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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FARRA EM PARIS: Sérgio Cabral está mais sujo que pau de galinheiro com os eleitores mais informados


O Globo Online - Coluna Ilimar Franco

"Cabral é um governador derrotado. Ele jogou a toalha", diz deputada Janira Rocha do PSOL


Uma das maiores críticas do governador Sérgio Cabral, a deputada estadual Janira Rocha, presidente estadual do PSOL, não esconde a satisfação em ver o desgaste do governador Sérgio Cabral, por conta do seu envolvimento com Fernando Cavendish, sócio da Construtora Delta, empresa investigada na CPI do Cachoeira.

A socialista prevê até um fim melancólico do mandato dele: "Cabral é um governador derrotado. Ele jogou a toalha, ao ponto de anunciar que deixaria o cargo em 2013. Não conheço algo parecido na história do Brasil", afirma.

Contrariando o que dizem as pesquisas, ela acha que até Eduardo Paes sofrerá com este desgaste de Cabral, tendo dificuldades em reeleger em consequência da sua "relação umbilical" com o governador. Relação esta alardeada no slogan "Somando forças", marca registrada do comando do PMDB no Rio de Janeiro:

"Vamos ver se o PMBD conseguirá blindar Paes. Ele precisa rearranjar suas alianças", analisa.


Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Manifestantes exigem prisão de Sérgio Cabral por corrupção e são ameaçados de morte

“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele".


RIO DE JANEIRO – Um grupo de pessoas realiza desde o dia 26 de julho uma manifestação permanente na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, em frente à casa do governador Sérgio Cabral Filho, na Praia do Leblon, zona sul do Rio, e diz ter sido ameaçado de morte na terça-feira por homens armados no local. Eles estão exigindo a prisão de Cabral por suspeitas de envolvimento em uma série de crimes, como suas ligações com milícias e com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, acusada de estar no centro do esquema de corrupção comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, e isenções fiscais concedidas a boates termas (prostíbulos de luxo), entre outras suspeitas.

Manifestantes que ocuparam esquina do governador Sérgio Cabral encenaram a 'festa do guardanapo', realizada em Paris pela cúpula do governo e empreiteiros da Delta supostamente com dinheiro público.

Nesta sexta-feira os manifestantes fizeram a ‘festa do guardanapo’. Com guardanapos na cabeça, encenaram a festança de Cabral em Paris com Fernando Cavendish e os secretários Wilson Carlos, Sérgio Côrtes, Julio Lopes e Régis Fichtner, amigo de Cavendish escalado por Cabral para investigar os contratos da Delta com o governo do estado, supostamente paga com dinheiro público e cujas fotos vazaram para a imprensa.

“O governador Sérgio Cabral Filho é líder de uma quadrilha que transformou o Rio de Janeiro em uma ditadura de mafiosos”, falava ao megafone o cinegrafista independente e ativista Pedro Rios Leão, que iniciou a manifestação.

Os manifestantes carregam cartazes com dizeres como "nesta rua mora um ladrão", “Cabral: chefe de milícia”, “rouba nosso dinheiro e isenta imposto de puteiro”, “assassino de hospital”, “vergonha do Rio” e “Fora Cabral? Buzine!” Enquanto o Epoch Times permaneceu no local, no início da noite, houve buzinaço em diversos momentos e moradores de passagem pararam para conversar com os manifestantes e mostrar apoio.

“A gente está fazendo uma resistência pacífica, tendo um bom relacionamento com os vizinhos e uma adesão massiva de quem passa. De repente, quando as coisas começaram a ganhar corpo, a gente começou a sofrer ameaças. Eu estava saindo daqui e um policial da guarda do governador identificado como Pacheco me abordou agressivamente, me revistou e falou que eu não sabia o que ia acontecer comigo se eu continuasse com isso”, conta Leão.

“Nessa mesma noite, por volta das 22h, dois homens desceram de uma motocicleta sem placa, nos fotografaram, nos mostraram armas e falaram que nós estávamos mesmo com muita pressa de morrer, que estávamos incomodando o governador. Há imagens das câmeras de segurança”, diz Pedro informando que fizeram em seguida uma denúncia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e um boletim de ocorrência no 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Leblon.



Pedro se diz surpreendido com as ameaças. “No início eu achava que ele (governador Sérgio Cabral) nunca ia tentar fazer nada com a gente, agora eu não estou mais tão tranquilo, porque o cara é protegido pelo governo federal e é realmente crente da impunidade. Ele se filma com empreiteiros corruptos em Paris, então eu não sei realmente em que nível ele está. E as provas são claras, eu adoraria se ele me processasse por eu estar chamando ele de ladrão, porque aí eu poderia pôr os contratos no meu processo, mas ele não vai me processar”, diz Leão apontando também para a residência do empreiteiro Fernando Cavendish, que mora na rua ao lado. “Podia instalar uma UPP aqui para combater a criminalidade.”


A professora universitária Sarah Nery, de 30 anos veio de Niterói depois de saber das ameaças. “Eu fiquei ainda mais indignada e vim, porque a manifestação é pacífica e a causa é totalmente legítima, até funcionários do poder público que passam aqui apoiam e a polícia está dando cobertura”, diz Nery destacando o caráter apartidário e sem lideranças do movimento, que classifica como da sociedade civil. “Qualquer um pode vir. Somos cidadãos indignados que não aguentam mais essa situação.”


Para Sarah, o maior crime do governador é tirar o dinheiro da população e usar em benefício próprio. “Eu estou aqui porque a gente precisa fazer alguma coisa para mudar o que está acontecendo na nossa cara, todo mundo sabe, a gente já se acostumou com a corrupção, a gente já acha que faz parte, mas não faz parte. O Brasil é um país riquíssimo, cheio de possibilidades incríveis, e o que está acontecendo há 500 anos nesse país está destruindo totalmente o território, a população, a fauna e a flora. Então chega num ponto que a gente precisa dar um basta mesmo, a gente precisa gritar na rua, a gente precisa ocupar um espaço, sentar e falar ‘eu vou ficar aqui, esse espaço é público, eu sou o público e o poder público e nós vamos nos manifestar contra o que está acontecendo, porque todos esses recursos são nossos, não dessas pessoas que foram escolhidas para nos representar mas estão representando somente seus interesses particulares”.

“O capital entrou totalmente no poder do estado, o estado vive a serviço de uma máfia de empresas, e as pessoas não têm hospital, não têm educação, não têm transporte, passam fome, e ele sabe disso. Ele sabe que enquanto ele tem uma vida classe AAA+, tem pessoas vivendo em classe E, F, Z, e ele simplesmente tira o dinheiro dessas pessoas em benefício próprio, esse é o maior crime dele”, afirma.

O estudante de jornalismo X, de 18 anos, que preferiu não se identificar por razões de segurança, também veio de longe. “Eu moro na Tijuca (zona norte da cidade), e eu estou aqui na zona sul para cobrar porque eu acho que não está bom, e quando a gente acha que não está bom não adianta ficar em casa de braços cruzados. Eu vim para cá mostrar que tem jovem que está engajado, que quer mudar e eu vou até onde for preciso. Eu gostaria que cada jovem e cada pessoa não ficasse desacreditado, vale a pena lutar e se todo mundo se juntar a gente consegue tirar ele (Cabral) do poder.”


A ocupação é por tempo indeterminado e foi organizada nas redes sociais. Os manifestantes realizam hoje uma marcha até o Arpoador.

Alegados crimes da gestão Sérgio Cabral Filho

“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele. As provas que pesam contra o governador são gigantescas e até foram divulgadas no Jornal Nacional, mas existe uma blindagem em cima dele pelo Governo Federal, que é comprometido com o caso Delta, uma blindagem no Congresso Nacional, na Alerj e existe um bandido no Tribunal de Contas do Estado chamado Aloisio Neves”, explica Pedro Rios Leão.

“Já que o estado não faz nada, o cara vai ter que aturar a gente aqui porque ele ainda está matando gente. Impeachment ele tinha que ter sofrido quando aceitou o jatinho do Eike Batista. Esse cara tem que ir para a cadeia, ele é uma ameaça à sociedade, cada dia que ele passa solto mais pessoas morrem por sua causa, ele realmente é um caso de segurança, ele tem que ser preso.”

Além dos contratos suspeitos de 1,5 bilhão de reais com a construtora Delta, os manifestantes lembram também a isenção fiscal de 50 bilhões de reais entre 2007 e 2010 para empresas que vão desde motéis e boates ao cabeleireiro do governador e a ligação de Cabral com milícias.

“O governador Cabral não tem noção da realidade, ele perdeu completamente a vergonha. O cara lançou no Diário Oficial do estado isenção fiscal de 425 mil reais para boates termas como a Solariume a Monte Carlo, puteiros na Lagoa Rodrigo de Freitas e em Copacabana. Isenção fiscal é dinheiro público, agora me diz o que leva o governador a fazer isso, é muita cara de pau. Senhor governador, a gente sabe o que é uma boate termas.”


“O vídeo daquela festinha dele em um evento público na zona oeste com os milicianos "Jerominho" e "Natalino"... Quer dizer, quem é que manda ali? Ele estava ali incauto? Os milicianos foram presos em decorrência da CPI das Milícias, mas eles sempre obedecem a um poder maior, o dinheiro sempre sobe”, diz Pedro, para quem a pacificação das favelas é um roubo e um projeto de dominação.

“O processo de pacificação das UPPs servem em primeiro lugar a um projeto de expansão imobiliária para expulsar os pobres da zona sul, e em segundo lugar como projeto de fortalecimento das milícias. Porque só tem UPP em favelas tradicionalmente dominadas pelo tráfico. A única favela de milícia que recebeu UPP foi a do Batan, porque dois jornalistas foram assassinados lá. Aliás, só por isso foi instalada a CPI das Milícias na Alerj e só por isso o Jerominho e o Natalino foram presos, e é óbvio que ouve algum acordo para poupar cabeças maiores. A gestão do governador coincide com o crescimento das milícias no estado.”

O cinegrafista denuncia também a desapropriação de 1500 famílias que há 150 anos vivem de suas terras na região do Açu, área rural no município de São João da Barra, norte do estado, para dar lugar a um parque industrial da empresa LLX, do empresário Eike Batista. “O Sérgio Cabral mandou a polícia, expulsou todo mundo e tem dado 3 mil reais de indenização, isso é crime.”

Pedro lembra também o crescimento espetacular do escritório de advocacia da esposa do governador, Adriana Ancelmo Cabral, que advoga para empresas e concessionárias do estado; o caso da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, em Santa Cruz, denunciada pelo Ministério Público por crimes ambientais como a emissão de ferro-gusa, que tem causado sérios danos de saúde à população local; o envio de bombeiros que reivindicavam melhores salários em fevereiro desde ano para o presídio de segurança máxima Bangu I; o caso do sucateamento dos bondes de Santa Teresa que resultou na morte de seis pessoas e mais de 50 feridos num acidente em agosto do ano passado; a isenção fiscal de 4,16 milhões de reais para a Coca-Cola exibir as Olimpíadas de Londres num telão instalado na Quinta da Boa Vista, que até hoje não funciona; e a precarização da saúde e a ordem de demolição do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), que atende 80 mil pacientes, para dar lugar a um laboratório que custará cerca de 500 milhões de reais, segundo o governo. “Pela ficha do governador e sua gente, vê-se que não são pessoasidôneas”, conclui Leão.

Matéria originalmente publicada no The Epoch Times

Sérgio Cabral pede pra sair em 2013 e diz que já avisou a Dilma

Malandragem do governador vai beneficiar o vice Pezão, que será candidato nas próximas eleições ao governo do Estado e Eduardo Paes. Tudo isso para que o povo não associe a imagem de Cabral aos escândalos de corrupção da Delta e a CPI do Cachoeira mantendo assim o PMDB no poder.


BRASÍLIA - O governador Sérgio Cabral está decidido a deixar o Palácio Guanabara em dezembro do próximo ano. A ideia está em estágio tão avançado que Cabral já conversou sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula. A saída antecipada beneficiaria três de seus principais aliados em uma só tacada: o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o filho do governador Marco Antônio Cabral.

Com a saída de Cabral em dezembro de 2013, Pezão teria dez meses até as eleições, se apresentando à população como governador, inaugurando obras, gerindo a máquina e participando de eventos de governo. Esse foi justamente o argumento apresentado por Cabral a Dilma.

Em uma conversa com Dilma no Palácio Guanabara no fim de abril, quando se comemorou a marca de 1 milhão de beneficiários do programa Renda Melhor, o governador falou com a presidente sobre o plano de deixar o cargo. Segundo Cabral, Pezão tinha de “ganhar musculatura” e não haveria melhor forma de fazê-lo do que “no cargo”.

Ao mesmo tempo, essa estratégia atende outro compromisso de Cabral: pavimentar o caminho de Eduardo Paes para ser governador do Rio em 2018. Concorrendo ao governo no exercício do mandato, Pezão ficaria impossibilitado de disputar a reeleição em 2018, beneficiando, então, o prefeito do Rio.

Caso consiga se reeleger em outubro, Paes ficaria na prefeitura até 2016 — aproveitando a Copa e as Olimpíadas — e seria candidato do PMDB a governador, com apoio de Pezão e Cabral, em 2018. Em contrapartida, isso garantiria também a dedicação integral do atual prefeito na campanha de Pezão em 2014.

A estratégia de Cabral foi confirmada por três interlocutores do governador. Segundo eles, essa teria sido a forma encontrada por ele para dar força na eleição de Pezão e manter o partido pacificado.

— Ninguém vai admitir isso publicamente hoje, até porque ele só conversou sobre o assunto com os aliados mais próximos — justificou um peemedebista.

Além de resolver as situações de Paes e Pezão, a saída de Cabral do governo em dezembro de 2013 permitiria ao governador construir a carreira de seu legítimo herdeiro: o filho Marco Antônio Cabral. Assessor de Paes na prefeitura do Rio, Marco Antônio já conquistou aliados no círculo político, mas não poderia concorrer em 2014 caso Cabral continuasse no governo. A Constituição proíbe que parentes de até segundo grau de presidentes, governadores e prefeitos sejam candidatos na mesma jurisdição.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

Dados revelam papel do governo Sérgio Cabral no esquema de Carlinhos Cachoeira


O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse ontem que os dados do sigilo fiscal da empreiteira Delta de 2009 e 2012 comprovam a relevância do Rio de Janeiro no "esquema" de Carlos Cachoeira.

Já era conhecida a proeminência do Rio na relação com a empresa, mas há agora um detalhamento na declaração de Imposto de Renda.

Em 2009 e 2010, a empreiteira Delta declarou um faturamento total de R$ 3,2 bilhões. O governo federal é o maior pagador, com R$ 1,6 bilhão. Em seguida vêm os pagamentos do governo do Estado do Rio e de prefeituras fluminenses: R$ 715 milhões.

Em entrevista à Folha e ao UOL, Randolfe Rodrigues, 39, disse que os dados reforçam a necessidade de a CPI do Cachoeira ampliar o foco de suas investigações. A Folha publica na sua versão online a relação de todos os pagadores da Delta em 2009 e 2010.

"A CPI virou uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Brasil. Anteriormente, ela estava circunscrita aos negócios do Estado de Goiás", disse Randolfe, o mais jovem senador da atual legislatura.

Para ele, há indícios de que parte do valor pago pelo governo do Rio e por prefeituras fluminenses à Delta foi desviado para contas de empresas fantasmas que seriam controladas por Carlinhos Cachoeira -no momento, preso sob suspeita de comandar um esquema de corrupção.

O senador afirma estar perto de conseguir comprovar o caminho do dinheiro. Ele diz que parte dos recursos do Rio pagos à Delta eram depositados em uma conta na Caixa Econômica Federal.

Em seguida, havia uma transferência para uma conta da empreiteira no HSBC. Por fim, "do HSBC vai para as empresas de Cachoeira".

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

VERGONHA! Direito Constitucional garante silêncio de Cavendish, amigo de Sérgio Cabral, durante a CPI


Sob a garantia de que os depoentes serão liberados imediatamente caso decidam ficar calados, a CPI do Cachoeira desengavetou ontem convocações polêmicas que vinham sendo adiadas pela base aliada do governo.

Foram chamados a depor Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (órgão paulista de estradas) no governo tucano.

Além deles, Raul Filho (PT), prefeito de Palmas flagrado em vídeo pedindo ajuda de campanha para o empresário Carlinhos Cachoeira, também foi convocado e será ouvido na terça. Os outros só serão ouvidos em agosto.

A convocação de Cavendish, adiada diversas vezes, só ocorreu após ele mandar recados de que não pretende falar. Sua construtora, segundo a Polícia Federal, teria abastecido empresas fantasmas do esquema.

No mês passado, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) causou polêmica ao dizer que membros da CPI recebem dinheiro para defender Cavendish -grupo que ele apelidou de "tropa de cheque".

Antes de aprovar as convocações, a CPI decidiu que será dispensado o depoente que recorrer ao direito de ficar calado para não produzir provas contra si.

A CPI, controlada pelo PT, também decidiu investigar os contratos da Delta com o governo de São Paulo -daí a convocação de Paulo Preto, que trabalhou no governo do agora candidato José Serra.

A oposição tentou contra-atacar propondo a convocação do deputado estadual José de Filippi (PT), tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, mas foi derrotada.

Em entrevistas, o ex-dirigente do Dnit disse ter recebido pedidos para levantar com empreiteiras dinheiro para financiar campanhas eleitorais do PSDB e do PT.

Outro convocado foi o empresário Adir Assad, que controla rede de empresas suspeitas de ter lavado dinheiro da Delta. Ele nega a acusação.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

domingo, 22 de julho de 2012

Empresário Fernando Cavendish irá depor na CPI do Cachoeira

O que será que o ex-dono da construtora Delta e amigão de Sérgio Cabral vai falar? O fato é que o governador do Rio e muitos outros políticos devem estar desesperados. Ou será que isso tudo não passa de um jogo de cartas marcadas.


O Globo - Coluna Panorama Político

Deputado do Rio, Filipe Pereira (PSC), liderou ação para impedir depoimento de Fernando Cavendish na CPI do Cachoeira

Este deputado é contra os interesses do povo!!!

Deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ)
O Globo - Coluna Panorama Político

Empreiteira Delta de Fernando Cavendish obtém recuperação judicial com tese de 'bullying empresarial'

O que? Agora o fornecimento de propinas, fraudes e roubalheiras chama-se "bullying empresarial"?


DO RIO - Sob alegação de ter sofrido suposto "bullying empresarial", a construtora Delta e empresas coligadas tiveram aceito ontem o pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça do Rio de Janeiro.

Para a Justiça, o "bullying" ocasionou "a cessação dos recebimentos, inclusive por parte dos poderes públicos, que deixaram de pagar obras já executadas com receio de serem acusados de conluios com as supostas irregularidades".

Titular da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro acatou a tese de "bulling", configurado após "alguns executivos" da Delta terem sido acusados de corrupção no suposto esquema de Carlinhos Cachoeira.

Para a magistrada, a Delta "vem sendo alvo de inúmeras denúncias de contratações irregulares", mas não se pode esquecer que "o princípio que impera na lei é o da preservação da empresa como unidade produtiva geradora de empregos e contribuinte fiscal", cuja sobrevivência "interessa à sociedade como um todo".

Segundo a juíza, a falência da Delta "não significaria a punição dos culpados pelos crimes de corrupção eventualmente praticados e sim a punição da própria sociedade, já que acarretaria em desemprego e na perda de arrecadação".

As empresas terão 15 dias para apresentarem certidões negativas criminais de administradores e sócios e 60 dias para apresentar o plano de recuperação. Durante o processo estão suspensas todas as ações ou execuções contra as empresas. A juíza nomeou como administradora judicial a empresa Deloitte Touche Tohmatsu.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

Construtora Delta não poderá ter novos contratos com o governo

Empreiteira de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral, envolvida em denúncias de corrupção fica proibida de participar de licitações públicas pelos próximos dois anos


São Paulo - A Controladoria Geral da União (CGU) declarou inidônea a construtora Delta, que está agora oficialmente proibida de celebrar contratos ou participar de licitações públicas. A portaria assinada pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, será publicada no Diário Ofical da União desta quarta-feira.

Apesar do processo analisado pela controladoria se referir a obras no Ceará, a proibição de firmar contratos com a administração pública vale para todos os níveis de governo, no entendimento da CGU.

Fernando Cavendish e Sérgio Cabral
Os contratos atuais estão mantidos, mas deverão passar por uma nova análise, de acordo com a controladoria, medida que já vinha sendo adotada em vários estados por governadores preocupados em se desvencilhar do escândalo, como Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, Marconi Perillo (PSDB), em Goiás, e Agnelo Queiroz (PT), que cancelou na semana passada contrato da Delta na coleta de lixo do Distrito Federal.

Na ação em questão, a Controladoria concluiu que a construtora feriu princípios da "moralidade administratriva ao conceder vantagens injustificadas (propinas) a servidores do DNIT no Ceará". Entre as irregularidades listadas pela CGU, estão o fornecimento de valores e bens, como aluguel de carro, pneus e combustível, além de passagens aéreas, diárias em hotéis e refeições a servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

A decisão complica ainda mais a situação da Delta, um dos alvos da CPI do Cachoeira no Congresso. Na semana passada, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, depois da holding J&F ter anunciado oficialmente a desistência de comprá-la.

A Delta recebeu mais de 4 bilhões de reais nos últimos 12 anos para tocar obras públicas, segundo a organização Contas Abertas.


Para escapar da CPI e se livrar da imprensa, Sérgio Cabral recorre a sua puxa-saco Cidinha Campos e até desafetos políticos

Desesperado, governador usou várias pessoas para se blindar e evitar sua convocação à Comissão Parlamentar de Inquérito. Peemedebista também procurou o ex-desafeto Eduardo Cunha

Foto/Divulgação: site Cidinha Campos
No recolhimento forçado, Cabral causou pelo menos duas surpresas aos aliados. A primeira foi a iniciativa de reaproximar-se do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem mantinha relação conflituosa. Durante a crise, os dois se encontraram. Foi a Polícia Civil de Cabral que, há três anos, colheu a voz de Cunha em gravações telefônicas durante a Operação Alquila, lançada para investigar um esquema de fraude fiscal envolvendo a Refinaria de Manguinhos. O grampo custou a Cunha a dor de cabeça de enfrentar um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o mesmo Cunha se movimenta para tentar blindar o governador nos desdobramentos da CPI do Cachoeira.

A segunda surpresa foi uma inesperada visita à deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), que recuperava-se em casa de uma cirurgia. Quem conhece a rotina do governador, sabe que nunca sobra tempo na agenda para receber parlamentares. Paulo Duque, que o substituiu no Senado Federal quando Cabral concorreu ao governo, em 2006, reclamava na época de só ter recebido um único telefonema do governador, embora tivesse sido leal e não mudado um único funcionário do gabinete.

Cabral também usou o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) para acompanhar de perto todos os movimentos da CPI. O parlamentar é filho de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de quem Cabral até então mantinha divergências quanto ao rumo do PMDB nas eleições do Rio. O governador também recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB). O tucano convenceu três dos cinco integrantes do partido a votar contra a convocação de Cabral para depor na comissão. O peemedebista foi dispensado da CPI por 17 votos a favor e 11 contra.

- O Aécio foi fundamental neste processo - disse um aliado de Cabral.

Na capital, os adversários do prefeito Eduardo Paes estão divididos sobre usarem ou não na campanha eleitoral fotos e vídeos divulgados em abril por Garotinho onde aparecem Cabral e secretários estaduais - alguns deles flagrados dançando com guardanapos na cabeça - em passeios e jantares em restaurantes de luxo em Paris, em 2009.

- Não adianta agora o Paes dizer que não tem nada a ver com Cabral. Eles têm o mesmo projeto de poder. As imagens (de Paris) serão mostradas no meu programa, mas sem baixarias - disse o deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato a prefeito pelo PSOL.

Fonte: O Globo

ELEIÇÕES 2012: Com popularidade em baixa, Sérgio Cabral poderá se retirar dos palanques eleitorais

Futuros candidatos estão com receio de que a presença do governador do Rio denigra suas imagens perante à população após farra em Paris e CPI do Cachoeira


RIO - Dias atrás, um político da Baixada Fluminense ligou para o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o convidou para a inauguração de uma unidade de ensinoprofissionalizante na região. Pelo alcance social do projeto, seria um discurso fácil, mas Cabral refutou.

— Por enquanto, quero ficar quietinho — agradeceu.

A 10 dias do início das convenções que definirão os candidatos a prefeito dos municípios fluminenses, o gesto do governador fortaleceu uma convicção que prospera entre aliados: Cabral, cuja agenda pública minguou com a crise envolvendo a empreiteira Delta, será um eleitor discreto em outubro e praticamente não subirá em palanques.

Em lugares como Duque de Caxias e Nova Iguaçu, onde haverá disputa entre partidos da base governista, a ausência de Cabral era esperada antes mesmo da crise. Porém, até nos municípios onde os aliados marcharão juntos, como na capital, o governador deverá manter distância. Antecipando-se, o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição, começou discretamente a mudar o eixo da campanha, que abandonou a bandeira da parceria município-estado-União para destacar obras de sua administração.

A inauguração de uma UPP no Complexo do Alemão evidenciou o ânimo do governador à exposição pública. Confrontado com uma pergunta sobre a CPI do Cachoeira, reagiu rispidamente, acusando o repórter de faltar com o respeito. Os aliados, que apostavam na força de Cabral para alavancar candidaturas, hoje estão inseguros de levá-lo aos palanques.

Provável candidato à sucessão estadual em 2014, o vice-governador Pezão perderá, com o recolhimento de Cabral, a oportunidade de ganhar mais visibilidade. Seus potenciais adversários não ficarão parados. Enquanto o senador Lindberg Farias (PT) turbina uma agenda de cabo eleitoral de luxo nos quase 40 municípios onde os partido terá candidatos próprios, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR) promete lançar candidatos próprios em 70 municípios. Na capital, a filha, deputada estadual Clarissa Garotinho, será vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM).

Cabral, procurado, não quis se manifestar.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

Governador Marconi Perillo diz que não sabia do elo entre Demóstenes e Cachoeira

Engraçado, o governador inocente do Rio, Sérgio Cabral, também disse que não sabia da ligação entre Fernando Cavendish e Carlinhos Cachoeira. É muita cara de pau desses quadrilheiros, eles estão o tempo todo tentando ludibriar a justiça e desqualificando o trabalho da Polícia Federal como se fosse tudo invenção dos agentes e não o resultado de investigações.


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou nesta terça-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira que não sabia da amizade entre o contraventor e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) quando indicou o político à Secretaria de Segurança Pública do Estado, em 1999. Perillo acrescentou que jamais recebeu pleitos de Demóstenes relacionados às atividades do bicheiro. O senador responde a processo no Conselho de Ética do Senado por suas relações com Carlinhos Cachoeira.

A operação da PF que prendeu Cachoeira também apontou que Eliane Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo, ajudava a organização criminosa. Ela telefonou para um dos suspeitos e avisou da operação policial. "Só tomei conhecimento desse telefonema depois da divulgação. Ela nunca me disse desse telefonema, eu jamais imaginava que pudesse ter acontecido".

Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas.

Matéria originalmente publicada no site Terra Notícias

RABO PRESO! Sérgio Cabral dispara ligações para uma série de parlamentares do Congresso durante a CPI do Cachoeira

Nos telefonemas, governador pediu para que 'pegassem leve' com Perillo e Agnelo, senão poderia acabar sobrando para ele



A aparente falta de combatividade dos parlamentares da CPI mista do Cachoeira nos depoimentos de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz é resultado de uma ampla articulação de petistas e tucanos (leia mais em Um pacto de não agressão) para blindar seus governadores, mas também reflete o esforço do PMDB para evitar que a temperatura suba na CPI.

Nos últimos dias, aliás, Sérgio Cabral disparou ligações para uma série de parlamentares do Congresso. Nos telefonemas, Cabral pediu moderação na CPI para com Perillo e Agnelo.

Revista Veja - Coluna Radar Online

VOCÊ SABIA? Senador do Rio Franscisco Dornelles (PP) trabalhou para evitar a convocação de Sérgio Cabral na CPI do Cachoeira

Francisco Dornelles

Sérgio Cabral fica irritado com repórter da Globo ao ser questionado sobre a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta

Depois dessa, com certeza, o governador do Rio pediu a cabeça do jornalista foca que o indagou para a alta cúpula das Organizações Globo, porque todo mundo sabe que ninguém da emissora prateada deve ter a petulância se voltar contra os interesses do Governo do Estado. 


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ficou irritado ontem ao ser questionado por um jornalista se temia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional.

Foi a primeira vez que Cabral falou sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira e seu amigo pessoal.


Contratos. A Delta já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral. As fotos das confraternizações na capital francesa, ocorridas em 2009, foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral. Cabral disse ainda que não vai se oferecer para ser ouvido na CPI do Cachoeira, como fez o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na terça-feira. "O governador de Goiás tem as razões dele e eu respeito. Há 250 mil gravações e meu nome não aparece em nada. Não é o fato de uma amizade que me levaria a ir a qualquer lugar, mas eu respeito o governador e tenho certeza de que ele terá a oportunidade de se defender."

Matéria originalmente publicada no Estadão.com.br

ROBOCOP: Blindado, Sérgio Cabral subirá sozinho favelas ocupadas pelo tráfico

Governador CAVEIRÃO também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóveis


RIO - A polícia carioca acaba de ganhar um reforço para a inauguração de novas UPPs. A blindagem do governador Sérgio Cabral é tanta que ele será usado como arma na ocupação de morros ainda dominadas pelo tráfico. O secretário de Segurança, José Beltrame, explicou que Cabral entrará sozinho nos morros. “É impossível que alguém consiga abatê-lo”, afirmou.

O governador também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóvel. A “Blindagem Cabral” será a mais resistente oferecida aos clientes – e a mais cara. O departamento de estado americano já começou as negociações para usar Cabral em eventuais guerras.

CARA DE PAU! Após SMS a Sérgio Cabral, Vaccarezza diz que não haverá 'blindagens' na CPI

Deputado tenta negar o óbvio: proteção a Cabral!!!


O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), que foi flagrado enviando uma mensagem ao celular do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, disse nesta sexta-feira que não haverá "blindagens" nos trabalhos da comissão. Em nota oficial, o parlamentar afirma que "qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado".

As imagens do texto escrito por Vaccarezza foram divulgadas na noite de ontem no programa Jornal do SBT. "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos 'teu' (sic)", escreveu o deputado a Cabral.

A mensagem foi escrita durante a sessão em que os parlamentares discutiam se Cabral e os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) seriam chamados a depor na CPI. Os políticos são citados em escutas da Polícia Federal envolvendo Cachoeira, segundo delegados da PF que prestarem depoimentos à comissão.

A MÁFIA: Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é flagrado garantindo proteção a Sérgio Cabral durante a CPI do Cachoeira

Em ambiente promíscuo, parlamentar cheio de afeto e erros de português tenta tranquilizar Cabral com uma singela mensagem de SMS. Este é o Brasil CARINHOSO!!!


O ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi flagrado na quarta-feira 17 durante uma sessão da CPMI do Cachoeira garantindo blindagem do PT ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Imagens de um cinegrafista do SBT mostram o parlamentar enviado uma mensagem de celular ao peemedebista, que corria risco de ser convocado a depor.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, dizia Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI.


Em nota divulgada nesta sexta-feira 18, o deputado nega, no entanto, a existência de “blindagens” nos trabalhos da CPMI e diz que qualquer pessoa relacionada com a organização criminosa de Cachoeira será investigada.

Segundo ele, o texto da mensagem refletiu uma “preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB”. “Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida.”

O deputado diz que Cabral não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos da Polícia Federal, mas destaca o envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o bicheiro. “Pesam suspeitas fortes [contra Perillo] de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa.”

A convocação de Cabral era defendida por parte dos parlamentares da comissão, devido a sua relação com Fernando Cavendish, presidente licenciado do Conselho de Administração da empreiteira Delta, empresa que aparece nas investigações da Polícia Federal sobre Carlinhos Cachoeira.

Na quinta-feira 17, a CPMI optou por não votar as convocações de Perillo, Cabral e de Agnelo Queiroz (PT-DF), governador do Distrito Federal, envolvidos com a quadrilha do bicheiro. Os requerimentos podem voltar à pauta em 5 de junho, na próxima reunião administrativa.

FARRAS S/A: Assessoria de Sérgio Cabral não consegue explicar orgias em Paris com dinheiro do povo

Aparecem novas inconsistências nas seguidas viagens do governador do Rio de Janeiro à França.
Depois da divulgação das agendas do governador, incompatíveis com as festas na Europa,  Ministério Público Estadual decidiu solicitar informações sobre as viagens de Cabral ao exterior


Quanto mais o governador do Rio, Sérgio Cabral, explica, mais se complica. ÉPOCA revelou na semana passada que a agenda oficial de Sérgio Cabral (PMDB) mostrava o governador em atividades internas no Rio durante três dias em julho de 2009, enquanto ele se divertia na Europa. Durante a viagem, Cabral foi fotografado e filmado com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta. Como justificativa, sua assessoria disse que houve um erro de publicação naquelas datas e que Cabral de fato não estava no Rio, mas em descanso.

Na semana passada, ao tentar explicar por que gastou cerca de R$ 7 mil em diárias durante apenas dois dias de viagem oficial a Paris, nos dias 14 (uma segunda-feira) e 15 de setembro de 2009, o governador Cabral voltou a se enrolar. A justificativa de Cabral para os gastos é que ele chegara a Paris com três dias de antecedência. Mas, em sua agenda oficial, não constava a informação de que estava na França. Ela se limitou a informar que o governador estava em “compromissos internos”.

Procurada por ÉPOCA, a assessoria de Cabral disse que ele estava em Paris no dia 11 de setembro de 2009, uma sexta-feira, em “reuniões internas” preparatórias para o evento sobre Olimpíadas, em Copenhague, que aconteceria três semanas depois. Na mesma missão a Paris, Cabral apareceu em fotos, divulgadas pelo deputado e ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), outra vez ao lado de Cavendish. A estreita relação do empreiteiro com o governador se tornou pública por causa de uma tragédia, em junho de 2011, quando os dois foram à Bahia para comemorar o aniversário de Cavendish. O helicóptero que transportava parte do grupo de convidados caiu, matando sete pessoas da relação dos dois.

O procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, chefe do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, abriu uma investigação para apurar se a amizade entre Cabral e Cavendish, então dono de contratos de R$ 1,5 bilhão com o governo do Estado, favorecera a empresa. O caso foi arquivado, segundo o procurador, por “falta de provas”. Em entrevista a epoca.com.br na semana passada, Lopes disse que não via motivos para reabrir as investigações por causa dos encontros de Paris. “Se Cabral deveria ou não jantar com o empresário, é um julgamento político”, disse Lopes. Depois da divulgação das agendas do governador, incompatíveis com as festas na Europa, Lopes decidiu solicitar informações sobre as viagens de Cabral ao exterior.