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domingo, 22 de julho de 2012

ROBOCOP: Blindado, Sérgio Cabral subirá sozinho favelas ocupadas pelo tráfico

Governador CAVEIRÃO também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóveis


RIO - A polícia carioca acaba de ganhar um reforço para a inauguração de novas UPPs. A blindagem do governador Sérgio Cabral é tanta que ele será usado como arma na ocupação de morros ainda dominadas pelo tráfico. O secretário de Segurança, José Beltrame, explicou que Cabral entrará sozinho nos morros. “É impossível que alguém consiga abatê-lo”, afirmou.

O governador também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóvel. A “Blindagem Cabral” será a mais resistente oferecida aos clientes – e a mais cara. O departamento de estado americano já começou as negociações para usar Cabral em eventuais guerras.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Governo Dilma Rousseff abandona UPPs de Sérgio Cabral e Beltrame


Revista Isto É - Coluna Ricardo Boechat

PEGA NA MENTIRA!!! Ruas de Niterói têm apenas um policial militar a cada 6km

PINOCÃO: Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, promete 366 policiais militares para reforçar o efetivo do 12º BPM de Niterói, mas não cumpre


RIO - Nas ruas de Niterói, a pergunta que não quer calar: onde foram parar os 366 policiais militares que, segundo anúncios recentes da Secretaria estadual de Segurança, reforçariam o efetivo do 12º BPM (Niterói)? A promessa era de que eles se juntariam aos cerca de 700 PMs que já formavam o contingente do batalhão. Mas uma equipe do GLOBO percorreu na quarta-feira 104 quilômetros de 26 bairros da cidade e, em cinco horas, das 10h40m às 15h40m, constatou o motivo dos questionamentos da população: ainda são muitos os vazios de policiamento. No trajeto por todas as regiões do município, havia apenas 17 pontos de patrulhamento, em média um a cada 6,1 quilômetros, com 42 PMs no total. E detalhe: no caminho, as sete cabines de policiamento encontradas estavam vazias.

Um dia após o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, visitar a cidade, nas imediações dos morros do Estado, no Centro, e do Cavalão, em Icaraí, por exemplo, nada de PMs. Apenas na Rua Eduardo Luiz Goes, que corta o Morro do Estado, os repórteres encontraram policiais, mas Civis, da 76ª DP (Centro). Nessas comunidades, os planos são instalar duas Companhias Destacadas do 12º BPM, cada uma com cem recrutas — um total de 200 novos agentes que estariam chegando aos poucos.

Outra das medidas anunciadas tampouco está surtindo efeito, pelo menos no que se pôde ver nas ruas: em todo o percurso de 65 vias, algumas percorridas mais de uma vez, nenhuma equipe do Projeto Garupa, do Batalhão do Choque, foi avistada. Isso embora tivesse sido anunciado que, desde domingo passado, 44 homens do grupo patrulhariam Niterói, em 33 motos. Além deles, outros 122 PMs já teriam chegado à cidade.

— Pelo menos por onde passo diariamente, não vi o reforço. Até tem polícia na Praia de Icaraí. Mas uma viatura, como já ocorria antes. Nas ruas internas, pouco mudou — reclama a moradora do Jardim Icaraí Fernanda Almeida, de 27 anos.

Na região de Icaraí, aliás, incluindo Santa Rosa, Vital Brazil, São Domingos e parte do Ingá e do Gragoatá, a equipe do GLOBO deparou-se com apenas três pontos de policiamento: um veículo na Praia de Icaraí; outro na Rua Gavião Peixoto, em frente ao Campo de São Bento; e um terceiro próximo ao campus do Gragoatá da UFF. Eram quatro PMs das 11h26m às 12h20m, e duas cabines vazias.

Mais desguarnecida estava a região do Centro. Das 10h40m às 11h26m, por 23 ruas, só havia uma viatura da polícia na Avenida Jansem de Melo, e em frente ao 12º BPM. Enquanto isso, não havia policiais próximo ao movimentado Terminal João Goulart e à estação de barcas da Praça Arariboia. Nem na cabine blindada instalada ali perto.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

RIO VIRA ZONA!!! Niterói ficará com recrutas que iriam para UPPs

Não existem policiais para atender a demanda de violência provocada pelas UPPs de Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame em outras regiões do Estado. E agora Vossas Excelências!!! Desorganização total por parte das autoridades!!!


RIO - Se até o fim do ano passado as UPPs tinham prioridade quase total para receber os policiais recém-formados no estado, a onda de violência nos últimos meses em Niterói mudou esse quadro. Com os reforços no 12º BPM (Niterói) anunciados na quinta-feira pela Secretaria de Segurança, a cidade receberá nas próximas semanas 322 PMs recém-formados. Um número que, se comparado com os efetivos nas comunidades pacificadas do Rio, é menor apenas que o existente nas UPPs da Mangueira (403 policiais) e da Cidade de Deus (344).

Do total de recrutas, 200 vão para as duas novas Companhias Destacadas do 12ºBPM (Niterói) que serão criadas: uma no Morro do Estado, no Centro, e outra no Morro do Cavalão, em Icaraí. De acordo com o porta-voz da PM, coronel Frederico Caldas, grande parte deles virá da turma de 580 novos soldados formados ontem no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap). Além deles, outros 122 recrutas formados em turmas anteriores já chegaram à cidade nas últimas semanas.

— Quando formamos um policial, ele não tem uma destinação predefinida. Até o fim do ano passado, eles seguiam quase exclusivamente para as UPPs. E alguns também para reforçar batalhões. Certamente Niterói não receberia tantos policiais. Em função da violência na cidade, porém, isso virou uma prioridade — disse o coronel.

Caldas garantiu ainda que o envio de soldados para Niterói não reduzirá o efetivoda Rocinha nem atrapalhará a instalação das UPPs da Fazendinha e da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, previstas para breve. Junto com os 322 recém-formados, até domingo Niterói receberá ainda 44 policiais do Projeto Garupa, integrantes do Batalhão de Choque, que patrulharão a cidade de moto. E, em até 15 dias, será instalada uma base da Polícia Montada na cidade, ainda sem efetivo definido.

Enquanto se atendem a UPPs e a necessidades urgentes, como a de Niterói, em outras regiões há muitas reclamações de efetivos reduzidos. Em Angra dos Reis, por exemplo, moradores reclamam da desativação, há cerca de um mês, do posto do Batalhão Florestal. Em Volta Redonda, o pedido é de aumento do efetivo das polícias Civil e Militar. E em São Gonçalo, que recebeu 50 PMs no pacote da Secretaria de Segurança, moradores se queixam da invasão de traficantes do Rio e do pequeno número de policiais do 7º BPM, que tem só 500 homens para patrulhar 228 quilômetros quadrados, com 1,2 milhão de habitantes.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

terça-feira, 13 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: O cobertor curto das UPPs


Coluna do jornal Metro

CARA DE PAU: Governo Sérgio Cabral ignora a fé pública do cidadão e diz que não há migração de bandidos para Niterói

— Então "governador", para onde foram os traficantes que fugiram das áreas pacificadas? Sumiram, viraram trabalhadores honestos. Por acaso, o senhor é o mágico Mister M? 

Imagem: Reprodução / O Dia Online

A FARSA DAS UPPs: Moradores de Niterói fazem protesto por causa da migração de bandidos do Rio. E aí, Sérgio Cabral?

Com o intuito de esconder a verdade, Organizações Globo realizam uma cobertura tendenciosa dos fatos a favor do Governo do Estado e se negam a relacionar a instalação das UPPs no Rio com o aumento da violência em municípios vizinhos



RIO - Com faixas, cartazes e ao som do hino nacional e canções de Gonzaguinha e Geraldo Vandré, cerca de mil moradores participaram, na manhã deste domingo, de um protesto pedindo por segurança em São Francisco, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O bairro que fica na região oceânica tem registrado aumento de assaltos e violência nos últimos meses - que seria resultado da migração de criminosos depois da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora no Rio.


Adultos, idosos, muitos pais acompanhados dos filhos caminharam pelas ruas de forma pacífica. Eles traziam cartazes com frases de indignação como: "Exigimos ter de volta o direito de caminhar pelas ruas da cidade sem medo e insegurança"; "Os ladrões já estão 'de saco cheio' dos nossos pertences e nós também já estamos cansados de sermos roubados".

"Eu estou com mais de 900 assinaturas colhidas durante o protesto. Vamos pedir às autoridades a volta do policiamento ostensivo, das cabines policiais que foram todas desativadas e do policiamento comunitário", disse o professor Luiz Gonzaga Machado, 71, um dos participantes do ato.

O protesto foi promovido pelo grupo SOS São Francisco, que convocou os moradores pelo Facebook. A passeata começou por volta das 10h30 e terminou no início da tarde. O grupo do SOS São Francisco no Facebook conta com 2.794 membros. À tarde, os participantes postaram mensagens parabenizando a todos pelo "sucesso" do protesto.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

quarta-feira, 7 de março de 2012

Organizações Globo tentam disfarçar conivência com governo Sérgio Cabral denunciando resultado negativo das UPPs

"Parabéns, Sérgio Cabral!!! Mais um comércio fechado. Com as UPPs do Rio, os bandidos vieram pra cá aumentando a criminalidade em Niterói", diz faixa de protesto pendurada por vítima que teve a sua loja de motos roubada e obrigada a fechar as portas.


RIO - Em qualquer conversa entre vizinhos da Região Oceânica um assunto é recorrente: a falta de segurança nas ruas e até dentro de casa. O burburinho é confirmado por registros de ocorrências feitos na delegacia da área, a 81 DP, que reconhece o aumento de casos nos primeiros meses deste ano. De acordo com dados fornecidos pela delegacia, entre janeiro e fevereiro, foram registrados 17 roubos a residências, um aumento de 142% em relação ao mesmo período de 2011.

Também foram registrados, na região, quatro roubos e quatro furtos a estabelecimentos comerciais, a maior parte deles na Avenida Central. No dia 1 de fevereiro, uma loja de motocicletas, na esquina da Estrada Francisco da Cruz Nunes com a Avenida Central, em Itaipu, foi invadida por quatro homens armados, que renderam o proprietário, sua mulher, o filho e clientes. Eles agiram em cerca de dez minutos e causaram prejuízo financeiro suficiente para provocar a falência da loja.

— Os bandidos levaram duas motos, de R$ 10 mil e R$ 24 mil, e também R$ 16 mil em dinheiro. Os veículos não eram meus e ainda estou pagando os prejuízos. Tive que fechar a loja e continuar pagando aluguel — queixou-se o proprietário, Leonardo Vidal, de 39 anos, que afixou uma faixa na fachada da loja, em protesto contra o aumento da violência na região, com a inscrição: “Parabéns, Sérgio Cabral! Mais um comércio fechado. Com as UPPs do Rio, os bandidos vieram para aqui aumentando a criminalidade em Niterói.”

Matéria originalmente publicada no Globo Online

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"


RIO - O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de suarepresentatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sérgio Cabral gasta com publicidade até na revista estrangeira ‘Foreign Affairs’!


Da Agência Estado:
O governo fluminense comprou quatro páginas coloridas de matéria paga na edição de janeiro/fevereiro de 2012 da Foreign Affairs, a mais prestigiada publicação sobre política internacional do mundo, para, segundo afirma, divulgar o Rio de Janeiro no exterior.

Em uma época de crise das economias centrais, onde faltam recursos e a estagnação econômica persiste, o Executivo fluminense foi a Nova York em busca de investimentos para o Estado. Custeou, a preço que não revela, um seminário promovido com a grife da revista no Council on Foreign Relations (o Rio de Janeiro Investiment Conference, em 30 de novembro), e a divulgação da “reportagem” sobre o Rio. O texto incluiu uma entrevista com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), ilustrada com duas fotos dele, na qual o político elogia fortemente a sua própria administração.

Procurado pelo Estado de S. Paulo, o governo do Rio recusou-se a revelar quanto gastou com a revista. O Palácio Guanabara, sede da administração estadual, informou já ter promovido eventos com publicação de material no exterior em outras ocasiões - uma delas, no diário americano The Washington Post.

O objetivo da publicação na Foreign Affairs, segundo o Executivo, é a divulgação internacional do Estado, dentro de uma estratégia de marketing e publicidade mais ampla. A assessoria de Comunicação Social alegou não saber quanto custou a publicação nem poder levantar esse dado, porque o negócio foi fechado por meio de agência e por não poder revelar o preço da tabela de anúncios de publicações, por uma “questão publicitária de mercado”.

Na entrevista que ocupa, em parte, três páginas da Foreign Affairs, Cabral apresenta os principais outdoors da sua administração, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Fala do saneamento financeiro do Estado e da obtenção, pelo Rio, do grau de investimento, concedido pela agência de classificação de risco Standard & Poor’’s. “Outro ponto importante é educação. Depois de décadas de negligência, nosso compromisso é melhorar o desempenho das escolas públicas do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, diz o governador na entrevista. “Nosso objetivo é que até 2013 o Rio esteja entre os cinco melhores Estados (em educação).” Em 2011, o Rio de Janeiro ficou em penúltimo no Ideb entre 27 unidades da Federação, à frente apenas do Piauí.

A “reportagem” da Foreign Affairs também traz um texto falando da fase de crescimento vivida pelo Brasil e uma breve descrição da Rio de Janeiro Investment Conference, organizada em uma parceria da revista com a empresa Thinklink.

Por Reinaldo Azevedo

Blog da revista Veja

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

DESCASO: PMs denunciam péssimas condições de trabalho em UPPs e garantem greve

Paralisação inclui policiais civis e bombeiros. Corporação diz que a greve é inevitável

RIO - Enquanto aguarda um posicionamento do governo e da corporação sobre o movimento grevista, integrantes da Polícia Militar do Rio de Janeiro dão claros indícios de que a greve no começo de fevereiro é inevitável. Ao Jornal do Brasil, um grupo de policiais militares lotados em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) denunciou uma série de irregularidades que afligem o carro-chefe da política fluminense no quesito segurança pública (confira vídeo abaixo).


Baixos salários, escalas de trabalho que superam 70 horas semanais, agentes de outros municípios forçados a viver nas UPPs em função do sistema deficitário de vale-transporte oferecido pelo governo do estado, gratificações incompatíveis com determinadas funções, problemas no "bico legalizado" do Proes. Estas são apenas algumas das razões pelas quais, segundo os integrantes do movimento grevista, foi escolhido o dia 8 de fevereiro como data limite para receber algum posicionamento das autoridades.

Do contrário, o Rio de Janeiro corre o risco de ficar sem o policiamento rotineiro a partir do dia 10 de fevereiro. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também dão sinais de que podem aderir ao movimento, o que instalaria o verdadeiro caos no estado.

"O perfil dos nossos governantes é o daquela pessoa que paga para ver. Eles vão esperar o problema estourar para depois vir tentar remediar. Desde a nossa reunião com o comandante-geral Erir Ribeiro (no dia 12 de janeiro), não tivemos posicionamento algum das autoridades", revela o cabo João Carlos Soares Gurgel, um dos líderes do movimento grevista. "O escudo deles é o nosso regulamento covarde e inconstitucional, que pode mandar nos prender em caso de rebeldia. Hoje, vivemos em condições análogas à escravidão".

Caso a greve se confirme, a tendência é que o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) sejam acionados emergencialmente, já que a greve não é unânime entre eles. Isso acontece porque os dois são os batalhões que recebem as melhores gratificações da corporação.

"Como o Bope tem uma boa visão na sociedade, a ideia de governo é colocá-los para reprimir qualquer movimentação, como fizeram com os bombeiros. Também temos o apoio de alguns membros do Bope. Na passeata de domingo, onde reunimos 25 mil pessoas, eles também compareceram", aponta o cabo Gurgel. "Eles sabem que recebem uma boa gratificação mas, se forem baleados numa operação e colocados fora de combate, voltam a ganhar o mesmo que qualquer policial militar. A nossa luta é pela incorporação dessas gratificações.

Denúncias

Ao JB, os policiais militares lotados em UPPs garantem que o movimento ganhou força nas comunidades pacificadas. A ideia deles é se aquartelar e cessar as atividades até que o governo responda às reivindicações.

"A situação nas comunidades com UPPs realmente vai ficar complicada. Elas ficarão fragilizadas", disse um dos policiais, que também denunciou uma suposta venda irregular de folgas entre os agentes. "Como os policiais que moram no interior não conseguem voltar para casa, já que recebem um vale-transporte de apenas R$ 90, eles acabam vendendo folgas para outros companheiros".

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou que "o comando-geral da não considera a possibilidade de paralisação de atividades - que é, cabe ressaltar, vedada pela Constituição Federal a militares, tanto federais, quanto estaduais". A corporação também informou que mantém diálogo com os representantes do movimento de greve.

Sobre as denúncias de policiais forçados a viver nas UPPs, o comando-geral apontou que a solução do problema tem sido a transferência gradativa dos agentes para os seus municípios de origem, e que apenas 129 dos 3.932 policiais lotados em comunidades pacificadas estão nesta situação. A assessoria de imprensa também negou ordem de prontidão na véspera da data programada para a greve.

A Polícia Militar não comentou a possibilidade de usar o Bope para intervir nas comunidades pacificadas caso a greve aconteça.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil