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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Moradores acusam Polícia Militar pela morte de trabalhador em Duque de Caxias

O problema não é um 'FATO ISOLADO', como gostam de dizer as autoridades policiais, mas sim a REGULARIDADE com que esses 'FATOS ISOLADOS' acontecem e o fator de risco que está incorporado nas ações da PM. Essas políticas de segurança são implantadas porque a mãe de algum responsável não está presente no local das operações. É preciso mudar a forma de se fazer essas operações de rotina. Cadê o setor de inteligência da PM? Se sempre há mortes de inocentes, eu pergunto: Por que não mudar beltrame? Não é preciso ser nenhum gênio pra fazer isso.

Extra Online

Polícia divulga imagens do FDP suspeito de estuprar mulher na estação do metrô do Rio

Por que a imagem do estuprador levou 3 meses pra ser divulgada pela polícia? Segundo o setor de 'inteligência' da polícia, as imagens não foram divulgadas para manter o sigilo da investigação. QUE SIGILO! É MENTIRA! É IDIOTICE! Tanto é que não teve investigação eficaz nenhuma, não pegaram o cara e ele continuou solto fazendo outras vítimas.
Agora, por exemplo, o que fizeram as autoridade norte-americanas no atentado de Boston 24 horas depois? Botaram as imagens dos suspeitos na boca do sapo!

Extra Online

O que faz uma autoridade que quer capturar um criminoso cuja foto ela tem? Divulga essa foto para a maior quantidade de gente possível, o mais rápido possível pra não dar tempo pro cara fugir. É assim que funciona. Não entendi até agora esse procedimento duvidoso da polícia do Rio. Já tivemos outros episódios nos quais foram adotados os mesmos procedimentos de divulgação das imagens. Não entendo porque, nesse caso, demorou tanto.

Isso é mais uma demostração do quanto é importante que você não compactue pelo silêncio, pela omissão com os crimes que presencia. Pode ser um grande crime ou um pequeno crime. Se for um crime que ameaça a coletividade; DENUNCIE!!! PONHA A BOCA NO TROMBONE!!! Ligue pra quem você achar que deve ligar!!!

Quer ligar pra Band? Liga pra Band! Quer ligar pra Globo? Liga pra Globo! Quer ligar pra CBN? Liga pra CBN! Quer ligar pra Transamérica? Liga pra Transamérica! Enfim, não importa pra qual emissora de rádio, TV ou jornal você vai ligar. O importante é que você ligue. Faça isso!!! Não deixe de procurar uma maneira de tornar público o seu caso ou o crime presenciado por você. Preserve a sua identidade e opte pelo anonimato. Se as autoridade não resolverem o seu caso, ligue pra quem você achar que deve ligar!!!

Blitz caça-níquel da Polícia Militar deixa trânsito lento na Linha Vermelha

TUDO ENGARRAFADO!!! Diz pra mim, qual é o sentido da polícia submeter o trabalhador e os motoristas de carros, de caminhões, de ônibus e de táxis a esse tipo de PALHAÇADA. Houve algum crime na região? Gostaria de saber do batalhão responsável o seguinte: Qual é o motivo de se fazer uma retenção do trânsito? Pra quê? Pra mostrar que existe? Pra fingir que estão trabalhando? Qual é o resultado prático desse tipo de política de retenção de tráfego nas estatísticas de criminalidade?

Imagem: Reprodução / Extra Online

É aquela velha história da blitz de uma viatura e dois "barrigudinhos" naquele 'mocó', parando os carros com aquela cara de que "somos autoridade" e tal. E aí, engarrafa o trânsito! Pra quê? Não tem sentido! Esses caras são uns gaiatos! São uns artistas!!! Gostaria de saber se a blitz caça-níquel está incluída no trabalho de inteligência da PM?

Alô, batalhão! Manda esses caras que estão coçando o saco e tomando dinheiro dos outros, correrem atrás de bandidos, em vez de ficar fazendo essas PALHAÇADAS de BLITZ para engarrafar o trânsito. Alô, PM! Façam aquilo que nos interessa e que interessa a sociedade!!!


CADÊ A UPP: Médicos da UPA no Complexo do Alemão pedem demissão por causa de agressões incentivadas por traficantes

Não tenho nada contra o projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.

Imagem: ReproduçãoO Dia Online

CADÊ A UPP: O medo volta a reinar no Complexo do Alemão

Seria um retrocesso da UPP? Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? Já que a sua razão de ser e de existir é a tomada do território pelas forças do Estado.

Imagem: Reprodução / Revista Veja.com

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre. É uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço?

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana e tiroteio em eventos. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.

CADÊ A UPP: Tiroteio atrasa Corrida da Paz e assusta corredores no Complexo do Alemão

Uma coisa é você estar na maratona de Boston e dois facínoras que você jamais poderia imaginar que alí estariam, com bombas caseiras dentro de panelas de pressão, pudessem matar civis inocentes em nome de sua loucura. Você pode dizer que um atentado como o de Boston era absolutamente imprevisível, assim como todo atentado terrorista.

Agora, pode se dizer o mesmo desse ataque da bandidagem no Complexo do Alemão? Pode se dizer que era imprevisível? Se não era, me desculpe. Se você tem um ambiente onde a bandidagem ainda está presente e que tem a cultura de agir da forma como agiu. Essa corrida foi uma TEMERIDADE!!!

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

No caso do atentado de Boston, poderíamos dizer que ninguém poderia imaginar que haveria um atentado naquele dia. Mas, diante dos acontecimentos recentes de violência no Alemão, o governador Sérgio Cabral e secretário José Mariano Beltrame não poderiam ter permitido a realização da corrida com a bandidagem em estado de excitação, como pareceu estar dois dias antes do evento. Os traficantes mandaram fechar o comércio e os bandidos ficaram exibindo armamentos pesados nas ruas em plena luz do dia. 

O intuito dos tiros disparados pelos bandidos foi dizer o seguinte: "Aqui estamos. Fechamos o comércio esta semana e estamos dando tiro pro alto, mas poderíamos disparar contra todos que estavam lá em baixo."

Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!

Aí, a autoridade faz o quê? Põe civis em risco pra mostrar que ela não dá moleza!!! Ora, se o cara atirou pra cima, ele poderia ter atirado pra baixo!!! E aí, a autoridade coloca civis pra fazer uma Corrida da Paz!!! Se tinha bandido dando tiro alí, pelo amor de Deus, não podia ter o evento. Será que foi um ato correto, equilibrado, sensato e sereno a confirmação da corrida diante dos indicadores ocorridos durante a semana como o fechamento do comércio e tudo mais. 

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe e se coloque gente em risco sem ter um aparato de segurança adequado. Porque se tivesse, os bandidos não estavam dando essa demonstração de presença territorial que deram.

CADÊ A UPP: Comércio em favelas do Alemão e Vila Cruzeiro amanhece fechado por ordem de traficantes

Seria o fracasso das UPPs? Até onde eu sei, a presença armada e ostensiva da bandidagem em áreas dominadas por grupos de traficantes, se dava em função para evitar a tomada desses pontos por quadrilhas rivais. E não propriamente estar alí para enfrentar a polícia. Não creio que seja uma presença armada para um conflito policial do tipo: "Tô aqui, não vem não!"

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo
O comércio de drogas está presente em todo país e em todo mundo. Talvez nem tão visível e não em tantos pontos como antes, mas se você quiser comprar qualquer droga possível e imaginável no Leblon, na Tijuca, em Ipanema, em Copacabana, em Nova York ou em Paris você vai comprar. O comércio de drogas existe e está presente de alguma maneira em todo lugar.

Agora, quando você diz que além do comércio de drogas no Complexo do Alemão - uma região contemplada com UPPs - já se vê de forma ostensiva a presença aberta de homens armados. Aí meu amigo, eu tenho a sensação de que é um fracasso, um retrocesso da UPP.

Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? - Já que a razão de ser e de existir da UPP é a tomada do território pelas forças do Estado e seus serviços.

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre, é uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço? Essa presença armada da bandidagem nas ruas, dá ao cidadão a percepção de que a ameaça do bandido é real.

Se um traficante começa a andar nas ruas com uma metralhadora no peito, com uma pistola cromada na mão e uma galera atrás armada até os dentes dizendo: "Fecha o comércio!" - Eu não só fecho, como me borro todo!!!

CADÊ A UPP: Roubos crescem em bairros com favelas pacificadas no Rio de Janeiro

Esse é o retrato 3x4 das UPPs. A criminalidade e a violência no Rio são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar. É necessário repensar essa questão. 
Quero me dirigir agora aos chefes de reportagem e editores-chefe dos jornais fluminenses: Por que só a imprensa de São Paulo expõe as vísceras do Rio? Por que a imprensa carioca não faz isso com a mesma frequência?

Folha de S. Paulo

UPPs fazem tráfico migrar do Rio para a Baixada Fluminense

Não sou contra o projeto das UPPs, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para essa realidade da migração e faça de conta que ela não existe. As UPPs não resolveram o problema da violência, ela apenas mudou de endereço. 
É uma ilusão achar que as notícias de violência fora das áreas de cobertura das UPPs não vão repercutir internacionalmente de forma negativa. Não adianta, a notícia será a violência na cidade que vai sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016.



Quero me dirigir agora aos chefes de reportagem e editores-chefe dos jornais fluminenses: Por que só a imprensa de São Paulo expõe as vísceras do Rio? Por que a imprensa carioca não faz isso?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Operação que matou traficante Matemático é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil por ter colocado moradores em risco

Esse Matemático era um criminoso muito procurado, perigoso e assassino. Um meliante da pior espécie. No que diz respeito ao resultado da operação, gostaria de parabenizar os policiais da CORE e dizer o seguinte: É menos um vagabundo pra fazer barbaridades com pessoas inocentes que cruzam o seu caminho. Já foi tarde. Espero que esteja cuidando da contabilidade do Capeta lá no quinto dos infernos. Então, o resultado é positivo pela eliminação do canalha. A polícia está de parabéns porque conseguiu alcançar seu objetivo. Agora, vire a página e vamos analisar.

Extra Online

Não tem cabimento, de forma alguma, que uma autoridade policial abra fogo pra atingir o objetivo de alvejar um bandido, se essa atitude coloca em risco a minha família. Uma operação de helicóptero, àquela altura e considerando que os bandidos não estavam disparando do carro em direção ao helicóptero. Não tem cabimento que centenas de tiros sejam disparados por uma aeronave em movimento a uma altitude de sei lá quantos metros, com a possibilidade de não acertar o alvo. Porque ninguém consegue acertar um alvo a 100 metros em movimento. Por mais habilidoso que seja o piloto, o atirador vai balançar e trepidar dentro do helicóptero, dificultando muito o acerto do alvo. É quase uma fatalidade.

É uma operação de altíssimo risco. Me desculpe, mas nessas condições não dá pra ficar dizendo "dá, dá, dá tiro", "mete o dedo", "manda bala". Sabe porque? Porque do lado estão casas de pessoas que não se chamam Matemático. São crianças, mulheres grávidas, idosos e trabalhadores que estão morando alí. 

Então, uma operação policial não pode ignorar que o seu objetivo maior é preservar a vida dos cidadãos de bem. O segundo objetivo, a vida dos agentes públicos. Há um absurdo óbvio na natureza da operação que é sistemático na polícia brasileira. O desapreço e o desprezo pelos civis que possam estar na linha de tiro. A prova desse desprezo é a quantidade inumerável  de pessoas mortas em tiroteios da polícia com bandidos. É a quantidade de reféns mortos pela polícia em perseguições a bandidos.

Desde quando, bandido com refém pode levar tiro? Se levar, é claro que pode matar o refém. Assim como, é claro que esta operação que matou o Matemático poderia ter matado muita gente inocente na comunidade onde se deu o episódio cinematográfico. Poderia ter matado seu filho ou sua filha. Então nesse sentido, a gente não deve aprovar ou aplaudir essa operação da polícia.

Veja bem, não estou discutindo sobre o prisma dos direitos humanos do Matemático e da bandidagem que estava com ele. Eu quero que eles se lasquem. Estou falando dos direitos de quem está no bairro, de quem está na calçada. Como é que um policial manda bala assim? O fato é que essa conta não fecha pro pai da criança possivelmente atingida, não fecha pro filho órfão, não fecha pra viúva, não fecha pra grávida que teve a barriga perfurada, não fecha pro idoso que queria viver apenas em paz. 

Essa conta fecha quando a gente não leva o tiro, mas quando quem leva o tiro são os outros, a gente começa a falar que a polícia agiu bem. Lamentavelmente ela não agiu a despeito do resultado objetivo da operação ter sido a morte de um facínora. Infelizmente é um problema de cultura policial.

Tiroteios entre policiais e bandidos deixam cinco mortos no Rio

Essa cultura das polícias brasileiras de não levarem em conta a figura do civil é uma coisa absurda. Eles saem mandando bala e não querem nem saber. Policial que se depara com um bandido no meio da multidão de civis inocentes, não pode reagir da mesma forma quando se depara apenas com o bandido sozinho. O policial do Rio ignora a premissa de sua profissão que é a de proteger a vida. A PM ATIRA SEM PENSAR!!! Enquanto um figurão da política brasileira não sofrer as consequências destas ações inconsequentes, NADA VAI MUDAR e as mortes vão continuar acontecendo. Porque segundo a PM, faz parte do risco!!!

Revista VEJA.com

Não estou falando dos policiais bandidos que matam. Estou falando dos policiais de boa índole que matam por acidente de trabalho. Mas se este acidente acontece frequentemente, é notório que há um erro de procedimento nestas ações. Aí, eu te pergunto: Cadê o treinamento desses policiais? Será que estão sendo realmente bem preparados para enfrentar a criminalidade nas ruas do Rio?

Quero me dirigir ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de segurança José Mariano Beltrame e dizer o seguinte: Vocês são uns BANANAS!!! É isso mesmo. Vocês são uns BANANAS!!! Se fosse a MÃE desses BANANAS, eu gostaria de saber o que iria acontecer.

O fato é que civis inocentes estão virando adubo todos os dias no Rio. Civil não vale nada. Refém não vale nada. O negócio é mandar bala. Essa lógica irracional e irresponsável tem que acabar na polícia do Rio.

Comunidade Cerro-Corá é ocupada para instalação da 33ª UPP

Segundo o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, a nova unidade será implantada em até 30 dias. Com isso, formou-se o chamado cinturão de segurança voltado para as áreas que vão sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Levando assim insegurança para a zona oeste e baixada fluminense que ficam fora da cobertura das UPPs. É claro e notório que houve migração de bandidos com a instalação das UPPs nas comunidades dominadas pelo tráfico. Um exemplo disso foi Niterói, em que o próprio Beltrame, depois de muito negar, não só admitiu como também providenciou reforço policial para a cidade vizinha.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

É preciso utilizar a inteligência para melhorar a politica de segurança pública em todo estado e não só em algumas regiões. Porque não vai dar pra colocar uma UPP em cada comunidade do Rio. A criminalidade e a violência são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar.

O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.

É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.

Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.

Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite  que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.

Desembargador Siro Darlan manda soltar bandidos de alta periculosidade que invadiram Hotel Intercontinental em 2010

Numa atitude irresponsável ele devolveu às ruas bandidos perigosos que foram presos após invadirem hotel de luxo em São Conrado. Meu caro magistrado, irresponsabilidade não é ilegalidade, não é sequer uma informalidade. A pessoa pode estar dentro da mais absoluta legalidade e cometer uma grande irresponsabilidade. E foi absolutamente isso que o senhor fez.
Excelência, saia da soberba, saia do Olimpo e desça ao nível da Terra em que vivem e trabalham os cidadãos que lhe pagam o salário.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

O magistrado Siro Darlan, reagindo de forma irresponsável à irresponsabilidade do Ministério Público do Rio que também não cumpriu o seu papel, a sua obrigação de dar ao inquérito o andamento que deveria dar, propiciou ao desembargador Siro Darlan, de responsabilidade equivalente, botar na rua uma quadrilha de bandidos da mais alta periculosidade.

O que mais precisaria ser invadido pra que o Ministério Público e o Tribunal do Justiça do Rio entendessem que a sociedade está sendo ameaçada pelos integrantes dessa quadrilha? Invadir um hotel com fuzis, fazer reféns para ajudar na operação de fuga de um traficante. Se isso não configura uma ameaça constate, eu não sei o que mais eles deveriam ter feito para continuarem presos.

Ah, mas o Ministério Público não me entregou um carimbo. Bom, um Ministério Público que sabe cuidar muito bem de suas prerrogativas, que sabe bater com muita força no peito pra gritar palavras de ordem, que sabe exigir suas mordomias, como muito bem as preserva e ostenta que tem lá seus aparatos e seu corporativismo e tal. Esse Ministério Público omitiu-se  irresponsavelmente e criminosamente na condução desse caso ao não entregar o papelzinho carimbado na folha três do processo. Por falta disso, o desembargador Siro Darlan equiparou-se à irresponsabilidade do Ministério Público e botou na rua os bandidos.

E agora estão os dois lados, Siro Darlan e Ministério Público, brigando através da imprensa pra saber qual é o irresponsável da vez. O Ministério Público exige que Darlan revogue o ato de liberdade concedido aos criminosos. E Darlan argumenta que não pode revogar porque faltam formalidades no processo. Como se não dependesse mais deles. "Olha que bonitinho!!!". Parece até que estamos diante de uma simples decisão burocrática pra voltar a prender os marginais.

Agora, não é o senhor Siro Darlan quem vai subir o morro para prender os bandidos de novo, nem o chefe do Ministério Público. Estes senhores continuarão em seus salões refrigerados com suas imunidades, suas garantias, suas inviolabilidades, suas independências e tal. Quem vai subir o morro é um soldado da polícia militar, um agente da polícia civil ou um sargento que ganha muito menos que os senhores pra botar a cara na reta e prender criminosos que já tinham sido presos.

Agindo dessa forma irresponsável, Vossas Excelências colocam em risco, mais uma vez, a vida de inocentes em um possível confronto armado entre policiais e bandidos nas ruas do Rio. Fico perplexo com isso e espero que suas Excelências entendam o meu comentário não como um ato de desrespeito. Porque é muito comum que as autoridades brasileiras, CHEIAS DE NÃO ME TOQUE, reajam sentindo-se ofendidas quando alguém diz o seguinte: Oh, o senhor incorreu num ato de irresponsabilidade. O senhor foi irresponsável para comigo, minha família e os demais cidadãos do Rio. Foi irresponsável para com os policiais que prenderam esses bandidos.

Gostaria de saber o seguinte: O que faltava nos autos do processo pra saber que esses bandidos representam um perigo à sociedade, Dr. Siro? O que esses marginais tinham que fazer de mais grave pra ficarem presos? Agora, ficam o chefe do Ministério Público e o desembargador Siro Darlan jogando xadrez com o destino dos outros.

Operação Compadre da Corregedoria da PM prende 53 bandidos fardados que extorquiam trabalhadores no Rio

Parabéns a Corregedoria da Polícia Militar pelo empenho demonstrado em combater a corrupção, a bandalheira e as máfias instaladas dentro da PM e da Polícia Civil. Já tivemos várias operações da Corregedoria do Rio. Ela tem atuado em escala com provas, gravações de vídeos, flagrantes e tudo mais.
As atitudes das autoridades policiais são muito suspeitas. Não tem como 53 praças de um mesmo batalhão participarem de um ato sistemático desses, sem que a oficialidade do batalhão não soubesse. Eles instituíram uma espécie de organização com fluxo de caixa, rotina, horários e hierarquias.

Imagem: Reprodução / Revista Época

Eles extorquiam cerca de R$ 40 reais por dia de cada ambulante, comerciante, moto-taxista e por aí vai. Era uma máquina de fazer dinheiro. O grau de corrupção infiltrado na tropa da PM do Rio é assustador. Agora, na fase de julgamento dos réus, os processos serão dificílimo porque os advogados conseguem revogar expulsões. Já houve casos em que policiais militares foram expulsos, por crimes do mesmo gênero, e conseguiram regressar ao cargo. Enfim, são crimes que deveriam tramitar mais rápido para que a sociedade possa ter uma satisfação.

Vale lembrar que essa operação se deu após denúncias anônimas feitas através do telefone 3399-2140 da Corregedoria da PM.

DERROTA DAS UPPs: Comerciantes fecham lojas à noite por ordem de traficantes no Morro dos Macacos

— Qual o sentido de uma UPP num lugar em que a realidade é essa? A premissa das UPPs é a ocupação e o domínio territorial. Se a UPP não realizar o banimento dos traficantes em áreas de sua atuação, o projeto de segurança pública implantado pelo governador Sérgio Cabral e seu secretário José Mariano Beltrame, não vele nada. É puro oba-oba. É propaganda política.

Imagem: Reprodução / O Dia Online
                                 
LEIA TAMBÉM:
Amigo de comerciante também é assassinado no Morro dos Macacos

domingo, 22 de julho de 2012

ROBOCOP: Blindado, Sérgio Cabral subirá sozinho favelas ocupadas pelo tráfico

Governador CAVEIRÃO também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóveis


RIO - A polícia carioca acaba de ganhar um reforço para a inauguração de novas UPPs. A blindagem do governador Sérgio Cabral é tanta que ele será usado como arma na ocupação de morros ainda dominadas pelo tráfico. O secretário de Segurança, José Beltrame, explicou que Cabral entrará sozinho nos morros. “É impossível que alguém consiga abatê-lo”, afirmou.

O governador também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóvel. A “Blindagem Cabral” será a mais resistente oferecida aos clientes – e a mais cara. O departamento de estado americano já começou as negociações para usar Cabral em eventuais guerras.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Governo Dilma Rousseff abandona UPPs de Sérgio Cabral e Beltrame


Revista Isto É - Coluna Ricardo Boechat

CHEIRA MAL: Sérgio Cabral e Beltrame ignoram questionamento do TCE sobre a compra de dois helicópteros iguais, porém com valores distintos

Veja Online - Coluna Lauro Jardim

Tropas da Força Nacional voltarão ao Rio de Janeiro porque não existem PMs suficientes para atender a demanda de violência no Estado. E aí, Sérgio Cabral?

Desorganização total!!!


Coluna do jornal O Dia

PEGA NA MENTIRA!!! Ruas de Niterói têm apenas um policial militar a cada 6km

PINOCÃO: Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, promete 366 policiais militares para reforçar o efetivo do 12º BPM de Niterói, mas não cumpre


RIO - Nas ruas de Niterói, a pergunta que não quer calar: onde foram parar os 366 policiais militares que, segundo anúncios recentes da Secretaria estadual de Segurança, reforçariam o efetivo do 12º BPM (Niterói)? A promessa era de que eles se juntariam aos cerca de 700 PMs que já formavam o contingente do batalhão. Mas uma equipe do GLOBO percorreu na quarta-feira 104 quilômetros de 26 bairros da cidade e, em cinco horas, das 10h40m às 15h40m, constatou o motivo dos questionamentos da população: ainda são muitos os vazios de policiamento. No trajeto por todas as regiões do município, havia apenas 17 pontos de patrulhamento, em média um a cada 6,1 quilômetros, com 42 PMs no total. E detalhe: no caminho, as sete cabines de policiamento encontradas estavam vazias.

Um dia após o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, visitar a cidade, nas imediações dos morros do Estado, no Centro, e do Cavalão, em Icaraí, por exemplo, nada de PMs. Apenas na Rua Eduardo Luiz Goes, que corta o Morro do Estado, os repórteres encontraram policiais, mas Civis, da 76ª DP (Centro). Nessas comunidades, os planos são instalar duas Companhias Destacadas do 12º BPM, cada uma com cem recrutas — um total de 200 novos agentes que estariam chegando aos poucos.

Outra das medidas anunciadas tampouco está surtindo efeito, pelo menos no que se pôde ver nas ruas: em todo o percurso de 65 vias, algumas percorridas mais de uma vez, nenhuma equipe do Projeto Garupa, do Batalhão do Choque, foi avistada. Isso embora tivesse sido anunciado que, desde domingo passado, 44 homens do grupo patrulhariam Niterói, em 33 motos. Além deles, outros 122 PMs já teriam chegado à cidade.

— Pelo menos por onde passo diariamente, não vi o reforço. Até tem polícia na Praia de Icaraí. Mas uma viatura, como já ocorria antes. Nas ruas internas, pouco mudou — reclama a moradora do Jardim Icaraí Fernanda Almeida, de 27 anos.

Na região de Icaraí, aliás, incluindo Santa Rosa, Vital Brazil, São Domingos e parte do Ingá e do Gragoatá, a equipe do GLOBO deparou-se com apenas três pontos de policiamento: um veículo na Praia de Icaraí; outro na Rua Gavião Peixoto, em frente ao Campo de São Bento; e um terceiro próximo ao campus do Gragoatá da UFF. Eram quatro PMs das 11h26m às 12h20m, e duas cabines vazias.

Mais desguarnecida estava a região do Centro. Das 10h40m às 11h26m, por 23 ruas, só havia uma viatura da polícia na Avenida Jansem de Melo, e em frente ao 12º BPM. Enquanto isso, não havia policiais próximo ao movimentado Terminal João Goulart e à estação de barcas da Praça Arariboia. Nem na cabine blindada instalada ali perto.

Matéria originalmente publicada no Globo Online