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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marinha compra 140 mil latas de cerveja

A Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, Rio de Janeiro, comprou de 140 mil latinhas de cerveja. A Marinha justificou a compra, afirmando que a bebida será servida em eventos institucionais. A aquisição foi feita por meio de pregão eletrônico e a empresa vencedora terá de fornecer o produto por 12 meses. Questionada sobre que tipo de evento seria realizado, a Marinha não respondeu à reportagem da BandNews FM. (Band.com.br)

Imagem: Reprodução- / Band.com.br

— Segundo informações, no mesmo processo de compra, o Exército também comprou 240 mil latinhas de cerveja. Então, somando as 140 mil latas da Marinha com as 240 mil do Exército, chega-se a um total de 380 mil latas de cerveja. O que faz uma base da Marinha e do Exército comprar quase 400 mil latas de cerveja com dinheiro do contribuinte? A troco de que? Esses caras enlouqueceram! Piraram! Gastar dinheiro público com cerveja! Que isso, é Rock in Rio Forças Armadas! Alô, Lei Seca!

Excelência! General! Almirante! Querem cerveja? Comprem com o dinheiro de vocês! Vão lá no boteco, comprem e se matem de beber! Mas com o meu dinheiro, não! Com dinheiro do cidadão, do imposto, não!

Aí, quando você fala de determinados setores, os caras têm ataques de pelanca e começam a entender interesses escusos nas críticas que você faz, não é o caso. A crítica é a mesma e é feita pela mesma razão, o Estado brasileiro (Exército, Marinha e Aeronáutica) está tomado de desvios de conduta, corrupção, bandalheira e falta de respeito ao dinheiro público. Estes, são atos de desrespeito ao dinheiro público.

Vocês podem usar uniforme, cantar o hino nacional todo dia e dizer que defendem a soberania do país, mas nesse caso, vocês meteram a mão no dinheiro do contribuinte, e pouco me importa qual a justificativa dada por vocês. Isso é bandalheira típica dos piores corruptos do Brasil. E não vou amenizar as palavras só porque se trata das Forças Armadas. Quando agem dessa maneira se igualam ao mesmo lixo de qualquer corrupção, de qualquer desvio de conduta ou de qualquer má versação do dinheiro público.

terça-feira, 27 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Presidente da Associação de Moradores da Rocinha é assassinado por traficantes


RIO - Numa demonstração de que o tráfico ainda exerce um poder paralelo na favela da Rocinha, em São Conrado, um homem em uma motocicleta, executou com três tiros, na nuca e nas costas, na tarde de ontem, Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Barcelos (Amabb).

Ex-aliado de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem - preso em novembro, dias antes da ocupação da favela - Feijão foi morto na Travessa Palmas, na Via Ápia, uma das ruas mais movimentadas da Rocinha.

VEJA TAMBÉM:
A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Traficantes do Comando Vermelho invadem parte da Rocinha

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Greve da segurança pública no Rio põe imagem de Sérgio Cabral em questão

Leonardo Boff: "A responsabilidade pela greve deve ser tributada ao poder público"


RIO - O processo de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas é uma das grandes bandeiras do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A antes inimaginável retomada do Complexo do Alemão e da Favela da Rocinha, bastiões do crime organizado no estado, ajudaram a impulsionar a popularidade de Cabral e a fortalecer sua influência no cenário nacional. Entretanto, apesar de suarepresentatividade, as forças de segurança pública não se mostram satisfeitas com o tratamento recebido do governo. A greve iniciada nesta sexta-feira por bombeiros, policiais civis e PMs é a segunda revolta em menos de um ano. Em 2011, bombeiros que lutavam por melhores condições de trabalho fizeram um movimento amplamente apoiado pela população. Diante deste cenário, fica a dúvida sobre até que ponto esta insatisfação pode provocar uma grave crise na administração pública fluminense.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que recomendou o indiciamento de 235 pessoas ligadas a grupos paramilitares quando presidiu a CPI das Milícias na Alerj, considera justa a reivindicação dos grevistas, mas não concorda com a paralisação. De todo modo, em meio aos questionamentos sobre a legalidade ou não do movimento, ele afirma que Cabral também deve ser responsabilizado, em caso de eventuais transtornos.

"O Sérgio Cabral está mais preocupado com a própria imagem do que com a população em si. Ele deveria assumir o papel de chefe de Estado e parar para negociar. Se, em vez de tentar desqualificá-los, adotasse uma postura conciliadora, duvido que houvesse sequer ameaça de greve. E este não é o único problema. Apesar da precariedade do sistema de transportes, o secretário Júlio Lopes permanece no cargo. A situação da saúde e da educação também é péssima. Tudo isto depõe contra ele", critica.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil