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domingo, 22 de julho de 2012

TÁ DE SACANAGEM!! Procurador-geral de Justiça do Rio não vê razão para investigar relação entre Sérgio Cabral e Cavendish

O Brasil não é um país sério!!!

A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.


Por Leslie Leitão, na VEJA Online:
“O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”

Duas semanas depois de arquivar a investigação aberta no Ministério Público para apurar as relações entre Sérgio Cabral e empresários - Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do Grupo EBX -, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, falou pela primeira vez sobre as suspeitas que vieram à tona na semana passada, após a publicação de fotos de uma viagem do governador à Europa, no blog do deputado Anthony Garotinho (PR), ex-governador e inimigo político de Cabral. Lopes se disse convicto de sua decisão e alegou critérios técnicos para não levar adiante a questão. Na opinião dele, o que foi revelado em jantares e passeios de luxo pelos mais caros restaurantes e hotéis da Europa é uma questão moral.

“Qual era o objeto da investigação? Saber se o governador, em razão da amizade que tinha com os empresários, havia favorecido um ou outro em contratos públicos. Não existe qualquer prova disso. As empresas do Eike receberam incentivos fiscais como diversas outras. E especificamente com a Delta, os contratos foram ganhos por terem apresentado o menor preço e os aditivos foram todos feitos dentro da lei”, afirmou o procurador. “O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”.

Claudio Lopes explicou que sua decisão pelo arquivamento vai ser levada ao Conselho Superior do Ministério Público, que no próximo mês deverá se reunir para definir a questão. O arquivamento pode ser revisto, mas o procurador-geral voltou a frisar que, tecnicamente, não havia o que ser feito. “Ele (Cabral) pode ter sido convidado para o jantar, bebido um vinho caríssimo, comido num restaurante de luxo, mas isso não se insere na lei da improbidade. Se o jantar foi pago por alguém que o convidou, pode ser eticamente questionável, mas juridicamente, não. É a mesma coisa que alguém convidá-lo para uma festa com caviar e champanhe e, claro, ele não vai pagar nada. Mas não quer dizer que você está retribuindo aquele favor, ou que está sendo sustentado por isso”, justificou.

A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.

FARRA$ S/A: Por que Sérgio Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez ao exterior desde que assumiu o governo?

Quem não deve não teme governador!!! Está com medo de que?


Por que Cabral não exibe a relação completa das viagens oficiais e particulares que fez a Estados e ao exterior desde que assumiu o governo? Com data, destino, meio de transporte, duração e a identidade da fonte pagadora de cada despesa?

Por que não revela quantas vezes voou com Cavendish? Ou o encontrou no lugar para onde voou?

Seria tão simples! Não é verdade?


FARRA EM PARIS: Deputado Roberto Dinamite e outros se recusaram a assinar CPI para investigar Delta e Sérgio Cabral

Veja a lista abaixo dos parlamentares cúmplices que protegem governador na Alerj. No Rio, ao invés do poder legislativo fiscalizar o executivo, ele se torna conivente


RIO - Os deputado estaduais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Clarissa Garotinho (PR-RJ) deram entrada, nesta tarde de quarta-feira, com pedidos de abertura de CPI para investigar os contratos entre o governo estadual e a empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish, e viagens do governador Sérgio Cabral (PMDB). O pedido de Freixo foi feito por meio de projeto de resolução que, após publicação no Diário Oficial, deverá ir à votação em plenário. A aprovação por maioria absoluta garante a instalação da CPI na Alerj. Paralelamente, Freixo colhe assinaturas em requerimento para a abertura da CPI. No Congresso, não estão previstos os depoimentos de Cavendish e nem do governador Sérgio Cabral.

O parlamentar entrou também com requerimento de informações sobre todos os custos relacionados às viagens do governador Sérgio Cabral e a primeira-dama, Adriana Ancelmo, não só das passagens aéreas, como também dos jantares e passeios realizados nas cidades europeias de Paris e Monte Carlo em companhia do dono da Delta, Fernando Cavendish, de diversos secretários do governo estadual, e de suas mulheres. O requerimento se refere especificamente a julho esetembro de 2009.

Freixo já havia dado entrada em requerimentos, em 2011, na tentativa de obter informações sobre as relações entre o governo e a empresa privada. Em um dos requerimentos, de 10/5/11, ele solicitou dados sobre todas as viagens realizadas pelo governador, até então, com os custos, locais e o tempo de estadia. Em outro anterior, de 19/6/8, o parlamentar já havia cobrado essas informações. Em ambos os casos, não obteve resposta. Os requerimentos sequer chegaram a ser publicados no Diário Oficial.

Além dos requerimentos, Freixo também entrou em 2011 com representações no Ministério Público estadual e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para solicitar esclarecimentos sobre os contratos entre a Delta e o governo estadual. Nesses casos, as representações foram arquivadas sob a alegação de falta de indícios de irregularidades.

- Mais do que da Delta ou de seu sócio majoritário Cavendish, o problema é do governo do Rio de Janeiro. O fato é que essa é uma empresa que cresceu assustadoramente e tem 100% dos seus negócios com o poder público. E opera no Brasil inteiro do modo como aprendeu a operar no Rio de Janeiro. Claro que há fortes indícios nesse caso de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção - justifica Freixo.

Já a deputada Clarissa Garotinho recolheu assinaturas para protocolar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as viagens do governador Sérgio Cabral. Para protocolar o pedido são necessárias vinte e quatro assinaturas, no entanto apenas quatorze deputados assinaram.

- É uma vergonha o comportamento dos deputados da base governista, que querem defender o indefensável. Cabral não disse como pagou, nem quem pagou as despesas! Se foi o Cavendish é crime! Se não foi, o governador precisa provar como ele consegue, com um salário que na época era de R$13,5 mil arcar com essa farra milionária! Essa CPI deve ser de interesse de todos. O cidadão não pode mais ficar sem resposta frente a todas essas denuncias - disse a deputada, filha do ex-governador Anthony Garotinho, que publicou em seu blog fotos e vídeos de Cabral na França na companhia de secretários do governo e dos empresários Fernando Cavendish e George Sadala.

Confira na lista abaixo os deputados que se recusaram a assinar a CPI das Viagens do Cabral:

André Correa (PSD);

André Lazaroni (PMDB);

Coronel Jairo (PSC);

Rafael do Gordo (PSB);

Rosângela Gomes (PRB);

Alexandre Correa (PRB);

João Peixoto (PSDC);

André Ceciliano (PT);

Andréia Bussato (PDT);

Bernardo Rossi (PMDB);

Chiquinho da Mangueira (PMDB);

Claise Maria Zito (PSD);

Dica (PSD);

Domingos Brazão (PMDB);

Edson Albertassi (PMDB);

Gilberto Palmares (PT);

Graças Matos (PMDB);

Graça Pereira (PSD);

Helcio Angelo (PSD);

Gustavo Tutuca (PSB);

Janio Mendes (PDT);

Márcio Pacheco (PSC);

Myrian Rios (PSD);

Nilton Salomão (PT);

Paulo Melo (PMDB);

Pedro Augusto (PMDB);

Roberto Dinamite (PMDB);

Robson Leite (PT);

Rosenverg Reis (PMDB);

Sabino (PSC);

Xandrinho (PV);

Zaqueu Teixeira (PT).

Matéria originalmente publicada no Globo Online