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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vereadores de SP aprovam projeto que prevê feriado na abertura da Copa do Mundo

Além da confirmação do feriado na abertura da Copa, o projeto aprovado liberou a venda de bebida alcoólica nos estádios da capital, medida acordada entre Governo Federal e a Fifa por ocasião da escolha do país para sede do Mundial. (G1)

Imagem: Reprodução / Portal G1

— As casas parlamentares no Brasil são antros de indecência, de vagabundagem, de roubalheira, de empreguismo e desvios de conduta. Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si. São os privilégios que têm e seus interesses preservados dentro do Estado pelas máfias político-partidárias, que tomaram este mesmo Estado, há décadas.

A Câmara de Vereadores de São Paulo não é um ponto fora da curva, ela é a curva. Ela, assim como todas as outras espalhadas pelo país, são casas de tolerância que permitem práticas típicas daqueles ambientes que levam esse nome. Possuem regras morais e comportamentais que podem ser apresentadas dessa forma, literariamente falando. Os políticos não são o que eles dizem que são. As instituições que eles tanto defendem são conveniências de momento, valem muito quando servem e não valem nada quando não servem. Fingem que levam isso a sério e, quando querem, mostram o que verdadeiramente são.

É claro que nas casas parlamentares existem exceções. Mas as exceções não são exceções, são álibis. Isto porque, sendo uma minoria, elas legitimam a maioria caracterizada pelos desvios de conduta, já citados anteriormente. Então, na verdade, quem dá a essas casas de tolerância a chancela de serem casas legislativas é a presença de uma minoria séria e honesta nesses ambientes. Logo, não é possível generalizar, temos que relativizar. Essa desigualdade numérica de forças permite que a realidade da maioria se imponha e seja percebida como parte da democracia, quando na verdade, é apenas parte do bacanal do qual compartilham as máfias político-partidárias no país. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Equipe da Rede Globo é expulsa por manifestantes durante protestos contra a Copa das Confederações

Manifestantes que se concentraram na Praça Saens Peña, na Tijuca, zona norte do Rio, hostilizaram uma equipe da TV Globo que fazia a cobertura jornalística de mais um protesto contra a realização de grandes eventos esportivos no Brasil, como a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Ao avistarem o repórter Vandrey Pereira, os manifestantes começaram a gritar palavras de ordem contra a emissora.  Os jornalistas foram obrigados a se retirar, depois de um grupo de policiais escoltar a equipe da Globo. O carro da emissora, descaracterizado, ainda chegou a ser chutado por algumas pessoas.

Imagem: Reprodução / Terra Notícias

O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defendeu a atitude dos manifestantes, que quase agrediram o repórter da Globo. "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente sobre as manifestações. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

— A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da Rede Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso que acontece com uma emissora que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sérgio Cabral usa Copa e Olimpíada para justificar aluguel de jatinho por R$ 3,5 milhões


A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 são as justificativas do governo do Rio de Janeiro para contratação de mais um serviço. Desta vez, os dois megaeventos esportivos servem como argumento para o aluguel de um jatinho executivo que será usado pelo governador Sérgio Cabral em suas viagens nacionais e internacionais.

O governo estadual já abriu uma concorrência para contratar uma empresa de táxi aéreo que disponibilizará o avião. Pelo aluguel de um ano da aeronave, o governo do Rio de Janeiro está disposto a pagar até R$ 3,468 milhões.

As exigências são tantas que pelo menos duas empresas já solicitaram esclarecimentos quanto às regras da concorrência para o serviço. A Colt Aviation chegou a se manifestar dizendo que o edital restringia a possibilidade de empresas de disputar o contrato.

Cabe lembrar que o processo de contratação do serviço de taxi aéreo citado na reportagem do UOL é completamente independente do contrato em vigor. O contratos firmados desde 2007 também não foram feitos usando a Copa e a Olimpíada como justificativas.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Sérgio Cabral inclui gasto para construção de quatro cadeias na conta da Copa e da Olimpíada


O governo do Rio de Janeiro conseguiu neste mês um empréstimo de R$ 3,6 bilhões do Banco do Brasil, o maior já concedido pelo banco a um estado brasileiro. Para obter todo esse dinheiro, usou como argumento a extensa lista de obras que o estado precisa concluir para poder sediar sem problemas a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Uma lista tão comprida que inclui até gastos com a construção de cadeias. Isso mesmo. O governo do Rio de Janeiro incluiu na sua lista de preparativos para a Copa e Olimpíada a construção de quatro casas de custódia. Usará o empréstimo do BB para pagá-las.

O governo fluminense também argumentou que “uma cidade que vai receber uma Olimpíada ou grandes eventos deve se preparar para atender a população em todos os setores, como saúde, transportes, segurança e, inclusive, unidades prisionais”.

Já o Banco do Brasil, que emprestou o dinheiro para as cadeias, afirmou em resposta ao UOL que fiscaliza a aplicação dos recursos emprestados. Afirmou também que “os projetos financiados estão adequados ao escopo do Programa Pró-Cidades, que contempla melhorias da infraestrutura rodoviária e urbana e da mobilidade das cidades do Rio de Janeiro”.

O banco não explicou, porém, qual a relação existente entre a construção das quatros cadeias no Rio de Janeiro com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Sérgio Cabral pede pra sair em 2013 e diz que já avisou a Dilma

Malandragem do governador vai beneficiar o vice Pezão, que será candidato nas próximas eleições ao governo do Estado e Eduardo Paes. Tudo isso para que o povo não associe a imagem de Cabral aos escândalos de corrupção da Delta e a CPI do Cachoeira mantendo assim o PMDB no poder.


BRASÍLIA - O governador Sérgio Cabral está decidido a deixar o Palácio Guanabara em dezembro do próximo ano. A ideia está em estágio tão avançado que Cabral já conversou sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula. A saída antecipada beneficiaria três de seus principais aliados em uma só tacada: o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o filho do governador Marco Antônio Cabral.

Com a saída de Cabral em dezembro de 2013, Pezão teria dez meses até as eleições, se apresentando à população como governador, inaugurando obras, gerindo a máquina e participando de eventos de governo. Esse foi justamente o argumento apresentado por Cabral a Dilma.

Em uma conversa com Dilma no Palácio Guanabara no fim de abril, quando se comemorou a marca de 1 milhão de beneficiários do programa Renda Melhor, o governador falou com a presidente sobre o plano de deixar o cargo. Segundo Cabral, Pezão tinha de “ganhar musculatura” e não haveria melhor forma de fazê-lo do que “no cargo”.

Ao mesmo tempo, essa estratégia atende outro compromisso de Cabral: pavimentar o caminho de Eduardo Paes para ser governador do Rio em 2018. Concorrendo ao governo no exercício do mandato, Pezão ficaria impossibilitado de disputar a reeleição em 2018, beneficiando, então, o prefeito do Rio.

Caso consiga se reeleger em outubro, Paes ficaria na prefeitura até 2016 — aproveitando a Copa e as Olimpíadas — e seria candidato do PMDB a governador, com apoio de Pezão e Cabral, em 2018. Em contrapartida, isso garantiria também a dedicação integral do atual prefeito na campanha de Pezão em 2014.

A estratégia de Cabral foi confirmada por três interlocutores do governador. Segundo eles, essa teria sido a forma encontrada por ele para dar força na eleição de Pezão e manter o partido pacificado.

— Ninguém vai admitir isso publicamente hoje, até porque ele só conversou sobre o assunto com os aliados mais próximos — justificou um peemedebista.

Além de resolver as situações de Paes e Pezão, a saída de Cabral do governo em dezembro de 2013 permitiria ao governador construir a carreira de seu legítimo herdeiro: o filho Marco Antônio Cabral. Assessor de Paes na prefeitura do Rio, Marco Antônio já conquistou aliados no círculo político, mas não poderia concorrer em 2014 caso Cabral continuasse no governo. A Constituição proíbe que parentes de até segundo grau de presidentes, governadores e prefeitos sejam candidatos na mesma jurisdição.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DELTA CAINDO!! Construtora de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral deixa 2ª obra de infraestrutura para a Copa de 2014


DO RIO - A Prefeitura do Rio disse ter sido informada ontem da saída da construtora Delta do consórcio encarregado da primeira fase da Transcarioca -corredor que ligará a Barra da Tijuca (zona oeste) ao aeroporto do Galeão (zona norte).

É a segunda obra de infraestrutura para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 abandonada pela Delta desde que a PF apontou sua ligação com supostasatividades ilegais do empresário Carlos Cachoeira.

A empresa parou de fazer aportes para a reforma do Maracanã e será afastada pela Petrobras de obras no Complexo Petroquímico do Rio.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

A FARSA DAS UPPs: Tráfico ordena fechamento do comércio em comunidades com UPPs. E aí, Sérgio Cabral e Beltrame?

Rio - Vários comerciantes fecharam as portas nesta quarta-feira nas proximidades da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Donos de comércio disseram que as atividades foram encerradas por contada falta de energia elétrica. Na Cidade de Deus, os PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) explicaram que mototaxistas transmitiram as ordens dos traficantes aos comerciantes e moradores.

Imagem: Reprodução / Jornal O Dia

Testemunhas confirmam que o fechamento das portas é uma represália de criminosos por conta da morte do bandido Paulinho Bazuca, nesta terça, durante confronto com PMs no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte.

A favela foi a segunda a contar com uma UPP, inaugurada em 16 de fevereiro de 2009, cerca de dois meses depois do Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

Imagem: Reprodução / O Dia Online

No Morro da Mangueira, o comércio também amanheceu fechado nesta quarta. A decisão também teria partido de traficantes após a morte do criminoso conhecido como WG, no último sábado. No período da tarde, parte do comércio passou a funcionar normalmente na região. A Mangueira também conta com uma UPP.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: As desculpas de Beltrame para os problemas que envolvem as UPP's


E nesse sentido é bom dizer que o projeto das UPPs de longe não resolve o problema. E me estranha muito o Governador tentar simplificar o debate sobre Segurança Pública, dizendo que o Rio de Janeiro é outro porque tem UPPs. São mais de mil favelas no Rio e as UPPs não chegam a 13 delas. (Marcelo Freixo)

A UPP é um projeto de cidade. Não é um projeto de Segurança Pública! A UPP é um projeto que viabiliza um Rio de Janeiro desejado para os Jogos Olímpicos, onde determinados territórios são escolhidos para um projeto de cidade, o setor hoteleiro da Zona Sul, o entorno do Maracanã, a Zona Portuária e a Cidade de Deus – única área dominada pelo tráfico em toda Jacarepaguá, que tem o domínio hegemônico das milícias.  E eu estranho o silêncio desse governo em relação às milícias, dizendo que o Rio está pacificado. (Marcelo Freixo)

RIO - A expansão do projeto e a consolidação das novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro será tarefa difícil, afirmou o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, porque isso contraria interesses de criminosos instalados há décadas nas favelas da capital fluminense.

"Não há UPP fácil. Não há nada fácil no projeto. Não vamos conseguir mudar uma realidade histórica em meses. Se vai ser difícil (consolidar novas UPPs)? Tenho certeza de que vai ser difícil, porque mexe-se com interesses que estão instalados ali historicamente", disse Beltrame.

Casos recentes de violência têm mostrado que quadrilhas armadas continuam exercendo controle sobre territórios considerados pacificados, como o Complexo do São Carlos, no centro da cidade, e o Morro da Mangueira, na zona norte. A situação se repete na Rocinha, na zona sul, e do Complexo do Alemão, no subúrbio, áreas que ainda não têm UPPs, mas que estão ocupadas por forças policiais e militares.

"Nós não vamos desistir ou mudar esse programa. O que podemos é intensificá-lo. Estamos atentos para que, cada vez mais, a população sinta-se a vontade com a polícia ali e que as coisas melhorem. Agora, acabar com o tráfico e com a violência é algo que, creio, ninguém pode garantir. Temos que ficar vigilantes e consolidar esse processo para daí avançar para outras áreas", disse Beltrame.

Entre as cerca de mil favelas ainda não ocupadas, há comunidades consideradas violentas e que concentram grande atividade criminosa, como o Complexo da Maré, Jacarezinho, Manguinhos, as vilas Vintém e Kennedy e o Complexo da Coreia, todas no subúrbio. Existem ainda comunidades na região metropolitana, principalmente na Baixada Fluminense e nos municípios de São Gonçalo e Niterói, que teriam se tornado refúgio de criminosos fugidos de algumas favelas com UPPs.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ROUBALHEIRA: Obras do Maracanã vão ficar ainda mais caras. E aí, Sérgio Cabral?

O TCU (Tribunal de Contas da União) já apontou superfaturamento de quase R$ 200 milhões nas obras do estádio

                               
Coluna do jornal Lance

COPA 2014: Obra no Maracanã é campeã em irregularidades; ROUBALHEIRA já chegou a R$ 163 milhões

As principais irregularidades elencadas pelo TCU foram: falhas na elaboração do projeto básico, pendências relativas ao estudo de viabilidade econômica da arena com os respectivos orçamentos e indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra.


RIO - A reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é a que possui o maior número de irregularidades dentre as obras de arenas que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014, de acordo com relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado nesta semana.

Segundo o órgão federal de fiscalização, o sobrepreço nas contas da obra já chegou a R$ 163 milhões, levando o custo da empreitada à cifra de R$ 957 milhões.

As principais irregularidades elencadas pelo TCU na obra do Maracanã foram: falhas na elaboração do projeto básico, pendências relativas ao estudo de viabilidade econômica da arena e à descrição dos projetos de intervenção no entorno, com os respectivos orçamentos, e indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra.

A fim de reduzir o desperdício, o TCU imprimiu diligências na obra e recomendou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que não liberasse o empréstimo de R$ 400 milhões oferecido ao governo do Estado, que banca a obra, até que as principais iregularidades fossem sanadas.

A administração estadual fluminense, por sua vez, imprimiu sua própria diligência, encontrando um sobrepreço de "apenas" R$ 24 milhões.

Assim, para ver os recursos do banco estatal liberados, o governo do Rio e oconsórcio que toca os trabalhos (formado pelas empreiteiras Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez) reduziram a estimativa de custo da obra em R$ 97 milhões.

Por isso, hoje, seu custo oficial é de R$ 859 milhões. O TCU recomendou que se liberassem os recursos do banco de fomento, mas não extinguiu o processo que investiga as irregularidades.

Nada garante, porém, que este será o orçamento final da empreitada. Em janeirode 2010, as autoridades estaduais fluminenses calculavam que a reforma doMaracanã não custaria mais do que R$ 705,6 milhões.

Se não fosse a fiscalização do TCU, este valor já teria aumentado em R$ 251,4 milhões, segundo o próprio órgão. Atualmente, a previsão inicial do governo do Rio de Janeiro está subestimada em R$ 153,4 milhões.

Indagados pelo TCU, os responsáveis pela obra justificaram os mais de R$ 250 milhões de acréscimos pela necessidade da completa reconstrução da cobertura do estádio, necessidade esta que foi questionada pelo Ministério Público Federal, mas liberada pela Justiça.

Já para a imprensa, o Consórcio Maracanã Rio 2014 prefere não dizer qual o real custo da nova cobertura do Maracanã. "O custo da cobertura está incluído no valor total da reforma, que é de 859 milhões", afirmou ao UOL Esporte, em nota, o consórcio.

O TCU segue acompanhando a obra, por meio do processo 015.231/2011-9, para verificar a lisura nos procedimentos. Por ora, sabe-se que o custo da cobertura do Estádio Nacional Mané Garrinha, em Brasília, que tem dimensões e característicastécnicas semelhantes à do Maracanã, está sendo construída por R$ 175,8 milhões, 30% menos do que o valor inicial da obra no estádio fluminense.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CAOS NO RIO: Eduardo Paes e o desgovernador parisiense Sérgio Cabral não se cansam de falar e fazer bobagens

O desgovernador parisiense não se cansa de falar e fazer bobagens. O alcaide carioca o segue religiosamente. O grau de irresponsabilidade e incompetência atingido pelas administrações estadual e municipal excedeu o limite máximo suportável no Estado e no município do Rio de Janeiro.

O parisiense finge ignorar os graves problemas das áreas de educação, saúde e segurança, que tanto atormentam os fluminenses. Os profissionais dos respectivos campos são pessimamente remunerados, trabalham em precárias condições e não possuem perspectiva de ascensão profissional.

Na saúde, estão sendo progressivamente chefiados e substituídos porterceirizados, que ganham o dobro, indicados por padrinhos políticos, quando não cooptados, trocando sua estabilidade por dinheiro, através da subordinação a fundações.

Na educação, os professores não têm mais condições de cumprir com sua antes respeitada missão. Mestres são agredidos por alunos ou pelos seus "(ir)responsáveis" . Quando tentam cobrar mais estudo de seus pupilos são até denunciados aos conselhos tutelares, por terem cometido "abusos". Passa a ser regra de sobrevivência o professor fingir que ensina e o aluno fingir que aprende. O importante é receber o diploma de aprovação, reforçar as estatísticas das autoridades e sair analfabeto funcional.

Na segurança, até greve de policiais civis e militares ocorre. O desgovernador age com mão de ferro, mandando prender mais de uma centena de policiais e bombeiros militares, preventivamente. A mídia amestrada age despudoradamente fazendo a sua blindagem e procurando jogar o povo contra os descontentes.

Acaba a greve, por enquanto, mas as sequelas permanecem. A população, que já foi desarmada, permanece indefesa, sem poder exercer seu legítimo direito de defesa própria, a mercê da misericórdia dos marginais. Se a polícia, normalmente, já não cumpre com eficácia sua missão, imagine em uma conjuntura como esta. Persiste o "jeitinho" tradicional, onde a polícia finge que garante a segurança e o povo finge que acredita, sendo obrigado a contratar segurança particular, paga a parte.

As obras suntuárias continuam a ser feitas, em nome do sucesso da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O absurdo do "prolongamento" da já congestionada linha existente de metrô para a Barra é mantido. É óbvio que isto não vai dar certo. Ignoram o exemplo de metrópoles civilizadas como a Paris e Nova York, que eles tanto visitam e adoram, possuidoras de inúmeras linhas independentes de metrô.

Não são capazes de, ao menos, aproveitar as experiências positivas vivenciadas no exterior. Mas, quando o caos recrudescer, os atuais governantes estarão usufruindo seu rico patrimônio no exterior, enquanto seus atuais súditospermanecem no caos.

O alcaide repete os graves erros cometidos pelo seu mentor. Na área de saúde é só trocar as fundações pelas OS (organizações sociais). Possuem os mesmos propósitos. Na educação, a situação é agravada, pois a indevida interferência de pais irresponsáveis, com o equivocado apoio de alguns conselhos tutelares, afetaa relação professor-aluno.

Alguns absurdos são perpetrados, como, por exemplo, o caso de uma professora que aconselhou seus alunos a terem cuidado com sua alimentação, a fim de evitar sérios problemas de saúde, devido à obesidade, e foi denunciada pela mãe obesade um aluno também obeso por discriminação (bullying). É evidente que fica muito difícil para um educador cumprir seu dever nesta situação.

Na segurança, os guardas parecem perseguir metas de multa por infração e no combate a ambulantes, de modo irregular. Apreendem as mercadorias e ninguém sabe seu destino. Mas o alcaide se agiganta é no setor de transportes. Os equívocos são tão flagrantes que é impossível passarem despercebidos. Apersistência na tresloucada idéia de derrubar o viaduto da Perimetral, apesar do protesto unânime dos cidadãos, atinge as raias do absurdo. O alcaide possui a certeza da reeleição, pois apesar das eleições municipais deste ano, não liga para a repercussão negativa do verdadeiro atentado contra a população carioca.

E não é somente esta loucura. A implantação do BRS (Bus Rapid Sytstem) atende aos interesses dos empresários de ônibus, mas não aos da população. O caos foi definitivamente instalado no município do Rio de Janeiro. Os engarrafamentos acontecem em qualquer local, em qualquer horário. As vias estão em péssimas condições, coalhadas de buracos. As calçadas, idem. A "indústria de multas" funciona a pleno vapor. As ruas estão cheias de mendigos, pedintes e "descuidistas".

Confia na incompetência da "oposição", incapaz de se organizar e se unir para lançar candidato competitivo, capaz de derrotar nas urnas o atual alcaide. Torçamos para que um milagre aconteça e não passemos por mais quatro anos de incúria.

Marcos Coimbra

Membro do Conselho Diretor do Cebres, titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e autor do livro Brasil Soberano.