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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Justiça do Rio tenta livrar a cara do ex-coordenador da Lei Seca acusado de atropelar e matar em Niterói

Segundo testemunhas do acidente, o ex-coordenador da Lei Seca, Alexandre Felipe Vieira Mendes, dirigia embriagado quando matou uma das quatro pessoas que atropelou. Ainda segundo as testemunhas, ele bateu num poste tentando fugir do local.
Qual o argumento de Vossas Excelências para desqualificar o caráter doloso do acidente? Ele foi o coordenador da Lei Seca do município de Niterói. Cansou de dar entrevistas enfatizando a importância de não misturar álcool e direção, chamando a atenção pelo fato disso ser um crime.

Imagem: Reprodução / Portal G1

Portanto, tinha plena consciência do risco resultante de beber e dirigir. Aí, o que ele fez? Encheu a cara e foi dirigir. Ao fazer isso, atropelou e matou. 

Você pode atropelar alguém? Sim. Porque isso pode acontecer com qualquer um de nós. Mas o que define se você é um canalha ou não é, acontece na sequência do acidente. E ele foi um canalha na forma como agiu. Se mandou do local, mobilizou seus cupinchas da prefeitura de Niterói e da Lei Seca para desfazerem evidências na área do acidente.

Isto só não foi possível porque moradores filmaram, fotografaram e impediram que o reboque da Lei Seca levasse o carro. Então senhor desembargador, Cláudio Tavares, está na cara que esse cidadão é um criminoso, ou melhor, agiu como um criminoso.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

AFRONTA! Seguranças de filho de Sérgio Cabral encaram policiais da Lei Seca para liberá-lo da fiscalização


Uma equipe da Operação Lei Seca no Rio se queixou da atitude de seguranças de um dos filhos do governador Sérgio Cabral, que tentaram escapar de ação da fiscalização na noite entre sexta-feira e sábado passado, em frente ao Jockey Clube, na Gávea. A escolta, formada por dois carros, ficou aborrecida com a abordagem feita a um terceiro carro, onde estava o filho de Cabral. Enquanto o motorista do Mitsubishi Pajero informava que levava o filho do governador, o jovem saltava do carro e entrava em outro veículo, deixando o local sem que o carro fosse vistoriado. Em seguida, surgiu um Citroen Pallas, também preto, de onde saiu o motorista, que se identificou como sendo o subtenente Daniel, chefe da segurança e exigindo que a equipe de seguranças tivessse tratamento diferenciado pela blitz.

Depois de ter sido informado por um sargento, da operação, que a abordagem tinha o objetivo de verificar as apenas as condições do motorista, o subtenente pediu os dados do policial, alertando-o que ele poderia se prejudicar. O sargento forneceu seus dados e não prosseguiu a fiscalização. Em seguida, os carros da segurança estacionaram em frente à operação, como forma de tentar intimidar os fiscais. Os seguranças então foram alertados que seriam multados se permanecessem no local. Eles obedeceram ao pedido feito pelos fiscais e tudo acabou em zero a zero.


O episódio foi um dos três casos que, segundo policiais da Lei Seca, prejudicaram a produvitidade da equipe naquela noite. Os outros foram a apreensão da carteira da atriz Dira Paes -- que se recusou a se submeter ao bafômetro -- e a atitude de debochada de três jovens que saíram do Jockey aparentemente bêbados. Eles se meteram no meio da blitz, fazendo baderna e derrubando cones e lanternas. Eles foram então conduzidos à 15ª DP (Gávea) pelos policiais da blitz. Lá foi feito um registro de "conduta inconveniente e atípica".

O Globo Online - Coluna Ancelmo Gois

quinta-feira, 29 de março de 2012

IMPUNIDADE S/A: Poder Judiciário livra da prisão motoristas embriagados que se recusam a fazer teste do bafômetro

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por 5 votos a 4, que imagens e relatos de testemunhas, incluindo o de policiais, não poderão mais ser aceitos para fundamentar processo criminal contra o motorista que dirige embriagado.

"A lei seca está enfraquecida, a não ser que a pessoa, com todo o respeito, seja muito otária e se submeta ao bafômetro", disse o promotor Evandro Gomes, um dos representantes do Ministério Público que cuidaram do caso.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Inacabado, Sambódromo é 'um pesadelo' de acessibilidade

Cadeirantes criticam prefeito Eduardo Paes e reclamam de suas dificuldades mesmo após a reforma do Sambódromo


RIO - Quando anunciou a remodelação do Sambódromo, o prefeito Eduardo Paes prometeu que as obras seriam completamente terminadas antes do carnaval deste ano. No entanto, o que se vê é um local repleto de improvisos que apresenta riscos para o público e torna muito difícil a vida de portadores de necessidades especiais, que não foram contemplados na reforma.

Feita às pressas, a reforma deixou marcas de descuido. Logo nas entradas, o piso é apenas de um cimento tosco e desnivelado, o que dificulta bastante o acesso de cadeirantes. Wellington do Espírito Santo, que trabalha em uma das campanhas de conscientização da Operação Lei Seca na Marquês de Sapucaí, relata as dificuldades que enfrenta:

"Está muito complicado. Aqui na entrada, se a gente esbarra em um desses buracos é tombo na certa. Também não vi nenhum banheiro químico adaptado, então se quisermos fazer nossas necessidades temos que ir até o setor 13, do outro lado da Avenida. É muito longe, fica difícil chegar até lá", explica.

E se já na entrada são notados problemas, no backstage da Sapucaí o problema continua. Há diversos degraus que impedem a passagem de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Além disso, o acesso a diversos espaços é feito exclusivamente por escadas.

Wellington define a situação em apenas uma frase: "Aqui é um pesadelo para nós cadeirantes", afirma.

Preparativos continuam durante os desfiles

Mesmo com o início dos desfiles do Grupo Especial, os operários continuam trabalhando. Em uma passarela improvisada que liga a entrada 2 à concenração, dois eletricistas estão terminando de instalar a iluminação do local. Segundo um deles, o trabalho não é um reparo emergencial:

"Não, está tudo certo. Estamos terminando aqui, já vai ficar tudo bonito!", explica o funcionário, que prefeiu não se identificar.

Nos banheiros, improviso também é visto

Até mesmo nos banheiros convencionais é possível notar problemas. Além do acabamento não concluído, o espaço é um desafio para os usuários. Nas cabines, não há suporte para papel higiênico, obrigando os usuários a pegarem o item no chão.

Já nas pias, a situação não é muito diferente. O sabonete está guardado em um recipiente improvisado, já que ainda não foram instaladas saboneteiras, e não hátoalhas de papel para secar as mãos.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil