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domingo, 9 de novembro de 2014

Eleições 2014: Rio tem recorde de votos brancos e nulos entre estados no segundo turno

RIO — No segundo turno, o Rio foi o estado que contabilizou a maior quantidade de votos nulos e brancos. Os nulos somaram 13,96%, e colocaram o Rio à frente do Rio Grande do Norte, com 12,78%. Já os votos em branco somaram 3,39% dos votos fluminenses, 0,27 pontos percentuais a mais que o Rio Grande do Sul, segundo lugar na modalidade. A média da eleição presidencial foi de 1,71% de votos brancos e 4,63% de nulos. Já o recorde de abstenções ocorreu em Rondônia, onde foram registradas 24,35% de ausência nas urnas. O Rio teve 22,36%. 

Imagem: Reprodução / Extra Online

Para o cientista político Eurico Figueiredo, diretor do Instituto de Assuntos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF) , elementos da disputa ao governo do Rio explicam esses números. Na visão dele, a série de ataques entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) vista nos debates resultou na desconstrução dos candidatos e causou a substituição da “esperança pelo ceticismo”. Os apoios de Pezão e Crivella — alvo de trocas de acusações entre os dois — também pode explicar esses índices.

— No Rio de janeiro foi particularmente sentida a questão da moralidade na politica. Houve o sentimento que todos são farinha do mesmo saco. No caso do estado, houve por um lado em relação ao governador eleito Pezão por causa da sua ligação com o governado Sérgio Cabral. Por outro lado, houve uma descrença do senador Crivella por sua ligação com igrejas pentecostais. E também sobre as acusações que foram trocadas nos debates sobre um e outro.

Reprodução: Extra Online

domingo, 10 de agosto de 2014

Grávida de nove meses perde o bebê após percorrer quatro hospitais da rede pública de saúde

Com sangramento e a bolsa rompida, Ysabela dos Santos Moraes pediu socorro nos hospitais Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari; Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias; da Mulher, em São Cristóvão; e Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. Em todas as unidades, ela foi atendida como se tivesse infecção urinária, diz o pai da criança. (Extra)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— É ou não é um Estado vândalo? É ou não é um Estado que mata? Esse é um caso emblemático do que é o Estado brasileiro no trato e na relação com a sociedade. É preciso que se entenda o seguinte: Tem que haver uma reação da população à essa forma dos políticos lhe darem conosco, os pagadores de impostos e tomadores de serviços públicos.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

A pressão sobre os governantes tem que aumentar, não tem que diminuir ou ser esvaziada. Não é possível que seja essa a lição correta a assimilar de tudo que aconteceu nas manifestações de junho de 2013. Para isso, é preciso isolar quem tem a violência como único método na ação política e, ao mesmo tempo, estimular a população para que aumente a pressão sobre os governantes. Esses vagabundos só vão mudar de baixo de muita pressão nas ruas. Só o movimento popular os fará mudar.

Se após as manifestações de junho de 2013, essa corja política pouco fez, imagine sem as manifestações. Essa gente parece não entender outra linguagem que não seja a radicalização do processo. Notem, não há uma mobilização popular articulada para sacanear ou denegrir o serviço público. As pessoas só querem RESPEITO, e isso, é o que mais está AUSENTE na relação do Estado brasileiro com o cidadão.

domingo, 4 de agosto de 2013

CADÊ A PM: Bandidos aproveitam a boa chama das manifestações e a ausência da polícia para depredar e saquear comércio no Rio

Não vou apoiar quem vai às manifestações, se valendo desse momento histórico, para roubar uma bolsa, uma televisão ou pra destruir o comércio do cara que está ralando igual a todo e qualquer trabalhador. Quem pega carona num momento como esse, em que a população está querendo mudar o paradigma, mudar o tom do diálogo com o Estado e com os agentes públicos para depredar e saquear estabelecimentos comerciais, é um criminoso que merece cadeia. Não vou embarcar nessa de criminalizar as manifestações, porque elas são movimentos populares legítimos. Não quero que a periferia do movimento como ladrões e coligações partidárias (PSTU, PSOL, PT, PMDB,...) tirem proveito da situação.


Quem rouba coisas como fizeram na Barra, quem quebra carros e vitrines de loja para roubar televisão, roupas e sapatos é uma minoria de grupos criminosos. Quem acha que ao fazer isso, ficará sob o manto da revolta popular, está enganado. Isso é ladrão, é vagabundo, é criminoso comum igual a qualquer outro que se vale das oportunidades para roubar. É o mesmo cara que rouba bicicleta na ciclovia, que mata um turista pra roubar alguma coisa, que entra no ônibus pra assaltar o trabalhador, que rouba celular em show etc e tal.

Enfim, é o mesmo tipo de vagabundo e de criminoso. Isso não tem nada a ver com revolta popular, nada a ver com política e com o ATO POLÍTICO. Esses atos são ATOS NÃO POLÍTICOS, são ATOS CRIMINAIS comuns que precisam ser tratados pela polícia com foco direto neles, e não dando porrada em todo mundo que está se manifestando. E não enchendo de bala de borracha e spray de pimenta quem está se manifestando ou se dispersando dos protestos. Não se pode criminalizar o movimento baseado num ato isolado e minoritário desses grupos criminosos. É claro que existe um oportunismo criminal nas manifestações. O pior, é que a Polícia Militar deixou a criminalidade e os ATOS DE VANDALISMO tomarem conta da situação.


Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

Ficou claro e notório que não havia policial em lugar nenhum. Onde estavam os policiais? O policiamento se omitiu completamente no que diz respeito a prevenir, reprimir e dar consequência criminal aos ATOS DE VANDALISMO e aos ATOS CRIMINOSOS.  Isso ficou evidente na ação deliberada do governador Sérgio Cabral e da polícia. A PM não agiu porque houve a determinação de agir apenas contra a manifestação política e não contra os crimes. E foram os crimes que assustaram a população, virando manchete em todos os jornais no dia seguinte. A polícia não prendeu assaltantes e nem vândalos, só prendeu manifestantes.

Ausentar-se nesse quadro não é respeitar o direito de manifestação, é omitir-se diante de circunstâncias extremas que manifestações podem abrigar em função das exceções de vândalos que quebram e saqueiam lojas. É claro que durante manifestações haverá o mesmo ladrão que existe quando não há manifestação. Quantas vezes nós vimos o vandalismo puro e simples numa noite de sábado, quando um cara quebra uma luminária do século XIX, na Glória? Quantas vezes nós vemos monumentos pichados por idiotas? Quantas vezes nós vemos ladrões roubando celulares em shows?

Então, se tem isso em períodos normais, porque não haveria de ter numa manifestação onde o processo de descontrole é absoluto? Num momento em que milhares de pessoas estão nas ruas com outro tipo de foco. É claro que haveria! E é para isso que a polícia deveria atuar objetivamente e criteriosamente. A ausência da polícia não é uma solução, é um problema. A presença de uma polícia despreparada na rua também é um problema. Agora, é impossível ter uma polícia preparada na rua? Não. 

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

A polícia existe e não há nenhum absurdo em entender que ela atue, as melhores sociedades democráticas precisam de suas polícias. A polícia pode fazer perfeitamente um cordão de isolamento adequado que iniba a ocupação e a depredação dos prédios. A atuação policial não deve ser caracterizada pela ausência nem pelo excesso. Tem que ser caracterizada pelo profissionalismo!!! 

A ideia de que não haveria policiamento suficiente para o contingente popular já é, por si só, um absurdo. Porque a PM não é paga pelo contribuinte para fazer cálculo errado. A polícia não trabalha no IBGE, no IBOPE ou no IPEA para estimar alguma coisa, ela não tem que fazer conta. Fez a conta, deu errado, manda mais gente. A Polícia Militar é uma instituição que tem que se mobilizar de acordo com as circunstâncias, mas não se mobilizou. Assistiu e acompanhou imóvel ações de saques a comércio durante horas.  

Insisto em dizer que a tentativa de ocupação de palácios faz parte de qualquer processo de revolta popular. Em consequência disso, quebra-se uma janela, uma porta etc e tal. Esse, pode não ser o foco de uma manifestação pacífica, mas entendo que é meio inevitável impedir manifestantes de invadirem tais palácios, tais redutos políticos. 

A tentativa de invasão da Alerj, ainda que possamos recriminá-la, foi um ATO POLÍTICO. A troco de que eles invadiram a Assembléia Legislativa? Para caracterizar um ATO POLÍTICO. Isso não tem nada a ver com aquilo que todos criminalizam pesadamente, que é o saque às lojas, a depredação de patrimônio particular e de equipamentos públicos. Qual é o simbolismo revolucionário existente no ato de tirar a tampa de um bueiro? De quebrar um sinal de trânsito que no dia seguinte pode causar um acidente? De invadir uma loja para roubar? 

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

Isso não tem nenhum componente revolucionário, não tem nenhum componente transformador. É pura sacanagem, é puro vandalismo, é puro oportunismo. Esses caras têm que ser presos. Quem promove ATOS DE VANDALISMO são marginais. É o mesmo tipo de gente que quando cai um avião, está mais preocupado em roubar alguma coisa das vítimas, do que socorrer alguém. Esse tipo de vagabundo e de criminosos existe. É uma gente ruim, uma gente má. Não é necessariamente um criminoso de alta periculosidade, mas, sim, oportunistas do crime.

Então, esse é o perfil das pessoas que estão produzindo essa onda de saques e vandalismo gratuito nas manifestações.

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 100 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio protestar contra o aumento da passagem de ônibus

Há um mês, o Rio de Janeiro viveu um dia histórico com milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Hoje, como em poucas vezes, encho o peito pra dizer: Que orgulho de ser carioca! Que orgulho de ser brasileiro! Parabéns, cidade leal e heroica de São Sebastião por esse momento emblemático! Leal, pelos princípios que construíram essa cidade, aos valores que uniram este povo em torno de um ambiente coletivo e urbano que é motivo de alegria e orgulho pra todos nós. 


O Rio fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Houve um desequilíbrio aqui ou alí, pontualmente, como a depredação da Alerj e lojas saqueadas. Mas a essência, a espinha dorsal do que aconteceu no dia 17/06, estava na Av. Rio Branco, estava Cinelândia, estava na Candelária e estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO. Um grupo grande e significativo que se mobilizou em prol da redução do preço das passagens de ônibus. 

Segundo um ex-funcionário do setor de transportes, as frotas de ônibus possuem planilhas que são verdadeiras caixas-pretas apresentadas como justificativas para a reivindicação de reajustes que são aceitos, historicamente, pelo poder público através do forte lobby que essas empresas têm junto às Câmaras de Vereadores. Lobbys mantidos por relações marcadas pela promiscuidade, pelo dinheiro, pelas doações de campanha, pelos subornos, pela grana por fora, pelas malas de dinheiro etc.

Várias coisas nessas planilhas são absolutamente derrubáveis. A reposição de peças, por exemplo, os empresários lançam custos de novas peças, quando fazem na verdade, apenas o recondicionamento e a revitalização das mesmas. Logo, este aumento no preço das passagens não se justifica porque o governo promoveu também a desoneração de impostos federais e uma série de vantagens concedidas às empresas de ônibus. Então, essa caixa-preta tem que ser aberta, a população não conhece em que bases são concedidos esses aumentos. Os empresários ficam com esse papo de inflação, mas o setor de transportes não viveu a inflação na mesma intensidade.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Não foi apenas por 20 centavos. A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO, embora a reivindicação de um grupo fosse, predominantemente, a redução das tarifas. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o Rio mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas no dia 17/06, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança, na corrupção etc. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O Rio captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Os ataques à Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foram lamentáveis no sentido de que não levará a nada esse tipo de ação. Mas quero deixar bem claro que entendo a razão dos ataques. A Alerj, assim como as casas parlamentares no Brasil, são a expressão de tudo que a população brasileira odeia. O que ela faz, a maneira como age, a maneira como se relaciona com a sociedade, a prepotência, a corrupção etc. Tudo isso está expresso naquele prédio. O que se atacou e se "vandalizou" foi o que a Alerj simboliza.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário. O que há aqui são manifestações pro cara não passar a mão na sua bunda, pra não roubar na sua cara, pro Renan Calheiros não escancarar a picaretagem dele e continuar sendo senador, pro Collor não voltar pra política. Entendeu?

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

A Alerj representa a política que está aí. A depredação é o que resta as pessoas pra que os políticos às ouçam. Mas essa gente é tão canalha, esses políticos são tão canalhas que são capazes de fazer de conta que não são com eles. Um exemplo disso aconteceu no dia seguinte aos protestos quando o presidente da Alerj, Paulo Melo, foi dar uma entrevista na porta da assembléia e bateu em retirada quando viu que a população estava começando a vaiar. 

Compreendo as razões que levaram alguns manifestantes a fazer o que fizeram na Alerj. Lamento profundamente que alguns marginais tenham se aproveitado desse momento para saquiar lojas e destruir negócios de outros trabalhadores.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Um movimento sem rosto, sem líder e sem pauta específica. Mas unido por um sentimento, por um estado de espírito. Isso me parece até mais importante do que ter uma causa específica. Com todo respeito ao movimento dos caras-pintadas que deram início à remoção de toda quadrilha do Collor da Presidência da República. Mas os caras-pintadas integraram um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Todos queriam a queda do Collor.

A imprensa queria a queda do Collor. Os partidos queriam a queda do Collor. Grandes grupos políticos comprometidos com a corrupção também queriam a queda do Collor. Antônio Carlos Magalhães (ACM) queria a queda do Collor. Sarney queria a queda do Collor. A bandidagem política que não estava no esquemão do Collor também queria. Então, eu diria que o movimento dos caras-pintadas deu uma legitimidade de rua a um momento histórico que inevitavelmente aconteceria, mas que aconteceu num mesmo curso, na mesma direção de forças políticas.

Este movimento do dia 17/06/2013, não me parece tanto com o movimento dos caras-pintadas. Ele me pareceu mais com as manifestações de massa da Ditadura Militar, porque nestas manifestações  as pessoas tomaram porrada da polícia, foram reprimidas, foram tratadas de forma abominável pela grande imprensa como a Folha de S. Paulo, o Estadão, O Globo , a Veja etc. No começo chamavam os manifestantes de vândalos. A imprensa estava trabalhando na linha da criminalização do movimento, até o momento em que alguns repórteres foram atingidos por balas de borracha disparadas pela polícia. Depois disso, a cobertura dos fatos mudou. 

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos no dia 17/06, o que não víamos desde a Ditadura Militar, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje você tem mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Você tem um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: - Pare de passar a mão na minha bunda! Pare de cuspir na minha cara e achar que sou otário! Pare de pegar o meu imposto e fazer o que bem estende! 

Rio leva 100 mil pessoas às ruas

Se esses políticos canalhas perceberem que esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHA POLÍTICA, da CANALHA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais. 

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Moradores acusam Polícia Militar pela morte de trabalhador em Duque de Caxias

O problema não é um 'FATO ISOLADO', como gostam de dizer as autoridades policiais, mas sim a REGULARIDADE com que esses 'FATOS ISOLADOS' acontecem e o fator de risco que está incorporado nas ações da PM. Essas políticas de segurança são implantadas porque a mãe de algum responsável não está presente no local das operações. É preciso mudar a forma de se fazer essas operações de rotina. Cadê o setor de inteligência da PM? Se sempre há mortes de inocentes, eu pergunto: Por que não mudar beltrame? Não é preciso ser nenhum gênio pra fazer isso.

Extra Online

Polícia divulga imagens do FDP suspeito de estuprar mulher na estação do metrô do Rio

Por que a imagem do estuprador levou 3 meses pra ser divulgada pela polícia? Segundo o setor de 'inteligência' da polícia, as imagens não foram divulgadas para manter o sigilo da investigação. QUE SIGILO! É MENTIRA! É IDIOTICE! Tanto é que não teve investigação eficaz nenhuma, não pegaram o cara e ele continuou solto fazendo outras vítimas.
Agora, por exemplo, o que fizeram as autoridade norte-americanas no atentado de Boston 24 horas depois? Botaram as imagens dos suspeitos na boca do sapo!

Extra Online

O que faz uma autoridade que quer capturar um criminoso cuja foto ela tem? Divulga essa foto para a maior quantidade de gente possível, o mais rápido possível pra não dar tempo pro cara fugir. É assim que funciona. Não entendi até agora esse procedimento duvidoso da polícia do Rio. Já tivemos outros episódios nos quais foram adotados os mesmos procedimentos de divulgação das imagens. Não entendo porque, nesse caso, demorou tanto.

Isso é mais uma demostração do quanto é importante que você não compactue pelo silêncio, pela omissão com os crimes que presencia. Pode ser um grande crime ou um pequeno crime. Se for um crime que ameaça a coletividade; DENUNCIE!!! PONHA A BOCA NO TROMBONE!!! Ligue pra quem você achar que deve ligar!!!

Quer ligar pra Band? Liga pra Band! Quer ligar pra Globo? Liga pra Globo! Quer ligar pra CBN? Liga pra CBN! Quer ligar pra Transamérica? Liga pra Transamérica! Enfim, não importa pra qual emissora de rádio, TV ou jornal você vai ligar. O importante é que você ligue. Faça isso!!! Não deixe de procurar uma maneira de tornar público o seu caso ou o crime presenciado por você. Preserve a sua identidade e opte pelo anonimato. Se as autoridade não resolverem o seu caso, ligue pra quem você achar que deve ligar!!!

DESSERVIÇO: Por causa de ponto facultativo decretado por Sérgio Cabral, polícia especializada fecha as portas

Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como Sérgio Cabral consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público um dia de folga, no qual todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

Quer dizer, o ponto facultativo só presta pra funcionário público. Acaba sendo um feriado a mais pra ele. Porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de deixar o servidor público não trabalhar? A ausência dele faz falta! Onde já se viu fechar uma delegacia, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia anterior! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do governador que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa!

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a delegacia esteja funcionando quando precisar dela. E que esteja com um sorriso no rosto. Merecemos isso.

Governador Sérgio Cabral, numa boa. Todos sabem que o senhor controla a Alerj. Por favor,  revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa invenção maluca!!!

ROUBALHEIRA: Maracanã recebe aditivo de R$ 200 milhões e valor da obra dobra em três anos

Nenhuma obra pública no Brasil fica pronta no tempo previsto e dentro do valor estimado ou mais barata. E não fica apenas 2% mais cara, o custo sobe para 50% acima do orçamento inicial. O pior é que nada acontece e a vida segue. Alô, Tribunal de Contas!!! Quem paga essa conta!!!

Blitz caça-níquel da Polícia Militar deixa trânsito lento na Linha Vermelha

TUDO ENGARRAFADO!!! Diz pra mim, qual é o sentido da polícia submeter o trabalhador e os motoristas de carros, de caminhões, de ônibus e de táxis a esse tipo de PALHAÇADA. Houve algum crime na região? Gostaria de saber do batalhão responsável o seguinte: Qual é o motivo de se fazer uma retenção do trânsito? Pra quê? Pra mostrar que existe? Pra fingir que estão trabalhando? Qual é o resultado prático desse tipo de política de retenção de tráfego nas estatísticas de criminalidade?

Imagem: Reprodução / Extra Online

É aquela velha história da blitz de uma viatura e dois "barrigudinhos" naquele 'mocó', parando os carros com aquela cara de que "somos autoridade" e tal. E aí, engarrafa o trânsito! Pra quê? Não tem sentido! Esses caras são uns gaiatos! São uns artistas!!! Gostaria de saber se a blitz caça-níquel está incluída no trabalho de inteligência da PM?

Alô, batalhão! Manda esses caras que estão coçando o saco e tomando dinheiro dos outros, correrem atrás de bandidos, em vez de ficar fazendo essas PALHAÇADAS de BLITZ para engarrafar o trânsito. Alô, PM! Façam aquilo que nos interessa e que interessa a sociedade!!!


Com policiamento pífio nas ruas, ladrões fazem a festa no Centro do Rio

É aquela história, se você posicionar 10 ou 15 policiais naquele perímetro, os pivetes não vão assaltar mais alí. Ah, mas aí eles vão para outro lugar. Mas nesse outro lugar eles não terão tanta facilidade para roubar e fugir. Ou a polícia acha que os roubos acontecem sistematicamente naquela área porquê. É claro que os pivetes vão continuar assaltando em outro lugar, mas alí vai parar. Ah, mas se agente prender tem que soltar logo depois porque são menores. Mas ninguém está pedindo para prender os pivetes, o cidadão quer que a polícia evite os assaltos diários. Se a autoridade estiver presente no local, eles não roubarão. Não tem jeito, o jogo é esse mesmo. O que não dá pra aceitar é dizer que não pode prender porque tem que soltar depois. Esse tipo de discurso é de gente sem caráter.

Imagem: Reprodução / O Dia Online

CADÊ A UPP: Médicos da UPA no Complexo do Alemão pedem demissão por causa de agressões incentivadas por traficantes

Não tenho nada contra o projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.

Imagem: ReproduçãoO Dia Online

CADÊ A UPP: O medo volta a reinar no Complexo do Alemão

Seria um retrocesso da UPP? Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? Já que a sua razão de ser e de existir é a tomada do território pelas forças do Estado.

Imagem: Reprodução / Revista Veja.com

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre. É uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço?

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana e tiroteio em eventos. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.

CADÊ A UPP: Tiroteio atrasa Corrida da Paz e assusta corredores no Complexo do Alemão

Uma coisa é você estar na maratona de Boston e dois facínoras que você jamais poderia imaginar que alí estariam, com bombas caseiras dentro de panelas de pressão, pudessem matar civis inocentes em nome de sua loucura. Você pode dizer que um atentado como o de Boston era absolutamente imprevisível, assim como todo atentado terrorista.

Agora, pode se dizer o mesmo desse ataque da bandidagem no Complexo do Alemão? Pode se dizer que era imprevisível? Se não era, me desculpe. Se você tem um ambiente onde a bandidagem ainda está presente e que tem a cultura de agir da forma como agiu. Essa corrida foi uma TEMERIDADE!!!

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

No caso do atentado de Boston, poderíamos dizer que ninguém poderia imaginar que haveria um atentado naquele dia. Mas, diante dos acontecimentos recentes de violência no Alemão, o governador Sérgio Cabral e secretário José Mariano Beltrame não poderiam ter permitido a realização da corrida com a bandidagem em estado de excitação, como pareceu estar dois dias antes do evento. Os traficantes mandaram fechar o comércio e os bandidos ficaram exibindo armamentos pesados nas ruas em plena luz do dia. 

O intuito dos tiros disparados pelos bandidos foi dizer o seguinte: "Aqui estamos. Fechamos o comércio esta semana e estamos dando tiro pro alto, mas poderíamos disparar contra todos que estavam lá em baixo."

Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!

Aí, a autoridade faz o quê? Põe civis em risco pra mostrar que ela não dá moleza!!! Ora, se o cara atirou pra cima, ele poderia ter atirado pra baixo!!! E aí, a autoridade coloca civis pra fazer uma Corrida da Paz!!! Se tinha bandido dando tiro alí, pelo amor de Deus, não podia ter o evento. Será que foi um ato correto, equilibrado, sensato e sereno a confirmação da corrida diante dos indicadores ocorridos durante a semana como o fechamento do comércio e tudo mais. 

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe e se coloque gente em risco sem ter um aparato de segurança adequado. Porque se tivesse, os bandidos não estavam dando essa demonstração de presença territorial que deram.

CADÊ A UPP: Comércio em favelas do Alemão e Vila Cruzeiro amanhece fechado por ordem de traficantes

Seria o fracasso das UPPs? Até onde eu sei, a presença armada e ostensiva da bandidagem em áreas dominadas por grupos de traficantes, se dava em função para evitar a tomada desses pontos por quadrilhas rivais. E não propriamente estar alí para enfrentar a polícia. Não creio que seja uma presença armada para um conflito policial do tipo: "Tô aqui, não vem não!"

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo
O comércio de drogas está presente em todo país e em todo mundo. Talvez nem tão visível e não em tantos pontos como antes, mas se você quiser comprar qualquer droga possível e imaginável no Leblon, na Tijuca, em Ipanema, em Copacabana, em Nova York ou em Paris você vai comprar. O comércio de drogas existe e está presente de alguma maneira em todo lugar.

Agora, quando você diz que além do comércio de drogas no Complexo do Alemão - uma região contemplada com UPPs - já se vê de forma ostensiva a presença aberta de homens armados. Aí meu amigo, eu tenho a sensação de que é um fracasso, um retrocesso da UPP.

Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? - Já que a razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços.

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre, é uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço? Essa presença armada da bandidagem nas ruas, dá ao cidadão a percepção de que a ameaça do bandido é real.

Se um traficante começa a andar nas ruas com uma metralhadora no peito, com uma pistola cromada na mão e uma galera atrás armada até os dentes dizendo: "Fecha o comércio!" - Eu não só fecho, como me borro todo!!!

CADÊ A UPP: Roubos crescem em bairros com favelas pacificadas no Rio de Janeiro

Esse é o retrato 3x4 das UPPs. A criminalidade e a violência no Rio são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar. É necessário repensar essa questão. 
Quero me dirigir agora aos chefes de reportagem e editores-chefe dos jornais fluminenses: Por que só a imprensa de São Paulo expõe as vísceras do Rio? Por que a imprensa carioca não faz isso com a mesma frequência?

Folha de S. Paulo

UPPs fazem tráfico migrar do Rio para a Baixada Fluminense

Não sou contra o projeto das UPPs, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para essa realidade da migração e faça de conta que ela não existe. As UPPs não resolveram o problema da violência, ela apenas mudou de endereço. 
É uma ilusão achar que as notícias de violência fora das áreas de cobertura das UPPs não vão repercutir internacionalmente de forma negativa. Não adianta, a notícia será a violência na cidade que vai sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016.



Quero me dirigir agora aos chefes de reportagem e editores-chefe dos jornais fluminenses: Por que só a imprensa de São Paulo expõe as vísceras do Rio? Por que a imprensa carioca não faz isso?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O JOGO DAS UPPs: Polícia Militar faz operação de combate ao tráfico em Niterói

Enquanto as médias e grandes cidades do país vêm sofrendo os horrores da violência. Aqui no Rio de Janeiro, está havendo uma reacomodação do mapa da violência e da criminalidade em função do jogo das UPPs. É uma espécie de xadrez onde a estratégia de ocupação das UPPs está sendo conduzida de acordo com o xadrez político e geopolítico. Áreas por onde os turistas vão, áreas dos grandes eventos, áreas no entorno do Maracanã e Zona Sul.

Imagem: Reprodução  / Jornal O Globo

E aí, o impacto da chegada da UPP expele poeira criminosa. E essa poeira criminosa vai se depositar em outras comunidades que estão pagando um preço enorme. Lugares que nunca houve registros de violência, se tornaram redutos de traficantes e bandidos que exibem armamentos à luz do dia, pra cima e pra baixo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Operação que matou traficante Matemático é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil por ter colocado moradores em risco

Esse Matemático era um criminoso muito procurado, perigoso e assassino. Um meliante da pior espécie. No que diz respeito ao resultado da operação, gostaria de parabenizar os policiais da CORE e dizer o seguinte: É menos um vagabundo pra fazer barbaridades com pessoas inocentes que cruzam o seu caminho. Já foi tarde. Espero que esteja cuidando da contabilidade do Capeta lá no quinto dos infernos. Então, o resultado é positivo pela eliminação do canalha. A polícia está de parabéns porque conseguiu alcançar seu objetivo. Agora, vire a página e vamos analisar.

Extra Online

Não tem cabimento, de forma alguma, que uma autoridade policial abra fogo pra atingir o objetivo de alvejar um bandido, se essa atitude coloca em risco a minha família. Uma operação de helicóptero, àquela altura e considerando que os bandidos não estavam disparando do carro em direção ao helicóptero. Não tem cabimento que centenas de tiros sejam disparados por uma aeronave em movimento a uma altitude de sei lá quantos metros, com a possibilidade de não acertar o alvo. Porque ninguém consegue acertar um alvo a 100 metros em movimento. Por mais habilidoso que seja o piloto, o atirador vai balançar e trepidar dentro do helicóptero, dificultando muito o acerto do alvo. É quase uma fatalidade.

É uma operação de altíssimo risco. Me desculpe, mas nessas condições não dá pra ficar dizendo "dá, dá, dá tiro", "mete o dedo", "manda bala". Sabe porque? Porque do lado estão casas de pessoas que não se chamam Matemático. São crianças, mulheres grávidas, idosos e trabalhadores que estão morando alí. 

Então, uma operação policial não pode ignorar que o seu objetivo maior é preservar a vida dos cidadãos de bem. O segundo objetivo, a vida dos agentes públicos. Há um absurdo óbvio na natureza da operação que é sistemático na polícia brasileira. O desapreço e o desprezo pelos civis que possam estar na linha de tiro. A prova desse desprezo é a quantidade inumerável  de pessoas mortas em tiroteios da polícia com bandidos. É a quantidade de reféns mortos pela polícia em perseguições a bandidos.

Desde quando, bandido com refém pode levar tiro? Se levar, é claro que pode matar o refém. Assim como, é claro que esta operação que matou o Matemático poderia ter matado muita gente inocente na comunidade onde se deu o episódio cinematográfico. Poderia ter matado seu filho ou sua filha. Então nesse sentido, a gente não deve aprovar ou aplaudir essa operação da polícia.

Veja bem, não estou discutindo sobre o prisma dos direitos humanos do Matemático e da bandidagem que estava com ele. Eu quero que eles se lasquem. Estou falando dos direitos de quem está no bairro, de quem está na calçada. Como é que um policial manda bala assim? O fato é que essa conta não fecha pro pai da criança possivelmente atingida, não fecha pro filho órfão, não fecha pra viúva, não fecha pra grávida que teve a barriga perfurada, não fecha pro idoso que queria viver apenas em paz. 

Essa conta fecha quando a gente não leva o tiro, mas quando quem leva o tiro são os outros, a gente começa a falar que a polícia agiu bem. Lamentavelmente ela não agiu a despeito do resultado objetivo da operação ter sido a morte de um facínora. Infelizmente é um problema de cultura policial.

Tiroteios entre policiais e bandidos deixam cinco mortos no Rio

Essa cultura das polícias brasileiras de não levarem em conta a figura do civil é uma coisa absurda. Eles saem mandando bala e não querem nem saber. Policial que se depara com um bandido no meio da multidão de civis inocentes, não pode reagir da mesma forma quando se depara apenas com o bandido sozinho. O policial do Rio ignora a premissa de sua profissão que é a de proteger a vida. A PM ATIRA SEM PENSAR!!! Enquanto um figurão da política brasileira não sofrer as consequências destas ações inconsequentes, NADA VAI MUDAR e as mortes vão continuar acontecendo. Porque segundo a PM, faz parte do risco!!!

Revista VEJA.com

Não estou falando dos policiais bandidos que matam. Estou falando dos policiais de boa índole que matam por acidente de trabalho. Mas se este acidente acontece frequentemente, é notório que há um erro de procedimento nestas ações. Aí, eu te pergunto: Cadê o treinamento desses policiais? Será que estão sendo realmente bem preparados para enfrentar a criminalidade nas ruas do Rio?

Quero me dirigir ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de segurança José Mariano Beltrame e dizer o seguinte: Vocês são uns BANANAS!!! É isso mesmo. Vocês são uns BANANAS!!! Se fosse a MÃE desses BANANAS, eu gostaria de saber o que iria acontecer.

O fato é que civis inocentes estão virando adubo todos os dias no Rio. Civil não vale nada. Refém não vale nada. O negócio é mandar bala. Essa lógica irracional e irresponsável tem que acabar na polícia do Rio.

Comunidade Cerro-Corá é ocupada para instalação da 33ª UPP

Segundo o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, a nova unidade será implantada em até 30 dias. Com isso, formou-se o chamado cinturão de segurança voltado para as áreas que vão sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Levando assim insegurança para a zona oeste e baixada fluminense que ficam fora da cobertura das UPPs. É claro e notório que houve migração de bandidos com a instalação das UPPs nas comunidades dominadas pelo tráfico. Um exemplo disso foi Niterói, em que o próprio Beltrame, depois de muito negar, não só admitiu como também providenciou reforço policial para a cidade vizinha.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

É preciso utilizar a inteligência para melhorar a politica de segurança pública em todo estado e não só em algumas regiões. Porque não vai dar pra colocar uma UPP em cada comunidade do Rio. A criminalidade e a violência são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar.

O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.

É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.

Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.

Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite  que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.