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domingo, 10 de agosto de 2014

Pelo menos 44 deputados estaduais do Rio ficaram mais ricos durante o atual mandato

Um levantamento feito na base de dados da Justiça Eleitoral mostrou que a deputada Janira Rocha (PSOL) foi a que teve a maior variação patrimonial, aumentando seus bens em 4.370%. O salto foi de R$ 9 mil, em 2010, para R$ 402.331,69, este ano. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Esse é o retrato típico e acabado dos políticos brasileiros, tornam-se ricos e milionários sem, jamais, terem feito nada que não fosse trabalhar na vida pública.

— Ah, mas eu tenho uma consultoria, dizem os políticos na maioria das vezes.

Ah, para com isso! Quem tem consultoria é Henry Kissinger! Vê se ele ganha essa fortuna toda que os políticos ganham!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria comprar? Claro, que não!

Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. A política no Brasil é o sorvedor da escória nacional. Supondo que toda sociedade tivesse a média moral e ética dos políticos brasileiros, ainda sim, ela não enriquece na proporção e na velocidade que os políticos enriquecem. Ou seja, nem isso serve de consolo.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MARAJÁS DO BRASIL: Alerj gasta mais de R$ 1 milhão por mês só com os salários dos deputados

SURURU NA ZONA!!! O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13.


A Assembleia Legislativa divulgou os valores dos salários de 41 cargos do quadro de funcionários da Casa. Só com a remuneração dos 70 deputados, são gastos R$ 1.048.244,40 por mês.

O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. Com os descontos, cai para R$ 14.974,92. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13. O valor líquido é de R$ 17.999,64.

Segundo a tabela, publicada no site da Alerj, dos 41 cargos, apenas oito tem vencimento bruto menor que R$ 4 mil. O salário mais baixo é do cargo comissionado CAI-20, no valor de R$ 440,01.

A Assembleia só divulgou os códigos dos cargos, sem descrever suas funções e quantas pessoas os ocupariam. A assessoria da Casa informou que novas informações serão publicadas quando os setores encaminharem mais dados.

Apesar da Lei de Acesso à Informação ter entrado em vigor em 16 de maio deste ano, ainda não há uma data para a divulgação completa sobre as despesas com pessoal.

Extra Online - Coluna Berenice Seara

domingo, 22 de julho de 2012

ACORDA, BRASIL!!! Como você vê o crime organizado e como ele realmente é

Imagem: Reprodução / Facebook ACORDA BRASIL

Presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), se recusou a assinar CPI de Sérgio Cabral segundo Anonymous


O grupo hacktivista Anonymous divulgou, na noite da última terça-feira (09/05), dados pessoais dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que se recusaram a assinar o pedido de abertura de CPI para investigar o governador Sérgio Cabral.

"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo.

Fogo aberto

Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Falta de elementos

De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável.

Cachoeira in Rio

A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Telefonema expõe intimidade do deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira


Em missão oficial na Europa, os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ), ligaram, de Paris, para o empresário Carlinhos Cachoeira. O conteúdo da conversa - que consta do inquérito da Operação Monte Carlo - mostra intimidade entre eles.

Lereia inicia a chamada, em 12 de julho de 2011: "Bonjour, monsieur!". Cachoeira identifica o amigo: "Tá de fogo, Lereia?". "Rapaz, arrumei um negócio pra você aqui agora. Grupo Cassino. Eu disse, cassino é negócio de jogo (risos)", brinca o deputado.

Depois, falam do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), chamado de "nosso líder". "Vou levar pra ele um Château Margaux (vinho que pode custar até R$ 500)".

Em tom de deboche, falam sobre um empréstimo de R$ 200 mil para comprar um apartamento em Paris. Lereia diz: "Dá pra você depositar pra ele [Stepan]? Paris baixou demais o preço".

Nercessian havia pedido R$ 160 mil a Cachoeira, no mês anterior, para comprar um apartamento no Brasil.

Stepan pega o telefone e segue: "Você deposita 200 na conta, eu tiro a xerox, e eles vendem fácil pra nós."

Os dois viajaram à Europa para participar de reuniões com a delegação do Parlamento Europeu. Receberam cinco diárias de R$ 350 da Câmara.

Stepan disse que tudo não passou de uma brincadeira. "Eu sempre brinquei com o Cachoeira. Agora, quando se descobre que a conversa estava sendo gravada, tem outra conotação." O deputado disse que foi a Paris por conta própria.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

quinta-feira, 19 de julho de 2012

STF vai apurar ligação do deputado federal Stepan Nercessian (PPS-RJ) com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça a abertura de três inquéritos para investigar os deputados federais Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ) por suspeitas de envolvimento com o empresário do ramo de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O ministro também abriu caminho para que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), seja investigado perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) por envolvimento com o esquema do contraventor.

Agnelo admitiu recentemente que já esteve com Cachoeira. De acordo com o porta-voz do governador, Ugo Braga, o encontro teria ocorrido durante uma reunião com empresários da indústria farmacêutica em Anápolis, Goiás, em 2009 ou 2010. Mas a Polícia Federal suspeita que Cachoeira tenha feito uma doação de caixa dois para a eleição do governador e que depois teria passado a cobrar contrapartidas em contratos para empresas ligadas ao grupo.

Por ser governador de Estado, Agnelo tem direito ao foro privilegiado e somente pode ser investigado e processado perante o STJ. Agora, caberá ao procurador pedir a abertura de uma apuração formal no STJ com base em cópias do inquérito instaurado no STF contra Demóstenes Torres. A extração das cópias integrais do inquérito já foi autorizada por Lewandowski.

Nos inquéritos contra Leréia, Sandes Júnior e Nercessian, é provável que Roberto Gurgel peça a realização de diligências, a exemplo do que fez em relação ao senador Demóstenes Torres. Leréia e Sandes Júnior foram citados em gravações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou um suposto esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira. Nercessian admitiu ter recebido dinheiro de Cachoeira.

Sérgio Cabral desapropria edifício de 13 andares onde trabalhavam 4000 pessoas para dar conforto a 70 deputados



Cristina Kirchner assumiu o controle da petrolífera YPF em nome do futuro da Argentina. Pelo menos é o que ela diz.

O governador Sérgio Cabral desapropriou um edifício de 13 andares avaliado em R$ 500 milhões, onde funcionam 14 grandes empresas, nas quais trabalham 4.000 pessoas, para servir de anexo à Assembleia Legislativa e dar conforto a 70 deputados.

Até 2011, 33 deles estavam espetados na Justiça.

Quem sabe, até o fim do mandato, desapropriará sua casa de Mangaratiba para servir de colônia de praia para os deputados.

Folha de São Paulo - Coluna Elio Gaspari

segunda-feira, 26 de março de 2012

ROUBALHEIRA: Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista cobram 561% a mais do que o mercado


RIO - Além de oferecer propinas de até 20% sobre os valores de contratos com o setor público, as empresas denunciadas pelo "Fantástico" na semana passada planejavam superfaturar os serviços que prestariam em até 561%. Técnicos do Instituto dos Auditores Internos do Brasil e da Controladoria Geral da Uniãoanalisaram as planilhas de preços encaminhadas pelos representantes das empresas Locanty, Toesa, Rufolo e Bella Vista ao repórter que se passava por gestor de compras do hospital público e constataram, como mostrou outra reportagem do programa exibida neste domingo, que, se os contratos tivessem sido, de fato, assinados, representariam um prejuízo aos cofres públicos de R$ 3 milhões em apenas seis meses.

A fraude se daria na cotação de salários da mão de obra e na cobrança de serviços por valores bem acima dos praticados pelo mercado. O valor total dos contratos negociados chegava a R$ 7,3 milhões, sendo que R$ 1,3 milhão de propina seria paga ao gestor. Com isso, as empresas ficariam com R$ 6 milhões. Especialistas dizem, no entanto, que os serviços oferecidos não custariam mais do que R$ 4,3 milhões às acusadas. Ou seja, elas lucrariam, com o superfaturamento cerca de R$ 1,7 milhão.

— Para pagar a propina é preciso ter gordura no contrato. Além disso, toda vez que há esse tipo de facilidade, quando se sabe que o contrato vai ser ganho de qualquer jeito, se bota o preço mais alto — explicou o secretário-executivo da Controladoria Geral da União, Luiz Navarro.

A diferença mais exorbitante entre os valores propostos pelas empresas e os cobrados pelo mercado veio da Locanty para a coleta de lixo por seis meses. O valor total do contrato proposto previa uma despesa de R$ 450 mil, quando o mesmo serviço poderia ser prestado por R$ 68 mil (561% a menos). O superfaturamento se deu porque a companhia cotou em R$ 67 o valor da coleta do tonel de lixo comum, enquanto outras empresas do setor cobram, pelo mesmo serviço, R$ 10. Por sua vez, o valor proposto para o tonel de lixo infectante recolhido chegava a R$ 110. No mercado, o serviço pode ser obtido por R$ 14,30.

No caso da Toesa, a empresa pediu R$ 680 mil pelo aluguel de cinco ambulâncias sendo que mais de R$ 250 mil apenas de propina. Segundo os especialistas, a proposta está 42% acima do valor de mercado.

Salários muito acima da média

Os especialistas também encontraram distorções no orçamento da Rufolo para prestação de serviços de mão de obra terceirizada. No contrato de R$ 5,1 milhões, constava o salário de R$ 3,5 mil por porteiro, enquanto na média do mercado o valor não passa de R$ 1.500. Um jardineiro sairia por R$ 4.178 enquanto o salário médio da categoria é de mil reais, segundo os consultores. Os profissionais, no entanto, não receberiam esse valor; a diferença ficaria para a empresa.

— Ninguém em sã consciência contrataria um jardineiro por esse valor — diz o presidente do Instituto dos Auditores, Renato Trisciuzzi.

O "Fantástico" também revelou suspeitas de irregularidades no socorro às vítimas da tragédia das chuvas de janeiro de 2011, que deixaram mais de 900 mortos na Região Serrana. Entre as 20 empresas chamadas para remover a lama e o entulho estava a Locanty, que recebeu, mesmo sem ter cobertura contratual, R$ 670 mil do Estado. O Ministério Público federal questiona se o serviço foi compatível com o valor pago pelo trabalho.

— Há uma irregularidade formal que considero séria. Um contrato estabelece as obrigações das partes envolvidas, pactua preços e prevê garantias. Nesse caso, não houve nada disso — disse o procurador da República em Nova Friburgo, Marcelo Medina.

Em nota, o governo do estado informou que já prestou contas ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público. E que não foi feito $contrato formal porque a prioridade era agir com rapidez diante da tragédia. Por sua vez, a Locanty negou ter se beneficiado. Sobre a oferta de propina reiterou que demitiu por justa causa os dois gerentes que apareceram na reportagem.

Empresas são alvo de 46 ações no MP

O programa revelou também que as quatro empresas são alvos de 46 inquéritos e ações civis movidas pelo Ministério Público por contratos firmados em sete cidades do Rio. Desses, 15 por suspeita de fraudes em licitações e em contratos públicos.

No programa deste domingo, o "Fantástico" apresentou mais uma denúncia, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já decidiu investigar. Em abril de 2011, a Locanty foi contratada pela Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias para alugar até 30 veículos oficiais por um ano. Cada carro custaria R$ 6,9 mil por mês com uma cota de 650 litros de combustível. Sem combustível, cada um sairia por R$ 5.151, enquanto em São Paulo, o Legislativo da capital paga R$ 2.331 por similar.

Alguns vereadores de Caxias ouvidos pelo "Fantástico" afirmam que jamais tiveram acesso aos carros. A informação é contestada pelo presidente da Casa, Dalmar Lírio Mazinho (sem partido). Segundo ele, o contrato foi cancelado em dezembro do ano passado, mas o TCE alega que não recebeu documento algum que confirme a informação. Mazinho garante que todos os vereadores usaram os carros.

— Os políticos querem o bônus do carro, mas não o ônus de aparecerem nessa condição — disse.

A reportagem lembrou ainda que a Toesa teve os bens bloqueados por ordem da Justiça. O motivo foi a suspeita levantada pelo TCE de fraudes num contrato de quase R$ 5 milhões com o governo do estado para a manutenção de veículos empregados no combate à dengue. O contrato havia sido assinado em 2009.

A Toesa foi procurada pelo "Fantástico", mas não se pronunciou.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

SÓ BANDIDO: Empresário corrupto da Toesa, David Gomes, recebeu 3 honrarias de parlamentares

Ele é citado pela "filosofia de honestidade e ética profissional" 


RIO - Um português bem-sucedido que, começando com uma empresa de autopeças, construiu, em pouco mais de quatro décadas, um império de serviços de atendimento médico-emergencial e de remoções em ambulâncias que tem sede no interior do Rio e filiais em cinco estados. Natural do Porto, em Portugal, David Gomes de Lima, de 67 anos, o homem que aparece nas denúncias do "Fantástico" ensinando que passa aos filhos o código de conduta da propina foi diretor de três empresas ligadas ao ramo de mecânica e peças para automóveis antes de virar diretor-presidente da Toesa Service S/A. Depois da denúncia, David não foi à filial da empresa em Bonsucesso, e funcionários não sabem seu paradeiro. As placas que indicavam a presença da firma foram retiradas.

Em dois anos, o empresário recebeu três honrarias de parlamentares fluminenses: uma moção de aplausos, a Medalha Tiradentes e o Título de Cidadão do Estado, dos ex-deputados Jodenir Soares (PTdo B) e Aparecida Gama (PMDB). Nas justificativas, o empresário é citado "pelos relevantes serviços prestados à população na área de atendimento médico-emergencial" e pela "filosofia de honestidade e ética profissional". No texto da Alerj, a vida do empresário é contada desde seus estudos em Aveiro, em Portugal. No Brasil, ele concluiu curso de técnico de contabilidade e cursou, pela metade, engenharia mecânica.

Não é a primeira vez que a Toesa se vê envolvida em escândalos. Em novembro de 2010, a Justiça do Rio abriu processo para julgar por improbidade administrativa o ex-subsecretário executivo da Secretaria estadual de Saúde Cesar Romero Vianna Júnior, além de dois funcionários da secretaria e as empresas Toesa Service, Scar Rio e Multi Service. Eles foram acusados pelo Ministério Público estadual de fraudar a licitação que contratou, em 2009, a Toesa para a manutenção de 111 ambulâncias. Na época, o MP disse que o contrato teria dado um prejuízo de R$ 2,6 milhões ao estado. O órgão pediu o ressarcimento do dinheiro e que a Toesa fosse proibida de firmar contratos com o poder público por cinco anos. Pelo processo, em 2008, a Secretaria estadual de Saúde terceirizou a manutenção dos veículos e a Toesa venceu a licitação. O MP apurou que a Scar Rio e a Multi Service apresentaram valores menores que a Toesa, mas foram desclassificadas por falta de documentação. Segundo o MP, isso foi uma manobra para beneficiar a Toesa, que apresentou o terceiro melhor preço.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

sábado, 24 de março de 2012

Deputados do Rio querem anistiar policiais militares e bombeiros expulsos ilegalmente por Sérgio Cabral


RIO - Um grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro vai apresentar um projeto de lei para anistiar os policias militares e bombeiros expulsos após participarem do movimento reivindicatório do último mês de fevereiro.

Ao todo, já foram expulsos 12 policiais militares e 13 bombeiros.

Expulsão seria ilegal


De acordo com o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ), autor da proposta, a expulsão dos agentes de segurança só poderia ser decidida na Justiça:

"O Regimento Interno da Polícia Militar prevê que policias só podem ser expulsos por decisão judicial, e não por atos administrativos, como ocorreu", explica o parlamentar, que também foi major da Polícia Militar.

Ainda segundo Ramos, a atitude foi uma determinação direta do governador, apenas cumprida pelas corporações:

"Os comandantes da PM e dos Bombeiros agiram sob o comando do governador Sergio Cabral. E eu me sinto na obrigação de entrar com um projeto para anistiaresse profissionais. Eu sempre me posiciono contra a exclusão dos PMs e Bombeiros que participam de movimentos reivindicatórios", acrescenta.

O também deputado Luiz Paulo (PSDB-RJ) afirma que havia solicitado uma postura diferente do governo do estado:

"Eu já tinha pedido à presidência da Câmara que levasse ao governador SergioCabral um apelo para perdoar esses profissionais, seria um grande gesto da parte dele. Como não tivemos nenhuma resposta, está claro que está na hora de apresentar um projeto nesse sentido", lembra.

Governista também é contra a expulsão

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Zaqueu Teixeira (PT-RJ), membro da base governista, é mais um a fazer coro pela anistia dos agentes de segurança.

"O regulamento da PM e dos Bombeiros tem vários tipos de punição pro que aconteceu. A gente pede ao governador que reveja essa punição e readmita os policiais e bombeiros".

Coluna do jornal do Brasil

DEBOCHE: Senador Ivo Cassol diz que ganha pouco, e 15º salário não é irregular

Com salário de R$ 26,7 mil mensais, senadores brasileiros ganham mais do que britânicos, canadenses e recebem quase o dobro dos argentinos. Além do salário equivalente a mais de 42 salários mínimos, recebem outros benefícios, como auxílio moradia de 3,8 mil reais mensais, auxilio médico sem limite de valor anual, auxílio psicológico e odontológico de até 25,9 mil reais anuais.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

sexta-feira, 23 de março de 2012

COVIL DE BANDIDOS: Deputados Estaduais do Rio deram medalha para empresa corrupta Toesa

Cadê o Ministério Público?


RIO - O empresário David Gomes da Silva, um dos sócios da Toesa Service,recebeu duas homenagens na Alerj. Mas essa situação pode mudar. Ele aparece nas gravações do "Fantástico" explicando as delicadas relações de proteção entre quem dá e quem recebe a propina:

— Uma das coisas que eu passo pros (sic) meus filhos: eu protejo meu contratante, e o contratante me protege.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

segunda-feira, 19 de março de 2012

SURURU NA ZONA: Alerj vai gastar R$ 2,9 milhões do povo em novos carros para deputados


RIO - O mais exclusivo da linha Fluence, com rodas de liga leve de 17 polegadas, piloto automático, motor 2.0, 16 válvulas, bancos de couro. É assim que a Renaultanuncia o modelo escolhido pelos deputados do Rio para substituir os "antigos" carros da Assembleia Legislativa (Alerj). A Mesa Diretora da Casa decidiu padronizar a frota e, com isso, saem de cena os Boras — comprados em 2007 — para entrar na garagem do Legislativo o Fluence Privilège, cujo preço oscila em torno de R$ 76 mil. Estima-se uma despesa de até R$ 2,9 milhões com a compra, que deve acontecer ainda no primeiro semestre deste ano, após licitação.

A notícia sobre a substituição dos veículos na Alerj foi revelada pela coluna de Ancelmo Gois no GLOBO. Nesta quinta-feira, novos detalhes sobre a aquisição foram esclarecidos. A presidência da Alerj explicou que uma análise técnica foi solicitada para que se encontrasse um veículo que estivesse no mesmo nível do Bora da Volkwagen, que saiu de linha, mas que não fosse tão caro quanto o Jetta, que chegou a ser cogitado pelos vereadores do Rio há um ano, mas acabou abandonado após uma polêmica sobre os gastos.

O estudo técnico para a padronização da frota que embasou a escolha do Fluence Privilège não foi divulgado. A responsabilidade foi entregue ao deputado Samuel Malafaia (PSD), da bancada evangélica, escolhido por ser engenheiro mecânico.Malafaia, que é da Assembleia de Deus, divulga em sua página que é formado pela Uerj, com especialização em tecnologias e sistemas de proteção ambiental. Ontem, ele não foi localizado e, segundo assessores, o estudo só poderia ser apresentado com a autorização dele. O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), deu as informações, por meio de sua assessoria, mas não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Já existe uma discussão sobre o que será feito com a antiga frota — que tanto podem ir a leilão quanto ser doada para prefeituras ou entidades de utilidade pública. Outra incógnita é sobre como será a distribuição dos veículos, já que o primeiro lote atende apenas à metade dos parlamentares. Nos bastidores já se fala que os carros novos vão deflagrar uma disputa entre os deputados. Assim como os veículos usados atualmente, eles não serão blindados.

De acordo com nota da Alerj, a escolha recaiu sobre o Fluence em razão da relação custo/benefício. Foram considerados itens como custo de manutenção, espaço interno, garantia e preço. Este último item, a propósito, pode variar para cima se os parlamentares optarem por exemplo por acessórios, como o "packpremium" ofertado pela concessionária. Ele prevê faróis de xénon e teto solarelétrico, com segurança extra: sistema anti-esganamento. Custa mais R$ 4.100. Se optarem pelo modelo sem esse pacote, a despesa, hoje, segundo os cálculos da própria Renault, ficariam em R$ 2,6 milhões. Já com "pack premium" chegaria a quase R$ 2,8 milhões, mais perto do valor total da concorrência.

domingo, 22 de janeiro de 2012

GOL CONTRA: Roberto Dinamite foi um dos deputados que mais faltou ao trabalho na Assembléia Legislativa em 2011

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Enquanto alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro tiram merecidas férias, outros apenas dão continuidade à rotina de não ir à Assembléia Legislativa. Líder isolado no ranking de faltas, o deputado Marcos Abrahão (PTdoB) deixou de comparecer à Casa em 26 das 109 sessões.

Esforço coletivo

Apesar da façanha de ter comparecido a pouco menos de 1/4 das sessões da Alerj, Abrahão é seguido de perto por outros companheiros. Samuquinha (PR) teve 23 ausências. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite (PMDB), e Marcelo Simão (PSB) somaram 18.

PSOL cativo

O PSOL foi o único partido da Alerj com 100% de presença nas sessões. Os dois deputados do partido, Marcelo Freixo e Janira Rocha, não faltaram uma vez sequer. Além deles, Luiz Paulo (PSDB) também esteve em todas as sessões.