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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Cabral é um governador derrotado. Ele jogou a toalha", diz deputada Janira Rocha do PSOL


Uma das maiores críticas do governador Sérgio Cabral, a deputada estadual Janira Rocha, presidente estadual do PSOL, não esconde a satisfação em ver o desgaste do governador Sérgio Cabral, por conta do seu envolvimento com Fernando Cavendish, sócio da Construtora Delta, empresa investigada na CPI do Cachoeira.

A socialista prevê até um fim melancólico do mandato dele: "Cabral é um governador derrotado. Ele jogou a toalha, ao ponto de anunciar que deixaria o cargo em 2013. Não conheço algo parecido na história do Brasil", afirma.

Contrariando o que dizem as pesquisas, ela acha que até Eduardo Paes sofrerá com este desgaste de Cabral, tendo dificuldades em reeleger em consequência da sua "relação umbilical" com o governador. Relação esta alardeada no slogan "Somando forças", marca registrada do comando do PMDB no Rio de Janeiro:

"Vamos ver se o PMBD conseguirá blindar Paes. Ele precisa rearranjar suas alianças", analisa.


Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Manifestantes exigem prisão de Sérgio Cabral por corrupção e são ameaçados de morte

“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele".


RIO DE JANEIRO – Um grupo de pessoas realiza desde o dia 26 de julho uma manifestação permanente na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, em frente à casa do governador Sérgio Cabral Filho, na Praia do Leblon, zona sul do Rio, e diz ter sido ameaçado de morte na terça-feira por homens armados no local. Eles estão exigindo a prisão de Cabral por suspeitas de envolvimento em uma série de crimes, como suas ligações com milícias e com o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, acusada de estar no centro do esquema de corrupção comandado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, e isenções fiscais concedidas a boates termas (prostíbulos de luxo), entre outras suspeitas.

Manifestantes que ocuparam esquina do governador Sérgio Cabral encenaram a 'festa do guardanapo', realizada em Paris pela cúpula do governo e empreiteiros da Delta supostamente com dinheiro público.

Nesta sexta-feira os manifestantes fizeram a ‘festa do guardanapo’. Com guardanapos na cabeça, encenaram a festança de Cabral em Paris com Fernando Cavendish e os secretários Wilson Carlos, Sérgio Côrtes, Julio Lopes e Régis Fichtner, amigo de Cavendish escalado por Cabral para investigar os contratos da Delta com o governo do estado, supostamente paga com dinheiro público e cujas fotos vazaram para a imprensa.

“O governador Sérgio Cabral Filho é líder de uma quadrilha que transformou o Rio de Janeiro em uma ditadura de mafiosos”, falava ao megafone o cinegrafista independente e ativista Pedro Rios Leão, que iniciou a manifestação.

Os manifestantes carregam cartazes com dizeres como "nesta rua mora um ladrão", “Cabral: chefe de milícia”, “rouba nosso dinheiro e isenta imposto de puteiro”, “assassino de hospital”, “vergonha do Rio” e “Fora Cabral? Buzine!” Enquanto o Epoch Times permaneceu no local, no início da noite, houve buzinaço em diversos momentos e moradores de passagem pararam para conversar com os manifestantes e mostrar apoio.

“A gente está fazendo uma resistência pacífica, tendo um bom relacionamento com os vizinhos e uma adesão massiva de quem passa. De repente, quando as coisas começaram a ganhar corpo, a gente começou a sofrer ameaças. Eu estava saindo daqui e um policial da guarda do governador identificado como Pacheco me abordou agressivamente, me revistou e falou que eu não sabia o que ia acontecer comigo se eu continuasse com isso”, conta Leão.

“Nessa mesma noite, por volta das 22h, dois homens desceram de uma motocicleta sem placa, nos fotografaram, nos mostraram armas e falaram que nós estávamos mesmo com muita pressa de morrer, que estávamos incomodando o governador. Há imagens das câmeras de segurança”, diz Pedro informando que fizeram em seguida uma denúncia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e um boletim de ocorrência no 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Leblon.



Pedro se diz surpreendido com as ameaças. “No início eu achava que ele (governador Sérgio Cabral) nunca ia tentar fazer nada com a gente, agora eu não estou mais tão tranquilo, porque o cara é protegido pelo governo federal e é realmente crente da impunidade. Ele se filma com empreiteiros corruptos em Paris, então eu não sei realmente em que nível ele está. E as provas são claras, eu adoraria se ele me processasse por eu estar chamando ele de ladrão, porque aí eu poderia pôr os contratos no meu processo, mas ele não vai me processar”, diz Leão apontando também para a residência do empreiteiro Fernando Cavendish, que mora na rua ao lado. “Podia instalar uma UPP aqui para combater a criminalidade.”


A professora universitária Sarah Nery, de 30 anos veio de Niterói depois de saber das ameaças. “Eu fiquei ainda mais indignada e vim, porque a manifestação é pacífica e a causa é totalmente legítima, até funcionários do poder público que passam aqui apoiam e a polícia está dando cobertura”, diz Nery destacando o caráter apartidário e sem lideranças do movimento, que classifica como da sociedade civil. “Qualquer um pode vir. Somos cidadãos indignados que não aguentam mais essa situação.”


Para Sarah, o maior crime do governador é tirar o dinheiro da população e usar em benefício próprio. “Eu estou aqui porque a gente precisa fazer alguma coisa para mudar o que está acontecendo na nossa cara, todo mundo sabe, a gente já se acostumou com a corrupção, a gente já acha que faz parte, mas não faz parte. O Brasil é um país riquíssimo, cheio de possibilidades incríveis, e o que está acontecendo há 500 anos nesse país está destruindo totalmente o território, a população, a fauna e a flora. Então chega num ponto que a gente precisa dar um basta mesmo, a gente precisa gritar na rua, a gente precisa ocupar um espaço, sentar e falar ‘eu vou ficar aqui, esse espaço é público, eu sou o público e o poder público e nós vamos nos manifestar contra o que está acontecendo, porque todos esses recursos são nossos, não dessas pessoas que foram escolhidas para nos representar mas estão representando somente seus interesses particulares”.

“O capital entrou totalmente no poder do estado, o estado vive a serviço de uma máfia de empresas, e as pessoas não têm hospital, não têm educação, não têm transporte, passam fome, e ele sabe disso. Ele sabe que enquanto ele tem uma vida classe AAA+, tem pessoas vivendo em classe E, F, Z, e ele simplesmente tira o dinheiro dessas pessoas em benefício próprio, esse é o maior crime dele”, afirma.

O estudante de jornalismo X, de 18 anos, que preferiu não se identificar por razões de segurança, também veio de longe. “Eu moro na Tijuca (zona norte da cidade), e eu estou aqui na zona sul para cobrar porque eu acho que não está bom, e quando a gente acha que não está bom não adianta ficar em casa de braços cruzados. Eu vim para cá mostrar que tem jovem que está engajado, que quer mudar e eu vou até onde for preciso. Eu gostaria que cada jovem e cada pessoa não ficasse desacreditado, vale a pena lutar e se todo mundo se juntar a gente consegue tirar ele (Cabral) do poder.”


A ocupação é por tempo indeterminado e foi organizada nas redes sociais. Os manifestantes realizam hoje uma marcha até o Arpoador.

Alegados crimes da gestão Sérgio Cabral Filho

“O que a gente está fazendo aqui é simplesmente demonstrando para o Ministério Público que a gente sabe o que é um contrato sem licitação, superfaturado, fraudado e com aditivos ilegais. A gente sabe que se o Cabral não sofre nada é porque tem mais bandidos ajudando ele. As provas que pesam contra o governador são gigantescas e até foram divulgadas no Jornal Nacional, mas existe uma blindagem em cima dele pelo Governo Federal, que é comprometido com o caso Delta, uma blindagem no Congresso Nacional, na Alerj e existe um bandido no Tribunal de Contas do Estado chamado Aloisio Neves”, explica Pedro Rios Leão.

“Já que o estado não faz nada, o cara vai ter que aturar a gente aqui porque ele ainda está matando gente. Impeachment ele tinha que ter sofrido quando aceitou o jatinho do Eike Batista. Esse cara tem que ir para a cadeia, ele é uma ameaça à sociedade, cada dia que ele passa solto mais pessoas morrem por sua causa, ele realmente é um caso de segurança, ele tem que ser preso.”

Além dos contratos suspeitos de 1,5 bilhão de reais com a construtora Delta, os manifestantes lembram também a isenção fiscal de 50 bilhões de reais entre 2007 e 2010 para empresas que vão desde motéis e boates ao cabeleireiro do governador e a ligação de Cabral com milícias.

“O governador Cabral não tem noção da realidade, ele perdeu completamente a vergonha. O cara lançou no Diário Oficial do estado isenção fiscal de 425 mil reais para boates termas como a Solariume a Monte Carlo, puteiros na Lagoa Rodrigo de Freitas e em Copacabana. Isenção fiscal é dinheiro público, agora me diz o que leva o governador a fazer isso, é muita cara de pau. Senhor governador, a gente sabe o que é uma boate termas.”


“O vídeo daquela festinha dele em um evento público na zona oeste com os milicianos "Jerominho" e "Natalino"... Quer dizer, quem é que manda ali? Ele estava ali incauto? Os milicianos foram presos em decorrência da CPI das Milícias, mas eles sempre obedecem a um poder maior, o dinheiro sempre sobe”, diz Pedro, para quem a pacificação das favelas é um roubo e um projeto de dominação.

“O processo de pacificação das UPPs servem em primeiro lugar a um projeto de expansão imobiliária para expulsar os pobres da zona sul, e em segundo lugar como projeto de fortalecimento das milícias. Porque só tem UPP em favelas tradicionalmente dominadas pelo tráfico. A única favela de milícia que recebeu UPP foi a do Batan, porque dois jornalistas foram assassinados lá. Aliás, só por isso foi instalada a CPI das Milícias na Alerj e só por isso o Jerominho e o Natalino foram presos, e é óbvio que ouve algum acordo para poupar cabeças maiores. A gestão do governador coincide com o crescimento das milícias no estado.”

O cinegrafista denuncia também a desapropriação de 1500 famílias que há 150 anos vivem de suas terras na região do Açu, área rural no município de São João da Barra, norte do estado, para dar lugar a um parque industrial da empresa LLX, do empresário Eike Batista. “O Sérgio Cabral mandou a polícia, expulsou todo mundo e tem dado 3 mil reais de indenização, isso é crime.”

Pedro lembra também o crescimento espetacular do escritório de advocacia da esposa do governador, Adriana Ancelmo Cabral, que advoga para empresas e concessionárias do estado; o caso da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, em Santa Cruz, denunciada pelo Ministério Público por crimes ambientais como a emissão de ferro-gusa, que tem causado sérios danos de saúde à população local; o envio de bombeiros que reivindicavam melhores salários em fevereiro desde ano para o presídio de segurança máxima Bangu I; o caso do sucateamento dos bondes de Santa Teresa que resultou na morte de seis pessoas e mais de 50 feridos num acidente em agosto do ano passado; a isenção fiscal de 4,16 milhões de reais para a Coca-Cola exibir as Olimpíadas de Londres num telão instalado na Quinta da Boa Vista, que até hoje não funciona; e a precarização da saúde e a ordem de demolição do Hospital Central do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), que atende 80 mil pacientes, para dar lugar a um laboratório que custará cerca de 500 milhões de reais, segundo o governo. “Pela ficha do governador e sua gente, vê-se que não são pessoasidôneas”, conclui Leão.

Matéria originalmente publicada no The Epoch Times

domingo, 22 de julho de 2012

Empresário Fernando Cavendish irá depor na CPI do Cachoeira

O que será que o ex-dono da construtora Delta e amigão de Sérgio Cabral vai falar? O fato é que o governador do Rio e muitos outros políticos devem estar desesperados. Ou será que isso tudo não passa de um jogo de cartas marcadas.


O Globo - Coluna Panorama Político

Deputado do Rio, Filipe Pereira (PSC), liderou ação para impedir depoimento de Fernando Cavendish na CPI do Cachoeira

Este deputado é contra os interesses do povo!!!

Deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ)
O Globo - Coluna Panorama Político

Ação contra deputado do Rio Stepan Nercessian (PPS) deve adiar as investigações na Câmara


O surgimento de um novo processo apresentado na Corregedoria da Câmara,desta vez contra o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), deve adiar a conclusão das investigações cpide outros três deputados goianos Carlos Alberto Leréia (PSDB), Sandes Júnior (PP) e Rubens Otoni (PT).

A previsão inicial era que os relatórios dos deputados de Goiás fossem apresentados nesta semana. Os três são alvo de investigação pela Corregedoria da Casa por suposta participação no esquema do empresário Carlos Cachoeira, que está preso desde o último dia 29 de fevereiro acusado de comandar um esquema de jogos ilegais.

O corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE), decidiu juntar os casos dos deputados goianos ao de Nercessian, que deverá ser concluído 45 dias depois de ele ter sido avisado do processo.

O período termina em pleno recesso parlamentar, o que adiará uma conclusão apenas para o próximo semestre, quando o Congresso deverá estar esvaziado em razão das eleições municipais.

Apesar de ter encontrado uma brecha regimental para adiar a conclusão dos relatórios, o corregedor diz que até o fim do mês as investigações contra Leréia, Sandes Júnior e Otoni estarão concluídas.

"Prorroguei todos de uma forma geral. Mas acredito que até o dia 30 deste mês já tenhamos a definição dos três primeiros casos", afirmou.

A ação contra Nercessian foi feita com base em um pedido de iniciativa popular. Por meio de advogados, a moradora do Rio Mafalda Oliveira de Lima solicitou à Câmara que investigasse o empréstimo feito pelo empresário Carlos Cachoeira ao deputado no valor de R$ 175 mil.

Desse total, R$ 160 mil, segundo o deputado, serviram para pagar um imóvel no Rio, e os outros R$ 15 mil para a compra de ingressos no Carnaval. Nercessian diz que o empréstimo já foi pago.

A representação contra ele deve ser assinada hoje, e o deputado Vicente Cândido (PT-SP) deve cuidar da apuração.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

Empreiteira Delta de Fernando Cavendish obtém recuperação judicial com tese de 'bullying empresarial'

O que? Agora o fornecimento de propinas, fraudes e roubalheiras chama-se "bullying empresarial"?


DO RIO - Sob alegação de ter sofrido suposto "bullying empresarial", a construtora Delta e empresas coligadas tiveram aceito ontem o pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça do Rio de Janeiro.

Para a Justiça, o "bullying" ocasionou "a cessação dos recebimentos, inclusive por parte dos poderes públicos, que deixaram de pagar obras já executadas com receio de serem acusados de conluios com as supostas irregularidades".

Titular da 5ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, a juíza Maria da Penha Nobre Mauro acatou a tese de "bulling", configurado após "alguns executivos" da Delta terem sido acusados de corrupção no suposto esquema de Carlinhos Cachoeira.

Para a magistrada, a Delta "vem sendo alvo de inúmeras denúncias de contratações irregulares", mas não se pode esquecer que "o princípio que impera na lei é o da preservação da empresa como unidade produtiva geradora de empregos e contribuinte fiscal", cuja sobrevivência "interessa à sociedade como um todo".

Segundo a juíza, a falência da Delta "não significaria a punição dos culpados pelos crimes de corrupção eventualmente praticados e sim a punição da própria sociedade, já que acarretaria em desemprego e na perda de arrecadação".

As empresas terão 15 dias para apresentarem certidões negativas criminais de administradores e sócios e 60 dias para apresentar o plano de recuperação. Durante o processo estão suspensas todas as ações ou execuções contra as empresas. A juíza nomeou como administradora judicial a empresa Deloitte Touche Tohmatsu.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

Construtora Delta não poderá ter novos contratos com o governo

Empreiteira de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral, envolvida em denúncias de corrupção fica proibida de participar de licitações públicas pelos próximos dois anos


São Paulo - A Controladoria Geral da União (CGU) declarou inidônea a construtora Delta, que está agora oficialmente proibida de celebrar contratos ou participar de licitações públicas. A portaria assinada pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, será publicada no Diário Ofical da União desta quarta-feira.

Apesar do processo analisado pela controladoria se referir a obras no Ceará, a proibição de firmar contratos com a administração pública vale para todos os níveis de governo, no entendimento da CGU.

Fernando Cavendish e Sérgio Cabral
Os contratos atuais estão mantidos, mas deverão passar por uma nova análise, de acordo com a controladoria, medida que já vinha sendo adotada em vários estados por governadores preocupados em se desvencilhar do escândalo, como Sérgio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, Marconi Perillo (PSDB), em Goiás, e Agnelo Queiroz (PT), que cancelou na semana passada contrato da Delta na coleta de lixo do Distrito Federal.

Na ação em questão, a Controladoria concluiu que a construtora feriu princípios da "moralidade administratriva ao conceder vantagens injustificadas (propinas) a servidores do DNIT no Ceará". Entre as irregularidades listadas pela CGU, estão o fornecimento de valores e bens, como aluguel de carro, pneus e combustível, além de passagens aéreas, diárias em hotéis e refeições a servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

A decisão complica ainda mais a situação da Delta, um dos alvos da CPI do Cachoeira no Congresso. Na semana passada, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, depois da holding J&F ter anunciado oficialmente a desistência de comprá-la.

A Delta recebeu mais de 4 bilhões de reais nos últimos 12 anos para tocar obras públicas, segundo a organização Contas Abertas.


Para escapar da CPI e se livrar da imprensa, Sérgio Cabral recorre a sua puxa-saco Cidinha Campos e até desafetos políticos

Desesperado, governador usou várias pessoas para se blindar e evitar sua convocação à Comissão Parlamentar de Inquérito. Peemedebista também procurou o ex-desafeto Eduardo Cunha

Foto/Divulgação: site Cidinha Campos
No recolhimento forçado, Cabral causou pelo menos duas surpresas aos aliados. A primeira foi a iniciativa de reaproximar-se do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem mantinha relação conflituosa. Durante a crise, os dois se encontraram. Foi a Polícia Civil de Cabral que, há três anos, colheu a voz de Cunha em gravações telefônicas durante a Operação Alquila, lançada para investigar um esquema de fraude fiscal envolvendo a Refinaria de Manguinhos. O grampo custou a Cunha a dor de cabeça de enfrentar um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o mesmo Cunha se movimenta para tentar blindar o governador nos desdobramentos da CPI do Cachoeira.

A segunda surpresa foi uma inesperada visita à deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), que recuperava-se em casa de uma cirurgia. Quem conhece a rotina do governador, sabe que nunca sobra tempo na agenda para receber parlamentares. Paulo Duque, que o substituiu no Senado Federal quando Cabral concorreu ao governo, em 2006, reclamava na época de só ter recebido um único telefonema do governador, embora tivesse sido leal e não mudado um único funcionário do gabinete.

Cabral também usou o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) para acompanhar de perto todos os movimentos da CPI. O parlamentar é filho de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de quem Cabral até então mantinha divergências quanto ao rumo do PMDB nas eleições do Rio. O governador também recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB). O tucano convenceu três dos cinco integrantes do partido a votar contra a convocação de Cabral para depor na comissão. O peemedebista foi dispensado da CPI por 17 votos a favor e 11 contra.

- O Aécio foi fundamental neste processo - disse um aliado de Cabral.

Na capital, os adversários do prefeito Eduardo Paes estão divididos sobre usarem ou não na campanha eleitoral fotos e vídeos divulgados em abril por Garotinho onde aparecem Cabral e secretários estaduais - alguns deles flagrados dançando com guardanapos na cabeça - em passeios e jantares em restaurantes de luxo em Paris, em 2009.

- Não adianta agora o Paes dizer que não tem nada a ver com Cabral. Eles têm o mesmo projeto de poder. As imagens (de Paris) serão mostradas no meu programa, mas sem baixarias - disse o deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato a prefeito pelo PSOL.

Fonte: O Globo

ELEIÇÕES 2012: Com popularidade em baixa, Sérgio Cabral poderá se retirar dos palanques eleitorais

Futuros candidatos estão com receio de que a presença do governador do Rio denigra suas imagens perante à população após farra em Paris e CPI do Cachoeira


RIO - Dias atrás, um político da Baixada Fluminense ligou para o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o convidou para a inauguração de uma unidade de ensinoprofissionalizante na região. Pelo alcance social do projeto, seria um discurso fácil, mas Cabral refutou.

— Por enquanto, quero ficar quietinho — agradeceu.

A 10 dias do início das convenções que definirão os candidatos a prefeito dos municípios fluminenses, o gesto do governador fortaleceu uma convicção que prospera entre aliados: Cabral, cuja agenda pública minguou com a crise envolvendo a empreiteira Delta, será um eleitor discreto em outubro e praticamente não subirá em palanques.

Em lugares como Duque de Caxias e Nova Iguaçu, onde haverá disputa entre partidos da base governista, a ausência de Cabral era esperada antes mesmo da crise. Porém, até nos municípios onde os aliados marcharão juntos, como na capital, o governador deverá manter distância. Antecipando-se, o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição, começou discretamente a mudar o eixo da campanha, que abandonou a bandeira da parceria município-estado-União para destacar obras de sua administração.

A inauguração de uma UPP no Complexo do Alemão evidenciou o ânimo do governador à exposição pública. Confrontado com uma pergunta sobre a CPI do Cachoeira, reagiu rispidamente, acusando o repórter de faltar com o respeito. Os aliados, que apostavam na força de Cabral para alavancar candidaturas, hoje estão inseguros de levá-lo aos palanques.

Provável candidato à sucessão estadual em 2014, o vice-governador Pezão perderá, com o recolhimento de Cabral, a oportunidade de ganhar mais visibilidade. Seus potenciais adversários não ficarão parados. Enquanto o senador Lindberg Farias (PT) turbina uma agenda de cabo eleitoral de luxo nos quase 40 municípios onde os partido terá candidatos próprios, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR) promete lançar candidatos próprios em 70 municípios. Na capital, a filha, deputada estadual Clarissa Garotinho, será vice na chapa de Rodrigo Maia (DEM).

Cabral, procurado, não quis se manifestar.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

CPI do Cachoeira: Popularidade do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), despenca após escândalos

Governador Sérgio Cabral
A popularidade do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), despencou depois que começou a CPI do Cachoeira. No início do ano, as pesquisas de opinião atribuíam a seu governo 56% de “bom” e “ótimo”. Agora, a soma desses critérios é 36%. Constatada pelo instituto Ideia, a queda foi mais acentuada entre os mais ricos.

Revista Época - Coluna Felipe Patury

A MÁFIA DO BRASIL: Juiz Paulo Moreira Lima que determinou a prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira é afastado do caso

Com medo, magistrado que autorizou as escutas da operação Monte Carlo, foi atuar em outra vara. A transferência do juiz ocorre no momento em que as escutas telefônicas autorizadas pelo juiz correm o risco de serem anuladas.

Bicheiro Carlinhos Cachoeira
RIO - O juiz Paulo Moreira Lima, que autorizou as escutas telefônicas da operação Monte Carlo e determinou a prisão do bicheiro Carlos Cachoeira, foi afastado da 11ª Vara Federal em Goiás. Agora, um novo juiz terá que ler os 53 volumes do processo antes de tomar qualquer medida em relação ao processo que Cachoeira responde por atuação no negócio de jogos ilegais, em Goiás. A decisão atrasa o andamento do caso. Moreira Lima foi transferido para a 12ª Vara Federal.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, responsável pela transferência, informou que a troca foi feita porque magistrados vão sair de férias e Moreira Lima é juiz substituto. O afastamento do juiz ocorre no momento em que as escutas telefônicas autorizadas pelo juiz correm o risco de serem anuladas.

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Cândido Ribeiro pretende retomar nesta segunda-feira o julgamento do habeas corpus que pede a anulação das gravações da Polícia Federal, feitas durante as operações Vegas e Monte Carlo.

Na última terça-feira, Ribeiro pediu vista do processo, depois de o relator, o desembargador Tourinho Neto, considerou “ilícitas” as interceptações telefônicas e se manifestou favorável à anulação das escutas como prova no processo contra Cachoeira. Tourinho argumentou que o juiz da primeira instância que autorizou as escutas não teria “fundamentado” em seu despacho a real necessidade da utilização desse método de investigação.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

A MÁFIA DO BRASIL: Juiz responsável pela Operação Monte Carlo relata ameaças de morte e pede afastamento

Paulo Augusto Moreira Lima afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás". E para evitar represálias, revela que deixará o país temporariamente


BRASÍLIA - O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que comandava a Operação Monte Carlo, relata ser alvo de ameaças de morte, revela que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pede para ser tirado do caso.

Em ofício encaminhado no último dia 13 ao corregedor Geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Carlos Olavo, o juiz federal afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em "situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás". E para evitar represálias, revela que deixará o país temporariamente.

No documento, a que o Estado teve acesso, o juiz relata que segue esquema rígido de segurança por recomendação da Polícia Federal, mas revela que sua família foi recentemente abordada por policiais e diz que foi alertado da possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses.

"Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente a Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram", diz no documento.

Lima indica que investigados pela Operação Monte Carlos podem estar relacionados a assassinatos cometidos recentemente, o que configuraria queima de arquivo. "Pelo que se tem informação, até o presente momento, há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo pertinente à Operação Monte Carlo, o que reforça a periculosidade da quadrilha", relata.

Nas cinco páginas em que explica o pedido para deixar o caso, Lima elenca os recentes processos polêmicos que comandou. À frente da Operação Monte Carlo, 79 réus foram denunciados, sendo 35 policiais federais, civis e militares. E por ter determinado o afastamento dos policiais de suas funções, afirma que não pôde ser removido para varas no interior do Estado "por não haver condições adequadas de segurança".

Em setembro, Lima afirma que tirará os três meses de férias que teria acumulado e sairá do país por "questões de segurança". Mas mesmo assim afirma que ficará marcado por sua atuação neste caso. "Infelizmente, Excelência, Goiânia/GO é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e terei que conviver com asconsequências da Operação Monte Carlo e dessas outras operações por muito tempo, principalmente porque nasci e fui criado nesta cidade", afirma o juiz.

Suspeição. O juiz federal titafsular da 11ª Vara em Goiás, Leão Aparecido Alves, deve herdar o comando do processo. Mas suas relações pessoais podem colocá-lo sob suspeita. Alves admitiu, recentemente, ser amigo há 19 anos de um dos investigados - José Olímpio de Queiroga Neto, suspeitado de ser o responsável pela escolha de pessoas que poderiam integrar as atividades do grupo e de repassar porcentagem dos lucros das casas de jogos a Carlinhos Cachoeira.

Matéria originalmente publicada no Estadão.com.br

Governador Marconi Perillo diz que não sabia do elo entre Demóstenes e Cachoeira

Engraçado, o governador inocente do Rio, Sérgio Cabral, também disse que não sabia da ligação entre Fernando Cavendish e Carlinhos Cachoeira. É muita cara de pau desses quadrilheiros, eles estão o tempo todo tentando ludibriar a justiça e desqualificando o trabalho da Polícia Federal como se fosse tudo invenção dos agentes e não o resultado de investigações.


O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou nesta terça-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira que não sabia da amizade entre o contraventor e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) quando indicou o político à Secretaria de Segurança Pública do Estado, em 1999. Perillo acrescentou que jamais recebeu pleitos de Demóstenes relacionados às atividades do bicheiro. O senador responde a processo no Conselho de Ética do Senado por suas relações com Carlinhos Cachoeira.

A operação da PF que prendeu Cachoeira também apontou que Eliane Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Perillo, ajudava a organização criminosa. Ela telefonou para um dos suspeitos e avisou da operação policial. "Só tomei conhecimento desse telefonema depois da divulgação. Ela nunca me disse desse telefonema, eu jamais imaginava que pudesse ter acontecido".

Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas.

Matéria originalmente publicada no site Terra Notícias

RABO PRESO! Sérgio Cabral dispara ligações para uma série de parlamentares do Congresso durante a CPI do Cachoeira

Nos telefonemas, governador pediu para que 'pegassem leve' com Perillo e Agnelo, senão poderia acabar sobrando para ele



A aparente falta de combatividade dos parlamentares da CPI mista do Cachoeira nos depoimentos de Marconi Perillo e de Agnelo Queiroz é resultado de uma ampla articulação de petistas e tucanos (leia mais em Um pacto de não agressão) para blindar seus governadores, mas também reflete o esforço do PMDB para evitar que a temperatura suba na CPI.

Nos últimos dias, aliás, Sérgio Cabral disparou ligações para uma série de parlamentares do Congresso. Nos telefonemas, Cabral pediu moderação na CPI para com Perillo e Agnelo.

Revista Veja - Coluna Radar Online

VOCÊ SABIA? Senador do Rio Franscisco Dornelles (PP) trabalhou para evitar a convocação de Sérgio Cabral na CPI do Cachoeira

Francisco Dornelles

Sérgio Cabral fica irritado com repórter da Globo ao ser questionado sobre a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta

Depois dessa, com certeza, o governador do Rio pediu a cabeça do jornalista foca que o indagou para a alta cúpula das Organizações Globo, porque todo mundo sabe que ninguém da emissora prateada deve ter a petulância se voltar contra os interesses do Governo do Estado. 


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), ficou irritado ontem ao ser questionado por um jornalista se temia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta Construções, aprovada na terça-feira pela CPI do Cachoeira do Congresso Nacional.

Foi a primeira vez que Cabral falou sobre o caso desde 27 de abril, quando vieram à tona fotos dele em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira e seu amigo pessoal.


Contratos. A Delta já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral. As fotos das confraternizações na capital francesa, ocorridas em 2009, foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral. Cabral disse ainda que não vai se oferecer para ser ouvido na CPI do Cachoeira, como fez o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na terça-feira. "O governador de Goiás tem as razões dele e eu respeito. Há 250 mil gravações e meu nome não aparece em nada. Não é o fato de uma amizade que me levaria a ir a qualquer lugar, mas eu respeito o governador e tenho certeza de que ele terá a oportunidade de se defender."

Matéria originalmente publicada no Estadão.com.br

ROBOCOP: Blindado, Sérgio Cabral subirá sozinho favelas ocupadas pelo tráfico

Governador CAVEIRÃO também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóveis


RIO - A polícia carioca acaba de ganhar um reforço para a inauguração de novas UPPs. A blindagem do governador Sérgio Cabral é tanta que ele será usado como arma na ocupação de morros ainda dominadas pelo tráfico. O secretário de Segurança, José Beltrame, explicou que Cabral entrará sozinho nos morros. “É impossível que alguém consiga abatê-lo”, afirmou.

O governador também será usado como selo de qualidade para empresas de blindagem de automóvel. A “Blindagem Cabral” será a mais resistente oferecida aos clientes – e a mais cara. O departamento de estado americano já começou as negociações para usar Cabral em eventuais guerras.

CARA DE PAU! Após SMS a Sérgio Cabral, Vaccarezza diz que não haverá 'blindagens' na CPI

Deputado tenta negar o óbvio: proteção a Cabral!!!


O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), que foi flagrado enviando uma mensagem ao celular do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, disse nesta sexta-feira que não haverá "blindagens" nos trabalhos da comissão. Em nota oficial, o parlamentar afirma que "qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado".

As imagens do texto escrito por Vaccarezza foram divulgadas na noite de ontem no programa Jornal do SBT. "A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos 'teu' (sic)", escreveu o deputado a Cabral.

A mensagem foi escrita durante a sessão em que os parlamentares discutiam se Cabral e os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) seriam chamados a depor na CPI. Os políticos são citados em escutas da Polícia Federal envolvendo Cachoeira, segundo delegados da PF que prestarem depoimentos à comissão.

A MÁFIA: Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é flagrado garantindo proteção a Sérgio Cabral durante a CPI do Cachoeira

Em ambiente promíscuo, parlamentar cheio de afeto e erros de português tenta tranquilizar Cabral com uma singela mensagem de SMS. Este é o Brasil CARINHOSO!!!


O ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi flagrado na quarta-feira 17 durante uma sessão da CPMI do Cachoeira garantindo blindagem do PT ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Imagens de um cinegrafista do SBT mostram o parlamentar enviado uma mensagem de celular ao peemedebista, que corria risco de ser convocado a depor.

“A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu”, dizia Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI.


Em nota divulgada nesta sexta-feira 18, o deputado nega, no entanto, a existência de “blindagens” nos trabalhos da CPMI e diz que qualquer pessoa relacionada com a organização criminosa de Cachoeira será investigada.

Segundo ele, o texto da mensagem refletiu uma “preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB”. “Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida.”

O deputado diz que Cabral não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos da Polícia Federal, mas destaca o envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o bicheiro. “Pesam suspeitas fortes [contra Perillo] de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa.”

A convocação de Cabral era defendida por parte dos parlamentares da comissão, devido a sua relação com Fernando Cavendish, presidente licenciado do Conselho de Administração da empreiteira Delta, empresa que aparece nas investigações da Polícia Federal sobre Carlinhos Cachoeira.

Na quinta-feira 17, a CPMI optou por não votar as convocações de Perillo, Cabral e de Agnelo Queiroz (PT-DF), governador do Distrito Federal, envolvidos com a quadrilha do bicheiro. Os requerimentos podem voltar à pauta em 5 de junho, na próxima reunião administrativa.

Presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), se recusou a assinar CPI de Sérgio Cabral segundo Anonymous


O grupo hacktivista Anonymous divulgou, na noite da última terça-feira (09/05), dados pessoais dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que se recusaram a assinar o pedido de abertura de CPI para investigar o governador Sérgio Cabral.

"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo.

Fogo aberto

Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Falta de elementos

De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável.

Cachoeira in Rio

A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB