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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Protesto contra privatização do Maracanã complica trânsito no Rio de Janeiro

Senhores manifestantes, não encham o saco da população. As pessoas concordam com o mérito da manifestação. Mas diz pra mim, qual é o sentido dessa palhaçada de fechar o trânsito? Ninguém é contra o que vocês estão defendendo, ao contrário, a população está do lado da manifestação. Pra que fechar a rua? O que ganham com isso? São uns idiotas, uns palhaços!!! Não dá pra fazer a manifestação nos jardins do Palácio Guanabara? Que falta de respeito é esse!!!
A cidade fica refém de 200 babacas do PSOL e do PSTU que resolvem se juntar e transformar a vida de 1 milhão de pessoas num inferno. Não são elas o alvo da manifestação.

Jornal O Globo
O Governo do Estado contratou a empresa "X" para fazer um estudo de viabilidade para concorrência ou exploração de um negócio. E aí, essa empresa "X" se inscreveu na concorrência para disputar esse negócio. É claro que tem uma amoralidade mínima aí!!!     

Volta e meia o senhor Eike Batista está envolvido em algo polêmico junto com Sérgio Cabral em relações que podemos chamar de promíscuas. É notório a pouca observância do governador nos contratos que negocia em seu governo. Isso é notório no caráter moral de sua gestão.

Toda hora esse Eike Batista está metido numa confusão, numa coisa controversa que resvala sempre numa meia maracutaia ou numa maracutaia inteira. Tudo que envolve este senhor tem uma coisa suspeita, algo por fora, uma licença polêmica e esquisita. A população das regiões onde  suas empresas atuam se sente prejudicada e ofendida. A verdade, é que falta uma visão mais crítica da imprensa brasileira, principalmente do Rio, sobre o senhor Eike Batista. 





Juíza Simone Gastesi Chevrand diz que fixou a multa em R$ 5 milhões baseada numa decisão semelhante há cerca de uma ano

Segundo a juíza, Raphael não foi ouvido porque a ação movida pela CCR Barcas tinha caráter de urgência. Sobre a entrega da decisão na sede do PSOL, a juíza explicou que o endereço foi fornecido pela concessionária.
"Senti repulsa e indignação. Já houve vários acidentes nas barcas, pessoas morreram, e todas as multas aplicadas à concessionária não passaram de R$ 1 milhão. E a CCR Barcas quer me multar em R$ 5 milhões por me manifestar, que é meu direito inalienável", desabafa Raphael.  (O Globo)

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

A troco de que a magistrada produziu essa arbitrariedade? Foi pra atender aos interesses de quem? Dos usuários das barcas? Me parece que não doutora, porque parte deles estavam mobilizados. 

Então quer dizer que essa violência contra os princípios democráticos já foi cometida com outro cidadão que, como o estudante, exercia o seu pleno direito de se manifestar contra os abusos e a falta de respeito absoluta do governo Sérgio Cabral e das empresas prestadoras de serviço do Rio de Janeiro? 

Prezada juíza Simone Gastesi Chevrand, segundo o deputado Marcelo Freixo, todas as multas aplicadas pelo poder público contra a CCR Barcas não alcançam o valor da multa que a senhora ameaçou aplicar a um único cidadão. A senhora, doutora Gastesi, deveria condenar alguém do Estado por cumplicidade com a operadora dos serviços das barcas. Ou a magistrada acha que em mais de 11 anos de esculhambação absoluta, de falta de respeito e de falhas na operação. Essa gente só tenha que pagar R$ 100 mil por ano de multa.

Juíza Simone Chevrand determinou que estudante pague R$ 5 milhões caso organize protesto contra aumento nas barcas

Qual foi a base moral, ética, legal e de bom senso dessa magistrada? A serviço de quem está essa senhora, a sua sentença e a sua forma de interpretar as leis? O que dizer de uma arbitrariedade como esta imposta a um cidadão que reúne os outros para protestar contra uma violência com a qual ele e os demais são vítimas todos os dias. Entendendo eles que na ausência do Estado, são os únicos que podem defender seus interesses como passageiros. 

Extra Online - Coluna Berenice Seara

Esse estudante não trabalha numa empresa concorrente da CCR Barcas, porque não há concorrência e não é candidato a nada. Portanto, baseado em que a juíza impôs um cerceamento de manifestação que é garantido pela constituição? É claro e notório que não havia, na organização do protesto, nenhuma intenção de produzir qualquer dano que fosse. 

Então, me parece que a juíza conspirou a favor da CCR Barcas com sua sentença, ainda que não tenha sido esta, eventualmente, a sua intenção. Mas, eu tenho o direito de como cidadão perguntar: Qual foi a motivação dessa senhora para agir de forma tão unilateral defendendo os interesses da CCR Barcas? 

Acho que a atitude dessa juíza é a demonstração evidente da justiça a serviço dos poderosos, da arbitrariedade a serviço do status quo.

domingo, 7 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Candidato da Rede Globo, Eduardo Paes, é reeleito no 1º turno no Rio de Janeiro

COISA DE JERICO!!! Mesmo não cumprindo 1/5 das promessas de campanha de 2008, sendo flagrado negociando com milicianos, envolvido no mensalão do PTN e no escândalo da Construtora Delta de Fernando Cavendish, amigo de Sérgio Cabral. Candidato do PMDB conquista 2º mandato com 64,42% dos votos.


Confirmando o favoritismo apontado pelas pesquisas, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), foi reeleito neste domingo (7) para mais quatro anos de mandato.

Antes de assumir a prefeitura pela primeira vez, Paes, 43, foi vereador e duas vezes deputado federal. Sua trajetória partidária inclui, além do PMDB, passagens pelo PFL (atual DEM) e PSDB.

Apesar do crescimento na reta final da campanha, Marcelo Freixo (PSOL), não conseguiu repetir o desempenho de Fernando Gabeira (PV), que alcançou o segundo turno das eleições municipais em 2008, quando perdeu por margem apertada.

A campanha do peemedebista teve grande capilaridade nas zonas mais populares do Rio e contou com forte apoio político. O ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a presidente Dilma Rousseff gravaram mensagens pedindo votos para o candidato.

A coligação que ajudou a viabilizar a reeleição de Paes contou com 20 partidos, o que lhe garantiu mais da metade do tempo do horário eleitoral.

Algumas personalidades, como o arquiteto Oscar Niemeyer, a cantora Alcione, o cineasta Andrucha Waddington e o poeta Ferreira Gullar também apoiaram Paes.

Outro fator fundamental para a reeleição foi a boa percepção da atual prefeitura. Segundo pesquisa Ibope, de 1º de outubro, 73% dos cariocas aprovam a gestão do prefeito.

Já Freixo, com tempo reduzido no horário eleitoral, contou com apoio de intelectuais, artistas e de boa parte do eleitorado mais abastado da capital fluminense - fenômeno bastante semelhante ao de Gabeira, no pleito passado. Os cantores Caetano Veloso e Chico Buarque chegaram, incluisive, a fazer um show juntos para arrecadar verbas para a campanha do candidato socialista.

Visibilidade Internacional

Além do grande tempo de rádio e TV e do amplo apoio político, eventos internacionais ajudaram a dar visibilidade à candidatura de Paes.

Na festa de encerramento da Olimpíada de Londres, o prefeito recebeu a bandeira olímpica das mãos do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, com a qual desembarcou no Rio acompanhado de renomados atletas. A cidade será a próxima sede dos Jogos, em 2016.

A conferência Rio+20 também levou holofotes ao então candidato. Estiveram na cidade representantes de 188 países, e o Rio passou no teste de organizar um grande evento sem graves incidentes, cacifando o município para os próximos Jogos Olímpicos e para a Copa-14.

Compra de apoio político

Durante a última semana de campanha, Paes foi duramente atacado por adversários por supostamente ter conseguido o apoio do partido nanico PTN à sua coligação em troca de R$ 200 mil.

A denúncia foi publicada em áudio no site da revista "Veja". Em uma entrevista dada após esse fato, o presidente estadual do PTN, Jorge Sanfins Esch, afirmou que o coordenador de campanha de Paes, deputado federal Pedro Paulo (PMDB), teria feito a promessa na convenção do partido, realizada no dia 30 de junho.

Segundo o prefeito, o fato foi "denuncismo de última semana de campanha", e o apoio ao PTN se deu exclusivamente através de material de campanha.

Milícias

O tema das milícias ainda existentes no Rio de Janeiro também foi motivo de troca de acusações entre os candidatos.

Em sabatina Folha/UOL, Marcelo Freixo disse que o prefeito teria relação com milicianos. Para Freixo, Paes seria o responsável pelo crescimento das milícias e o acusou de favorecimento eleitoral. "Ele [Eduardo Paes] tem responsabilidade pelo crescimento das milícias."

Em 2008, Freixo foi presidente da CPI da Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio. Essa atuação inspirou um personagem do filme "Tropa de Elite 2", o deputado Fraga.

Aliança Inusitada

A eleição deste ano no Rio de Janeiro também foi marcada por uma coligação que seria impensada até pouco tempo atrás.

Os ex-desafetos Anthony Garotinho (PR) e Cesar Maia (DEM) se uniram para tentar viabilizar a candidatura de seus filhos à prefeitura.

No entanto, a chapa encabeçada por Rodrigo Maia (DEM), tendo como vice Clarissa Garotinho (PR), não decolou.

Cesar Maia e Paes, hoje desafetos, já foram próximos politicamente. Na primeira gestão municipal de Maia (1993-1996), Paes foi subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Já em 2001, durante o segundo mandato de Maia, Paes foi secretário do Meio Ambiente.

Além de Paes, Freixo e Maia, a disputa eleitoral deste ano contou com mais cinco candidatos: Otávio Leite (PSDB), Aspásia Camargo (PV), Antonio Carlos (PCO), Cyro Garcia (PSTU) e Fernando Siqueira (PPL).

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

ELEIÇÕES 2012: Pobreza mental do Rio dará novo mandato a Eduardo Paes com 57% das intenções de voto, diz pesquisa

Candidato da Rede Globo seria reeleito em primeiro turno. É lamentável que não haja segundo turno em um município que tem Marcelo Freixo na disputa. Um deputado que presidiu a CPI das Milícias na qual foi ameaçado de morte pelas mesmas.


Uma nova pesquisa de intenção de voto sobre a disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, foi divulgada nesta quinta-feira e aponta que o candidato Eduardo Paes (PMDB) subiu de 55% para 57%, seguido por Marcelo Freixo (PSol), que passou de 19% para 20% das intenções de voto. Com estes números, o atual prefeito seria reeleito ainda no primeiro turno.

Atrás de Paes e Freixo na pesquisa estimulada vêm Otávio Leite (PSDB), com 3%; Rodrigo Maia (DEM), com 2%;Aspásia (PV), que tem 2%; Cyro Garcia (PSTU), com 1%, e Fernando Siqueira (PPL) e Antonio Carlos (PCO), com 0%. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 6%. Nos votos válidos, a diferença em favor de Paes é ainda maior: ele aparece com 66% das intenções de voto, segundo o Datafolha, seguido por Freixo (24%), Maia (3%), Leite (3%), Aspásia (2%), Cyro Garcia (1%) e Fernando Siqueira e Antonio Carlos, com 0%.

Segundo turno

A pesquisa foi realizada nos dias 2 e 3 de outubro e foram entrevistados 1.503 eleitores, sendo que a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), sob o número RJ-00208/2012.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Faltam médicos na rede municipal de saúde do Rio e Eduardo Paes diz que está tudo bem


RIO - Entre as muitas promessas dos candidatos a prefeito do Rio para a área de Saúde, a contratação de médicos é comum a todos os programas de governo, tanto para suprir déficit quanto para reestruturar o sistema. A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil argumenta que o próximo prefeito não vai herdar déficit, mas “faltas pontuais de médicos”. Especialistas em Saúde ouvidos pelo GLOBO, entretanto, afirmam que ainda faltam profissionais, especialmente pediatras e clínicos gerais. No concurso aberto pela prefeitura, em 2011, essas foram as áreas com mais vagas.

— Temos uma relação adequada de médico/habitante. No entanto, falta médico na rede pública e sobra na privada. Como a gente resolve isso? Só resolve valorizando a rede pública, com um grande investimento simbólico. Por exemplo, hospitais públicos melhores que privados — diz Ligia Bahia, médica e coordenadora do Laboratório de Economia Política da Saúde (LEPS) da UFRJ.

Para Marcelo Freixo (PSOL), “a falta de médicos é real” e é preciso convocar concurso público. Ele quer ainda acabar com as OS, mas diz não saber quantos médicos seriam necessários para colocar a promessa em prática e ainda suprir o déficit:

— Não sei quantos médicos faltam em cada especialidade porque isso é uma caixa preta. E também não estimo a quantidade de médicos necessária na rede porque prefiro decidir quando tiver acesso aos perfis das unidades. Agora, não vai faltar orçamento, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal permite um gasto com os servidores de R$1,5 bilhão a mais do que o atual.

ELEIÇÕES 2012: 'Diálogo político' com milicianos não pode ser tratado como criminoso, diz Eduardo Paes

(...)

Milícias

O prefeito classificou como "leviandade" e "desespero eleitoral" a acusação de Marcelo Freixo (PSOL) de que ele tem responsabilidade pelo crescimento das milícias.
O peemedebista disse que decidiu fazer a licitação de vans via cooperativas porque é a forma feita nas principais capitais do país.
Ele criticou Freixo por "politizar" o tema. "É um risco enorme a gente politizar o tema segurança. Essa foi uma das tragédias do Rio que conseguimos mudar."

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes confirma que se reuniu com milicianos em 2009 para conversar sobre licitação de vans

Paes afirmou que não sabia que se tratavam de milicianos, apesar de o deputado estadual e hoje candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol) ter entregado ao prefeito um relatório completo da CPI das Milícias, onde constavam os nomes de todos os envolvidos.


O prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), confirmou, após o debate realizado pela Rede TV! e Folha de S. Paulo na noite desta quarta feira, que se reuniu com representantes de cooperativas de vans em 2009. Ele ainda admitiu que "parece que tinha alguns milicianos ali", mas que não tinha conhecimento da presença de criminosos no grupo.

O tema foi mencionado pelo candidato do Psol, Marcelo Freixo, durante o debate. O deputado estadual reiterou as acusações de que Paes se reuniu com milicianos. "Tem muito delinquente na política do Rio de Janeiro. Acho que não é o caso das pessoas que estão aqui hoje nesse debate", disse Paes.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Qual o candidato que o Rio de Janeiro realmente precisa?


Fonte: Rede social Facebook

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes gasta R$ 2,8 milhões em campanha, 28 vezes mais que Marcelo Freixo

A lei deveria exigir desde já que os candidatos informassem e divulgassem os seus doadores, para evitar "surpresas" como aconteceu na reeleição de Sérgio Cabral ao divulgar, somente ao final os seus doadores.


O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), lidera disparado a arrecadação financeira de campanha entre os candidatos à prefeitura da capital carioca. Ele informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadou até o momento R$ 2.884.925. Já os gastos do concorrente peemedebista foram de R$ 728.206. Em segundo, muito atrás, aparecem receita e despesa do candidato Marcelo Freixo (Psol). Ele diz ter arrecadado R$ 102.929, 28 vezes menos que Paes, e gasto R$ 95.771.

Os números do candidato do DEM, Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito César Maia, chamam a atenção pela disparidade entre arrecadação e despesas, além dos gastos empenhados. Na declaração à Justiça Eleitoral, o concorrente da coligação "Um Rio melhor para os cariocas" diz ter recebido R$ 80 mil, gastado R$ 60.120, mas já empenhou gastos quase dez vezes maiores, de R$ 768.168. Apesar do rombo inicial, a informação na coordenação de campanha de Maia é de que "os números estão dentro do esperado e começam a crescer a partir de agosto".

O tucano Otavio Leite declarou arrecadação total de R$ 97,5 mil neste primeiro mês de campanha e gastos de R$ 79,8 mil. A candidata do PV, Aspásia Camargo, informou ao TSE que não teve receita e despesas de campanha até o momento.

Previsão geral

Nos dados repassados ao TSE no início da disputa, Eduardo Paes, cujo arco de alianças tem 20 partidos, é o que estima gastos totais de maior volume na tentativa de se reeleger. Sua previsão é de um limite máximo de despesas de R$ 25 milhões. O número é R$ 2 milhões superior ao da soma dos seus quatro principais concorrentes juntos.


Rodrigo Maia (DEM) estipulou teto de gastos de R$ 9 milhões. A candidata verde Aspásia Camargo aparece em terceiro nas estimativas totais de despesas, com limite máximo de R$ 7 milhões. Já o tucano Otávio Leite declarou teto de R$ 4,5 milhões e Marcelo Freixo, de R$ 2,5 milhões. Juntos, eles prevêem gastos de R$ 23 milhões.

Financiamento público

Durante o dia, antes da divulgação oficial do TSE sobre a prestação de contas parcial de campanha, Marcelo Freixo (PSol) voltou a defender o financiamento público que, segundo ele, é uma forma de arrecadação mais transparente para gerir o dinheiro de campanha. "Evita-se, assim, a possibilidade de caixa dois, acabando com a corrupção generalizada que acontece nas campanhas eleitorais".

Já o prefeito Eduardo Paes, também no início do dia, se restringiu a dizer que "o comitê de campanha já deve ter prestado (as contas)" e que não sabia os valores. A assessoria de imprensa de Otavio Leite voltou a afirmar que "a campanha estava apenas no começo" e que não havia motivos para apreensão com números ainda tímidos. O mesmo foi informado pela campanha de Rodrigo Maia.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Marcelo Freixo pede proteção para campanha em áreas controladas por milícias


Rio - No segundo dia de campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro, o candidato Marcelo Freixo (PSOL) esteve ontem pela manhã no calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste, região controlada por milícias, conforme relatório da ‘CPI da Milícia’. Desde 2008, quando presidiu a comissão de inquérito na Assembleia Legislativa, Freixo recebe ameaças de morte.

O candidato confirmou que encaminhou um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), à Secretaria de Segurança e ao comando da Polícia Militar informando que faria campanha na Zona Oeste e em favelas. “Pedi garantias não só para mim, mas para os todos candidatos poderem circular livremente em toda a cidade”, disse Freixo ao chegar na Rocinha, no início da noite, onde participou de um sarau de poesias na Via Ápia.


Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

ELEIÇÕES 2012: Em 2009, Eduardo Paes se reuniu com líderes milicianos


Neste domingo, a Rede Globo denunciou mais detalhes da máfia das vans na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Controladas por grupos de milicianos, eles mantêm, de acordo com a reportagem, um complexo sistema de propinas e extorsões que envolve policiais militares, políticos e motoristas. Mesmo circulando de maneira irregular, as vans são ignoradas pelas autoridades e circulam graças ao "arrego" pago semanalmente a policiais. O mais chocante é que esses mesmos líderes milicianos se reuniram em 2009 com o então prefeito recém-eleito Eduardo Paes para, em tese, garantir a vitória de seus grupos na licitação das linhas de vans (veja foto abaixo).

CPI das Milícias

Na ocasião, Eduardo Paes garantiu aos líderes das cooperativas denunciadas na "máfia das vans" que elas teriam preferência no processo licitatório das linhas de cada região. A intenção era manter as linhas nas organizações de trabalhadores, ignorando o fato de que elas mantinham laços estreitos com milicianos. Anterior ao encontro, a CPI das Milícias já denunciava algumas das pessoas que aparecem reunidas com Paes e com o vereador Adílson Pires (PT-RJ).



Histórico

Na foto acima, é possível ver César Moraes Gouveia, conhecido como "César Cabeção". De preto e próximo da porta, ele é o presidente da Rio da Prata, cooperativa vencedora da licitação de 10 linhas na Zona Oeste e citada na matéria da Rede Globo como responsável por uma grande rede de propinas a policiais militares. Ele também foi citado na CPI das Milícias como um dos líderes da máfia de transportes da Zona Oeste.

Atrás de César Cabeção, de braços cruzados, está Dalcemir Barbosa, acusado pela mesma CPI de ser um dos líderes da milícia que domina Rio das Pedras. À direita do prefeito ainda é possível ver Hélio Ricardo, mais conhecido como "Gringo". Responsável por uma violenta guerra de cooperativas na região, Hélio está preso na Polinter do Grajaú acusado de envolvimento com a milícia. Getúlio Rodrigues, também apontado como líder miliciano, estava presente na reunião e seria executado no ano seguinte.

"Por mais que eles ainda não tivessem contra si qualquer crime na Justiça, essas pessoas foram citadas na CPI das Milícias e mereciam atenção especial. Não é por menos que, entre as pessoas com as quais a Prefeitura negociou, há pessoas presas e foragidas", criticou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), responsável pela investigação.


ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes não responde a temas polêmicos em debate no Rio; Marcelo Freixo liga prefeito a milícias


O atual prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), preferiu não responder a temas polêmicos durante o primeiro debate entre os candidatos à prefeitura, realizado pela "TV Bandeirantes", na sede da emissora, na zona sul da cidade.

Em uma das situações nas quais foi confrontado pelos adversários, Paes teve seu nome ligado a milícias que atuam na zona oeste do Rio. Também participaram do debate os candidatos Rodrigo Maia (DEM), Otávio Leite (PSDB) e Aspásia Camargo (PV).



Líder da CPI das Milícias, realizada em 2008, o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, afirmou ter recomendado ao prefeito que fizesse licitações individuais para regulamentar o transporte alternativo no Rio (vans e kombis). "Você não só não cumpriu isso como, em 2009, se reuniu com uma série de pessoas que foram indiciadas no relatório da CPI, sendo que algumas estão presas hoje", disse.

Na ocasião, o governo municipal optou por realizar o processo licitatório através de cooperativas. De acordo com o resultado da CPI das Milícias, muitas cooperativas eram parcialmente ou totalmente controladas pelos grupos paramilitares que atuam, em especial, nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz, na zona oeste.

Freixo também reclamou de um suposto "silêncio" do governo municipal a respeito da política de expansão do metrô na cidade. Em sua tréplica, Eduardo Paes ignorou o discurso do adversário e manteve a estratégia de enaltecer os feitos de sua gestão, citando o sistema BRT (Bus Rapid Transit) e afirmando que a expansão do metrô, projeto realizado pelo governo do Estado, conta com o apoio da gestão municipal.

"O prefeito não é comentarista do que se faz na cidade, o prefeito tem que trabalhar", disse Paes, que não fez qualquer citação a milícias em suas falas durante todo o debate. Em 2006, quando concorria a seu primeiro mandato como prefeito do Rio, Paes se envolveu em uma polêmica semelhante. Na ocasião, ele utilizou a expressão "polícia mineira" para se referir a milícias de Jacarepaguá, e afirmou que esses grupos deram "tranquilidade para a população".
O debate

Logo na abertura do primeiro bloco do debate da "TV Bandeirantes", o candidato do PSDB, Otávio Leite, fez uma menção ao julgamento do mensalão, que teve início nesta quinta-feira (2) --sendo esta a única citação ao mensalão em todo o debate.

"Hoje é um dia histórico no Brasil. É a data do julgamento do mensalão. Queria pedir a todos que convergíssemos as nossas esperanças e energias para que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha luz e realmente puna todos aqueles que praticaram essa violência contra a democracia, instalando uma máfia dentro do Palácio do Planalto", afirmou.

Em seguida, todos os participantes do debate responderam a perguntas feitas por cidadãos. Rodrigo Maia (DEM), que foi questionado sobre o problema do trânsito na cidade, mudou o foco do início de sua resposta para alfinetar o rival do PMDB, que anteriormente havia sido contestado a respeito da atuação dos camelôs na capital fluminense.

"De fato, os camelôs nos últimos anos foram perseguidos e não reassentados", disse ele ao comentar a resposta dada pelo adversário.

As questões relacionadas ao trânsito e às políticas de transporte público foram os principais pontos do segundo bloco. Freixo escolheu Paes para que ele respondesse sobre um suposto "silêncio" do governo municipal a respeito da expansão do metrô na cidade, e questionou as razões pelas quais o atual prefeito teria privilegiado o modelo rodoviário.

Ao observar que o rival optou por não se aprofundar no assunto, que se defendeu mencionando o projeto do BRT (Bus Rapid Transit), Freixo partiu para o ataque:

"Pelo visto o silêncio em relação ao metrô vai continuar. Esse sim é transporte de massa. Ônibus não é transporte de massa nem no Rio nem em qualquer lugar do mundo. Você sabe disso, vocês viajam muito no PMDB. Se você for para Paris ou Londres, lugares que são muito frequentados por lideranças política do Rio [citando o governador do Estado, Sérgio Cabral, que foi fotografado jantando na capital francesa com o empreiteiro Fernando Cavendish], vai perceber que o metrô funciona", disse.

"Eu quero dizer que a licitação que você fez em 2010 para os ônibus, a que indicou o BRT, [sistema no qual] vocês anunciam que vai carregar 30 mil por hora, sendo que o BRT [cada ônibus] tem 160 vagas. Ou seja, só se passar um BRT a cada 20 segundos. Então não é verdade o que vocês dizem. Na licitação de 2010, o Tribunal de Contas do Município viu indícios fortíssimos de formação de cartel. É isso que tem por trás do seu grande apoio a Fetranspor", completou Freixo.

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes não comparece ao segundo debate sobre Copa e Olimpíadas

Na semana passada, o prefeito que tentará a reeleição, não foi a um debate sobre lixo. A ausência foi criticada pelos adversários. 


RIO - Os candidatos a prefeito do Rio participaram de um debate, na manhã desta segunda-feira, no Clube de Engenharia, no Centro. O encontro contou com a presença de quatro dos sete concorrentes ao cargo e teve como tema "A Copa, as Olimpíadas e as Eleições: qual será o legado para a cidade?". A ausência do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição, foi criticada pelos adversários.

Este foi o segundo evento que Paes não comparece. Na semana passada, o prefeito não foi a um debate sobre lixo. Aspásia Camargo (PV), Marcelo Freixo (PSOL), Otávio Leite (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM) participaram. Além de Paes, Fernando Siqueira (PPL) também faltou. Cyro Garcia (PSTU) deixou o local antes do início porque já tinha se comprometido em dar uma entrevista ao vivo a uma emissora de televisão. O evento começou com atraso.

- Ele (Paes) não está se interessando muito pela discussão com os demais candidatos. Isso é visível. Em geral, os candidatos que estão na oposição cobram com bastante energia. O candidato que está confortavelmente na liderança nas pesquisas foge. É uma atitude clássica. Um comportamento usual. É uma pena - lamentou Aspásia.

Freixo manteve o mesmo tom:

- Quando você é convidado para um debate, o cálculo não pode ser se é bom ou não para a sua eleição. Tem que ser bom para a cidade. O que o município mais precisa hoje é de debate. Para alguém que está no cargo e pretende continuar, mostra uma prostura de que está preocupado com ele e não com a cidade. É uma postura ruim. Um´péssimo exemplo.


- Lamentavelmente, o prefeito Eduardo Paes mostra que não quer campanha. Ele quer uma nomeação automática - completou Otávio Leite.

Organizado pelo Clube de Engenharia, pelo Instituto Ethos e por Organizações Não-Governamentais (ONGs), o debate contou com a participação de cerca de 120 pessoas. O objetivo foi estimular os candidatos à prefeitura, caso sejam eleitos, a garantir investimentos sociais como parte do legado dos dois principais eventos esportivos previstos para ocorrer no município: a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.

Os candidatos assinaram três termos de compromissos: "Cidade do Esporte", para garantir o acesso da população ao esporte; "Pacto pela Transparência Municipal", referente à transparência com os gastos públicos; e o "Programa Sustentável", com o objetivo de estimular ações para o desenvolvimento sustentável.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes gastará R$ 25 milhões em sua campanha à reeleição

Seus gastos superam a soma de todos os seus principais adversários. A soma de despesas deles não passa de R$ 23 milhões. De onde será que vem tanto dinheiro? Caixa dois? Dos empresários de ônibus, da construtora Delta de Cavendish?


Rio - Uma cifra de R$ 48 milhões é a soma de gastos dos cinco principais candidatos à Prefeitura do Rio, que começam oficialmente nesta sexta-feira a disputa eleitoral.

Na declaração de gastos entregue nesta quinta-feira ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), quem pretende ter a despesa mais alta é o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição.


Com estimativa de R$ 25 milhões, seus gastos superam a soma de todos os seus principais adversários. A soma de despesas deles não passa de R$ 23 milhões.

Entre os concorrentes de Paes, a campanha mais cara será a do deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que estimou custo de R$ 9 milhões. Em terceiro lugar, está a campanha da deputada estadual Aspásia Camargo (PV), com gasto estimado de R$ 7 milhões.

O deputado federal Otavio Leite (PSDB) informou que espera gastar R$ 4,5 milhões, enquanto a campanha do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) promete a ser a mais barata: R$ 2,5 milhões, 10 vezes menor que a campanha de Paes.

De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato que superar o valor de gastos informado estará sujeito à multa entre 5 e 10 vezes referente à quantia excedida.

Quanto à declaração de bens entregue ontem pelos candidatos a prefeito, o mais ‘rico’ é o tucano Otavio Leite, que informou ter patrimônio de R$ 1.226.592,11, entre os quais um imóvel localizado na Barra da Tijuca, avaliado em R$ 629 mil. Ele supera a declaração feita por Aspásia Camargo, que revelou patrimônio de R$ 997.350,55.

O terceiro da lista é o deputado Rodrigo Maia. Sua declaração do Imposto de Renda é de R$ 739.544,58. O prefeito Eduardo Paes, em quarto na relação, com patrimônio de R$ 329.832,21, só supera a declaração feita por Marcelo Freixo, que informou ter bens avaliados em R$ 265.276,34. Em 2008, quando foi eleito, Paes declarou patrimônio de R$ 349.083,30.

Todos vão ficar de olho no prefeito

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

domingo, 22 de julho de 2012

Para escapar da CPI e se livrar da imprensa, Sérgio Cabral recorre a sua puxa-saco Cidinha Campos e até desafetos políticos

Desesperado, governador usou várias pessoas para se blindar e evitar sua convocação à Comissão Parlamentar de Inquérito. Peemedebista também procurou o ex-desafeto Eduardo Cunha

Foto/Divulgação: site Cidinha Campos
No recolhimento forçado, Cabral causou pelo menos duas surpresas aos aliados. A primeira foi a iniciativa de reaproximar-se do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com quem mantinha relação conflituosa. Durante a crise, os dois se encontraram. Foi a Polícia Civil de Cabral que, há três anos, colheu a voz de Cunha em gravações telefônicas durante a Operação Alquila, lançada para investigar um esquema de fraude fiscal envolvendo a Refinaria de Manguinhos. O grampo custou a Cunha a dor de cabeça de enfrentar um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o mesmo Cunha se movimenta para tentar blindar o governador nos desdobramentos da CPI do Cachoeira.

A segunda surpresa foi uma inesperada visita à deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), que recuperava-se em casa de uma cirurgia. Quem conhece a rotina do governador, sabe que nunca sobra tempo na agenda para receber parlamentares. Paulo Duque, que o substituiu no Senado Federal quando Cabral concorreu ao governo, em 2006, reclamava na época de só ter recebido um único telefonema do governador, embora tivesse sido leal e não mudado um único funcionário do gabinete.

Cabral também usou o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB) para acompanhar de perto todos os movimentos da CPI. O parlamentar é filho de Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, de quem Cabral até então mantinha divergências quanto ao rumo do PMDB nas eleições do Rio. O governador também recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB). O tucano convenceu três dos cinco integrantes do partido a votar contra a convocação de Cabral para depor na comissão. O peemedebista foi dispensado da CPI por 17 votos a favor e 11 contra.

- O Aécio foi fundamental neste processo - disse um aliado de Cabral.

Na capital, os adversários do prefeito Eduardo Paes estão divididos sobre usarem ou não na campanha eleitoral fotos e vídeos divulgados em abril por Garotinho onde aparecem Cabral e secretários estaduais - alguns deles flagrados dançando com guardanapos na cabeça - em passeios e jantares em restaurantes de luxo em Paris, em 2009.

- Não adianta agora o Paes dizer que não tem nada a ver com Cabral. Eles têm o mesmo projeto de poder. As imagens (de Paris) serão mostradas no meu programa, mas sem baixarias - disse o deputado estadual Marcelo Freixo, pré-candidato a prefeito pelo PSOL.

Fonte: O Globo

MADE IN PARIS: Gastos com FARRAS às custas do dinheiro público triplicam no governo Sérgio Cabral

Onde estão os recursos oriundos destas viagens internacionais, os quais o governo do Estado diz trazer? A saúde, a educação e a segurança estão um CAOS. Não tendo como abafar os escândalos de Cabral, Organizações Globo explanam matérias de denúncias contra governador para disfarçar conivência e ludibriar a opinião pública.              


RIO - O governo Sérgio Cabral (PMDB) aumentou em 294% os gastos da administração estadual com diárias no exterior desde 2007. Naquele ano, foram pagos R$ 663 mil para esse tipo de despesa contra R$ 3,2 milhões em 2011 — aumento nominal de 391%. Atualizando valores pela inflação, o aumento fica em 294%.

Até o mês passado, o governo já havia desembolsado R$ 12,3 milhões para bancar diárias em hotéis e alimentação da equipe do governo em países da Europa e nos Estados Unidos.


Desse total, R$ 1,2 milhão foram pagos nos quatro primeiros meses deste ano. No primeiro mandato de Cabral, a chefe do cerimonial do governo, Adriana Novis de Leite Pinto, foi quem mais gastou com diárias: R$ 153 mil. O governador não ficou muito atrás. Entre 2007 e o ano passado, as despesas de Cabral nesse item foram de R$ 143 mil. Já o secretário chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, gastou R$ 66 mil.

Cabral vem sendo questionado por suas viagens após divulgação, no blog do deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR), de imagens suas e de secretários estaduais em jantares e festas em que estava presente o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, que é amigo de Cabral e tem contratos com o estado.

A Secretaria da Casa Civil é uma das que mais desembolsou no período. Em 2011, dos R$ 3,2 milhões gastos por todo governo com diárias no exterior, 26% (R$ 847 mil) foram pagos por esse órgão.

Régis Fichtner é o responsável por fazer a auditoria nos contratos da Delta Construções com o governo do estado. A medida foi anunciada após vir à tona o relacionamento da construtora com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Procurado para explicar o aumento dos gastos e como é feita a prestação de contas, o governo do estado enviou uma nota, na qual informou que as despesas são estimadas previamente de acordo com a realidade de cada destino. Assim, os secretários, assessores e servidores recebem o dinheiro e “não há necessidade de posterior prestação de contas”.

De acordo com o governo, Sérgio Cabral fez 37 viagem ao exterior em missão oficial desde 2007. Vinte e uma dessas missões tiveram como destino a França. Paris, a capital francesa, recebeu o governador cinco vezes neste período. Pelo menos quatro deputados estaduais — Marcelo Freixo (PSOL), Luiz Paulo (PSDB), Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Ramos (PDT) —  formalizaram na mesa diretora da casa requerimentos em que pedem informações sobre estas viagens. Nenhum deles, no entanto, recebeu resposta.

FARRA EM PARIS: Deputado Roberto Dinamite e outros se recusaram a assinar CPI para investigar Delta e Sérgio Cabral

Veja a lista abaixo dos parlamentares cúmplices que protegem governador na Alerj. No Rio, ao invés do poder legislativo fiscalizar o executivo, ele se torna conivente


RIO - Os deputado estaduais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Clarissa Garotinho (PR-RJ) deram entrada, nesta tarde de quarta-feira, com pedidos de abertura de CPI para investigar os contratos entre o governo estadual e a empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish, e viagens do governador Sérgio Cabral (PMDB). O pedido de Freixo foi feito por meio de projeto de resolução que, após publicação no Diário Oficial, deverá ir à votação em plenário. A aprovação por maioria absoluta garante a instalação da CPI na Alerj. Paralelamente, Freixo colhe assinaturas em requerimento para a abertura da CPI. No Congresso, não estão previstos os depoimentos de Cavendish e nem do governador Sérgio Cabral.

O parlamentar entrou também com requerimento de informações sobre todos os custos relacionados às viagens do governador Sérgio Cabral e a primeira-dama, Adriana Ancelmo, não só das passagens aéreas, como também dos jantares e passeios realizados nas cidades europeias de Paris e Monte Carlo em companhia do dono da Delta, Fernando Cavendish, de diversos secretários do governo estadual, e de suas mulheres. O requerimento se refere especificamente a julho esetembro de 2009.

Freixo já havia dado entrada em requerimentos, em 2011, na tentativa de obter informações sobre as relações entre o governo e a empresa privada. Em um dos requerimentos, de 10/5/11, ele solicitou dados sobre todas as viagens realizadas pelo governador, até então, com os custos, locais e o tempo de estadia. Em outro anterior, de 19/6/8, o parlamentar já havia cobrado essas informações. Em ambos os casos, não obteve resposta. Os requerimentos sequer chegaram a ser publicados no Diário Oficial.

Além dos requerimentos, Freixo também entrou em 2011 com representações no Ministério Público estadual e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para solicitar esclarecimentos sobre os contratos entre a Delta e o governo estadual. Nesses casos, as representações foram arquivadas sob a alegação de falta de indícios de irregularidades.

- Mais do que da Delta ou de seu sócio majoritário Cavendish, o problema é do governo do Rio de Janeiro. O fato é que essa é uma empresa que cresceu assustadoramente e tem 100% dos seus negócios com o poder público. E opera no Brasil inteiro do modo como aprendeu a operar no Rio de Janeiro. Claro que há fortes indícios nesse caso de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção - justifica Freixo.

Já a deputada Clarissa Garotinho recolheu assinaturas para protocolar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as viagens do governador Sérgio Cabral. Para protocolar o pedido são necessárias vinte e quatro assinaturas, no entanto apenas quatorze deputados assinaram.

- É uma vergonha o comportamento dos deputados da base governista, que querem defender o indefensável. Cabral não disse como pagou, nem quem pagou as despesas! Se foi o Cavendish é crime! Se não foi, o governador precisa provar como ele consegue, com um salário que na época era de R$13,5 mil arcar com essa farra milionária! Essa CPI deve ser de interesse de todos. O cidadão não pode mais ficar sem resposta frente a todas essas denuncias - disse a deputada, filha do ex-governador Anthony Garotinho, que publicou em seu blog fotos e vídeos de Cabral na França na companhia de secretários do governo e dos empresários Fernando Cavendish e George Sadala.

Confira na lista abaixo os deputados que se recusaram a assinar a CPI das Viagens do Cabral:

André Correa (PSD);

André Lazaroni (PMDB);

Coronel Jairo (PSC);

Rafael do Gordo (PSB);

Rosângela Gomes (PRB);

Alexandre Correa (PRB);

João Peixoto (PSDC);

André Ceciliano (PT);

Andréia Bussato (PDT);

Bernardo Rossi (PMDB);

Chiquinho da Mangueira (PMDB);

Claise Maria Zito (PSD);

Dica (PSD);

Domingos Brazão (PMDB);

Edson Albertassi (PMDB);

Gilberto Palmares (PT);

Graças Matos (PMDB);

Graça Pereira (PSD);

Helcio Angelo (PSD);

Gustavo Tutuca (PSB);

Janio Mendes (PDT);

Márcio Pacheco (PSC);

Myrian Rios (PSD);

Nilton Salomão (PT);

Paulo Melo (PMDB);

Pedro Augusto (PMDB);

Roberto Dinamite (PMDB);

Robson Leite (PT);

Rosenverg Reis (PMDB);

Sabino (PSC);

Xandrinho (PV);

Zaqueu Teixeira (PT).

Matéria originalmente publicada no Globo Online

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: As desculpas de Beltrame para os problemas que envolvem as UPP's


E nesse sentido é bom dizer que o projeto das UPPs de longe não resolve o problema. E me estranha muito o Governador tentar simplificar o debate sobre Segurança Pública, dizendo que o Rio de Janeiro é outro porque tem UPPs. São mais de mil favelas no Rio e as UPPs não chegam a 13 delas. (Marcelo Freixo)

A UPP é um projeto de cidade. Não é um projeto de Segurança Pública! A UPP é um projeto que viabiliza um Rio de Janeiro desejado para os Jogos Olímpicos, onde determinados territórios são escolhidos para um projeto de cidade, o setor hoteleiro da Zona Sul, o entorno do Maracanã, a Zona Portuária e a Cidade de Deus – única área dominada pelo tráfico em toda Jacarepaguá, que tem o domínio hegemônico das milícias.  E eu estranho o silêncio desse governo em relação às milícias, dizendo que o Rio está pacificado. (Marcelo Freixo)

RIO - A expansão do projeto e a consolidação das novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro será tarefa difícil, afirmou o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, porque isso contraria interesses de criminosos instalados há décadas nas favelas da capital fluminense.

"Não há UPP fácil. Não há nada fácil no projeto. Não vamos conseguir mudar uma realidade histórica em meses. Se vai ser difícil (consolidar novas UPPs)? Tenho certeza de que vai ser difícil, porque mexe-se com interesses que estão instalados ali historicamente", disse Beltrame.

Casos recentes de violência têm mostrado que quadrilhas armadas continuam exercendo controle sobre territórios considerados pacificados, como o Complexo do São Carlos, no centro da cidade, e o Morro da Mangueira, na zona norte. A situação se repete na Rocinha, na zona sul, e do Complexo do Alemão, no subúrbio, áreas que ainda não têm UPPs, mas que estão ocupadas por forças policiais e militares.

"Nós não vamos desistir ou mudar esse programa. O que podemos é intensificá-lo. Estamos atentos para que, cada vez mais, a população sinta-se a vontade com a polícia ali e que as coisas melhorem. Agora, acabar com o tráfico e com a violência é algo que, creio, ninguém pode garantir. Temos que ficar vigilantes e consolidar esse processo para daí avançar para outras áreas", disse Beltrame.

Entre as cerca de mil favelas ainda não ocupadas, há comunidades consideradas violentas e que concentram grande atividade criminosa, como o Complexo da Maré, Jacarezinho, Manguinhos, as vilas Vintém e Kennedy e o Complexo da Coreia, todas no subúrbio. Existem ainda comunidades na região metropolitana, principalmente na Baixada Fluminense e nos municípios de São Gonçalo e Niterói, que teriam se tornado refúgio de criminosos fugidos de algumas favelas com UPPs.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

Deputado Marcelo Freixo chama Cidinha Campos de desqualificada, critica Sérgio Cabral e Eduardo Paes

SRZD.com


RIO - Marcelo Freixo havia acabado de discursar na última sexta-feira, pelo comício semanal do PSOL, próximo à Avenida Rio Branco, no coração do centro da cidade do Rio de Janeiro, quando foi abordado pela equipe de reportagem do SRZD, que solicitou prontamente uma entrevista exclusiva. Sem receio do inesperado, o deputado estadual e pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, aceitou o convite de bom grado e atencioso não fugiu a nenhum questionamento proposto.

Em pouco mais de 15 minutos de conversa, Marcelo Freixo rebateu acusações da deputada estadual Cidinha Campos, afirmou que o prefeito Eduardo Paes tem medo do debate, criticou o projeto das "UPPS", o governador, e disse não temer enfrentar a máquina do Estado nas eleições deste ano.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Marcelo Freixo:

A deputada estadual pelo PDT, Cidinha Campos acusa o senhor de desperdiçar dinheiro publico ao utilizar um número que seria, segundo palavras da própria deputada, desnecessário de seguranças. Mesmo com as inúmeras ameaças de morte recebidas pelo deputado, ela afirma que utiliza seu "efetivo particular" mais como instrumentalização político-publicitária que por defesa pessoal. O que tem a dizer a partir da denúncia?

Sobre o número de seguranças que tenho, convido você, assim que terminar esta entrevista, a conhecê-los e poderá constatar que é um contingente razoável perto das denúncias que recebo de ameaças de mortes desde a CPI das Milícias.

E a Cidinha?

Não vou responder a uma deputada de tamanha desqualificação porque não tem valor moral para isso. É uma pessoa que quando o governador estadual atual (Sérgio Cabral) era presidente da Assembleia Legislativa, dizia claramente que ele se tratava de um ladrão, que não tinha como explicar a casa suntuosa que tem emMangaratiba e hoje ela freqüenta esta mesma casa em reuniões.

O PMDB doou dinheiro para a deputada, fez isso nem para o próprio deputado do PMDB, mas estranhamente, doou para ela. A deputada está a serviço de umprojeto podre. É lamentável que uma pessoa ganhe idade e perca dignidade.

Desviando agora o assunto para eleições, uma vez que o senhor é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, você afirmou em entrevista recente ao jornalista Juca Kfouri, na "ESPN Brasil", que o atual Prefeito, Eduardo Paes, estava morrendo de medo de enfrentá-lo em um debate, por quê?

Não é necessariamente comigo, mas qualquer debate. Eles têm medo de debater. A prefeitura virou um balcão de negócios e a verdade é que para eles um segundo turno é muito ruim, mas seria bom para a cidade.

A próxima eleição vai definir o Rio de Janeiro nos próximos 30 anos, porque não se muda um panorama em quatro, oito anos. Nós queremos um debate aprofundado.

Vamos provocar um segundo turno, contrastar os projetos, ver o que cada um pensa, não só eu, o Eduardo Paes, mas todos os candidatos, sobre saúde, educação, transportes, para que a cidade e a democracia ganhem com isso. O debate é mais importante do que propriamente quem vai ganhar a eleição.

Você vem afirmando recentemente que a UPP é um "projeto de cidade" do Rio de Janeiro. No que consiste exatamente esse projeto?

A UPP claramente não é um projeto de segurança pública. É um projeto de cidade que tem seus méritos, acertos. É mais valoroso ter a polícia no local do problema que a presença do tráfico, isso é indiscutível. No entanto, o mapa das UPPS revela um projeto que abrange o corredor hoteleiro, o entorno do Maracanã, a zona portuária e a Cidade de Deus. A escolha das áreas para receber as UPPS está relacionada aos grandes investimentos, por isso, um projeto de cidade, não de segurança pública.

Não se investe em outra coisa a não ser a presença da polícia. Está aí um grande erro. Não tem orçamento para outras áreas. É na hora de você fazer o orçamento que diz para quem governa. Quem diz que governa para todo mundo mente para alguém. No projeto atual não está prevista uma UPP social. Isso pode levar o projeto da UPP como um todo a um desastre no futuro.

Mas o Secretário de Segurança do Estado, Jose Mariano Beltrame, afirmou que haverá UPP em Niterói, configurando um caso fora desse projeto de cidade...

Pode até chegar realmente á Niterói, mediante a crise que a cidade vive no momento, mas não faz parte do projeto original.

O deputado não teme que a máquina do Estado seja utilizada contra você nas próximas eleições. Na última disputa da prefeitura há quem denuncie que a votação do segundo turno foi agendada para um feriado de modo a esvaziar a cidade e em consequência, grande parte do eleitorado do Fernando Gabeira, candidato na ocasião. Você não se preocupa que algo similar ocorra novamente?

Nós vamos enfrentar tudo. São 19 partidos, fora a CBF. Temos que superar um grande esquema do lado de lá, mas como diz o Marcelo Yuka, todo gigante tem canela fina. Nós vamos para a disputa. Nossa pré-candidatura, que será candidatura em breve, precisa de um debate. Tem que ter segundo turno. Se a gente chegar num segundo turno é 0 a 0 e aí vamos ver o que acontece. Sabemos que saímos em desigualdade, mas vamos enfrentá-la.

- Paes vai pedir decretação de feriado nos dias 20, 21 e 22 de junho.

Matéria originalmente publicada no site Sidney Resende