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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Deputada Janira Rocha chama Sérgio Cabral e seus comparsas de 'tropa de vermes' na Alerj


Janira Rocha (PSOL-RJ) prometeu e cumpriu. Na primeira sessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) após o feriado do Dia do Trabalhador, a deputada estadual disparou palavras duras no plenário, contra o governador Sergio Cabral e os seus secretários, flagrados em hotéis e restaurantes de luxo em Paris e Mônaco ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, em fotos e imagens de 2009.

Durante o feriadão, Janira prometeu colocar Cabral e seus aliados contra a parede durante a semana. Na sessão, ela esbravejou:

"Vamos encarar a carinha dessa tropa de vermes, essa corja, com as caras dos pobres do Rio de Janeiro", bradou.

Sobrou até para a primeira-dama

Janira não deixou barato para a primeira-dama, Adriana Anselmo. A advogada, que já provocou polêmica ao defender a Supervia e outras empresas detentoras de concessões do estado onde o marido é governador, foi comparada à ex-primeira dama das Filipinas, Imelda Marcos, casada com o ex-ditador local Ferdinando Marcos, por conta das fotos onde aparece, junto com as esposas de secretários, exibindo sapatos de grifes exclusivas comprados na França.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sérgio Cabral viola a lei e transfere PMs presos por adesão à greve para Bangu 1

De acordo com a lei, nenhum militar pode ser detido em presídio comum. Detalhe, em nenhum trecho da matéria, o jornal O Globo fez menção a atitude ilegal do governador de transferir policiais grevistas para Bangu 1, mas sim enfatizar de forma errônea que os PMs presos por reivindicar melhores salários estavam errados. Ou seja, um jornalismo tendencioso.


RIO, CAMPOS E VOLTA REDONDA - Os policiais militares presos por conclamar e incitar a greve foram transferidos na tarde desta sexta-feira para o presídio de segurança máxima Bangu 1, de acordo com informações divulgadas pela PM. Ainda segundo a corporação, dos onze mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, dez foram cumpridos. Foram presos: coronel Paulo Ricardo Paul (da reserva), major Helio Silva de Oliveira (da reserva), sargento Carlos Antonio de Oliveira Aquino, cabo João Carlos Soares Gurgel, cabo Wagner Jardim Hamude, cabo Nilton Alves Neto, cabo Vivian Sanchez Gonçalves, cabo Wagner Luiz da Fonseca e Silva, cabo Pablo Rafael Marques dos Santos e o coronel Adalberto deSouza Rabello (da reserva). Ainda continua foragido o cabo Alonsimar de Oliveira Pessanha.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"


RIO - O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de suarepresentatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

DITADURA: Sérgio Cabral institui rito sumário para julgar policiais e bombeiros

Governador do Rio publica decreto que encurta prazos para julgamento de militares pelo conselho disciplinar. Texto endurece regras criadas em 1978

RIO - O governo do estado do Rio divulgou nota informando que foi alterada a legislação que estabelece prazos para julgamento de policiais militares e bombeiros. Com isso, encurta-se o prazo para julgar e punir todos os que cometem infrações. O alvo, obviamente, são os grevistas que desde a 0h desta sexta-feira fazem paralisações em batalhões e quartéis de bombeiros em todo o estado.

A adesão à greve é parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens). Com a medida, o governo do estado emite um sinal de que os policiais e bombeiros que aderirem à greve poderão ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.

A nota divulgada pelo estado informa que, em “edição extraordinária do Diário Oficial”, o decreto 43.462 modifica o decreto 2.155, de 13 de outubro de 1978. O decreto regula o Conselho de Disciplina da PM e dos bombeiros do Rio – órgão que julga infrações administrativamente e tem poder de exonerar os servidores.

O decreto de 1978 instituía prazo de 30 dias para conclusão dos trabalhos do conselho. O texto publicado hoje reduz este prazo à metade: 15 dias. O prazo para originalmente estabelecido para a decisão era de 20 dias e caiu para 5. Foram encurtados os tempos de recurso e seus julgamentos, de 20 para 7 dias.

Matéria originalmente publicada na revista Veja Online

DITADOR: Sérgio Cabral emite 11 mandados de prisão contra líderes da greve no Rio

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"

Terra Notícias

RIO - O porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Frederico Caldas, informou nesta sexta-feira que já foram emitidos 11 mandados de prisão contra os líderes da greve da PM do Estado. Segundo ele, os responsáveis pelo movimento serão submetidos a conselhos de disciplina. "É inaceitável romper o julgamento que fizemos à sociedade. O pacto entre a população e a PM não deve ser rompido", disse Caldas.

Frederico Caldas informou a ocorrência de um ataque a uma viatura policial na Avenida Brasil. Segundo ele, o veículo foi atacado por cerca de 15 motociclistas, mas não houve feridos. "Não trabalhos com a hipótese de represália, mas estamos reforçando o policiamento nas vias especiais. O Bope e o Batalhão de Choque reforçam ainda mais o patrulhamento", acrescentou. O porta-voz informou ainda que policiais do Bope estão sendo enviados para o município de Campos, para reforçar o policiamento local.

A greve no Rio

Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

Para juiz federal, policiais militares têm direito à greve

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Charge - Aroeira


CARA DE PAU: Cabral diz que está tudo bem e afirma que não haverá greve de policiais e bombeiros no Rio

Governador que paga o pior salário do Brasil aos servidores não acredita na paralisação

Jornal do Brasil

RIO - Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira, o governador do Rio, Sergio Cabral, disse que não acredita na possibilidade de uma greve de policiais militares e bombeiros a partir da próxima sexta-feira, dia em que começa a operação Carnaval em todo o estado.

"No Rio, há comando, há respeito da corporação a esse comando, e garanto que nossos profissionais de segurança têm consciência de que o serviço deles é essencial", afirmou Cabral.

Apesar disso, o governador concorda com o colega baiano, Jaques Wagner, e disse que pode existir um movimento para levar a greve de policiais, que começou na Bahia na semana passada, a todo o país.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

LEIA TAMBÉM:
Governo Sérgio Cabral paga o PIOR salário do Brasil aos policiais civis

sábado, 4 de fevereiro de 2012

VAI DAR M#%RDA: Estado do Rio também pode ter greve na segurança pública. E aí, Sérgio Cabral?

Policiais civis, militares e bombeiros podem cruzar os braços na próxima semana

Manifestação de bombeiros e policiais na praia de Copacabana no último domingo
RIO - O reajuste salarial antecipado pelo governador Sérgio Cabral para fevereiro não afastou a ameaça de greve entre policiais militares, civis, bombeiros e agentespenitenciários do Estado do Rio. Nesta sexta-feira (3), o Sindicato dos Policiais Civis informou ter enviado um ofício para diversos órgãos alertando sobre a possibilidade de uma greve geral a partir do dia 10.

Na Bahia, policiais militares cruzaram os braços e anunciaram uma greve por tempo indeterminado na quarta-feira (1º). Cerca de 150 homens da Força Nacional de Segurança foram enviados ao estado para tentar conter uma onda de saques e homicídios.

No Rio, foi marcada uma assembléia geral conjunta com PMs e bombeiros no dia 9 de fevereiro. Nesta sexta, mulheres de policiais se reuniram no Largo do Machado e seguiram em caminhada para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, onde fizeram um panelaço.

De acordo com o Sinpol, uma assembléia realizada no dia 24 de janeiro, aprovou a pauta de reivindicações, entre elas, a vinculação salarial com o delegado de 1ª classe e a paralisação por tempo indeterminado no próximo dia 10, caso o governo não negocie com representantes das três forças de segurança até o dia 8 de fevereiro.

Em uma tentativa de conter a ameaça de greve, Cabral enviou uma mensagem na abertura dos trabalho na Assembleia Legislativa do Estado do Rio alterando as regras dos reajustes previstos para a categoria. Segundo o novo modelo, emfevereiro será concedido 10,15% de aumento e reajustes escalonados em janeiro(0,915%), fevereiro (10,15%) e outubro de 2013 (13,84%).

Matéria originalmente publicada no R7.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sérgio Cabral gasta com publicidade até na revista estrangeira ‘Foreign Affairs’!


Da Agência Estado:
O governo fluminense comprou quatro páginas coloridas de matéria paga na edição de janeiro/fevereiro de 2012 da Foreign Affairs, a mais prestigiada publicação sobre política internacional do mundo, para, segundo afirma, divulgar o Rio de Janeiro no exterior.

Em uma época de crise das economias centrais, onde faltam recursos e a estagnação econômica persiste, o Executivo fluminense foi a Nova York em busca de investimentos para o Estado. Custeou, a preço que não revela, um seminário promovido com a grife da revista no Council on Foreign Relations (o Rio de Janeiro Investiment Conference, em 30 de novembro), e a divulgação da “reportagem” sobre o Rio. O texto incluiu uma entrevista com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), ilustrada com duas fotos dele, na qual o político elogia fortemente a sua própria administração.

Procurado pelo Estado de S. Paulo, o governo do Rio recusou-se a revelar quanto gastou com a revista. O Palácio Guanabara, sede da administração estadual, informou já ter promovido eventos com publicação de material no exterior em outras ocasiões - uma delas, no diário americano The Washington Post.

O objetivo da publicação na Foreign Affairs, segundo o Executivo, é a divulgação internacional do Estado, dentro de uma estratégia de marketing e publicidade mais ampla. A assessoria de Comunicação Social alegou não saber quanto custou a publicação nem poder levantar esse dado, porque o negócio foi fechado por meio de agência e por não poder revelar o preço da tabela de anúncios de publicações, por uma “questão publicitária de mercado”.

Na entrevista que ocupa, em parte, três páginas da Foreign Affairs, Cabral apresenta os principais outdoors da sua administração, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Fala do saneamento financeiro do Estado e da obtenção, pelo Rio, do grau de investimento, concedido pela agência de classificação de risco Standard & Poor’’s. “Outro ponto importante é educação. Depois de décadas de negligência, nosso compromisso é melhorar o desempenho das escolas públicas do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)”, diz o governador na entrevista. “Nosso objetivo é que até 2013 o Rio esteja entre os cinco melhores Estados (em educação).” Em 2011, o Rio de Janeiro ficou em penúltimo no Ideb entre 27 unidades da Federação, à frente apenas do Piauí.

A “reportagem” da Foreign Affairs também traz um texto falando da fase de crescimento vivida pelo Brasil e uma breve descrição da Rio de Janeiro Investment Conference, organizada em uma parceria da revista com a empresa Thinklink.

Por Reinaldo Azevedo

Blog da revista Veja

domingo, 29 de janeiro de 2012

Policiais e bombeiros fazem protesto por melhores salários no Rio

Decisão de Sérgio Cabral de antecipar parcelas de reajuste até 2013 não freou a mobilização
Jornal do Brasil

RIO - Com viaturas de brinquedos, faixas na cabeça e muita disposição para reivindicar um reajuste salarial para os profissionais da segurança pública, cerca de 20 mil agentes - entre policiais militares, civis e bombeiros - transformaram o cenário nas imediações dos postos 2 e 3, na orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Dois dias antes da aguardada manifestação, o governador do Estado, Sérgio Cabral, decidiu antecipar as parcelas de um reajuste previsto até 2013. A medida, no entanto, foi insuficiente para frear a briga da categoria por melhorias.

"Chega de ser a polícia militar com o pior salário do país inteiro. Chega de termos que trabalhar em até três serviços para termos que sustentar nossa família. Hoje o governo estadual não vê o policial militar como um trabalhador. Não recebemos adicional por insalubridade e trabalhamos até 72 horas por semana, quando o correto seriam 40 horas semanais. Trata-se de um total desrespeito ao trabalhador", acusou o cabo João Carlos Gurgel, que participou na manifestação na orla de Copacabana. Os praças reivindicam piso salarial de R$ 3 mil.

Hoje o salário de um soldado da Polícia Militar é de R$ 1.277,13, o de um cabo R$ 1.471,01, terceiro a primeiro sargento: de R$1.723,42 a 2.086,92. Já o de um oficial pode chegar a R$ 6.122,42. É o caso do posto de coronel.

Com a medida anunciada pelo governo do estado na última sexta-feira (27), policiais civis, militares, bombeiros e inspetores de administração penitenciária do estado do Rio terão um reajuste salarial de 38,81% entre 2012 e 2013. A mudança, no entanto, não é suficiente para os agentes.

"Com esta modificação no repasse do reajuste, é como se recebêssemos 10% de reajuste este ano, mais 10% em 2013 e o mesmo percentual em 2014. Descontando-se a inflação de 6% ao ano, é o mesmo que receber um reajuste de apenas 4% por ano", reclamou o cabo Gurgel, segundo quem a população está solidária à reivindicação.

"A população nos aplaudiu. Teve até quem pendurasse bandeiras nos prédios. Estão todos muito solidários à nossa causa. O apoio do povo é fundamental. É o reconhecimento do nosso trabalho", comemorou Gurgel.

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Greve dos policiais militares pode acontecer em pleno Carnaval











Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

ABSURDO: A sua vida não vale nada para o Poder Judiciário do Rio de Janeiro

 Coluna do jornal O Globo

sábado, 28 de janeiro de 2012

Lei aprovada por Eduardo Paes causa PREJUÍZO aos comerciantes do Rio

Coluna do jornal O Globo

Sérgio Cabral manda Beltrame calar a boca. Por que será?

Coluna do jornal EXTRA

TRAGÉDIA NO RIO: Especialistas alertam que falhas na fiscalização da Prefeitura deixam população em risco

Jornal do Brasil

RIO - Uma obra ilegal seria a mais provável causa do desabamento que levou ao chão três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (25). Entre mortos e feridos, fica a triste lembrança de mais um desastre que se origina em irregularidades e falta de fiscalização. Desastres como este, infelizmente, estão deixando a categoria da exceção. Em outubro do ano passado, a explosão no restaurante Filé Carioca, também no Centro do Rio, deixou três mortos e 17 feridos; em agosto, um acidente em um parque de diversões em Vargem Grande, em que um dos brinquedos se desprendeu e atingiu o público, fez dois mortos e vários feridos. No fim do ano passado, mais um susto: um pedalinho em mau estado de conservação afundou na Lagoa Rodrigo de Freitas, deixando em pânico o casal que o usava. Tudo isso deixa evidente uma grave constatação: a fiscalização, que deveria impedir práticas irregulares, não vem cumprindo sua missão, deixando a população exposta a riscos.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio.

“Não temos um sistema de fiscalização moderno. Lamentavelmente, há mais de 50 anos, a fiscalização vem sempre ligada a problemas de corrupção.

Por outro lado, Guerreiro destaca o papel da parte fiscalizada, que tem uma cultura de enganar, com o famoso “jeitinho brasileiro”.

“Fiscalizar de forma presencial é quase impossível, porque tem muita coisa para ser fiscalizada. Por outro lado, a nossa cultura é aquela de tentar enganar, sobretudo o poder público, e isso acontece desde as coisas mais banais até coisas mais perigosas, como obras feitas irregularmente”, diz ele.

O presidente do Clube de Engenharia, Manoel Lapa, acredita na força da fiscalização coletiva, e acha que ela deve ser estimulada. Manoel, no entanto, condena a falta de fiscalização em obras particulares. “O Brasil está muito atrasado em relação a fiscalização de obras particulares. O poder público deveria fiscalizar as obras sob o ponto de vista da estrutura, das instalações, da vizinhança, como acontece em grandes cidades como Londres e Paris”, analisa Manoel, que lembra que, com os próximos eventos esportivos, serão feitas cada vez mais obras no país.

Perguntado sobre o assunto, o prefeito Eduardo Paes garantiu que a Defesa Civil Municipal fiscaliza sistematicamente lugares que apresentam risco.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eduardo Paes não assume a culpa e diz que é cedo para apontar causa de desabamentos no Centro


RIO - Em entrevista à GloboNews, na manhã desta quinta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, reafirmou que ainda é cedo para apontar as causas dos desabamentos de três prédios no Centro da cidade. No entanto, ele afastou a possibilidade de ter ocorrido uma explosão.

"Pode ter havido falha estrutural, mas ainda é cedo para avaliar. Vamos buscar salvar vidas. As informações de que haveria obras em um andar, são apenas especulações e não dá para dizer se as obras são as causas do desabamento", afirmou Paes.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

São Conrado sofre com assaltos após "saída" de traficantes da Rocinha. E aí, Beltrame e Sérgio Cabral?

Coluna do jornal O Globo 

No Rio é assim: nun dia falta transporte. No outro falta luz


Rio - A concessionária Light informou nesta terça-feira que o fornecimento de energia elétrica foi totalmente restabelecido em bairros da Zona Norte por volta do meio-dia. Às 10h30, houve oscilação de energia sentida em diversos bairros e interrupção no fornecimento para bairros da Zona Norte, Ilha do Governador e Baixada Fluminense. A interrupção afetou cerca de 840 mil clientes da Light e 100 mil da Ampla, na Baixada, elevando a 940 mil o total de pessoas afetadas pelo apagão.