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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Prédio público vira banheiro durante a folia no Rio

Eduardo Paes não instala banheiros suficientes nas ruas e funcionário da prefeitura ganha dinheiro com xixi do povo

Extra Online

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RIO - Um vigilante patrimonial aproveitou o sábado de carnaval para faturar, cobrando pelo uso dos banheiros do prédio público que ele estava encarregado de proteger e de não deixar ninguém entrar. Em meio a uma marchinha e outra, o vigilante cobrava dos foliões de blocos que passavam pelos Arcos da Lapa R$ 2 pelo uso dos sanitários no edifício do Automóvel Club do Brasil — imóvel que é administrado pela Prefeitura do Rio desde 2004.

Na portaria do prédio, o funcionário — que trabalha para a prefeitura como terceirizado — recolhia o dinheiro dos foliões, enquanto dançava ao som das marchinhas e balançava notas e moedas arrecadadas.

A técnica de enfermagem, Amanda de Carvalho, de 33 anos, pagou mas não encontrou o banheiro:

— Está tudo abandonado e cai reboco do teto. Fiquei com tanto medo que fiz xixi num canto no chão — disse.

Revoltado com a falta de banheiros químicos na rua, o diretor de fotografia Marcos Oliveira, de 45 anos, gritava:

— Abaixo o choque de ordem! Cadê os banheiros? Eles querem reprimir nosso xixi com delegacia.

Ao ver a equipe do EXTRA, o vigilante empurrou as pessoas para fora e fechou a porta, mas dez minutos depois reabriu e continuou cobrando. A assessoria da Prefeitura do Rio disse que a segurança do prédio é feita por uma empresa terceirizada, mas que vai apurar o caso. A Riotur informou que cerca de 500 banheiros químicos foram instalados no Centro.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

domingo, 29 de janeiro de 2012

ABSURDO: A sua vida não vale nada para o Poder Judiciário do Rio de Janeiro

 Coluna do jornal O Globo

sábado, 28 de janeiro de 2012

TRAGÉDIA NO RIO: Especialistas alertam que falhas na fiscalização da Prefeitura deixam população em risco

Jornal do Brasil

RIO - Uma obra ilegal seria a mais provável causa do desabamento que levou ao chão três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (25). Entre mortos e feridos, fica a triste lembrança de mais um desastre que se origina em irregularidades e falta de fiscalização. Desastres como este, infelizmente, estão deixando a categoria da exceção. Em outubro do ano passado, a explosão no restaurante Filé Carioca, também no Centro do Rio, deixou três mortos e 17 feridos; em agosto, um acidente em um parque de diversões em Vargem Grande, em que um dos brinquedos se desprendeu e atingiu o público, fez dois mortos e vários feridos. No fim do ano passado, mais um susto: um pedalinho em mau estado de conservação afundou na Lagoa Rodrigo de Freitas, deixando em pânico o casal que o usava. Tudo isso deixa evidente uma grave constatação: a fiscalização, que deveria impedir práticas irregulares, não vem cumprindo sua missão, deixando a população exposta a riscos.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, observa que este não é um problema específico do Rio.

“Não temos um sistema de fiscalização moderno. Lamentavelmente, há mais de 50 anos, a fiscalização vem sempre ligada a problemas de corrupção.

Por outro lado, Guerreiro destaca o papel da parte fiscalizada, que tem uma cultura de enganar, com o famoso “jeitinho brasileiro”.

“Fiscalizar de forma presencial é quase impossível, porque tem muita coisa para ser fiscalizada. Por outro lado, a nossa cultura é aquela de tentar enganar, sobretudo o poder público, e isso acontece desde as coisas mais banais até coisas mais perigosas, como obras feitas irregularmente”, diz ele.

O presidente do Clube de Engenharia, Manoel Lapa, acredita na força da fiscalização coletiva, e acha que ela deve ser estimulada. Manoel, no entanto, condena a falta de fiscalização em obras particulares. “O Brasil está muito atrasado em relação a fiscalização de obras particulares. O poder público deveria fiscalizar as obras sob o ponto de vista da estrutura, das instalações, da vizinhança, como acontece em grandes cidades como Londres e Paris”, analisa Manoel, que lembra que, com os próximos eventos esportivos, serão feitas cada vez mais obras no país.

Perguntado sobre o assunto, o prefeito Eduardo Paes garantiu que a Defesa Civil Municipal fiscaliza sistematicamente lugares que apresentam risco.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil