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domingo, 9 de novembro de 2014

Eleições 2014: Pezão vence no Rio, mas soma dos votos brancos, nulos e abstenções supera sua votação

Eleito governador com 4.343.298 votos, Luiz Fernando Pezão (PMDB), venceu Marcelo Crivella (PRB), que teve o apoio de Anthony Garotinho (PR) e Lindberg Farias (PT), mas teve menos votos do que o total de votos brancos, nulos e abstenções, que juntos representaram 4.348.950 votos. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— O governador "eleito" no Rio de Janeiro chama-se brancos, nulos e abstenções. Este candidato obteve 4.348.950 votos. Pezão se elegeu com 4.343.298 votos, ou seja, 5 mil votos a menos. No primeiro turno, os votos brancos, nulos e abstenções, também somados, venceram com grande folga. Foram 4.140.00 votos contra 3.242.000 votos do 1º colocado Luiz Fernando Pezão.

Isso mostra que a legitimidade de Pezão, ainda que reeleito no jogo deles, é uma legitimidade que pode ser questionada pela maioria de eleitores do Estado do Rio de Janeiro que não viram, nesse processo, motivo ou razão para votar em nenhum deles. Nem Pezão, nem Crivella. Muito menos Garotinho e muito menos ainda Lidberg Farias, outra figura patética desse processo.

Alô, Pezão!!! Isso é um recado muito mais significativo do que a sua vitória. O recado de que, no seu Estado, a maior parcela da população escolheu não votar no senhor e em ninguém. Pezão, você não representa a população do Rio de Janeiro, entendeu. Você não nos representa!!! Nem você, nem o Crivella e nem os outros gaiatos que disputaram esse pleito com o senhor.

E agora, como não lidar com o fato de que, tanto no 1º quanto no 2º turno, os votos brancos, nulos e abstenções superaram o número de votos válidos do senhor Pezão!!! Como não reconhecer que isso é uma resposta ou um repúdio ao que vocês representam, ao que vocês fazem e ao que vocês são!!! Isso é um recado viu, Pezão!!! Viu, Sérgio Cabral!!! Viu, deputados!!! Viu, vereadores!!! Viu, prefeito!!! Isso é um recado!!!

Eleições 2014: Rio tem recorde de votos brancos e nulos entre estados no segundo turno

RIO — No segundo turno, o Rio foi o estado que contabilizou a maior quantidade de votos nulos e brancos. Os nulos somaram 13,96%, e colocaram o Rio à frente do Rio Grande do Norte, com 12,78%. Já os votos em branco somaram 3,39% dos votos fluminenses, 0,27 pontos percentuais a mais que o Rio Grande do Sul, segundo lugar na modalidade. A média da eleição presidencial foi de 1,71% de votos brancos e 4,63% de nulos. Já o recorde de abstenções ocorreu em Rondônia, onde foram registradas 24,35% de ausência nas urnas. O Rio teve 22,36%. 

Imagem: Reprodução / Extra Online

Para o cientista político Eurico Figueiredo, diretor do Instituto de Assuntos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) , elementos da disputa ao governo do Rio explicam esses números. Na visão dele, a série de ataques entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) vista nos debates resultou na desconstrução dos candidatos e causou a substituição da “esperança pelo ceticismo”. Os apoios de Pezão e Crivella — alvo de trocas de acusações entre os dois — também pode explicar esses índices.

— No Rio de janeiro foi particularmente sentida a questão da moralidade na politica. Houve o sentimento que todos são farinha do mesmo saco. No caso do estado, houve por um lado em relação ao governador eleito Pezão por causa da sua ligação com o governado Sérgio Cabral. Por outro lado, houve uma descrença do senador Crivella por sua ligação com igrejas pentecostais. E também sobre as acusações que foram trocadas nos debates sobre um e outro.

Reprodução: Extra Online

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Eleições 2014: Abstenções, brancos e nulos superam votação de Aécio no 1º turno

O primeiro turno das eleições de 2014 revelou um dado alarmante para os partidos políticos. O alto número de abstenções e de votos brancos e nulos superaram a votação do candidato Aécio Neves (PSDB). Tucano chegou ao 2º turno com 34,8 milhões de eleitores enquanto votos não válidos e faltosos somam 38,7 milhões. A título de comparação, Dilma Rousseff (PT) conquistou 43.267.668 milhões de votos enquanto Aécio teve 34.897.211 milhões de adesões e Marina Silva teve outros 22.176.619. (Último Segundo)

Imagem: Reprodução / Último Segundo

— Mais de 38 milhões de brasileiros, no primeiro turno das eleições, disseram não ao processo, não aos candidatos, não ao discurso e não ao jogo que aí está. Este número corresponde a 27% do eleitorado, ou seja, mais do obteve Marina Silva e quase igual a Aécio Neves em votos válidos. A terceira força eleitoral desse país disse que não quer esse jogo do jeito que está sendo jogado.

Essa massa eleitoral é a massa que expressa o que as ruas disseram em junho de 2013, ou seja, o repúdio à forma como a política está sendo feita no Brasil. É claro que, dentro desse número, temos a fração dos que não se interessam e aqueles que, simplesmente, abandonaram a ideia de eleger alguém e a esperança na política. Mas, nesse contingente de 38 milhões de brasileiros, tem uma massa amplamente majoritária que não quer a política do jeito que está aí. Este é um fato estatístico.

Esses políticos como Dilma, Aécio, Marina, Garotinho, Cesar Maia, Pezão, Sérgio Cabral, Maluf, Crivella, Geraldo Alckimin,... Tudo que os leitores queiram incluir no mesmo saco, estão fazendo alguma coisa que não corresponde ao que essa massa de eleitores brasileiros espera, principalmente no campo do comportamento, das regras políticas, das práticas governamentais e da utilização do Estado em benefício próprio.

Esse povo que não votou e que repudiou esse jogo é um povo que expressa muito mais as manifestações de 2013 do que o povo que votou, porque o povo que compareceu às urnas definiu-se por um fragmento qualquer do PT, do PSDB, do PSB e do PMDB que estão no jogo e fazendo o jogo com as regras que o jogo tem. Quando, na verdade, o que se quer ou o que as manifestações quiseram, é a mudança das regras do jogo. Ou seja, uma política mais limpa, uma prática de governo mais ética e o fim da posse do Estado pelos partidos políticos.

Atenção, senhores candidatos!!! Mais de 38 milhões de brasileiros deram um manifestação, muito expressiva, de REPÚDIO a todos vocês. Tratem de entender como atendê-los.

LEIA MAIS:
Votos brancos, nulos e abstenções passam de 30% em eleição no TO

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eleições 2014: Saiba como votar em branco ou nulo

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”. O voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. O voto nulo é tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral. (Portal EBC)

Imagem: Reprodução / Portal EBC

— As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Nas grandes democracias como França, Inglaterra e EUA a atitude de votar, além de ser facultativa, serve também para decidir incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Até na Venezuela do ditador Nicolás Maduro é assim. Aqui, o voto só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

Nós não exercemos a cidadania no Brasil votando, somos apenas votantes, não participamos de nada que modifique, para melhor, o nosso cotidiano. Temos apenas o direito de exercer a nossa ‘votatania’. Essa incapacidade de interferir no processo, faz com que sejamos meros revalidadores desta política ineficiente, sem controle e sem vigilância. Os políticos só fazem o que querem e quando querem, eles não sofrem nenhum tipo de cobrança ou castigo quando erram. É preciso mudar a legislação política. É preciso diminuir o poder dos políticos e aumentar a capacidade efetiva de interferência do eleitor no mandato do parlamentar e nas casas legislativas. Enquanto não subordinarmos essa gente à vontade popular, nada vai mudar. O modelo político-eleitoral brasileiro não corresponde aos direitos e aos anseios do povo. As eleições, no Brasil, não mudam a realidade, apenas legitimam o atual processo corrupto da política brasileira.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Neste país, os partidos fingem ser sérios antes de chegar ao poder. Enquanto fazem parte da oposição, todos são politicamente corretos. Depois que chegam lá, se acumpliciam com aquelas práticas e com aqueles esquemas corruptos da máquina pública, pecando pela omissão ou pela parceria promíscua. Assim foi com o PT antes de ser governo, e assim será com todos os outros partidos, porque neste modelo político vigente é assim que a banda toca.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Voto nulo não anula eleição: juiz desfaz dúvidas do eleitor

Toda eleição é assim, porém no processo eleitoral deste ano uma determinada campanha está maior. Os eleitores têm sido bombardeados em prol do voto nulo, sob o pretexto de que se esses votos ultrapassarem 50% a eleição seria anulada. Um verdadeiro absurdo, pois não traduz a realidade.
"Se todos os eleitores resolvessem anular seus votos e somente um deles votesse num candidato, esse candidato estaria eleito, porque ele teve 100% dos votos válidos que, no caso, foi um voto. Legalmente ele estaria eleito", diz juiz da 81ª Zona Eleitoral, Fernando Luiz Gonçalves de Moraes.

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O juiz eleitoral explica também as duas diferenças básicas entre voto em branco e voto nulo. Uma delas é a forma como o eleitor vota. Para votar em branco basta acionar na urna a tecla “branco”. Nesse caso o eleitor não vota em nenhum candidato, ele está simplesmente se omitindo de votar. O voto nulo consiste em o eleitor ter que digitar um número que não existe, de um candidato ou partido que não existe.

A outra diferença apontada pelo juiz eleitoral é o que significariam esses votos. O voto em branco dá uma ideia “de tanto faz, vou votar em branco porque ninguém me agrada ou não me interesso pelo processo eleitoral”. Já o voto nulo é o voto de protesto, “sou contra, não me identifico com ninguém, vou votar nulo para demonstrar meu protesto”. 

Fernando Luiz explica ainda que o único caso em que uma eleição pode ser anulada está previsto em lei: “Se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país”... Por isso há pessoas que fazem confusão entre voto nulo e nulidade. “A nulidade demanda um processo judicial onde fique constatado que um candidato infringiu a lei eleitoral.

ELEIÇÕES 2012: Voto nulo não anula eleição, não serve como protesto, não vale nada


Fonte: Facebook