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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
VERGONHA! Direito Constitucional garante silêncio de Cavendish, amigo de Sérgio Cabral, durante a CPI
Sob a garantia de que os depoentes serão liberados imediatamente caso decidam ficar calados, a CPI do Cachoeira desengavetou ontem convocações polêmicas que vinham sendo adiadas pela base aliada do governo.
Foram chamados a depor Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (órgão paulista de estradas) no governo tucano.
Além deles, Raul Filho (PT), prefeito de Palmas flagrado em vídeo pedindo ajuda de campanha para o empresário Carlinhos Cachoeira, também foi convocado e será ouvido na terça. Os outros só serão ouvidos em agosto.
A convocação de Cavendish, adiada diversas vezes, só ocorreu após ele mandar recados de que não pretende falar. Sua construtora, segundo a Polícia Federal, teria abastecido empresas fantasmas do esquema.
No mês passado, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) causou polêmica ao dizer que membros da CPI recebem dinheiro para defender Cavendish -grupo que ele apelidou de "tropa de cheque".
Antes de aprovar as convocações, a CPI decidiu que será dispensado o depoente que recorrer ao direito de ficar calado para não produzir provas contra si.
A CPI, controlada pelo PT, também decidiu investigar os contratos da Delta com o governo de São Paulo -daí a convocação de Paulo Preto, que trabalhou no governo do agora candidato José Serra.
A oposição tentou contra-atacar propondo a convocação do deputado estadual José de Filippi (PT), tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, mas foi derrotada.
Em entrevistas, o ex-dirigente do Dnit disse ter recebido pedidos para levantar com empreiteiras dinheiro para financiar campanhas eleitorais do PSDB e do PT.
Outro convocado foi o empresário Adir Assad, que controla rede de empresas suspeitas de ter lavado dinheiro da Delta. Ele nega a acusação.
Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo
domingo, 22 de julho de 2012
Sérgio Cabral fica irritado com repórter da Globo ao ser questionado sobre a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta
Depois dessa, com certeza, o governador do Rio pediu a cabeça do jornalista foca que o indagou para a alta cúpula das Organizações Globo, porque todo mundo sabe que ninguém da emissora prateada deve ter a petulância se voltar contra os interesses do Governo do Estado.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ficou irritado ontem ao ser questionado por um jornalista se temia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional.
Foi a primeira vez que Cabral falou sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira e seu amigo pessoal.
Matéria originalmente publicada no Estadão.com.br
FARRAS S/A: Assessoria de Sérgio Cabral não consegue explicar orgias em Paris com dinheiro do povo
Aparecem novas inconsistências nas seguidas viagens do governador do Rio de Janeiro à França.
Quanto mais o governador do Rio, Sérgio Cabral, explica, mais se complica. ÉPOCA revelou na semana passada que a agenda oficial de Sérgio Cabral (PMDB) mostrava o governador em atividades internas no Rio durante três dias em julho de 2009, enquanto ele se divertia na Europa. Durante a viagem, Cabral foi fotografado e filmado com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta. Como justificativa, sua assessoria disse que houve um erro de publicação naquelas datas e que Cabral de fato não estava no Rio, mas em descanso.
Na semana passada, ao tentar explicar por que gastou cerca de R$ 7 mil em diárias durante apenas dois dias de viagem oficial a Paris, nos dias 14 (uma segunda-feira) e 15 de setembro de 2009, o governador Cabral voltou a se enrolar. A justificativa de Cabral para os gastos é que ele chegara a Paris com três dias de antecedência. Mas, em sua agenda oficial, não constava a informação de que estava na França. Ela se limitou a informar que o governador estava em “compromissos internos”.
Procurada por ÉPOCA, a assessoria de Cabral disse que ele estava em Paris no dia 11 de setembro de 2009, uma sexta-feira, em “reuniões internas” preparatórias para o evento sobre Olimpíadas, em Copenhague, que aconteceria três semanas depois. Na mesma missão a Paris, Cabral apareceu em fotos, divulgadas pelo deputado e ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), outra vez ao lado de Cavendish. A estreita relação do empreiteiro com o governador se tornou pública por causa de uma tragédia, em junho de 2011, quando os dois foram à Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. O helicóptero que transportava parte do grupo de convidados caiu, matando sete pessoas da relação dos dois.
O procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, chefe do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, abriu uma investigação para apurar se a amizade entre Cabral e Cavendish, então dono de contratos de R$ 1,5 bilhão com o governo do Estado, favorecera a empresa. O caso foi arquivado, segundo o procurador, por “falta de provas”. Em entrevista a epoca.com.br na semana passada, Lopes disse que não via motivos para reabrir as investigações por causa dos encontros de Paris. “Se Cabral deveria ou não jantar com o empresário, é um julgamento político”, disse Lopes. Depois da divulgação das agendas do governador, incompatíveis com as festas na Europa, Lopes decidiu solicitar informações sobre as viagens de Cabral ao exterior.
Depois da divulgação das agendas do governador, incompatíveis com as festas na Europa,
Ministério Público Estadual decidiu solicitar informações sobre as viagens de Cabral ao exterior
Na semana passada, ao tentar explicar por que gastou cerca de R$ 7 mil em diárias durante apenas dois dias de viagem oficial a Paris, nos dias 14 (uma segunda-feira) e 15 de setembro de 2009, o governador Cabral voltou a se enrolar. A justificativa de Cabral para os gastos é que ele chegara a Paris com três dias de antecedência. Mas, em sua agenda oficial, não constava a informação de que estava na França. Ela se limitou a informar que o governador estava em “compromissos internos”.
Procurada por ÉPOCA, a assessoria de Cabral disse que ele estava em Paris no dia 11 de setembro de 2009, uma sexta-feira, em “reuniões internas” preparatórias para o evento sobre Olimpíadas, em Copenhague, que aconteceria três semanas depois. Na mesma missão a Paris, Cabral apareceu em fotos, divulgadas pelo deputado e ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), outra vez ao lado de Cavendish. A estreita relação do empreiteiro com o governador se tornou pública por causa de uma tragédia, em junho de 2011, quando os dois foram à Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. O helicóptero que transportava parte do grupo de convidados caiu, matando sete pessoas da relação dos dois.
O procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, chefe do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, abriu uma investigação para apurar se a amizade entre Cabral e Cavendish, então dono de contratos de R$ 1,5 bilhão com o governo do Estado, favorecera a empresa. O caso foi arquivado, segundo o procurador, por “falta de provas”. Em entrevista a epoca.com.br na semana passada, Lopes disse que não via motivos para reabrir as investigações por causa dos encontros de Paris. “Se Cabral deveria ou não jantar com o empresário, é um julgamento político”, disse Lopes. Depois da divulgação das agendas do governador, incompatíveis com as festas na Europa, Lopes decidiu solicitar informações sobre as viagens de Cabral ao exterior.
Presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), se recusou a assinar CPI de Sérgio Cabral segundo Anonymous
"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo.
Fogo aberto
Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).
Falta de elementos
De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável.
Cachoeira in Rio
A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.
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CONIVÊNCIA: Ex-prefeito do Rio abre o jogo e diz que Eduardo Paes é apoiado pelas Organizações Globo
É óbvio e todo mundo sabe que a Globo apóia seus candidatos e se torna conivente de seus governos, mas daí receber mais de cem milhões do povo é demais. Segundo o site municipal Rio Transparente, contratos da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho somam R$ 103,7 milhões desde 2009
A avaliação de Maia é que o até agora favorito Paes sofrerá desgaste por causa da ligação do governador Sérgio Cabral (PMDB), seu aliado, com a empresa Delta, apontada como integrante do esquema de Carlos Cachoeira.
"[Paes] foi atingido sim, pelo amor de Deus. Na hora em que a coisa abre para o governador Sérgio Cabral, abre para o associado dele", diz Maia, hoje dirigente do DEM.
Derrotado para o Senado em 2010, o ex-prefeito é candidato a vereador. Ele se aliou ao deputado federal Anthony Garotinho (PR), um ex-adversário, para lançar uma chapa com os respectivos filhos, os deputados federal Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho, à Prefeitura do Rio.
Garotinho divulgou em seu blog fotos de Cabral confraternizando na França com Fernando Cavendish, dono da Delta.
A empresa foi atuante nos dois últimos mandatos de Maia na prefeitura, de 2001 a 2008. Fez, entre outras obras, a Cidade do Samba, parte do estádio do Engenhão e o parque aquático. "Não tenho reclamações da Delta", diz ele.
Na campanha, o objetivo de Maia e Garotinho é vincular Paes ao escândalo. O ex-prefeito diz, porém, que Paes é apoiado pelas Organizações Globo. Cita contratos da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho para projetos de educação e cultura. Segundo o site municipal Rio Transparente, somam R$ 103,7 milhões desde 2009.
"Isso não é julgamento nem crítica. Se fosse dono do sistema Globo, faria o que fazem", diz.
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Governo Sérgio Cabral não está nem aí para a CPI do Cachoeira e compra helicóptero de R$ 15 milhões com dinheiro do povo
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COVARDE: Sérgio Cabral foge da imprensa mais uma vez após inauguração de UPP no Rio
Encerrado seu discurso, FANFARRÃO MARATONISTA levou menos de 30 segundos para descer do palanque e entrar no carro. Ué, o seu governo não é transparente? Está com medo de que? Quem não deve não teme!
O governador do Rio, Sérgio Cabral, voltou a evitar contato com jornalistas hoje na solenidade de inauguração da UPP dos morros do Adeus e da Baiana, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Encerrado seu discurso, Cabral levou menos de 30 segundos para descer do palanque e entrar no carro.
Na véspera, o governador falara pela primeira vez da polêmica que envolve as suas viagens internacionais - foram 37 desde primeiro de janeiro de 2007, praticamente uma a cada 2 meses.
Na ocasião, porém, o governador não entrou em detalhes sobre os gastos com diárias que recebeu para uma visita a Paris, em setembro de 2009. Foi nessa viagem que secretários e empresários foram fotografados brincando e dançando com guardanapos na cabeça. A divulgação dessa e de outras imagens tem causado polêmica.
CHEIRA MAL: Na primeira entrevista após fotos, Sérgio Cabral evita falar de gastos com viagens e diz que seu governo é "transparente"
A Folha de São Paulo revelou que, em Paris, governador gastou mais de R$ 7.000 em diárias
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta quinta-feira (10) que seu governo é transparente, mas evitou falar sobre os gastos da viagem à Paris em 2009. É a primeira vez que o governador se pronuncia a respeito do assunto.
"Essa viagem serviu para melhorar a imagem do Rio lá fora. Internacionalmente a cidade tinha uma imagem de decadência e nós revertemos isso. Nós trabalhamos desde 2007 para recuperar a imagem do Estado", afirmou Cabral ao participar da ampliação do Museu Ciência e Vida em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, hoje.
Promotoria do Rio pede informações sobre viagens de Cabral
O governador justificou que os dias a mais de viagem foram utilizados para promover o Rio. Segundo reportagem da Folha de hoje, a assessoria do governo informou que a viagem à Paris durou cinco e não de dois dias como anteriormente divulgado.
Questionado sobre os gastos da viagem e o motivo de só agora divulgar quantos dias viajou, Cabral evitou dar detalhes.
"Nosso governo é de transparência e eficiência. Está tudo claramente divulgado na transparência fiscal", disse. Em seguida se retirou sem dar mais explicações.
Matéria originalmente publicada na Folha.com
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta quinta-feira (10) que seu governo é transparente, mas evitou falar sobre os gastos da viagem à Paris em 2009. É a primeira vez que o governador se pronuncia a respeito do assunto.
"Essa viagem serviu para melhorar a imagem do Rio lá fora. Internacionalmente a cidade tinha uma imagem de decadência e nós revertemos isso. Nós trabalhamos desde 2007 para recuperar a imagem do Estado", afirmou Cabral ao participar da ampliação do Museu Ciência e Vida em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, hoje.
O governador justificou que os dias a mais de viagem foram utilizados para promover o Rio. Segundo reportagem da Folha de hoje, a assessoria do governo informou que a viagem à Paris durou cinco e não de dois dias como anteriormente divulgado.
Questionado sobre os gastos da viagem e o motivo de só agora divulgar quantos dias viajou, Cabral evitou dar detalhes.
"Nosso governo é de transparência e eficiência. Está tudo claramente divulgado na transparência fiscal", disse. Em seguida se retirou sem dar mais explicações.
FARRAS S/A: Ministério Público solicita prestação de contas a Sérgio Cabral sobre suas viagens ao exterior
Devido a grande repercussão do caso e para disfarçar conivência, imprensa vendida do Rio foi obrigada a mostrar que o valor das diárias fora do país triplicaram no governo do peemedebista
RIO e BRASÍLIA - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou nesta quarta-feira que o Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes, solicitou na terça-feira ao governador Sérgio Cabral informações sobre suas viagens ao exterior. O GLOBO mostrou nesta quarta-feira o governo do peemedebista aumentou em 294% os gastos da administração estadual com diárias no exterior desde 2007. Naquele ano, foram pagos R$ 663 mil para esse tipo de despesa contra R$ 3,2 milhões em 2011 — aumento nominal de 391%. Atualizando valores pela inflação, o aumento fica em 294%.
O Procurador-Geral aguarda as respostas para serem analisadas pela Assessoria da Chefia Institucional.
Cabral vem sendo questionado por suas viagens após divulgação, no blog do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), de imagens suas e de secretários estaduais em jantares e festas em que estava presente o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, que é amigo de Cabral e tem contratos com o estado.
Pezão defende Cabral: 'O Sérgio tem de viajar'
Após audiência na comissão de Viação e Transportes da Câmara nesta quarta-feira, para discutir os gargalos das rodovias no Rio, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, saiu em defesa do governador Sérgio Cabral. O vice defendeu seu superior na questão dos gastos com viagens ao exterior, em sua amizade com o dono da empreiteira Delta e sobre sua possível ida a CPI do Cachoeira.
- O Sérgio tem que viajar. Será que sentado no Rio, rezando, ia conseguir isso? (trazer investimentos ao estado). Se ficar sentado no Rio, não consegue atrair investimento. É o trabalho dele e eu fico segurando a parte administrativa – disse, após audiência na Comissão de Viação e Transportes na Câmara, para discutir os gargalos das rodovias no Rio.
O vice-governador também defendeu Cabral sobre suas relações de amizade com o ex-presidente da empreiteira Delta, empresa mencionada em investigação da Polícia Federal sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira. Diversas fotos foram divulgadas de viagens de Cabral com Fernando Cavendish.
- Não há nenhuma reação nas ruas, vejo o povo muito solidário a ele – afirmou Pezão, que disse que as obras da empreiteira no estado estão caminhando bem, sem irregularidades:
- As obras que a Delta tem estão andando normalmente. A obra do Arco Metropolitano, do saneamento de São Gonçalo, a Delta continua funcionando normalmente. Estamos 30 dias avançados no Maracanão, em 20 de maio com 50% e vamos entregar a obra no prazo.
Por fim, o vice ainda afirmou que, caso Cabral seja convidado a depor na CPI do Cachoeira, para explicar sua relação com Cavendish, irá, mas que não há razão para que ele preste esclarecimentos.
- Não há motivo. Trazer uma pessoa à CPI porque é amigo, porque apareceu numa foto de um jantar, é um absurdo. Ele nunca negou a amizade – disse.
Matéria originalmente publicada no Globo Online
RIO e BRASÍLIA - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou nesta quarta-feira que o Procurador-Geral de Justiça, Cláudio Lopes, solicitou na terça-feira ao governador Sérgio Cabral informações sobre suas viagens ao exterior. O GLOBO mostrou nesta quarta-feira o governo do peemedebista aumentou em 294% os gastos da administração estadual com diárias no exterior desde 2007. Naquele ano, foram pagos R$ 663 mil para esse tipo de despesa contra R$ 3,2 milhões em 2011 — aumento nominal de 391%. Atualizando valores pela inflação, o aumento fica em 294%.
O Procurador-Geral aguarda as respostas para serem analisadas pela Assessoria da Chefia Institucional.
Cabral vem sendo questionado por suas viagens após divulgação, no blog do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), de imagens suas e de secretários estaduais em jantares e festas em que estava presente o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, que é amigo de Cabral e tem contratos com o estado.
Pezão defende Cabral: 'O Sérgio tem de viajar'
Após audiência na comissão de Viação e Transportes da Câmara nesta quarta-feira, para discutir os gargalos das rodovias no Rio, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, saiu em defesa do governador Sérgio Cabral. O vice defendeu seu superior na questão dos gastos com viagens ao exterior, em sua amizade com o dono da empreiteira Delta e sobre sua possível ida a CPI do Cachoeira.
- O Sérgio tem que viajar. Será que sentado no Rio, rezando, ia conseguir isso? (trazer investimentos ao estado). Se ficar sentado no Rio, não consegue atrair investimento. É o trabalho dele e eu fico segurando a parte administrativa – disse, após audiência na Comissão de Viação e Transportes na Câmara, para discutir os gargalos das rodovias no Rio.
O vice-governador também defendeu Cabral sobre suas relações de amizade com o ex-presidente da empreiteira Delta, empresa mencionada em investigação da Polícia Federal sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira. Diversas fotos foram divulgadas de viagens de Cabral com Fernando Cavendish.
- Não há nenhuma reação nas ruas, vejo o povo muito solidário a ele – afirmou Pezão, que disse que as obras da empreiteira no estado estão caminhando bem, sem irregularidades:
- As obras que a Delta tem estão andando normalmente. A obra do Arco Metropolitano, do saneamento de São Gonçalo, a Delta continua funcionando normalmente. Estamos 30 dias avançados no Maracanão, em 20 de maio com 50% e vamos entregar a obra no prazo.
Por fim, o vice ainda afirmou que, caso Cabral seja convidado a depor na CPI do Cachoeira, para explicar sua relação com Cavendish, irá, mas que não há razão para que ele preste esclarecimentos.
- Não há motivo. Trazer uma pessoa à CPI porque é amigo, porque apareceu numa foto de um jantar, é um absurdo. Ele nunca negou a amizade – disse.
Existem vários políticos em mim. E uma CPI para todos eles
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| Governador Sérgio Cabral |
COVARDE: Sérgio Cabral foge da imprensa mais uma vez e sai pela cozinha após evento no Rio
Desde que o blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) publicou fotos e vídeos de Cabral com secretários de Estado e Fernando Cavendish, dono da Delta, em viagens ao exterior, o governador vem evitando jornalistas.
Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que participaram de evento com o ex-presidente Lula, conversavam na área reservada quando o governador percebeu que uma jornalista da Folha o aguardava.
Enquanto Paes seguia em direção à jornalista, Cabral saiu pela porta que vinha sendo usada pelos garçons.
Segundo um deles, da cozinha, Cabral seguiu para a garagem, onde um carro o esperava. Segundo a assessoria do governador, ele saiu e voltou mais tarde, para participar de almoço com Lula.
Numa tentativa de estancar o desgaste de Cabral, aliados do peemedebista passaram a criticar Garotinho na Assembleia Legislativa.
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MADE IN PARIS: Gastos com FARRAS às custas do dinheiro público triplicam no governo Sérgio Cabral
Onde estão os recursos oriundos destas viagens internacionais, os quais o governo do Estado diz trazer? A saúde, a educação e a segurança estão um CAOS. Não tendo como abafar os escândalos de Cabral, Organizações Globo explanam matérias de denúncias contra governador para disfarçar conivência e ludibriar a opinião pública.
RIO - O governo Sérgio Cabral (PMDB) aumentou em 294% os gastos da administração estadual com diárias no exterior desde 2007. Naquele ano, foram pagos R$ 663 mil para esse tipo de despesa contra R$ 3,2 milhões em 2011 — aumento nominal de 391%. Atualizando valores pela inflação, o aumento fica em 294%.
Até o mês passado, o governo já havia desembolsado R$ 12,3 milhões para bancar diárias em hotéis e alimentação da equipe do governo em países da Europa e nos Estados Unidos.
Desse total, R$ 1,2 milhão foram pagos nos quatro primeiros meses deste ano. No primeiro mandato de Cabral, a chefe do cerimonial do governo, Adriana Novis de Leite Pinto, foi quem mais gastou com diárias: R$ 153 mil. O governador não ficou muito atrás. Entre 2007 e o ano passado, as despesas de Cabral nesse item foram de R$ 143 mil. Já o secretário chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, gastou R$ 66 mil.
Cabral vem sendo questionado por suas viagens após divulgação, no blog do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), de imagens suas e de secretários estaduais em jantares e festas em que estava presente o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, que é amigo de Cabral e tem contratos com o estado.
A Secretaria da Casa Civil é uma das que mais desembolsou no período. Em 2011, dos R$ 3,2 milhões gastos por todo governo com diárias no exterior, 26% (R$ 847 mil) foram pagos por esse órgão.
Régis Fichtner é o responsável por fazer a auditoria nos contratos da Delta Construções com o governo do estado. A medida foi anunciada após vir à tona o relacionamento da construtora com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Procurado para explicar o aumento dos gastos e como é feita a prestação de contas, o governo do estado enviou uma nota, na qual informou que as despesas são estimadas previamente de acordo com a realidade de cada destino. Assim, os secretários, assessores e servidores recebem o dinheiro e “não há necessidade de posterior prestação de contas”.
De acordo com o governo, Sérgio Cabral fez 37 viagem ao exterior em missão oficial desde 2007. Vinte e uma dessas missões tiveram como destino a França. Paris, a capital francesa, recebeu o governador cinco vezes neste período. Pelo menos quatro deputados estaduais — Marcelo Freixo (PSOL), Luiz Paulo (PSDB), Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Ramos (PDT) — formalizaram na mesa diretora da casa requerimentos em que pedem informações sobre estas viagens. Nenhum deles, no entanto, recebeu resposta.
SÓ UM!!! Deputado da base governista pede para assinar CPI que investigará Sérgio Cabral e a Delta
Samuel Malafaia ignorou as pressões do Palácio Guanabara, que move mundos e fundos para impedir a investigação política do caso
Jornal Extra - Coluna Berenice Seara
CACHOEIRODUTO: Sérgio Cabral já é considerado a primeira vítima do escândalo Cachoeira
A CPI mista do Cachoeira ainda nem começou efetivamente a trabalhar, mas a cúpula do PMDB já contabiliza os estragos causados no partido. Para um graúdo peemedebista, Sérgio Cabral já é considerado a primeira vítima do escândalo Cachoeira.
Com a futura convocação de Cabral na pauta da CPI, a avaliação do partido é que as coisas ainda irão piorar muito:
- Agora que começou, essa CPI virou um rastilho de pólvora aceso: para apagar o fogo alguém vai ter que se queimar. E quem é que tem coragem de se queimar?
por Lauro Jardim.
CACHOEIRODUTO: Sérgio Cabral tenta evitar depoimento na CPI para esclarecer sua ligação com a empreiteira Delta
Quem não deve não teme governador!!! O senhor não vive dizendo que a sua administração é transparente. Chegou a hora de provar isso, vai lá e diga a verdade.
Dois requerimentos foram apresentados à CPI pedindo a convocação de Cabral depois da divulgação de fotos e vídeos em que ele aparece ao lado do dono da empresa, Fernando Cavendish, em Paris e Monte Carlo.
A Delta entrou na mira da CPI porque investigações da Polícia Federal mostraram ligações entre ela e o empresário Carlinhos Cachoeira, preso sob a acusação de explorar jogos ilegais e comandar um esquema de corrupção.
Os requerimentos que pedem a convocação de Cabral devem ser votados no dia 17 e podem ganhar força se a Procuradoria-Geral da República abrir investigação sobre o governador e a Delta.
O blog do jornalista Josias de Souza informou ontem que o procurador Roberto Gurgel fará uma análise preliminar dos negócios do governo com a construtora.
Segundo o blog, Gurgel também decidiu pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que investigue o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que também manteve relações com Cachoeira nos últimos anos, segundo a PF.
A Folha apurou que o governador do Rio procurou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), além de membros do PSDB, partido ao qual foi filiado anteriormente.
A assessoria de imprensa de Cabral afirmou à Folha que o governador "mantém diálogo com lideranças nacionais e regionais do PMDB", mas não quis fazer comentários sobre o teor de suas conversas mais recentes.
O movimento de Cabral surtiu efeitos ontem. "Não é uma CPI social para investigar jantar de governador", disse o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).
"Você acha que deve se convocar um governador só porque foi a Paris? Tem gravações dele com Cachoeira? Também não há nada contra o Cavendish", afirmou o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), que dita a posição do PT na CPI.
Nesta semana a CPI vai ouvir em sessões fechadas dois procuradores e dois delegados que participaram das investigações sobre o grupo de Cachoeira. (andreza matais, erich decat e gabriela guerreiro)
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TÁ DE SACANAGEM!! Procurador-geral de Justiça do Rio não vê razão para investigar relação entre Sérgio Cabral e Cavendish
O Brasil não é um país sério!!!
“O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”
Duas semanas depois de arquivar a investigação aberta no Ministério Público para apurar as relações entre Sérgio Cabral e empresários - Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do Grupo EBX -, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, falou pela primeira vez sobre as suspeitas que vieram à tona na semana passada, após a publicação de fotos de uma viagem do governador à Europa, no blog do deputado Anthony Garotinho (PR), ex-governador e inimigo político de Cabral. Lopes se disse convicto de sua decisão e alegou critérios técnicos para não levar adiante a questão. Na opinião dele, o que foi revelado em jantares e passeios de luxo pelos mais caros restaurantes e hotéis da Europa é uma questão moral.
“Qual era o objeto da investigação? Saber se o governador, em razão da amizade que tinha com os empresários, havia favorecido um ou outro em contratos públicos. Não existe qualquer prova disso. As empresas do Eike receberam incentivos fiscais como diversas outras. E especificamente com a Delta, os contratos foram ganhos por terem apresentado o menor preço e os aditivos foram todos feitos dentro da lei”, afirmou o procurador. “O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”.
Claudio Lopes explicou que sua decisão pelo arquivamento vai ser levada ao Conselho Superior do Ministério Público, que no próximo mês deverá se reunir para definir a questão. O arquivamento pode ser revisto, mas o procurador-geral voltou a frisar que, tecnicamente, não havia o que ser feito. “Ele (Cabral) pode ter sido convidado para o jantar, bebido um vinho caríssimo, comido num restaurante de luxo, mas isso não se insere na lei da improbidade. Se o jantar foi pago por alguém que o convidou, pode ser eticamente questionável, mas juridicamente, não. É a mesma coisa que alguém convidá-lo para uma festa com caviar e champanhe e, claro, ele não vai pagar nada. Mas não quer dizer que você está retribuindo aquele favor, ou que está sendo sustentado por isso”, justificou.
A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.
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COVARDE: Sérgio Cabral foge da imprensa após cerimônia com Lula no Rio
Para escapar das vaias, governador foi chamado ao palco junto com a presidente Dilma
O governador Sérgio Cabral (PMDB) segue em silêncio absoluto desde que vídeos de festas suas com o dono da Delta, Fernando Cavendish, foram divulgadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ). Na cerimônia de entrega do prêmio Honoris Causa, ele não fez qualquer discurso e também evitou a imprensa no Teatro João Caetano.
Blindado contra vaias
Ciente de que boa parte do público no local da homenagem era composto por estudantes das faculdades que concediam o Honoris Causa a Lula, Sérgio Cabral entrou blindado para não receber vaias. Enquanto todas as pessoas que ficaram no palco foram apresentadas individualmente, Cabral foi chamado junto de Dilma. Ao invés de vaias, o que se ouviu foram apenas a gritos e saudações para a presidente.
CACHOEIRODUTO: Escândalo da Delta dá munição aos adversários de Eduardo Paes
“As empresas do governo do estado são as mesmas do município. A Delta não tem contrato sem licitação só com estado, mas com prefeitura: em 14% dos contratos firmados na gestão de Paes houve dispensa de licitação", diz deputada
A CPI do Cachoeira entra no cenário da pré-campanha como um fator de preocupação para PMDB e PT no Rio. O prefeito Eduardo Paes tende a sofrer abalos em seu favoritismo, saindo da zona de conforto, e tornando a campanha mais turbulenta do que se imaginava até então. A aposta da oposição é de que o alinhamento com o governador Sérgio Cabral, figura da maior importância para a eleição de Paes em 2008, possa agora tirar eleitores do prefeito. Os pré-candidatos ao Palácio da Cidade não falam abertamente em tentar usar o escândalo da Delta contra Paes, mas é evidente que esse momento surgirá no embate entre eles.
O ataque mais franco até o momento partiu do pré-candidato tucano à prefeitura, o deputado federal Otávio Leite. Foi ele quem preparou na terça-feira o requerimento pedindo para que Cabral fosse ouvido na CPI do Cachoeira. Mesmo com a decisão da CPI de deixar os governadores fora de seu alvo inicial, Cabral continua na mira. O PSDB tem reforçado o tom nacional que as campanhas a prefeito devem adotar. E, ao enfatizar no nível municipal a polarização entre PT-PMDB e PSDB, as suspeitas de irregularidades nos contratos da Delta com o governo Cabral se tornam um prato cheio para criticar a forma como os dois partidos vêm conduzindo o país, o estado e a cidade do Rio. Desde que Anthony Garotinho, ex-governador e atual deputado federal,a estreita relaçã divulgou vídeos e imagens que demonstram a estreita relação que Cabral e seus secretários têm com Fernando Cavendish, voltaram à tona as suspeitas de irregularidades nos contratos da Delta com o governo do Rio e o possível favorecimento à empresa do amigo.
“As fotos revelam a inexistência de um padrão ético mínimo que deve ter um governante. Além disso, os valores milionários das obras da Delta no Rio não estão apenas no governo Sérgio Cabral, mas no do Eduardo Paes também”, diz Leite, que na semana passada entrou com representação no Tribunal de Contas da União para que fosse feita auditoria nos contratos da Delta com o governo federal no Rio. Um deles se refere à Transcarioca, da prefeitura, cujas obras foram abandonadas pela Delta após as notícias do envolvimento da empresa com Carlinhos Cachoeira.
O alinhamento entre os governos municipal, estadual e federal foi uma das principais bandeiras levantadas por Paes em sua primeira candidatura a chefe do executivo da cidade. Cabral e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçaram a importância de se ter um prefeito em sintonia com eles. A partir daí, todas as agendas de Lula no Rio ganharam esse tom. Não à toa o slogan do governo Cabral é “somando forças”. A fatura de tamanho entrosamento, no entanto, pode chegar quatro anos depois para Paes: sua imagem está intimamente associada à do governador.
É essa aposta que dá fôlego aos adversários. Outro pré-candidato é o deputado federal Rodrigo Maia, do DEM, que tem como vice a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do inimigo número um de Cabral. Para Maia, a dupla está em maus lençóis. “Há uma relação forte entre Cabral e Paes na cabeça do carioca. Para o eleitor é como se fossem um só. Acreditamos muito que essa aliança, de fato, gerou expectativa, mas não promoveu resultados para a cidade. Muita coisa prometida não saiu do papel”, afirma Maia.
Clarissa é a vice que mais deve aparecer na campanha. Ela, que não foge de um debate com seus adversários políticos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), acredita não ser necessário reforçar que Cabral e Paes estão no mesmo barco. “Isso envolvendo Cabral vai afetar Eduardo Paes, não por uma conexão que a oposição tente fazer. Eles sempre estiveram juntos. O que um faz ajuda ou prejudica o outro. O secretário de urbanismo do prefeito Eduardo Paes, Sérgio Dias, foi fotografado (em Paris com Cabral, secretários estaduais e Cavendish) participando da farra. A conexão é total”, afirma Clarissa, do PR. Ela acrescenta: “As empresas do governo do estado são as mesmas do município. A Delta não tem contrato sem licitação só com estado, mas com prefeitura: em 14% dos contratos firmados na gestão de Paes houve dispensa de licitação. O arco de aliança de Cabral é o mesmo que Paes monta para ele, com os mesmos partidos, empresários empreiteiros”, diz.
O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, que disputa votos para a prefeitura, também está afinado com os outros pré-candidatos no esforço para levar o pleito para o segundo turno. E o jeito, nesse caso, é mirar em Paes. “O que está acontecendo não é um problema particular do governador, mas do modo do PMDB do Rio de governar. As relações da Delta não estão restritas ao governo do Rio, a empreiteira também tem contratos com a prefeitura. Há indicações de Cabral no alto secretariado de Paes, que, inclusive, já apareceu beijando a mão do governador em foto”, afirma Freixo. O deputado entrou, na quarta-feira, com pedido de CPI na Alerj para investigar todas relações da Delta com o governo estadual.
Apesar dos ataques dos pré-candidatos à gestão de Paes, o atual prefeito começa a corrida eleitoral com grande vantagem. Ainda não se sabe o quanto as fotos e vídeos de Cabral com Cavendish na Europa podem afetar a imagem do governador. No outro lado dessa história, Paes poderá capitalizar em seu favor políticas públicas de sucesso de Cabral, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que beneficiaram principalmente a capital - ainda que em detrimento de outras regiões do estado, onde a criminalidade aumentou. Será preciso esperar para ver para que lado a maioria dos eleitores irá.
“As fotos revelam a inexistência de um padrão ético mínimo que deve ter um governante. Além disso, os valores milionários das obras da Delta no Rio não estão apenas no governo Sérgio Cabral, mas no do Eduardo Paes também”, diz Leite, que na semana passada entrou com representação no Tribunal de Contas da União para que fosse feita auditoria nos contratos da Delta com o governo federal no Rio. Um deles se refere à Transcarioca, da prefeitura, cujas obras foram abandonadas pela Delta após as notícias do envolvimento da empresa com Carlinhos Cachoeira.
É essa aposta que dá fôlego aos adversários. Outro pré-candidato é o deputado federal Rodrigo Maia, do DEM, que tem como vice a deputada estadual Clarissa Garotinho, filha do inimigo número um de Cabral. Para Maia, a dupla está em maus lençóis. “Há uma relação forte entre Cabral e Paes na cabeça do carioca. Para o eleitor é como se fossem um só. Acreditamos muito que essa aliança, de fato, gerou expectativa, mas não promoveu resultados para a cidade. Muita coisa prometida não saiu do papel”, afirma Maia.
Clarissa é a vice que mais deve aparecer na campanha. Ela, que não foge de um debate com seus adversários políticos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), acredita não ser necessário reforçar que Cabral e Paes estão no mesmo barco. “Isso envolvendo Cabral vai afetar Eduardo Paes, não por uma conexão que a oposição tente fazer. Eles sempre estiveram juntos. O que um faz ajuda ou prejudica o outro. O secretário de urbanismo do prefeito Eduardo Paes, Sérgio Dias, foi fotografado (em Paris com Cabral, secretários estaduais e Cavendish) participando da farra. A conexão é total”, afirma Clarissa, do PR. Ela acrescenta: “As empresas do governo do estado são as mesmas do município. A Delta não tem contrato sem licitação só com estado, mas com prefeitura: em 14% dos contratos firmados na gestão de Paes houve dispensa de licitação. O arco de aliança de Cabral é o mesmo que Paes monta para ele, com os mesmos partidos, empresários empreiteiros”, diz.
O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, que disputa votos para a prefeitura, também está afinado com os outros pré-candidatos no esforço para levar o pleito para o segundo turno. E o jeito, nesse caso, é mirar em Paes. “O que está acontecendo não é um problema particular do governador, mas do modo do PMDB do Rio de governar. As relações da Delta não estão restritas ao governo do Rio, a empreiteira também tem contratos com a prefeitura. Há indicações de Cabral no alto secretariado de Paes, que, inclusive, já apareceu beijando a mão do governador em foto”, afirma Freixo. O deputado entrou, na quarta-feira, com pedido de CPI na Alerj para investigar todas relações da Delta com o governo estadual.
Apesar dos ataques dos pré-candidatos à gestão de Paes, o atual prefeito começa a corrida eleitoral com grande vantagem. Ainda não se sabe o quanto as fotos e vídeos de Cabral com Cavendish na Europa podem afetar a imagem do governador. No outro lado dessa história, Paes poderá capitalizar em seu favor políticas públicas de sucesso de Cabral, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que beneficiaram principalmente a capital - ainda que em detrimento de outras regiões do estado, onde a criminalidade aumentou. Será preciso esperar para ver para que lado a maioria dos eleitores irá.
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CACHOEIRODUTO: Uma CPI para investigar a maior farra com dinheiro do povo desde o mensalão
A CPI para investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, com políticos e empresas que têm contratos com a administração pública saiu do papel em alta velocidade. A gravidade dos fatos levantados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público — o pagamento de propina a autoridades, a troca de favores entre a máfia do jogo e parlamentares e a assinatura de contratos públicos azeitados à base de tráfico de influência — produziu um fato raríssimo: a instalação da CPI contou com o apoio de governistas e oposicionistas. O Congresso deu mostras de disposição para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, uma de suas mais nobres missões. Se nasceu sem dores, a CPI começou a caminhar com dificuldades. Aprovado na quarta-feira passada, o plano de trabalho da comissão apenas tangencia o epicentro das irregularidades apontadas pelos policiais federais e pelos procuradores. A CPI decidiu ouvir os coadjuvantes das malfeitorias, mas, por enquanto, vacila em chamar para depor deputados e governadores suspeitos de manter relações promíscuas com Cachoeira e a empreiteira Delta, um colosso da construção civil com obras contratadas por governos do PT, do PSDB e doPMDB.
A desenvoltura multipartidária da Delta explica o começo claudicante da CPI que nasceu com o potencial de fazer uma faxina pública como não se via desde que o escândalo do mensalão foi destrinchado, em 2005, com o indiciamento de cerca de uma centena de pessoas. O deputado petista Odair Cunha, relator da CPI, tentou limitar geograficamente as investigações sobre a Delta e suas obras no Centro-Oeste. O ex-diretor da empreiteira para aquela região, Cláudio Abreu, está preso. O plenário da comissão, no entanto, arrancou do relator a promessa de investigar a atuação da Delta em todo o território nacional. Está pronto para votação o requerimento de convocação do dono da Delta, Fernando Cavendish, e dediretores regionais da empresa.
"A base governista foi derrotada. Vamos investigar os aditivos nos contratos da Delta com o Dnit, principalmente aqueles assinados em períodos eleitorais", avisa o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Quando isso será feito — e se realmente será feito, devido às ligações também multipartidárias de Cavendish — ainda não está definido. A comissão ouvirá neste mês os depoimentos de delegados e procuradores envolvidos na investigação, seguidos de Cachoeira e seus comparsas presos. O único político com depoimento marcado é o senador goianoDemóstenes Torres, o, por enquanto, mais notório membro do esquema de Cachoeira. O Senado abriu um processo por quebra de decoro contra ele, que pode comparecer à comissão já na condição de parlamentar cassado (leia a reportagem aqui). Ou seja: tem-se definida apenas a primeira fase da investigação, que tratará de temas e personagens cujos feitos e malfeitos são de conhecimento público. Nada além disso. Segundo o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a segunda fase aumentará a temperatura dos trabalhos. Nela, será travada a "grande batalha" pela convocação das autoridades de maior calibre. "O vazamento das informações impede a costura de acordões para abafar a investigação ou poupar autoridades", diz Vital.
Além de Fernando Cavendish, os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ), MarconiPerillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) e pelo menos cinco deputados federais ainda não foram convocados para prestar esclarecimentos. Sobre muitos deles há uma fartura de indícios de envolvimento com o esquema. Por enquanto, a CPI vai se concentrar no que já foi revelado. Mas não há garantia de que o universo da apuração fique restrito. O plano de trabalho de Odair Cunha deixa brechas para investir sobre qualquer tema: políticos, procuradores, empreiteiras e até a imprensa. Não está fechada, portanto, a porta aberta pelo PT paradesqualificar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defensor da condenação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal, e a parte da imprensa que, segundo o ex-presidente Lula, ajudou a montar a "farsa do mensalão". "Todas as pessoas que foram corrompidas ou cooptadas pela organização criminosa têm de ser investigadas. Não haverá blindagem nem proteção a quem quer que seja", disse Odair.
Hoje, há pelo menos duas ofensivas em marcha para pôr cabresto na CPI. A presidente Dilma Rousseff não quer que a comissão seja usada com os fins estritamente políticos planejados pela falconaria petista. Ela tem dito que teme que a comissão domine a agenda política, paralise o Congresso e prejudique ações do governo. Além disso, afirma não ter receio de que as investigações atinjam seu governo e lembra que, se atingirem, não se furtará a demitir os envolvidos com culpa provada — aliás, como vem agindo desde o início do mandato, o que é um dos motivos de sua expressiva aprovação popular.
A Delta tem contratos com governos de todas as cores. Algumas dessas relações já foram reveladas, o que deixou na berlinda políticos de primeira grandeza do PT, PMDB, PSDB e DEM. O campo já era fértil para um acordo velado, que vinha sendo costurado às sombras. Mas a entrada de Sérgio Cabral no palco das investigações tornou as negociações para abafar o escândalo político mais explícitas. Há dez dias, o blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), adversário político de Cabral, publica fotos e vídeos de viagens do governador, sua mulher e seus secretários mais próximos com Fernando Cavendish a Paris eMônaco. Em hotéis e restaurantes de luxo, o grupo comemora aniversários, noivados, casamentos e conquistas políticas e comerciais. Cabral, considerado um estranho no ninho do PMDB, teve de procurar a cúpula do partido na semana passada para pedir socorro. Em conversas com o presidente do Senado, JoséSarney, e com os líderes Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, ele disse não estar preocupado com uma investigação policial, pois os vídeos não comprovam irregularidades. Mas deixou claro que teme o estrago político que uma exibição desse material, seguida de um depoimento à CPI, possa provocar. "Preciso da ajuda do partido. Se eu tiver de depor na CPI, não será bom para ninguém", ponderou Cabral. A cúpula do PMDB aproveitou o pedido do governador para tentar negociar um armistício com o PT e o PSDB.
Nas conversas, já surgiu até uma manobra jurídica para empastelar as investigações. A tese que será levantada é a de que uma CPI do Congresso não tem poder legal para investigar governadores. Os foros para esse tipo de apuração seriam as assembleias legislativas, não por acaso controladas pelos governadores. É pouco provável que uma argumentação tão frágil prospere se aCPI tiver mesmo disposição de elucidar os fatos denunciados. Muito provavelmente, o fator de diminuição do escopo da CPI virá não da Justiça, mas da política. O senador José Sarney já recomendou ao PT que "controle os radicais", argumentando que "ninguém tem a ganhar se essa CPI começar a sair do controle". O recado tem endereço certo: a turma que vê na CPI uma chance única de desmoralizar o julgamento do mensalão. A primeira ofensiva desse grupo foi dada na sessão da semana passada, com a tentativa de convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI. Sob o argumento de que ele deve explicar por que retardou a abertura de uma investigação contra Demóstenes Torres, os petistas querem colocá-lo no banco dos réus da CPI para tentar desmoralizá-lo. A imprensa é outro alvo que, na estratégia dos radicais, precisa sair chamuscada da CPI. O presidente do PT, Rui Falcão, deixou mais uma vez clara essa convicção na sexta-feira quando, em discurso feito em São Paulo, voltou a defender o projeto de regulamentação dos meios de comunicação, um eufemismo para a tentativa de controlar a imprensa idealizado pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins. Para Falcão, "a mídia é um poder que está conjugado ao sistema bancário e financeiro" e "produz matérias e comentários não para polarizar o país, mas para atacar o PT e nossas lideranças".
O cenário inicial da CPI do Cachoeira é muito semelhante ao da CPI dos Correios, instalada em 2005 a partir da gravação na qual Maurício Marinho, diretor da estatal, cobrava 3 000 reais de propina, o que deu origem à descoberta de novos fatos envolvendo dinheiro público e compra de apoios pelo governo. Aquela CPInasceu com o intuito de blindar os aliados do governo e era controlada por parlamentares fiéis ao Palácio do Planalto. Exatamente como agora. Também tinha o mesmo prazo de atuação: 180 dias. Mas, logo no início dos trabalhos, depoimentos bombásticos, como o do deputado Roberto Jefferson e o domarqueteiro Duda Mendonça, incendiaram a comissão e provocaram uma indignação popular que impediu qualquer tipo de acordo. A atual comissão também tem fios desencapados e personagens que podem contar muita coisa. Cachoeira e Cavendish, por exemplo. Com uma matéria-prima mais modesta do que a produzida pelas operações da PF, a CPI dos Correios produziu a denúncia do mensalão, a cassação de José Dirceu e Roberto Jefferson e a renúncia de meia dúzia de políticos, além de tisnar a imagem imaculada de virgem ética do PT. A CPIdo Cachoeira, com seu farto material, tem potencial ainda maior. Basta que não se torne refém de arranjos políticos.
FARRA$ S/A: Por que Sérgio Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez ao exterior desde que assumiu o governo?
Quem não deve não teme governador!!! Está com medo de que?
Por que Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez a Estados e ao exterior desde que assumiu o governo? Com data, destino, meio de transporte, duração e a identidade da fonte pagadora de cada despesa?
Por que não revela quantas vezes voou com Cavendish? Ou o encontrou no lugar para onde voou?
Seria tão simples! Não é verdade?
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