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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MARAJÁS DO BRASIL: Alerj gasta mais de R$ 1 milhão por mês só com os salários dos deputados

SURURU NA ZONA!!! O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13.


A Assembleia Legislativa divulgou os valores dos salários de 41 cargos do quadro de funcionários da Casa. Só com a remuneração dos 70 deputados, são gastos R$ 1.048.244,40 por mês.

O vencimento bruto de um parlamentar é de R$ 20.042,35. Com os descontos, cai para R$ 14.974,92. O teto salarial corresponde à remuneração do procurador da Casa, que é de R$ 26.723,13. O valor líquido é de R$ 17.999,64.

Segundo a tabela, publicada no site da Alerj, dos 41 cargos, apenas oito tem vencimento bruto menor que R$ 4 mil. O salário mais baixo é do cargo comissionado CAI-20, no valor de R$ 440,01.

A Assembleia só divulgou os códigos dos cargos, sem descrever suas funções e quantas pessoas os ocupariam. A assessoria da Casa informou que novas informações serão publicadas quando os setores encaminharem mais dados.

Apesar da Lei de Acesso à Informação ter entrado em vigor em 16 de maio deste ano, ainda não há uma data para a divulgação completa sobre as despesas com pessoal.

Extra Online - Coluna Berenice Seara

A MÁFIA DO BRASIL: Legislativos Estaduais escondem dados salariais de seus servidores


Os Legislativos nos Estados e no Distrito Federal são, dos três Poderes, os menos transparentes na divulgação na internet dos salários pagos a seus funcionários, mostra levantamento feito pela Folha.

Nenhuma das 26 Assembleias Legislativas nem a Câmara do DF publica em um mesmo documento o nome de todos os seus servidores e os respectivos vencimentos.


A que permite maior detalhamento dos dados é a de Santa Catarina, mas o sistema de buscas exige que seja digitado o nome do servidor para que se tenha acesso a seu salário -o que inviabiliza a identificação de vencimentos fora do padrão.

Todas as outras omitem parte dos dados: ou divulgam apenas a remuneração prevista por função -sem especificar quais benefícios cada funcionário recebe- ou não disponibilizam dados.

A divulgação dos salários de maneira individualizada é prevista pela Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor há cerca de dois meses.


Apesar disso, ao menos em São Paulo o Legislativo está impedido por uma decisão provisória do Tribunal de Justiça de divulgar as informações em um documento único. Na sentença, o desembargador Corrêa Vianna cita "a preservação do direito à vida privada e à intimidade".

DECISÃO DO STF

Especialistas ouvidos pela Folha, no entanto, dizem que qualquer entrave à divulgação vai contra a proposta da lei e que a vinculação do nome ao salário foi considerada constitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Em 2009, a corte autorizou a Prefeitura de São Paulo a manter na internet o salário pago a seus servidores, apesar do pedido de sindicatos.

"Quando você se torna voluntariamente um funcionário público, sua relação com o Estado é necessariamente objeto de interesse público e não está coberta pela privacidade", diz o diretor da FGV-Direito, Oscar Vilhena Vieira.

A lei prevê que o agente público que fornecer informação "intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa" pode ser processado por improbidade administrativa.

No Congresso, os dados também não estão disponíveis para consulta, mas devem ser publicados amanhã.

A transparência é pouco diferente nos Executivos. Apenas o governo do DF e 4 dos 26 Estados permitem que se conheça quanto é pago a cada funcionário.

No Executivo federal, estão disponíveis salários brutos, líquidos e vantagens com o nome de cada servidor, mas não há, por exemplo, as verbas de caráter indenizatório de todos os servidores.

Impelidos por uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão ao qual são submetidos, os Tribunais de Justiça são os mais transparentes na divulgação.

Das 26 cortes estaduais, 16 já publicam relações com o total pago a cada magistrado e servidor. Os que não publicam dizem que até o início de agosto -prazo máximo dado pelo CNJ- as informações estarão disponíveis.

Os tribunais do Distrito Federal e do Rio de Janeiro estão proibidos de divulgar por decisão da Justiça.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

sexta-feira, 20 de julho de 2012

FARRAS S/A: Cofres abertos para a Delta, mas fechados para salários mais dignos

Quando policiais e bombeiros do Rio fizeram greve por melhores salários e condições de vida, Sérgio Cabral os chamou de VÂNDALOS. E agora, governador. Depois desse escândalo com o dinheiro do povo, o senhor deveria ser chamado de quê? 


Num país onde o salário inicial de peças fundamentais para a segurança, como soldados, cabos, tenentes e bombeiros, está na faixa de R$ 1 mil a R$ 2.500; onde um professor de escola pública ganha cerca de R$ 1.700, e um de universidade, R$ 4 mil; onde médicos de hospitais públicos recebem em torno de R$ 1.600, escândalos como o da empresa Delta não apenas chocam, mas principalmente causam indignação.

Cifras milionárias saem dos cofres públicos com incrível facilidade, sem burocracia nem fiscalização.

Já para que o aumento salarial destas categorias seja aprovado, não faltam barreiras, alardes sobre as consequências para o orçamento do país e entraves jurídicos.

Levantamentos dão conta de que a Delta ganhou do governo, só de 2007 para cá, R$ 3 bilhões para obras do PAC.

Quanto custaria um salário mais digno para nossos trabalhadores?

Jornal do Brasil - Editorial

IMAGENS ABAIXO EXTRAÍDAS DO BLOG DO DEPUTADO FEDERAL ANTHONY GAROTINHO