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domingo, 4 de agosto de 2013

Ministério Público de quinta categoria isenta prefeito Cezar Schirmer (PMDB) de culpa na tragédia da boate Kiss

A boate Kiss era uma arapuca que funcionava criminosamente com autorização da prefeitura e do corpo de bombeiros. Não é possível que o prefeito de uma cidade que concedeu o alvará não responda a processo em nenhuma instância na esfera política, cível e criminal em decorrência disso. É aquela velha história, a medida em que se vai absolvendo as autoridades nessas tragédias, vai se criando um ambiente geral de impunidade que caracteriza tantos e tantos outros casos escabrosos no Brasil.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

O fato é que está faltando autoridade no banco dos réus e atrás das grades. Essa justiça de quinta categoria deveria fazer com que as coisas criassem exemplos no alto escalão do processo. Fazer com que a cúpula política pague mais do que a base em crimes que produzam consequências para o cidadão. Uma prova de que isso é possível, foi o que aconteceu em Buenos Aires alguns anos atrás, onde o incêndio numa boate, que também matou muitos jovens, custou o mandato do prefeito da cidade. Foi caçado em consequência do trauma produzido pela tragédia, ou seja, o mesmo caso da boate Kiss em Santa Maria.

Alguém acha que foi especificamente o prefeito de Buenos Aires que deu o alvará fraudulento? Ou que deixou de cumprir o ritual da fiscalização? Não. Mas como ele é o chefe e cumpre a ele responder pelos atos de seus subordinados, o prefeito pagou o pato maior do ponto de vista político e cível.

Aqui no Brasil, nada aconteceu com o comandante dos bombeiros e com o prefeito de Santa Maria. Continuamos vivendo com a memória da tragédia sem ter produzido nenhuma punição aos responsáveis. Resumo da história, tratem de chorar os mortos até que essa cicatriz se feche. Infelizmente as autoridades continuam surfando nas tragédias como se não lhes dissessem respeito. O incêndio da boate Kiss deixou mais de 240 mortos em janeiro deste ano.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Procurador eleitoral considera ameaça de Eduardo Paes lamentável

Se o candidato peemedebista foi capaz de intimidar e ameaçar um procurador, imagine o que ele fará quando for questionado por um cidadão comum, caso seja reeleito.


RIO - O procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro criticou as ameaças feitas pelo prefeito Eduardo Paes e disse que está sujeito a críticas tanto da sociedade quanto de políticos, mas que não tolera a tentativa de intimidação de um membro do Ministério Público.

— Acho lamentável que o prefeito ameace um agente público no exercício das suas atribuições legais e constitucionais porque a função maior do Ministério Público Eleitoral é de coibir, eventualmente, os abusos ocorridos em campanha. Nada mais estou fazendo do que tentando trabalhar. Não posso temer o fato de estar trabalhando — afirmou Ribeiro.

De acordo com o procurador eleitoral, o prefeito tem o direito de prometer aumento de salário em um evento de campanha. Para ele, é facultativo a qualquer candidato expor suas ideias ou propostas neste período, “por mais que não possa ser cumprida”. Contudo, afirma o procurador, houve conduta imprópria da assessoria de comunicação da prefeitura que anunciou uma promessa de um candidato em um meio de informação entre a imprensa e a prefeitura. Pela legislação eleitoral, qualquer aumento a um agente público fica proibido de abril até o final de dezembro nos anos eleitorais.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes ameaça denunciar procurador eleitoral

Nas eleições municipais do Rio de Janeiro, candidato do PMDB pode tudo e TRE faz vista grossa


RIO e LONDRES - O prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição, ameaçou denunciar o procurador regional eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por causa das constantes críticas feitas pela Promotoria à postura do mandatário carioca nestas eleições. Em Londres, onde participa, nesta sexta-feira, da abertura dos Jogos Olímpicos, Paes chamou o procurador de “atabalhoado” e com julgamento “equivocado”.

— O procurador se manifestou mais uma vez de forma atabalhoada. Ele precisa ser mais imparcial nesta campanha eleitoral. É a quarta vez que se manifesta equivocadamente. Antes, tivemos episódios como as críticas do procurador porque eu, na condição de prefeito, recebi o Seedorf no Palácio da Cidade e visitei o Bairro Carioca com a presidente Dilma. Se isso continuar, vou encaminhar uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público — atacou Paes.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

domingo, 22 de julho de 2012

CARA DE PAU! Após SMS a Sérgio Cabral, Vaccarezza diz que não haverá 'blindagens' na CPI

Deputado tenta negar o óbvio: proteção a Cabral!!!


O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), que foi flagrado enviando uma mensagem ao celular do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, disse nesta sexta-feira que não haverá "blindagens" nos trabalhos da comissão. Em nota oficial, o parlamentar afirma que "qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado".

As imagens do texto escrito por Vaccarezza foram divulgadas na noite de ontem no programa Jornal do SBT. "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos 'teu' (sic)", escreveu o deputado a Cabral.

A mensagem foi escrita durante a sessão em que os parlamentares discutiam se Cabral e os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) seriam chamados a depor na CPI. Os políticos são citados em escutas da Polícia Federal envolvendo Cachoeira, segundo delegados da PF que prestarem depoimentos à comissão.

Governo Sérgio Cabral não está nem aí para a CPI do Cachoeira e compra helicóptero de R$ 15 milhões com dinheiro do povo


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara

quinta-feira, 29 de março de 2012

IMPUNIDADE S/A: Poder Judiciário livra da prisão motoristas embriagados que se recusam a fazer teste do bafômetro

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por 5 votos a 4, que imagens e relatos de testemunhas, incluindo o de policiais, não poderão mais ser aceitos para fundamentar processo criminal contra o motorista que dirige embriagado.

"A lei seca está enfraquecida, a não ser que a pessoa, com todo o respeito, seja muito otária e se submeta ao bafômetro", disse o promotor Evandro Gomes, um dos representantes do Ministério Público que cuidaram do caso.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

segunda-feira, 26 de março de 2012

ROUBALHEIRA: Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista cobram 561% a mais do que o mercado


RIO - Além de oferecer propinas de até 20% sobre os valores de contratos com o setor público, as empresas denunciadas pelo "Fantástico" na semana passada planejavam superfaturar os serviços que prestariam em até 561%. Técnicos do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e da Controladoria Geral da Uniãoanalisaram as planilhas de preços encaminhadas pelos representantes das empresas Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista ao repórter que se passava por gestor de compras do hospital público e constataram, como mostrou outra reportagem do programa exibida neste domingo, que, se os contratos tivessem sido, de fato, assinados, representariam um prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões em apenas seis meses.

A fraude se daria na cotação de salários da mão de obra e na cobrança de serviços por valores bem acima dos praticados pelo mercado. O valor total dos contratos negociados chegava a R$ 7,3 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão de propina seria paga ao gestor. Com isso, as empresas ficariam com R$ 6 milhões. Especialistas dizem, no entanto, que os serviços oferecidos não custariam mais do que R$ 4,3 milhões às acusadas. Ou seja, elas lucrariam, com o superfaturamento cerca de R$ 1,7 milhão.

— Para pagar a propina é preciso ter gordura no contrato. Além disso, toda vez que há esse tipo de facilidade, quando se sabe que o contrato vai ser ganho de qualquer jeito, se bota o preço mais alto — explicou o secretário-executivo da Controladoria Geral da União, Luiz Navarro.

A diferença mais exorbitante entre os valores propostos pelas empresas e os cobrados pelo mercado veio da Locanty para a coleta de lixo por seis meses. O valor total do contrato proposto previa uma despesa de R$ 450 mil, quando o mesmo serviço poderia ser prestado por R$ 68 mil (561% a menos). O superfaturamento se deu porque a companhia cotou em R$ 67 o valor da coleta do tonel de lixo comum, enquanto outras empresas do setor cobram, pelo mesmo serviço, R$ 10. Por sua vez, o valor proposto para o tonel de lixo infectante recolhido chegava a R$ 110. No mercado, o serviço pode ser obtido por R$ 14,30.

No caso da Toesa, a empresa pediu R$ 680 mil pelo aluguel de cinco ambulâncias sendo que mais de R$ 250 mil apenas de propina. Segundo os especialistas, a proposta está 42% acima do valor de mercado.

Salários muito acima da média

Os especialistas também encontraram distorções no orçamento da Rufolo para prestação de serviços de mão de obra terceirizada. No contrato de R$ 5,1 milhões, constava o salário de R$ 3,5 mil por porteiro, enquanto na média do mercado o valor não passa de R$ 1.500. Um jardineiro sairia por R$ 4.178 enquanto o salário médio da categoria é de mil reais, segundo os consultores. Os profissionais, no entanto, não receberiam esse valor; a diferença ficaria para a empresa.

— Ninguém em sã consciência contrataria um jardineiro por esse valor — diz o presidente do Instituto dos Auditores, Renato Trisciuzzi.

O "Fantástico" também revelou suspeitas de irregularidades no socorro às vítimas da tragédia das chuvas de janeiro de 2011, que deixaram mais de 900 mortos na Região Serrana. Entre as 20 empresas chamadas para remover a lama e o entulho estava a Locanty, que recebeu, mesmo sem ter cobertura contratual, R$ 670 mil do Estado. O Ministério Público federal questiona se o serviço foi compatível com o valor pago pelo trabalho.

— Há uma irregularidade formal que considero séria. Um contrato estabelece as obrigações das partes envolvidas, pactua preços e prevê garantias. Nesse caso, não houve nada disso — disse o procurador da República em Nova Friburgo, Marcelo Medina.

Em nota, o governo do estado informou que já prestou contas ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público. E que não foi feito $contrato formal porque a prioridade era agir com rapidez diante da tragédia. Por sua vez, a Locanty negou ter se beneficiado. Sobre a oferta de propina reiterou que demitiu por justa causa os dois gerentes que apareceram na reportagem.

Empresas são alvo de 46 ações no MP

O programa revelou também que as quatro empresas são alvos de 46 inquéritos e ações civis movidas pelo Ministério Público por contratos firmados em sete cidades do Rio. Desses, 15 por suspeita de fraudes em licitações e em contratos públicos.

No programa deste domingo, o "Fantástico" apresentou mais uma denúncia, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já decidiu investigar. Em abril de 2011, a Locanty foi contratada pela Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias para alugar até 30 veículos oficiais por um ano. Cada carro custaria R$ 6,9 mil por mês com uma cota de 650 litros de combustível. Sem combustível, cada um sairia por R$ 5.151, enquanto em São Paulo, o Legislativo da capital paga R$ 2.331 por similar.

Alguns vereadores de Caxias ouvidos pelo "Fantástico" afirmam que jamais tiveram acesso aos carros. A informação é contestada pelo presidente da Casa, Dalmar Lírio Mazinho (sem partido). Segundo ele, o contrato foi cancelado em dezembro do ano passado, mas o TCE alega que não recebeu documento algum que confirme a informação. Mazinho garante que todos os vereadores usaram os carros.

— Os políticos querem o bônus do carro, mas não o ônus de aparecerem nessa condição — disse.

A reportagem lembrou ainda que a Toesa teve os bens bloqueados por ordem da Justiça. O motivo foi a suspeita levantada pelo TCE de fraudes num contrato de quase R$ 5 milhões com o governo do estado para a manutenção de veículos empregados no combate à dengue. O contrato havia sido assinado em 2009.

A Toesa foi procurada pelo "Fantástico", mas não se pronunciou.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

SÓ BANDIDO: Empresário corrupto da Toesa, David Gomes, recebeu 3 honrarias de parlamentares

Ele é citado pela "filosofia de honestidade e ética profissional" 


RIO - Um português bem-sucedido que, começando com uma empresa de autopeças, construiu, em pouco mais de quatro décadas, um império de serviços de atendimento médico-emergencial e de remoções em ambulâncias que tem sede no interior do Rio e filiais em cinco estados. Natural do Porto, em Portugal, David Gomes de Lima, de 67 anos, o homem que aparece nas denúncias do "Fantástico" ensinando que passa aos filhos o código de conduta da propina foi diretor de três empresas ligadas ao ramo de mecânica e peças para automóveis antes de virar diretor-presidente da Toesa Service S/A. Depois da denúncia, David não foi à filial da empresa em Bonsucesso, e funcionários não sabem seu paradeiro. As placas que indicavam a presença da firma foram retiradas.

Em dois anos, o empresário recebeu três honrarias de parlamentares fluminenses: uma moção de aplausos, a Medalha Tiradentes e o Título de Cidadão do Estado, dos ex-deputados Jodenir Soares (PTdo B) e Aparecida Gama (PMDB). Nas justificativas, o empresário é citado "pelos relevantes serviços prestados à população na área de atendimento médico-emergencial" e pela "filosofia de honestidade e ética profissional". No texto da Alerj, a vida do empresário é contada desde seus estudos em Aveiro, em Portugal. No Brasil, ele concluiu curso de técnico de contabilidade e cursou, pela metade, engenharia mecânica.

Não é a primeira vez que a Toesa se vê envolvida em escândalos. Em novembro de 2010, a Justiça do Rio abriu processo para julgar por improbidade administrativa o ex-subsecretário executivo da Secretaria estadual de Saúde Cesar Romero Vianna Júnior, além de dois funcionários da secretaria e as empresas Toesa Service, Scar Rio e Multi Service. Eles foram acusados pelo Ministério Público estadual de fraudar a licitação que contratou, em 2009, a Toesa para a manutenção de 111 ambulâncias. Na época, o MP disse que o contrato teria dado um prejuízo de R$ 2,6 milhões ao estado. O órgão pediu o ressarcimento do dinheiro e que a Toesa fosse proibida de firmar contratos com o poder público por cinco anos. Pelo processo, em 2008, a Secretaria estadual de Saúde terceirizou a manutenção dos veículos e a Toesa venceu a licitação. O MP apurou que a Scar Rio e a Multi Service apresentaram valores menores que a Toesa, mas foram desclassificadas por falta de documentação. Segundo o MP, isso foi uma manobra para beneficiar a Toesa, que apresentou o terceiro melhor preço.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

sexta-feira, 23 de março de 2012

Empresa corrupta Rufollo acusada de fraudar licitações afasta funcionários, mas e o dono que também foi flagrado?

O Brasil não é um país sério. Isso mostra que não adianta nada afastar peixe pequeno (pau mandado), a ROUBALHEIRA está no DNA dos empresários picaretas, os tubarões. Vale ressaltar que os gestores públicos que se deixam corromper também são igualmente BANDIDOS!!!


RIO - O grupo Rufollo, uma das quatro empresas acusadas de participar de um esquema de fraude de licitações no Rio, afirmou nesta quarta-feira que já afastou os funcionários que apareceram na reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, oferecendo propinas para obter contratos com o hospital infantil da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em nota, a Rufollo afirma que a medida foi tomada até que "todos os fatos sejam completamente esclarecidos".

"A empresa aproveita para afirmar que desconhece as circunstâncias das reuniões convocadas com a ajuda diretor do hospital de pediatria da UFRJ, mostradas na matéria. Ressalta, ainda, que, em seus 40 anos de atividade, sempre zelou pela absoluta transparência e lisura de todos os processos e concorrências das quais participou", diz trecho da nota.

Embora a nota oficial não cite nomes, a funcionária da empresa que aparece na gravação é Renata Cavas. Além dela, também está nas gravações o dono do grupo, Rufolo Villar.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

COVIL DE BANDIDOS: Deputados Estaduais do Rio deram medalha para empresa corrupta Toesa

Cadê o Ministério Público?


RIO - O empresário David Gomes da Silva, um dos sócios da Toesa Service,recebeu duas homenagens na Alerj. Mas essa situação pode mudar. Ele aparece nas gravações do "Fantástico" explicando as delicadas relações de proteção entre quem dá e quem recebe a propina:

— Uma das coisas que eu passo pros (sic) meus filhos: eu protejo meu contratante, e o contratante me protege.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eduardo Paes vai ter que explicar reajuste surpresa na tarifa de ônibus ao MP

Será que o prefeito falará que aumentou as passagens de ônibus porque é ano eleitoral e  que precisava agradar os empresários do setor?

RIO - O Ministério Público (MP) vai cobrar da Prefeitura do Rio explicações para o reajuste das passagens de ônibus no município acima do índice da inflação. Nesta terça-feira, foi instaurado procedimento preparatório de inquérito civil. O promotor de Justiça Augusto Vianna Lopes, da Tutela de Defesa Consumidor, oficiou a prefeitura para que apresente os estudos técnicos que embasaram o aumento de 10% (de R$ 2,50 para R$ 2,75 na segunda-feira), enquanto inflação foi de 6,3%.

“A prefeitura tem dez dias para responder a nosso ofício. É o segundo aumento da passagem em um ano. Só que eles mantiveram o mesmo índice de reajuste usado da última vez, quando o cálculo foi feito considerando o prazo de um ano”, disse Vianna Lopes.

Sem aviso prévio

Nesta terça-feira, a Ouvidoria do MP recebeu 25 reclamações de usuários sobre o aumento, que não foi avisado aos passageiros com a antecedência devida. Odiretor regional da Associação Nacional do MP do Consumidor, promotor Rodrigo Terra, explica que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, reajustes de serviços essenciais devem ser avisados antes da aplicação da nova tarifa. O anúncio só aconteceu na sexta-feira para passageiros de ônibus comuns e, no caso dos com ar-condicionado, a informação foi divulgada no dia em que começou a cobrança.

“Não prepararam o consumidor para enfrentar esse novo custo. Ônibus, para a maioria das pessoas, é necessidade”, explicou Terra. A Secretaria Municipal de Transportes alega que o contrato das empresas de ônibus não prevê o aviso prévio do reajuste.

Matéria originalmente publicada no O Dia Online

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

MP entra com 121 ações na justiça contra Sérgio Cabral e Eduardo Paes

Ministério Público cobra na Justiça obras em favelas para evitar deslizamentos. As ações têm como principal base um estudo encomendado pela Geo-Rio

O Globo

RIO - O fantasma de novas tragédias provocadas por fortes chuvas no verão virou alvo do Ministério Público (MP) estadual. Cinco promotorias de Meio Ambiente ingressaram na semana passada com 121 ações na Justiça contra o estado e a prefeitura, pedindo que o poder público reduza o risco de deslizamentos ou enchentes que podem afetar mais de 20 mil moradias localizadas em favelas do Maciço da Tijuca. As ações têm como principal base um estudo encomendado pela Geo-Rio e concluído no início deste ano. O MP alega que, após a divulgação do levantamento, propôs ao município um termo de ajustamento de conduta (TAC), pedindo que fossem estabelecidas ações preventivas, mas não obteve resposta. O prefeito Eduardo Paes, por sua vez, nega ter havido contato e afirma que diversas medidas estão sendo tomadas.

Cada uma das 121 comunidades que têm moradias em pontos de alto ou médio risco, de acordo com o estudo, foi contemplada com uma medida. Diferentes varas de Fazenda Pública vão analisar o mérito das ações do MP. Além dos dados da Geo-Rio, há informações de outras fontes, como um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que alerta para o aumento da intensidade de fenômenos naturais na Região Metropolitana nos próximos anos.

— A partir de todos os fatos que estamos presenciando nos últimos anos, está fora do campo da imprevisibilidade uma chuva impactante. Por isso, são necessárias iniciativas de prevenção — destacou o promotor Carlos Frederico Saturnino.

(OP): Isso prova que Sérgio Cabral e Eduardo Paes não fizeram nenhuma obra para evitar deslizamento em favelas por causa das chuvas.

sábado, 19 de novembro de 2011

OMISSÃO!!! Ministério Público denuncia Prefeitura por explosão em restaurante no Centro do Rio

Pena para fiscais de Eduardo Paespalhão pode chegar a 20 anos

O Globo

RIO - A explosão do restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, levou o Ministério Público estadual a denunciar na sexta-feira dez pessoas — entre elas o dono do estabelecimento, representantes da fornecedora de gás, o síndico do Edifício Riqueza e cinco fiscais da prefeitura —, acusadas de responsabilidade no acidente. Se elas foram condenadas, a pena pode chegar a 20 anos de prisão. Na explosão, em 13 de outubro, quatro pessoas morreram e 17 ficaram feridas.

A denúncia, assinada pelas promotoras Christiane Monnerat e Cláudia Condack, cita o dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral; os demais cúmplices e cinco fiscais da prefeitura, que trabalham na concessão de alvarás de funcionamento.

Acusação a "fiscais da prefeitura" inclui omissão

Os cinco fiscais da prefeitura denunciados trabalhavam na vistoria e concessão de alvarás para estabelecimentos comerciais. Leonardo de Macedo Caldas Mendonça é acusado de dar autorização provisória para o Filé Carioca em 2008 e de despachar o processo em 2011, quando não estava mais lotado na inspetoria do Centro. Alexandre Thomé da Silva e Jorge Gustavo Friedenberg de Brito são acusados de prorrogar o alvará a despeito das pendências com o Corpo de Bombeiros.
Já Maria Augusta Alves Giordano e Regina Araújo Lauria são acusadas de omissão. A primeira por não ter feito relatório fiscal da situação do restaurante e a segunda por ter "dado por esquecido processo de denúncias de irregularidades", alegando acúmulo de serviço.


Polícia: dono sabia que uso de gás era proibido

Segundo Christiane Monnerat, todos foram denunciados por expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio mediante explosão. O artigos 251 e 258 do Código Penal preveem pena de um a quatro anos de prisão e multa. Mas a pena pode ser aumentada em até 50% se o crime resulta em lesão corporal de natureza grave, ou ainda ser aplicada em dobro se ocorre morte:

— Os denunciados terão, por isso, as penas multiplicadas por quatro mortes e 17 lesões corporais — disse Christiane.

De acordo com a denúncia, os acusados agiram de forma consciente e voluntária, adotando "condutas de inegável relevância para a cadeia causal, que culminou com a explosão". A denúncia se baseou no relatório de indiciamento feito pelo delegado Antônio Bonfim, da 5 DP (Gomes Freire). O texto diz que o dono do Filé Carioca sabia que não era permitido o uso de gás naquele ponto da Praça Tiradentes, mas "autorizou e articulou com a firma SHV a instalação de seis cilindros em local inadequado e inseguro, expondo conscientemente a perigo de explosão ou envenenamento, situação que sabidamente levaria à morte de funcionários, fregueses e passantes".
Já o síndico José Carlos Nogueira é acusado de ter se omitido do dever de notificar o restaurante e informar as autoridades "sobre a alarmante situação que culminou com a explosão". O texto ressalta que José Carlos tinha pleno conhecimento da proibição de uso de gás no edifício, tanto que salientava a regra nas atas de reunião do condomínio: "É inquestionável e relevante a omissão do síndico", conclui a denúncia.

Matéria originalmente publicada no Globo Online