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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MENSALÃO: Marcos Valério ameaça revelar que Lula sabia de tudo e volta a chantagear ex-presidente e o PT

Denunciado pelo procurador-geral da República como o operador do maior esquema de corrupção da história, empresário responde por cinco crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 43 anos de prisão


Um dos amigos mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Okamotto está há dois meses às voltas com uma missão: o ex-metalúrgico foi encarregado de manter sob controle – e em silêncio – o empresário Marcos Valério. Reportagem publicada em VEJA desta semana revela que, às vésperas do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário está chantageando mais uma vez Lula e o PT.

Denunciado pelo procurador-geral da República como o operador do maior esquema de corrupção da história, Marcos Valério responde por cinco crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 43 anos de prisão. Em maio, ele fez chegar à cúpula do PT uma ameaça: estava decidido a procurar o Ministério Público para revelar detalhes de suas conversas com Lula em Brasília. O ex-presidente sempre negou a existência de qualquer vínculo entre ele e o operador do mensalão.

Paulo Okamotto, hoje diretor-presidente do Instituto Lula, entrou em ação para evitar turbulências. Ele admite ter participado de reuniões com Marcos Valério, mas diz que isso nada tem a ver com ameaças ou chantagens. Indagado se as conversas envolviam assuntos financeiros, ele explicou: “Ele tem uma pendêncialá com o partido, de empréstimo, coisa de partido”. Referia-se ao processo em que Valério cobra judicialmente 55 milhões de reais do PT, como pagamento pelos empréstimos fictícios que abasteceram o mensalão.

Okamotto concluiu, em tom enigmático: “Marcos Valério tinha relação com o partido, ele fez coisas com o partido. Eu nunca acompanhei isso. Então, quem pariu Mateus que o embale, né, meu querido?”

O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, petista histórico e também integrante do círculo íntimo de Lula, foi destacado para descobrir se as ameaças, dessa vez, procediam. “Greenhalgh é o pacificador, é quem sempre dá as garantias a ele”, disse a VEJA uma fonte da confiança do empresário. Greenhalgh teria descoberto que tudo não passa de um blefe.

Blefando ou não, é no mínimo estranho que, sete anos depois do mensalão, Marcos Valério continue ameaçando o PT - e o PT continue assombrado com as ameaças de Marcos Valério.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

ELEIÇÕES 2012: Voto nulo não anula eleição: juiz desfaz dúvidas do eleitor

Toda eleição é assim, porém no processo eleitoral deste ano uma determinada campanha está maior. Os eleitores têm sido bombardeados em prol do voto nulo, sob o pretexto de que se esses votos ultrapassarem 50% a eleição seria anulada. Um verdadeiro absurdo, pois não traduz a realidade.
"Se todos os eleitores resolvessem anular seus votos e somente um deles votesse num candidato, esse candidato estaria eleito, porque ele teve 100% dos votos válidos que, no caso, foi um voto. Legalmente ele estaria eleito", diz juiz da 81ª Zona Eleitoral, Fernando Luiz Gonçalves de Moraes.

LEIA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA
O juiz eleitoral explica também as duas diferenças básicas entre voto em branco e voto nulo. Uma delas é a forma como o eleitor vota. Para votar em branco basta acionar na urna a tecla “branco”. Nesse caso o eleitor não vota em nenhum candidato, ele está simplesmente se omitindo de votar. O voto nulo consiste em o eleitor ter que digitar um número que não existe, de um candidato ou partido que não existe.

A outra diferença apontada pelo juiz eleitoral é o que significariam esses votos. O voto em branco dá uma ideia “de tanto faz, vou votar em branco porque ninguém me agrada ou não me interesso pelo processo eleitoral”. Já o voto nulo é o voto de protesto, “sou contra, não me identifico com ninguém, vou votar nulo para demonstrar meu protesto”. 

Fernando Luiz explica ainda que o único caso em que uma eleição pode ser anulada está previsto em lei: “Se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país”... Por isso há pessoas que fazem confusão entre voto nulo e nulidade. “A nulidade demanda um processo judicial onde fique constatado que um candidato infringiu a lei eleitoral.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Eduardo Paes compra votos de torcedores com dinheiro do povo

Prefeito vascaíno quer ficar bem na fita com torcidas. Verba de até R$ 40 milhões espera projetos de clubes para Centros de Treinamento

O Dia Online

RIO - Em seu último ano de governo e prestes a encarar as urnas em busca da reeleição, o vascaíno Eduardo Paes quer ficar bem na fita com as torcidas dos quatro grandes times. “Sou de todos os clubes do Rio de Janeiro este ano”, brinca. E para alcançar esse objetivo, aguarda os dirigentes — três deles filiados ao PMDB — apresentarem os projetos dos Centros de Treinamento (CTs). As instalações serão usadas pelas seleções estrangeiras nas Copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014.

“A prefeitura tem, sim, interesse em ajudar esses clubes e, numa conversa, a ordem de grandeza deu algo em torno de R$ 10 milhões (para cada clube, totalizando R$ 40 milhões), o que não necessariamente significa o aporte de R$ 10 milhões”, afirma Paes.

FUTEBOL-POLÍTICA

“Não há no Rio estrutura para tais eventos. A ajuda do poder público poderia resolver esse problema”, diz o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, que filiou-se ao PMDB por influência do amigo vice-governador, Luiz Fernando Pezão, botafoguense.

Deputado estadual desde 1995, Dinamite é o de carreira política mais longa. Ex-tucano, já estava no PMDB em 2002, quando se elegeu pela terceira vez. “A parceria com o governo é fundamental para o desenvolvimento do Rio. Além do atleta, formamos o cidadão”, defende.

Patrícia Amorim regressou ao PMBD em outubro, a tempo de candidatar-se à reeleição pela legenda que a elegeu vereadora em 2000. Nas duas eleições seguintes, foi eleita pelo PSDB.

Para o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, a relação futebol-política significa pragmatismo. “Os dirigentes esportivos se aproveitam para conseguir benefícios, e os políticos para faturar dividendos eleitorais.”

Deputado critica ajuda para clubes

O prefeito Eduardo Paes defende o investimento público na infraestrutura dos clubes com base numa contrapartida: a criação ou ampliação das escolinhas de futebol para jovens de comunidades carentes. “Sou contra governo entrar com dinheiro para comprar jogador. Agora, ajudar no centro de treinamento,que é trabalhar com a base, isso aí você qualifica a cidade para a Copa do Mundo, para a Olimpíada.”

Para o deputado federal Otavio Leite (PSDB), os clubes poderão faturar alto com talentos descobertos na escolinha, sem repassar o lucro à sociedade. Provável adversário de Paes nas urnas em 2012, Leite pondera que “essa quantia deveria ser investida na qualificação de professores de educação física da rede municipal de ensino.”

PMDB diz ter ‘seleção de craques’

O presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani considera a filiação dos dirigentes “prova de que o partido montou uma seleção de craques”. E completa o time com o ex-jogador do Vasco Valdir Bigode e o atacante do Bonsucesso Túlio Maravilha, ídolo do Botafogo na década de 1990 e ex-vereador em Goiânia.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online