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domingo, 29 de março de 2015

Equipe do GLOBO é assaltada na Lapa durante reportagem

Uma equipe de reportagem do jornal O GLOBO foi assaltada pela manhã na Rua Joaquim Silva, na Lapa. Repórter, fotógrafo e motorista faziam uma matéria sobre o acúmulo de lixo nas ruas devido à greve dos garis quando dois homens em um carro Fox preto se aproximaram do veículo de reportagem, que estava parado a poucos metros da Escadaria Selarón. O homem que ocupava o banco do carona desceu do veículo e, armado, abordou a equipe. O ladrão roubou o equipamento do fotógrafo e celulares. A equipe seguiu para a delegacia para registrar o assalto. (O Globo)

Imagem: Reprodução/O Globo

— A equipe do Globo foi assaltada? Que absurdo, gente! Não é possível! Essa é a primeira vez que ouço falar em assalto à mão armada no Rio, estou muito assustado. Como assim, assalto na Lapa? Afinal de contas, graças aos nossos governantes - muito protegidos pelo Globo - os índices de criminalidade são "baixíssimos" e a nossa realidade social é "maravilhosa", não é mesmo. 

Ironias e verdades à parte, o fato é o seguinte: Essa é a "eficiente" política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro que, você, O Globo mais apoia do que critica. Inevitavelmente, em algum momento, essa ineficiência chegaria até você. E aí, O Globo! Está indignado? Sinta na pele o que a população passa todos os dias nas mãos desse Estado ladrão, corrupto, ineficiente, incompetente e perdulário que você tanto protege. O Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Só a grande imprensa, mais especificamente O Globo, não vê isso. Por que será?

Neste assalto, O Globo começa a sentir as consequências de seu jornalismo manipulador e tendencioso, produzido em prol do governo e contra os interesses da população. É isso o que acontece com uma imprensa que presta um desserviço à sociedade. É isso o que acontece com uma imprensa que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

Agora, a pergunta que faço é a seguinte: E agora, Pezão? E agora, Beltrame? Isso não faz parte do acordo entre vocês e as Organizações Globo!

O Globo, seja 'bem-vindo' à realidade da população brasileira!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Com policiamento pífio nas ruas, ladrões fazem a festa no Centro do Rio

É aquela história, se você posicionar 10 ou 15 policiais naquele perímetro, os pivetes não vão assaltar mais alí. Ah, mas aí eles vão para outro lugar. Mas nesse outro lugar eles não terão tanta facilidade para roubar e fugir. Ou a polícia acha que os roubos acontecem sistematicamente naquela área porquê. É claro que os pivetes vão continuar assaltando em outro lugar, mas alí vai parar. Ah, mas se agente prender tem que soltar logo depois porque são menores. Mas ninguém está pedindo para prender os pivetes, o cidadão quer que a polícia evite os assaltos diários. Se a autoridade estiver presente no local, eles não roubarão. Não tem jeito, o jogo é esse mesmo. O que não dá pra aceitar é dizer que não pode prender porque tem que soltar depois. Esse tipo de discurso é de gente sem caráter.

Imagem: Reprodução / O Dia Online

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O JOGO DAS UPPs: Polícia Militar faz operação de combate ao tráfico em Niterói

Enquanto as médias e grandes cidades do país vêm sofrendo os horrores da violência. Aqui no Rio de Janeiro, está havendo uma reacomodação do mapa da violência e da criminalidade em função do jogo das UPPs. É uma espécie de xadrez onde a estratégia de ocupação das UPPs está sendo conduzida de acordo com o xadrez político e geopolítico. Áreas por onde os turistas vão, áreas dos grandes eventos, áreas no entorno do Maracanã e Zona Sul.

Imagem: Reprodução  / Jornal O Globo

E aí, o impacto da chegada da UPP expele poeira criminosa. E essa poeira criminosa vai se depositar em outras comunidades que estão pagando um preço enorme. Lugares que nunca houve registros de violência, se tornaram redutos de traficantes e bandidos que exibem armamentos à luz do dia, pra cima e pra baixo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

FRACASSO DAS UPPs: Comerciantes e empresários fecham as portas por ordem de traficantes do Jacarezinho

Traficantes impõem lei do silêncio em comunidade ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro. Nesse contexto, as UPPs não valem nada. Se ações de bandidos como essas acontecem em áreas onde o Estado se fez presente através da ocupação territorial. Das duas uma, ou Sérgio Cabral e Beltrame acabam de vez com a circulação de marginais em áreas pacificadas, ou criam as UPPs para UPPs.

Extra Online

Polícia Militar do Rio de Janeiro tem o maior número de bandidos fardados do país, diz pesquisa

A Polícia Militar do Rio de Janeiro está no topo do ranking da extorsão policial no país. Do total de pessoas achacadas por policiais militares, 30,2% são do estado. O dado faz parte da Pesquisa Nacional de Vitimização, encomendada pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ao instituto Datafolha, e obtida com exclusividade pelo EXTRA. Segundo o levantamento, o estado tem mais vítimas desse crime do que todos os demais estados da Região Sudeste somados, inclusive São Paulo, que tem a maior população e a maior corporação militar do país. (Extra)

Imagem: Reprodução / Extra Online

Em 18 de abril de 2009, três jovens saíam de uma pizzaria quando perceberam que um pneu do carro estava furado. Pararam o veículo e foram surpreendidos por policiais militares. O trio foi revistado e apresentou o documento do automóvel. Não havia irregularidades. Ainda assim, os militares exigiram um pedágio — este foi o termo usado — de R$ 300. Nenhum dos três tinha a quantia pedida. O tapa na cara que o sargento Marcelo Barbosa Rocha deu em Y. inaugurou uma série de ameças e extorsões de que o grupo seria vítima e só punidas há duas semanas, com a condenação de dois policiais.  (Extra)

É duro você lidar com uma notícia dessa e conviver com um fato desse. É duro você estar num Estado como o nosso e que uma pesquisa mostra que temos a polícia militar mais corrupta do país. É uma coisa simplesmente humilhante pra todos nós. São crimes diversos, mas o crime medido pela pesquisa foi o de extorsão, aquele que mais comumente atinge você na blitz, na abordagem na rua, aquela coisa que agente conhece. PM corrupto tem que ir pra em cana, uma autoridade fardada com arma na cintura que comete crimes é um vagabundo, um criminoso da pior espécie. Tem que ir em cana!!! 

A carreira pode não ser uma maravilha, mas está longe de ser um trabalhador jogado debaixo da ponte. Ah, mas se ele for expulso vai virar mão-de-obra para as milícias. Ué, prende ele outra vez, mete em cana novamente!!! Pau no burro!!! E mais, a PM podia atuar preventivamente e de forma mais eficaz nessa coisa da extorsão. Se os comandantes de batalhão baixarem normas estabelecendo ou proibindo determinados procedimentos, a margem de manobra pra banda corrupta extorquir vai diminuir. 

Se o comandante disser: Soldado, sargento, cabo ou tenente que tiver aqui com viatura parada, bloqueando rua em blitz e que não tenha a presença de outras viaturas ou uma determinação do comando, vai pegar prisão administrativa. Na mesma hora, 30% das extorsões na área vão diminuir porque são feitas assim. Quando a PM começar a atuar no varejo e na prevenção, a coisa vai melhorar. 

Instituto de Segurança Pública desmente Sérgio Cabral e diz que casos de estupro cresceram 9,4% no Rio de Janeiro

E aí, Governador? Vai me dizer que o ISP está mentindo? Cruzados os dados do mês de fevereiro deste ano com o do mesmo período de 2012, houve 22 casos a mais de estupro e atentado violento ao pudor. A quantidade de vítimas passou de 475 para 497 – um crescimento de 4,6%.


Os casos de estupro e atentado violento ao pudor no Rio de Janeiro aumentaram 9,4% de dezembro a fevereiro de 2013 no comparativo com o mesmo período de 2012. Em números absolutos, houve 1.494 registros, ante 1.366 no ano passado. As informações constam nas estatísticas de criminalidade divulgadas mensalmente pelo Instituto de Segurança Pública do estado do Rio (ISP). Os dados foram divulgados em meio à repercussão sobre o caso da americana violentada por três criminosos dentro de uma van, no último dia 30. O grupo foi denunciado na segunda-feira pelo Ministério Público.

Um dos problemas do estupro é a subnotificação. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA estimam que, no Brasil e no mundo, só 10% das vítimas comuniquem esse tipo de crime à polícia. “Há uma cultura machista e patriarcal no mundo de que o lugar da mulher é na cozinha, dentro de casa. Ao saber que a mulher foi estuprada, as pessoas se questionam com que roupa a vítima estava e o que fazia de madrugada na rua. Isso intimida a mulher”, afirma a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

No Brasil, a falta de informações precisas também dificulta o combate ao crime e a prisão dos estupradores. Os dados das delegacias de polícia não são comparados ou ligados aos dos sistemas de saúde, local de atendimento às mulheres e onde é possível detectar um crime sexual, mesmo sem que a vítima tenha procurado a polícia. Um projeto da secretaria tentará unificar a base para, em três anos, melhorar o quadro de informações sobre esse tipo de delito. Em março, foi lançado o programa Mulher: Viver sem violência, do Governo Federal, que, entre diversas ações de combate à violência contra a mulher, prevê a integração do atendimento do sistema de saúde com o do Instituto Médico Legal (IML). A mulher que sofreu um estupro, quando estiver no hospital, será atendida pelo mesmo médico que fará a coleta de provas para a perícia.

A secretaria também quer unificar os dados de cada estado, que repassarão as informações para a União. É um processo que demandará tempo porque muitas unidades da federação sequer têm o sistema informatizado. “Às vezes, quando peço informação sobre algum dado de violência contra mulher em algum estado, o sistema é manual. A Secretaria Nacional de Segurança Pública está investindo para que todo o país conheça essas informações”, explica Aparecida.

A secretaria também pretende reforçar a estrutura de atendimento do serviço telefônico 180. A ideia é que ele se transforme em uma espécie de disque-denúncia. Hoje, o número funciona como uma Central de Atendimento à Mulher, mas, no futuro, servirá de base para um banco de dados da secretaria. As mudanças propostas pela SPM incluem conectar o 180 às polícias estaduais e à Casa da Mulher – local onde serão integrados os serviços de promotoria, defensoria, juizado e delegacias especializadas no atendimento à mulher, além do serviço de transporte para levar a vítima ao hospital. A primeira dessas instituições ficará pronta em 90 dias.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Deputado Marcelo Freixo chama Cidinha Campos de desqualificada, critica Sérgio Cabral e Eduardo Paes

SRZD.com


RIO - Marcelo Freixo havia acabado de discursar na última sexta-feira, pelo comício semanal do PSOL, próximo à Avenida Rio Branco, no coração do centro da cidade do Rio de Janeiro, quando foi abordado pela equipe de reportagem do SRZD, que solicitou prontamente uma entrevista exclusiva. Sem receio do inesperado, o deputado estadual e pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, aceitou o convite de bom grado e atencioso não fugiu a nenhum questionamento proposto.

Em pouco mais de 15 minutos de conversa, Marcelo Freixo rebateu acusações da deputada estadual Cidinha Campos, afirmou que o prefeito Eduardo Paes tem medo do debate, criticou o projeto das "UPPS", o governador, e disse não temer enfrentar a máquina do Estado nas eleições deste ano.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Marcelo Freixo:

A deputada estadual pelo PDT, Cidinha Campos acusa o senhor de desperdiçar dinheiro publico ao utilizar um número que seria, segundo palavras da própria deputada, desnecessário de seguranças. Mesmo com as inúmeras ameaças de morte recebidas pelo deputado, ela afirma que utiliza seu "efetivo particular" mais como instrumentalização político-publicitária que por defesa pessoal. O que tem a dizer a partir da denúncia?

Sobre o número de seguranças que tenho, convido você, assim que terminar esta entrevista, a conhecê-los e poderá constatar que é um contingente razoável perto das denúncias que recebo de ameaças de mortes desde a CPI das Milícias.

E a Cidinha?

Não vou responder a uma deputada de tamanha desqualificação porque não tem valor moral para isso. É uma pessoa que quando o governador estadual atual (Sérgio Cabral) era presidente da Assembleia Legislativa, dizia claramente que ele se tratava de um ladrão, que não tinha como explicar a casa suntuosa que tem emMangaratiba e hoje ela freqüenta esta mesma casa em reuniões.

O PMDB doou dinheiro para a deputada, fez isso nem para o próprio deputado do PMDB, mas estranhamente, doou para ela. A deputada está a serviço de umprojeto podre. É lamentável que uma pessoa ganhe idade e perca dignidade.

Desviando agora o assunto para eleições, uma vez que o senhor é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSOL, você afirmou em entrevista recente ao jornalista Juca Kfouri, na "ESPN Brasil", que o atual Prefeito, Eduardo Paes, estava morrendo de medo de enfrentá-lo em um debate, por quê?

Não é necessariamente comigo, mas qualquer debate. Eles têm medo de debater. A prefeitura virou um balcão de negócios e a verdade é que para eles um segundo turno é muito ruim, mas seria bom para a cidade.

A próxima eleição vai definir o Rio de Janeiro nos próximos 30 anos, porque não se muda um panorama em quatro, oito anos. Nós queremos um debate aprofundado.

Vamos provocar um segundo turno, contrastar os projetos, ver o que cada um pensa, não só eu, o Eduardo Paes, mas todos os candidatos, sobre saúde, educação, transportes, para que a cidade e a democracia ganhem com isso. O debate é mais importante do que propriamente quem vai ganhar a eleição.

Você vem afirmando recentemente que a UPP é um "projeto de cidade" do Rio de Janeiro. No que consiste exatamente esse projeto?

A UPP claramente não é um projeto de segurança pública. É um projeto de cidade que tem seus méritos, acertos. É mais valoroso ter a polícia no local do problema que a presença do tráfico, isso é indiscutível. No entanto, o mapa das UPPS revela um projeto que abrange o corredor hoteleiro, o entorno do Maracanã, a zona portuária e a Cidade de Deus. A escolha das áreas para receber as UPPS está relacionada aos grandes investimentos, por isso, um projeto de cidade, não de segurança pública.

Não se investe em outra coisa a não ser a presença da polícia. Está aí um grande erro. Não tem orçamento para outras áreas. É na hora de você fazer o orçamento que diz para quem governa. Quem diz que governa para todo mundo mente para alguém. No projeto atual não está prevista uma UPP social. Isso pode levar o projeto da UPP como um todo a um desastre no futuro.

Mas o Secretário de Segurança do Estado, Jose Mariano Beltrame, afirmou que haverá UPP em Niterói, configurando um caso fora desse projeto de cidade...

Pode até chegar realmente á Niterói, mediante a crise que a cidade vive no momento, mas não faz parte do projeto original.

O deputado não teme que a máquina do Estado seja utilizada contra você nas próximas eleições. Na última disputa da prefeitura há quem denuncie que a votação do segundo turno foi agendada para um feriado de modo a esvaziar a cidade e em consequência, grande parte do eleitorado do Fernando Gabeira, candidato na ocasião. Você não se preocupa que algo similar ocorra novamente?

Nós vamos enfrentar tudo. São 19 partidos, fora a CBF. Temos que superar um grande esquema do lado de lá, mas como diz o Marcelo Yuka, todo gigante tem canela fina. Nós vamos para a disputa. Nossa pré-candidatura, que será candidatura em breve, precisa de um debate. Tem que ter segundo turno. Se a gente chegar num segundo turno é 0 a 0 e aí vamos ver o que acontece. Sabemos que saímos em desigualdade, mas vamos enfrentá-la.

- Paes vai pedir decretação de feriado nos dias 20, 21 e 22 de junho.

Matéria originalmente publicada no site Sidney Resende

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CARA DE PAU: Sérgio Cabral nega crise entre as polícias após prisão do coronel Djalma Beltrami

Não adianta esconder, o problema é grave e afeta a relação das corporações
R7.com

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, negou nesta segunda-feira (16),que haja uma crise institucional entre as Polícias Civil e Militar devido à prisão do ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), Djalma Beltrami. Ele é acusado de receber propina para não reprimir o tráfico de drogas no morro da Coruja, em São Gonçalo, na região metropolitana. As investigações são da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, comandada pelo delegado Alan Luxardo.

Por causa das acusações, Djalma Beltrami já foi preso duas vezes, mas ficou no máximo 48 horas encarcerado, já que nas duas oportunidades a Justiça concedeu a liberdade ao oficial da PM. Na decisão, a atuação da Polícia Civil foi questinada. Para o judiciário, faltam provas do envolvimento do coronel. Nesta segunda-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que o caso deve ser investigado, mas que isso não representa uma crise entre as duas corporações.

- A Secretaria de Segurança tem o comando forte de José Mariano Beltrame e a minha orientação. Esse é um caso de investigação e Justiça. Isso precisa ser esclarecido, no entanto, as Polícias Civil e Militar não vão se deixar contaminar por este caso específico. Isso não macula em nada essa relação.

LEIA TAMBÉM:
Prisão e libertação de ex-comandante do 7º BPM expõe ‘racha’ entre PM e Civil
Coronel PM diz temer perseguição pela Polícia Civil

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

RESULTADO DAS UPPs? Sequestros-relâmpago aumentaram 966,7% na Baixada

Segundo especialista, o crime está relacionado à falta de policiamento ostensivo

RIO - A psicóloga M.C.M., de 40 anos, passou sete horas de terror, em meados de 2011, refém de quatro homens armados. Ela foi abordada quando dirigia da Baixada em direção ao Centro do Rio e obrigada a trocar de carro duas vezes com a cabeça coberta por saco plástico preto. Os bandidos fizeram saques com quatro cartões de crédito dela e do marido, sempre sob ameaça de morte, até ser libertada na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. O caso dela engrossou uma estatística que explodiu ano passado na região: a de sequestros-relâmpago. Entre janeiro e outubro de 2011, foram 32 registros contra apenas três no mesmo período de 2010 (966,7% a mais), segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em todo o estado do Rio, a alta do crime foi de 58,4% (de 77 para 122 casos). Na capital, o número também subiu de 46 registros para 70 (52,2%). Para o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel PM José Vicente da Silva, o sequestro-relâmpago está relacionado à falta de policiamento ostensivo. “Além disso, um mapeamento cuidadoso, através das informações das vítimas, consegue identificar as quadrilhas, pois o comportamento delituoso é previsível, repetitivo”, avalia o especialista.

Os números do ISP revelam ainda que o maior número de registros de sequestros-relâmpago na Baixada são de duas delegacias de Duque de Caxias: a 59ª DP, que fica no Centro do município, e a 60ª DP, em Campos Elíseos. As duas unidades concentram 19 dos 32 casos registrados na Baixada em 2011.

Secretaria: policiamento é eficiente

A Secretaria de Segurança reconhece que o crime de sequestro-relâmpago teve um aumento percentual significativo. Porém ressalta que ‘a incidência desse crime ainda é quantitativamente pequena em relação ao estado como um todo’, diz a nota.

Para reduzir chances de ser vítima

O coronel José Vicente da Silva ressalta que o poder público não pode culpar as vítimas por desatenção ou de ter facilitado o crime. “Sequestro-relâmpago é falta de segurança pública”, sentencia o militar.

Para ele, é preciso observar veículos e pessoas estranhas nas redondezas. “Em caso de qualquer suspeita, a possível vítima não deve sair do local seguro, como a portaria do prédio, e ligar imediatamente para o telefone da polícia, o 190”, orienta o oficial.

José Vicente recomenda expressamente não reagir, caso a abordagem seja feita. “É fundamental manter a calma, pois os bandidos, em geral, estão nervosos. Não reagir é a regra básica; outra é tentar negociar para ser libertado logo. O sequestro-relâmpago põe a vida da vítima em perigo durante todo o tempo”, avaliou o coronel.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Traficantes expulsos por UPP da Mangueira aterrorizam comunidade em Niterói

RIO - Comunidade conhecida por, na contramão de tantas outras, conseguir escapar do controle de traficantes de drogas ao longo dos anos, o Morro do Preventório, em Jurujuba, Niterói, viu sua rotina virar de cabeça para baixo desde meados do ano passado. Naquela época, a Secretaria estadual de Segurança anunciou a ocupação do Morro da Mangueira, na Zona Norte do Rio, pela Polícia Militar (PM) para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Os criminosos de lá teriam feito da favela niteroiense seu esconderijo.

Segundo moradores — que não se identificam por medo de represálias —, cerca de 40 bandidos invadiram o Preventório. Alguns deles estão armados com fuzil e pistolas. O grupo circularia por ruas, becos e vielas, sem fazer questão de se esconder.

— Isso aqui já foi um morro calmo. Está difícil a vida. A paz abandonou a nossa comunidade já há algum tempo... — desabafou um morador.

Secretário de Segurança e Controle Urbano de Niterói, o coronel Ruy França disse ter sido procurado por um grupo de moradores da comunidade há duas semanas. Assustados com a presença dos invasores, eles pediram providências ao oficial.

Para os moradores, porém, as operações não atingiram o objetivo principal: expulsar os invasores.

— Eles continuam aqui. O que a gente precisa é que o Preventório seja ocupado pela polícia de forma definitiva, assim como a Mangueira foi ocupada. De que adianta tirarem os bandidos de lá e eles virem para cá? — perguntou uma moradora.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

terça-feira, 29 de novembro de 2011

RETRATO DA IMPUNIDADE: Beltrame diz que apenas 15% dos homicídios no Rio são elucidados
Segundo secretário, assassinos no Estado têm 85% de chances de ficar impunes
R7.com

RIO - A Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, elucida 15% dos casos investigados, segundo o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame. A informação foi revelada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de segunda-feira (28).

Imagem: Reprodução Internet - TÁ DE BOBEIRA!!!