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segunda-feira, 10 de junho de 2013

BONITINHO, MAS ORDINÁRIO!! Polícia apreende 90 quilos de carne estragada no Supermercado Zona Sul, no Leblon

Se fazem isso na Zona Sul do Rio de Janeiro, imagina o que não devem fazer os supermercados da Zona Norte, Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Atenção, consumidores!!! Fiquem de olho!!!

Jornal O Globo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

AFRONTA! Seguranças de filho de Sérgio Cabral encaram policiais da Lei Seca para liberá-lo da fiscalização


Uma equipe da Operação Lei Seca no Rio se queixou da atitude de seguranças de um dos filhos do governador Sérgio Cabral, que tentaram escapar de ação da fiscalização na noite entre sexta-feira e sábado passado, em frente ao Jockey Clube, na Gávea. A escolta, formada por dois carros, ficou aborrecida com a abordagem feita a um terceiro carro, onde estava o filho de Cabral. Enquanto o motorista do Mitsubishi Pajero informava que levava o filho do governador, o jovem saltava do carro e entrava em outro veículo, deixando o local sem que o carro fosse vistoriado. Em seguida, surgiu um Citroen Pallas, também preto, de onde saiu o motorista, que se identificou como sendo o subtenente Daniel, chefe da segurança e exigindo que a equipe de seguranças tivessse tratamento diferenciado pela blitz.

Depois de ter sido informado por um sargento, da operação, que a abordagem tinha o objetivo de verificar as apenas as condições do motorista, o subtenente pediu os dados do policial, alertando-o que ele poderia se prejudicar. O sargento forneceu seus dados e não prosseguiu a fiscalização. Em seguida, os carros da segurança estacionaram em frente à operação, como forma de tentar intimidar os fiscais. Os seguranças então foram alertados que seriam multados se permanecessem no local. Eles obedeceram ao pedido feito pelos fiscais e tudo acabou em zero a zero.


O episódio foi um dos três casos que, segundo policiais da Lei Seca, prejudicaram a produvitidade da equipe naquela noite. Os outros foram a apreensão da carteira da atriz Dira Paes -- que se recusou a se submeter ao bafômetro -- e a atitude de debochada de três jovens que saíram do Jockey aparentemente bêbados. Eles se meteram no meio da blitz, fazendo baderna e derrubando cones e lanternas. Eles foram então conduzidos à 15ª DP (Gávea) pelos policiais da blitz. Lá foi feito um registro de "conduta inconveniente e atípica".

O Globo Online - Coluna Ancelmo Gois

sábado, 28 de janeiro de 2012

TRAGÉDIA NO RIO: Especialistas alertam que falhas na fiscalização da Prefeitura deixam população em risco

Jornal do Brasil

RIO - Uma obra ilegal seria a mais provável causa do desabamento que levou ao chão três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (25). Entre mortos e feridos, fica a triste lembrança de mais um desastre que se origina em irregularidades e falta de fiscalização. Desastres como este, infelizmente, estão deixando a categoria da exceção. Em outubro do ano passado, a explosão no restaurante Filé Carioca, também no Centro do Rio, deixou três mortos e 17 feridos; em agosto, um acidente em um parque de diversões em Vargem Grande, em que um dos brinquedos se desprendeu e atingiu o público, fez dois mortos e vários feridos. No fim do ano passado, mais um susto: um pedalinho em mau estado de conservação afundou na Lagoa Rodrigo de Freitas, deixando em pânico o casal que o usava. Tudo isso deixa evidente uma grave constatação: a fiscalização, que deveria impedir práticas irregulares, não vem cumprindo sua missão, deixando a população exposta a riscos.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio.

“Não temos um sistema de fiscalização moderno. Lamentavelmente, há mais de 50 anos, a fiscalização vem sempre ligada a problemas de corrupção.

Por outro lado, Guerreiro destaca o papel da parte fiscalizada, que tem uma cultura de enganar, com o famoso “jeitinho brasileiro”.

“Fiscalizar de forma presencial é quase impossível, porque tem muita coisa para ser fiscalizada. Por outro lado, a nossa cultura é aquela de tentar enganar, sobretudo o poder público, e isso acontece desde as coisas mais banais até coisas mais perigosas, como obras feitas irregularmente”, diz ele.

O presidente do Clube de Engenharia, Manoel Lapa, acredita na força da fiscalização coletiva, e acha que ela deve ser estimulada. Manoel, no entanto, condena a falta de fiscalização em obras particulares. “O Brasil está muito atrasado em relação a fiscalização de obras particulares. O poder público deveria fiscalizar as obras sob o ponto de vista da estrutura, das instalações, da vizinhança, como acontece em grandes cidades como Londres e Paris”, analisa Manoel, que lembra que, com os próximos eventos esportivos, serão feitas cada vez mais obras no país.

Perguntado sobre o assunto, o prefeito Eduardo Paes garantiu que a Defesa Civil Municipal fiscaliza sistematicamente lugares que apresentam risco.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil