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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sargento da Marinha é preso com arsenal do tráfico em casa

Policiais da 6ª DP (Cidade Nova) prenderam um sargento da Marinha, em Padre Miguel. De acordo com o delegado Antenor Lopes, Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos, confessou ser dono dos 10 fuzis, duas metralhadoras, nove pistolas e mais de 20 mil balas de diversos calibres. Pelo serviço, ganhava R$ 8 mil por mês. O material foi encontrado em tonéis no fundo falso da garagem da casa do militar, no número 67 da Rua Irerê. Foram apreendidos ainda dois carros - um Meriva e um Celta, além de carregadores, silenciadores e toucas ninjas. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Imagem: Reprodução / Extra Online

Imagem: Reprodução / Extra Online

domingo, 22 de janeiro de 2012

Governo Sérgio Cabral paga o PIOR salário do Brasil aos policiais civis

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ATENÇÃO Sérgio MALANDRO Cabral: Policiais Civis, Militares e Bombeiros aprovam greve


RIO - Em assembleia na noite de ontem, cerca de 700 policiais civis, militares e bombeiros aprovaram um indicativo de greve por tempo indeterminado, nas três corporações a partir do dia 10 de fevereiro. A condição para que os servidores não cruzem os braços é que o governo do estado chame as categorias para negociar melhorias salariais.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fernando Molica: O caso Beltrami e a briga das polícias


Rio - Até onde sei, o coronel PM Djalma Beltrami cometeu graves e comprovados erros apenas como árbitro de futebol. Os piores foram a marcação de um impedimento inexistente de Dodô na final do Carioca de 2007 e a expulsão do jogador a poucos minutos do fim do jogo. Sua atuação foi decisiva para impedir que o Botafogo chegasse ao título. Mas a desastrosa e, para os alvinegros, imperdoável participação de Beltrami naquele jogo não justifica, claro, suas duas prisões determinadas pela Justiça.

O oficial foi acusado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de associação com o tráfico de drogas. Qualquer que seja seu desfecho, o caso não é simples. Se Beltrami for considerado culpado, a investigação terá contribuído para, mais uma vez, revelar o grau de corrupção na polícia. Implicará a necessidade de se reforçar a vigilância sobre os policiais e de se encarar a importância de uma política salarial digna para os que têm a obrigação de arriscar suas vidas por todos nós.

Baixos salários não justificam a corrupção, mas abrem caminho para atividades paralelas que, aos poucos, se revelam mais interessantes e lucrativas que o trabalho principal. O salário de um agente policial não pode ser tão absurdamente inferior ao poder que lhe é concedido pelo Estado. Ainda mais um Estado — e aqui falo do País como um todo — que se mostra pouco interessado em punir casos de corrupção explícita que se manifestam em instâncias superiores. O exemplo, para o bem e para o mal, vem de cima. Se a culpa do coronel não for comprovada, todo este episódio servirá para reiterar os problemas na condução de inquéritos policiais: não dá para medir o tamanho do dano provocado pela exposição pública de um inocente.

Mas, de cara, o prende-solta do oficial escancarou de vez a crise entre as polícias Civil e Militar. Para boa parte da PM, Beltrami é apenas a bola da vez nas infindáveis escaramuças entre as duas instituições. A disputa de poder leva a uma permanente tensão e a frequentes casos de sobreposição de funções — os perrengues são bons apenas para os que lucram com a disputa, aí incluídos os bandidos. A divisão de funções policiais, algo raro no mundo, apenas contribui para aumentar nossos problemas de segurança. O caso Beltrami, o Fla-Flu criado entre os que o acusam e o defendem, pode servir, ao menos, para o País estudar a derrubada de interesses corporativos e a trabalhar pela unificação das polícias.

Fernando Molica é jornalista e escritor

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CARA DE PAU: Sérgio Cabral nega crise entre as polícias após prisão do coronel Djalma Beltrami

Não adianta esconder, o problema é grave e afeta a relação das corporações
R7.com

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, negou nesta segunda-feira (16),que haja uma crise institucional entre as Polícias Civil e Militar devido à prisão do ex-comandante do Batalhão de São Gonçalo (7º BPM), Djalma Beltrami. Ele é acusado de receber propina para não reprimir o tráfico de drogas no morro da Coruja, em São Gonçalo, na região metropolitana. As investigações são da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, comandada pelo delegado Alan Luxardo.

Por causa das acusações, Djalma Beltrami já foi preso duas vezes, mas ficou no máximo 48 horas encarcerado, já que nas duas oportunidades a Justiça concedeu a liberdade ao oficial da PM. Na decisão, a atuação da Polícia Civil foi questinada. Para o judiciário, faltam provas do envolvimento do coronel. Nesta segunda-feira, o governador Sérgio Cabral afirmou que o caso deve ser investigado, mas que isso não representa uma crise entre as duas corporações.

- A Secretaria de Segurança tem o comando forte de José Mariano Beltrame e a minha orientação. Esse é um caso de investigação e Justiça. Isso precisa ser esclarecido, no entanto, as Polícias Civil e Militar não vão se deixar contaminar por este caso específico. Isso não macula em nada essa relação.

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Coronel PM diz temer perseguição pela Polícia Civil

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Greve dos policiais militares do Rio de Janeiro pode acontecer em pleno carnaval

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Na próxima quarta-feira (18/01), os líderes do movimento grevista da Polícia Militar do Rio de Janeiro devem se reunir para traçar suas reivindicações e estratégias. O descontentamento da tropa ganhou força das redes sociais e a grande maioria dos agentes é favorável à greve, que tenta melhorar as condições de trabalho da categoria. Hoje, os PMs do Rio têm o pior salário do Brasil.

Carnaval refém

Os responsáveis pelo movimento defendem que a greve deve acontecer pouco antes do começo do carnaval carioca, em fevereiro. Para eles, a necessidade de proteção durante a festa será fundamental para pressionar o governo. O único temor dos policiais é não conseguir mobilizar toda a tropa a tempo, já que falta pouco mais de um mês para o carnaval.

Vitória antecipada

Antes mesmo da greve começar, o governo se sentiu ameaçado pelo movimento e antecipou um reajusta de 20% para os policiais, além de reduzir os critérios de tempo para promoções. A tentativa de acalmar os ânimos dos PMs é louvável, mas deu mais força aos grevistas, que consideram a notícia como sua primeira vitória.

Made in Ceará

A inspiração dos grevistas do Rio vêm do Ceará, onde as polícias Civil e Militar tiveram seus pedidos atendidos após entrarem em greve simultaneamente.