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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Em 2006, Eduardo Paes defendia atuação de milícias na zona oeste

Segundo ele, os paramilitares trouxeram tranquilidade para a população de Jacarepaguá


RIO - O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes, do PSDB, foi o entrevistado desta sexta-feira no RJ TV 2ª Edição. Ao explicar sua proposta de Lei Seca para algumas regiões do estado, ele defendeu operações com inteligência para que o Estado recupere a soberania perdida em áreas dominadas pelo tráfico, mas deu como exemplo de ações inteligentes aquelas feitas pela "polícia mineira" em Jacarepaguá.

- Você tem áreas em que o estado perdeu a soberania por completo. A gente precisa recuperar essa soberania. Eu vou dar um exemplo, pois as pessoas sempre perguntam como recuperar essa soberania. Jacarepaguá é um bairro que a tal da polícia mineira, formada por policiais e bombeiros, trouxe tranqüilidade para a população. O Morro São José Operário era um dos mais violentos desse estado e agora é um dos mais tranqüilos. O Morro do Sapê, ali em Curicica. Ou seja, com ação, com inteligência, você tem como fazer com que o estado retome a soberania nessas áreas.

ASSISTA AO VÍDEO

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DEMOROU PRA CACETE!! Finalmente Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame admite: bandidos migraram para Niterói

RIO - Durante uma inauguração no pacificado Morro da Providência, no Centro, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, admitiu, pela primeira vez, que vem ocorrendo uma migração de bandidos do Rio para Niterói: "Claro que ela há, mas não é um dado mensurável, se é um, se são cem ou se são mil. Tivemos 472 prisões em Niterói e 32 do Rio. A migração pode até haver, mas é relativa. O que temos que fazer é atuar aqui, em Niterói e na Serra", afirmou o secretário. (O Globo)

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

— E agora secretário? Existe efetivo suficiente de PMs para cobrir as áreas afetadas pela migração de traficantes? 

EFEITO UPP: Por causa da migração de bandidos, moradores vão às ruas pedir policiamento em Niterói


RIO - Cerca de cem moradores de Niterói saíram em caminhada pela Praia de São Francisco, no fim da manhã deste domingo, cantando o Hino Nacional. Nas mãos, os manifestantes carregam cartazes com frases de protesto contra a falta de segurança na cidade. É o segunda manifestação pelo mesmo motivo do fim de semana (sábado de manhã, houve uma na Praia de Icaraí e, à tarde, moradores de comunidade no Cantagalo sequestram ônibus em protesto contra morte de uma mulher). Eles já têm em mãos 3.800 assinaturas em um abaixo assinado pedindo aumento de efetivo para o 12º BPM (Niterói), e a expectativa é de se recolher pelo menos mais mil. O documento será encaminhado ao governador Sérgio Cabral.

Os moradores reclamavam que, dos cem policiais prometidos para reforçar o policiamento na cidade, só chegaram 40. E, mesmo assim, para atender também à Maricá:

- Juntando todo efetivo de Niterói, Maricá e São Gonçalo, há menos policiais em toda a região do que tem hoje a Rocinha - criticou o universitário Carlos Eduardo Carvalho, de 26 anos, filho caçula do médico Carlos Vieira de Carvalho Sobrinho, de 65 anos, morto durante um assalto na porta de casa, em Icaraí.

A psicóloga Marinice Machado - que faz parte do movimento SOS São Francisco, organizador do evento - comentou que os assaltos sempre aconteceram, mas que, de janeiro para cá, a situação vem se agravando muito:

- Eu, que costumava sair à noite com minha cachorra, já não faço mais isto. E ando sempre com muito medo, porque os assaltos não têm hora para acontecer.

Morador de São Francisco há 45 anos, Oscar Motta fez críticas ao governo do estado:

- Estou aqui hoje para tentar fazer com que o governador olhe por Niterói e pelo interior. Eu, graças a Deus, nunca fui assaltado. Mas na rua onde moro, a Goytacazes, oito casas já foram assaltadas.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

Moradores da comunidade do Cantagalo denunciam agressões cometidas por policiais da UPP


RIO - Familiares de um adolescente de 15 anos denunciam que o menor foi agredido por policiais militares, na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo o menor, ele foi agredido quanto voltava da escola com socos e agressões. O motivo teria sido uma música que ele estaria cantando com um amigo. A mãe registrou queixa na delegacia e teme pela vida do jovem.

Matéria originalmente publicada no R7.com

segunda-feira, 19 de março de 2012

ABSURDO: Sérgio Cabral cortará gratificação de policiais e bombeiros aposentados

Capa do jornal O DIA


Rio - Boa parte de 3 mil bombeiros aposentados e pensionistas que haviam conseguido receber na aposentadoria o limite do valor de gratificação que compensa o permanente desgaste físico e psíquico provocado pela elevada tensão emocional inerente à profissão (Gret) começa a sentir no bolso os efeitos de auditoria feita pelo Rio Previdência em seus vencimentos.

Eles terão os benefícios ajustados de acordo com a Lei 279/79, que trata a remuneração de policiais militares e bombeiros. Os próximos serão os PMs aposentados. A perda pode chegar a R$ 600.

Governador Sérgio Cabral comete genocídio contra policiais e bombeiros aposentados


Coluna do jornal O Dia

sexta-feira, 16 de março de 2012

DITADURA? Após greve da PM no Rio, Sérgio Cabral transfere 13% dos policiais do Bope para outros batalhões



RIO - Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Matéria originalmente publicada no Extra Online

domingo, 11 de março de 2012

Temendo represálias, jornalismo da Globo faz média com a opinião pública atacando governador Sérgio Cabral

— Após ser expulsa de Copacabana pelo povo durante manifestação grevista, Organizações Globo tentam disfarçar conivência com o governo do Estado divulgando notícias negativas. Emissora quer melhorar sua imagem depois de escancarados episódios de cumplicidade política.


RIO - Sem planejamento adequado e dados de inteligência suficientes, a operação das polícias Civil e Militar para sufocar o tráfico e atacar o aumento da violência em Niterói chegou na sexta-feira ao segundo dia sem a prisão dos criminosos suspeitos de estarem por trás dos assaltos violentos que assolam o município nos últimos meses. A megaoperação, que teve mais de 400 homens com apoio de helicópteros e cães farejadores, foi realizada em 14 favelas da cidade. Mas, se era para surpreender os bandidos, fracassou: a ação vazou na véspera — um jornal local chegou a anunciar a investida.

"Na terça-feira decidimos fazer uma megaoperação na cidade. Na quarta-feira, organizamos as incursões e na quinta-feira executamos", — disse o coronel Wolney Dias, comandante 12º BPM (Niterói).

Equipe da Rede Globo é expulsa durante manifestação de policiais e bombeiros em Copacabana



sábado, 10 de março de 2012

Sérgio Cabral MENTE outra vez e UPP da Rocinha só será instalada no fim de 2012

Em novembro, governador prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre deste ano


RIO - A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, maior favela do Brasil, inicialmente anunciada pelo governador Sérgio Cabral para março e, depois, adiada para junho de 2012, só será implantada no último trimestre do ano.

Depois da tomada e ocupação da favela na zona sul com o Bope, em novembro, o Batalhão de Choque é o responsável por patrulhar a comunidade atualmente. Ainda não há previsão exata da chegada da UPP no local, mas deve ocorrer em dezembro, quando se formará turma de 1.500 novos soldados.

Em novembro, o governador Sérgio Cabral prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, “concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre de 2012, ou no máximo, entre março e abril”. Em janeiro, anunciou a unidade para junho, antes da UPP do Alemão. Isso não vai acontecer.

O Exército já avisou que não quer ficar no local após junho. Assim, a necessária implantação do sistema de UPPs nos complexos do Alemão/Penha é um importante complicador, uma vez que vai requerer até 2 mil PMs.

Após incidentes como roubos e assassinatos, a PM reforçou a segurança, com motos, policiais femininos a pé e pessoal a cavalo.

A dificuldade em recrutar e formar novos policiais militares continua a ser o calcanhar-de-aquiles da principal política de segurança pública do governo Sérgio Cabral, apesar de a PM ter feito mudanças para acelerar a seleção e o treinamentocom esse fim.

Exército vai sair do Alemão em junho

A implantação das UPPs no Complexo do Alemão, provisoriamente ocupado pela Força de Pacificação do Exército, também já foi adiada pelo mesmo motivo, mas será implantada em definitivo em junho, até por pressão castrense.

A prorrogação do acordo com o Exército foi imposta a contragosto aos militares e até ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que reclamam que a missão de ocupação permanente não cabe à Força terrestre. A Força de Pacificação já está lá desde novembro de 2010.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Moradores da Rocinha pedem a volta dos traficantes. E aí, Sérgio Cabral?

Coluna Jorge Bastos Moreno

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CAOS NO RIO: Eduardo Paes e o desgovernador parisiense Sérgio Cabral não se cansam de falar e fazer bobagens

O desgovernador parisiense não se cansa de falar e fazer bobagens. O alcaide carioca o segue religiosamente. O grau de irresponsabilidade e incompetência atingido pelas administrações estadual e municipal excedeu o limite máximo suportável no Estado e no município do Rio de Janeiro.

O parisiense finge ignorar os graves problemas das áreas de educação, saúde e segurança, que tanto atormentam os fluminenses. Os profissionais dos respectivos campos são pessimamente remunerados, trabalham em precárias condições e não possuem perspectiva de ascensão profissional.

Na saúde, estão sendo progressivamente chefiados e substituídos porterceirizados, que ganham o dobro, indicados por padrinhos políticos, quando não cooptados, trocando sua estabilidade por dinheiro, através da subordinação a fundações.

Na educação, os professores não têm mais condições de cumprir com sua antes respeitada missão. Mestres são agredidos por alunos ou pelos seus "(ir)responsáveis" . Quando tentam cobrar mais estudo de seus pupilos são até denunciados aos conselhos tutelares, por terem cometido "abusos". Passa a ser regra de sobrevivência o professor fingir que ensina e o aluno fingir que aprende. O importante é receber o diploma de aprovação, reforçar as estatísticas das autoridades e sair analfabeto funcional.

Na segurança, até greve de policiais civis e militares ocorre. O desgovernador age com mão de ferro, mandando prender mais de uma centena de policiais e bombeiros militares, preventivamente. A mídia amestrada age despudoradamente fazendo a sua blindagem e procurando jogar o povo contra os descontentes.

Acaba a greve, por enquanto, mas as sequelas permanecem. A população, que já foi desarmada, permanece indefesa, sem poder exercer seu legítimo direito de defesa própria, a mercê da misericórdia dos marginais. Se a polícia, normalmente, já não cumpre com eficácia sua missão, imagine em uma conjuntura como esta. Persiste o "jeitinho" tradicional, onde a polícia finge que garante a segurança e o povo finge que acredita, sendo obrigado a contratar segurança particular, paga a parte.

As obras suntuárias continuam a ser feitas, em nome do sucesso da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O absurdo do "prolongamento" da já congestionada linha existente de metrô para a Barra é mantido. É óbvio que isto não vai dar certo. Ignoram o exemplo de metrópoles civilizadas como a Paris e Nova York, que eles tanto visitam e adoram, possuidoras de inúmeras linhas independentes de metrô.

Não são capazes de, ao menos, aproveitar as experiências positivas vivenciadas no exterior. Mas, quando o caos recrudescer, os atuais governantes estarão usufruindo seu rico patrimônio no exterior, enquanto seus atuais súditospermanecem no caos.

O alcaide repete os graves erros cometidos pelo seu mentor. Na área de saúde é só trocar as fundações pelas OS (organizações sociais). Possuem os mesmos propósitos. Na educação, a situação é agravada, pois a indevida interferência de pais irresponsáveis, com o equivocado apoio de alguns conselhos tutelares, afetaa relação professor-aluno.

Alguns absurdos são perpetrados, como, por exemplo, o caso de uma professora que aconselhou seus alunos a terem cuidado com sua alimentação, a fim de evitar sérios problemas de saúde, devido à obesidade, e foi denunciada pela mãe obesade um aluno também obeso por discriminação (bullying). É evidente que fica muito difícil para um educador cumprir seu dever nesta situação.

Na segurança, os guardas parecem perseguir metas de multa por infração e no combate a ambulantes, de modo irregular. Apreendem as mercadorias e ninguém sabe seu destino. Mas o alcaide se agiganta é no setor de transportes. Os equívocos são tão flagrantes que é impossível passarem despercebidos. Apersistência na tresloucada idéia de derrubar o viaduto da Perimetral, apesar do protesto unânime dos cidadãos, atinge as raias do absurdo. O alcaide possui a certeza da reeleição, pois apesar das eleições municipais deste ano, não liga para a repercussão negativa do verdadeiro atentado contra a população carioca.

E não é somente esta loucura. A implantação do BRS (Bus Rapid Sytstem) atende aos interesses dos empresários de ônibus, mas não aos da população. O caos foi definitivamente instalado no município do Rio de Janeiro. Os engarrafamentos acontecem em qualquer local, em qualquer horário. As vias estão em péssimas condições, coalhadas de buracos. As calçadas, idem. A "indústria de multas" funciona a pleno vapor. As ruas estão cheias de mendigos, pedintes e "descuidistas".

Confia na incompetência da "oposição", incapaz de se organizar e se unir para lançar candidato competitivo, capaz de derrotar nas urnas o atual alcaide. Torçamos para que um milagre aconteça e não passemos por mais quatro anos de incúria.

Marcos Coimbra

Membro do Conselho Diretor do Cebres, titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e autor do livro Brasil Soberano.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Policiais e bombeiros fazem protesto por melhores salários no Rio

Decisão de Sérgio Cabral de antecipar parcelas de reajuste até 2013 não freou a mobilização
Jornal do Brasil

RIO - Com viaturas de brinquedos, faixas na cabeça e muita disposição para reivindicar um reajuste salarial para os profissionais da segurança pública, cerca de 20 mil agentes - entre policiais militares, civis e bombeiros - transformaram o cenário nas imediações dos postos 2 e 3, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Dois dias antes da aguardada manifestação, o governador do Estado, Sérgio Cabral, decidiu antecipar as parcelas de um reajuste previsto até 2013. A medida, no entanto, foi insuficiente para frear a briga da categoria por melhorias.

"Chega de ser a polícia militar com o pior salário do país inteiro. Chega de termos que trabalhar em até três serviços para termos que sustentar nossa família. Hoje o governo estadual não vê o policial militar como um trabalhador. Não recebemos adicional por insalubridade e trabalhamos até 72 horas por semana, quando o correto seriam 40 horas semanais. Trata-se de um total desrespeito ao trabalhador", acusou o cabo João Carlos Gurgel, que participou na manifestação na orla de Copacabana. Os praças reivindicam piso salarial de R$ 3 mil.

Hoje o salário de um soldado da Polícia Militar é de R$ 1.277,13, o de um cabo R$ 1.471,01, terceiro a primeiro sargento: de R$1.723,42 a 2.086,92. Já o de um oficial pode chegar a R$ 6.122,42. É o caso do posto de coronel.

Com a medida anunciada pelo governo do estado na última sexta-feira (27), policiais civis, militares, bombeiros e inspetores de administração penitenciária do estado do Rio terão um reajuste salarial de 38,81% entre 2012 e 2013. A mudança, no entanto, não é suficiente para os agentes.

"Com esta modificação no repasse do reajuste, é como se recebêssemos 10% de reajuste este ano, mais 10% em 2013 e o mesmo percentual em 2014. Descontando-se a inflação de 6% ao ano, é o mesmo que receber um reajuste de apenas 4% por ano", reclamou o cabo Gurgel, segundo quem a população está solidária à reivindicação.

"A população nos aplaudiu. Teve até quem pendurasse bandeiras nos prédios. Estão todos muito solidários à nossa causa. O apoio do povo é fundamental. É o reconhecimento do nosso trabalho", comemorou Gurgel.

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Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Sérgio Cabral ameaça greve de policiais e diz que movimento tem cunho político

RIO - Representantes de cada batalhão se reúnem na manhã desta sexta-feira (13/01) com o comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, para expor as exigências do movimento grevista. Desde o sucesso da paralisação da categoria no Ceará, a PM fluminense tem se unido cada vez mais para tomar o mesmo rumo. Como Erir Ribeiro tem bom relacionamento com a tropa, sua ideia original era levar as reivindicações dos policiais ao governador Sérgio Cabral.

As eleições municipais deste ano, no entanto, já figuram como o principal obstáculo dos grevistas. O governador teme que seus adversários políticos se aproveitem da mobilização e usá-la como palanque contra a reeleição de EduardoPaes, por isso já indicou ao comandante-geral que terá pouca tolerância com uma possível paralisação do dia 11 de fevereiro. Em contrapartida, os líderes da greve garantem que não têm qualquer vínculo político com adversários do governo.

“Está claro para os líderes da greve que o governador Sérgio Cabral não é nosso inimigo. Nós estamos defendendo a nossa categoria, e não enfrentando o governo. Tanto é que, se nossos pedidos forem atendidos, não vai haver greve”, explica o cabo Joao Carlos Soares Gurgel, um dos líderes do movimento grevista. “É claro que não podemos ser hipócritas. Estamos falando de milhares de policiais militares. Alguns podem realmente ser abertamente contra o Sérgio Cabral e simpatizar com seus rivais, mas esse não é o espírito do nosso movimento.

Apesar de ter maioria absoluta na Assembleia Legislativa e na Câmara, os políticos aliados de Sérgio Cabral têm pouco ou nenhum diálogo com os policiais militares. Hoje, as principais vozes da categoria no legislativo são de oposição, como o major reformado Paulo Ramos (PDT) e os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro(ambos do PP). O próprio cabo Gurgel, que foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PTB e pode se candidatar a vereador neste ano, foi atacado pelo comandante-geral por supostamente usar a greve a seu favor.

"Se eu chegar na reunião e tiver essas pessoas (com envolvimento político), eu vou dizer isso na cara deles, que eles são aproveitadores. Não estão vendo o interesse da corporação e sim o deles", disse o coronel Erir Ribeiro, durante uma entrevista coletiva na última quinta-feira (12/01). Para Gurgel, a declaração foi uma tentativa de desqualificar os grevistas.

“O que eu tento deixar claro é que eu não sou um político. Eu sou um policial militar escolhido por outros policiais para representar a categoria. Tanto que sou apenas um porta-voz dos grevistas, e não um líder absoluto na força. Ainsatisfação com as atuais condições de trabalho não foram inventadas por mim, estão todas lá”.

Apoio popular

Vítimas constantes de ataques do crime organizado, donos do pior salário da categoria em todo o país e trabalhando em jornadas semanais de 72 horas, os policiais militares que se mobilizam pela greve enfrentam outro problema: a falta de apoio popular da corporação, cuja imagem acabou manchada pelas milícias e casos recorrentes de corrupção. Para ganhar a simpatia do povo, os policiais pretendem expor as condições precárias nas quais vivem.

“Quem está revoltado é o policial militar justo e honesto, o policial que não recebe propina. O corrupto está feliz com as coisas da maneira que estão. Ele não gasta quase metade do salário dele com transporte, já que nós não temos vale-transporte, ele não fica sem dinheiro no fim do mês, ele é favorecido. Infelizmente, quem está de fora acha que todo policial militar é bandido, mas isso só diz respeito a uma parte pequena da corporação”, garante Gurgel, que busca o apoio dos bombeiros.

“A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros são regidos pela mesma legislação, eles são os nossos co-irmãos. Além disso, os bombeiros têm uma imagem muito positiva com a sociedade e simpatizam com as nossas reivindicações. Eles estão juntos no movimento”.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil