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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Eduardo Paes decreta ponto facultativo nos dias 5, 8 e 10 de fevereiro no Rio de Janeiro

Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como o prefeito Eduardo Paes consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público dias de folga, nos quais todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução/Extra Online

Depois os governantes ficam ofendidos quando são criticados por alguns veículos de imprensa. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito Eduardo Paes que concede o ponto facultativo!!!

A troco de que servidores públicos no Brasil tem essa prerrogativa, esse direito, essa mordomia chamada ponto facultativo? Até hoje não consigo entender o que é isso! Você contribuinte, sabe o que é o ponto facultativo? Gostaria de saber também o seguinte: Quem decide isso? Baseado em que tipo de valor ou princípio se concede essa mordomia que o trabalhador comum não tem?

— Olha, isso é uma espécie de compensação pelos serviços prestados.
— Que serviços!?
— Olha, estou fazendo isso pelas horas extras não remuneradas.
— Que horas extras!?
— Olha, estou fazendo isso diante do ‘reconhecimento coletivo’ de que eles são, de fato, ‘grandes parceiros da sociedade’.
— Que reconhecimento coletivo é esse!?
— Olha, é porque eles ‘se mataram de trabalhar’.
— Ah, eles se mataram de trabalhar, é!?

Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Você está satisfeito com o serviço público no Brasil? Os servidores públicos estão correspondendo, em eficiência, às demandas da sociedade? Claro que não! Nunca corresponderam! Então, que história é essa de conceder dias de folga a servidores públicos em que todos os cidadãos, que sustentam essa máquina pública, estão trabalhando!

Que história é essa de servidor público trabalhar menos do que o cidadão que lhe paga o salário e que depende do serviço público! Isso é um absurdo! A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar um posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que o servidor trabalhe como eu trabalho! Eu quero que o servidor corresponda ao meu imposto! Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar do servidor! E tem mais, que esteja com um sorriso no rosto! Nós merecemos isso!

Prefeito Eduardo Paes, já que o senhor controla a casa legislativa do município, revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!! Não preste esse desserviço à população do Rio de Janeiro!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Servidores estaduais terão ponto facultativo durante os dias de carnaval

O governador Luiz Fernando Pezão decretou ponto facultativo para o funcionalismo estadual no carnaval. Na sexta-feira, dia 13, o descanso vai valer somente para as repartições localizadas na capital. Nos dias 16 (segunda-feira) e 18 (quarta-feira), a folga será geral, exceto para quem trabalha em setores considerados essenciais. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como o governador Luiz Fernando Pezão consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público uns dias de folga, nos quais todos estão trabalhando.

Quer dizer, o ponto facultativo só presta para o funcionário público. Ou seja, acaba sendo um feriado a mais pra ele, porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de não deixar o servidor público trabalhar? A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia seguinte! Diz pra mim, o que é isso!

Depois os governantes ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do governador que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar de você. E que esteja com um sorriso no rosto! Merecemos isso!

Prefeito Eduardo Paes e governador Luiz Fernando Pezão, como ambos controlam as casas legislativas do Município e do Estado do Rio, revoguem essa palhaçada de ponto facultativo. Parem com essa invenção maluca!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Prefeita Aparecida Panisset faz propaganda eleitoral fora de época à sucessão

Coluna do jornal Extra

CARNAVAL 2012: Turistas enfrentam confusão no Píer Mauá e na área do Corcovado

No Cosme Velho, vans pararam em fila dupla e na calçada da estação do trem. Zona total

O Globo

RIO - Na folia de momo, os turistas que visitaram o Rio de Janeiro enfrentaram problemas para conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade. No Corcovado, além das filas para comprar ingressos, visitantes foram assediados por vans, que paravam em fila dupla ou em cima das calçadas, no entorno da estação.

Os agentes da Guarda Municipal se limitaram a ficar na Praça São Judas Tadeu e na Rua Cosme Velho. Com pouca fiscalização, os turistas que foram de carro ao Cosme Velho aproveitaram para estacionar nas calçadas das ruas Efigênio de Sales e Smith Vasconcelos. A "organização" da "bandalha" ficava a cargo de flanelinhas.

No Píer Mauá, os turistas que desembarcaram dos cinco transatlânticos ancorados na cidade enfrentaram uma gincana para conseguir sair do Centro. Com as interdições de diversas ruas para obras do projeto Porto Maravilha, os carros alegóricos que deixaram a Marquês de Sapucaí após os desfiles de domingo fecharam o único acesso ao píer, enquanto eram enfileira$na Avenida Rodrigues Alves, em direção à Cidade do Samba.

Com a confusão, táxis, ônibus e vans não puderam encostar para buscar os passageiros. Muitos preferiram voltar aos navios e só sair mais tarde. Foi o que aconteceu $o paulista Eider Bonfim. Apesar das dificuldades, ele estava animado ao deixar o píer no início da tarde para uma volta, antes de ir para a Sapucaí assistir aos desfiles.

— Já vim no Rio outras vezes, mas é a primeira vez no carnaval. Vamos assistir os $no Sambódromo hoje (ontem) à noite — contou ele, que estava acompanhado de mais três pessoas.

Com o trânsito já liberado, um inconveniente bem conhecido dos cariocas nos aeroportos também apareceu perto dos navios: a abordagem de taxistas e motoristas oferecendo passeios e corridas a preço fixo.

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) informou, em nota, que a ação de repressão ao estacionamento irregular na orla do Leme ao Recreio dos Bandeirantes resultou em 187 veículos multados e outros oito rebocados.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

CARNAVAL 2012: Tiroteio perto do sambódromo prejudica desfile da Vila Isabel na madrugada de segunda (20)

UOL Notícias

RIO - A Vila Isabel entrou no sambódromo carioca às 5h40 de segunda-feira (20) e teve sua evolução prejudicada por um tiroteio ocorrido no Morro de São Carlos, nas proximidades da Sapucaí. Com o tiroteio, a rua Frei Caneca, atrás dosambódromo, foi fechada pela polícia e os carros da Beija-Flor e da Porto da Pedra ficaram engarrafados, impedindo que os carros da Vila Isabel deixassem a dispersão. A dificuldade em retirar as alegorias fez com que o ritmo do desfile tivesse que ser diminuído pouco depois da metade, mas a escola não estourou o tempo limite de 82 minutos.

Segundo informações da Folha.com, traficantes tentaram assaltar integrantes da Porto da Pedra quando eles deixavam a passarela do samba e houve tiroteio entre seguranças da escola e os bandidos. Duas pessoas teriam ficado feridas.

Com um enredo sobre Angola, a Vila Isabel desfilou depois de Renascer deJacarepaguá, Portela, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente, Porto da Pedra e Beija-Flor, e retomou a origem africana que lhe deu o primeiro título de sua história, em 1988 (com o enredo Kizomba).

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

CARNAVAL 2012: Inacabado, Sambódromo é 'um pesadelo' de acessibilidade

Cadeirantes criticam prefeito Eduardo Paes e reclamam de suas dificuldades mesmo após a reforma do Sambódromo


RIO - Quando anunciou a remodelação do Sambódromo, o prefeito Eduardo Paes prometeu que as obras seriam completamente terminadas antes do carnaval deste ano. No entanto, o que se vê é um local repleto de improvisos que apresenta riscos para o público e torna muito difícil a vida de portadores de necessidades especiais, que não foram contemplados na reforma.

Feita às pressas, a reforma deixou marcas de descuido. Logo nas entradas, o piso é apenas de um cimento tosco e desnivelado, o que dificulta bastante o acesso de cadeirantes. Wellington do Espírito Santo, que trabalha em uma das campanhas de conscientização da Operação Lei Seca na Marquês de Sapucaí, relata as dificuldades que enfrenta:

"Está muito complicado. Aqui na entrada, se a gente esbarra em um desses buracos é tombo na certa. Também não vi nenhum banheiro químico adaptado, então se quisermos fazer nossas necessidades temos que ir até o setor 13, do outro lado da Avenida. É muito longe, fica difícil chegar até lá", explica.

E se já na entrada são notados problemas, no backstage da Sapucaí o problema continua. Há diversos degraus que impedem a passagem de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Além disso, o acesso a diversos espaços é feito exclusivamente por escadas.

Wellington define a situação em apenas uma frase: "Aqui é um pesadelo para nós cadeirantes", afirma.

Preparativos continuam durante os desfiles

Mesmo com o início dos desfiles do Grupo Especial, os operários continuam trabalhando. Em uma passarela improvisada que liga a entrada 2 à concenração, dois eletricistas estão terminando de instalar a iluminação do local. Segundo um deles, o trabalho não é um reparo emergencial:

"Não, está tudo certo. Estamos terminando aqui, já vai ficar tudo bonito!", explica o funcionário, que prefeiu não se identificar.

Nos banheiros, improviso também é visto

Até mesmo nos banheiros convencionais é possível notar problemas. Além do acabamento não concluído, o espaço é um desafio para os usuários. Nas cabines, não há suporte para papel higiênico, obrigando os usuários a pegarem o item no chão.

Já nas pias, a situação não é muito diferente. O sabonete está guardado em um recipiente improvisado, já que ainda não foram instaladas saboneteiras, e não hátoalhas de papel para secar as mãos.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

CARNAVAL 2012: Prefeito Eduardo Paes foge das vaias na Marquês de Sapucaí

Coluna do jornal Extra

CARNAVAL 2012: Público reclama de mudanças no Sambódromo e Eduardo Paes foge da imprensa

Prefeito não quis comentar o assunto. Cercado por seguranças, ele abaixou a cabeça e disparou em direção ao camarote da Prefeitura sem falar com jornalistas, ignorando as perguntas sobre as falhas das obras


Arquibancadas foram inauguradas, mas reforma não acabou: sala de imprensa, por exemplo, não foi entregue. Frequentadores criticam desconforto com aumento do público, mas artistas defendem mudanças. Prefeito não comenta.
O secretário Municipal de Conservação, Carlos Osório, assumiu os erros do poder público. “Não conseguimos entregar o Sambódromo a tempo para o público na sexta ou no sábado. Isso foi um erro, mas já foi superado. Hoje eu acho que está tudo bem”, disse Osório em tom de otimismo.

O secretário também fez vista grossa para as partes da reforma que não foram entregues, como a nova sala de imprensa que seria levada para o setor. “Para o desfile das escolas do Grupo Especial as arquibancadas foram entregues. Assim sendo, considero a obra um sucesso. O que está faltando agora são detalhes de acabamento. Está apenas mais feio do que deveria estar”, disse ele ignorando os perigos que os entulhos podem causar ao público no caso de uma briga, por exemplo.

Público - Já os frequentadores do Sambódromo reclamam das reformas que devolveram à Passarela do Samba o traçado original de Oscar Niemeyer. Asecuritária Vanessa de Moraes e a personal trainer Érika de Macedo tinham mais queixas do que elogios. As amigas desfilaram juntas no sexto carro alegórico da Imperatriz Leopoldinense. "Desfilo desde 2005 e não dá para negar que deu para sentir mais a galera. Mas para quem desfilou do lado do carro virado para o lado ímpar, como a gente, não faz tanta diferença. Quando eu voltar aqui amanhã para o desfile do Salgueiro vou tirar essa dúvida”, disse Vanessa.

Vanessa também fez outras críticas sobre a reforma. “Acho que tem gente demais aqui. Quiseram aumentar em 20 000 o número de espectadores, mas não avaliaram bem a distância entre uma pessoa e outra. Está desconfortável”, disse, lembrando que a reforma poderia ter resolvido um antigo problema do Sambódromo do Rio: “Não entendo porque ainda não existem lugares numerados”.

Um agente de segurança da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) que não quis se identificar apontou outro problema: "Se aumentaram dez vezes o número de pessoas, tinham que aumentar o número de banheiros na mesma proporção", disse ele, que tem mais de 15 anos de experiência na Sapucaí.

Matéria originalmente publicada na Veja Online

CARNAVAL NO RIO: Prefeito Eduardo Paes deixa foliões em risco

Cordão da Bola Preta: 2.5 milhões de pessoas e nenhuma ambulância à vista

Jornal do Brasil

RIO - Apesar de já ser considerado o maior carnaval de rua do país - apenas um bloco consegue reunir 2,5 milhões de pessoas, superando o Carnaval nordestino em números (o Galo da Madrugada, maior bloco do Nordeste, atrai cerca de 2 milhões de foliões) -, a tradicional folia de rua do Rio de Janeiro deixa o gigantismo de lado quando se trata de garantir a integridade física de seus participantes.

Uma equipe de reportagem do Jornal do Brasil constatou, durante uma semana inteira de festa, que não havia estrutura como ambulâncias para atendimento médico dos foliões, contrariando o que foi prometido pela Prefeitura do Rio, através do presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello.

O socorro aos que passavam mal nos blocos acabou ficando por conta da Guarda Municipal, segundo relatos de foliões. Alguns agentes aconselhavam os grupos a embarcarem em ônibus rumo ao hospital da região. No caso dos blocos do Centro, a dica era seguir por conta própria para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

Foliões em perigo

No Hospital Municipal Souza Aguiar, Tatiana Marques esperava pela sobrinha, de 11 anos, que havia passado mal e desmaiado no meio do Cordão da Bola Preta, no sábado (17). Tatiana contou que não havia nenhuma possibilidade de socorro nas imediações do Bola Preta e, ao falar com policiais militares, eles disseram que ela deveria tomar um ônibus até o hospital.

"Não tinha socorro no bloco. Tive que ir até o hospital no carro da Guarda Municipal, e isso porque um dos guardas peitou seus colegas para fazer isso", disse. "Ligamos para o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e eles disseram que não podiam ajudar. Minha sobrinha desmaiou e teve convulsões. Foi desesperador", relembra Tatiana.

"Quem passa mal se vira"

"Ambulância? Atendimento médico? Não, nunca vi. Quem passa mal geralmente se vira por conta própria. Mas isso deve ser cobrado da Prefeitura, não cabe aos blocos", destacou a representante de alguns dos maiores blocos como Simpatia é Quase Amor (Ipanema), Suvaco do Cristo (Jardim Botânico), Bloco das Carmelitas (Santa Teresa) e Escravos da Mauá (Centro).

Assessora e foliã do Cordão da Bola Preta, Márcia Rosário afirma que também não notou a presença de atendimento durante o desfile do último fim de semana: "Não vi nenhuma ambulância, mas a Prefeitura sabia que a nossa estimativa de público era de mais de 2,5 milhões de pessoas. Ou seja, deveria ter se planejado", afirmou.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

CARNAVAL 2012: Prédio público vira banheiro durante a folia no Rio

Eduardo Paes não instala banheiros suficientes nas ruas e funcionário da prefeitura ganha dinheiro com xixi do povo

Extra Online

Clique aqui e assista ao vídeo
RIO - Um vigilante patrimonial aproveitou o sábado de carnaval para faturar, cobrando pelo uso dos banheiros do prédio público que ele estava encarregado de proteger e de não deixar ninguém entrar. Em meio a uma marchinha e outra, o vigilante cobrava dos foliões de blocos que passavam pelos Arcos da Lapa R$ 2 pelo uso dos sanitários no edifício do Automóvel Club do Brasil — imóvel que é administrado pela Prefeitura do Rio desde 2004.

Na portaria do prédio, o funcionário — que trabalha para a prefeitura como terceirizado — recolhia o dinheiro dos foliões, enquanto dançava ao som das marchinhas e balançava notas e moedas arrecadadas.

A técnica de enfermagem, Amanda de Carvalho, de 33 anos, pagou mas não encontrou o banheiro:

— Está tudo abandonado e cai reboco do teto. Fiquei com tanto medo que fiz xixi num canto no chão — disse.

Revoltado com a falta de banheiros químicos na rua, o diretor de fotografia Marcos Oliveira, de 45 anos, gritava:

— Abaixo o choque de ordem! Cadê os banheiros? Eles querem reprimir nosso xixi com delegacia.

Ao ver a equipe do EXTRA, o vigilante empurrou as pessoas para fora e fechou a porta, mas dez minutos depois reabriu e continuou cobrando. A assessoria da Prefeitura do Rio disse que a segurança do prédio é feita por uma empresa terceirizada, mas que vai apurar o caso. A Riotur informou que cerca de 500 banheiros químicos foram instalados no Centro.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

CARNAVAL 2012: Prefeito Eduardo Paes lança esgoto de banheiros públicos na rede de águas pluviais

CARNAVAL 2012: Número de mijões bate recorde, cerca de 887 foram levados para a delegacia

Campanha idiota da Rede Globo e a falta de organização da Prefeitura do Rio mostram resultados negativos


RIO - O gigantismo do carnaval de rua e os problemas a reboque da folia criaram um bloco dos descontentes no Rio. Irritada com a sujeira deixada por ambulantes, os transtornos no trânsito e o mau cheiro de urina nas ruas, a Associação de Moradores do Leblon cobra uma reunião com o prefeito Eduardo Paes para tratar do crescimento dos blocos. Já o Projeto Segurança de Ipanema foi mais longe e entrou com uma representação no Ministério Público, pedindo que ambulantes sejam proibidos de vender bebidas alcoólicas nos blocos. Instituições que representam hotéis, agências de viagens, bares e restaurantes dizem que a organização melhorou, mas apontam o lixo nas ruas e os mijões como problemas que precisam ser resolvidos para que o samba não atravesse.


Pelo segundo ano consecutivo, a prefeitura estuda mudanças no carnaval de rua. A medida é a mesma do ano passado: a transferência de blocos da Zona Sul para outros bairros.
A presidente da Associação de Moradores do Leblon, Evelyn Rosenweig, diz que as ruas internas do bairro ficaram intransitáveis. Ela denuncia que crianças e adolescentes foram vistos vendendo e consumindo bebidas alcoólicas nos blocos:

— O Rio não está preparado para tanta gente. A coisa chegou ao limite. Era cheiro de álcool o tempo todo.

Livraria teve de fechar mais cedo

A dona da livraria Argumento, na Rua Dias Ferreira, Laura Gasparian, fechou as portas às 15h no sábado de carnaval, devido à passagem de blocos. Normalmente, a loja encerraria as atividades à meia-noite:

— O Azeitona Sem Caroço era um bloco pequeno. Agora a rua ficou um nojo, com cheiro de xixi e lixo.

A concentração de camelôs na Praça Cláudio Coutinho, no Leblon, é criticada pelo presidente da Associação de Moradores da Selva de Pedra, Wander Moreira:

— Tinha caminhão de cerveja parado na praça o tempo todo. Depois que o bloco saía, a sujeira ficava. Usaram a pracinha como banheiro.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

CARNAVAL NO RIO: Nota zero para segurança na Sapucaí

Coluna do jornal Extra

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Taxistas cobram por corridas "no tiro" (fora do taxímetro) no Santos Dumont

             

Coluna do jornal O Dia

CARNAVAL 2012: Terrorista italiano Cesare Battisti cai no samba, enquanto cabo Daciolo continua preso

Coluna do jornal O Globo

CARNAVAL 2012: Obras no setor 10 da Sapucaí não ficam prontas e Eduardo Paes prejudica o povo

Extra Online

RIO - Quem tinha ingresso para assistir ao desfile do Grupo de Acesso, neste sábado, nas frisas do Setor 10 foi barrado. Segundo informavam os funcionários, nessa parte do Sambódromo, a frisa não ficou pronta e as pessoas eram encaminhadas à arquibancada do setor ou orientadas a procurarem o posto da Liesa, no Setor 11, para fazer a reclamação.

A família da advogada Dulce Costa, de 62 anos, no entanto, preferiu ir embora. Apesar de terem ingressos para a frisa do Setor 10, um presente de um amigo que trabalha na Prefeitura do Rio, ela e mais três pessoas foram barradas.

-- É um desrespeito com o público. Vim de Jacarepaguá para torcer pelo Império Serrano e não vou conseguir ver minha escola. Não vou para a arquibancada, que já deve estar lotada e não vim para cá para passar sufoco -- disse ela, que carregava uma bolsa com água de coco e frutas.

Afilhada de Dulce, a estudante Maria Carolina Chaves, de 20 anos, veio de Curitiba para assistir ao desfile na Supucaí pela primeira vez. Ela conta que o grupo saiu de casa às 17h30 e chegou ao Sambódromo às 19h30.

-- É uma frustração muito grande. Um desrespeito não só com o público, mas também com as escolas de samba.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

CARNAVAL 2012: Bloco Carmelitas leva 20 mil às ruas contra Sérgio Cabral


RIO - "São Cabral que nos governa, trazei o nosso bonde de volta. Sua culpa é máxima, nunca mais sucateie o nosso bonde". Esta é a oração para "São Sérgio Cabral", governador do Rio de Janeiro, que marcou o desfile do bloco Carmelitas, no primeiro dia oficial do Carnaval de rua da capital fluminense, no bairro de Santa Tereza, região do centro.

O bloco, que desfila pelas ruas do tradicional bairro artístico do Rio há 22 anos, sempre engajado nas causas dos moradores, desta vez elegeu a falta do bondinho para empolgar de forma bem irônica os cerca de 20 mil seguidores, segundo estimativa da Polícia Militar, que se espremeram pelas estreitas ruas debaixo de muito calor.

Além do santinho distribuído entre os foliões com a oração para "São Cabral", o Carmelitas também colocou em seu samba-enredo as mazelas do transporte público no bairro, desde o acidente em agosto do ano passado, quando um dos bondes descarrilhou deixando seis mortos e mais de 50 feridos. Desde então, os bondinhos, passeio turístico obrigatório para quem vem ao Rio, deixaram de circular.

O samba "Grito de Alerta" cantou versos como: "Não pode ser sucateado e nem maltratado, o bonde agoniza nos trilhos pedindo ajuda para sobreviver". "É um manifesto que só justifica uma reinvindicação do bairro. O nosso bonde desapareceu, ele é mais do que um meio de transporte, ele é um patrimônio cultural nosso", explicou o presidente do Carmelitas, Alvanísio Damasceno.

Coube também uma homenagem ao motorneiro Nelson Silva, falecido no descarrilamento. Todos os integrantes da bateria vestiram camisetas com o escrito: "Valeu, Seu Nelson". No samba, os puxadores cantavam para a multidão: "Vem, Seu Nelson, leva meu bonde nesse Carnaval. O Seu Cabral perdeu a linha, foi parar em Portugal".

"Era quase que nossa obrigação homenagear o Seu Nelson, alguém que dedicou sua vida a este bairro e infelizmente veio a falecer", completou o coordenador do bloco, Marco Aurélio Gonçalves. Apesar de toda as reinvindicações, claro que também teve espaço para a folia.

Breve histórico
Em agosto do ano passado, um dos bondinhos, em péssimo estado de conservação, como a perícia constatou posteriormente, descarrilhou na rua Almirante Alexandrino, no sentido dos Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro. No acidente, seis pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas.

Desde então, os bondes, tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), foram retirados de circulação, o sistema de controle de passageiros, revisto e toda reforma orçada em cerca de R$ 70 milhões. Não há previsão para a retomada dos bondes. Desde então, linhas de ônibus têm atendido os moradores, sem o mesmo charme e rapidez de antes.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ÓTIMO: Rede Globo perde 20% da audiência para Rede Record na transmissão do Carnaval 2012


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

LAMENTÁVEL: Prefeito Eduardo Paespalhão elitiza o Carnaval do Rio

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

RIO - O prefeito Eduardo Paes transferiu os bailes de Carnaval organizados pela prefeitura para o Jockey Club Brasileiro, na Gávea, Zona Sul da cidade. No ano passado, as festividades foram no Cais do Porto, na Zona Portuária.

Deu medo

A retomada dos bailes, em 2011, trouxe outro medo aos organizadores: como garantir a segurança de centenas de turistas numa das regiões mais perigosas e abandonadas do Rio?

Deu medo II

Entre reforçar a segurança e a infra-estrutura na Zona Portuária, foi mais fácil levar os bailes para um dos locais mais elitizados da cidade.

GREVE NO RIO: OAB pede a Beltrame informações sobre militares presos ilegalmente

Bombeiros e policiais foram detidos com mandados sem assinatura e até sem mandatos

Pernambuco.com

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, Wadih Damous, e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, MargaridaPressburger, estão encaminhando um ofício ao secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, para que informe quem são e onde estão os militares presos pela greve da Segurança do Rio. O pedido para que a entidade intervenha na questão foi feito em reunião pela manhã, na OAB, por uma comissão de familiares de grevistas que estão desaparecidos e pelos deputados Paulo Ramos (PDT) e Janira Rocha (PSOL). Segundo Margarida Pressburger, a maioria das famílias não tem notícias de seus filhos e maridos.

— Estamos oficiando o secretário Beltrame para que informe quantos são, quem são e onde estão. Essa agora é nossa prioridade. Eles estão presosadministrativamente, não podem ser recolhidos em presídios de segurança porque não foram condenados — afirmou Margarida, acrescentando que a OAB-RJ iráatuar junto à Defensoria Pública para conseguir a transferência dos presos que por ventura estiverem em Bangu 1 ou em qualquer outro presídio, para que cumpram a prisão em quartéis.

— Uma senhora tentou visitar o marido em Bangu 1 e disseram a ela que teria que tirar a carteirinha de familiar de preso. Isto é para condenados. Além disso, são policiais e muitos já prenderam presos que hoje cumprem pena em Bangu. Imagine o risco para a segurança deles em caso de rebelião — afirmou a advogada.

Desde que a greve foi decretada, 17 PMs (dez considerados líderes da greve) foram presos.

Matéria originalmente publicada no Diário de Pernambuco