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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jornal O Globo faz cobertura tendenciosa a favor do governo e tenta criminalizar as manifestações

O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Pois bem, aí eu pego o jornal O Globo e vejo na primeira página a manchete: "Sem controle. Em noite de conflitos, depredações e saques, Itamaraty e prefeitura do Rio são atacados". O Globo mostra o detalhe periférico do confronto envolvendo uma minoria de vândalos. É o detalhe do cara quebrando sinal de trânsito, saqueando loja, colocando fogo em carro etc. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resumiu a isto que eles estão mostrando.


Isso é uma distorção, uma manipulação dos fatos. Querer colocar o detalhe do confronto como uma manchete. Querer colocar a ação de uma minoria de vândalos como o fato sem controle é um absurdo. "Sem controle" o que O Globo? O que está "Sem controle"? O desejo de fazer ou cobrar uma mudança de um Estado que você mais apoia do que critica? De um sistema político que você mais apoia do que critica? 

A essência da relação da grande imprensa com o sistema político brasileiro é de parceria, de cumplicidade e de mútua conivência. É até uma relação de razoável proteção e blindagem. Quando a coisa começa a ferver, na mesma hora tem o espera aí e tal. Não é bem assim e tal. Entendeu? Acho que a tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo.

Na soma do caldeirão que sai de controle, você tem: Os marginais que não tem nada a ver com a manifestação, mas estão lá sempre. O radical que vai para o confronto por opção política, porque ele quer invadir o prédio, ele quer invadir o palácio. O radical que vandaliza por vandalizar e que se aproxima mais do criminoso do que o cara que tem uma ideologia. É o cara que quebra uma placa, às vezes, não é nem um criminoso, mas acha que isso é um ato político.

O radical também é um agente político, você pode não gostar dele, você pode combatê-lo politicamente, pode até usar a lei pra tentar enfrentá-lo. Mas ele é um ente do jogo e do espírito político. Igual ao conservador, igual a direita e igual a esquerda. Enfim, igual em tudo. 

Para não dizer que foi incompetência profissional, vou admitir que foi por falta de competência e de olhos para enxergar o que aconteceu. Competência e olhos que não faltaram ao jornal Extra na sua edição impecável de primeira página, que veio com a seguinte manchete: "Não foi passageiro. Um dia depois de governos no país inteiro baixarem o valor das passagens, manifestantes dão demonstração de força em cem cidades e acenam que os protestos com novas reivindicações devem prosseguir". Perfeito, sensacional, uma primeira página maravilhosa.


O Extra, feito pelo mesmo grupo editorial e empresarial, estampou na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações com texto e imagem perfeitos. Ele publicou corretamente o que foi a notícia. O fato desta massa na rua não ter uma lista de reivindicações com princípio, meio e fim não significa que o seu grito não seja decodificável. Que seu clamor não seja compreensível e traduzível.

Ninguém está contra a democracia. Ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí, não adianta a imprensa passar uma imagem esquizofrênica dos fatos com o intuito de proteger interesses promíscuos e escusos. Não é por aí. A tentativa de criminalizar o que está acontecendo é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo. Os jornais precisam ter mais cuidado pela forma como estão lidando com isso.

domingo, 21 de julho de 2013

Mais de 300 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio para exigir mais investimentos em saúde, educação, segurança e transporte

Mais um dia histórico e emblemático com milhares e milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Prefeitura do Rio. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Rio no dia 21/06. 


O Brasil reuniu manifestantes em mais de 100 cidades que tiveram protestos expressivos com milhares e milhares de pessoas. Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária por trás querendo se aproveitar da boa chama do povo na rua. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Graças a elas, tivemos a redução do preço das passagens de ônibus e de outros transportes em algumas cidades do país.

Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. Essa radicalização dos movimentos populares é por RESPEITO. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Aí, eu compro e comparo as edições dos jornais Extra e O Globo do dia 21/06. Ambos feitos pelo mesmo grupo editorial e empresarial. Enquanto o Extra estampa na primeira página o verdadeiro sentimento das manifestações, com texto e imagem perfeitos. O jornal O Globo mostra o detalhe periférico do confronto, envolvendo uma minoria radical de ATOS POLÍTICOS e de vândalos. Uma ideia de que tudo que aconteceu se resume a isto que eles estão mostrando. 


Lembrando que os ataques ao Itamaraty e à prefeitura do Rio são ATOS POLÍTICOS. A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário.

Estou muito orgulhoso. Este foi o momento que uma geração inteira despertou, foi para as ruas, rompeu a inércia, a acomodação, a alienação e a despolitização. Essa juventude foi mobilizada por sua própria iniciativa, seu próprio espírito de nacionalidade e civilidade. Aí, a sociedade inteira veio atrás.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 100 mil pessoas vão às ruas do Centro do Rio protestar contra o aumento da passagem de ônibus

Há um mês, o Rio de Janeiro viveu um dia histórico com milhares de pessoas que se concentraram inicialmente na Candelária e depois saíram em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. Hoje, como em poucas vezes, encho o peito pra dizer: Que orgulho de ser carioca! Que orgulho de ser brasileiro! Parabéns, cidade leal e heroica de São Sebastião por esse momento emblemático! Leal, pelos princípios que construíram essa cidade, aos valores que uniram este povo em torno de um ambiente coletivo e urbano que é motivo de alegria e orgulho pra todos nós. 


O Rio fez uma manifestação que se impôs pela coragem. O protesto foi pacífico porque a polícia foi pacífica, o Estado percebeu que não podia enfrentar porque pacífica ela sempre foi. A essência, a natureza, o propósito e o desejo dos manifestantes sempre foi esse. Houve um desequilíbrio aqui ou alí, pontualmente, como a depredação da Alerj e lojas saqueadas. Mas a essência, a espinha dorsal do que aconteceu no dia 17/06, estava na Av. Rio Branco, estava Cinelândia, estava na Candelária e estava na paz com que transcorreu essa manifestação para exigir RESPEITO. Basicamente e essencialmente RESPEITO. Um grupo grande e significativo que se mobilizou em prol da redução do preço das passagens de ônibus. 

Segundo um ex-funcionário do setor de transportes, as frotas de ônibus possuem planilhas que são verdadeiras caixas-pretas apresentadas como justificativas para a reivindicação de reajustes que são aceitos, historicamente, pelo poder público através do forte lobby que essas empresas têm junto às Câmaras de Vereadores. Lobbys mantidos por relações marcadas pela promiscuidade, pelo dinheiro, pelas doações de campanha, pelos subornos, pela grana por fora, pelas malas de dinheiro etc.

Várias coisas nessas planilhas são absolutamente derrubáveis. A reposição de peças, por exemplo, os empresários lançam custos de novas peças, quando fazem na verdade, apenas o recondicionamento e a revitalização das mesmas. Logo, este aumento no preço das passagens não se justifica porque o governo promoveu também a desoneração de impostos federais e uma série de vantagens concedidas às empresas de ônibus. Então, essa caixa-preta tem que ser aberta, a população não conhece em que bases são concedidos esses aumentos. Os empresários ficam com esse papo de inflação, mas o setor de transportes não viveu a inflação na mesma intensidade.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Não foi apenas por 20 centavos. A manifestação foi um sentimento geral de se querer RESPEITO, embora a reivindicação de um grupo fosse, predominantemente, a redução das tarifas. Esse foi um movimento embrião de tudo que vivemos no Brasil. Essa demanda por RESPEITO e por mudança de postura dos governantes, fez com que o Rio mostrasse esse exemplo de mobilização de massa.

Pobre país este em que o povo não protesta, em que as multidões só se reúnem pra cantar em shows, pro futebol, pra rezar em eventos, pra reivindicar direitos específicos como a Marcha da Maconha etc. De fato é uma vitória, mas é coisa de um segmento, de um grupo. Ainda que seja defensável, não é uma reivindicação geral, no sentido geral.

Mas no dia 17/06, esse povo todo da bíblia, do futebol e das reivindicações de grupo foi pra rua. Eles perceberam que há um sentimento em comum que une todos como povo e como sociedade. O sentimento de dizer aos governantes, ao Estado e à máquina pública que nós não queremos mais essa relação, esse tratamento desrespeitoso e essa afronta com que nos tratam o tempo todo nos hospitais, nas escolas, na falta de segurança, na corrupção etc. Bandeiras que foram colocadas no coração de todos os brasileiros. O Rio captou, sintetizou e expressou em um grito único.

Os ataques à Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foram lamentáveis no sentido de que não levará a nada esse tipo de ação. Mas quero deixar bem claro que entendo a razão dos ataques. A Alerj, assim como as casas parlamentares no Brasil, são a expressão de tudo que a população brasileira odeia. O que ela faz, a maneira como age, a maneira como se relaciona com a sociedade, a prepotência, a corrupção etc. Tudo isso está expresso naquele prédio. O que se atacou e se "vandalizou" foi o que a Alerj simboliza.

Manifestantes tentam invadir a Alerj

A radicalização dos movimentos populares é um ATO POLÍTICO, você pode ser a favor ou contra, mas ela é POLÍTICA. A Revolução Francesa se deu pela radicalização do movimento popular francês. A Revolução Soviética se deu pela radicalização do movimento popular soviético. A Revolução Cubana se deu pela radicalização do movimento popular cubano. Então, a radicalização dos movimentos populares é POLÍTICA, embora não estejamos num processo revolucionário. O que há aqui são manifestações pro cara não passar a mão na sua bunda, pra não roubar na sua cara, pro Renan Calheiros não escancarar a picaretagem dele e continuar sendo senador, pro Collor não voltar pra política. Entendeu?

O que está se pedindo aqui não é a mudança de regime e nem a queda do governo. O que está se dizendo ao governante, ao político e ao agente público é que ele ATUE MAIS, RESPEITE MAIS, ROUBE MENOS, PRODUZA MAIS e GANHE MENOS no sentido de acumular riqueza. Como é que pode, figuras que passaram a vida inteira na área pública serem milionários. Tem político que acumulou um patrimônio impressionante "trabalhando" a vida inteira na área pública. Como é que pode? Então, o que está se pedindo nas ruas do Brasil é RESPEITO. O povo cansou de ser desrespeitado, cansou de ser afrontado, cansou de ser violentado pela conduta dos governantes, dos políticos e dos agentes públicos de uma maneira geral.

A Alerj representa a política que está aí. A depredação é o que resta as pessoas pra que os políticos às ouçam. Mas essa gente é tão canalha, esses políticos são tão canalhas que são capazes de fazer de conta que não são com eles. Um exemplo disso aconteceu no dia seguinte aos protestos quando o presidente da Alerj, Paulo Melo, foi dar uma entrevista na porta da assembléia e bateu em retirada quando viu que a população estava começando a vaiar. 

Compreendo as razões que levaram alguns manifestantes a fazer o que fizeram na Alerj. Lamento profundamente que alguns marginais tenham se aproveitado desse momento para saquiar lojas e destruir negócios de outros trabalhadores.

Cerca de 100 mil manifestantes ocuparam toda a extensão da Av. Rio Branco

Um movimento sem rosto, sem líder e sem pauta específica. Mas unido por um sentimento, por um estado de espírito. Isso me parece até mais importante do que ter uma causa específica. Com todo respeito ao movimento dos caras-pintadas que deram início à remoção de toda quadrilha do Collor da Presidência da República. Mas os caras-pintadas integraram um movimento histórico de forças que caminhava na mesma direção. Todos queriam a queda do Collor.

A imprensa queria a queda do Collor. Os partidos queriam a queda do Collor. Grandes grupos políticos comprometidos com a corrupção também queriam a queda do Collor. Antônio Carlos Magalhães (ACM) queria a queda do Collor. Sarney queria a queda do Collor. A bandidagem política que não estava no esquemão do Collor também queria. Então, eu diria que o movimento dos caras-pintadas deu uma legitimidade de rua a um momento histórico que inevitavelmente aconteceria, mas que aconteceu num mesmo curso, na mesma direção de forças políticas.

Este movimento do dia 17/06/2013, não me parece tanto com o movimento dos caras-pintadas. Ele me pareceu mais com as manifestações de massa da Ditadura Militar, porque nestas manifestações  as pessoas tomaram porrada da polícia, foram reprimidas, foram tratadas de forma abominável pela grande imprensa como a Folha de S. Paulo, o Estadão, O Globo , a Veja etc. No começo chamavam os manifestantes de vândalos. A imprensa estava trabalhando na linha da criminalização do movimento, até o momento em que alguns repórteres foram atingidos por balas de borracha disparadas pela polícia. Depois disso, a cobertura dos fatos mudou. 

Enfim, essa manifestação de massa foi o ápice de uma sequência de pequenos protestos que começaram muito mais semelhante às manifestações realizadas pela juventude da Ditadura Militar, e que eram duramente reprimidas e criminalizadas pela imprensa. É notória a semelhança desse corte histórico. Vimos no dia 17/06, o que não víamos desde a Ditadura Militar, do ponto de vista do protesto de massa e de reação de massa. Hoje você tem mais que um nome, um lema ou uma palavra de ordem. Você tem um sentimento único, e esse sentimento é o RESPEITO. O recado das ruas aos políticos foi o seguinte: - Pare de passar a mão na minha bunda! Pare de cuspir na minha cara e achar que sou otário! Pare de pegar o meu imposto e fazer o que bem estende! 

Rio leva 100 mil pessoas às ruas

Se esses políticos canalhas perceberem que esse negócio de votar a cada 4 anos para mantê-los lá na ROUBALHEIRA e na SACANAGEM, não engana mais a gente. Se eles perceberem que esse é um povo que se aproximou um pouco do chileno, do argentino, do espanhol e do francês o negócio vai mudar. O povo na rua faz a realidade nua. Quando tivermos essa identidade de propósitos, vamos ocupar as ruas. Não o tempo todo e a vida inteira por qualquer coisa, porque nós precisamos que as cidades vivam e funcionem. O que muda a realidade é o povo roncando com bafo quente no cangote da CANALHA POLÍTICA, da CANALHA GOVERNAMENTAL. No cangote do Estado e de seus agentes, da repartição pública que não atende, não respeita e atrasa. Da justiça que não funciona, das suas Excelências com suas togas e seus carros oficiais. 

Essa gente tem que sentir esse BAFO NO CANGOTE do povo mais vezes para aprender a nos respeitar. Espero que esse movimento conquiste isso.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

DEUS É PAI: Adesão à Jornada Mundial da Juventude é baixa

“Até agora, cerca de 250 mil pessoas se cadastraram para participar do evento", diz colunista.
O número de jovens inscritos para a Jornada Mundial da Juventude com o papa Francisco, no Rio de Janeiro, está frustrando todas as expectativas e previsões. Começaram falando em milhões de pessoas e agora parece que são apenas 250 mil inscritos. Houve quem falasse em até 4 milhões de peregrinos!!!

Coluna Mônica Bergamo - Folha de S. Paulo

Lembrando que é a primeira viagem do primeiro papa de origem sul-americana ao maior país católico do mundo. Se um evento desse não reunir 2 ou 3 milhões de pessoas, terá sido um fracasso do ponto de vista da mobilização que ele próprio se propõe. Não estou aqui estabelecendo nenhuma comparação religiosa, por favor. Mas o bloco Suvaco do Cristo leva muito mais de 250 mil pessoas para as ruas. Vou repetir, será um fracasso do ponto de vista da mobilização e do apelo que o novo papa foi capaz de produzir.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

AFRONTA! Seguranças de filho de Sérgio Cabral encaram policiais da Lei Seca para liberá-lo da fiscalização


Uma equipe da Operação Lei Seca no Rio se queixou da atitude de seguranças de um dos filhos do governador Sérgio Cabral, que tentaram escapar de ação da fiscalização na noite entre sexta-feira e sábado passado, em frente ao Jockey Clube, na Gávea. A escolta, formada por dois carros, ficou aborrecida com a abordagem feita a um terceiro carro, onde estava o filho de Cabral. Enquanto o motorista do Mitsubishi Pajero informava que levava o filho do governador, o jovem saltava do carro e entrava em outro veículo, deixando o local sem que o carro fosse vistoriado. Em seguida, surgiu um Citroen Pallas, também preto, de onde saiu o motorista, que se identificou como sendo o subtenente Daniel, chefe da segurança e exigindo que a equipe de seguranças tivessse tratamento diferenciado pela blitz.

Depois de ter sido informado por um sargento, da operação, que a abordagem tinha o objetivo de verificar as apenas as condições do motorista, o subtenente pediu os dados do policial, alertando-o que ele poderia se prejudicar. O sargento forneceu seus dados e não prosseguiu a fiscalização. Em seguida, os carros da segurança estacionaram em frente à operação, como forma de tentar intimidar os fiscais. Os seguranças então foram alertados que seriam multados se permanecessem no local. Eles obedeceram ao pedido feito pelos fiscais e tudo acabou em zero a zero.


O episódio foi um dos três casos que, segundo policiais da Lei Seca, prejudicaram a produvitidade da equipe naquela noite. Os outros foram a apreensão da carteira da atriz Dira Paes -- que se recusou a se submeter ao bafômetro -- e a atitude de debochada de três jovens que saíram do Jockey aparentemente bêbados. Eles se meteram no meio da blitz, fazendo baderna e derrubando cones e lanternas. Eles foram então conduzidos à 15ª DP (Gávea) pelos policiais da blitz. Lá foi feito um registro de "conduta inconveniente e atípica".

O Globo Online - Coluna Ancelmo Gois

quinta-feira, 29 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Traficantes armados invadem quadra da Mangueira, cancelam reunião e impõem candidato único

                     
RIO - As eleições para a presidência da Mangueira colocaram a comunidade em estado de guerra. Nesta quarta-feira, às 16h50m, cinco homens armados com pistolas invadiram a quadra na Rua Visconde de Niterói e determinaram que o portão fosse fechado. O grupo subiu até o camarote e anunciou que Ivo Meirelles não era mais o presidente da escola. O tráfico também impôs o retorno de um carnavalesco campeão para a Verde e rosa.

A presença da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na Mangueira não impediu a ação. Em três dias, é o segundo ato de afronta ao projeto de pacificação das comunidades, já arranhado pela morte do líder comunitário Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, na Rocinha.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

sábado, 24 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Traficantes do Comando Vermelho invadem parte da Rocinha

A imprensa do Rio de Janeiro está sendo conivente com o governo Sérgio Cabral, está vendida e escondendo a verdade. Isso é um absurdo, para saber o que acontece aqui é preciso ler um jornal de outro Estado. 


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

24 HORAS: Governo Sérgio Cabral oficializa o "bico Jack Bauer" para 300 policiais militares

Em vez de pagar um salário digno aos PMs, governador do Rio obriga o servidor a trabalhar 24 horas sem direito a folga se quiser ganhar um pouco mais.


RIO - A partir de abril, 300 policiais militares passarão a trabalhar, no horário de folga, na SuperVia, concessionária que administra a malha ferroivária do Rio, através do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis). Os PMs vão atuar em 700 turnos mensais. O policial inserido no programa pode ganhar até R$ 2.100 a mais, caso trabalhe os 12 turnos de oito horas mensais permitidos. Convênios com o Metrô Rio, Cedae, Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Light e prefeitura de Macaé também serão implantados.

Atualmente, 1.220 PMs trabalham na segurança da prefeitura do Rio de Janeiro e mais 494 atuam na prefeitura de Queimados, na baixada Fluminense. O policial que entra para o Proeis trabalha em seus dias de folga, com direitos garantidos e carga horária que não compromete o trabalho no batalhão onde é lotado.

Para o gestor do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes Júnior, a inclusão de policiais em ações de ordem pública, por exemplo, é um meio eficaz de redução da criminalidade e de aumento da sensação de segurança.– O PM de folga estará em uma atividade legal e com uma gratificação melhor do que em serviços não autorizados. A população verá um policial fardado e equipado pela corporação para atuar ali – explicou.


Policial deve atender a requisitos para ingressar no programa

Para integrar o Proeis, o PM tem que ter sido submetido e aprovado, para o respectivo período, no TAM (Teste de Avaliação Médica) e no TAF (Teste de Aptidão Física), conforme as normas em vigor na corporação. Ele também deve ter concluído o curso de formação ou aperfeiçoamento exigível para o exercício das funções relacionadas aos seus círculos hierárquicos; estar lotado e emefetivo exercício na PM; se for praça, ter, no mínimo, a chancela de "bom comportamento" em sua ficha; não estar respondendo a processos ou sindicâncias administrativas e estar na condição de “apto categoria A”.


A DITADURA CABRAL: Governo Sérgio Cabral expulsa 11 Policiais Militares que participaram da greve

Mesmo recebendo o pior salário do Brasil, servidores públicos do Rio de Janeiro foram expulsos por reivindicar remunerações mais justas.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

segunda-feira, 19 de março de 2012

A DITADURA CABRAL: Cabo Daciolo e mais 12 bombeiros grevistas são expulsos da corporação

Gravações fornecidas pelo governo da Bahia com exclusividade à Rede Globo e editadas pelo Jornal Nacional são as únicas provas contra o líder do movimento grevista no Rio. As quais Daciolo não incita a violência como faz o líder grevista na Bahia, e sim tenta mobilizar bombeiros de outros Estados. Me parece que esta foi mais uma manipulação maquiavélica das Organizações Globo com o intuito de favorecer o governador do Rio, Sérgio Cabral. Por que este material público foi entregue apenas para a Vênus Prateada e só depois de ter sido veiculado foi distribuído para as demais emissoras? Que relação é essa entre o Estado e a Globo?

O Dia Online


RIO - Treze bombeiros que participaram do movimento grevista desde o ano passado, quando houve a invasão do quartel-general, no Centro, foram expulsos da corporação. No grupo, está o cabo Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, considerado um dos líderes. Ele foi flagrado em escutas telefônicas articulando uma paralisação nacional dos servidores de segurança pública durante o Carnaval.

A decisão do Conselho de Disciplina ao qual eles foram submetidos foi publicada nesta segunda no Boletim Interno do o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

Os militares foram considerados ‘culpados por articulação em manifestações decaráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de bombeiro-militar’, diz a decisão.
Além de Daciolo, foram expulsos os cabos Alexandre Salvador de Azevedo, Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior, Andrei Carlos Azevedo dos Santos eAdhemar de Queiroz Balthar Junior.

Os outros excluídos: terceiros-sargentos Heraldo Correia Vieira, Alexandre Gomes Matias, Wallace Rodrigues Chaves, Harrua Leal Ayres, André Manoel Pontes Matos; os segundo-sargentos Daniel Alves dos Santos, Paulo Edson de Campos do Nascimento, e o subtenente Valdelei Duarte. A defesa dos militares disse que vai recorrer.

“Incrivelmente, eu e a família do meu cliente fomos informados da decisão pela imprensa. Tomaremos as medidas necessárias e entraremos com recursos”, disse a advogada de Benevenuto Daciolo, Grace Martins."


Confira abaixo a lista dos bombeiros expulsos:

1 - CB BM Alexandre Salvador de Azevedo
2 - CB BM Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior
3 - CB BM Andrei Carlos Azevedo dos Santos
4 - CB BM Adhemar de Queiroz Balthar Junior
5 – CB BM Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos
6 - 3º SGT BM Heraldo Correia Vieira
7 - 3º SGT BM Alexandre Gomes Matias
8 – 3o SGT BM Wallace Rodrigues Chaves
9 - 3º SGT BM Harrua Leal Ayres
10 - 3o SGT BM André Manoel Pontes Matos
11 - 2º SGT BM Daniel Alves dos Santos
12 - 2º SGT BM Paulo Edson de Campos do Nascimento
13 - Subtenente BM Valdelei Duarte

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

A DITADURA CABRAL: Depois da greve, "governador" do Rio faz um ano de transferências no Bope em um só dia


RIO - Em um único dia de transferências de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para outras unidades, a Polícia Militar atingiu a mesma quantidade de remanejamentos feitos durante todo o ano de 2011. As saídas em massa ocorreram em 6 de março, quando foram publicados no boletim interno da PM os nomes de 32 caveiras — 22 deles transferidos para batalhões no interior, a até 300 quilômetros da capital.

O aumento sistemático de transferências ocorreu entre 14 de fevereiro e a última quinta-feira. Nesse intervalo, 69 policiais com cursos em ações de combate, tiro de precisão e resgate de reféns deixaram a tropa de elite para trabalhar em batalhões comuns.

As saídas se intensificaram cinco dias após a manifestação na Cinelândia, no Centro do Rio, que deu início à greve das polícias. Na ocasião, a equipe Bravo foi chamada pelo comando-geral da PM para reprimir a manifestação. Mas os caveiras se negaram a cumprir a ordem. De lá para cá, os policiais que estavam de plantão começaram a deixar o Bope.

Mudanças para longe

A equipe Bravo começou a ser dizimada. E os seus integrantes, mandados para batalhões distantes. É a chamada "punição geográfica", feita com transferências distantes como forma de penalizar servidores que participam de movimentos favoráveis a greves. Em 2011, todos os policiais que deixaram o Bope se dividiram entre batalhões na região metropolitana e unidades administrativas. Apenas dois foram para a Baixada.

Este ano, do total de transferidos após a greve, 38 foram obrigados a deixar o Rio. Dezesseis foram para batalhões na Baixada e dois foram para o 35º BPM (Itaboraí). No boletim de 6 de março, 22 policiais foram remanejados para batalhões distantes, como o 8º BPM (Campos dos Goytacazes) e o 32º BPM (Macaé). Sem a gratificação de R$ 1,5 mil paga a PMs do Bope, alguns transferidos foram obrigados a dividir os gastos com gasolina, para economizar em passagens de ônibus.

— Se não fizermos isso, vamos trabalhar apenas para pagar passagem — disse um policial, que não se identificou.

Com 69 transferências em apenas 30 dias, registradas até a última quinta-feira, foram mais de dois policiais do Bope remanejados por dia no período. Por dia, a média é mais de 25 vezes maior frente ao ano passado. As transferências repentinas deixaram um buraco na tropa, composta por cerca de 400 homens, de acordo com o site da PM. Com as transferências, o Bope perdeu 17,25% do efetivo.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

A DITADURA CABRAL: “Caveiras” que pararam em greve são banidos do Bope até o fim da carreira


RIO - A PM afastou do Bope, até o fim da carreira, os 51 integrantes de sua Companhia Bravo, por terem se rebelado e se recusado a cumprir ordem de ir ao Quartel-General, aderindo à paralisação dos policiais militares, em 10 de fevereiro. A Bravo é uma das quatro companhias operacionais da unidade de elite da corporação, que atualmente tem cerca de 400 homens.

Foi considerada grave quebra de confiança, porque o policial do Bope não pode ser recusar a cumprir missão. Daí o castigo de nunca mais poder ser da unidade de Operações Especiais, considerado o pior possivel, aos olhos dos "caveiras".

Todos os policiais transferidos do Bope vão perder a gratificação da unidade, de R$ 1.500 e – o pior, na opinião dos “caveiras” – ficarão fora do Bope até o fim da carreira, como exemplo para a tropa. O afastamento eterno da unidade de operações especiais - uma espécie de "irmandade", com seus códigos próprios e camaradagem - é visto como um exílio dentro da corporação.

O Bope e o Choque são as tropas de reserva do Comando-Geral da PM e, portanto, consideradas unidades de confiança da chefia. A recusa à ordem de se apresentar ao QG, foi considerada pela PM um ato deinsubordinação, daí a punição dura.

Como o Bope é referência para os policiais, qualquer ação de seus membros tem grande repercussão sobre os colegas. A intenção é que a sanção sirva como exemplo para todos os policiais e para os oficiais jovens, a fim de desencorajar novas ações grevistas.

A determinação foi passada à equipe de plantão pelo comando da unidade, na noite em que PMs e bombeiros estavam reunidos na Cinelândia para declarar greve, que se iniciaria à meia-noite. A companhia se recusou a sair do quartel, em Laranjeiras.

De acordo com os policiais, eles não concordavam em reprimir os colegas de farda, pleiteando aumento salarial. Eles justificam que queriam evitar afrontar os outros PMs e parecer estar contra eles e provocar, talvez, confusão.

Duas horas de discussões em tom duro, gritos e ameaças de punição

Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.

Perder uma equipe experiente, cortando na própria carne, está sendo traumático para o Bope. Os PMs afastados tinham anos de Bope e estiveram envolvidos em praticamente todas as grandes ações da unidade de elite. A ideia da PM é que “ninguém é insubstituível”.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

terça-feira, 13 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: O cobertor curto das UPPs


Coluna do jornal Metro

CARA DE PAU: Governo Sérgio Cabral ignora a fé pública do cidadão e diz que não há migração de bandidos para Niterói

— Então "governador", para onde foram os traficantes que fugiram das áreas pacificadas? Sumiram, viraram trabalhadores honestos. Por acaso, o senhor é o mágico Mister M? 

Imagem: Reprodução / O Dia Online

A FARSA DAS UPPs: Moradores de Niterói fazem protesto por causa da migração de bandidos do Rio. E aí, Sérgio Cabral?

Com o intuito de esconder a verdade, Organizações Globo realizam uma cobertura tendenciosa dos fatos a favor do Governo do Estado e se negam a relacionar a instalação das UPPs no Rio com o aumento da violência em municípios vizinhos



RIO - Com faixas, cartazes e ao som do hino nacional e canções de Gonzaguinha e Geraldo Vandré, cerca de mil moradores participaram, na manhã deste domingo, de um protesto pedindo por segurança em São Francisco, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O bairro que fica na região oceânica tem registrado aumento de assaltos e violência nos últimos meses - que seria resultado da migração de criminosos depois da instalação de Unidades de Polícia Pacificadora no Rio.


Adultos, idosos, muitos pais acompanhados dos filhos caminharam pelas ruas de forma pacífica. Eles traziam cartazes com frases de indignação como: "Exigimos ter de volta o direito de caminhar pelas ruas da cidade sem medo e insegurança"; "Os ladrões já estão 'de saco cheio' dos nossos pertences e nós também já estamos cansados de sermos roubados".

"Eu estou com mais de 900 assinaturas colhidas durante o protesto. Vamos pedir às autoridades a volta do policiamento ostensivo, das cabines policiais que foram todas desativadas e do policiamento comunitário", disse o professor Luiz Gonzaga Machado, 71, um dos participantes do ato.

O protesto foi promovido pelo grupo SOS São Francisco, que convocou os moradores pelo Facebook. A passeata começou por volta das 10h30 e terminou no início da tarde. O grupo do SOS São Francisco no Facebook conta com 2.794 membros. À tarde, os participantes postaram mensagens parabenizando a todos pelo "sucesso" do protesto.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

sábado, 10 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Bandidos expulsos por UPPs no Rio aterrorizam moradores de Niterói

Política irresponsável de segurança pública do governo do Rio não pára de fazer vítimas no Estado. Sérgio Cabral e Beltrame estão apenas mudando a violência de lugar 


Sérgio Cabral MENTE outra vez e UPP da Rocinha só será instalada no fim de 2012

Em novembro, governador prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre deste ano


RIO - A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, maior favela do Brasil, inicialmente anunciada pelo governador Sérgio Cabral para março e, depois, adiada para junho de 2012, só será implantada no último trimestre do ano.

Depois da tomada e ocupação da favela na zona sul com o Bope, em novembro, o Batalhão de Choque é o responsável por patrulhar a comunidade atualmente. Ainda não há previsão exata da chegada da UPP no local, mas deve ocorrer em dezembro, quando se formará turma de 1.500 novos soldados.

Em novembro, o governador Sérgio Cabral prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, “concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre de 2012, ou no máximo, entre março e abril”. Em janeiro, anunciou a unidade para junho, antes da UPP do Alemão. Isso não vai acontecer.

O Exército já avisou que não quer ficar no local após junho. Assim, a necessária implantação do sistema de UPPs nos complexos do Alemão/Penha é um importante complicador, uma vez que vai requerer até 2 mil PMs.

Após incidentes como roubos e assassinatos, a PM reforçou a segurança, com motos, policiais femininos a pé e pessoal a cavalo.

A dificuldade em recrutar e formar novos policiais militares continua a ser o calcanhar-de-aquiles da principal política de segurança pública do governo Sérgio Cabral, apesar de a PM ter feito mudanças para acelerar a seleção e o treinamentocom esse fim.

Exército vai sair do Alemão em junho

A implantação das UPPs no Complexo do Alemão, provisoriamente ocupado pela Força de Pacificação do Exército, também já foi adiada pelo mesmo motivo, mas será implantada em definitivo em junho, até por pressão castrense.

A prorrogação do acordo com o Exército foi imposta a contragosto aos militares e até ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que reclamam que a missão de ocupação permanente não cabe à Força terrestre. A Força de Pacificação já está lá desde novembro de 2010.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo