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quinta-feira, 24 de março de 2016

Operação Lava Jato completa 2 anos e garante devolução de R$ 2,9 bilhões

A investigação que começou em postos de gasolina de Londrina, no Paraná, chegou ao ápice na última semana, quando gravações telefônicas registraram conversas de Lula com a presidente Dilma Rousseff. É a Lava Jato, que completou dois anos na última quinta-feira e virou tema central no debate político. Os números mostram a dimensão da operação. Só de dinheiro recuperado, foram R$ 2,9 bilhões. Antes disso, a investigação com mais sucesso neste sentido conseguiu a cifra de R$ 70 milhões, no caso Banestado. (Extra Online)

Imagem: Reprodução/Extra Online

— A Operação Lava Jato da Polícia Federal é o maior patrimônio contemporâneo da sociedade brasileira. Ela é, até o momento, o primeiro e único advento histórico que mudou a forma das instituições enfrentarem a praga da corrupção no Brasil. Ela mudou o tratamento desigual concedido, por essas instituições, a poderosos e não poderosos. E que talvez possa produzir um novo patamar para que a sociedade brasileira se livre desse câncer que corrói a nossa economia e nossas relações sociais.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Presidente do Senado Renan Calheiros recebeu propina de R$ 30 milhões, diz PF

Inquérito da PF revela desvio de R$ 100 milhões nos fundos de pensão Postalis e Petros. Delator acusa o presidente do Congresso de receber quantia milionária. Os parlamentares petistas Lindbergh Farias e Luiz Sérgio teriam ficado com R$ 10 milhões cada. (ISTO É Independente)


— Isso é coisa típica da média moral que predomina no Congresso Nacional. Notem, estou falando do presidente do Senado, o cargo mais importante da hierarquia parlamentar. Se fossemos para a Câmara dos Deputados estaríamos analisando também o cargo mais importante desta hierarquia que é ocupado por Eduardo Cunha (PMDB), outro de caráter suspeito e duvidoso. Então, esse é o padrão moral daquela gente. Não se assustem quando algo assim acontece, porque estamos apenas diante de algo que foi descoberto. Não se iludam, pois essa é a média moral predominante no Congresso Nacional brasileiro em seu dia-a-dia.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), não é um ponto fora da curva, ele é a curva. Ele é a expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. Os políticos brasileiros estão alí para roubar, furtar e pilhar o Estado brasileiro. Quem acha que esse é um discurso que desqualifica a política ou o papel do político está errado. É um discurso que desqualifica a política praticada aqui no Brasil por essa geração que está aí, que aliás, é igual a muitas anteriores.

Essa corja peemedebista (PMDB), petista (PT), tucana (PSDB), pedetista (PDT), petebista (PTB), demista (DEM),... todos eles. Essa corja que domina o Congresso Nacional, faz com que a fatia ética da política seja uma minoria impotente e incapaz de intervir de forma incisiva em projetos a favor ou contra os interesses da população. Essas quadrilhas precisam ser banidas da política brasileira.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

domingo, 21 de junho de 2015

Blogs divulgam processo por sonegação milionária da Globo que estava sumido

O Núcleo Barão de Itararé do Rio de Janeiro confirmou que irá publicar, na íntegra, processo da Receita Federal que comprova sonegação de impostos da Globo Comunicação e Participações S.A. (Globopar), uma cifra estimada em mais de R$ 600 milhões. O documento, que havia sido extraviado no ano passado, voltou a reaparecer e será divulgado. A publicação dos autos será feita por diversos blogs que acompanham o caso. Após a divulgação, o documento será encaminhado à Polícia Federal, que não podia dar prosseguimentos à investigação sobre o grupo devido ao sumiço do processo. (Caros Amigos)

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Quem não faz 'negociata' leva a pior, diz conselheiro da Receita investigado em fraude de R$ 19 bilhões

Em conversa interceptada pela Polícia Federal, um dos integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de "tribunal" que avalia recursos de contribuintes em débito com a Receita, afirma que o órgão se tornou um "balcão de negócios" e, no cotidiano de julgamentos, quem não faz "negociata" leva a pior. Na escuta, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, um dos investigados por participação no esquema para favorecer grandes empresas, afirma ainda que só "coitadinhos" têm de pagar impostos. "Quem não pode fazer acordo, acerto - não é acordo, é negociata - se fode", continua ele. "Eles estão mantendo absurdos contra os pequenininhos e esses grandões estão passando tudo livre, isento de imposto. É só pagar taxa", continua Cortez. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas da cúpula ocupada fisicamente pelos políticos e seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. Na verdade, o que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira. Da portaria à presidência! O corpo funcional do setor público, salvo raríssimas exceções, está impregnado de desvios de conduta. Minha gente, esse é o Estado brasileiro, um Estado ladrão, um Estado caro, um Estado corrupto, um Estado ineficiente, um Estado que cuida apenas de si mesmo. Esse, pra mim, sempre foi e continua sendo o grande inimigo da sociedade brasileira.

domingo, 29 de março de 2015

Operação da PF apura desvios de R$ 19 bilhões na Receita Federal

As investigações iniciadas em 2013 apontaram que grupos de servidores estariam manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos no conselho. A Operação Zelotes pode ser maior que a Lava Jato, que apura desvios da ordem de R$ 10 bilhões. A organização atuava no órgão patrocinando interesses privados, buscando influenciar e corromper conselheiros com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infração e da Receita, o que resultaria em milhões de reais economizados pelas empresas autuadas em detrimento do erário da União. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— Minha gente, o Estado brasileiro existe, única e exclusivamente, para roubar a sociedade brasileira. Ele é o maior inimigo da sociedade. Vejam que, a roubalheira no Brasil não é só culpa das máfias político-partidárias. Quiséramos nós que fossem apenas as máfias políticas a face corrupta do Estado brasileiro, infelizmente não é. A máquina pública, institucional e funcional, está profundamente comprometida com a corrupção. O tamanho, a abrangência e a disseminação dos casos mostra que nós temos um inimigo sério a enfrentar, que é o Estado brasileiro e seu vício em roubar a sociedade. Ele está para o roubo assim como os zumbis da cracolândia estão para o crack. O Estado brasileiro e seus agentes, públicos e políticos, são dependentes químicos da roubalheira.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lava Jato: PT recebeu US$ 200 milhões em propina da Petrobras, diz delator

Ex-gerente de Serviços Pedro Barusco afirma em delação que entre 2003 e 2013 o partido arrecadou um montante próximo desse valor em comissões ilícitas; depoimento foi base para a 9ª fase da Lava Jato. Segundo Pedro Barusco, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, arrecadou entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas para o partido a partir de porcentagens cobradas de 1% a 2% do valor de contratos da estatal firmados por quatro diretorias – além da de Serviços, a de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. O PT, segundo ex-gerente, “representado” pelo tesoureiro do partido, ficava sempre com metade do porcentual arrecadado ilegalmente. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / O Estado de S.Paulo

— O que se tornaram os partidos políticos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legenda, acordos e todo tipo de bandalheira que se possa imaginar. Os partidos políticos constituem uma quadrilha, numerosíssima, que tomou o Estado de assalto e dele se alimentam cada vez mais. Eles se apropriaram da máquina pública para viver às custas do Estado, enriquecendo os filhos, os genros, as noras, as filhas, os netos, as amantes, os pais, os irmãos, os sócios e por aí vai. 

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para mudar a realidade e ajudar a sociedade a se organizar. Nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder para alterar a realidade do país, o que eles querem é permanecer no poder através das eleições. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias. Minha gente, o jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria!!!

É só olhar o que mudou nos últimos 20 anos no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Aí, pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso! O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os partidos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e nada mais. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de entender que o Estado brasileiro está fora de controle. Isso não é um discurso anarquista, mas sim, um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Lobista ligado ao PMDB do Rio fazia conexão com a Petrobras

Segundo indícios colhidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Baiano intermediaria a contratação pela Petrobras de fornecedores e prestadores de serviços indicados por políticos. Ele também faria contato com as grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras. Esses contratos seriam superfaturados. Em troca, parte dessa "gordura" seria repassada aos políticos. A pessoas próximas, Baiano diz que mantém evidências que comprometeriam diversos políticos do PMDB. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Um criminoso, como esse ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não consegue viabilizar operações que envolvem milhões de reais, sem uma estrutura corrupta associada a ele. Por exemplo, para o lobista corrupto vender ao Ministério da Saúde um produto que o Ministério não deveria comprar, é preciso que o técnico responsável pela avaliação deste produto participe do negócio. É preciso que o cara da área financeira faça vista grossa diante do preço abusivo.

O que estou querendo dizer com isso é o seguinte: Lamentavelmente, a tragédia da corrupção no Brasil não está restrita às máfias político-partidárias que tomaram o Estado brasileiro de assalto, há décadas, e lá continuam. A questão da corrupção no Brasil é algo que já está impregnado na estrutura, na alma e nas artérias da máquina pública brasileira.

Para que essas máfias político-partidárias logrem sucesso nos golpes bilionários e sistemáticos que aplicam, é preciso haver a cumplicidade da máquina estável do Estado brasileiro, neste caso, a Petrobras. É preciso que haja cumplicidade dos seus funcionários, dos seus técnicos, dos seus servidores de carreira etc e tal.

Ah, mas isso é só na Petrobras? Não. Isso acontece nas estatais do Brasil inteiro! Ah, mas é só o PMDB? Não. É o PT, PDT, PTB, PSDB, PL, PR, PP, PSD, PRB, DEM,... são todos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos  tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. Os projetos de leis, as obras, as encomendas, as compras, os benefícios, as mordomias, os privilégios,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

"Parabéns" à Petrobras! "Parabéns" ao governo! "Viva o Brasil", minha gente!

Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Taí, o já falecido, ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, acusado de ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do mesmo jeito que os outros aliados petistas vinham, até agora, sendo denunciados por terem recebido.

O que é mais importante mostrar com isso? O mais importante é mostrar que a roubalheira neste país não tem legenda, a ladroagem no Brasil está nas mãos da classe política. A classe política brasileira rouba desesperadamente, há muitas décadas, em todos os lugares onde pode roubar. Não tem esquerda nem direita. O que tem é ladrão de esquerda e ladrão de direita, ladrão que rouba menos e ladrão que rouba mais.

A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. Nenhum partido escapa, quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM... aí vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Ex-diretor da Petrobrás diz que pagou propina a PT, PMDB e PP

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse que foi indicado para o cargo pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), em 2004, com a missão de montar um esquema de pagamento de propinas para políticos. Ele afirmou que a propina para os partidos era dividida na base de 1% para um e 2% para outro – sobre valores superfaturados de contratos da Petrobrás com empreiteiras e fornecedores. (Estadão)

Imagem: Reprodução / Estadão

— Isso mostra que, no Brasil, a bandalheira não tem partido. Muita gente acha que retirando um partido do poder e substituindo-o por outro, resolve-se o problema da corrupção no país. Infelizmente, não resolve. A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. A roubalheira está tão introduzida na cultura política brasileira que ninguém escapa. Quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB e DEM vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público. "Os políticos brasileiros não integram a espécie humana, eles são iguais a nós, mas não são como nós."

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Coronel do Exército é preso transportando 351 quilos de maconha

O coronel reformado do Exército Ricardo Couto Luiz, de 56 anos, que mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, estava com a companheira, Marinete Ribeiro Alves Mendes, de 49. Os dois foram presos pela Polícia Federal. Os agentes encontraram a droga em um fundo falso dentro do furgão que estava com o casal. Segundo os policiais, o militar costumava deixar uma farda pendurada num cabide no interior do furgão com a finalidade de tentar inibir revistas de policiais. A maconha seria proveniente do Paraguai e seria distribuída em comunidades do Rio e de Niterói. O coronel e sua mulher responderão por tráfico de drogas, e podem pegar de 5 a 15 anos prisão. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes faz agenda secreta ao lado de políticos investigados

Domingos Brazão é citado num processo da máfia dos combustíveis. Eduardo Cunha é investigado por suposto tráfico de influência na Refinaria de Manguinhos. Por que será que a presença do atual prefeito do Rio ao evento não estava no programa oficial do candidato? O que mais o senhor anda fazendo escondido que o povo não pode saber?


RIO - A agenda era secreta, e os aliados, de longa data. Na segunda-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB, participou do lançamento da campanha do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) na Taquara, Zona Oeste. Às 21h, sorridente, Paes cruzou a quadra do Clube Recreativo Português diante de cerca de mil pessoas e subiu no palanque para pedir votos. Ao seu lado, estavam o deputado estadual Domingos Brazão e o deputado federal Eduardo Cunha, ambos do PMDB. Brazão é citado num processo da máfia dos combustíveis. Cunha é investigado por suposto tráfico de influência na Refinaria de Manguinhos.

— Estamos reunidos hoje (segunda-feira) para engajar, agrupar e para ir às ruas juntos. Esta é a militância dos amigos da família Brazão — disse Cunha, um dos primeiros a discursar.

Desde 2004, Domingos aparece nas investigações da Polícia Federal sobre a máfia dos combustíveis no Rio, que adulterava o produto e o vendia com notas fiscais falsas. O processo tramita na Justiça Federal desde 2006.

Já Cunha é investigado num inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) fruto de um relatório da Polícia Civil do Rio. Há suspeitas de que o deputado tenha feito parte de um esquema de fraude e tráfico de influência dentro da Refinaria deManguinhos. No mesmo inquérito de Cunha, também figura como investigado o candidato a vereador pelo PT Marcelo Sereno, afilhado político de José Dirceu, réu no mensalão. No último sábado, Paes fez caminhada com Sereno em Campo Grande, na Zona Oeste.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

domingo, 22 de julho de 2012

A MÁFIA DO BRASIL: Juiz Paulo Moreira Lima que determinou a prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira é afastado do caso

Com medo, magistrado que autorizou as escutas da operação Monte Carlo, foi atuar em outra vara. A transferência do juiz ocorre no momento em que as escutas telefônicas autorizadas pelo juiz correm o risco de serem anuladas.

Bicheiro Carlinhos Cachoeira
RIO - O juiz Paulo Moreira Lima, que autorizou as escutas telefônicas da operação Monte Carlo e determinou a prisão do bicheiro Carlos Cachoeira, foi afastado da 11ª Vara Federal em Goiás. Agora, um novo juiz terá que ler os 53 volumes do processo antes de tomar qualquer medida em relação ao processo que Cachoeira responde por atuação no negócio de jogos ilegais, em Goiás. A decisão atrasa o andamento do caso. Moreira Lima foi transferido para a 12ª Vara Federal.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, responsável pela transferência, informou que a troca foi feita porque magistrados vão sair de férias e Moreira Lima é juiz substituto. O afastamento do juiz ocorre no momento em que as escutas telefônicas autorizadas pelo juiz correm o risco de serem anuladas.

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Cândido Ribeiro pretende retomar nesta segunda-feira o julgamento do habeas corpus que pede a anulação das gravações da Polícia Federal, feitas durante as operações Vegas e Monte Carlo.

Na última terça-feira, Ribeiro pediu vista do processo, depois de o relator, o desembargador Tourinho Neto, considerou “ilícitas” as interceptações telefônicas e se manifestou favorável à anulação das escutas como prova no processo contra Cachoeira. Tourinho argumentou que o juiz da primeira instância que autorizou as escutas não teria “fundamentado” em seu despacho a real necessidade da utilização desse método de investigação.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

A MÁFIA DO BRASIL: Juiz responsável pela Operação Monte Carlo relata ameaças de morte e pede afastamento

Paulo Augusto Moreira Lima afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás". E para evitar represálias, revela que deixará o país temporariamente


BRASÍLIA - O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava a Operação Monte Carlo, relata ser alvo de ameaças de morte, revela que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pede para ser tirado do caso.

Em ofício encaminhado no último dia 13 ao corregedor Geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Carlos Olavo, o juiz federal afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás". E para evitar represálias, revela que deixará o país temporariamente.

No documento, a que o Estado teve acesso, o juiz relata que segue esquema rígido de segurança por recomendação da Polícia Federal, mas revela que sua família foi recentemente abordada por policiais e diz que foi alertado da possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses.

"Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente a Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram", diz no documento.

Lima indica que investigados pela Operação Monte Carlos podem estar relacionados a assassinatos cometidos recentemente, o que configuraria queima de arquivo. "Pelo que se tem informação, até o presente momento, há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo pertinente à Operação Monte Carlo, o que reforça a periculosidade da quadrilha", relata.

Nas cinco páginas em que explica o pedido para deixar o caso, Lima elenca os recentes processos polêmicos que comandou. À frente da Operação Monte Carlo, 79 réus foram denunciados, sendo 35 policiais federais, civis e militares. E por ter determinado o afastamento dos policiais de suas funções, afirma que não pôde ser removido para varas no interior do Estado "por não haver condições adequadas de segurança".

Em setembro, Lima afirma que tirará os três meses de férias que teria acumulado e sairá do país por "questões de segurança". Mas mesmo assim afirma que ficará marcado por sua atuação neste caso. "Infelizmente, Excelência, Goiânia/GO é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e terei que conviver com asconsequências da Operação Monte Carlo e dessas outras operações por muito tempo, principalmente porque nasci e fui criado nesta cidade", afirma o juiz.

Suspeição. O juiz federal titafsular da 11ª Vara em Goiás, Leão Aparecido Alves, deve herdar o comando do processo. Mas suas relações pessoais podem colocá-lo sob suspeita. Alves admitiu, recentemente, ser amigo há 19 anos de um dos investigados - José Olímpio de Queiroga Neto, suspeitado de ser o responsável pela escolha de pessoas que poderiam integrar as atividades do grupo e de repassar porcentagem dos lucros das casas de jogos a Carlinhos Cachoeira.

Matéria originalmente publicada no Estadão.com.br

RABO PRESO! Sérgio Cabral dispara ligações para uma série de parlamentares do Congresso durante a CPI do Cachoeira

Nos telefonemas, governador pediu para que 'pegassem leve' com Perillo e Agnelo, senão poderia acabar sobrando para ele



A aparente falta de combatividade dos parlamentares da CPI mista do Cachoeira nos depoimentos de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz é resultado de uma ampla articulação de petistas e tucanos (leia mais em Um pacto de não agressão) para blindar seus governadores, mas também reflete o esforço do PMDB para evitar que a temperatura suba na CPI.

Nos últimos dias, aliás, Sérgio Cabral disparou ligações para uma série de parlamentares do Congresso. Nos telefonemas, Cabral pediu moderação na CPI para com Perillo e Agnelo.

Revista Veja - Coluna Radar Online

CARA DE PAU! Após SMS a Sérgio Cabral, Vaccarezza diz que não haverá 'blindagens' na CPI

Deputado tenta negar o óbvio: proteção a Cabral!!!


O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), que foi flagrado enviando uma mensagem ao celular do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, disse nesta sexta-feira que não haverá "blindagens" nos trabalhos da comissão. Em nota oficial, o parlamentar afirma que "qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado".

As imagens do texto escrito por Vaccarezza foram divulgadas na noite de ontem no programa Jornal do SBT. "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos 'teu' (sic)", escreveu o deputado a Cabral.

A mensagem foi escrita durante a sessão em que os parlamentares discutiam se Cabral e os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) seriam chamados a depor na CPI. Os políticos são citados em escutas da Polícia Federal envolvendo Cachoeira, segundo delegados da PF que prestarem depoimentos à comissão.

A MÁFIA: Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é flagrado garantindo proteção a Sérgio Cabral durante a CPI do Cachoeira

Em ambiente promíscuo, parlamentar cheio de afeto e erros de português tenta tranquilizar Cabral com uma singela mensagem de SMS. Este é o Brasil CARINHOSO!!!


O ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi flagrado na quarta-feira 17 durante uma sessão da CPMI do Cachoeira garantindo blindagem do PT ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Imagens de um cinegrafista do SBT mostram o parlamentar enviado uma mensagem de celular ao peemedebista, que corria risco de ser convocado a depor.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, dizia Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI.


Em nota divulgada nesta sexta-feira 18, o deputado nega, no entanto, a existência de “blindagens” nos trabalhos da CPMI e diz que qualquer pessoa relacionada com a organização criminosa de Cachoeira será investigada.

Segundo ele, o texto da mensagem refletiu uma “preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB”. “Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida.”

O deputado diz que Cabral não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos da Polícia Federal, mas destaca o envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o bicheiro. “Pesam suspeitas fortes [contra Perillo] de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa.”

A convocação de Cabral era defendida por parte dos parlamentares da comissão, devido a sua relação com Fernando Cavendish, presidente licenciado do Conselho de Administração da empreiteira Delta, empresa que aparece nas investigações da Polícia Federal sobre Carlinhos Cachoeira.

Na quinta-feira 17, a CPMI optou por não votar as convocações de Perillo, Cabral e de Agnelo Queiroz (PT-DF), governador do Distrito Federal, envolvidos com a quadrilha do bicheiro. Os requerimentos podem voltar à pauta em 5 de junho, na próxima reunião administrativa.

Presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), se recusou a assinar CPI de Sérgio Cabral segundo Anonymous


O grupo hacktivista Anonymous divulgou, na noite da última terça-feira (09/05), dados pessoais dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que se recusaram a assinar o pedido de abertura de CPI para investigar o governador Sérgio Cabral.

"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo.

Fogo aberto

Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Falta de elementos

De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável.

Cachoeira in Rio

A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

CACHOEIRODUTO: Sérgio Cabral tenta evitar depoimento na CPI para esclarecer sua ligação com a empreiteira Delta

Quem não deve não teme governador!!! O senhor não vive dizendo que a sua administração é transparente. Chegou a hora de provar isso, vai lá e diga a verdade.  


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), procurou a cúpula do seu partido em busca de apoio para evitar que seja convocado a prestar esclarecimento à CPI do Cachoeira sobre suas relações com a construtora Delta, um dos alvos da comissão.

Dois requerimentos foram apresentados à CPI pedindo a convocação de Cabral depois da divulgação de fotos e vídeos em que ele aparece ao lado do dono da empresa, Fernando Cavendish, em Paris e Monte Carlo.


A Delta entrou na mira da CPI porque investigações da Polícia Federal mostraram ligações entre ela e o empresário Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de explorar jogos ilegais e comandar um esquema de corrupção.

Os requerimentos que pedem a convocação de Cabral devem ser votados no dia 17 e podem ganhar força se a Procuradoria-Geral da República abrir investigação sobre o governador e a Delta.

O blog do jornalista Josias de Souza informou ontem que o procurador Roberto Gurgel fará uma análise preliminar dos negócios do governo com a construtora.

Segundo o blog, Gurgel também decidiu pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que investigue o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que também manteve relações com Cachoeira nos últimos anos, segundo a PF.

A Folha apurou que o governador do Rio procurou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), além de membros do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente.

A assessoria de imprensa de Cabral afirmou à Folha que o governador "mantém diálogo com lideranças nacionais e regionais do PMDB", mas não quis fazer comentários sobre o teor de suas conversas mais recentes.

O movimento de Cabral surtiu efeitos ontem. "Não é uma CPI social para investigar jantar de governador", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).

"Você acha que deve se convocar um governador só porque foi a Paris? Tem gravações dele com Cachoeira? Também não há nada contra o Cavendish", afirmou o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que dita a posição do PT na CPI.

Nesta semana a CPI vai ouvir em sessões fechadas dois procuradores e dois delegados que participaram das investigações sobre o grupo de Cachoeira. (andreza matais, erich decat e gabriela guerreiro)

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Avisaram a Fernando Cavendish que ele poderia ser preso pela Polícia Federal


Avisaram a Fernando Cavendish, dona da empreiteira Delta, que a Polícia Federal armava uma operação para prendê-lo sob a acusação de ser parceiro do bicheiro Carlinhos Cachoeira em muitos negócios suspeitos.

Cavendish saiu do apartamento onde morava na avenida Vieira Souto, Ipanema.

É grande o lobby de governadores, senadores e deputados de vários Estados para que nada de constrangedor sofra Cavendish.

A Delta tem obras em todos os Estados - e mais no Distrito Federal. E o relacionamento de Cavendish com os políticos foi sempre o melhor possível.

Arraia grande era com ele mesmo. Arraia miúida não lhe interessava.

Globo Online - Blog do Noblat

Dono da Delta, Fernando Cavendish, conhecia 'esquema Cachoeira', diz PF

Tendo milhões em contrato com o Governo do Estado, será que Sérgio Cabral sendo amigo pessoal e vizinho de Cavendish em Mangaratiba não sabia da sua ligação com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira?


As investigações da Polícia Federal no caso Cachoeira indicam que Fernando Cavendish, presidente licenciado da Delta Construções, tinha conhecimento e orientava a atuação de seu ex-diretor para o Centro-Oeste, Cláudio Abreu.

Demitido após a revelação de que trabalhava em conjunto com Carlos Cachoeira, Abreu sempre teve sua atuação classificada como autônoma pela Delta,empreiteira líder no recebimento de recursos do Executivo federal desde 2007.

As escutas também sugerem que Cachoeira remunerou um assessor do ex-diretordo Dnit Luiz Antônio Pagot, que ameaçava dar um depoimento explosivo em Brasília.

Nos volumes do inquérito, Cachoeira aparece ainda como patrocinador de presentes luxuosos a políticos, entre eles um lote de vinhos raros comprado paraDemóstenes Torres (ex-DEM-GO), ameaçado de cassação. Advogado do senador -e também do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), citado nas investigações - Antonio Carlos de Almeida Castro diz que a operação está baseada em escutas ilegais.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo