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quarta-feira, 3 de junho de 2015

No feriadão de Corpus Christi, STF e TSE trabalham apenas em um dia da semana

Com o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terão apenas um dia de julgamento durante a semana. Segundo a assessoria dos órgãos, devido ao feriado, o único dia em que haverá sessões nos tribunais será nesta terça-feira. A sessão de julgamento no plenário do STF foi cancelada. Na última quarta-feira, entretanto, foi realizada uma sessão extraordinária devido ao cancelamento. (O Globo)

Imagem: Reprodução/Jornal O Globo

— Estou cada vez mais convencido de que as figuras públicas no Brasil pertencem a uma espécie diferente da nossa. Eles não são da espécie humana! Mas, as perguntas que devem ser feitas à Vossas Excelências são as seguintes: Os senhores não têm vergonha? Não sentem nada? Não carregam um sentimento de culpa? Nada? Os senhores acham que este tipo de comportamento combina com a ética pela qual tem que abraçar? É dessa forma que querem ser vistos como referência de justiça pela sociedade que estão inseridos? Os senhores não têm absolutamente nenhum constrangimento ao perceberem que estão prejudicando a sociedade por este motivo? Os senhores não tem vergonha de fazer isso em meio a contribuintes que sustentam a máquina para a qual trabalham? Contribuintes que sustentam os senhores magistrados, os seus trabalhos, seus salários, seus carros oficiais, seus gabinetes, suas equipes... enfim, tudo!
Ilustres magistrados do STF, os senhores vivem em Marte? Na Lua? Como é que pode fazer um negócio desse! Será que ninguém se pergunta se há um pouco de imoralidade nisso? Não há nenhum constrangimento?

Estou cada vez mais convencido, também, de que o Estado brasileiro se constituiu de deformação em deformação, de deturpação em deturpação e de doença em doença num Estado “independente” e soberano dentro do Estado brasileiro. Ou seja, um país dentro do Brasil. O Estado brasileiro é um “país independente” dentro do Brasil! É isso mesmo! Tudo que está na área pública em âmbito estadual, municipal ou federal virou um país com regras próprias, valores próprios, privilégios próprios, mordomias, estabilidade e por aí vai.

Temos pobres e milionários dentro deste “país independente” chamado Estado brasileiro. Os servidores da Câmara e do Senado, por exemplo, cujo os salários estão de forma imoral acima do teto permitido por lei, são os milionários. Os professores de escolas públicas e servidores da área de saúde, com salários indecentes, são os pobres do Estado brasileiro.

Mas, a média salarial deste “país independente” chamado Estado brasileiro é muito maior do que a média salarial do povo brasileiro. Essa casta é mantida e sustentada às custas do contribuinte. Temos cerca de 15 milhões de servidores neste Estado “independente” dentro do Brasil vivendo muito melhor que o brasileiro. Notem, o que estou propondo é uma reflexão coletiva sobre o tipo de país que temos e o seu maior problema. Se ficar claro que, o aparato estatal é um privilégio pra quem está dentro dele, mesmo que esse alguém não seja um figurão, precisamos ter consciência de que isso estabelece uma cultura única. E tem mais, os habitantes deste “país independente” chamado Estado brasileiro se protegem muito, não importa em que escalão estejam quando seus valores estão sendo questionados, seja pela omissão ou pela ausência. Eles viram uma casta, um povo só unido em torno de cláusulas pétreas que lhes preservam privilégios e vantagens, que a população do país que os cerca e os sustenta não tem.

Portanto, este “país independente” chamado Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Sabe por quê? Porque esse “país” trabalha pra ele, principalmente pra ele e pensando prioritariamente nele. Com um código moral dele que é diferente do nosso. Com uma ética dele que é diferente da nossa. Com privilégios maiores do que qualquer outro segmento social possa ter. Com renda média maior do que a renda da sociedade brasileira. Com imunidades maiores e até segurança maior.

Então, qual a justificativa ética que os magistrados vão fazer com relação a essa imoralidade, a essa indecência?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Semana Santa no Supremo Tribunal Federal começou na segunda-feira

Oficialmente, o feriado da Semana Santa foi só na sexta-feira. Para a cúpula do Judiciário, porém, a festividade cristã foi mais longa e começou antes. No Supremo Tribunal Federal (STF), não houve julgamentos durante a semana inteira. Todas as sessões foram canceladas nesta semana. E não é por falta de trabalho: existem 449 processos prontos para serem julgados em plenário, faltando apenas serem agendados. A fila do tribunal tem 57.808 processos. (O Globo)

Imagem: Reprodução/O Globo

— Estou cada vez mais convencido de que as figuras públicas no Brasil pertencem a uma "espécie diferente da nossa. Eles não são da espécie humana!" Mas, as perguntas que devem ser feitas à Vossas Excelências são as seguintes: Os senhores não têm vergonha? Não sentem nada? Não carregam um sentimento de culpa? Nada? Os senhores acham que este tipo de comportamento combina com a ética pela qual tem que abraçar? É dessa forma que querem ser vistos como referência de justiça pela sociedade que estão inseridos? Os senhores não têm absolutamente nenhum constrangimento ao perceberem que estão prejudicando a sociedade por este motivo? Os senhores não tem vergonha de fazer isso em meio a contribuintes que sustentam a máquina para a qual trabalham? Contribuintes que sustentam os senhores magistrados, os seus trabalhos, seus salários, seus carros oficiais, seus gabinetes, suas equipes... enfim, tudo!

Ilustres magistrados do STF, os senhores vivem em Marte? Na Lua? Como é que pode fazer um negócio desse! Será que ninguém se pergunta se há um pouco de imoralidade nisso? Não há nenhum constrangimento?

Estou cada vez mais convencido, também, de que o Estado brasileiro se constituiu de deformação em deformação, de deturpação em deturpação e de doença em doença num Estado “independente” e soberano dentro do Estado brasileiro. Ou seja, um país dentro do Brasil. O Estado brasileiro é um “país independente” dentro do Brasil! É isso mesmo! Tudo que está na área pública em âmbito estadual, municipal ou federal virou um país com regras próprias, valores próprios, privilégios próprios, mordomias, estabilidade e por aí vai.

Temos pobres e milionários dentro deste “país independente” chamado Estado brasileiro. Os servidores da Câmara e do Senado, por exemplo, cujo os salários estão de forma imoral acima do teto permitido por lei, são os milionários. Os professores de escolas públicas e servidores da área de saúde, com salários indecentes, são os pobres do Estado brasileiro.

Mas, a média salarial deste “país independente” chamado Estado brasileiro é muito maior do que a média salarial do povo brasileiro. Essa casta é mantida e sustentada às custas do contribuinte. Temos cerca de 15 milhões de servidores neste Estado “independente” dentro do Brasil vivendo muito melhor que o brasileiro. Notem, o que estou propondo é uma reflexão coletiva sobre o tipo de país que temos e o seu maior problema. Se ficar claro que, o aparato estatal é um privilégio pra quem está dentro dele, mesmo que esse alguém não seja um figurão, precisamos ter consciência de que isso estabelece uma cultura única. E tem mais, os habitantes deste “país independente” chamado Estado brasileiro se protegem muito, não importa em que escalão estejam quando seus valores estão sendo questionados, seja pela omissão ou pela ausência. Eles viram uma casta, um povo só unido em torno de cláusulas pétreas que lhes preservam privilégios e vantagens, que a população do país que os cerca e os sustenta não tem.

Portanto, este “país independente” chamado Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Sabe por quê? Porque esse “país” trabalha pra ele, principalmente pra ele e pensando prioritariamente nele. Com um código moral dele que é diferente do nosso. Com uma ética dele que é diferente da nossa. Com privilégios maiores do que qualquer outro segmento social possa ter. Com renda média maior do que a renda da sociedade brasileira. Com imunidades maiores e até segurança maior.

Então, qual a justificativa ética que os magistrados vão fazer com relação a essa imoralidade, a essa indecência?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A qualidade da política brasileira

A política praticada neste país está muito abaixo da qualidade que a sociedade já tem. Você pode dizer que a qualidade da imprensa brasileira não é a melhor de todas, de fato, não é. A qualidade de várias instituições e meios de representação também não, mas poderíamos dizer que essa qualidade, seja ela qual for, está mais ou menos de acordo com aquilo que nós chamaríamos de qualidade da sociedade brasileira.

O Brasil com as suas carências e deficiências, tem uma imprensa com carências e deficiências, tem um judiciário com carências e deficiências. Enfim, tem várias instituições, várias representações da própria sociedade cuja qualidade oscila mais ou menos no nível que oscila a qualidade da sociedade brasileira. No caso da política, a sua qualidade está muito abaixo da qualidade do povo brasileiro. É disparado o pior segmento de todos que nós temos organizados no país.

A saúde no Brasil é uma bomba, mas ela é melhor que a política brasileira. A educação pública brasileira é uma bomba, mas ela é melhor que a política brasileira. O judiciário é uma bomba, é lento, é injusto, é amarrado e tem muita corrupção. Mesmo com tudo isso, ele ainda é melhor que a política brasileira. O pior do Brasil está na política brasileira.

Há exceções? Sim, há exceções. Aí, você vai lá e pega como algo menos pior Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas eles não mudam a realidade da política brasileira, nenhum deles mudam. Quando chegam ao poder, se acumpliciam com aqueles negócios, com aquelas figuras, com aquelas práticas e tal. Ou pecam por omissão ou pecam pela parceria e pela sociedade entre eles. No Congresso, as exceções são minorias que servem apenas para legitimar os atos da maioria corrupta e preservar a imagem da instituição pública.

O fato é o seguinte, enquanto eles não tiverem a coragem de virar a mesa em Brasília pra dizer aos políticos corruptos que: Acabou!!! Chega!!! Não vai mudar nada. E aí, pra mim, são todos iguais.

quinta-feira, 29 de março de 2012

IMPUNIDADE S/A: Poder Judiciário livra da prisão motoristas embriagados que se recusam a fazer teste do bafômetro

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por 5 votos a 4, que imagens e relatos de testemunhas, incluindo o de policiais, não poderão mais ser aceitos para fundamentar processo criminal contra o motorista que dirige embriagado.

"A lei seca está enfraquecida, a não ser que a pessoa, com todo o respeito, seja muito otária e se submeta ao bafômetro", disse o promotor Evandro Gomes, um dos representantes do Ministério Público que cuidaram do caso.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo