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segunda-feira, 10 de junho de 2013
CADÊ A UPP: Médicos da UPA no Complexo do Alemão pedem demissão por causa de agressões incentivadas por traficantes
Não tenho nada contra o projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.
CADÊ A UPP: O medo volta a reinar no Complexo do Alemão
Seria um retrocesso da UPP? Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? Já que a sua razão de ser e de existir é a tomada do território pelas forças do Estado.
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| Imagem: Reprodução / Revista Veja.com |
Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre. É uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço?
Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana e tiroteio em eventos. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.
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CADÊ A UPP: Tiroteio atrasa Corrida da Paz e assusta corredores no Complexo do Alemão
Uma coisa é você estar na maratona de Boston e dois facínoras que você jamais poderia imaginar que alí estariam, com bombas caseiras dentro de panelas de pressão, pudessem matar civis inocentes em nome de sua loucura. Você pode dizer que um atentado como o de Boston era absolutamente imprevisível, assim como todo atentado terrorista.
No caso do atentado de Boston, poderíamos dizer que ninguém poderia imaginar que haveria um atentado naquele dia. Mas, diante dos acontecimentos recentes de violência no Alemão, o governador Sérgio Cabral e secretário José Mariano Beltrame não poderiam ter permitido a realização da corrida com a bandidagem em estado de excitação, como pareceu estar dois dias antes do evento. Os traficantes mandaram fechar o comércio e os bandidos ficaram exibindo armamentos pesados nas ruas em plena luz do dia.
Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!
Agora, pode se dizer o mesmo desse ataque da bandidagem no Complexo do Alemão? Pode se dizer que era imprevisível? Se não era, me desculpe. Se você tem um ambiente onde a bandidagem ainda está presente e que tem a cultura de agir da forma como agiu. Essa corrida foi uma TEMERIDADE!!!
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| Imagem: Reprodução / Jornal O Globo |
O intuito dos tiros disparados pelos bandidos foi dizer o seguinte: "Aqui estamos. Fechamos o comércio esta semana e estamos dando tiro pro alto, mas poderíamos disparar contra todos que estavam lá em baixo."
Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!
Aí, a autoridade faz o quê? Põe civis em risco pra mostrar que ela não dá moleza!!! Ora, se o cara atirou pra cima, ele poderia ter atirado pra baixo!!! E aí, a autoridade coloca civis pra fazer uma Corrida da Paz!!! Se tinha bandido dando tiro alí, pelo amor de Deus, não podia ter o evento. Será que foi um ato correto, equilibrado, sensato e sereno a confirmação da corrida diante dos indicadores ocorridos durante a semana como o fechamento do comércio e tudo mais.
Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe e se coloque gente em risco sem ter um aparato de segurança adequado. Porque se tivesse, os bandidos não estavam dando essa demonstração de presença territorial que deram.
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CADÊ A UPP: Comércio em favelas do Alemão e Vila Cruzeiro amanhece fechado por ordem de traficantes
Seria o fracasso das UPPs? Até onde eu sei, a presença armada e ostensiva da bandidagem em áreas dominadas por grupos de traficantes, se dava em função para evitar a tomada desses pontos por quadrilhas rivais. E não propriamente estar alí para enfrentar a polícia. Não creio que seja uma presença armada para um conflito policial do tipo: "Tô aqui, não vem não!"
O comércio de drogas está presente em todo país e em todo mundo. Talvez nem tão visível e não em tantos pontos como antes, mas se você quiser comprar qualquer droga possível e imaginável no Leblon, na Tijuca, em Ipanema, em Copacabana, em Nova York ou em Paris você vai comprar. O comércio de drogas existe e está presente de alguma maneira em todo lugar.
Agora, quando você diz que além do comércio de drogas no Complexo do Alemão - uma região contemplada com UPPs - já se vê de forma ostensiva a presença aberta de homens armados. Aí meu amigo, eu tenho a sensação de que é um fracasso, um retrocesso da UPP.
Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? - Já que a razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços.
Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre, é uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço? Essa presença armada da bandidagem nas ruas, dá ao cidadão a percepção de que a ameaça do bandido é real.
Se um traficante começa a andar nas ruas com uma metralhadora no peito, com uma pistola cromada na mão e uma galera atrás armada até os dentes dizendo: "Fecha o comércio!" - Eu não só fecho, como me borro todo!!!
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| Imagem: Reprodução / Jornal O Globo |
Agora, quando você diz que além do comércio de drogas no Complexo do Alemão - uma região contemplada com UPPs - já se vê de forma ostensiva a presença aberta de homens armados. Aí meu amigo, eu tenho a sensação de que é um fracasso, um retrocesso da UPP.
Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? - Já que a razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços.
Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre, é uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço? Essa presença armada da bandidagem nas ruas, dá ao cidadão a percepção de que a ameaça do bandido é real.
Se um traficante começa a andar nas ruas com uma metralhadora no peito, com uma pistola cromada na mão e uma galera atrás armada até os dentes dizendo: "Fecha o comércio!" - Eu não só fecho, como me borro todo!!!
UPPs fazem tráfico migrar do Rio para a Baixada Fluminense
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
O JOGO DAS UPPs: Polícia Militar faz operação de combate ao tráfico em Niterói
Enquanto as médias e grandes cidades do país vêm sofrendo os horrores da violência. Aqui no Rio de Janeiro, está havendo uma reacomodação do mapa da violência e da criminalidade em função do jogo das UPPs. É uma espécie de xadrez onde a estratégia de ocupação das UPPs está sendo conduzida de acordo com o xadrez político e geopolítico. Áreas por onde os turistas vão, áreas dos grandes eventos, áreas no entorno do Maracanã e Zona Sul.
E aí, o impacto da chegada da UPP expele poeira criminosa. E essa poeira criminosa vai se depositar em outras comunidades que estão pagando um preço enorme. Lugares que nunca houve registros de violência, se tornaram redutos de traficantes e bandidos que exibem armamentos à luz do dia, pra cima e pra baixo.
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| Imagem: Reprodução / Jornal O Globo |
E aí, o impacto da chegada da UPP expele poeira criminosa. E essa poeira criminosa vai se depositar em outras comunidades que estão pagando um preço enorme. Lugares que nunca houve registros de violência, se tornaram redutos de traficantes e bandidos que exibem armamentos à luz do dia, pra cima e pra baixo.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Operação que matou traficante Matemático é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil por ter colocado moradores em risco
Esse Matemático era um criminoso muito procurado, perigoso e assassino. Um meliante da pior espécie. No que diz respeito ao resultado da operação, gostaria de parabenizar os policiais da CORE e dizer o seguinte: É menos um vagabundo pra fazer barbaridades com pessoas inocentes que cruzam o seu caminho. Já foi tarde. Espero que esteja cuidando da contabilidade do Capeta lá no quinto dos infernos. Então, o resultado é positivo pela eliminação do canalha. A polícia está de parabéns porque conseguiu alcançar seu objetivo. Agora, vire a página e vamos analisar.
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| Extra Online |
Não tem cabimento, de forma alguma, que uma autoridade policial abra fogo pra atingir o objetivo de alvejar um bandido, se essa atitude coloca em risco a minha família. Uma operação de helicóptero, àquela altura e considerando que os bandidos não estavam disparando do carro em direção ao helicóptero. Não tem cabimento que centenas de tiros sejam disparados por uma aeronave em movimento a uma altitude de sei lá quantos metros, com a possibilidade de não acertar o alvo. Porque ninguém consegue acertar um alvo a 100 metros em movimento. Por mais habilidoso que seja o piloto, o atirador vai balançar e trepidar dentro do helicóptero, dificultando muito o acerto do alvo. É quase uma fatalidade.
É uma operação de altíssimo risco. Me desculpe, mas nessas condições não dá pra ficar dizendo "dá, dá, dá tiro", "mete o dedo", "manda bala". Sabe porque? Porque do lado estão casas de pessoas que não se chamam Matemático. São crianças, mulheres grávidas, idosos e trabalhadores que estão morando alí.
Então, uma operação policial não pode ignorar que o seu objetivo maior é preservar a vida dos cidadãos de bem. O segundo objetivo, a vida dos agentes públicos. Há um absurdo óbvio na natureza da operação que é sistemático na polícia brasileira. O desapreço e o desprezo pelos civis que possam estar na linha de tiro. A prova desse desprezo é a quantidade inumerável de pessoas mortas em tiroteios da polícia com bandidos. É a quantidade de reféns mortos pela polícia em perseguições a bandidos.
Desde quando, bandido com refém pode levar tiro? Se levar, é claro que pode matar o refém. Assim como, é claro que esta operação que matou o Matemático poderia ter matado muita gente inocente na comunidade onde se deu o episódio cinematográfico. Poderia ter matado seu filho ou sua filha. Então nesse sentido, a gente não deve aprovar ou aplaudir essa operação da polícia.
Veja bem, não estou discutindo sobre o prisma dos direitos humanos do Matemático e da bandidagem que estava com ele. Eu quero que eles se lasquem. Estou falando dos direitos de quem está no bairro, de quem está na calçada. Como é que um policial manda bala assim? O fato é que essa conta não fecha pro pai da criança possivelmente atingida, não fecha pro filho órfão, não fecha pra viúva, não fecha pra grávida que teve a barriga perfurada, não fecha pro idoso que queria viver apenas em paz.
Essa conta fecha quando a gente não leva o tiro, mas quando quem leva o tiro são os outros, a gente começa a falar que a polícia agiu bem. Lamentavelmente ela não agiu a despeito do resultado objetivo da operação ter sido a morte de um facínora. Infelizmente é um problema de cultura policial.
Comunidade Cerro-Corá é ocupada para instalação da 33ª UPP
Segundo o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, a nova unidade será implantada em até 30 dias. Com isso, formou-se o chamado cinturão de segurança voltado para as áreas que vão sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Levando assim insegurança para a zona oeste e baixada fluminense que ficam fora da cobertura das UPPs. É claro e notório que houve migração de bandidos com a instalação das UPPs nas comunidades dominadas pelo tráfico. Um exemplo disso foi Niterói, em que o próprio Beltrame, depois de muito negar, não só admitiu como também providenciou reforço policial para a cidade vizinha.
É preciso utilizar a inteligência para melhorar a politica de segurança pública em todo estado e não só em algumas regiões. Porque não vai dar pra colocar uma UPP em cada comunidade do Rio. A criminalidade e a violência são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar.
O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.
É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.
Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.
Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.
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| Imagem: Reprodução / Jornal O Globo |
O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.
É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.
Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.
Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.
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DERROTA DAS UPPs: Comerciantes fecham lojas à noite por ordem de traficantes no Morro dos Macacos
— Qual o sentido de uma UPP num lugar em que a realidade é essa? A premissa das UPPs é a ocupação e o domínio territorial. Se a UPP não realizar o banimento dos traficantes em áreas de sua atuação, o projeto de segurança pública implantado pelo governador Sérgio Cabral e seu secretário José Mariano Beltrame, não vele nada. É puro oba-oba. É propaganda política.
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FRACASSO DAS UPPs: Comerciantes e empresários fecham as portas por ordem de traficantes do Jacarezinho
Traficantes impõem lei do silêncio em comunidade ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro. Nesse contexto, as UPPs não valem nada. Se ações de bandidos como essas acontecem em áreas onde o Estado se fez presente através da ocupação territorial. Das duas uma, ou Sérgio Cabral e Beltrame acabam de vez com a circulação de marginais em áreas pacificadas, ou criam as UPPs para UPPs.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Tropas da Força Nacional voltarão ao Rio de Janeiro porque não existem PMs suficientes para atender a demanda de violência no Estado. E aí, Sérgio Cabral?
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PEGA NA MENTIRA!!! Ruas de Niterói têm apenas um policial militar a cada 6km
PINOCÃO: Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, promete 366 policiais militares para reforçar o efetivo do 12º BPM de Niterói, mas não cumpre
RIO - Nas ruas de Niterói, a pergunta que não quer calar: onde foram parar os 366 policiais militares que, segundo anúncios recentes da Secretaria estadual de Segurança, reforçariam o efetivo do 12º BPM (Niterói)? A promessa era de que eles se juntariam aos cerca de 700 PMs que já formavam o contingente do batalhão. Mas uma equipe do GLOBO percorreu na quarta-feira 104 quilômetros de 26 bairros da cidade e, em cinco horas, das 10h40m às 15h40m, constatou o motivo dos questionamentos da população: ainda são muitos os vazios de policiamento. No trajeto por todas as regiões do município, havia apenas 17 pontos de patrulhamento, em média um a cada 6,1 quilômetros, com 42 PMs no total. E detalhe: no caminho, as sete cabines de policiamento encontradas estavam vazias.
Um dia após o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, visitar a cidade, nas imediações dos morros do Estado, no Centro, e do Cavalão, em Icaraí, por exemplo, nada de PMs. Apenas na Rua Eduardo Luiz Goes, que corta o Morro do Estado, os repórteres encontraram policiais, mas Civis, da 76ª DP (Centro). Nessas comunidades, os planos são instalar duas Companhias Destacadas do 12º BPM, cada uma com cem recrutas — um total de 200 novos agentes que estariam chegando aos poucos.
Outra das medidas anunciadas tampouco está surtindo efeito, pelo menos no que se pôde ver nas ruas: em todo o percurso de 65 vias, algumas percorridas mais de uma vez, nenhuma equipe do Projeto Garupa, do Batalhão do Choque, foi avistada. Isso embora tivesse sido anunciado que, desde domingo passado, 44 homens do grupo patrulhariam Niterói, em 33 motos. Além deles, outros 122 PMs já teriam chegado à cidade.
— Pelo menos por onde passo diariamente, não vi o reforço. Até tem polícia na Praia de Icaraí. Mas uma viatura, como já ocorria antes. Nas ruas internas, pouco mudou — reclama a moradora do Jardim Icaraí Fernanda Almeida, de 27 anos.
Na região de Icaraí, aliás, incluindo Santa Rosa, Vital Brazil, São Domingos e parte do Ingá e do Gragoatá, a equipe do GLOBO deparou-se com apenas três pontos de policiamento: um veículo na Praia de Icaraí; outro na Rua Gavião Peixoto, em frente ao Campo de São Bento; e um terceiro próximo ao campus do Gragoatá da UFF. Eram quatro PMs das 11h26m às 12h20m, e duas cabines vazias.
Mais desguarnecida estava a região do Centro. Das 10h40m às 11h26m, por 23 ruas, só havia uma viatura da polícia na Avenida Jansem de Melo, e em frente ao 12º BPM. Enquanto isso, não havia policiais próximo ao movimentado Terminal João Goulart e à estação de barcas da Praça Arariboia. Nem na cabine blindada instalada ali perto.
Matéria originalmente publicada no Globo Online
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RIO VIRA ZONA!!! Niterói ficará com recrutas que iriam para UPPs
Não existem policiais para atender a demanda de violência provocada pelas UPPs de Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame em outras regiões do Estado. E agora Vossas Excelências!!! Desorganização total por parte das autoridades!!!
RIO - Se até o fim do ano passado as UPPs tinham prioridade quase total para receber os policiais recém-formados no estado, a onda de violência nos últimos meses em Niterói mudou esse quadro. Com os reforços no 12º BPM (Niterói) anunciados na quinta-feira pela Secretaria de Segurança, a cidade receberá nas próximas semanas 322 PMs recém-formados. Um número que, se comparado com os efetivos nas comunidades pacificadas do Rio, é menor apenas que o existente nas UPPs da Mangueira (403 policiais) e da Cidade de Deus (344).
Do total de recrutas, 200 vão para as duas novas Companhias Destacadas do 12ºBPM (Niterói) que serão criadas: uma no Morro do Estado, no Centro, e outra no Morro do Cavalão, em Icaraí. De acordo com o porta-voz da PM, coronel Frederico Caldas, grande parte deles virá da turma de 580 novos soldados formados ontem no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap). Além deles, outros 122 recrutas formados em turmas anteriores já chegaram à cidade nas últimas semanas.
— Quando formamos um policial, ele não tem uma destinação predefinida. Até o fim do ano passado, eles seguiam quase exclusivamente para as UPPs. E alguns também para reforçar batalhões. Certamente Niterói não receberia tantos policiais. Em função da violência na cidade, porém, isso virou uma prioridade — disse o coronel.
Caldas garantiu ainda que o envio de soldados para Niterói não reduzirá o efetivoda Rocinha nem atrapalhará a instalação das UPPs da Fazendinha e da Nova Brasília, no Complexo do Alemão, previstas para breve. Junto com os 322 recém-formados, até domingo Niterói receberá ainda 44 policiais do Projeto Garupa, integrantes do Batalhão de Choque, que patrulharão a cidade de moto. E, em até 15 dias, será instalada uma base da Polícia Montada na cidade, ainda sem efetivo definido.
Enquanto se atendem a UPPs e a necessidades urgentes, como a de Niterói, em outras regiões há muitas reclamações de efetivos reduzidos. Em Angra dos Reis, por exemplo, moradores reclamam da desativação, há cerca de um mês, do posto do Batalhão Florestal. Em Volta Redonda, o pedido é de aumento do efetivo das polícias Civil e Militar. E em São Gonçalo, que recebeu 50 PMs no pacote da Secretaria de Segurança, moradores se queixam da invasão de traficantes do Rio e do pequeno número de policiais do 7º BPM, que tem só 500 homens para patrulhar 228 quilômetros quadrados, com 1,2 milhão de habitantes.
Matéria originalmente publicada no Globo Online
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ÓBVIO!!! Secretário de Segurança José Mariano Beltrame reconhece que efetivo de PMs não é suficiente em São Gonçalo
O efetivo é ridículo não só em São Gonçalo, mas em todo o Estado do Rio de Janeiro!!!
RIO - Após o aumento da criminalidade na região metropolitana do Rio de Janeiro, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, reconheceu que falta efetivo de PMs e equipamentos suficientes no batalhão de São Gonçalo (7° BPM). Ele visitou o batalhão do município e o de Niterói (12° BPM) na terça-feira (17) para acompanhar as medidas de segurança anunciadas para Niterói na semana passada.
— A gente tem uma leitura do que acontece em todo Estado. Temos alguns batalhões que estão com um problema sério de efetivo e, consequentemente, um aumento da criminalidade. Sabemos de tudo isso e, hoje, procuramos vir aqui pessoalmente. São Gonçalo tem mais de 1 milhão de habitantes e necessita de mais efetivo e equipamentos para darmos uma melhor resposta.
Matéria originalmente publicada no R7.com
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DEMOROU PRA CACETE!! Finalmente Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame admite: bandidos migraram para Niterói
RIO - Durante uma inauguração no pacificado Morro da Providência, no Centro, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, admitiu, pela primeira vez, que vem ocorrendo uma migração de bandidos do Rio para Niterói: "Claro que ela há, mas não é um dado mensurável, se é um, se são cem ou se são mil. Tivemos 472 prisões em Niterói e 32 do Rio. A migração pode até haver, mas é relativa. O que temos que fazer é atuar aqui, em Niterói e na Serra", afirmou o secretário. (O Globo)
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| Imagem: Reprodução / Jornal O Globo |
— E agora secretário? Existe efetivo suficiente de PMs para cobrir as áreas afetadas pela migração de traficantes?
SEM NOÇÃO! Para proteger Sérgio Cabral, Organizações Globo dizem que o aumento da violência em Niterói é culpa do mapa astral da cidade
Isso não é piada, é conivência. Agora jornalismo global resolveu culpar os astros para defender os interesses do governador do Rio. Jornal tenta enganar a população dizendo que a instalação das UPPs no Rio não tem nada a ver com aumento da violência em Niterói, quando na verdade foi o que causou a migração de bandidos pra lá, para baixada fluminense e para o interior do Estado.
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| O Globo, prestando sempre um desserviço à população |
RIO - A rotina infernal que tem atormentado os moradores de Niterói é tão intensa, que muita gente anda enxergando a influência dos astros, especialmente nos recentes casos de violência, responsáveis por deixar a população de cabelo em pé e portas e janelas trancadas. Pode ser. Segundo a astróloga Celisa Beranger, desde novembro, Marte — que pode ocasionar distúrbios e violência quando “em más condições” — passou a ser mobilizado por Plutão, que tem o poder de dar boas condições para o desenvolvimento do crime organizado. Marte também vem recebendo tensão de Urano, que, com Plutão, é responsável pelo aumento da violência.
A influência dos planetas explicaria, ainda, problemas com a administração da cidade. Desde o eclipse do Sol do fim do ano passado, Netuno vem causando tensão em Saturno, que influi nas instituições que promovem o controle e separam a ordem do caos. A má notícia é que, segundo o mapa astral, pelo menos até o fim de 2012 o alinhamento dos planetas não será nada favorável para a cidade.
Mas há quem acredite que o inferno astral de Niterói tenha começado bem antes, quando pelo menos 143 pessoas morreram e mais de 7 mil ficaram desabrigadas após as chuvas de abril de 2010. Na ocasião, que teve como símbolo maior o Morro do Bumba — onde foram registradas 39 mortes —, Netuno, que indica inundações, estava influenciado pela oposição Saturno/Urano, planetas que, juntos, significam imprevistos desagradáveis e acidentes. Dois anos depois, moradores como Sérgio José Eugênio, que foi soterrado na tragédia e perdeu tudo, assistem com tristeza às cicatrizes que ainda hoje são aparentes por toda a cidade. A mesma que consta no programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2000, como dona do terceiro melhor índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.
Matéria originalmente publicada no O Globo Online
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EFEITO UPP: Denúncias sobre migração de bandidos para o Morro do Preventório, em Niterói, crescem mais de 1.400%
A fuga de traficantes estaria ocorrendo à medida que avança a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio
RIO - De comunidade pacata, morada de pescadores e trabalhadores de estaleiros, à favela mais populosa de Niterói, agora às voltas com a violência do tráfico de drogas. A transformação no Morro do Prenventório, em Charitas, nos últimos anos, pôs a favela em evidência. A onda de violência em Niterói fez o comando do 12º Batalhão da Polícia Militar decidir que vai instalar até a próxima segunda-feira um posto de comando móvel na comunidade. Apontado como um dos destinos de traficantes que fugiram da Mangueira após o início da pacificação, o Preventório experimenta um aumento do número de denúncias sobre a ação de bandidos. De acordo com relatório do Disque-Denúncia, em 2009, foram apenas cinco ligações relacionadas a tráfico na favela. Em 2010, 18. No ano passado, um salto preocupante de mais de 1.400%: 272 denúncias.
Apenas de janeiro deste ano ao último dia 5, o serviço recebeu outros 126 relatos sobre tráfico na comunidade. Desde o fim de 2010, moradores alertam sobre a chegada de traficantes não só da Mangueira, mas também do Morro do Jacaré e de Manguinhos. A migração estaria ocorrendo à medida que avança a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio.
Do fim de 2011 para o início deste ano, o clima se tornou ainda mais tenso. As denúncias que chegam dão conta de que traficantes da Rocinha, de uma facção rival à que domina o Preventório, estariam tentando invadir o local.
Delegado da 79ª DP (Charitas), Marcus Maia confirma uma mudança no perfil da favela nos últimos dois anos. Segundo ele, o tráfico no local era de pequeno porte, mas se fortaleceu recentemente. Mas ele afirma não ter elementos que confirmem a migração de bandidos do Rio. O chefe do tráfico, lembra, é da própria favela, Danilo Soares dos Santos, conhecido como Bocão, que está sendo procurado.
— O Preventório era uma grande vila de pescadores, com um tráfico "formiguinha". Mas nunca houve tantas denúncias sobre o Preventório quanto agora. O volume de informações aumentou. Falam do tráfico, e também do roubo a transeuntes, por exemplo. Mas passa longe da violência que costumamos ver no Rio. Aqui não há zonas de exclusão, lugares onde ninguém vai, como na capital — disse o delegado. — O que mais nos preocupa são os casos recentes de violência. Não são normais na cidade. E estamos empenhados em resolvê-los.
Já durante bailes funk nos fins de semana, dizem as denúncias, as ruas são obstruídas com barricadas feitas com troncos e entulhos. Além disso, menores seriam recrutados para o crime; famílias que colaboram com o tráfico receberiam cestas básicas e dinheiro; e traficantes roubariam carros e residências em bairros vizinhos como Charitas, Jurujuba e São Francisco.
Matéria originalmente publicada no Globo Online
terça-feira, 27 de março de 2012
A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Presidente da Associação de Moradores da Rocinha é assassinado por traficantes
RIO - Numa demonstração de que o tráfico ainda exerce um poder paralelo na favela da Rocinha, em São Conrado, um homem em uma motocicleta, executou com três tiros, na nuca e nas costas, na tarde de ontem, Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Barcelos (Amabb).
Ex-aliado de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem - preso em novembro, dias antes da ocupação da favela - Feijão foi morto na Travessa Palmas, na Via Ápia, uma das ruas mais movimentadas da Rocinha.
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A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Traficantes do Comando Vermelho invadem parte da Rocinha
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sábado, 24 de março de 2012
A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Traficantes do Comando Vermelho invadem parte da Rocinha
A imprensa do Rio de Janeiro está sendo conivente com o governo Sérgio Cabral, está vendida e escondendo a verdade. Isso é um absurdo, para saber o que acontece aqui é preciso ler um jornal de outro Estado.
Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
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