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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O Globo faz cobertura tendenciosa a favor do governo e tenta criminalizar protesto de professores grevistas

Segundo o jornal, os professores teriam dado "apoio incondicional" aos Black Blocs, grupos radicais que protagonizam cenas de vandalismo na cidade em meio aos protestos. Isso é mentira. O que o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) quis dizer, é que os Black Blocs são bem-vindos quando agem de forma pacífica em apoio às manifestações. Como aconteceu na expulsão dos professores da Câmara de Vereadores, onde Black Blocs ajudaram a defender os docentes da truculência da Polícia Militar, agindo como bons aliados numa ação colaborativa. Como podemos ver, O Globo, mais uma vez, tenta manipular a opinião pública em prol do governo e contra os interesses da população.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

Para quem não sabe, apoio incondicional quer dizer o seguinte: Se os Black Blocs fizerem uma manifestação pacífica, serão apoiados. Se os Black Blocs botarem pra quebrar, depredando e vandalizando, também serão apoiados. Isso é apoio incondicional.

Portanto, O Globo está exagerando e sendo tendencioso ao dizer que os professores grevistas apoiam de forma incondicional os Black Blocs. Isso é mentira. Até porque, o que os professores querem é que o movimento seja percebido e suas reivindicações sejam discutidas pela sociedade. É isso que eles querem. Os professores não querem ficar discutindo Black Blocs. Viu, O Globo!!!

De acordo com o Sepe-RJ, os Black Blocs são bem-vindos apenas quando agem como força legítima da sociedade, para exigir dos governantes melhores condutas diante dos interesses sociais. E não para deturpar com ações que esse movimento dos professores não aceita e não endossa. Então, nesse sentido, não teve apoio incondicional nenhum.

O fato é que a manipulação da notícia, sempre feita pelo jornal O Globo, para produzir um efeito criminalizante dos fatos, não pode se estender aos professores. Acho perigoso e nocivo sugerir que o movimento dos professores e os Black Blocs estejam irmanados incondicionalmente.

#diadoprofessor

Jornal O Globo tenta desqualificar manifestação de professores grevistas

Segundo a publicação, a liderança do movimento grevista dos professores teria ligação político-partidária com o PSOL e o PSTU. Ora, não tenho nenhuma dúvida sobre a existência de um possível apoio partidário ao movimento. Aliás, não conheço nenhuma organização popular que não tenha suas identificações no mundo da política. Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff são políticos profissionais, tudo que eles fizeram na vida esteve ligado a um projeto político. As pessoas que ocupam o comando do Estado brasileiro estão lá, porque fizeram o caminho da política-partidária.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

Então, me parece caricato quando alguém tenta desqualificar um movimento popular legítimo por conta disso. Não entendo o porquê desta reação criminalizante do eventual caráter político-partidário da liderança dos professores. Essa tentativa de dar um caráter criminoso ao movimento, por este motivo, não altera em nada a legitimidade das manifestações. Viu, O Globo!!!

As pessoas estão nas ruas para cobrar mudanças no comportamento de um Estado que você, O Globo, mais apoia do que critica. De um sistema político que você mais apoia do que critica. Que a Band, a Record e o SBT mais apoiam do que criticam. Enfim, a essência da relação da grande imprensa com o Estado brasileiro é de parceria, cumplicidade e mútua conveniência. Chega a ser uma relação de razoável proteção e blindagem.

Portanto, O Globo, a tentativa de criminalizar o que está acontecendo, é muito presente na forma como se cobre o que está acontecendo. 

#diadoprofessor

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Passageiros enfrentam filas e tumultos no Aeroporto Santos Dumond, no Rio

Essa Infraero é uma "POUCA VERGONHA". Vejam se não é uma palhaçada. O Santos Dumont funcionou durante décadas com embarque a pé. Eu até entendo que aumentou a demanda, mas as obras que fizeram no aeroporto não agregaram nenhuma vantagem às que já existia como a proximidade das aeronaves e o fluxo mais ágil dos passageiros. Tinha problema? Sim. Mas não tenho na memória tanto tumulto em aeroporto quanto tem hoje.
Portal G1 / Foto: Reprodução Internet

Esses caras da Infraero não são só INCOMPETENTES, eles são BURROS TAMBÉM. Se você não tem ônibus suficiente para levar os passageiros até os aviões, algum tipo de deslocamento a pé é possível. Deixem que os bípedes façam o que sabem fazer desde os primórdios da espécie. Deixem que eles, orientados pelos guias da companhia, cheguem até o avião. Algum trajeto é possível fazer, tenho certeza que é.

Esses burocratas da Infraero dificultam a vida do cidadão, mudando regras toda hora. Uma hora pode entrar um troço, outra hora não pode. Tem hora que o alicate pode, tem hora que não pode. Tem hora que a coisa apita, tem hora que não apita. Você desce no aeroporto e logo ouve um cara gritando: "TÁXI!, TÁXI! DE BAIXO DA RAMPA!". Isso é medieval.

O sistema aeroportuário brasileiro é uma POUCA VERGONHA. É essa NOJEIRA!!!. E esses burocratas da Infraero ficam posando de autoridades e cheios de não me toques. Ficam ofendidinhos quando você os xinga. Até te processam. São uns IDIOTAS COMPLETOS. Essa tal de Infraero é um lixo. E não é um lixo por causa dos funcionários. É um lixo por causa da gestão, por causa da interferência política, do jogo político em cima dela que fez com que ela se metesse em muita CORRUPÇÃO.

É todo um jogo em que você vê a INEFICIÊNCIA e a BANDALHEIRA do ponto de táxi até dentro do avião. E do avião até o ponto de táxi. Basta usar os aeroportos brasileiros pra você ver o que são. É uma BRINCADEIRA!!!. É uma VERGONHA!!!. É uma coisa HORROROSA!!!. Esse é o padrão do serviço público brasileiro. IMAGINA NA COPA!!!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM NO RIO: Sérgio Cabral exonera comandante do GMAR e manda prender 123 salva-vidas

UOL Notícias

RIO - O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro divulgou nota afirmando que, até a tarde desta sexta-feira (10), 123 salva-vidas foram indiciados por falta ao serviço. Todos serão presos administrativamente, segundo o comando do órgão, e o comandante do 2º Grupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca, tenente coronel Ronaldo Barros, foi exonerado do cargo.

Os bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil e os agentes penitenciários do Rio entraram em greve oficialmente às 23h30 de quinta-feira (9). A orientação do comando de greve é que nenhum PM ou bombeiro saia para ocorrência alguma. A Polícia Civil só atenderá ocorrências emergenciais, como violência grave, furto de veículo e as relativas à Lei Maria da Penha.

Mais cedo, a Polícia Militar do Rio decretou a prisão administrativa de mais de 50 policiais militares que se negaram a deixar os quartéis em função da greve da categoria, segundo o chefe do Estado Maior Administrativo da PM, coronel Robson Rodrigues da Silva. Com autorização da Justiça, a Corregedoria Interna da PM também deteve nesta manhã nove líderes do movimento.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Sérgio Cabral articulou prisões de líderes no dia anterior à greve das forças policiais

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve dos policiais militares deve ser tributada ao poder público"

O governo do Estado do Rio de Janeiro começou a articular a prisão dos principais líderes da greve das entidades de classe da segurança pública fluminense na última quarta-feira (8), portanto, um dia antes de a greve ser oficialmente deflagrada. Em reuniões fechadas no Palácio Guanabara, o governador Sérgio Cabral (PMDB), a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa), Paulo Melo (PMDB), entre outros representantes do governo, listaram os principais personagens do movimento.

Na manhã de hoje, passadas quase 12 horas do anúncio oficial da greve, a Justiça expediu 11 mandados de prisão contra os policiais que estavam à frente da paralisação, entre os quais dois coronéis e um major. No total, 17 policiais foram detidos, entre os quais dez lideranças --e mais de 130 PMs responderão asindicâncias e/ou inquéritos administrativos por insubordinação (se recusaram a sair do quartel).

O Executivo fluminense já esperava que o impasse não seria resolvido. Há dois dias, o deputado estadual Paulo Melo chamou o diretor-jurídico do Sindpol(Sindicato dos Policiais Civis), Francisco Chao, para conversar em seu gabinete, e exigiu que ele fosse sozinho. Durante o encontro, o parlamentar perguntou "O que vocês querem?".

O policial civil respondeu que todas as reivindicações da categoria já tinham sido "mais do que divulgadas desde 2007". Melo argumentou que a Polícia Civil seria "diferenciada" em relação a outras forças de segurança pública, em função do grau de instrução de seus membros, e ouviu de Chao que os policiais civis tinham assumido um compromisso moral com os companheiros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

O representante do Sindpol respondeu ainda que bastaria "equiparar [condições de trabalho] com a Polícia Federal" para resolver o problema, mas ressaltou que aPM entraria em greve. O presidente da Alerj respondeu que não se preocupava tanto com bombeiros e PMs, pois bastaria "prender as lideranças". Era a estratégia do governo para assustar os demais grevistas e esvaziar a mobilização. Cabral alimentava a esperança de convencer a Polícia Civil a não ingressar no movimento grevista.

Justamente naquela noite, durante a assembleia, o "Jornal Nacional" exibia uma reportagem baseada em gravações telefônicas autorizadas pela Justiça que revelaram conversas do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento S.O.S Bombeiros, discutindo estratégias para fortalecer o movimento grevista no Rio. O bombeiro foi preso ao desembarcar no aeroporto Internacional do Galeão quando voltava de Salvador, na Bahia --Estado que também tem parte de PM em greve.

A tentativa derradeira de desvincular a Polícia Civil da inevitável greve dos militares se deu quando o governo aprovou, na noite de quarta, as mudanças noprojeto de lei que determina a antecipação de reajuste salarial para as categorias, o que melhorou substantivamente a proposta original --aumento de 39% em duas parcelas (fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013). O PL 1.184/12 foi aprovado naAlerj no dia seguinte por 59 votos a um.

A última cartada de Cabral, porém, provocou gargalhadas dos policiais presentes na assembleia. Depois de ler a nota oficial do governo para os presentes, o presidente do Sindpol, Carlos Gadelha, afirmou: "Eu acho engraçado que o governo não chega para a gente para perguntar se a proposta está boa ou ruim. O que vocês acham? Eu continuo achando que a gente deve fazer greve". A massa apoiou.

O episódio marcou pontualmente o fim das negociações entre os líderes do movimento e a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, que falava em nome do governador. Durante a assembleia, Rocha fez de três a cinco ligações para Francisco Chao, considerado o principal interlocutor entre os policiais civis insatisfeitos com suas condições de trabalho e o poder público, e também entrou em contato com o presidente do sindicato, Carlos Gadelha.

Por volta das 21h15, Chao pediu a palavra e transmitiu a última mensagem da chefe da Polícia Civil: "Meu dever moral é passar essa mensagem para vocês. A chefe da Polícia Civil do Rio está pedindo para que a gente não entre em greve". Segundo ela, caso os agentes não "embarcassem" na paralisação capitaneada por policiais militares e bombeiros, o governo abriria uma "segunda rodada de negociações". A massa rejeitou em coro unânime. E um indicativo de greve foi aprovado ao fim da assembleia.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"


RIO - O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de suarepresentatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

DITADURA: Sérgio Cabral institui rito sumário para julgar policiais e bombeiros

Governador do Rio publica decreto que encurta prazos para julgamento de militares pelo conselho disciplinar. Texto endurece regras criadas em 1978

RIO - O governo do estado do Rio divulgou nota informando que foi alterada a legislação que estabelece prazos para julgamento de policiais militares e bombeiros. Com isso, encurta-se o prazo para julgar e punir todos os que cometem infrações. O alvo, obviamente, são os grevistas que desde a 0h desta sexta-feira fazem paralisações em batalhões e quartéis de bombeiros em todo o estado.

A adesão à greve é parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens). Com a medida, o governo do estado emite um sinal de que os policiais e bombeiros que aderirem à greve poderão ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.

A nota divulgada pelo estado informa que, em “edição extraordinária do Diário Oficial”, o decreto 43.462 modifica o decreto 2.155, de 13 de outubro de 1978. O decreto regula o Conselho de Disciplina da PM e dos bombeiros do Rio – órgão que julga infrações administrativamente e tem poder de exonerar os servidores.

O decreto de 1978 instituía prazo de 30 dias para conclusão dos trabalhos do conselho. O texto publicado hoje reduz este prazo à metade: 15 dias. O prazo para originalmente estabelecido para a decisão era de 20 dias e caiu para 5. Foram encurtados os tempos de recurso e seus julgamentos, de 20 para 7 dias.

Matéria originalmente publicada na revista Veja Online

DITADOR: Sérgio Cabral emite 11 mandados de prisão contra líderes da greve no Rio

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"

Terra Notícias

RIO - O porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Frederico Caldas, informou nesta sexta-feira que já foram emitidos 11 mandados de prisão contra os líderes da greve da PM do Estado. Segundo ele, os responsáveis pelo movimento serão submetidos a conselhos de disciplina. "É inaceitável romper o julgamento que fizemos à sociedade. O pacto entre a população e a PM não deve ser rompido", disse Caldas.

Frederico Caldas informou a ocorrência de um ataque a uma viatura policial na Avenida Brasil. Segundo ele, o veículo foi atacado por cerca de 15 motociclistas, mas não houve feridos. "Não trabalhos com a hipótese de represália, mas estamos reforçando o policiamento nas vias especiais. O Bope e o Batalhão de Choque reforçam ainda mais o patrulhamento", acrescentou. O porta-voz informou ainda que policiais do Bope estão sendo enviados para o município de Campos, para reforçar o policiamento local.

A greve no Rio

Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

A orientação do movimento é que apenas 30% dos policiais civis fiquem nas ruas durante a greve. Os militares foram orientados a permanecerem junto a suas famílias nos quartéis e não sair para nenhuma ocorrência, o que deve ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso de greve.

Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de policiais na Bahia.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

Policiais civis, militares e bombeiros decretam greve no Rio

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"

UOL Notícias

RIO - No mesmo dia em que grevistas desocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia, bombeiros e policiais militares e civis do Rio decretaram greve. A decisão fluminense foi anunciada 18 horas após a prisão de líderes grevistas baianos, ao fim de uma vigília que reuniu 3 mil pessoas, segundo a PM. O secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Sérgio Simões, disse esperar que a adesão seja mínima. Caso contrário, já acertou a mobilização de até 14 mil homens do Exército para o carnaval.

"É greve geral e a culpa é do Cabral, estamos parados oficialmente a partir de agora", anunciou o cabo do 22.º Batalhão, Wellington Machado. "Agora não é hora de aceitar intimidação e ameaça. Se prender um de nós, vai ter que prender todo mundo. Aqui não tem covarde."

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, afirmou que "no máximo" 30% da categoria será mantida nas delegacias para atender ocorrências em que houver violência ou grave ameaça. A princípio, a Delegacia de Homicídios funcionará normalmente.

No início da assembleia, representantes das categorias deram um ultimato ao governo do Estado. Decidiriam pela greve se, até a meia-noite de ontem, o governo não cumprisse cinco exigências: piso salarial de R$ 3.500, vale-transporte de R$ 350, tíquete-refeição de R$ 350, jornada de 40 horas semanais com pagamento de horas extras e libertação do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento preso anteontem à noite, acusado de incitamento e aliciamento a motim. Em escutas divulgadas pelo Jornal Nacional anteontem, ele é flagrado conversando sobre a greve no Rio com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

De manhã, gravações apresentadas pela TV Globo também causaram saída de 300 PMs baianos que estavam amotinados desde o dia 31 na Assembleia, em Salvador, ao enfraquecimento da paralisação na Bahia e à prisão de dois líderes do movimento - o principal deles, Marco Prisco, presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), e Antônio Paulo Angeline. Em novas escutas, divulgadas ontem, Prisco aparece envolvido no planejamento da invasão de um batalhão e até na queima de um ônibus escolar. Segundo o governo baiano, 90% dos policiais voltaram ao trabalho - o que os grevistas negam.

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

Para juiz federal, policiais militares têm direito à greve

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ÓTIMO: Temendo perdas, empresários ameaçam processar governo da Bahia

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve dos policiais militares deve ser tributada ao poder público"

Há sete dias do início oficial do que é considerado o maior carnaval do mundo,empresários e lojistas de Salvador fazem forte pressão sobre o governo baiano para que ceda às reivindicações do movimento grevista e anistie os líderes da paralisação, apurou a reportagem do Estado.

Para os organizadores do Carnvaval, se a greve não terminar até a próxima sexta-feira, a logística dos circuitos dos trios elétricos, a montagem dos camarotes e a própria realização da festa serão comprometidos.

Parte dos comerciantes da cidade estudam entrar com ações isoladas em várias instâncias da Justiça contra o governo do Estado como forma de pressionar o governador Jaques Wagner (PT) a ceder.

Prejuízo. Em reunião hoje pela manhã, membros do comitê organizador do Carnaval e dirigentes lojistas da cidade estimaram em R$ 400 milhões os prejuízos até agora. Centenas de reservas em hotéis já foram canceladas e lojas em vários pontos da cidade funcionam com portas semi-abertas.

Na noite de terça-feira, 7, dia em que tradicionalmente o Olodum se apresenta no Pelourinho, um dos principais destinos turísticos da cidade, o lugar ficou vazio. Com a apresentação cancelada, poucos homens do Exército, alguns estrangeiros e muitos usuários de droga circulavam pela região.

Lojas e restaurantes estavam fechados. O dono de uma barraca de bebidas lamentava a falta de movimento. “Trabalho há 20 anos por aqui e nunca vi uma véspera de Carnaval tão vazia, mesmo que a greve acabe, teremos prejuízo para todo o ano”, disse comerciante Élcio Alves de Souza.

Publicidade. Policiais Militares consideram um afronte comercial divulgadomassivamente pelo governo baiano, em redes de rádio, televisão e na internet, anunciando que a corporação terá aumento de cerca de 38%, incorporando as gratificações e o aumento retroativo a janeiro de 6,5%. Os PMs acusam o governo de tentar jogar a população contra o movimento.

Insegurança. Por volta do meio-dia desta quarta-feira, 8, um homem foi esfaqueado na avenida Paralela, a principal de Salvador, que faz a ligação do centro com o aeroporto. Uma equipe do Samu socorreu a vítima e não há informações sobre seu estado de saúde.

Rumores de que a PM estava fechando a via causou princípio de tumulto na região. Comerciantes cerraram portas e houve correria.

Matéria originalmente publicada no jornal Estadão.com

EXCELENTE: Greve da PM pode se alastrar para 6 Estados

O governo federal vê risco elevado da greve da PM baiana se alastrar para mais seis Estados. O Rio é considerado o mais crítico de todos eles, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias.

Além do Rio, onde a polícia decide amanhã se para ou não, o serviço de inteligência do Palácio do Planalto classifica como "Estados explosivos" Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O acompanhamento começou após os conflitos se agravarem em Salvador, onde a greve dos PMs foi decretada na terça da semana passada.

O governo federal monitora ainda o Distrito Federal, que ontem registrou protesto de apoio aos PMs da Bahia.

"Se não tiver aumento, não terá segurança no Carnaval. Se está ruim em Brasília, imagina em outros Estados?", disse o sargento Edvaldo Farias, da Associação dos Oficiais Administrativos da PM. O piso brasiliense, de R$ 4.000, é o maior do país. Na Bahia, por exemplo, ele é de R$ 2.173,87.

A presidente Dilma Rousseff foi comunicada na sexta de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300. A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs. O problema é que, por limitações de verba, nem Estados nem a União estão dispostos a bancar a medida.

Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu adiar para amanhã, mesmo dia em que os policiais do Estado decidirão ou não pela greve, a votação da proposta do governo estadual de reajuste para as polícias. Há representantes de policiais fluminenses em Salvador. A ideia é verificar as ações do governo federal, além de conversar com líderes do movimento e com os policiais que não aderiram a ele.

Matéria originalmente publicada no jornal Folha de São Paulo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

LAMENTÁVEL: Dilma Rousseff apoia repressão contra PMs grevistas na Bahia

Presidente esquece promessas de campanha e afirma que é preciso esvaziar o movimento


BRASÍLIA - O Palácio do Planalto decidiu dar uma demonstração de força contra a greve dos policiais militares na Bahia. O objetivo é enfraquecer o movimento e evitar que essas mobilizações se alastrem por outros estados. A presidente Dilma Rousseff ofereceu ao governador Jaques Wagner (PT-BA) tudo o que foi pedido: soldados do Exército, a Força de Segurança Nacional e até um grupo de elite da Polícia Federal. A ordem é fortalecer a parceria das forças nacionais com o governo baiano no enfrentamento com os grevistas.- A intenção é mostrar que há Estado no Brasil - resumiu um ministro próximo de Dilma.

No Palácio do Planalto, há grande preocupação com as consequências da greve na Bahia e com a situação nas ruas de Salvador. A decisão de mandar ao estado o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, teve como objetivo mostrar força do governo federal na Bahia. Segundo interlocutores, Dilma afirmou que é preciso esvaziar o movimento grevista.

O Planalto identificou que há um movimento nacional por trás das greves, que já ocorreram no Ceará e no Maranhão. O objetivo, segundo essa avaliação, é forçar a aprovação da PEC 300, que estabelece um piso nacional para policias militares e bombeiros. Mas a determinação no Palácio do Planalto é barrar a votação da PECno Congresso. Nesta segunda-feira, um interlocutor de Dilma lembrou que, se aPEC for aprovada, quebrará metade dos estados brasileiros.

Dilma tem acompanhado a greve na Bahia desde o princípio, já que Jaques Wagner estava com ela na viagem a Cuba e ao Haiti, na semana passada, quando começou o movimento. A reação palaciana ganhou apoio até de governadores de oposição.

- É preciso estancar esse movimento grevista na Bahia. O governo não pode negociar sob pressão, com desmandos em série e atos que não são recomendáveis. Porque o que acontecer na Bahia será sinalização para o país - disse o governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB).

Matéria originalmente publicada no Globo Online

Charge - Aroeira


CARA DE PAU: Cabral diz que está tudo bem e afirma que não haverá greve de policiais e bombeiros no Rio

Governador que paga o pior salário do Brasil aos servidores não acredita na paralisação

Jornal do Brasil

RIO - Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira, o governador do Rio, Sergio Cabral, disse que não acredita na possibilidade de uma greve de policiais militares e bombeiros a partir da próxima sexta-feira, dia em que começa a operação Carnaval em todo o estado.

"No Rio, há comando, há respeito da corporação a esse comando, e garanto que nossos profissionais de segurança têm consciência de que o serviço deles é essencial", afirmou Cabral.

Apesar disso, o governador concorda com o colega baiano, Jaques Wagner, e disse que pode existir um movimento para levar a greve de policiais, que começou na Bahia na semana passada, a todo o país.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

LEIA TAMBÉM:
Governo Sérgio Cabral paga o PIOR salário do Brasil aos policiais civis

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

GREVE DA PM NA BAHIA: O assassino do povo cubano e os assassinos do povo baiano

Governador Jaques Wagner passeando com Dilma em Cuba durante o movimento grevista

Leonardo Boff: A responsabilidade pela greve dos policiais militares deve ser tributada ao poder público


No Brasil não há crise de segurança para o sistema do capital, para as finanças, para os bancos, para os credores da dívida pública, para os poderosos que se cercam de seguranças privados.

Mas não há segurança para aqueles que são responsáveis pela segurança pública: os policiais militares. Pelo fato de não terem a segurança de um salário decente, de condições de trabalho adequadas e de trato digno por parte do poder público, se rebelam como aconteceu neste ano no Ceará e agora na Bahia. Com os humilhantes salários que recebem, pouco mais de dois mínimos, que segurança podem dar a suas famílias que tem que pagar aluguel, escola, transporte, luz, água e alimentação?

A responsabilidade maior pela insegurança pública que se instalou em razão da greve dos policiais militares, com assassinatos e depredações, deve ser tributada principalmente ao poder público, que não soube ouvir e dialogar de verdade e não retoricamente, antecipando-se aos fatos lamentáveis.

Que diálogo e negociação são possíveis e críveis quando se responde com a arma da violência, pondo militares contra militares? É uma estratégia da ignorância política e da prepotência, totalmente ineficaz porque agrava ainda mais o problema em vez de encaminhar uma solução. Por que não se aprova a PEC 300? Os governos federal e os estaduais se uniram para protelá-la e esvaziá-la.

Usem os 60 bilhões de reais, subtraídos do orçamento, para aumentar os salários deles, ao invés de dar segurança aos credores. O que conta mais, as pessoas ou os dinheiros ricos epulões? Esse dinheiro do povo é para servir ao povo, garantindo-lhe segurança confiável e respeitosa. Seguindo esta indicação do bom-senso, se acabam as rebeliões e os policiais terão a paz e o sossego necessários para desempenhar com sentido público e com honradez a sua alta e arriscada missão.

* Ecoteólogo e escritor

Artigo originalmente publicado no Jornal do Brasil