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domingo, 4 de agosto de 2013

CADÊ A PM: Bandidos aproveitam a boa chama das manifestações e a ausência da polícia para depredar e saquear comércio no Rio

Não vou apoiar quem vai às manifestações, se valendo desse momento histórico, para roubar uma bolsa, uma televisão ou pra destruir o comércio do cara que está ralando igual a todo e qualquer trabalhador. Quem pega carona num momento como esse, em que a população está querendo mudar o paradigma, mudar o tom do diálogo com o Estado e com os agentes públicos para depredar e saquear estabelecimentos comerciais, é um criminoso que merece cadeia. Não vou embarcar nessa de criminalizar as manifestações, porque elas são movimentos populares legítimos. Não quero que a periferia do movimento como ladrões e coligações partidárias (PSTU, PSOL, PT, PMDB,...) tirem proveito da situação.


Quem rouba coisas como fizeram na Barra, quem quebra carros e vitrines de loja para roubar televisão, roupas e sapatos é uma minoria de grupos criminosos. Quem acha que ao fazer isso, ficará sob o manto da revolta popular, está enganado. Isso é ladrão, é vagabundo, é criminoso comum igual a qualquer outro que se vale das oportunidades para roubar. É o mesmo cara que rouba bicicleta na ciclovia, que mata um turista pra roubar alguma coisa, que entra no ônibus pra assaltar o trabalhador, que rouba celular em show etc e tal.

Enfim, é o mesmo tipo de vagabundo e de criminoso. Isso não tem nada a ver com revolta popular, nada a ver com política e com o ATO POLÍTICO. Esses atos são ATOS NÃO POLÍTICOS, são ATOS CRIMINAIS comuns que precisam ser tratados pela polícia com foco direto neles, e não dando porrada em todo mundo que está se manifestando. E não enchendo de bala de borracha e spray de pimenta quem está se manifestando ou se dispersando dos protestos. Não se pode criminalizar o movimento baseado num ato isolado e minoritário desses grupos criminosos. É claro que existe um oportunismo criminal nas manifestações. O pior, é que a Polícia Militar deixou a criminalidade e os ATOS DE VANDALISMO tomarem conta da situação.


Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

Ficou claro e notório que não havia policial em lugar nenhum. Onde estavam os policiais? O policiamento se omitiu completamente no que diz respeito a prevenir, reprimir e dar consequência criminal aos ATOS DE VANDALISMO e aos ATOS CRIMINOSOS.  Isso ficou evidente na ação deliberada do governador Sérgio Cabral e da polícia. A PM não agiu porque houve a determinação de agir apenas contra a manifestação política e não contra os crimes. E foram os crimes que assustaram a população, virando manchete em todos os jornais no dia seguinte. A polícia não prendeu assaltantes e nem vândalos, só prendeu manifestantes.

Ausentar-se nesse quadro não é respeitar o direito de manifestação, é omitir-se diante de circunstâncias extremas que manifestações podem abrigar em função das exceções de vândalos que quebram e saqueiam lojas. É claro que durante manifestações haverá o mesmo ladrão que existe quando não há manifestação. Quantas vezes nós vimos o vandalismo puro e simples numa noite de sábado, quando um cara quebra uma luminária do século XIX, na Glória? Quantas vezes nós vemos monumentos pichados por idiotas? Quantas vezes nós vemos ladrões roubando celulares em shows?

Então, se tem isso em períodos normais, porque não haveria de ter numa manifestação onde o processo de descontrole é absoluto? Num momento em que milhares de pessoas estão nas ruas com outro tipo de foco. É claro que haveria! E é para isso que a polícia deveria atuar objetivamente e criteriosamente. A ausência da polícia não é uma solução, é um problema. A presença de uma polícia despreparada na rua também é um problema. Agora, é impossível ter uma polícia preparada na rua? Não. 

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

A polícia existe e não há nenhum absurdo em entender que ela atue, as melhores sociedades democráticas precisam de suas polícias. A polícia pode fazer perfeitamente um cordão de isolamento adequado que iniba a ocupação e a depredação dos prédios. A atuação policial não deve ser caracterizada pela ausência nem pelo excesso. Tem que ser caracterizada pelo profissionalismo!!! 

A ideia de que não haveria policiamento suficiente para o contingente popular já é, por si só, um absurdo. Porque a PM não é paga pelo contribuinte para fazer cálculo errado. A polícia não trabalha no IBGE, no IBOPE ou no IPEA para estimar alguma coisa, ela não tem que fazer conta. Fez a conta, deu errado, manda mais gente. A Polícia Militar é uma instituição que tem que se mobilizar de acordo com as circunstâncias, mas não se mobilizou. Assistiu e acompanhou imóvel ações de saques a comércio durante horas.  

Insisto em dizer que a tentativa de ocupação de palácios faz parte de qualquer processo de revolta popular. Em consequência disso, quebra-se uma janela, uma porta etc e tal. Esse, pode não ser o foco de uma manifestação pacífica, mas entendo que é meio inevitável impedir manifestantes de invadirem tais palácios, tais redutos políticos. 

A tentativa de invasão da Alerj, ainda que possamos recriminá-la, foi um ATO POLÍTICO. A troco de que eles invadiram a Assembléia Legislativa? Para caracterizar um ATO POLÍTICO. Isso não tem nada a ver com aquilo que todos criminalizam pesadamente, que é o saque às lojas, a depredação de patrimônio particular e de equipamentos públicos. Qual é o simbolismo revolucionário existente no ato de tirar a tampa de um bueiro? De quebrar um sinal de trânsito que no dia seguinte pode causar um acidente? De invadir uma loja para roubar? 

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

Isso não tem nenhum componente revolucionário, não tem nenhum componente transformador. É pura sacanagem, é puro vandalismo, é puro oportunismo. Esses caras têm que ser presos. Quem promove ATOS DE VANDALISMO são marginais. É o mesmo tipo de gente que quando cai um avião, está mais preocupado em roubar alguma coisa das vítimas, do que socorrer alguém. Esse tipo de vagabundo e de criminosos existe. É uma gente ruim, uma gente má. Não é necessariamente um criminoso de alta periculosidade, mas, sim, oportunistas do crime.

Então, esse é o perfil das pessoas que estão produzindo essa onda de saques e vandalismo gratuito nas manifestações.

Com PM ausente, protesto é marcado por saques e depredações

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CADÊ A UPP: Tiroteio atrasa Corrida da Paz e assusta corredores no Complexo do Alemão

Uma coisa é você estar na maratona de Boston e dois facínoras que você jamais poderia imaginar que alí estariam, com bombas caseiras dentro de panelas de pressão, pudessem matar civis inocentes em nome de sua loucura. Você pode dizer que um atentado como o de Boston era absolutamente imprevisível, assim como todo atentado terrorista.

Agora, pode se dizer o mesmo desse ataque da bandidagem no Complexo do Alemão? Pode se dizer que era imprevisível? Se não era, me desculpe. Se você tem um ambiente onde a bandidagem ainda está presente e que tem a cultura de agir da forma como agiu. Essa corrida foi uma TEMERIDADE!!!

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

No caso do atentado de Boston, poderíamos dizer que ninguém poderia imaginar que haveria um atentado naquele dia. Mas, diante dos acontecimentos recentes de violência no Alemão, o governador Sérgio Cabral e secretário José Mariano Beltrame não poderiam ter permitido a realização da corrida com a bandidagem em estado de excitação, como pareceu estar dois dias antes do evento. Os traficantes mandaram fechar o comércio e os bandidos ficaram exibindo armamentos pesados nas ruas em plena luz do dia. 

O intuito dos tiros disparados pelos bandidos foi dizer o seguinte: "Aqui estamos. Fechamos o comércio esta semana e estamos dando tiro pro alto, mas poderíamos disparar contra todos que estavam lá em baixo."

Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!

Aí, a autoridade faz o quê? Põe civis em risco pra mostrar que ela não dá moleza!!! Ora, se o cara atirou pra cima, ele poderia ter atirado pra baixo!!! E aí, a autoridade coloca civis pra fazer uma Corrida da Paz!!! Se tinha bandido dando tiro alí, pelo amor de Deus, não podia ter o evento. Será que foi um ato correto, equilibrado, sensato e sereno a confirmação da corrida diante dos indicadores ocorridos durante a semana como o fechamento do comércio e tudo mais. 

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe e se coloque gente em risco sem ter um aparato de segurança adequado. Porque se tivesse, os bandidos não estavam dando essa demonstração de presença territorial que deram.

CADÊ A UPP: Comércio em favelas do Alemão e Vila Cruzeiro amanhece fechado por ordem de traficantes

Seria o fracasso das UPPs? Até onde eu sei, a presença armada e ostensiva da bandidagem em áreas dominadas por grupos de traficantes, se dava em função para evitar a tomada desses pontos por quadrilhas rivais. E não propriamente estar alí para enfrentar a polícia. Não creio que seja uma presença armada para um conflito policial do tipo: "Tô aqui, não vem não!"

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo
O comércio de drogas está presente em todo país e em todo mundo. Talvez nem tão visível e não em tantos pontos como antes, mas se você quiser comprar qualquer droga possível e imaginável no Leblon, na Tijuca, em Ipanema, em Copacabana, em Nova York ou em Paris você vai comprar. O comércio de drogas existe e está presente de alguma maneira em todo lugar.

Agora, quando você diz que além do comércio de drogas no Complexo do Alemão - uma região contemplada com UPPs - já se vê de forma ostensiva a presença aberta de homens armados. Aí meu amigo, eu tenho a sensação de que é um fracasso, um retrocesso da UPP.

Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? - Já que a razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços.

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre, é uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço? Essa presença armada da bandidagem nas ruas, dá ao cidadão a percepção de que a ameaça do bandido é real.

Se um traficante começa a andar nas ruas com uma metralhadora no peito, com uma pistola cromada na mão e uma galera atrás armada até os dentes dizendo: "Fecha o comércio!" - Eu não só fecho, como me borro todo!!!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DERROTA DAS UPPs: Comerciantes fecham lojas à noite por ordem de traficantes no Morro dos Macacos

— Qual o sentido de uma UPP num lugar em que a realidade é essa? A premissa das UPPs é a ocupação e o domínio territorial. Se a UPP não realizar o banimento dos traficantes em áreas de sua atuação, o projeto de segurança pública implantado pelo governador Sérgio Cabral e seu secretário José Mariano Beltrame, não vele nada. É puro oba-oba. É propaganda política.

Imagem: Reprodução / O Dia Online
                                 
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Amigo de comerciante também é assassinado no Morro dos Macacos

FRACASSO DAS UPPs: Comerciantes e empresários fecham as portas por ordem de traficantes do Jacarezinho

Traficantes impõem lei do silêncio em comunidade ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro. Nesse contexto, as UPPs não valem nada. Se ações de bandidos como essas acontecem em áreas onde o Estado se fez presente através da ocupação territorial. Das duas uma, ou Sérgio Cabral e Beltrame acabam de vez com a circulação de marginais em áreas pacificadas, ou criam as UPPs para UPPs.

Extra Online