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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Policial civil premiado cobra melhor salário para categoria e constrange Beltrame e Pezão em pleno evento realizado no Rio

Inspetor Márcio Marques foi intensamente aplaudido pela plateia, composta por policiais civis e militares


RIO - Exatos dois meses após a decretação da greve das forças de segurança do Rio de Janeiro por melhores salários, o inspetor da Polícia Civil Márcio Marques da Silva, da 22ª DP (Penha), primeiro lugar no prêmio do Sistema Integrado de Metas da Secretaria de Segurança, cobrou em seu discurso nesta terça-feira (10) melhor salário e a “valorização” dos policiais, e foi prontamente aplaudido por colegas da Civil e da PM.

No palco, estavam o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, a chefe de Polícia, Martha Rocha, o comandante-geral da PM, coronel Erir Costa Filho, além do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, representando Sérgio Cabral. Houve certo constrangimento inicial, mas em seguida até Beltrame aplaudiu.

Em 10 de fevereiro, a Polícia Militar e a Polícia Civil entraram em greve por melhores salários. O movimento foi rapidamente esvaziado depois que o Comando da PM ameaçou com expulsão sumária e prisão. A Polícia Civil também recuou e a paralisação rapidamente perdeu força.

Márcio Marques foi escolhido para discursar em nome da Polícia Civil, por integrar a 22ª DP, primeira colocada por atingir as melhores metas no estado. A área, que abrange parte dos Complexos da Penha e do Alemão, teve reduções de 59% na letalidade violenta, de 27,5% no roubo de veículos, e 34,4% dos roubos de rua no segundo semestre de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010.

“Peço que o governo continue a estudar a valorização dos policiais, e a valorização dos salários. O Rio é a vitrine do mundo e a polícia precisa ser cada vez mais valorizada”, afirmou, sendo intensamente aplaudido pela plateia, composta por policiais civis e militares.

O sistema de premiação distribuiu R$ 45 milhões para policiais de 43 unidades das duas polícias, pelo cumprimento de metas de redução de criminalidade em suas áreas. Entre as unidades premiadas estão o Bope, o Batalhão de Choque, a Corregedoria Interna da Polícia Civil e a Divisão de Homicídios.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

Deputada Cidinha Campos, bajuladora de Sérgio Cabral, teve seu pedido de cassação contra Janira Rocha arquivado


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara

sábado, 24 de março de 2012

24 HORAS: Governo Sérgio Cabral oficializa o "bico Jack Bauer" para 300 policiais militares

Em vez de pagar um salário digno aos PMs, governador do Rio obriga o servidor a trabalhar 24 horas sem direito a folga se quiser ganhar um pouco mais.


RIO - A partir de abril, 300 policiais militares passarão a trabalhar, no horário de folga, na SuperVia, concessionária que administra a malha ferroivária do Rio, através do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis). Os PMs vão atuar em 700 turnos mensais. O policial inserido no programa pode ganhar até R$ 2.100 a mais, caso trabalhe os 12 turnos de oito horas mensais permitidos. Convênios com o Metrô Rio, Cedae, Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Light e prefeitura de Macaé também serão implantados.

Atualmente, 1.220 PMs trabalham na segurança da prefeitura do Rio de Janeiro e mais 494 atuam na prefeitura de Queimados, na baixada Fluminense. O policial que entra para o Proeis trabalha em seus dias de folga, com direitos garantidos e carga horária que não compromete o trabalho no batalhão onde é lotado.

Para o gestor do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes Júnior, a inclusão de policiais em ações de ordem pública, por exemplo, é um meio eficaz de redução da criminalidade e de aumento da sensação de segurança.– O PM de folga estará em uma atividade legal e com uma gratificação melhor do que em serviços não autorizados. A população verá um policial fardado e equipado pela corporação para atuar ali – explicou.


Policial deve atender a requisitos para ingressar no programa

Para integrar o Proeis, o PM tem que ter sido submetido e aprovado, para o respectivo período, no TAM (Teste de Avaliação Médica) e no TAF (Teste de Aptidão Física), conforme as normas em vigor na corporação. Ele também deve ter concluído o curso de formação ou aperfeiçoamento exigível para o exercício das funções relacionadas aos seus círculos hierárquicos; estar lotado e emefetivo exercício na PM; se for praça, ter, no mínimo, a chancela de "bom comportamento" em sua ficha; não estar respondendo a processos ou sindicâncias administrativas e estar na condição de “apto categoria A”.


A DITADURA CABRAL: Governo Sérgio Cabral expulsa 11 Policiais Militares que participaram da greve

Mesmo recebendo o pior salário do Brasil, servidores públicos do Rio de Janeiro foram expulsos por reivindicar remunerações mais justas.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

segunda-feira, 19 de março de 2012

A DITADURA CABRAL: Cabo Daciolo e mais 12 bombeiros grevistas são expulsos da corporação

Gravações fornecidas pelo governo da Bahia com exclusividade à Rede Globo e editadas pelo Jornal Nacional são as únicas provas contra o líder do movimento grevista no Rio. As quais Daciolo não incita a violência como faz o líder grevista na Bahia, e sim tenta mobilizar bombeiros de outros Estados. Me parece que esta foi mais uma manipulação maquiavélica das Organizações Globo com o intuito de favorecer o governador do Rio, Sérgio Cabral. Por que este material público foi entregue apenas para a Vênus Prateada e só depois de ter sido veiculado foi distribuído para as demais emissoras? Que relação é essa entre o Estado e a Globo?

O Dia Online


RIO - Treze bombeiros que participaram do movimento grevista desde o ano passado, quando houve a invasão do quartel-general, no Centro, foram expulsos da corporação. No grupo, está o cabo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, considerado um dos líderes. Ele foi flagrado em escutas telefônicas articulando uma paralisação nacional dos servidores de segurança pública durante o Carnaval.

A decisão do Conselho de Disciplina ao qual eles foram submetidos foi publicada nesta segunda no Boletim Interno do o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Os militares foram considerados ‘culpados por articulação em manifestações decaráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar’, diz a decisão.
Além de Daciolo, foram expulsos os cabos Alexandre Salvador de Azevedo, Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior, Andrei Carlos Azevedo dos Santos eAdhemar de Queiroz Balthar Junior.

Os outros excluídos: terceiros-sargentos Heraldo Correia Vieira, Alexandre Gomes Matias, Wallace Rodrigues Chaves, Harrua Leal Ayres, André Manoel Pontes Matos; os segundo-sargentos Daniel Alves dos Santos, Paulo Edson de Campos do Nascimento, e o subtenente Valdelei Duarte. A defesa dos militares disse que vai recorrer.

“Incrivelmente, eu e a família do meu cliente fomos informados da decisão pela imprensa. Tomaremos as medidas necessárias e entraremos com recursos”, disse a advogada de Benevenuto Daciolo, Grace Martins."


Confira abaixo a lista dos bombeiros expulsos:

1 - CB BM Alexandre Salvador de Azevedo
2 - CB BM Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior
3 - CB BM Andrei Carlos Azevedo dos Santos
4 - CB BM Adhemar de Queiroz Balthar Junior
5 – CB BM Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos
6 - 3º SGT BM Heraldo Correia Vieira
7 - 3º SGT BM Alexandre Gomes Matias
8 – 3o SGT BM Wallace Rodrigues Chaves
9 - 3º SGT BM Harrua Leal Ayres
10 - 3o SGT BM André Manoel Pontes Matos
11 - 2º SGT BM Daniel Alves dos Santos
12 - 2º SGT BM Paulo Edson de Campos do Nascimento
13 - Subtenente BM Valdelei Duarte

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

A DITADURA CABRAL: Depois da greve, "governador" do Rio faz um ano de transferências no Bope em um só dia


RIO - Em um único dia de transferências de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para outras unidades, a Polícia Militar atingiu a mesma quantidade de remanejamentos feitos durante todo o ano de 2011. As saídas em massa ocorreram em 6 de março, quando foram publicados no boletim interno da PM os nomes de 32 caveiras — 22 deles transferidos para batalhões no interior, a até 300 quilômetros da capital.

O aumento sistemático de transferências ocorreu entre 14 de fevereiro e a última quinta-feira. Nesse intervalo, 69 policiais com cursos em ações de combate, tiro de precisão e resgate de reféns deixaram a tropa de elite para trabalhar em batalhões comuns.

As saídas se intensificaram cinco dias após a manifestação na Cinelândia, no Centro do Rio, que deu início à greve das polícias. Na ocasião, a equipe Bravo foi chamada pelo comando-geral da PM para reprimir a manifestação. Mas os caveiras se negaram a cumprir a ordem. De lá para cá, os policiais que estavam de plantão começaram a deixar o Bope.

Mudanças para longe

A equipe Bravo começou a ser dizimada. E os seus integrantes, mandados para batalhões distantes. É a chamada "punição geográfica", feita com transferências distantes como forma de penalizar servidores que participam de movimentos favoráveis a greves. Em 2011, todos os policiais que deixaram o Bope se dividiram entre batalhões na região metropolitana e unidades administrativas. Apenas dois foram para a Baixada.

Este ano, do total de transferidos após a greve, 38 foram obrigados a deixar o Rio. Dezesseis foram para batalhões na Baixada e dois foram para o 35º BPM (Itaboraí). No boletim de 6 de março, 22 policiais foram remanejados para batalhões distantes, como o 8º BPM (Campos dos Goytacazes) e o 32º BPM (Macaé). Sem a gratificação de R$ 1,5 mil paga a PMs do Bope, alguns transferidos foram obrigados a dividir os gastos com gasolina, para economizar em passagens de ônibus.

— Se não fizermos isso, vamos trabalhar apenas para pagar passagem — disse um policial, que não se identificou.

Com 69 transferências em apenas 30 dias, registradas até a última quinta-feira, foram mais de dois policiais do Bope remanejados por dia no período. Por dia, a média é mais de 25 vezes maior frente ao ano passado. As transferências repentinas deixaram um buraco na tropa, composta por cerca de 400 homens, de acordo com o site da PM. Com as transferências, o Bope perdeu 17,25% do efetivo.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

A DITADURA CABRAL: “Caveiras” que pararam em greve são banidos do Bope até o fim da carreira


RIO - A PM afastou do Bope, até o fim da carreira, os 51 integrantes de sua Companhia Bravo, por terem se rebelado e se recusado a cumprir ordem de ir ao Quartel-General, aderindo à paralisação dos policiais militares, em 10 de fevereiro. A Bravo é uma das quatro companhias operacionais da unidade de elite da corporação, que atualmente tem cerca de 400 homens.

Foi considerada grave quebra de confiança, porque o policial do Bope não pode ser recusar a cumprir missão. Daí o castigo de nunca mais poder ser da unidade de Operações Especiais, considerado o pior possivel, aos olhos dos "caveiras".

Todos os policiais transferidos do Bope vão perder a gratificação da unidade, de R$ 1.500 e – o pior, na opinião dos “caveiras” – ficarão fora do Bope até o fim da carreira, como exemplo para a tropa. O afastamento eterno da unidade de operações especiais - uma espécie de "irmandade", com seus códigos próprios e camaradagem - é visto como um exílio dentro da corporação.

O Bope e o Choque são as tropas de reserva do Comando-Geral da PM e, portanto, consideradas unidades de confiança da chefia. A recusa à ordem de se apresentar ao QG, foi considerada pela PM um ato deinsubordinação, daí a punição dura.

Como o Bope é referência para os policiais, qualquer ação de seus membros tem grande repercussão sobre os colegas. A intenção é que a sanção sirva como exemplo para todos os policiais e para os oficiais jovens, a fim de desencorajar novas ações grevistas.

A determinação foi passada à equipe de plantão pelo comando da unidade, na noite em que PMs e bombeiros estavam reunidos na Cinelândia para declarar greve, que se iniciaria à meia-noite. A companhia se recusou a sair do quartel, em Laranjeiras.

De acordo com os policiais, eles não concordavam em reprimir os colegas de farda, pleiteando aumento salarial. Eles justificam que queriam evitar afrontar os outros PMs e parecer estar contra eles e provocar, talvez, confusão.

Duas horas de discussões em tom duro, gritos e ameaças de punição

Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.

Perder uma equipe experiente, cortando na própria carne, está sendo traumático para o Bope. Os PMs afastados tinham anos de Bope e estiveram envolvidos em praticamente todas as grandes ações da unidade de elite. A ideia da PM é que “ninguém é insubstituível”.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

sexta-feira, 16 de março de 2012

DITADURA? Após greve da PM no Rio, Sérgio Cabral transfere 13% dos policiais do Bope para outros batalhões



RIO - Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Matéria originalmente publicada no Extra Online

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Após ser preso ilegalmente por Sérgio Cabral, cabo Benevenuto Daciolo é solto

'A verdade toda será revelada', diz bombeiro ao sair da prisão


RIO - O cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, acusado de liderar a greve da corporação no início do mês, foi solto na tarde desta sexta-feira, segundo assessoria da Secretaria estadual de Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Ele foi beneficiado por um habeas corpus que revogou a prisão decretada pela Auditoria Militar.

Daciolo foi preso no dia 8 de fevereiro, acusado de crime militar. Ele chegou a ser detido no presídio de Bangu I, na Zona Oeste, mas depois foi transferido para o Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão, onde está preso. Um erro de digitação no alvará de soltura impediu que fosse Daciolo fosse libertado no domingo, junto com outros bombeiros.

A esposa do militar preso, Cristiane Daciolo, desmaiou ao saber que o marido não seria libertado com os colegas. Ela saiu da unidade em ambulância da corporação e seguiu para o Hospital Central para restabelecer a pressão arterial. O bombeiros libertos fizeram um oração ao deixar o quartel.

Bombeiros podem ser expulsos

Os bombeiros do Estado do Rio soltos no domingo passado vão responder por três infrações dos artigos do Código Penal Militar: motim, tipificado no artigo 149, incitamento à desobediência (artigo 155) e deixar de se apresentar à corporação (artigo 183). O advogado dos bombeiros, Raul Lins e Silva, acredita que o governo do estado vai pedir a expulsão de todos. Se isso acontecer, adiantou, vai ingressar com pedido de nulidade da expulsão.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A verdade sobre o governo Sérgio Cabral no qual a Rede Globo é conivente

Policiais e bombeiros suspendem a greve no Rio

Lideranças decidem deixar para depois do Carnaval a tentativa de negociação salarial. Prioridade agora é a libertação dos presos

Veja.com

RIO - Em assembleia conjunta realizada nesta segunda-feira, bombeiros, policiais civis e PMs do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve iniciada na última quinta-feira. No início da tarde, o Sinpol e outras entidades representativas dos policiais civis já haviam decidido interromper a paralisação durante o Carnaval, em medida oficializada junto ao governo do estado.

Fernando Bandeira, presidente no Sinpol, disse que a decisão foi tomada "em respeito à população e ao turismo do carnaval, que é mundialmente conhecido, e também aos nossos herois." Oficialmente, o trabalho será retomado nesta terça, mas na prática o movimento não chegou a ganhar adesão expressiva como aconteceu na greve dos bombeiros de 2010. Pesou contra os grevistas a reação imediata do governo estadual. Já na sexta-feira, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou, em edição extra, a redução do prazo legal para julgamento de policiais militares e bombeiros. Com a instituição do rito sumário, o governo do estado emitiu um claro sinal de que os policiais e bombeiros que aderissem à greve poderiam ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.

A adesão à greve foi parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens).

Agora, a negociação passa a ser para conseguir a libertação dos 12 homens presos em Bangu 1. Ana Paula Matias, mulher do sargento Alexandre Matias, um dos presos, leu um manifesto em que os bombeiros afirmam que "a luta não é mais por dignidade salarial, mas pela dignidade humana".

À tarde, os presos receberam a visita de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e da Câmara dos Deputados.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

GREVE NO RIO: chega a 12 número de bombeiros presos em Bangu 1

Estadão.com

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou, em nota, que oito de 11 mandados de prisão emitidos para bombeiros que representam o movimento de greve já foram cumpridos.

Os militares presos que inicialmente tinham sido levados para o GrupamentoEspecial Prisional (GEP) foram encaminhados para o Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, onde também está preso, desde a noite da última quarta-feira, 8, o cabo Benevenuto Daciolo.

Na manhã de ontem, 39 guarda-vidas foram detidos por falta ao serviço noGrupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca. Na sexta-feira, 10, 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço e presos administrativamente.

Com as novas prisões, sobe para 12 o número de bombeiros militares presos emBangu 1 e 162 guarda-vidas, em quartéis, cumprindo medida disciplinar.

Mesmo com as prisões, o comando da corporação reforçou que as 110 unidades operacionais estão funcionando normalmente, incluindo os postos de salvamento na orla da Barra da Tijuca, onde foram acionadas equipes de reserva.

Matéria originalmente publicada no Estado de São Paulo Online

Equipe da Rede Globo é expulsa durante manifestação de policiais e bombeiros em Copacabana

Servidores públicos do Rio de Janeiro que reivindicavam melhores salários acusam emissora de fazer cobertura jornalística tendenciosa dos fatos a favor do governo Sérgio Cabral. O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defendeu a atitude dos manifestantes, que quase agrediram a equipe da TV Globo. "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente sobre as manifestações. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

ASSISTA AO VÍDEO

— A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da Rede Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso o que acontece com uma emissora que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

GLOBO, capacho do governo, diz manifestante em cartaz
Aos gritos de 'FORA, GLOBO', grevistas expulsaram equipe da emissora prateada 

GREVE NO RIO: OAB pede a Beltrame informações sobre militares presos ilegalmente

Bombeiros e policiais foram detidos com mandados sem assinatura e até sem mandatos

Pernambuco.com

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, Wadih Damous, e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, MargaridaPressburger, estão encaminhando um ofício ao secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, para que informe quem são e onde estão os militares presos pela greve da Segurança do Rio. O pedido para que a entidade intervenha na questão foi feito em reunião pela manhã, na OAB, por uma comissão de familiares de grevistas que estão desaparecidos e pelos deputados Paulo Ramos (PDT) e Janira Rocha (PSOL). Segundo Margarida Pressburger, a maioria das famílias não tem notícias de seus filhos e maridos.

— Estamos oficiando o secretário Beltrame para que informe quantos são, quem são e onde estão. Essa agora é nossa prioridade. Eles estão presosadministrativamente, não podem ser recolhidos em presídios de segurança porque não foram condenados — afirmou Margarida, acrescentando que a OAB-RJ iráatuar junto à Defensoria Pública para conseguir a transferência dos presos que por ventura estiverem em Bangu 1 ou em qualquer outro presídio, para que cumpram a prisão em quartéis.

— Uma senhora tentou visitar o marido em Bangu 1 e disseram a ela que teria que tirar a carteirinha de familiar de preso. Isto é para condenados. Além disso, são policiais e muitos já prenderam presos que hoje cumprem pena em Bangu. Imagine o risco para a segurança deles em caso de rebelião — afirmou a advogada.

Desde que a greve foi decretada, 17 PMs (dez considerados líderes da greve) foram presos.

Matéria originalmente publicada no Diário de Pernambuco

Ex-presidente Lula diz que salário de policiais e bombeiros depende da condição econômica de cada Estado

Então Sérgio Cabral, como o Rio de Janeiro pode ser o segundo Estado da Federação que mais arrecada impostos e pagar o pior salário do Brasil aos bombeiros e policiais. Para onde vai todo esse dinheiro governador?

Preso ilegalmente em Bangu I por greve no Rio, bombeiro Daciolo recebe visita da mulher com roupa de presidiário

Advogados pedem à Justiça que o cabo seja transferido para o quartel dos bombeiros

Folha.com

RIO - A mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira (8), visitou o marido pela primeira vez na tarde de ontem. Segundo ela, o bombeiro está muito debilitado e passa 22h por dia trancado sozinho em uma cela de 2m².

Daciolo está no presídio de segurança máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio. Ele é apontado como responsável por incitar a greve no Rio e em outros Estados.

"É constrangedor vê-lo preso em um presídio de segurança máxima como se fosse um bandido" disse Cristiane, que teve direito a uma visita assistida de 15 minutos.

"Ele está muito entristecido, pedia das crianças, preferi nem falar da greve e focar na família".

DETIDOS

Ontem à noite, a Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu mais um policial do movimento grevista no Estado. Com isso, sobe para 17 o número de detidos. Dentre os presos, dez foram detidos por liderar a greve. Desses, oito estão no presídio de Bangu 1. Ainda não há definição de onde ficará presa a única mulher do grupo.

Os outros sete PMs estão presos administrativamente por protestar e se recusar a patrulhar as ruas. Desses, seis são do 28º Batalhão, de Volta Redonda, e um é do 6º Batalhão, da Tijuca.
Inicialmente havia sido informado que 59 pessoas estavam detidas. As informações foram corrigidas pelo porta-voz da corporação, Frederico Caldas.

Além dos policiais presos, 129 PMs foram indiciados por se recusar a fazer patrulhas ou deixar o batalhão. Vinte e oito deles são do batalhão de Volta Redonda. Para reforçar a segurança na região, a polícia enviou uma equipe da tropa de choque e policiais recém-formados.

O comando da PM do Rio resolveu jogar duro com os policiais que resolveram aderir ao movimento. Um boletim interno da corporação divulgado na sexta-feira (10) traz novas normas para levar o policial grevista de forma mais rápida ao Conselho de Disciplina e a uma consequente expulsão da PM.

Na manhã de sexta-feira (10), delegacias de Volta Redonda e de Barra do Piraí ficaram fechadas, mas voltaram a funcionar por volta das 11h. As patrulhas que resolvem aderir à greve estão decidindo não ir às ruas ou então, saem e se reúnem em um ponto específico.

Os batalhões da região sul do Estado também aderiram ao movimento. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados à região para garantir a segurança nas cidades. Outra equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Campos, no norte fluminense.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo Online

Sérgio Cabral transfere ilegalmente para Bangu I bombeiro preso por negociar greve

Segundo a lei, nenhum militar pode ser detido em presídio comum. O mandado de prisão deve ser cumprido em quartéis ou prisões militares. E aí, governador?

Terra Notícias

RIO - O cabo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Benevenuto Daciolo, que aparece em gravações telefônicas divulgadas pelo Jornal Nacional articulando greve das polícias do Rio, foi levado para o presídio de segurança máxima de Bangu I. Daciolo foi preso durante a madrugada desta quinta-feira no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, quando retornava de Salvador. O comando dos bombeiros decretou sua prisão depois da divulgação das gravações em que o cabo negocia uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil.

Daciolo foi levado no início da manhã do quartel general dos bombeiros para Bangu I por ordem do comandante Sérgio Simões. A iniciativa visa evitar uma invasão do quartel como ocorreu no ano passado durante a greve da classe, que acabou com atuação violenta do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da polícia do Rio. O cabo fica em Bangu por pelo menos 72 horas, até a Justiça definir se decreta sua prisão temporária. Segundo Simões, ele será indiciado por crimes militares como incitamento e aliciamento de motim.

Gravações
De acordo com o Jornal Nacional, uma das gravações mostra Daciolo conversando com um homem chamado de "importantíssimo" sobre uma possível votação da PEC 300. "Eu estou com uma assembleia geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter Carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros Estados também", diz ele.

Em outro trecho, Daciolo recebe de uma mulher o conselho para tentar atrasar a paralisação na Bahia. "Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio", afirma ela, que pede que ele volte ao Rio de Janeiro e ajude a deflagrar a greve no Estado. "Se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação."

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sérgio Cabral viola a lei e transfere PMs presos por adesão à greve para Bangu 1

De acordo com a lei, nenhum militar pode ser detido em presídio comum. Detalhe, em nenhum trecho da matéria, o jornal O Globo fez menção a atitude ilegal do governador de transferir policiais grevistas para Bangu 1, mas sim enfatizar de forma errônea que os PMs presos por reivindicar melhores salários estavam errados. Ou seja, um jornalismo tendencioso.


RIO, CAMPOS E VOLTA REDONDA - Os policiais militares presos por conclamar e incitar a greve foram transferidos na tarde desta sexta-feira para o presídio de segurança máxima Bangu 1, de acordo com informações divulgadas pela PM. Ainda segundo a corporação, dos onze mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, dez foram cumpridos. Foram presos: coronel Paulo Ricardo Paul (da reserva), major Helio Silva de Oliveira (da reserva), sargento Carlos Antonio de Oliveira Aquino, cabo João Carlos Soares Gurgel, cabo Wagner Jardim Hamude, cabo Nilton Alves Neto, cabo Vivian Sanchez Gonçalves, cabo Wagner Luiz da Fonseca e Silva, cabo Pablo Rafael Marques dos Santos e o coronel Adalberto deSouza Rabello (da reserva). Ainda continua foragido o cabo Alonsimar de Oliveira Pessanha.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

Charge - Aroeira