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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif (PSB), declara ponto facultativo na próxima sexta

A Prefeitura de Porto Velho decretou ponto facultativo na próxima sexta-feira (5), em razão do feriado de Corpus Christi. No feriado (4) e na sexta, todos os órgãos municipais, incluindo fundações e autarquias, não funcionarão. (G1)

Imagem: Reprodução/G1

— A troco de que servidores públicos no Brasil tem essa prerrogativa, esse direito, essa mordomia chamada ponto facultativo? Até hoje não consigo entender o que é isso! Você contribuinte, sabe o que é o ponto facultativo? Gostaria de saber também o seguinte: Quem decide isso? Baseado em que tipo de valor ou princípio se concede essa mordomia que o trabalhador comum não tem? 

— Olha, isso é uma espécie de compensação pelos serviços prestados.
— Que serviços!?
— Olha, estou fazendo isso pelas horas extras não remuneradas.
— Que horas extras!?
— Olha, estou fazendo isso diante do ‘reconhecimento coletivo’ de que eles são, de fato, ‘grandes parceiros da sociedade’.
— Que reconhecimento coletivo é esse!?
— Olha, é porque eles ‘se mataram de trabalhar’.
— Ah, eles se mataram de trabalhar, é!?

Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Você está satisfeito com o serviço público no Brasil? Os servidores públicos estão correspondendo, em eficiência, às demandas da sociedade? Claro que não! Nunca corresponderam! Então, que história é essa de conceder dias de folga a servidores públicos em que todos os cidadãos, que sustentam essa máquina pública, estão trabalhando!

Prefeito de Porto Velho Mauro Nazif - Foto/Divulgação
Que história é essa de servidor público trabalhar menos do que o cidadão que lhe paga o salário e que depende do serviço público! Isso é um absurdo! A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar um posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito Mauro Nazif que concedeu o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo. E tem mais, se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que o servidor trabalhe como eu trabalho! Eu quero que o servidor corresponda ao meu imposto! Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar do servidor! E tem mais, que esteja com um sorriso no rosto! Nós merecemos isso!

Prefeito Mauro Nazif, já que o senhor controla a casa legislativa do município, revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!! Não preste esse desserviço à população!!!

domingo, 27 de julho de 2014

Mulher morre na UPA de Madureira e testemunhas alegam omissão de socorro

Familiares e testemunhas acusam um médico da unidade de omissão de socorro, após Luiza da Penha Cabral Baptista sofrer um enfarto dentro de um ônibus. O grupo alega que o médico de plantão apenas observou a paciente e disse que ela não iria resistir. Segundo um dos bombeiros, eles entraram pelos fundos e se encaminharam para a sala de emergências graves. O bombeiro disse ainda que o médico não prestou socorro: "Ele disse que não adiantaria porque ela não iria resistir. Ele mesmo sequer calçou luvas", disse o bombeiro. (O Dia)

Imagem: Reprodução / O Dia Online

— O Estado brasileiro e seus agentes são os grandes inimigos da sociedade. Não estou procurando criticar, especificamente, um político que controle aquele órgão ou aquela área de poder. O que estou criticando, única e exclusivamente, é a ausência ou a má qualidade do serviço público prestado. Essa prática, essa forma de agir, esse menosprezo e essa covardia tomaram conta do tecido estatal de uma forma que, pra você se deparar com um gesto de atenção e cuidado é algo muito raro.

Não são só os grandes tubarões do Estado brasileiro que se tornaram nossos inimigos. Lamentavelmente, não. Não é só a canalhice do senador, do deputado, do vereador, do prefeito e do governador. Isso aí, é o tecido do serviço público que está impregnado por um tipo de comportamento e de conduta que precisamos combater e denunciar.

Notem, isso não tem nada a ver com falta de estrutura, não tem nada a ver com salário baixo, não tem nada a ver com o volume de corrupção e corporativismo no setor, não tem nada a ver com nada disso. Isso tem a ver com problema de caráter, tem a ver com problema de humanidade, tem a ver com o ato individual e pessoal de não agir como um ser humano. Não temos que ficar achando apenas que é um problema dos políticos o mau tratamento que recebemos dos servidores públicos. Isso é um problema do servidor e das repartições públicas também. Eles têm que nos enxergar como semelhantes e não como uma espécie dependente dos favores deles. Tem que nos enxergar como patrões e não como escória que eles atendem quando bem entendem, quando querem e da forma que querem.

— Ah, mas eu sou um bom servidor público!
— Não me refiro a um caso isolado. É claro que temos incontáveis exemplos de dedicação e vocação ao serviço público. Mas, não é esse o comportamento predominante na educação, na saúde, na segurança, na gestão da burocracia, na Receita Federal e por aí vai. O corpo funcional do setor público está, profundamente, impregnado de desvios de conduta, inapetência e aversão ao serviço público.

Imagem: Reprodução / O Dia Online

O médico que nega socorro a um ser humano, não está agindo de acordo com a insensibilidade do governante. Ele está agindo de acordo com a maior ofensa que se pode fazer à essência da profissão que abraçou, que é a de salvar vidas. Cadê o Conselho Regional de Medicina? Cadê o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro? Cadê esse antro do Ministério da Saúde? Cadê a Associação Médica Brasileira? Cadê as ilustres entidades que ficam discutindo a ética, os direitos e os deveres? Cadê? Cadê as entidades médicas numa hora dessas? Cadê?

Os hospitais públicos no Brasil não foram transformados em lixo apenas por causa da politização, da partidarização, das indicações políticas e da corrupção. Foram transformados em lixo, também, porque o corpo profissional dessas instituições, de alguma maneira, tem parte de culpa nessa história com atitudes como essa, por exemplo.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Justiça de quinta categoria manda soltar quatro acusados pela tragédia da boate Kiss no Rio Grande do Sul

Não consigo entender qual é a lógica da justiça no Brasil. Juízes e réus assassinos andam de mãos dadas. Essa é a realidade IRRESPIRÁVEL desse país. Caros desembargadores, IRRESPONSABILIDADE não é ILEGALIDADE. A IRRESPONSABILIDADE não é sequer uma informalidade. A pessoa pode estar dentro da mais absoluta formalidade, dentro da mais absoluta legalidade e, ainda sim, cometer uma baita IRRESPONSABILIDADE. E foi absolutamente isso que os senhores fizeram.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

Senhores magistrados, por favor, saiam da soberba, saiam do Olimpo e desçam ao nível da Terra em que vivem e trabalham os cidadãos que lhes pagam os salários. Excelências, digam pra mim, o que faltou nos autos do processo para se chegar a conclusão de que aquela boate era uma ARAPUCA? O que faltou para manter os acusados presos pelos crimes que cometeram? O que os acusados tinham que fazer de mais grave pra ficarem presos? Se as provas existentes não foram suficientes, eu não sei o que mais eles deveriam ter feito para continuarem presos.

Prezados, desembargadores. Os senhores acham que fizeram justiça? Se três das vítimas da boate Kiss fossem a mãe dos senhores, esses quatro acusados seriam soltos? Foi uma decisão correta, equilibrada, sensata e serena a liberdade destes acusados pela tragédia que matou 242 pessoas queimadas e asfixiadas?

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: No Rio, 77% dos prefeitos candidatos à reeleição ficaram ricos

Geralmente associada a práticas ilícitas, a ascensão econômica dos políticos pode ser explicada por uma série de razões, que variam de acordo com o município e o político. O que podemos perceber é que a maioria dos prefeitos do estado, principalmente o de cidades pequenas, não vem de classes altas e acabam encarando a política como profissão, por conta dos bons salários. Muitos políticos de cidades menores ganham quase o mesmo que políticos de grandes metrópoles, que tem funções bem mais complexas.


RIO - Dos 54 prefeitos candidatos à reeleição no Estado do Rio, 42 ficaram mais ricos durante o último mandato. O aumento do poder aquisitivo dos políticos fica mais claro quando a totalidade do patrimônio é posta em cima da mesa. Segundo levantamento do GLOBO com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2008 a 2012, o montante de bens dos prefeitos passou de R$ 23,2 milhões para R$ 37,4 milhões, um avanço de 60%. (Confira os candidatos que mais aumentaram e perderam patrimônio)

O recordista de evolução patrimonial, em números percentuais, foi Juarez Corguinha (PMDB), prefeito de Sumidouro, na Região Serrana. Em 2008, ele declarou R$ 12.855,35. Quatro anos depois, seu patrimônio chegou a R$ 330.889,08, uma evolução de 2.500%. Entre as duas declarações, somente duas novidades: R$ 200 mil em espécie e R$ 96.879,18 em uma conta no Banco do Brasil. Levando em conta que, de acordo com a assessoria da prefeitura, o salário do prefeito é de R$ 12 mil, ele precisaria ter economizado metade de seu rendimento todos os meses para acumular seu patrimônio atual. Segundo Juarez, tudo não passou de um mal entendido.

— Não tenho tanto dinheiro assim. Com certeza, foi o contador que fez confusão — argumentou o prefeito, que, por conta da reportagem, enviou um documento ao TSE pedindo a retificação de seu patrimônio. Segundo Juarez, seu patrimônio atual é de R$ 148 mil.

— Moro na casa do meu sogro, por isso não pago aluguel, conta de luz e de água. Uso o carro da prefeitura e não gasto com gasolina. Além disso, antes de ser prefeito, era funcionário do INSS e ganhava só R$ 2 mil por mês. Não tinha nem dinheiro para ir de Sumidouro a Friburgo. Minha vida é simples, na roça. Quando tenho que ir pro Rio de Janeiro, sou eu mesmo que vou dirigindo. E nem vou à churrascaria - garante.

O segundo colocado no ranking teve menos tempo à frente da prefeitura, mas conseguiu valorizar seu patrimônio em 13 vezes. Amaro Fernandes (PRB) foi eleito, em Carapebus, no Norte Fluminense, em fevereiro de 2010, após o ex-prefeito Eduardo Cordeiro (PT) ter suas contas rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e sua candidatura cassada. Para as eleições de 2008, quando se candidatou à prefeitura e perdeu, sua declaração somava R$ 61,4 mil. Este ano, Amaro declarou terrenos em Macaé e Carapebus no valor de R$ 630 mil e o total de seu patrimônio chega a R$ 817 mil. O motivo desse avanço?

— Com certeza, é um erro do TSE. Já tenho essas terras desde 2005, antes de ser prefeito. Meu salário é de R$ 9 mil, quase o mesmo de antes da minha vida política, quando era comerciante. Não mudou nada na minha vida — alega Amaro.

Ao contrário do que foi informado, o prefeito de Natividade candidato à reeleição, Taninho (PSD, teve uma evolução patrimonial de 151% e não de 454%. De acordo com dados do TSE, seu patrimônio evoluiu de R$ 118.964,32 para R$ 299.481,42.

Cientista alerta para políticos profissionais

Geralmente associada a práticas ilícitas, a ascensão econômica dos políticos pode ser explicada por uma série de razões, que variam de acordo com o município e o político. Para a cientista política e professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da (Iesp-Uerj, Argelina Cheibub, o salário de prefeito, principalmente em cidades pequenas e sem pujança econômica, pode mudar a vida de um prefeito eleito pela primeira vez.

— Nem sempre o avanço patrimonial é relacionado com casos de corrupção e desvio de verbas públicas. Isso até pode ocorrer, mas o que podemos perceber é que a maioria dos prefeitos do estado, principalmente o de cidades pequenas, não vem de classes altas e acabam encarando a política como profissão, por conta dos bons salários — explica a professora, que considera importante um debate sobre o salário dos políticos.

— Por conta da proximidade entre o prefeito e a câmara, muitos políticos de cidades menores ganham quase o mesmo que políticos de grandes metrópoles, que tem funções bem mais complexas.

Há ainda dois candidatos, Andinho (PMDB), de Arraial do Cabo, e Arlei Rosa (PMDB), de Teresópolis, que não declararam bens em 2008 e, agora, possuem R$ 181.593,37 e R$ 541.631,85, respectivamente. Enquanto Andinho permaneceu no mandato nos últimos quatro anos, Arlei Rosa era presidente da Câmara de Vereadores da cidade e só assumiu a prefeitura em agosto de 2011, após o afastamento do então prefeito Jorge Mário (sem partido) por suspeita de desviar as verbas de recuperação de Teresópolis, após as chuvas de janeiro de 2011. O único candidato à reeleição que não declarou bens em nenhuma das duas eleições foi Valdeir de Jesus (PSB), de Iguaba Grande.

Valor de mercado

Contudo, nem todos os candidatos à reeleição tiveram vida financeira fácil no último mandato. Ao todo, 11 prefeitos declararam menos este ano do que em 2008. O político que mais perdeu, em números totais, foi Evandro Capixaba (PSD), de Mangaratiba: R$ 470 mil, sendo que o político só assumiu a prefeitura em março de 2011, após a realização de novas eleições por conta da cassação do ex-prefeito Aarão de Moura Brito Neto (PMDB) por abuso de poder político.

Na comparação entre as declarações, duas mudanças saltam aos olhos: um imóvel rural de R$ 200 mil em Itacuruçá, fora da lista deste ano, e uma casa avaliada em R$ 71 mil em Mangaratiba, que, em 2008, foi declarada no valor de R$ 200 mil.

Procurada para esclarecer o que ocorreu, a assessoria do prefeito alegou que o imóvel de Itacuruçá foi doado para o filho do candidato. Já a mudança de valores da casa foi justificada pelos critérios utilizados pelo político para declarar seus bens: em 2008, ele “optou por arbitrar o valor de mercado de seus bens” e, em 2012, o valor passou a reproduzir sua declaração de Imposto de Renda.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

ELEIÇÕES 2012: Rede Globo trabalha para reeleger Eduardo Paes


Partidos políticos do Rio de Janeiro pressionam a TV Globo para que a emissora revise a decisão de fazer a cobertura diária em seus telejornais apenas dos candidatos que tiveram mais de 10% das intenções de votos na última pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira. Se a empresa mantiver a proposta original, apenas o atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB), vai aparecer nos noticiários.

De acordo com a assessoria do PV, que tem como candidata Aspásia Camargo, a sigla pediu que a emissora reconsidere a medida, a fim de garantir tratamento isonômico a todas as coligações. A assessoria do candidato do PSDB, Otávio Leite, disse que a coligação ficou surpresa com a decisão da Globo e que os advogados do partido estudam a possibilidade de cobrar judicialmente o direito de aparecer nos noticiários da emissora.

A expectativa dos partidos é de que a rede de televisão reconsidere a medida, assim como fez em São Paulo, onde se comprometeu a acompanhar a agenda dos seis principais candidatos à prefeitura. Anteriormente, a empresa abriu o espaço diário de seus telejornais apenas às campanhas dos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Insatisfeito, o PT ameaçou entrar na Justiça Eleitoral para que o seu candidato, Fernando Haddad, também tivesse mais visibilidade na televisão.

O Terra não conseguiu contato com a assessoria da emissora neste domingo.

Matéria originalmente publicada no site Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Fotos de Eduardo Paes amanhecem pixadas no Rio Comprido


Diversas placas de propaganda do prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB, amanheceram pixadas na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, Zona Norte da cidade.

As placas estavam no cruzamento da via com a Rua do Bispo. No local também estava fixadas peças publicitárias de outros candidatos, mas apenas as do prefeito foram depredadas. Em uma delas havia os dizeres "fora Paes".

Um homem foi ao local para substituir as placas por outras novas.


Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes causa desordem no Rio para tentar se reeleger

É a campanha milionária do atual prefeito emporcalhando e invadindo cantos e vielas da cidade!!!


Do "Grilo Falante", um leitor atento que observa e denuncia as mazelas - mas não apenas elas - da nossa cidade:

Domingo, 22, por volta das 10 horas da manhã, um caminhão, de placa KMJ 3576, invadiu o Largo do Millor, no Arpoador, o mais belo recanto na orla da Zona Sul carioca.

Estava a serviço. De quem?

Na carroceria, o possante exibia duas faixas de campanha de Eduardo Paes; na boleia, o motorista levava prospectos e adesivos de campanha de Paes e de um apaniguado dele, candidato a vereador.


Um retrato triste da desordem a serviço da reeleição do prefeito.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes dispara telemarketing pra todo mundo, incomoda geral e pede para que votem nele


Rio - A segunda-feira foi de planejamento para a maior parte dos candidatos ao Palácio da Cidade — apenas Marcelo Freixo (PSOL) teve agenda de rua. Mas, mesmo cumprindo apenas agenda de prefeito, Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, agitou a campanha por conta de ação de telemarketing disparada para eleitores de várias áreas da cidade. Alguns chegaram até a reclamar junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

“Acho um absurdo. Como conseguiu o meu número de telefone? É um abuso ligar para a casa das pessoas. Reclamei com o TRE”, reclamou Tatiana Lima, que ouviu mensagem com a voz de Paes na noite de domingo, convidando-a para conhecer seu perfil numa rede social. A mesma mensagem foi parar, denunciou a Regional 3 do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, na casa de servidores da Educação.

A coligação ‘Somos um Rio’, de Paes, informou que “não foram utilizados cadastros da prefeitura e, também, nenhum outro”, e que “as fontes utilizadas na ação são públicas”.


O presidente do TRE, desembargador Luiz Zveiter, informou que a Lei Eleitoral não proíbe e nem autoriza o telemarketing, ou seja, não há norma específica para uso do serviço. O que não pode, destaca o desembargador, é a compra de banco de dados. E o eleitor tem que ter a oportunidade de rejeitar. “É preciso obter o banco de dados de forma própria, sem custo. Se houver denúncia de irregularidade, cabe ao Ministério Público investigar”, afirma.

O uso de telemarketing não será, ao que tudo indica, regra entre os candidatos. Marcelo Freixo (PSOL), que ontem panfletou no Centro do Rio, não vai usar. Aspásia Camargo (PV) não descarta o recurso, mas não tem projeto para tal agora. Otavio Leite (PSDB), também não deve lançar mão. A coligação ‘Um Rio melhor para os cariocas’ (DEM e PR), de Rodrigo Maia, informa que irá “usará ferramentas legais para divulgar propostas e não fará uso indevido de informações de cadastros”.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes até hoje não cumpriu promessas da campanha de 2008

Atual prefeito prometeu construir 100 mil casas, não conseguiu construir 1/5. 


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara


ASSISTA AO VÍDEO

Fonte: YouTube

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes gasta R$ 2,8 milhões em campanha, 28 vezes mais que Marcelo Freixo

A lei deveria exigir desde já que os candidatos informassem e divulgassem os seus doadores, para evitar "surpresas" como aconteceu na reeleição de Sérgio Cabral ao divulgar, somente ao final os seus doadores.


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), lidera disparado a arrecadação financeira de campanha entre os candidatos à prefeitura da capital carioca. Ele informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadou até o momento R$ 2.884.925. Já os gastos do concorrente peemedebista foram de R$ 728.206. Em segundo, muito atrás, aparecem receita e despesa do candidato Marcelo Freixo (Psol). Ele diz ter arrecadado R$ 102.929, 28 vezes menos que Paes, e gasto R$ 95.771.

Os números do candidato do DEM, Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito César Maia, chamam a atenção pela disparidade entre arrecadação e despesas, além dos gastos empenhados. Na declaração à Justiça Eleitoral, o concorrente da coligação "Um Rio melhor para os cariocas" diz ter recebido R$ 80 mil, gastado R$ 60.120, mas já empenhou gastos quase dez vezes maiores, de R$ 768.168. Apesar do rombo inicial, a informação na coordenação de campanha de Maia é de que "os números estão dentro do esperado e começam a crescer a partir de agosto".

O tucano Otavio Leite declarou arrecadação total de R$ 97,5 mil neste primeiro mês de campanha e gastos de R$ 79,8 mil. A candidata do PV, Aspásia Camargo, informou ao TSE que não teve receita e despesas de campanha até o momento.

Previsão geral

Nos dados repassados ao TSE no início da disputa, Eduardo Paes, cujo arco de alianças tem 20 partidos, é o que estima gastos totais de maior volume na tentativa de se reeleger. Sua previsão é de um limite máximo de despesas de R$ 25 milhões. O número é R$ 2 milhões superior ao da soma dos seus quatro principais concorrentes juntos.


Rodrigo Maia (DEM) estipulou teto de gastos de R$ 9 milhões. A candidata verde Aspásia Camargo aparece em terceiro nas estimativas totais de despesas, com limite máximo de R$ 7 milhões. Já o tucano Otávio Leite declarou teto de R$ 4,5 milhões e Marcelo Freixo, de R$ 2,5 milhões. Juntos, eles prevêem gastos de R$ 23 milhões.

Financiamento público

Durante o dia, antes da divulgação oficial do TSE sobre a prestação de contas parcial de campanha, Marcelo Freixo (PSol) voltou a defender o financiamento público que, segundo ele, é uma forma de arrecadação mais transparente para gerir o dinheiro de campanha. "Evita-se, assim, a possibilidade de caixa dois, acabando com a corrupção generalizada que acontece nas campanhas eleitorais".

Já o prefeito Eduardo Paes, também no início do dia, se restringiu a dizer que "o comitê de campanha já deve ter prestado (as contas)" e que não sabia os valores. A assessoria de imprensa de Otavio Leite voltou a afirmar que "a campanha estava apenas no começo" e que não havia motivos para apreensão com números ainda tímidos. O mesmo foi informado pela campanha de Rodrigo Maia.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes desvia dinheiro da educação para pagar contas de escolas de samba


Rio - Um total de R$ 46 milhões que deveria ter sido investido nas escolas do município do Rio foi usado para pagar dívidas de água e esgoto de seis escolas de samba, da Liga Independente (Liesa), do Sindicato de Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), do Riocentro e da própria Prefeitura.

A constatação está na avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre a gestão do prefeito Eduardo Paes no ano de 2011.

A confusão começou quando o governo estadual deixou de pagar R$ 57,6 milhões pelo uso de 292 escolas do município entre maio de 2004 e abril de 2009. O espaço era usado para cursos noturnos e, pelo acordo, o Estado deveria ressarcir a Prefeitura das despesas com conservação, preservação, segurança, água e esgoto das unidades emprestadas.

Paes participa da bateria da Portela
Por outro lado, a Cedae era credora de contas de água e esgoto de escolas de samba, do Rio Ônibus e do Riocentro. Essas contas estariam em nome da Prefeitura, titular de imóveis ocupados por essas instituições.

Ao assumir as “dívidas” com a Cedae, o Estado acabou usando o dinheiro que deveria ter investido nas escolas municipais para pagar contas da Beija-flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Portela e União da Ilha, além da Liesa, Rio ônibus e Riocentro.

Os nomes aparecem na lista que a Cedae encaminhou ao TCM como débitos do município. A prefeitura esclareceu que enviou à Cedae ofício informando que as matrículas do Riocentro e do Rio Ônibus não são dela. Em março, fez o mesmo em relação às agremiações carnavalescas. A Cedae prometeu mudar a titularidade.

Dinheiro pode voltar para o município

O dinheiro que foi usado para pagar as contas de escolas de samba, do Riocentro, Rio Ônibus e da Liesa podem voltar para o município.

Nesta terça-feira, O DIA mostrou que o TCM questionou o uso do dinheiro arrecadado com a taxa de Contribuição para Custeio de Serviços de Iluminação (Cosip).

A verba foi empregada para manutenção do ar condicionado edifício da RioLuz e para fazer reparo nos planos inclinados. A Prefeitura disse que está verificando os procedimentos adotados para realizar, se necessário, os devidos ajustes ou correções.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

ELEIÇÕES 2012: Apadrinhado político de José Dirceu, Marcelo Sereno, participou de caminhada com Eduardo Paes em Campo Grande

Uma área dominada por milícias!!!


Acompanhado pelos petistas Lindbergh Farias (PT), pela deputada federal Benedita da Silva (PT) e pelo apadrinhado político e ex-assessor do réu do mensalão José Dirceu, Marcelo Sereno.

Como já vinha fazendo em outros bairros, o candidato da coligação Somos Um Rio - a maior da cidade, que reúne 20 partidos - Eduardo Paes prometeu investimentos para a região de Campo Grande. "Pelo menos dois terços dos investimentos da Prefeitura no próximo ano serão para as zonas Norte e Oeste da cidade", afirmou.


Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

ELEIÇÕES 2012: Marcelo Freixo pede proteção para campanha em áreas controladas por milícias


Rio - No segundo dia de campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro, o candidato Marcelo Freixo (PSOL) esteve ontem pela manhã no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste, região controlada por milícias, conforme relatório da ‘CPI da Milícia’. Desde 2008, quando presidiu a comissão de inquérito na Assembleia Legislativa, Freixo recebe ameaças de morte.

O candidato confirmou que encaminhou um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), à Secretaria de Segurança e ao comando da Polícia Militar informando que faria campanha na Zona Oeste e em favelas. “Pedi garantias não só para mim, mas para os todos candidatos poderem circular livremente em toda a cidade”, disse Freixo ao chegar na Rocinha, no início da noite, onde participou de um sarau de poesias na Via Ápia.


Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

LAMENTÁVEL: Prefeito Eduardo Paespalhão elitiza o Carnaval do Rio

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

RIO - O prefeito Eduardo Paes transferiu os bailes de Carnaval organizados pela prefeitura para o Jockey Club Brasileiro, na Gávea, Zona Sul da cidade. No ano passado, as festividades foram no Cais do Porto, na Zona Portuária.

Deu medo

A retomada dos bailes, em 2011, trouxe outro medo aos organizadores: como garantir a segurança de centenas de turistas numa das regiões mais perigosas e abandonadas do Rio?

Deu medo II

Entre reforçar a segurança e a infra-estrutura na Zona Portuária, foi mais fácil levar os bailes para um dos locais mais elitizados da cidade.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Crea-RJ: Prefeito Eduardo Paes não pode mais ser omisso. Tem que fiscalizar os prédios

Desabamento de três prédios no Centro do Rio deixou 17 mortos e cinco desaparecidos

RIO - Não bastasse o jogo de empurra entre o síndico do Edifício Liberdade e a empresa Tecnologia Organizacional (TO) sobre as responsabilidades da execução de obras irregulares no prédio que desabou sobre outros dois, na Avenida Treze de Maio, na última quarta-feira (25), a Prefeitura também nega as responsabilidades de fiscalizar as modificações feitas no condomínio. De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo, a Prefeitura deve fiscalizar apenas as intervenções externas, que tenham acréscimo de área, e alega que este não teria sido o caso do Edifício Liberdade.

Para o engenheiro civil do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ), o argumento da Prefeitura de que a responsabilidade de fiscalização é apenas de obras externas pode ser facilmente refutado. O motivo, segundo ele, é que muitas modificações externas também foram feitas como a abertura de janelas e o aumento de área da cobertura. Em nenhumas destas mudanças a Prefeitura interveio, tampouco notificou o condomínio.

"A Prefeitura não fiscaliza os prédios do Rio de Janeiro porque não tem interesse. Não tem competência, por falta de profissionais especializados: temos uma secretaria de Urbanismo cheia de arquitetos e com pouquíssimos engenheiros especializados em estrutura", afirmou Eulálio.

Para ele, a causa da tragédia no Centro do Rio não foi apenas a empresa TO não ter apresentado laudos para obras no 3º e 9º andares, mas também o fato da Prefeitura não notificar nenhum prédio que cometa irregularidades. "Não dá para a Prefeitura continuar sendo omissa. Ela tem que assumir a tarefa de fiscalizar os prédios da cidade. É uma tarefa que lhe cabe", acusou o especialista.

Eulálio explicou ainda que no caso de realização de uma obra em quaisquer residências, o procedimento correto consiste em o proprietário contratar um engenheiro responsável para fazer o documento conhecido como Anotação de Responsabilidade Técnica e encaminhá-lo ao Crea. Depois, o proprietário deve procurar a Prefeitura, que emitirá o alvará da obra.

Advogado de síndico culpa empresa

De acordo com o advogado do síndico Paulo Renha, Geraldo Beire Simões, as obras aconteciam irregularmente desde novembro do ano passado. "No dia 4 de novembro houve uma notificação formal do condomínio à empresa TO. No dia 30 do mesmo mês a empresa apresentou um laudo alegando que o peso dos materiais de construção não representavam riscos ao prédio, mas não apresentaram ART. As irregularidades nos dois andares de obras - 0 3º e o 9º", explicou.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Leitor critica Eduardo Paes e Sérgio Cabral

Coluna do jornal O Dia

Eduardo Paes não assume a culpa e diz que é cedo para apontar causa de desabamentos no Centro


RIO - Em entrevista à GloboNews, na manhã desta quinta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, reafirmou que ainda é cedo para apontar as causas dos desabamentos de três prédios no Centro da cidade. No entanto, ele afastou a possibilidade de ter ocorrido uma explosão.

"Pode ter havido falha estrutural, mas ainda é cedo para avaliar. Vamos buscar salvar vidas. As informações de que haveria obras em um andar, são apenas especulações e não dá para dizer se as obras são as causas do desabamento", afirmou Paes.

TRAGÉDIA NO RIO: Descaso e falta de fiscalização da prefeitura podem ter causado desabamento


Capas dos jornais