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sexta-feira, 10 de maio de 2013

CARA DE PAU: Após estupro em van, Cabral diz que violência contra mulher não é comum no Rio

Como não governador!!! De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), em 2011, a polícia recebeu 4.871 casos do tipo. No ano seguinte, o mesmo levantamento apontou 6.029 ocorrências, diferença de 1.158 registros ou 24%. Atualmente, segundo o último estudo consolidado, divulgado em dezembro passado, a média no Estado é de 16 estupros por dia. 


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta terça-feira que o estupro da americana de 21 anos numa van foi "uma atrocidade", mas ressaltou que a violência contra a mulher não é uma prática comum no Brasil nem no Rio.

Ele falou após a abertura do "Government Leaders Forum", evento organizado pela Microsoft entre hoje e amanhã, na capital fluminense. Também participaram da abertura do fórum o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

DEPOIMENTO

Na tarde desta terça-feira, o namorado da americana, que estava dentro da van e foi agredido pelos suspeitos, presta depoimento na 32ª Vara Criminal, sede do Tribunal de Justiça, no centro do Rio.

Ele fez o reconhecimento dos suspeitos e planeja retornar à França amanhã.

Um dos suspeitos presos, Walace Aparecido Souza da Silva, 21, negou hoje ter participado do episódio. Outros dois, Jonathan Froudakis e Carlos Armando Costa, confessaram o crime.

O quarto suspeito, de 13 anos, foi apreendido no fim de semana e permanece na 2ª Vara da Infância e Adolescência. Em depoimento, ele disse que agrediu, mas não estuprou a turista americana.

A jovem reconheceu os suspeitos na Deat (Delegacia Especial de Atendimento ao Turista), prestou depoimento e retornou para os Estados Unidos na última semana.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes confirma que se reuniu com milicianos em 2009 para conversar sobre licitação de vans

Paes afirmou que não sabia que se tratavam de milicianos, apesar de o deputado estadual e hoje candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol) ter entregado ao prefeito um relatório completo da CPI das Milícias, onde constavam os nomes de todos os envolvidos.


O prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), confirmou, após o debate realizado pela Rede TV! e Folha de S. Paulo na noite desta quarta feira, que se reuniu com representantes de cooperativas de vans em 2009. Ele ainda admitiu que "parece que tinha alguns milicianos ali", mas que não tinha conhecimento da presença de criminosos no grupo.

O tema foi mencionado pelo candidato do Psol, Marcelo Freixo, durante o debate. O deputado estadual reiterou as acusações de que Paes se reuniu com milicianos. "Tem muito delinquente na política do Rio de Janeiro. Acho que não é o caso das pessoas que estão aqui hoje nesse debate", disse Paes.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Em 2009, Eduardo Paes se reuniu com líderes milicianos


Neste domingo, a Rede Globo denunciou mais detalhes da máfia das vans na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Controladas por grupos de milicianos, eles mantêm, de acordo com a reportagem, um complexo sistema de propinas e extorsões que envolve policiais militares, políticos e motoristas. Mesmo circulando de maneira irregular, as vans são ignoradas pelas autoridades e circulam graças ao "arrego" pago semanalmente a policiais. O mais chocante é que esses mesmos líderes milicianos se reuniram em 2009 com o então prefeito recém-eleito Eduardo Paes para, em tese, garantir a vitória de seus grupos na licitação das linhas de vans (veja foto abaixo).

CPI das Milícias

Na ocasião, Eduardo Paes garantiu aos líderes das cooperativas denunciadas na "máfia das vans" que elas teriam preferência no processo licitatório das linhas de cada região. A intenção era manter as linhas nas organizações de trabalhadores, ignorando o fato de que elas mantinham laços estreitos com milicianos. Anterior ao encontro, a CPI das Milícias já denunciava algumas das pessoas que aparecem reunidas com Paes e com o vereador Adílson Pires (PT-RJ).



Histórico

Na foto acima, é possível ver César Moraes Gouveia, conhecido como "César Cabeção". De preto e próximo da porta, ele é o presidente da Rio da Prata, cooperativa vencedora da licitação de 10 linhas na Zona Oeste e citada na matéria da Rede Globo como responsável por uma grande rede de propinas a policiais militares. Ele também foi citado na CPI das Milícias como um dos líderes da máfia de transportes da Zona Oeste.

Atrás de César Cabeção, de braços cruzados, está Dalcemir Barbosa, acusado pela mesma CPI de ser um dos líderes da milícia que domina Rio das Pedras. À direita do prefeito ainda é possível ver Hélio Ricardo, mais conhecido como "Gringo". Responsável por uma violenta guerra de cooperativas na região, Hélio está preso na Polinter do Grajaú acusado de envolvimento com a milícia. Getúlio Rodrigues, também apontado como líder miliciano, estava presente na reunião e seria executado no ano seguinte.

"Por mais que eles ainda não tivessem contra si qualquer crime na Justiça, essas pessoas foram citadas na CPI das Milícias e mereciam atenção especial. Não é por menos que, entre as pessoas com as quais a Prefeitura negociou, há pessoas presas e foragidas", criticou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), responsável pela investigação.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CÚMPLICE: Em 2009, Eduardo Paes se reuniu com supostos chefes da "máfia das vans"

Jornal do Brasil

RIO - Neste domingo, a Rede Globo denunciou mais detalhes da máfia das vans na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Controladas por grupos de milicianos, eles mantêm, de acordo com a reportagem, um complexo sistema de propinas e extorsões que envolve policiais militares, políticos e motoristas. Mesmo circulando de maneira irregular, as vans são ignoradas pelas autoridades e circulam graças ao "arrego" pago semanalmente a policiais. O mais chocante é que esses mesmos líderes milicianos se reuniram em 2009 com o então prefeiro recém-eleito Eduardo Paes para, em tese, garantir a vitória de seus grupos na licitação das linhas de vans. 

Reunião em 2009 mostra Eduardo Paes negociando cooperativas com líderes milicianos
CPI das Milícias

Na ocasião, Eduardo Paes garantiu aos líderes das cooperativas denunciadas na "máfia das vans" que elas teriam preferência no processo licitatório das linhas de cada região. A intenção era manter as linhas nas organizações de trabalhadores, ignorando o fato de que elas mantinham laços estreitos com milicianos. Anterior ao encontro, a CPI das Milícias já denunciava algumas das pessoas que aparecem reunidas com Paes e com o vereador Adílson Pires (PT-RJ).

Histórico

Na foto acima, é possível ver César Moraes Gouveia, conhecido como "César Cabeção". De preto e próximo da porta, ele é o presidente da Rio da Prata, cooperativa vencedora da licitação de 10 linhas na Zona Oeste e citada na matéria da Rede Globo como responsável por uma grande rede de propinas a policiais militares. Ele também foi citado na CPI das Milícias como um dos líderes da máfia de transportes da Zona Oeste.

Atrás de César Cabeção, de braços cruzados, está Dalcemir Barbosa, acusado pela mesma CPI de ser um dos líderes da milícia que domina Rio das Pedras. À direita do prefeito ainda é possível ver Hélio Ricardo, mais conhecido como "Gringo". Responsável por uma violenta guerra de cooperativas na região, Hélio está preso na Polinter do Grajaú acusado de envolvimento com a milícia. Getúlio Rodrigues, também apontado como líder miliciano, estava presente na reunião e seria executado no ano seguinte.

Justificativa

Procurada pelo Jornal do Brasil, a Secretaria Municipal de Transportes esclareceu que todos os participantes do processo licitatório que concedeu às cooperativas o direito de circular na Zona Oeste estavam de acordo da lei. Apesar de terem sido citados na CPI das Milícias, eles ainda não tinham sido condenados por qualquer crime e atendiam aos requisitos previstos pela Justiça. A secretaria, no entanto, garantiu que, caso as irregularidades sejam comprovadas, as licitações serão suspensas. 

Eduardo Paes à direita
"Por mais que eles ainda não tivessem contra si qualquer crime na Justiça, essas pessoas foram citadas na CPI das Milícias e mereciam atenção especial. Não é por menos que, entre as pessoas com as quais a Prefeitura negociou, há pessoas presas e foragidas", criticou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), responsável pela investigação.

Modelo perigoso

Em nota, o Sindvans-Rio criticou o modelo de licitações adotado pela Secretaria de Transportes, no qual cooperativas ou empresas podem concorrer pelas linhas de cada região. Para o sindicato, a licitação deveria ser aberta aos trabalhadores autônomos, que são vítimas dos esquemas de extorsão das cooperativas.

"Os trabalhadores autônomos legalizados são vítimas e reféns desse sistema que o crime organizado, há mais de uma década, explora com mão de ferro", criticou o Sindvans, que pressiona Eduardo Paes para rever as licitações que deram poder às cooperativas lideradas por milicianos.

A Secretaria de Transportes explicou que o modelo proposto pelo sindicato não é aplicável, já que não permitiria ao poder público controlar o número de veículos destinados a cada região e os itinerários adotados pelos motoristas.

Jornal do Basil - Coluna Informe JB