada vez mais, nesse sentido. A parte boa desse processo, claro, é ainda uma hipótese, mas uma hipótese muito positiva de que, talvez, tenhamos um povo, que sai dessa eleição, com um interesse aumentado pelo assunto chamado política. Um interesse aumentado com uma taxa de senso crítico elevada também. Talvez esse tenha sido o ganho real que essa eleição produziu.

Por que isso? Porque uma sociedade politizada, atenta à política, não é necessariamente uma sociedade que faz o jogo dos políticos ou dos partidos. Mas sim uma sociedade que, sendo politizada, fará com que os políticos e os partidos façam o seu jogo, ou seja, mais do que tem feito até agora. Tenho a esperança de que, não apenas uma nova geração de brasileiros jovens, como toda a sociedade, tenha se aproximado de forma permanente e crescente do assunto política.

Pergunto a você ilustre eleitor-contribuinte o seguinte: Por que a política e os políticos do Uruguai, da Argentina e do Chile são diferentes? Por que nesses países a política não é como aqui no Brasil? Por que lá não é assim? Porque os uruguaios, os argentinos e os chilenos são povos politizados. Povos que têm na política algo que está incorporado em suas rotinas diárias. Eles sabem o quanto é importante que a política seja gerida pela sociedade, eles sabem o quanto é importante que a política seja ditada no ritmo e nos padrões impostos pela sociedade. Então, precisamos, aqui no Brasil, viver e fazer política como sociedade, porque se não fizermos, eles, como tem sido até agora, o farão sozinhos. E aí, farão como têm feito historicamente nas últimas 20 eleições.

domingo, 9 de novembro de 2014

Eleições 2014: Dilma Rousseff é reeleita presidente do Brasil com 54,5 milhões de votos no segundo turno

Estamos vivendo a segunda semana de uma "nova era". A segunda semana de um Brasil novo, segunda semana de um Brasil que vai mudar, segunda semana do Brasil paraíso, segunda semana do Brasil solução dos problemas, segunda semana do Brasil consciente e por aí vai. Estamos vivendo, portanto, nesta segunda semana uma "nova realidade". Até o dia 26 de outubro, vivíamos a expectativa de saber quem conduziria essa "nova realidade" prometida pelos candidatos durante toda a campanha eleitoral. Essa escolha foi decidida soberanamente pelos eleitores brasileiros, numa votação apertada como nunca havíamos visto.

Imagem: Reprodução / G1

Vivemos uma campanha eleitoral cheia de altos e baixos, ataques, ofensas, armadilhas retóricas, golpes abaixo da cintura etc e tal. Enfim, teve de tudo. Tanto de tudo teve, que o nível de interesse da população nesta eleição foi inédito. Parece que esta campanha eleitoral mostrou um interesse maior da população pela política, especialmente entre os mais jovens, e consolidou a entrada da internet no processo de uma forma que não se viu em 2010.

O que fez essa eleição? O que fez essa campanha eleitoral? Ela produziu um jogo com uma taxa de polarização nunca vista antes, com ingredientes adicionais que só a internet e suas redes sociais poderiam imprimir. E a tendência é que ela se expanda, cada vez mais, nesse sentido. A parte boa desse processo, claro, é ainda uma hipótese, mas uma hipótese muito positiva de que, talvez, tenhamos um povo, que sai dessa eleição, com um interesse aumentado pelo assunto chamado política. Um interesse aumentado com uma taxa de senso crítico elevada também. Talvez esse tenha sido o ganho real que essa eleição produziu.

Por que isso? Porque uma sociedade politizada, atenta à política, não é necessariamente uma sociedade que faz o jogo dos políticos ou dos partidos. Mas sim uma sociedade que, sendo politizada, fará com que os políticos e os partidos façam o seu jogo, ou seja, mais do que tem feito até aqui. Tenho a esperança de que, não apenas uma nova geração de brasileiros jovens, como toda a sociedade, tenha se aproximado de forma permanente e crescente do assunto política.

Vejam, precisamos viver e fazer política como sociedade, porque se não fizermos, eles, como tem sido até agora, o farão sozinhos. E aí, farão como têm feito historicamente nas últimas 20 eleições. Pergunto a você ilustre eleitor-contribuinte o seguinte: Por que a política e os políticos no Uruguai, na Argentina e no Chile são diferentes? Por que nesses países a política não é como aqui no Brasil? Por que lá não é assim? Porque os uruguaios, os argentinos e os chilenos são povos politizados. Povos que têm na política algo que está incorporado em suas rotinas diárias. Eles sabem o quanto é importante que a política seja gerida pela sociedade, eles sabem o quanto é importante que a política seja ditada no ritmo e nos padrões impostos pela sociedade.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições 2014: Saiba quais serão os desafios para o presidente que será eleito neste domingo

Domingo é dia de eleição. No primeiro turno, 28% dos eleitores resolveram não comparecer, anular ou votar em branco. Mas, para a grande maioria da população é dia de escolher o candidato que pode preencher as expectativas de um Brasil melhor. Aqueles que acham que nenhum dos dois preenchem essa possibilidade, e eu estou entre eles, simplesmente podem se dar ao conforto de não comparecerem às urnas, assim como eu não comparecerei também. Paga-se depois as multas etc e tal. É um ato político tão consciente quanto o de votar.

Imagem: Reprodução / O Globo

Vamos torcer para que o eleito possa cumprir, pelo menos, um pedacinho das promessas feitas ao longo dessa, interminável, campanha eleitoral, e que, acima de tudo, possa tratar de um assunto fundamental para o Brasil poder respirar melhor: É preciso fazer uma reforma política, pra valer, que coloque a classe política subordinada à sociedade brasileira.

No mundo inteiro, o voto não é apenas mais uma manifestação para renovar mandatos, manter ou tirar partidos do poder. O voto faz isso, mas também define várias políticas nacionais no próprio processo de eleição. Os uruguaios, por exemplo, vão fazer hoje o 1º turno da eleição presidencial. Mas, junto com o 1º turno, os eleitores uruguaios, aqui do lado, vão decidir se querem, no mesmo voto e na mesma urna, a redução da maioridade penal ou não.

Há vários temas aqui no Brasil que poderiam ser decididos no mesmo processo eleitoral, inclusive a redução da maioridade penal. Mas, não são decididos porque a classe política brasileira só quer saber do voto para efeito de renovação do seu poder e de sua permanência no controle do Estado.

Então, espero que a escolha feita neste domingo, por cada um de vocês, possa ser vitoriosa no sentido de fazer com que seu candidato cumpra, ao menos, uma pequena parte do paraíso que nos prometeu ao longo da campanha eleitoral. Fique certo de uma coisa eleitor, a partir de segunda-feira a sua vida não mudará, escolha quem quiser escolher, resulte no que resultar esta eleição, a sua vida continuará a mesma. O pais precisará de muitas outras coisas, providências e lideranças para colocar nos trilhos tudo que está fora deles. Temos muitos problemas urgentes para resolver e nós não vamos resolvê-los num prazo visível, com esta classe política e a legislação eleitoral que aí está, seja qual for o candidato escolhido.

A nossa vida não vai mudar a partir de segunda-feira! Vida que segue! Tenham um bom domingo eleitoral!