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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Aécio Neves aparece com nota zero em ranking de desempenho parlamentar

Candidato derrotado em segundo turno à sucessão presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com nota zero no ranking de avaliação da atividade parlamentar divulgado neste fim de semana pela revista Veja. O ex-governador mineiro foi o único, entre os 77 senadores avaliados, a não pontuar em 2014 e aparece na última colocação do chamado “Ranking do Progresso”.

Imagem: Reprodução / Congresso em Foco

Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE), com 10 pontos, Lindbergh Farias (PT-RJ), com 9,53, e Armando Monteiro (PTB-PE), com 9,32, foram os mais bem avaliados.

Durante a campanha eleitoral, Veja foi acusada por petistas de favorecer a candidatura de Aécio ao Planalto e de tentar prejudicar a reeleição de Dilma. No dia 26 de outubro, quando foi realizado o segundo turno, a revista foi obrigada pela Justiça eleitoral a publicar em seu site uma nota da coligação de Dilma, rebatendo a reportagem de capa daquela semana, que atribuía ao doleiro Alberto Youssef a declaração de que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam do esquema do petrolão. No ano passado, Aécio figurou na 30ª colocação do “Ranking do Progresso”, com 3,8 pontos. Em 2012, ficou na 14ª colocação, com 7 pontos.

(Texto: Reprodução/Congresso em Foco)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Empreiteiras lideram ranking de doação privada para campanhas

A construtora Andrade Gutierrez é a primeira da lista e repassou 23 milhões de reais à direção de 14 partidos


Seis dos dez maiores doadores privados para campanhas de prefeitos e vereadores em todo o País são empreiteiras. A líder do ranking é a Construtora Andrade Gutierrez, de acordo com a segunda prestação de contas parcial entregue por candidatos, comitês e partidos, referente ao período até o início de setembro.

A Andrade Gutierrez doou pouco mais de R$ 23 milhões para as direções de 14 partidos. Dessa forma, não é possível saber exatamente qual candidato o dinheiro beneficiou - são as chamadas doações ocultas.

O governista PMDB e o oposicionista PSDB, juntos, receberam mais da metade dos recursos da Andrade Gutierrez. O PT ficou com apenas 6% do total.

A segunda colocada no ranking de financiadores foi a OAS, também do setor de construção civil. Nesse caso, 76% dos recursos foram para doações ocultas e 24% destinados para campanhas de candidatos específicos.

Nos repasses da OAS feitos diretamente para candidatos, os petistas se destacam. Da lista de 18 beneficiados, 13 são do partido da presidente Dilma Rousseff. O que recebeu o maior quinhão foi Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo, com R$ 1 milhão. O tucano José Serra (PSDB), adversário de Haddad, ficou com R$ 750 mil.

Levando-se em conta o total de doações da empresa - para candidatos, comitês e partidos -, o PT também ficou em primeiro lugar, com 36%. A seguir vieram o PMDB, com 23%, e o PSDB, com 11%.

Andrade Gutierrez e OAS têm nos contratos com o setor público a principal fonte de suas receitas. A primeira, por exemplo, atua na construção de hidrelétricas, implantação de linhas do programa Luz Para Todos e reformas de aeroportos, entre outros. A segunda lista entre suas principais obras a intervenção urbanística nas favelas do Complexo do Alemão, no Rio, um projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), impulsionado principalmente pelo governo federal.

Matéria originalmente publicada no Estadão.com

domingo, 11 de março de 2012

CARA DE PAU: "Irritado" com ranking do SUS, prefeito Eduardo Paes chama Ministro da Saúde de incompetente

Terra Notícias

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), se mostrou bastante irritado com o ministro da Saúde, José Padilha, e com o resultado do Índice de Desempenho do SUS (Idsus), lançado nesta quinta pela pasta. Na saída do evento comemorativo dos 447 anos do Rio de Janeiro, no Largo da Carioca, região central da capital fluminense, o prefeito falou sobre o desempenho da cidade, que recebeu a nota de 4,35 (em um índice de 0 a 10), ficando com o pior índice entre as capitais. "Os dados que o Ministério da saúde soltou hoje são dados mentirosos. Ele (Padilha) não tinha o que fazer e, pra mim, não tá investindo nada em saúde, aí ficam soltando pesquisinhas. Pelo menos que faça uma pesquisa bem feita, é o conselho que dou pra ele", disse Paes.

O prefeito alegou que o levantamento não levou em consideração os dados do município no ano de 2011. "O ministro está há um ano e dois meses no cargo e o que ele consegue produzir é uma pesquisa que só leva em consideração dados até 2010. Deveria levar em consideração também 2011. É inaceitável", disse o prefeito, que não poupou as palavras para falar do ministro da Saúde. "Então o ministro não levar em consideração os dados de 2011 é o que? É incompetência para apurar números", disse.

Quando questionado se essa não seria uma manobra por se tratar de um ano eleitoral, o prefeito disse que ainda considera o governo federal um aliado. "Até onde eu sei, o governo federal é supostamente o meu aliado, mas não vou fazer política. O ministro foi de uma irresponsabilidade assustadora", completou.


Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

sábado, 28 de janeiro de 2012

LAMENTÁVEL: Brasil cai 41 posições em ranking sobre liberdade de imprensa

Resultado reflete a violência da região nordeste, a corrupção e o crime organizado

RIO - O Brasil perdeu 41 postos na classificação anual da organização Repórteres Sem Fronteiras sobre liberdade de imprensa. Agora, o país ocupa a posição número 99. A grande perda de posições se deve, essencialmente, por causa da violência que a imprensa sofre na região nordeste e na zona que faz fronteira com o Paraguai.

A organização lembrou que três repórteres morreram no Brasil em 2011. O país também é prejudicado pela corrupção local, a atividade do crime organizado e os atentados contra o meio ambiente, todos eles perigosos para os jornalistas.

Há dez dias, a entidade International News Safety Institute (Insi) considerou o Brasil o oitavo país mais perigoso para o trabalho da imprensa.

Segundo o instituto, o país só fica atrás de quadros graves de violência contra a imprensa, caso do México, com o agravamento da violência do tráfico de drogas, e de países em conflito no Oriente Médio. O ranking foi baseado no número de jornalistas assassinados no exercício da profissão.

Marcelo Moreira, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), vê com preocupação a situação do país e ressalta a importância da proteção da liberdade de imprensa:

- O atentado contra um jornalista é um sério atentado à liberdade de imprensa e diretamente à sociedade como um todo. Se esta situação se prolongar, o risco é de que a gente caminhe para o pior cenário possível que é o dos jornalistas passarem a se autocensurar como forma de proteção. E aí a sociedade fica limitada no seu direito à informação. Situação que já foi vivida pela Colômbia e pela que hoje passa o México.

Para ele, o problema deve ser combatido com um trabalho sério em duas frentes:

- Primeiro de cobrança das autoridades brasileiras para que estes crimes não fiquem impunes. E segundo, que combate à impunidade seja aliado a mecanismos de proteção a atividade dos jornalistas.

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, também lamentou a situação:

- É um dado que demonstra como a liberdade de expressão vem sendo golpeada no país, mesmo quando estamos submetidos a uma constituição democrática - diz ele, que enfatiza a situação problemática nos locais menos populosos no país:

- Essa triste situação (da queda no ranking) decorre principalmente da violência contra jornais e jornalistas no interior do país. No ano passado, nós tivemos pelo menos 11 assassinatos de jornalistas. Os crimes não são sequer esclarecidos e os meios para a punição e investigação são muito precários. Só posso dizer que é lamentável, depois de anos de luta a favor da liberdade de imprensa, hoje se constatar essa realidade.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

domingo, 22 de janeiro de 2012

GOL CONTRA: Roberto Dinamite foi um dos deputados que mais faltou ao trabalho na Assembléia Legislativa em 2011

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Enquanto alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro tiram merecidas férias, outros apenas dão continuidade à rotina de não ir à Assembléia Legislativa. Líder isolado no ranking de faltas, o deputado Marcos Abrahão (PTdoB) deixou de comparecer à Casa em 26 das 109 sessões.

Esforço coletivo

Apesar da façanha de ter comparecido a pouco menos de 1/4 das sessões da Alerj, Abrahão é seguido de perto por outros companheiros. Samuquinha (PR) teve 23 ausências. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite (PMDB), e Marcelo Simão (PSB) somaram 18.

PSOL cativo

O PSOL foi o único partido da Alerj com 100% de presença nas sessões. Os dois deputados do partido, Marcelo Freixo e Janira Rocha, não faltaram uma vez sequer. Além deles, Luiz Paulo (PSDB) também esteve em todas as sessões.