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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eduardo Cunha diz ter 'total' condição de presidir a Câmara mesmo se virar réu

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi denunciado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, por suspeita de de receber ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de afretamento de navios-sonda da Petrobrás em 2006 e 2007 pela diretoria Internacional da estatal - cota do PMDB no esquema. O peemedebista é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. (ISTOÉ Independente)


— Quando nos deparamos com afirmações desta natureza, temos absoluta certeza de que estamos entregues ao que há de pior na sociedade brasileira. Nós estamos nas mãos de uma gente de quinta categoria. Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade! Notem, no parlamento de um país sério, estes escândalos de corrupção já teriam determinado, há muito tempo, o afastamento do parlamentar de suas funções e, consequentemente, a renúncia de seu mandato. Mas, aqui no Brasil, a gente sabe como a coisa funciona. Quanto mais denúncias aparecem, mais o alvo das denúncias diz que está sendo vítima de um complô, de uma maquinação de inimigos, de conspiração da imprensa, de vazamento seletivo e tudo mais.

Então, na verdade, não acontece aqui o mesmo que acontece em muitos países sérios quando homens públicos se vêem diante de escândalos de corrupção. Em países onde o dinheiro público é respeitado, casos como este sucedem-se por parte das autoridades envolvidas pedidos de desculpas, atitudes de arrependimento e outras coisas mais. Aqui no Brasil, a sensação que a gente tem é que o cara vai se fortalecendo com as notícias adversas e afirmando, de maneira cada vez mais peremptória, que não renuncia, que não abre mão do mandato e que vai continuar conduzindo decisões vitais para o país, como por exemplo, o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

Como é que pode alguém nessa situação e com essa suspeição, conduzir processos importantes para o país. Não poderia, isso deveria ser delegado a um outro parlamentar que tenha ficha limpa no Congresso. Que aliás são poucos!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Placas de sinalização para Olimpíadas 2016 custam R$ 27 mil cada uma

Você faz ideia de quanto custa cada placa de sinalização para pedestres? No Rio, o preço de cada uma se compara ao de um carro popular zerinho: R$ 27,4 mil. Até o fim do ano, serão espalhadas 500 delas pela cidade — ao todo, serão investidos R$ 13,7 milhões no projeto de instalação dessas placas, que ajudam a preparar a cidade para os turistas que vêm para os Jogos Olímpicos de 2016. (O Dia Online)


— Em qualquer cidade do mundo, onde o dinheiro do contribuinte é respeitado, isso seria um escândalo capaz de abalar qualquer prefeito ou secretário responsável pela área. Mas, aqui no Brasil, nós temos uma realidade muito peculiar em que a autoridade pública comete todo tipo de bandalheira com o dinheiro público e fica por isso mesmo. Não há nenhuma consequência jurídica ou financeira para as autoridades públicas em casos como este. Ou seja, fica o dito pelo não dito! Não acontece nada!  

Prefeito Eduardo Paes, o senhor precisa designar alguém para dar explicações aceitáveis com relação a esse escândalo com o dinheiro do contribuinte. Essa história está muito mal contada! E como tudo no Brasil que está mal contado, envolvendo dinheiro público, tem sacanagem por trás, alguém precisa explicar o que está acontecendo prefeito! Alguém que explique o seguinte: Como é possível gastar R$ 27.000,00 por uma placa de informação turística? Sabendo como o dinheiro público é tratado no Brasil, não é possível que o senhor não sinta-se desconfortável com essa história! Imagine o seguinte prefeito: Quantos problemas o senhor poderia resolver com R$ 13,7 milhões?  

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Taí, o já falecido, ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, acusado de ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do mesmo jeito que os outros aliados petistas vinham, até agora, sendo denunciados por terem recebido.

O que é mais importante mostrar com isso? O mais importante é mostrar que a roubalheira neste país não tem legenda, a ladroagem no Brasil está nas mãos da classe política. A classe política brasileira rouba desesperadamente, há muitas décadas, em todos os lugares onde pode roubar. Não tem esquerda nem direita. O que tem é ladrão de esquerda e ladrão de direita, ladrão que rouba menos e ladrão que rouba mais.

A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. Nenhum partido escapa, quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM... aí vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Após 60 anos na política, José Sarney anuncia aposentadoria

Seu primeiro cargo eletivo foi em 1955, como deputado federal. Depois foi governador do Maranhão e senador pelo Estado por três vezes consecutivas antes de chegar à Presidência da República, no lugar de Tancredo Neves, em 1985. Após o fim do mandato, ele voltou ao Senado: elegeu-se pelo Amapá nas eleições de 1990, 1998 e 2006. O parlamentar presidiu o Senado por quatro vezes. A última delas, entre 2011 e 2013. A passagem de Sarney pelo cargo foi marcada pelo escândalo dos atos secretos, quando a imprensa revelou a existência de nomeações e concessões de benefícios irregulares, que nunca foram tornadas públicas pelos órgãos oficiais do Senado. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / VEJA.com

— A forma com que o fato foi abordado por alguns veículos de imprensa, sinaliza uma reverência lamentável a essa figura que, pra mim, é o retrato mais perfeito e acabado do político brasileiro. Um homem que passou, segundo ele próprio, 60 anos na vida pública, que só fez atividades públicas, portanto, só esteve ligado ao setor público. Nele se criou, nele viveu e nele fez carreira. Um homem que, no setor público, empregou todos os seus parentes, amigos, correligionários, aliados etc e tal. O quase falecido José Sarney, assim como muitos políticos no Brasil, está milionário. Com um patrimônio impressionante, ele e seus filhos são donos de uma parte do país, o Maranhão.

Contrariando a tese Mujica de fazer política, Sarney e 99% dos políticos brasileiros conseguiram enriquecer na política. O pior é que isso não produz nenhuma contradição suficiente para bani-los da vida pública, antes que eles, por conta própria, decidam fazer isso aos '180 anos' de idade, como Sarney está fazendo agora.
Cercado de reverências à sua carreira política que foi, nada mais nada menos do que, o adesismo mais escancarado a tudo que pudesse estar no poder, Sarney foi um aliado fiel da ditadura militar no seu período mais obscuro, mais pavoroso e mais truculento. Sempre esteve ao lado dos ditadores fazendo, docemente, o papel que o governo opressor bem entendeu. Hoje, ele é um grande aliado do PT. Só transitou pelos corredores do adesismo do poder, do governo e da máquina pública para fazer de sua carreira o que fez de seu patrimônio.

Não há na percepção pública, e muito menos na mídia política do Brasil, nenhum questionamento de incompatibilidade entre o crescimento patrimonial dos políticos brasileiros e seus cargos públicos que, em tese, não propiciam o enriquecimento. Não estou falando do Sarney porque ele é um ponto fora da curva, não. José Sarney é, sem sombra de dúvidas, o ponto mais exemplar dessa curva imoral. Se vocês forem procurar em seus Estados e Municípios, irão constatar a impressionante evolução patrimonial dos governadores, prefeitos, vereadores e deputados de suas cidades. Vejam como evoluiu o patrimônio dessa gente e de seus familiares. Todos progridem patrimonialmente, e muito. Alguns têm apartamentos que o salário de um político jamais poderia comprar, por mais que ele "trabalhasse" mil anos. Aí, quando decidem deixar a vida pública aos '180 anos' de idade, são reverenciados pela mídia política e pela classe política.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Deputado Domingos Brazão diz que já mandou matar durante discussão com Cidinha Campos na Alerj

“Mando matar vagabundo mesmo. Sempre mandei. Mas vagabundo. Vagabunda eu ainda não mandei matar”, teria berrado o deputado, de acordo com o relato de vários parlamentares e funcionários da Alerj. “É melhor ser puta do que ser matador e ladrão”, rebateu a deputada. (O Dia)

Imagem: Reprodução / O Dia Online

— Essa é a média moral que predomina, não só na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mas, em todas as casas parlamentares do Brasil. Podemos dizer que, salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. A qualidade ética, moral e comportamental dos políticos brasileiros é muito inferior à média moral da população brasileira. Não se assustem quando algo assim acontece, porque estamos diante da expressão pura e acabada do que é o político brasileiro. E quem acha que esse é um discurso que desqualifica a política ou o papel do político, está enganado. É um discurso que desqualifica a política praticada por essa geração, que aliás, é igual a muitas anteriores.

Particularmente, eu adoro quando figuras públicas se desentendem e se engalfinham. Sou apoiador do princípio de que, em caso de bate-boca e quebra-quebra entre eles, daria uma arma pra cada um, poria num estádio com portões abertos, ampla distribuição de sanduíche e refresco e deixava-os se matar. Que se matem!!!

O meu medo é quando eles se acertam no campo político, jurídico e financeiro. A história mostra que vossas excelências se protegem, se acumpliciam e se associam muito. E nessa parceria que fazem sempre em nome das instituições, sobra sempre para o contribuinte pagar a conta. Os políticos não são o que dizem que são. As instituições que eles tanto defendem são conveniências de momento, valem muito quando servem e não valem nada quando não servem. Fingem que levam isso a sério e quando querem, demonstram o que verdadeiramente são.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Após aumento, passagem de ônibus no Rio será a mais cara do país em 2013


O reajuste anual da passagem de ônibus no Rio de Janeiro, previsto para janeiro de 2013, deve fazer com que a capital fluminense tenha a tarifa de ônibus mais cara do país. O valor pode ultrapassar os R$ 3, segundo cálculos feitos pelo jornal "O Dia", que levou em conta a iniciativa do governo municipal de exigir das empresas a instalação de ar-condicionado e piso baixo em toda a frota.

No começo deste ano, com um índice de reajuste de 10%, o valor da passagem saltou de R$ 2,50 para R$ 2,75. Em entrevista à rádio CBN, o prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), confirmou que uma cláusula no contrato de concessão dos quatro consórcios que administram as linhas de ônibus da cidade prevê o aumento anual, sempre no dia 2 de janeiro.

No entanto, o peemedebista desconversou quando questionado sobre os valores do próximo reajuste. Segundo a reportagem do jornal "O Dia", a passagem será superior a R$ 3,05.

Uma alternativa para a Prefeitura do Rio seria a de oferecer subsídios ao Rio Ônibus, empresa que reúne as empresas do setor, para manter ou reduzir o impacto do reajuste --caso o investimento em relação à instalação de ar-condicionado em todos os veículos saia do papel.

Atualmente, entre as capitais, a tarifa de ônibus mais cara do Brasil é cobrada em São Paulo (R$ 3), segundo levantamento da empresa Ticket Transporte. Com o valor atual (R$ 2,75), o Rio ocupa a sexta colocação no ranking.

Prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB)

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

domingo, 18 de novembro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Sérgio Cabral foi recebido sob vaias e gritos de ladrão ao local de votação


O governador Sérgio Cabral votou, na manhã deste domingo, na Escola Municipal Roma, em Copacabana (Zona Sul).

Sob forte esquema de segurança, o governador chegou ao local de votação, às 11h30, em companhia de sua mulher Adriana Ancelmo e de seus dois filhos. Ao chegar, o governador foi recebido por vaias e gritos de 'ladrão'. A discordância de opiniões levou a um bate-boca entre um militante e apoiadores do PMDB, que quase chegou a vias de fato.

Depois de votar, Cabral exaltou o processo eleitoral brasileiro. Segundo ele, a utilização de urnas eletrônicas e a atuação da Justiça Eleitoral colocam o país como o mais evoluído da América Latina no quesito transparência.

Eduardo Paes e Sérgio Cabral

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

domingo, 7 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Candidato da Rede Globo, Eduardo Paes, é reeleito no 1º turno no Rio de Janeiro

COISA DE JERICO!!! Mesmo não cumprindo 1/5 das promessas de campanha de 2008, sendo flagrado negociando com milicianos, envolvido no mensalão do PTN e no escândalo da Construtora Delta de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral. Candidato do PMDB conquista 2º mandato com 64,42% dos votos.


Confirmando o favoritismo apontado pelas pesquisas, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), foi reeleito neste domingo (7) para mais quatro anos de mandato.

Antes de assumir a prefeitura pela primeira vez, Paes, 43, foi vereador e duas vezes deputado federal. Sua trajetória partidária inclui, além do PMDB, passagens pelo PFL (atual DEM) e PSDB.

Apesar do crescimento na reta final da campanha, Marcelo Freixo (PSOL), não conseguiu repetir o desempenho de Fernando Gabeira (PV), que alcançou o segundo turno das eleições municipais em 2008, quando perdeu por margem apertada.

A campanha do peemedebista teve grande capilaridade nas zonas mais populares do Rio e contou com forte apoio político. O ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a presidente Dilma Rousseff gravaram mensagens pedindo votos para o candidato.

A coligação que ajudou a viabilizar a reeleição de Paes contou com 20 partidos, o que lhe garantiu mais da metade do tempo do horário eleitoral.

Algumas personalidades, como o arquiteto Oscar Niemeyer, a cantora Alcione, o cineasta Andrucha Waddington e o poeta Ferreira Gullar também apoiaram Paes.

Outro fator fundamental para a reeleição foi a boa percepção da atual prefeitura. Segundo pesquisa Ibope, de 1º de outubro, 73% dos cariocas aprovam a gestão do prefeito.

Já Freixo, com tempo reduzido no horário eleitoral, contou com apoio de intelectuais, artistas e de boa parte do eleitorado mais abastado da capital fluminense - fenômeno bastante semelhante ao de Gabeira, no pleito passado. Os cantores Caetano Veloso e Chico Buarque chegaram, incluisive, a fazer um show juntos para arrecadar verbas para a campanha do candidato socialista.

Visibilidade Internacional

Além do grande tempo de rádio e TV e do amplo apoio político, eventos internacionais ajudaram a dar visibilidade à candidatura de Paes.

Na festa de encerramento da Olimpíada de Londres, o prefeito recebeu a bandeira olímpica das mãos do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, com a qual desembarcou no Rio acompanhado de renomados atletas. A cidade será a próxima sede dos Jogos, em 2016.

A conferência Rio+20 também levou holofotes ao então candidato. Estiveram na cidade representantes de 188 países, e o Rio passou no teste de organizar um grande evento sem graves incidentes, cacifando o município para os próximos Jogos Olímpicos e para a Copa-14.

Compra de apoio político

Durante a última semana de campanha, Paes foi duramente atacado por adversários por supostamente ter conseguido o apoio do partido nanico PTN à sua coligação em troca de R$ 200 mil.

A denúncia foi publicada em áudio no site da revista "Veja". Em uma entrevista dada após esse fato, o presidente estadual do PTN, Jorge Sanfins Esch, afirmou que o coordenador de campanha de Paes, deputado federal Pedro Paulo (PMDB), teria feito a promessa na convenção do partido, realizada no dia 30 de junho.

Segundo o prefeito, o fato foi "denuncismo de última semana de campanha", e o apoio ao PTN se deu exclusivamente através de material de campanha.

Milícias

O tema das milícias ainda existentes no Rio de Janeiro também foi motivo de troca de acusações entre os candidatos.

Em sabatina Folha/UOL, Marcelo Freixo disse que o prefeito teria relação com milicianos. Para Freixo, Paes seria o responsável pelo crescimento das milícias e o acusou de favorecimento eleitoral. "Ele [Eduardo Paes] tem responsabilidade pelo crescimento das milícias."

Em 2008, Freixo foi presidente da CPI da Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio. Essa atuação inspirou um personagem do filme "Tropa de Elite 2", o deputado Fraga.

Aliança Inusitada

A eleição deste ano no Rio de Janeiro também foi marcada por uma coligação que seria impensada até pouco tempo atrás.

Os ex-desafetos Anthony Garotinho (PR) e Cesar Maia (DEM) se uniram para tentar viabilizar a candidatura de seus filhos à prefeitura.

No entanto, a chapa encabeçada por Rodrigo Maia (DEM), tendo como vice Clarissa Garotinho (PR), não decolou.

Cesar Maia e Paes, hoje desafetos, já foram próximos politicamente. Na primeira gestão municipal de Maia (1993-1996), Paes foi subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Já em 2001, durante o segundo mandato de Maia, Paes foi secretário do Meio Ambiente.

Além de Paes, Freixo e Maia, a disputa eleitoral deste ano contou com mais cinco candidatos: Otávio Leite (PSDB), Aspásia Camargo (PV), Antonio Carlos (PCO), Cyro Garcia (PSTU) e Fernando Siqueira (PPL).

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Coligação de Eduardo Paes teria prometido R$ 1 milhão por apoio de partido nanico, diz "Veja"

'São coisas de campanha', diz candidato do PMDB sobre denúncia de pagamento ao PTN


O PMDB do Rio de Janeiro teria fechado um acordo financeiro que envolveria o suposto o pagamento de R$ 1 milhão em troca do apoio do PTN à reeleição do prefeito da capital, Eduardo Paes, segundo reportagem publicada no site da revista "Veja" neste sábado.

De acordo com a publicação, um vídeo a qual a revista teve acesso mostra imagens do presidente estadual do partido "nanico", Jorge Sanfins Esch, revelando o suposto esquema em conversas com outros integrantes da sigla.

No vídeo, diz a "Veja", Sanfins Esch afirma que barrou uma candidatura própria do PTN porque acertou o recebimento de R$ 200 mil para financiar a campanha de candidatos a vereador do partido. O áudio da gravação está disponível no site da revista.


Sanfins Esch diz que o acordo foi fechado na convenção do partido em 30 de junho com o ex-chefe da Casa Civil de Paes, Pedro Paulo Teixeira. Afirma, porém, que não recebeu os recursos ainda.

Segundo "Veja", a convenção do PTN em 30 de junho foi a segunda do partido em menos de quinze dias. No dia 17 daquele mês, o partido homologou a candidatura a prefeito de Paulo Memória, mas Esch cancelou o resultado deste primeiro encontro após declarar o apoio a Paes, de acordo com a revista.

Na gravação, Esch explica o suposto motivo da mudança de postura do PTN: "Não tem condição de lançar candidatura própria. O cara dá R$ 200 mil para dentro, dá uma prata para ele tirar a candidatura dele, dá todo o material de campanha, toda a estrutura para os candidatos. Chega lá dentro se bobear tem uma gasolininha extra para botar no carro. Pô, não dá para recusar."

Ainda segunda a publicação, foi negociado também um segundo acerto financeiro com Esch _que completaria o R$ 1 milhão. O pagamento seria referente a uma suposta dívida que Sanfins Esch e três amigos cobram da prefeitura do Rio de Janeiro de quando eles trabalharam na RioLuz, órgão municipal responsável pela iluminação pública da cidade.

Para integrantes do partido, o presidente do PTN disse que o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, se comprometeu a ajudá-lo.

Em entrevista à "Veja", Esch disse que integrou o Conselho de Administração da RioLuz durante oito anos. Como a remuneração paga pelo órgão era inferior aos de outras autarquias, Sanfins afirmou à revista que abriu um procedimento administrativo em 2008 na prefeitura junto com três ex-conselheiros para receber o valor retroativo e corrigido.

A reportagem não localizou ainda Esch, Picciani nem Pedro Paulo Teixeira.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

ELEIÇÕES 2012: Ministério Público vai investigar Eduardo Paes por abuso de poder econômico

Segundo reportagem da revista “Veja”, o PMDB fluminense teria oferecido pagamento de R$ 1 milhão em troca do apoio do PTN à candidatura de Paes. Caso a existência do mensalão seja comprovada, candidato peemedebista terá seu mandato cassado se for reeleito.


RIO - O procurador regional eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro, afirmou que vai encaminhar à promotoria eleitoral da capital, do Ministério Público Eleitoral (MPE), uma ação para investigar o suposto abuso de poder econômico do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição. Segundo reportagem da revista “Veja” deste sábado, o PMDB fluminense teria oferecido pagamento de R$ 1 milhão em troca do apoio do PTN à candidatura de Paes.

A princípio, demonstra aceitação de importância em dinheiro por parte do presidente estadual do PTN em troca da adesão à coligação do PMDB. Hoje mesmo, encaminhei o caso ao MPE para ajuizamento da ação para apurar a prática de grave ato de abuso de poder político e econômico, ocorrido às vésperas do início do período de campanha - afirmou Rocha Ribeiro, lembrando que, caso seja comprovado a irregularidade, Paes pode ter o registro de candidatura cassado e focar inelegível por oito anos.

Em gravação publicada no site da revista, o presidente regional do PTN, Jorge Sanfins Esch, revela o esquema a integrantes do partido. No áudio, Sanfins Esch diz que barrou a candidatura própria do partido porque teria acertado o recebimento de R$ 200 mil para financiar a campanha de candidatos a vereador da sigla. Os outros R$ 800 mil seriam pago por meio de uma suposta dívida que Sanfins Esch e três amigos cobram da prefeitura quando trabalhavam na RioLuz, órgão da prefeitura responsável pela iluminação pública do município.

De acordo com Sanfins Esch, a negociação para receber o dinheiro da RioLuz teria sido feita com o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, que negou:

- O processo (da suposta dívida) foi negado por mérito e arquivado em dezembro de 2011. Como é que eu poderia oferecer o dinheiro, em junho, com um processo arquivado? O prefeito Eduardo Paes tem 65% dos votos válidos. Ninguém do PMDB é idiota ao ponto de pôr em risco a campanha.

À Veja, Sanfins Esch afirma que o acordo foi realizado na convenção do partido, em 30 de junho com o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), ex-chefe da Casa Civil do governo Eduardo Paes e coordenador da campanha do peemedebista. O presidente regional do PTN, no entanto, afirma que ainda não recebeu os recursos. Em 17 de junho, o PTN chegou a homologar a candidatura a prefeito de Paulo Memória, mas Jorge Sanfins Esch cancelou o encontro. Em seguida, ele declarou apoio a Paes.

Na gravação, Sanfins Esch justifica a postura para os colegas do partido:

- Não tem condição de lançar candidatura própria (…). O cara dá 200 mil reais para dentro, dá uma prata para ele tirar a candidatura dele, dá todo o material de campanha, toda a estrutura para os candidatos. Chega lá dentro se bobear tem uma gasolininha extra para botar no carro. Pô, não dá para recusar!

Matéria originalmente publicada no Globo Online

ELEIÇÕES 2012: O mensalão de Eduardo Paes: Gravação mostra presidente do PTN, Jorge Sanfins Esch, comemorando acerto de um milhão de reais para apoiar reeleição de prefeito

Clique aqui e assista ao vídeo
O PMDB do Rio de Janeiro firmou um compromisso financeiro de 1 milhão de reais para ter o apoio de um partido nanico à reeleição de Eduardo Paes. É o que mostra um vídeo a que VEJA teve acesso com imagens do presidente estadual do PTN, Jorge Sanfins Esch, em conversas com correligionários do partido. No vídeo, Sanfins Esch garante que impediu uma candidatura própria do PTN, porque acertou o recebimento de 200 000 reais para bancar a campanha de candidatos a vereador do partido.

Sanfins Esch afirma que o acerto foi feito na convenção do partido em 30 de junho com o ex-chefe da Casa Civil de Paes, Pedro Paulo Teixeira, mas que ainda não recebeu os recursos. A coligação nega a promessa.

A convenção do PTN em 30 de junho foi a segunda do partido em menos de quinze dias. No dia 17 do mesmo mês, o partido chegou a homologar a candidatura a prefeito de Paulo Memória, mas Sanfins cancelou o encontro para depois declarar o apoio a Paes. Sanfins Esch esclarece no vídeo com correligionários o motivo da mudança de postura do PTN:

- Não tem condição de lançar candidatura própria (…). O cara dá 200 000 reais para dentro, dá uma prata para ele tirar a candidatura dele, dá todo o material de campanha, toda a estrutura para os candidatos. Chega lá dentro se bobear tem uma gasolininha extra para botar no carro. Po, não dá para recusar.

A coligação de Paes nega que tenha feito a promessa para repassar a quantia em espécie para o partido. A assessoria do prefeito afirma que dá suporte aos candidatos do PTN apenas com material de campanha e calcula que gastou em placas e panfletos 154 514 reais. A quantia total, no entanto, ainda não foi declarada no Tribunal Regional Eleitoral.

O segundo acerto revelado no vídeo diz respeito a uma dívida que Sanfins e três amigos cobram da prefeitura do Rio de Janeiro dos tempos em que trabalharam na Rio Luz, órgão municipal responsável pela iluminação pública da cidade. Diante dos correligionários, Sanfins Esch diz que o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, se comprometeu a ajudá-lo.

Sanfins Esch explica em entrevista a VEJA que trabalhou no Conselho de Administração da RioLuz durante oito anos do governo Cesar Maia. Como o jetom pago pelo órgão era inferior aos de outras autarquias, Sanfins abriu um procedimento administrativo em 2008 na prefeitura junto com três ex-conselheiros para receber o valor retroativo e corrigido.

- O Picciani se comprometeu pessoalmente a liberar os meus recursos da Rio Luz.

A prefeitura informa que o processo administrativo foi indeferido em 12 de dezembro por “falta de amparo legal” e que o valor não será pago.

ELEIÇÕES 2012: Empreiteiras lideram ranking de doação privada para campanhas

A construtora Andrade Gutierrez é a primeira da lista e repassou 23 milhões de reais à direção de 14 partidos


Seis dos dez maiores doadores privados para campanhas de prefeitos e vereadores em todo o País são empreiteiras. A líder do ranking é a Construtora Andrade Gutierrez, de acordo com a segunda prestação de contas parcial entregue por candidatos, comitês e partidos, referente ao período até o início de setembro.

A Andrade Gutierrez doou pouco mais de R$ 23 milhões para as direções de 14 partidos. Dessa forma, não é possível saber exatamente qual candidato o dinheiro beneficiou - são as chamadas doações ocultas.

O governista PMDB e o oposicionista PSDB, juntos, receberam mais da metade dos recursos da Andrade Gutierrez. O PT ficou com apenas 6% do total.

A segunda colocada no ranking de financiadores foi a OAS, também do setor de construção civil. Nesse caso, 76% dos recursos foram para doações ocultas e 24% destinados para campanhas de candidatos específicos.

Nos repasses da OAS feitos diretamente para candidatos, os petistas se destacam. Da lista de 18 beneficiados, 13 são do partido da presidente Dilma Rousseff. O que recebeu o maior quinhão foi Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo, com R$ 1 milhão. O tucano José Serra (PSDB), adversário de Haddad, ficou com R$ 750 mil.

Levando-se em conta o total de doações da empresa - para candidatos, comitês e partidos -, o PT também ficou em primeiro lugar, com 36%. A seguir vieram o PMDB, com 23%, e o PSDB, com 11%.

Andrade Gutierrez e OAS têm nos contratos com o setor público a principal fonte de suas receitas. A primeira, por exemplo, atua na construção de hidrelétricas, implantação de linhas do programa Luz Para Todos e reformas de aeroportos, entre outros. A segunda lista entre suas principais obras a intervenção urbanística nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio, um projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), impulsionado principalmente pelo governo federal.

Matéria originalmente publicada no Estadão.com

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes comete gafe em publicação do Facebook

"Quando o prédio desmorona ou a encosta desliza é que as pessoas mais precisam de mim", afirmou atual prefeito. “Não precisamos de você quando tudo desaba. Precisamos QUE EVITE a desgraça”, disse outro usuário, o Anonymous Rio.


RIO - Uma frase infeliz e de interpretação dúbia fez a campanha à reeleição do prefeito Eduardo Paes retirar uma publicação do Facebook nesta terça-feira. Em uma montagem que pretendia enaltecer a presença de Paes no local do desabamento de três prédios no Centro do Rio, foi transcrita a seguinte frase do prefeito:

"Quando o prédio desmorona ou a encosta desliza é que as pessoas mais precisam de mim". A fala é sobreposta à foto de uma caminhada de Paes em meio aos destroços. O desastre ocorreu no dia 25 de janeiro, próximo ao Theatro Municipal.


A publicação gerou repercussão negativa, e a imagem começou a ser compartilhada e criticada por usuários da rede social. Posteriormente, ela foi apagada.

"Lamentamos, sinceramente, a interpretação equivocada gerada pelo post com a imagem do desabamento no Centro do Rio. Por isso, estamos removendo o mesmo", informou a página de Paes. Procurada pelo GLOBO, a assessoria da campanha ainda não se manifestou.

Na rede, o prefeito não foi perdoado:

“Como era ÓBVIO que ele ia apagar a imagem do perfil oficial, eu salvei aqui. É o famoso ‘está na internet, agora é para sempre’", diz Renato Borges.

“Dudu, não precisamos de você quando tudo desaba. Precisamos QUE EVITE a desgraça”, disse outro usuário, o Anonymous Rio.

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes ameaça denunciar procurador eleitoral

Nas eleições municipais do Rio de Janeiro, candidato do PMDB pode tudo e TRE faz vista grossa


RIO e LONDRES - O prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição, ameaçou denunciar o procurador regional eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por causa das constantes críticas feitas pela Promotoria à postura do mandatário carioca nestas eleições. Em Londres, onde participa, nesta sexta-feira, da abertura dos Jogos Olímpicos, Paes chamou o procurador de “atabalhoado” e com julgamento “equivocado”.

— O procurador se manifestou mais uma vez de forma atabalhoada. Ele precisa ser mais imparcial nesta campanha eleitoral. É a quarta vez que se manifesta equivocadamente. Antes, tivemos episódios como as críticas do procurador porque eu, na condição de prefeito, recebi o Seedorf no Palácio da Cidade e visitei o Bairro Carioca com a presidente Dilma. Se isso continuar, vou encaminhar uma representação ao Conselho Nacional do Ministério Público — atacou Paes.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

MENSALÃO: Eduardo Paes que chegou a pedir o impeachment de Lula em 2005, hoje está ao lado do ex-presidente

DÁ NOJO!!!  Paes integrava a linha de frente da oposição nas investigações da CPI dos Correios. Chegou a sugerir a volta dos caras-pintadas às ruas, a exemplo das manifestações contra Fernando Collor de Melo. 


A crise do mensalão, que abalou e colocou em risco a continuidade do governo Lula em 2005, assumiu proporções tão grandes que o Palácio do Planalto não foi capaz de manter as rédeas sobre a investigação feita no Congresso em três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI). Foi nessa época, especialmente sob os holofotes da CPI dos Correios, que um grupo de parlamentares de oposição ganhou projeção nacional pelo rigor e pela artilharia contra a gestão petista. Sete anos depois, às vésperas do início do julgamento do maior esquema de corrupção já montado por um governo, alguns deles estão de mãos dadas com o PT em busca de

Um dos melhores exemplos é o ex-tucano Eduardo Paes (PMDB), que resolveu pegar carona na popularidade de Lula para se eleger prefeito do Rio de Janeiro. Na época, Paes integrava a linha de frente da oposição nas investigações da CPI dos Correios. Chegou a sugerir a volta dos caras-pintadas às ruas, a exemplo das manifestações pelo impeachment de Fernando Collor de Melo.

"Está na hora de os caras-pintadas da UNE (União Nacional dos Estudantes), que recebem recursos vultosos, deixarem de fazer passeatas vagas, como se o atual governo não tivesse relação com a corrupção", afirmou o então deputado de oposição Eduardo Paes, no ápice da crise de 2005.

Passado o escândalo e garantidos os dividendos políticos da sua exposição, o ex-tucano preferiu tomar outro rumo: aliou-se ao próprio Lula, em 2008, com o objetivo de disputar a prefeitura do Rio. No caminho de conversão ao lulismo, filiou-se ao PMDB pelas mãos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

ELEIÇÕES 2012: Motoristas da Câmara do Rio ganham mais do que os próprios vereadores

Os 11 funcionários que trabalham para o legislativo recebem salário líquido acima de R$ 8 mil, sendo que a remuneração base fica entre R$ 1.629,77 e R$ 2.450,45 líquidos 



Matéria originalmente publicada no jornal Metro Rio

ELEIÇÕES 2012: Vereadora Patrícia Amorim empregou em seu gabinete 22 pessoas ligadas ao Flamengo e três familiares


Rio - A vereadora e presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim, (PMDB) empregou em seu gabinete, durante os três mandatos, 22 pessoas ligadas ao clube e três familiares.

A denúncia é do canal ESPN/O Estado de S. Paulo. A Câmara Municipal não investigará a conduta dela, pois quando ela levou parentes para lá, há 11 anos, não havia a Lei do Nepotismo — em vigor desde 2008.

O marido, a irmã e a mãe de Patrícia foram exonerados até 2003. Segundo a Câmara, o fato de a vereadora colocar funcionários do Flamengo no gabinete não é quebra de decoro parlamentar.

Dos 22 nomeados do clube, dois continuam na Casa: Arnaldo Szpiro, diretor de basquete e membro do Conselho Deliberativo, e Cristina Callou, vice-presidente de Esportes Olímpicos.


Patrícia Amorim lota gabinete com pessoas do Flamengo e familiares
(ASSISTA AO VÍDEO)


Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

ELEIÇÕES 2012: Rede Globo trabalha para reeleger Eduardo Paes


Partidos políticos do Rio de Janeiro pressionam a TV Globo para que a emissora revise a decisão de fazer a cobertura diária em seus telejornais apenas dos candidatos que tiveram mais de 10% das intenções de votos na última pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira. Se a empresa mantiver a proposta original, apenas o atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB), vai aparecer nos noticiários.

De acordo com a assessoria do PV, que tem como candidata Aspásia Camargo, a sigla pediu que a emissora reconsidere a medida, a fim de garantir tratamento isonômico a todas as coligações. A assessoria do candidato do PSDB, Otávio Leite, disse que a coligação ficou surpresa com a decisão da Globo e que os advogados do partido estudam a possibilidade de cobrar judicialmente o direito de aparecer nos noticiários da emissora.

A expectativa dos partidos é de que a rede de televisão reconsidere a medida, assim como fez em São Paulo, onde se comprometeu a acompanhar a agenda dos seis principais candidatos à prefeitura. Anteriormente, a empresa abriu o espaço diário de seus telejornais apenas às campanhas dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Insatisfeito, o PT ameaçou entrar na Justiça Eleitoral para que o seu candidato, Fernando Haddad, também tivesse mais visibilidade na televisão.

O Terra não conseguiu contato com a assessoria da emissora neste domingo.

Matéria originalmente publicada no site Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes dispara telemarketing pra todo mundo, incomoda geral e pede para que votem nele


Rio - A segunda-feira foi de planejamento para a maior parte dos candidatos ao Palácio da Cidade — apenas Marcelo Freixo (PSOL) teve agenda de rua. Mas, mesmo cumprindo apenas agenda de prefeito, Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, agitou a campanha por conta de ação de telemarketing disparada para eleitores de várias áreas da cidade. Alguns chegaram até a reclamar junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“Acho um absurdo. Como conseguiu o meu número de telefone? É um abuso ligar para a casa das pessoas. Reclamei com o TRE”, reclamou Tatiana Lima, que ouviu mensagem com a voz de Paes na noite de domingo, convidando-a para conhecer seu perfil numa rede social. A mesma mensagem foi parar, denunciou a Regional 3 do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, na casa de servidores da Educação.

A coligação ‘Somos um Rio’, de Paes, informou que “não foram utilizados cadastros da prefeitura e, também, nenhum outro”, e que “as fontes utilizadas na ação são públicas”.


O presidente do TRE, desembargador Luiz Zveiter, informou que a Lei Eleitoral não proíbe e nem autoriza o telemarketing, ou seja, não há norma específica para uso do serviço. O que não pode, destaca o desembargador, é a compra de banco de dados. E o eleitor tem que ter a oportunidade de rejeitar. “É preciso obter o banco de dados de forma própria, sem custo. Se houver denúncia de irregularidade, cabe ao Ministério Público investigar”, afirma.

O uso de telemarketing não será, ao que tudo indica, regra entre os candidatos. Marcelo Freixo (PSOL), que ontem panfletou no Centro do Rio, não vai usar. Aspásia Camargo (PV) não descarta o recurso, mas não tem projeto para tal agora. Otavio Leite (PSDB), também não deve lançar mão. A coligação ‘Um Rio melhor para os cariocas’ (DEM e PR), de Rodrigo Maia, informa que irá “usará ferramentas legais para divulgar propostas e não fará uso indevido de informações de cadastros”.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

ELEIÇÕES 2012: Qual o candidato que o Rio de Janeiro realmente precisa?


Fonte: Rede social Facebook