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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Policial civil premiado cobra melhor salário para categoria e constrange Beltrame e Pezão em pleno evento realizado no Rio

Inspetor Márcio Marques foi intensamente aplaudido pela plateia, composta por policiais civis e militares


RIO - Exatos dois meses após a decretação da greve das forças de segurança do Rio de Janeiro por melhores salários, o inspetor da Polícia Civil Márcio Marques da Silva, da 22ª DP (Penha), primeiro lugar no prêmio do Sistema Integrado de Metas da Secretaria de Segurança, cobrou em seu discurso nesta terça-feira (10) melhor salário e a “valorização” dos policiais, e foi prontamente aplaudido por colegas da Civil e da PM.

No palco, estavam o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, a chefe de Polícia, Martha Rocha, o comandante-geral da PM, coronel Erir Costa Filho, além do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, representando Sérgio Cabral. Houve certo constrangimento inicial, mas em seguida até Beltrame aplaudiu.

Em 10 de fevereiro, a Polícia Militar e a Polícia Civil entraram em greve por melhores salários. O movimento foi rapidamente esvaziado depois que o Comando da PM ameaçou com expulsão sumária e prisão. A Polícia Civil também recuou e a paralisação rapidamente perdeu força.

Márcio Marques foi escolhido para discursar em nome da Polícia Civil, por integrar a 22ª DP, primeira colocada por atingir as melhores metas no estado. A área, que abrange parte dos Complexos da Penha e do Alemão, teve reduções de 59% na letalidade violenta, de 27,5% no roubo de veículos, e 34,4% dos roubos de rua no segundo semestre de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010.

“Peço que o governo continue a estudar a valorização dos policiais, e a valorização dos salários. O Rio é a vitrine do mundo e a polícia precisa ser cada vez mais valorizada”, afirmou, sendo intensamente aplaudido pela plateia, composta por policiais civis e militares.

O sistema de premiação distribuiu R$ 45 milhões para policiais de 43 unidades das duas polícias, pelo cumprimento de metas de redução de criminalidade em suas áreas. Entre as unidades premiadas estão o Bope, o Batalhão de Choque, a Corregedoria Interna da Polícia Civil e a Divisão de Homicídios.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

Deputada Cidinha Campos, bajuladora de Sérgio Cabral, teve seu pedido de cassação contra Janira Rocha arquivado


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara

segunda-feira, 19 de março de 2012

A DITADURA CABRAL: Cabo Daciolo e mais 12 bombeiros grevistas são expulsos da corporação

Gravações fornecidas pelo governo da Bahia com exclusividade à Rede Globo e editadas pelo Jornal Nacional são as únicas provas contra o líder do movimento grevista no Rio. As quais Daciolo não incita a violência como faz o líder grevista na Bahia, e sim tenta mobilizar bombeiros de outros Estados. Me parece que esta foi mais uma manipulação maquiavélica das Organizações Globo com o intuito de favorecer o governador do Rio, Sérgio Cabral. Por que este material público foi entregue apenas para a Vênus Prateada e só depois de ter sido veiculado foi distribuído para as demais emissoras? Que relação é essa entre o Estado e a Globo?

O Dia Online


RIO - Treze bombeiros que participaram do movimento grevista desde o ano passado, quando houve a invasão do quartel-general, no Centro, foram expulsos da corporação. No grupo, está o cabo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, considerado um dos líderes. Ele foi flagrado em escutas telefônicas articulando uma paralisação nacional dos servidores de segurança pública durante o Carnaval.

A decisão do Conselho de Disciplina ao qual eles foram submetidos foi publicada nesta segunda no Boletim Interno do o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Os militares foram considerados ‘culpados por articulação em manifestações decaráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar’, diz a decisão.
Além de Daciolo, foram expulsos os cabos Alexandre Salvador de Azevedo, Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior, Andrei Carlos Azevedo dos Santos eAdhemar de Queiroz Balthar Junior.

Os outros excluídos: terceiros-sargentos Heraldo Correia Vieira, Alexandre Gomes Matias, Wallace Rodrigues Chaves, Harrua Leal Ayres, André Manoel Pontes Matos; os segundo-sargentos Daniel Alves dos Santos, Paulo Edson de Campos do Nascimento, e o subtenente Valdelei Duarte. A defesa dos militares disse que vai recorrer.

“Incrivelmente, eu e a família do meu cliente fomos informados da decisão pela imprensa. Tomaremos as medidas necessárias e entraremos com recursos”, disse a advogada de Benevenuto Daciolo, Grace Martins."


Confira abaixo a lista dos bombeiros expulsos:

1 - CB BM Alexandre Salvador de Azevedo
2 - CB BM Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior
3 - CB BM Andrei Carlos Azevedo dos Santos
4 - CB BM Adhemar de Queiroz Balthar Junior
5 – CB BM Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos
6 - 3º SGT BM Heraldo Correia Vieira
7 - 3º SGT BM Alexandre Gomes Matias
8 – 3o SGT BM Wallace Rodrigues Chaves
9 - 3º SGT BM Harrua Leal Ayres
10 - 3o SGT BM André Manoel Pontes Matos
11 - 2º SGT BM Daniel Alves dos Santos
12 - 2º SGT BM Paulo Edson de Campos do Nascimento
13 - Subtenente BM Valdelei Duarte

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

A DITADURA CABRAL: Depois da greve, "governador" do Rio faz um ano de transferências no Bope em um só dia


RIO - Em um único dia de transferências de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para outras unidades, a Polícia Militar atingiu a mesma quantidade de remanejamentos feitos durante todo o ano de 2011. As saídas em massa ocorreram em 6 de março, quando foram publicados no boletim interno da PM os nomes de 32 caveiras — 22 deles transferidos para batalhões no interior, a até 300 quilômetros da capital.

O aumento sistemático de transferências ocorreu entre 14 de fevereiro e a última quinta-feira. Nesse intervalo, 69 policiais com cursos em ações de combate, tiro de precisão e resgate de reféns deixaram a tropa de elite para trabalhar em batalhões comuns.

As saídas se intensificaram cinco dias após a manifestação na Cinelândia, no Centro do Rio, que deu início à greve das polícias. Na ocasião, a equipe Bravo foi chamada pelo comando-geral da PM para reprimir a manifestação. Mas os caveiras se negaram a cumprir a ordem. De lá para cá, os policiais que estavam de plantão começaram a deixar o Bope.

Mudanças para longe

A equipe Bravo começou a ser dizimada. E os seus integrantes, mandados para batalhões distantes. É a chamada "punição geográfica", feita com transferências distantes como forma de penalizar servidores que participam de movimentos favoráveis a greves. Em 2011, todos os policiais que deixaram o Bope se dividiram entre batalhões na região metropolitana e unidades administrativas. Apenas dois foram para a Baixada.

Este ano, do total de transferidos após a greve, 38 foram obrigados a deixar o Rio. Dezesseis foram para batalhões na Baixada e dois foram para o 35º BPM (Itaboraí). No boletim de 6 de março, 22 policiais foram remanejados para batalhões distantes, como o 8º BPM (Campos dos Goytacazes) e o 32º BPM (Macaé). Sem a gratificação de R$ 1,5 mil paga a PMs do Bope, alguns transferidos foram obrigados a dividir os gastos com gasolina, para economizar em passagens de ônibus.

— Se não fizermos isso, vamos trabalhar apenas para pagar passagem — disse um policial, que não se identificou.

Com 69 transferências em apenas 30 dias, registradas até a última quinta-feira, foram mais de dois policiais do Bope remanejados por dia no período. Por dia, a média é mais de 25 vezes maior frente ao ano passado. As transferências repentinas deixaram um buraco na tropa, composta por cerca de 400 homens, de acordo com o site da PM. Com as transferências, o Bope perdeu 17,25% do efetivo.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

sexta-feira, 16 de março de 2012

DITADURA? Após greve da PM no Rio, Sérgio Cabral transfere 13% dos policiais do Bope para outros batalhões



RIO - Em apenas 22 dias, o efetivo do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da PM, emagreceu quase 13%. Na ressaca após a greve das polícias, pelo menos 51 caveiras — que passam por vários cursos de treinamento em ações de combate, tiro de precisão, escalada e resgate de reféns — foram transferidos. Vinte e dois deles, para batalhões comuns, no interior do estado. O Bope tem cerca de 400 homens, segundo o site da PM. As transferências de quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados começaram a ser publicadas no Boletim Interno da corporação cinco dias após a manifestação feita por 5 mil PMs, policiais civis e bombeiros na Cinelândia,em 10 de fevereiro, iniciando a greve da polícia.

Na ocasião, o Bope foi chamado, pelo comando-geral da Polícia Militar, para reprimir a manifestação. Mas os policiais militares que estavam de plantão se negaram a cumprir a ordem.

— O Bope descumpriu a ordem porque não iria reprimir os colegas de farda. Agora, toda a equipe está sendo transferida, como forma de represália. Até o sargento mais antigo do Bope foi mandado embora — disse um PM, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

As transferências foram publicadas em três boletins. Em 14 de fevereiro, 11 homens que estavam em serviço no dia da greve foram transferidos — nove deles para batalhões comuns e dois para UPPs. Dois dias depois, outros oito policiais militares deixaram a elite da corporação para trabalhar em batalhões comuns.

Transferência em massa

No boletim interno 43, de anteontem, o golpe foi ainda mais duro. Uma transferência em massa, com a publicação de 32 nomes, enviou parte da elite da corporação para unidades no interior do estado.

Ao todo, 11 policiais militares vão se deslocar 183 quilômetros para chegar ao 32 BPM (Macaé). Outros 11 homens farão um trajeto ainda maior: se afastarão 274 quilômetros da capital, para prestar serviço no 8 BPM (Campos dos Goytacazes).

Matéria originalmente publicada no Extra Online

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CAOS NO RIO: Eduardo Paes e o desgovernador parisiense Sérgio Cabral não se cansam de falar e fazer bobagens

O desgovernador parisiense não se cansa de falar e fazer bobagens. O alcaide carioca o segue religiosamente. O grau de irresponsabilidade e incompetência atingido pelas administrações estadual e municipal excedeu o limite máximo suportável no Estado e no município do Rio de Janeiro.

O parisiense finge ignorar os graves problemas das áreas de educação, saúde e segurança, que tanto atormentam os fluminenses. Os profissionais dos respectivos campos são pessimamente remunerados, trabalham em precárias condições e não possuem perspectiva de ascensão profissional.

Na saúde, estão sendo progressivamente chefiados e substituídos porterceirizados, que ganham o dobro, indicados por padrinhos políticos, quando não cooptados, trocando sua estabilidade por dinheiro, através da subordinação a fundações.

Na educação, os professores não têm mais condições de cumprir com sua antes respeitada missão. Mestres são agredidos por alunos ou pelos seus "(ir)responsáveis" . Quando tentam cobrar mais estudo de seus pupilos são até denunciados aos conselhos tutelares, por terem cometido "abusos". Passa a ser regra de sobrevivência o professor fingir que ensina e o aluno fingir que aprende. O importante é receber o diploma de aprovação, reforçar as estatísticas das autoridades e sair analfabeto funcional.

Na segurança, até greve de policiais civis e militares ocorre. O desgovernador age com mão de ferro, mandando prender mais de uma centena de policiais e bombeiros militares, preventivamente. A mídia amestrada age despudoradamente fazendo a sua blindagem e procurando jogar o povo contra os descontentes.

Acaba a greve, por enquanto, mas as sequelas permanecem. A população, que já foi desarmada, permanece indefesa, sem poder exercer seu legítimo direito de defesa própria, a mercê da misericórdia dos marginais. Se a polícia, normalmente, já não cumpre com eficácia sua missão, imagine em uma conjuntura como esta. Persiste o "jeitinho" tradicional, onde a polícia finge que garante a segurança e o povo finge que acredita, sendo obrigado a contratar segurança particular, paga a parte.

As obras suntuárias continuam a ser feitas, em nome do sucesso da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O absurdo do "prolongamento" da já congestionada linha existente de metrô para a Barra é mantido. É óbvio que isto não vai dar certo. Ignoram o exemplo de metrópoles civilizadas como a Paris e Nova York, que eles tanto visitam e adoram, possuidoras de inúmeras linhas independentes de metrô.

Não são capazes de, ao menos, aproveitar as experiências positivas vivenciadas no exterior. Mas, quando o caos recrudescer, os atuais governantes estarão usufruindo seu rico patrimônio no exterior, enquanto seus atuais súditospermanecem no caos.

O alcaide repete os graves erros cometidos pelo seu mentor. Na área de saúde é só trocar as fundações pelas OS (organizações sociais). Possuem os mesmos propósitos. Na educação, a situação é agravada, pois a indevida interferência de pais irresponsáveis, com o equivocado apoio de alguns conselhos tutelares, afetaa relação professor-aluno.

Alguns absurdos são perpetrados, como, por exemplo, o caso de uma professora que aconselhou seus alunos a terem cuidado com sua alimentação, a fim de evitar sérios problemas de saúde, devido à obesidade, e foi denunciada pela mãe obesade um aluno também obeso por discriminação (bullying). É evidente que fica muito difícil para um educador cumprir seu dever nesta situação.

Na segurança, os guardas parecem perseguir metas de multa por infração e no combate a ambulantes, de modo irregular. Apreendem as mercadorias e ninguém sabe seu destino. Mas o alcaide se agiganta é no setor de transportes. Os equívocos são tão flagrantes que é impossível passarem despercebidos. Apersistência na tresloucada idéia de derrubar o viaduto da Perimetral, apesar do protesto unânime dos cidadãos, atinge as raias do absurdo. O alcaide possui a certeza da reeleição, pois apesar das eleições municipais deste ano, não liga para a repercussão negativa do verdadeiro atentado contra a população carioca.

E não é somente esta loucura. A implantação do BRS (Bus Rapid Sytstem) atende aos interesses dos empresários de ônibus, mas não aos da população. O caos foi definitivamente instalado no município do Rio de Janeiro. Os engarrafamentos acontecem em qualquer local, em qualquer horário. As vias estão em péssimas condições, coalhadas de buracos. As calçadas, idem. A "indústria de multas" funciona a pleno vapor. As ruas estão cheias de mendigos, pedintes e "descuidistas".

Confia na incompetência da "oposição", incapaz de se organizar e se unir para lançar candidato competitivo, capaz de derrotar nas urnas o atual alcaide. Torçamos para que um milagre aconteça e não passemos por mais quatro anos de incúria.

Marcos Coimbra

Membro do Conselho Diretor do Cebres, titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e autor do livro Brasil Soberano.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A verdade sobre o governo Sérgio Cabral no qual a Rede Globo é conivente

Policiais e bombeiros suspendem a greve no Rio

Lideranças decidem deixar para depois do Carnaval a tentativa de negociação salarial. Prioridade agora é a libertação dos presos

Veja.com

RIO - Em assembleia conjunta realizada nesta segunda-feira, bombeiros, policiais civis e PMs do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve iniciada na última quinta-feira. No início da tarde, o Sinpol e outras entidades representativas dos policiais civis já haviam decidido interromper a paralisação durante o Carnaval, em medida oficializada junto ao governo do estado.

Fernando Bandeira, presidente no Sinpol, disse que a decisão foi tomada "em respeito à população e ao turismo do carnaval, que é mundialmente conhecido, e também aos nossos herois." Oficialmente, o trabalho será retomado nesta terça, mas na prática o movimento não chegou a ganhar adesão expressiva como aconteceu na greve dos bombeiros de 2010. Pesou contra os grevistas a reação imediata do governo estadual. Já na sexta-feira, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou, em edição extra, a redução do prazo legal para julgamento de policiais militares e bombeiros. Com a instituição do rito sumário, o governo do estado emitiu um claro sinal de que os policiais e bombeiros que aderissem à greve poderiam ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.

A adesão à greve foi parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens).

Agora, a negociação passa a ser para conseguir a libertação dos 12 homens presos em Bangu 1. Ana Paula Matias, mulher do sargento Alexandre Matias, um dos presos, leu um manifesto em que os bombeiros afirmam que "a luta não é mais por dignidade salarial, mas pela dignidade humana".

À tarde, os presos receberam a visita de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e da Câmara dos Deputados.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

GREVE NO RIO: chega a 12 número de bombeiros presos em Bangu 1

Estadão.com

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou, em nota, que oito de 11 mandados de prisão emitidos para bombeiros que representam o movimento de greve já foram cumpridos.

Os militares presos que inicialmente tinham sido levados para o GrupamentoEspecial Prisional (GEP) foram encaminhados para o Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, onde também está preso, desde a noite da última quarta-feira, 8, o cabo Benevenuto Daciolo.

Na manhã de ontem, 39 guarda-vidas foram detidos por falta ao serviço noGrupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca. Na sexta-feira, 10, 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço e presos administrativamente.

Com as novas prisões, sobe para 12 o número de bombeiros militares presos emBangu 1 e 162 guarda-vidas, em quartéis, cumprindo medida disciplinar.

Mesmo com as prisões, o comando da corporação reforçou que as 110 unidades operacionais estão funcionando normalmente, incluindo os postos de salvamento na orla da Barra da Tijuca, onde foram acionadas equipes de reserva.

Matéria originalmente publicada no Estado de São Paulo Online

Equipe da Rede Globo é expulsa durante manifestação de policiais e bombeiros em Copacabana

Servidores públicos do Rio de Janeiro que reivindicavam melhores salários acusam emissora de fazer cobertura jornalística tendenciosa dos fatos a favor do governo Sérgio Cabral. O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defendeu a atitude dos manifestantes, que quase agrediram a equipe da TV Globo. "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente sobre as manifestações. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

ASSISTA AO VÍDEO

— A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da Rede Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso o que acontece com uma emissora que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

GLOBO, capacho do governo, diz manifestante em cartaz
Aos gritos de 'FORA, GLOBO', grevistas expulsaram equipe da emissora prateada 

GREVE NO RIO: OAB pede a Beltrame informações sobre militares presos ilegalmente

Bombeiros e policiais foram detidos com mandados sem assinatura e até sem mandatos

Pernambuco.com

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, Wadih Damous, e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, MargaridaPressburger, estão encaminhando um ofício ao secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, para que informe quem são e onde estão os militares presos pela greve da Segurança do Rio. O pedido para que a entidade intervenha na questão foi feito em reunião pela manhã, na OAB, por uma comissão de familiares de grevistas que estão desaparecidos e pelos deputados Paulo Ramos (PDT) e Janira Rocha (PSOL). Segundo Margarida Pressburger, a maioria das famílias não tem notícias de seus filhos e maridos.

— Estamos oficiando o secretário Beltrame para que informe quantos são, quem são e onde estão. Essa agora é nossa prioridade. Eles estão presosadministrativamente, não podem ser recolhidos em presídios de segurança porque não foram condenados — afirmou Margarida, acrescentando que a OAB-RJ iráatuar junto à Defensoria Pública para conseguir a transferência dos presos que por ventura estiverem em Bangu 1 ou em qualquer outro presídio, para que cumpram a prisão em quartéis.

— Uma senhora tentou visitar o marido em Bangu 1 e disseram a ela que teria que tirar a carteirinha de familiar de preso. Isto é para condenados. Além disso, são policiais e muitos já prenderam presos que hoje cumprem pena em Bangu. Imagine o risco para a segurança deles em caso de rebelião — afirmou a advogada.

Desde que a greve foi decretada, 17 PMs (dez considerados líderes da greve) foram presos.

Matéria originalmente publicada no Diário de Pernambuco

Ex-presidente Lula diz que salário de policiais e bombeiros depende da condição econômica de cada Estado

Então Sérgio Cabral, como o Rio de Janeiro pode ser o segundo Estado da Federação que mais arrecada impostos e pagar o pior salário do Brasil aos bombeiros e policiais. Para onde vai todo esse dinheiro governador?

Preso ilegalmente em Bangu I por greve no Rio, bombeiro Daciolo recebe visita da mulher com roupa de presidiário

Advogados pedem à Justiça que o cabo seja transferido para o quartel dos bombeiros

Folha.com

RIO - A mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira (8), visitou o marido pela primeira vez na tarde de ontem. Segundo ela, o bombeiro está muito debilitado e passa 22h por dia trancado sozinho em uma cela de 2m².

Daciolo está no presídio de segurança máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio. Ele é apontado como responsável por incitar a greve no Rio e em outros Estados.

"É constrangedor vê-lo preso em um presídio de segurança máxima como se fosse um bandido" disse Cristiane, que teve direito a uma visita assistida de 15 minutos.

"Ele está muito entristecido, pedia das crianças, preferi nem falar da greve e focar na família".

DETIDOS

Ontem à noite, a Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu mais um policial do movimento grevista no Estado. Com isso, sobe para 17 o número de detidos. Dentre os presos, dez foram detidos por liderar a greve. Desses, oito estão no presídio de Bangu 1. Ainda não há definição de onde ficará presa a única mulher do grupo.

Os outros sete PMs estão presos administrativamente por protestar e se recusar a patrulhar as ruas. Desses, seis são do 28º Batalhão, de Volta Redonda, e um é do 6º Batalhão, da Tijuca.
Inicialmente havia sido informado que 59 pessoas estavam detidas. As informações foram corrigidas pelo porta-voz da corporação, Frederico Caldas.

Além dos policiais presos, 129 PMs foram indiciados por se recusar a fazer patrulhas ou deixar o batalhão. Vinte e oito deles são do batalhão de Volta Redonda. Para reforçar a segurança na região, a polícia enviou uma equipe da tropa de choque e policiais recém-formados.

O comando da PM do Rio resolveu jogar duro com os policiais que resolveram aderir ao movimento. Um boletim interno da corporação divulgado na sexta-feira (10) traz novas normas para levar o policial grevista de forma mais rápida ao Conselho de Disciplina e a uma consequente expulsão da PM.

Na manhã de sexta-feira (10), delegacias de Volta Redonda e de Barra do Piraí ficaram fechadas, mas voltaram a funcionar por volta das 11h. As patrulhas que resolvem aderir à greve estão decidindo não ir às ruas ou então, saem e se reúnem em um ponto específico.

Os batalhões da região sul do Estado também aderiram ao movimento. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados à região para garantir a segurança nas cidades. Outra equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Campos, no norte fluminense.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo Online

Sérgio Cabral transfere ilegalmente para Bangu I bombeiro preso por negociar greve

Segundo a lei, nenhum militar pode ser detido em presídio comum. O mandado de prisão deve ser cumprido em quartéis ou prisões militares. E aí, governador?

Terra Notícias

RIO - O cabo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Benevenuto Daciolo, que aparece em gravações telefônicas divulgadas pelo Jornal Nacional articulando greve das polícias do Rio, foi levado para o presídio de segurança máxima de Bangu I. Daciolo foi preso durante a madrugada desta quinta-feira no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, quando retornava de Salvador. O comando dos bombeiros decretou sua prisão depois da divulgação das gravações em que o cabo negocia uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil.

Daciolo foi levado no início da manhã do quartel general dos bombeiros para Bangu I por ordem do comandante Sérgio Simões. A iniciativa visa evitar uma invasão do quartel como ocorreu no ano passado durante a greve da classe, que acabou com atuação violenta do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da polícia do Rio. O cabo fica em Bangu por pelo menos 72 horas, até a Justiça definir se decreta sua prisão temporária. Segundo Simões, ele será indiciado por crimes militares como incitamento e aliciamento de motim.

Gravações
De acordo com o Jornal Nacional, uma das gravações mostra Daciolo conversando com um homem chamado de "importantíssimo" sobre uma possível votação da PEC 300. "Eu estou com uma assembleia geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter Carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros Estados também", diz ele.

Em outro trecho, Daciolo recebe de uma mulher o conselho para tentar atrasar a paralisação na Bahia. "Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio", afirma ela, que pede que ele volte ao Rio de Janeiro e ajude a deflagrar a greve no Estado. "Se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação."

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sérgio Cabral viola a lei e transfere PMs presos por adesão à greve para Bangu 1

De acordo com a lei, nenhum militar pode ser detido em presídio comum. Detalhe, em nenhum trecho da matéria, o jornal O Globo fez menção a atitude ilegal do governador de transferir policiais grevistas para Bangu 1, mas sim enfatizar de forma errônea que os PMs presos por reivindicar melhores salários estavam errados. Ou seja, um jornalismo tendencioso.


RIO, CAMPOS E VOLTA REDONDA - Os policiais militares presos por conclamar e incitar a greve foram transferidos na tarde desta sexta-feira para o presídio de segurança máxima Bangu 1, de acordo com informações divulgadas pela PM. Ainda segundo a corporação, dos onze mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, dez foram cumpridos. Foram presos: coronel Paulo Ricardo Paul (da reserva), major Helio Silva de Oliveira (da reserva), sargento Carlos Antonio de Oliveira Aquino, cabo João Carlos Soares Gurgel, cabo Wagner Jardim Hamude, cabo Nilton Alves Neto, cabo Vivian Sanchez Gonçalves, cabo Wagner Luiz da Fonseca e Silva, cabo Pablo Rafael Marques dos Santos e o coronel Adalberto deSouza Rabello (da reserva). Ainda continua foragido o cabo Alonsimar de Oliveira Pessanha.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

Charge - Aroeira


GREVE DA PM NO RIO: Sérgio Cabral exonera comandante do GMAR e manda prender 123 salva-vidas

UOL Notícias

RIO - O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro divulgou nota afirmando que, até a tarde desta sexta-feira (10), 123 salva-vidas foram indiciados por falta ao serviço. Todos serão presos administrativamente, segundo o comando do órgão, e o comandante do 2º Grupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca, tenente coronel Ronaldo Barros, foi exonerado do cargo.

Os bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil e os agentes penitenciários do Rio entraram em greve oficialmente às 23h30 de quinta-feira (9). A orientação do comando de greve é que nenhum PM ou bombeiro saia para ocorrência alguma. A Polícia Civil só atenderá ocorrências emergenciais, como violência grave, furto de veículo e as relativas à Lei Maria da Penha.

Mais cedo, a Polícia Militar do Rio decretou a prisão administrativa de mais de 50 policiais militares que se negaram a deixar os quartéis em função da greve da categoria, segundo o chefe do Estado Maior Administrativo da PM, coronel Robson Rodrigues da Silva. Com autorização da Justiça, a Corregedoria Interna da PM também deteve nesta manhã nove líderes do movimento.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Sérgio Cabral articulou prisões de líderes no dia anterior à greve das forças policiais

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve dos policiais militares deve ser tributada ao poder público"

O governo do Estado do Rio de Janeiro começou a articular a prisão dos principais líderes da greve das entidades de classe da segurança pública fluminense na última quarta-feira (8), portanto, um dia antes de a greve ser oficialmente deflagrada. Em reuniões fechadas no Palácio Guanabara, o governador Sérgio Cabral (PMDB), a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa), Paulo Melo (PMDB), entre outros representantes do governo, listaram os principais personagens do movimento.

Na manhã de hoje, passadas quase 12 horas do anúncio oficial da greve, a Justiça expediu 11 mandados de prisão contra os policiais que estavam à frente da paralisação, entre os quais dois coronéis e um major. No total, 17 policiais foram detidos, entre os quais dez lideranças --e mais de 130 PMs responderão asindicâncias e/ou inquéritos administrativos por insubordinação (se recusaram a sair do quartel).

O Executivo fluminense já esperava que o impasse não seria resolvido. Há dois dias, o deputado estadual Paulo Melo chamou o diretor-jurídico do Sindpol(Sindicato dos Policiais Civis), Francisco Chao, para conversar em seu gabinete, e exigiu que ele fosse sozinho. Durante o encontro, o parlamentar perguntou "O que vocês querem?".

O policial civil respondeu que todas as reivindicações da categoria já tinham sido "mais do que divulgadas desde 2007". Melo argumentou que a Polícia Civil seria "diferenciada" em relação a outras forças de segurança pública, em função do grau de instrução de seus membros, e ouviu de Chao que os policiais civis tinham assumido um compromisso moral com os companheiros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

O representante do Sindpol respondeu ainda que bastaria "equiparar [condições de trabalho] com a Polícia Federal" para resolver o problema, mas ressaltou que aPM entraria em greve. O presidente da Alerj respondeu que não se preocupava tanto com bombeiros e PMs, pois bastaria "prender as lideranças". Era a estratégia do governo para assustar os demais grevistas e esvaziar a mobilização. Cabral alimentava a esperança de convencer a Polícia Civil a não ingressar no movimento grevista.

Justamente naquela noite, durante a assembleia, o "Jornal Nacional" exibia uma reportagem baseada em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça que revelaram conversas do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento S.O.S Bombeiros, discutindo estratégias para fortalecer o movimento grevista no Rio. O bombeiro foi preso ao desembarcar no aeroporto Internacional do Galeão quando voltava de Salvador, na Bahia --Estado que também tem parte de PM em greve.

A tentativa derradeira de desvincular a Polícia Civil da inevitável greve dos militares se deu quando o governo aprovou, na noite de quarta, as mudanças noprojeto de lei que determina a antecipação de reajuste salarial para as categorias, o que melhorou substantivamente a proposta original --aumento de 39% em duas parcelas (fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013). O PL 1.184/12 foi aprovado naAlerj no dia seguinte por 59 votos a um.

A última cartada de Cabral, porém, provocou gargalhadas dos policiais presentes na assembleia. Depois de ler a nota oficial do governo para os presentes, o presidente do Sindpol, Carlos Gadelha, afirmou: "Eu acho engraçado que o governo não chega para a gente para perguntar se a proposta está boa ou ruim. O que vocês acham? Eu continuo achando que a gente deve fazer greve". A massa apoiou.

O episódio marcou pontualmente o fim das negociações entre os líderes do movimento e a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, que falava em nome do governador. Durante a assembleia, Rocha fez de três a cinco ligações para Francisco Chao, considerado o principal interlocutor entre os policiais civis insatisfeitos com suas condições de trabalho e o poder público, e também entrou em contato com o presidente do sindicato, Carlos Gadelha.

Por volta das 21h15, Chao pediu a palavra e transmitiu a última mensagem da chefe da Polícia Civil: "Meu dever moral é passar essa mensagem para vocês. A chefe da Polícia Civil do Rio está pedindo para que a gente não entre em greve". Segundo ela, caso os agentes não "embarcassem" na paralisação capitaneada por policiais militares e bombeiros, o governo abriria uma "segunda rodada de negociações". A massa rejeitou em coro unânime. E um indicativo de greve foi aprovado ao fim da assembleia.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"


RIO - O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de suarepresentatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil