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sexta-feira, 10 de maio de 2013

BANDIDOS FARDADOS: PMs são flagrados extorquindo dinheiro de motoristas em blitz

As corporações policiais no Rio de Janeiro estão fora de controle, no que diz respeito a violência e o desvio de conduta. Se a luz do dia fazem isso, imagina num beco ou rua escura! Uma autoridade, seja ela qual for, não pode cometer delito. Senão, pra que serve a instituição?

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

Dia 3 de outubro, às 16h, os cabos Rogério Jardim de Assis, Wellington Moises Melo de Oliveira e Bruno Oliveira da Silva, do 41º BPM (Irajá) param um motorista, na Estrada do Camboatá, em Guadalupe. Com carro irregular, lhe é exigido R$ 50 para a sua liberação. O motorista, então, apresenta uma nota de R$ 100 e, parado, espera R$ 50 de volta. Neste momento, um dos PMs pergunta: “Já viu policial dar troco?”. Diante da contestação da vítima, o militar entrega R$ 20 e questionou: “Tá bom assim?" — resultando no valor total de R$ 80 de propina.


O flagrante faz parte da investigação da Corregedoria da corporação, que resultou em um processo que tramita na Auditoria Militar. Quatro cabos, três soldados e um terceiro-sargento — todos lotados no 41º BPM — são acusados de concussão — por terem exigido dinheiro de motoristas que estavam com irregularidades nos veículos ou na documentação.

Os PMs foram pegos em quatro operações (blitz) feitas à luz do dia, em duas ruas movimentadas da Zona Norte, em vídeos feitos pela própria corporação. A prisão deles, no entanto, foi indeferida pela Justiça e, agora, o Ministério Público espera tomar ciência do despacho para recorrer da decisão. A partir de hoje, eles irão responder ao Conselho Disciplina, trabalharão administrativamente e terão porte de arma e carteira funcional cassados até a conclusão do processo.

De acordo com a denúncia do MP, depois de abordados, os motoristas confessaram a Corregedoria que pagaram propinas. Os flagrantes foram feitos nos dias 4 de setembro e 3 de outubro, na Estrada do Camboatá, em Guadalupe; e nos dias 10 e 25 de setembro, na Rua Alcobaça, em Anchieta. Nas quatro ocasiões, os policiais atuaram da mesma forma: abordavam os carros e, ao perceberem que os motoristas não tinham habilitação, IPVA pago ou vistoria anual feita, exigiam certa quantia para a liberação.

— É a famosa política do cafezinho, que tem que acabar. Os policiais não podem cobrar e as pessoas não podem pagar — resumiu o promotor Bruno dos Santos Guimarães, da Auditoria Militar.

No dia 4 de setembro, o terceiro-sargento Edmilson Carrarini Leal, o cabo Júlio César dos Santos Pereira e o soldado Hugo Luiz Barbosa Camargo abordaram um motorista com licenciamento atrasado, em frente ao Atlético Clube Nacional. Foi exigido R$ 40, mas a vítima disse ter apenas R$ 20. Informado que era pouco, pegou o resto com a mãe. Seis dias mais tarde, um motorista não habilitado foi parado pelos mesmos PMs. Ao informar que não tinha os R$ 50 pedidos, foi a um caixa eletrônico e, ao voltar, entregou o valor.

No dia 25 de setembro, os cabos Rogério Jardim de Assis e Bruno de Oliveira Silva e os soldados Jonatham Soares Lucas e Jonas Amorim Pinto pararam um motorista de van e constataram, erradamente, que sua habilitação era falsa. Os militares algemaram a vítima por 40 minutos e o colocaram dentro da viatura. O dono da van foi chamado e pagou, segundo o motorista, R$ 170. O motorista ainda deu os únicos R$ 10 que tinha na carteira.

Entrevista: Bruno dos Santos Guimarães - Promotor de Justiça

As imagens surpreendem?

Não surpreendem. A gente sabe que isso acontece com frequência, infelizmente. A diferença é que a Corregedoria quer pegar isso (as irregularidades). Mas moro no Rio de Janeiro e, como todo carioca, conheço bem a Polícia Militar.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tropas da Força Nacional voltarão ao Rio de Janeiro porque não existem PMs suficientes para atender a demanda de violência no Estado. E aí, Sérgio Cabral?

Desorganização total!!!


Coluna do jornal O Dia

PEGA NA MENTIRA!!! Ruas de Niterói têm apenas um policial militar a cada 6km

PINOCÃO: Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, promete 366 policiais militares para reforçar o efetivo do 12º BPM de Niterói, mas não cumpre


RIO - Nas ruas de Niterói, a pergunta que não quer calar: onde foram parar os 366 policiais militares que, segundo anúncios recentes da Secretaria estadual de Segurança, reforçariam o efetivo do 12º BPM (Niterói)? A promessa era de que eles se juntariam aos cerca de 700 PMs que já formavam o contingente do batalhão. Mas uma equipe do GLOBO percorreu na quarta-feira 104 quilômetros de 26 bairros da cidade e, em cinco horas, das 10h40m às 15h40m, constatou o motivo dos questionamentos da população: ainda são muitos os vazios de policiamento. No trajeto por todas as regiões do município, havia apenas 17 pontos de patrulhamento, em média um a cada 6,1 quilômetros, com 42 PMs no total. E detalhe: no caminho, as sete cabines de policiamento encontradas estavam vazias.

Um dia após o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, visitar a cidade, nas imediações dos morros do Estado, no Centro, e do Cavalão, em Icaraí, por exemplo, nada de PMs. Apenas na Rua Eduardo Luiz Goes, que corta o Morro do Estado, os repórteres encontraram policiais, mas Civis, da 76ª DP (Centro). Nessas comunidades, os planos são instalar duas Companhias Destacadas do 12º BPM, cada uma com cem recrutas — um total de 200 novos agentes que estariam chegando aos poucos.

Outra das medidas anunciadas tampouco está surtindo efeito, pelo menos no que se pôde ver nas ruas: em todo o percurso de 65 vias, algumas percorridas mais de uma vez, nenhuma equipe do Projeto Garupa, do Batalhão do Choque, foi avistada. Isso embora tivesse sido anunciado que, desde domingo passado, 44 homens do grupo patrulhariam Niterói, em 33 motos. Além deles, outros 122 PMs já teriam chegado à cidade.

— Pelo menos por onde passo diariamente, não vi o reforço. Até tem polícia na Praia de Icaraí. Mas uma viatura, como já ocorria antes. Nas ruas internas, pouco mudou — reclama a moradora do Jardim Icaraí Fernanda Almeida, de 27 anos.

Na região de Icaraí, aliás, incluindo Santa Rosa, Vital Brazil, São Domingos e parte do Ingá e do Gragoatá, a equipe do GLOBO deparou-se com apenas três pontos de policiamento: um veículo na Praia de Icaraí; outro na Rua Gavião Peixoto, em frente ao Campo de São Bento; e um terceiro próximo ao campus do Gragoatá da UFF. Eram quatro PMs das 11h26m às 12h20m, e duas cabines vazias.

Mais desguarnecida estava a região do Centro. Das 10h40m às 11h26m, por 23 ruas, só havia uma viatura da polícia na Avenida Jansem de Melo, e em frente ao 12º BPM. Enquanto isso, não havia policiais próximo ao movimentado Terminal João Goulart e à estação de barcas da Praça Arariboia. Nem na cabine blindada instalada ali perto.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

ÓBVIO!!! Secretário de Segurança José Mariano Beltrame reconhece que efetivo de PMs não é suficiente em São Gonçalo

O efetivo é ridículo não só em São Gonçalo, mas em todo o Estado do Rio de Janeiro!!!


RIO - Após o aumento da criminalidade na região metropolitana do Rio de Janeiro, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, reconheceu que falta efetivo de PMs e equipamentos suficientes no batalhão de São Gonçalo (7° BPM). Ele visitou o batalhão do município e o de Niterói (12° BPM) na terça-feira (17) para acompanhar as medidas de segurança anunciadas para Niterói na semana passada.

— A gente tem uma leitura do que acontece em todo Estado. Temos alguns batalhões que estão com um problema sério de efetivo e, consequentemente, um aumento da criminalidade. Sabemos de tudo isso e, hoje, procuramos vir aqui pessoalmente. São Gonçalo tem mais de 1 milhão de habitantes e necessita de mais efetivo e equipamentos para darmos uma melhor resposta.

Matéria originalmente publicada no R7.com

Moradores da comunidade do Cantagalo denunciam agressões cometidas por policiais da UPP


RIO - Familiares de um adolescente de 15 anos denunciam que o menor foi agredido por policiais militares, na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo o menor, ele foi agredido quanto voltava da escola com socos e agressões. O motivo teria sido uma música que ele estaria cantando com um amigo. A mãe registrou queixa na delegacia e teme pela vida do jovem.

Matéria originalmente publicada no R7.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

IMPUNIDADE S/A: Poder Judiciário livra da prisão motoristas embriagados que se recusam a fazer teste do bafômetro

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por 5 votos a 4, que imagens e relatos de testemunhas, incluindo o de policiais, não poderão mais ser aceitos para fundamentar processo criminal contra o motorista que dirige embriagado.

"A lei seca está enfraquecida, a não ser que a pessoa, com todo o respeito, seja muito otária e se submeta ao bafômetro", disse o promotor Evandro Gomes, um dos representantes do Ministério Público que cuidaram do caso.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

sábado, 24 de março de 2012

Deputados do Rio querem anistiar policiais militares e bombeiros expulsos ilegalmente por Sérgio Cabral


RIO - Um grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro vai apresentar um projeto de lei para anistiar os policias militares e bombeiros expulsos após participarem do movimento reivindicatório do último mês de fevereiro.

Ao todo, já foram expulsos 12 policiais militares e 13 bombeiros.

Expulsão seria ilegal


De acordo com o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ), autor da proposta, a expulsão dos agentes de segurança só poderia ser decidida na Justiça:

"O Regimento Interno da Polícia Militar prevê que policias só podem ser expulsos por decisão judicial, e não por atos administrativos, como ocorreu", explica o parlamentar, que também foi major da Polícia Militar.

Ainda segundo Ramos, a atitude foi uma determinação direta do governador, apenas cumprida pelas corporações:

"Os comandantes da PM e dos Bombeiros agiram sob o comando do governador Sergio Cabral. E eu me sinto na obrigação de entrar com um projeto para anistiaresse profissionais. Eu sempre me posiciono contra a exclusão dos PMs e Bombeiros que participam de movimentos reivindicatórios", acrescenta.

O também deputado Luiz Paulo (PSDB-RJ) afirma que havia solicitado uma postura diferente do governo do estado:

"Eu já tinha pedido à presidência da Câmara que levasse ao governador SergioCabral um apelo para perdoar esses profissionais, seria um grande gesto da parte dele. Como não tivemos nenhuma resposta, está claro que está na hora de apresentar um projeto nesse sentido", lembra.

Governista também é contra a expulsão

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Zaqueu Teixeira (PT-RJ), membro da base governista, é mais um a fazer coro pela anistia dos agentes de segurança.

"O regulamento da PM e dos Bombeiros tem vários tipos de punição pro que aconteceu. A gente pede ao governador que reveja essa punição e readmita os policiais e bombeiros".

Coluna do jornal do Brasil

24 HORAS: Governo Sérgio Cabral oficializa o "bico Jack Bauer" para 300 policiais militares

Em vez de pagar um salário digno aos PMs, governador do Rio obriga o servidor a trabalhar 24 horas sem direito a folga se quiser ganhar um pouco mais.


RIO - A partir de abril, 300 policiais militares passarão a trabalhar, no horário de folga, na SuperVia, concessionária que administra a malha ferroivária do Rio, através do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis). Os PMs vão atuar em 700 turnos mensais. O policial inserido no programa pode ganhar até R$ 2.100 a mais, caso trabalhe os 12 turnos de oito horas mensais permitidos. Convênios com o Metrô Rio, Cedae, Inea (Instituto Estadual do Ambiente), Light e prefeitura de Macaé também serão implantados.

Atualmente, 1.220 PMs trabalham na segurança da prefeitura do Rio de Janeiro e mais 494 atuam na prefeitura de Queimados, na baixada Fluminense. O policial que entra para o Proeis trabalha em seus dias de folga, com direitos garantidos e carga horária que não compromete o trabalho no batalhão onde é lotado.

Para o gestor do Proeis, coronel Odair de Almeida Lopes Júnior, a inclusão de policiais em ações de ordem pública, por exemplo, é um meio eficaz de redução da criminalidade e de aumento da sensação de segurança.– O PM de folga estará em uma atividade legal e com uma gratificação melhor do que em serviços não autorizados. A população verá um policial fardado e equipado pela corporação para atuar ali – explicou.


Policial deve atender a requisitos para ingressar no programa

Para integrar o Proeis, o PM tem que ter sido submetido e aprovado, para o respectivo período, no TAM (Teste de Avaliação Médica) e no TAF (Teste de Aptidão Física), conforme as normas em vigor na corporação. Ele também deve ter concluído o curso de formação ou aperfeiçoamento exigível para o exercício das funções relacionadas aos seus círculos hierárquicos; estar lotado e emefetivo exercício na PM; se for praça, ter, no mínimo, a chancela de "bom comportamento" em sua ficha; não estar respondendo a processos ou sindicâncias administrativas e estar na condição de “apto categoria A”.


A DITADURA CABRAL: Governo Sérgio Cabral expulsa 11 Policiais Militares que participaram da greve

Mesmo recebendo o pior salário do Brasil, servidores públicos do Rio de Janeiro foram expulsos por reivindicar remunerações mais justas.


Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo

segunda-feira, 19 de março de 2012

A DITADURA CABRAL: Depois da greve, "governador" do Rio faz um ano de transferências no Bope em um só dia


RIO - Em um único dia de transferências de policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para outras unidades, a Polícia Militar atingiu a mesma quantidade de remanejamentos feitos durante todo o ano de 2011. As saídas em massa ocorreram em 6 de março, quando foram publicados no boletim interno da PM os nomes de 32 caveiras — 22 deles transferidos para batalhões no interior, a até 300 quilômetros da capital.

O aumento sistemático de transferências ocorreu entre 14 de fevereiro e a última quinta-feira. Nesse intervalo, 69 policiais com cursos em ações de combate, tiro de precisão e resgate de reféns deixaram a tropa de elite para trabalhar em batalhões comuns.

As saídas se intensificaram cinco dias após a manifestação na Cinelândia, no Centro do Rio, que deu início à greve das polícias. Na ocasião, a equipe Bravo foi chamada pelo comando-geral da PM para reprimir a manifestação. Mas os caveiras se negaram a cumprir a ordem. De lá para cá, os policiais que estavam de plantão começaram a deixar o Bope.

Mudanças para longe

A equipe Bravo começou a ser dizimada. E os seus integrantes, mandados para batalhões distantes. É a chamada "punição geográfica", feita com transferências distantes como forma de penalizar servidores que participam de movimentos favoráveis a greves. Em 2011, todos os policiais que deixaram o Bope se dividiram entre batalhões na região metropolitana e unidades administrativas. Apenas dois foram para a Baixada.

Este ano, do total de transferidos após a greve, 38 foram obrigados a deixar o Rio. Dezesseis foram para batalhões na Baixada e dois foram para o 35º BPM (Itaboraí). No boletim de 6 de março, 22 policiais foram remanejados para batalhões distantes, como o 8º BPM (Campos dos Goytacazes) e o 32º BPM (Macaé). Sem a gratificação de R$ 1,5 mil paga a PMs do Bope, alguns transferidos foram obrigados a dividir os gastos com gasolina, para economizar em passagens de ônibus.

— Se não fizermos isso, vamos trabalhar apenas para pagar passagem — disse um policial, que não se identificou.

Com 69 transferências em apenas 30 dias, registradas até a última quinta-feira, foram mais de dois policiais do Bope remanejados por dia no período. Por dia, a média é mais de 25 vezes maior frente ao ano passado. As transferências repentinas deixaram um buraco na tropa, composta por cerca de 400 homens, de acordo com o site da PM. Com as transferências, o Bope perdeu 17,25% do efetivo.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

A DITADURA CABRAL: “Caveiras” que pararam em greve são banidos do Bope até o fim da carreira


RIO - A PM afastou do Bope, até o fim da carreira, os 51 integrantes de sua Companhia Bravo, por terem se rebelado e se recusado a cumprir ordem de ir ao Quartel-General, aderindo à paralisação dos policiais militares, em 10 de fevereiro. A Bravo é uma das quatro companhias operacionais da unidade de elite da corporação, que atualmente tem cerca de 400 homens.

Foi considerada grave quebra de confiança, porque o policial do Bope não pode ser recusar a cumprir missão. Daí o castigo de nunca mais poder ser da unidade de Operações Especiais, considerado o pior possivel, aos olhos dos "caveiras".

Todos os policiais transferidos do Bope vão perder a gratificação da unidade, de R$ 1.500 e – o pior, na opinião dos “caveiras” – ficarão fora do Bope até o fim da carreira, como exemplo para a tropa. O afastamento eterno da unidade de operações especiais - uma espécie de "irmandade", com seus códigos próprios e camaradagem - é visto como um exílio dentro da corporação.

O Bope e o Choque são as tropas de reserva do Comando-Geral da PM e, portanto, consideradas unidades de confiança da chefia. A recusa à ordem de se apresentar ao QG, foi considerada pela PM um ato deinsubordinação, daí a punição dura.

Como o Bope é referência para os policiais, qualquer ação de seus membros tem grande repercussão sobre os colegas. A intenção é que a sanção sirva como exemplo para todos os policiais e para os oficiais jovens, a fim de desencorajar novas ações grevistas.

A determinação foi passada à equipe de plantão pelo comando da unidade, na noite em que PMs e bombeiros estavam reunidos na Cinelândia para declarar greve, que se iniciaria à meia-noite. A companhia se recusou a sair do quartel, em Laranjeiras.

De acordo com os policiais, eles não concordavam em reprimir os colegas de farda, pleiteando aumento salarial. Eles justificam que queriam evitar afrontar os outros PMs e parecer estar contra eles e provocar, talvez, confusão.

Duas horas de discussões em tom duro, gritos e ameaças de punição

Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.

Perder uma equipe experiente, cortando na própria carne, está sendo traumático para o Bope. Os PMs afastados tinham anos de Bope e estiveram envolvidos em praticamente todas as grandes ações da unidade de elite. A ideia da PM é que “ninguém é insubstituível”.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

sábado, 10 de março de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Tiroteio perto do sambódromo prejudica desfile da Vila Isabel na madrugada de segunda (20)

UOL Notícias

RIO - A Vila Isabel entrou no sambódromo carioca às 5h40 de segunda-feira (20) e teve sua evolução prejudicada por um tiroteio ocorrido no Morro de São Carlos, nas proximidades da Sapucaí. Com o tiroteio, a rua Frei Caneca, atrás dosambódromo, foi fechada pela polícia e os carros da Beija-Flor e da Porto da Pedra ficaram engarrafados, impedindo que os carros da Vila Isabel deixassem a dispersão. A dificuldade em retirar as alegorias fez com que o ritmo do desfile tivesse que ser diminuído pouco depois da metade, mas a escola não estourou o tempo limite de 82 minutos.

Segundo informações da Folha.com, traficantes tentaram assaltar integrantes da Porto da Pedra quando eles deixavam a passarela do samba e houve tiroteio entre seguranças da escola e os bandidos. Duas pessoas teriam ficado feridas.

Com um enredo sobre Angola, a Vila Isabel desfilou depois de Renascer deJacarepaguá, Portela, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente, Porto da Pedra e Beija-Flor, e retomou a origem africana que lhe deu o primeiro título de sua história, em 1988 (com o enredo Kizomba).

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

CARNAVAL NO RIO: Nota zero para segurança na Sapucaí

Coluna do jornal Extra

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Policiais e bombeiros suspendem a greve no Rio

Lideranças decidem deixar para depois do Carnaval a tentativa de negociação salarial. Prioridade agora é a libertação dos presos

Veja.com

RIO - Em assembleia conjunta realizada nesta segunda-feira, bombeiros, policiais civis e PMs do Rio de Janeiro decidiram suspender a greve iniciada na última quinta-feira. No início da tarde, o Sinpol e outras entidades representativas dos policiais civis já haviam decidido interromper a paralisação durante o Carnaval, em medida oficializada junto ao governo do estado.

Fernando Bandeira, presidente no Sinpol, disse que a decisão foi tomada "em respeito à população e ao turismo do carnaval, que é mundialmente conhecido, e também aos nossos herois." Oficialmente, o trabalho será retomado nesta terça, mas na prática o movimento não chegou a ganhar adesão expressiva como aconteceu na greve dos bombeiros de 2010. Pesou contra os grevistas a reação imediata do governo estadual. Já na sexta-feira, o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou, em edição extra, a redução do prazo legal para julgamento de policiais militares e bombeiros. Com a instituição do rito sumário, o governo do estado emitiu um claro sinal de que os policiais e bombeiros que aderissem à greve poderiam ser rapidamente condenados e até expulsos de suas corporações.

A adesão à greve foi parcial, e não foram chamados os reforços das Forças Armadas (14 mil homens do Exército) e da Força Nacional de Segurança (300 homens).

Agora, a negociação passa a ser para conseguir a libertação dos 12 homens presos em Bangu 1. Ana Paula Matias, mulher do sargento Alexandre Matias, um dos presos, leu um manifesto em que os bombeiros afirmam que "a luta não é mais por dignidade salarial, mas pela dignidade humana".

À tarde, os presos receberam a visita de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e da Câmara dos Deputados.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

GREVE NO RIO: chega a 12 número de bombeiros presos em Bangu 1

Estadão.com

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro informou, em nota, que oito de 11 mandados de prisão emitidos para bombeiros que representam o movimento de greve já foram cumpridos.

Os militares presos que inicialmente tinham sido levados para o GrupamentoEspecial Prisional (GEP) foram encaminhados para o Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, onde também está preso, desde a noite da última quarta-feira, 8, o cabo Benevenuto Daciolo.

Na manhã de ontem, 39 guarda-vidas foram detidos por falta ao serviço noGrupamento Marítimo (GMar) da Barra da Tijuca. Na sexta-feira, 10, 123 guarda-vidas foram indiciados por falta ao serviço e presos administrativamente.

Com as novas prisões, sobe para 12 o número de bombeiros militares presos emBangu 1 e 162 guarda-vidas, em quartéis, cumprindo medida disciplinar.

Mesmo com as prisões, o comando da corporação reforçou que as 110 unidades operacionais estão funcionando normalmente, incluindo os postos de salvamento na orla da Barra da Tijuca, onde foram acionadas equipes de reserva.

Matéria originalmente publicada no Estado de São Paulo Online

Equipe da Rede Globo é expulsa durante manifestação de policiais e bombeiros em Copacabana

Servidores públicos do Rio de Janeiro que reivindicavam melhores salários acusam emissora de fazer cobertura jornalística tendenciosa dos fatos a favor do governo Sérgio Cabral. O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, André Borges, defendeu a atitude dos manifestantes, que quase agrediram a equipe da TV Globo. "Eles têm o direito a se manifestar contra a mídia. A mídia mente sobre as manifestações. Ela também precisa fazer uma autocrítica, a revolta é contra o sistema", afirmou. "Eles não podem agredir, mas podem expulsar, sim", acrescentou.

ASSISTA AO VÍDEO

— A imagem da Rede Globo é uma imagem antipatizada pela população. E não é porque a população é perversa, é inconsciente, é mal informada etc e tal. É uma bobagem a gente achar isso. A população tem a imagem da Rede Globo que foi construída pela própria Rede Globo, ao fazer coberturas jornalísticas tendenciosas a favor do governo e contra os interesses da população. É isso o que acontece com uma emissora que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

GLOBO, capacho do governo, diz manifestante em cartaz
Aos gritos de 'FORA, GLOBO', grevistas expulsaram equipe da emissora prateada 

GREVE NO RIO: OAB pede a Beltrame informações sobre militares presos ilegalmente

Bombeiros e policiais foram detidos com mandados sem assinatura e até sem mandatos

Pernambuco.com

RIO - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, Wadih Damous, e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, MargaridaPressburger, estão encaminhando um ofício ao secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, para que informe quem são e onde estão os militares presos pela greve da Segurança do Rio. O pedido para que a entidade intervenha na questão foi feito em reunião pela manhã, na OAB, por uma comissão de familiares de grevistas que estão desaparecidos e pelos deputados Paulo Ramos (PDT) e Janira Rocha (PSOL). Segundo Margarida Pressburger, a maioria das famílias não tem notícias de seus filhos e maridos.

— Estamos oficiando o secretário Beltrame para que informe quantos são, quem são e onde estão. Essa agora é nossa prioridade. Eles estão presosadministrativamente, não podem ser recolhidos em presídios de segurança porque não foram condenados — afirmou Margarida, acrescentando que a OAB-RJ iráatuar junto à Defensoria Pública para conseguir a transferência dos presos que por ventura estiverem em Bangu 1 ou em qualquer outro presídio, para que cumpram a prisão em quartéis.

— Uma senhora tentou visitar o marido em Bangu 1 e disseram a ela que teria que tirar a carteirinha de familiar de preso. Isto é para condenados. Além disso, são policiais e muitos já prenderam presos que hoje cumprem pena em Bangu. Imagine o risco para a segurança deles em caso de rebelião — afirmou a advogada.

Desde que a greve foi decretada, 17 PMs (dez considerados líderes da greve) foram presos.

Matéria originalmente publicada no Diário de Pernambuco

Ex-presidente Lula diz que salário de policiais e bombeiros depende da condição econômica de cada Estado

Então Sérgio Cabral, como o Rio de Janeiro pode ser o segundo Estado da Federação que mais arrecada impostos e pagar o pior salário do Brasil aos bombeiros e policiais. Para onde vai todo esse dinheiro governador?

Preso ilegalmente em Bangu I por greve no Rio, bombeiro Daciolo recebe visita da mulher com roupa de presidiário

Advogados pedem à Justiça que o cabo seja transferido para o quartel dos bombeiros

Folha.com

RIO - A mulher do cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, preso desde quarta-feira (8), visitou o marido pela primeira vez na tarde de ontem. Segundo ela, o bombeiro está muito debilitado e passa 22h por dia trancado sozinho em uma cela de 2m².

Daciolo está no presídio de segurança máxima de Bangu 1, na zona oeste do Rio. Ele é apontado como responsável por incitar a greve no Rio e em outros Estados.

"É constrangedor vê-lo preso em um presídio de segurança máxima como se fosse um bandido" disse Cristiane, que teve direito a uma visita assistida de 15 minutos.

"Ele está muito entristecido, pedia das crianças, preferi nem falar da greve e focar na família".

DETIDOS

Ontem à noite, a Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu mais um policial do movimento grevista no Estado. Com isso, sobe para 17 o número de detidos. Dentre os presos, dez foram detidos por liderar a greve. Desses, oito estão no presídio de Bangu 1. Ainda não há definição de onde ficará presa a única mulher do grupo.

Os outros sete PMs estão presos administrativamente por protestar e se recusar a patrulhar as ruas. Desses, seis são do 28º Batalhão, de Volta Redonda, e um é do 6º Batalhão, da Tijuca.
Inicialmente havia sido informado que 59 pessoas estavam detidas. As informações foram corrigidas pelo porta-voz da corporação, Frederico Caldas.

Além dos policiais presos, 129 PMs foram indiciados por se recusar a fazer patrulhas ou deixar o batalhão. Vinte e oito deles são do batalhão de Volta Redonda. Para reforçar a segurança na região, a polícia enviou uma equipe da tropa de choque e policiais recém-formados.

O comando da PM do Rio resolveu jogar duro com os policiais que resolveram aderir ao movimento. Um boletim interno da corporação divulgado na sexta-feira (10) traz novas normas para levar o policial grevista de forma mais rápida ao Conselho de Disciplina e a uma consequente expulsão da PM.

Na manhã de sexta-feira (10), delegacias de Volta Redonda e de Barra do Piraí ficaram fechadas, mas voltaram a funcionar por volta das 11h. As patrulhas que resolvem aderir à greve estão decidindo não ir às ruas ou então, saem e se reúnem em um ponto específico.

Os batalhões da região sul do Estado também aderiram ao movimento. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) foram enviados à região para garantir a segurança nas cidades. Outra equipe do Batalhão de Choque foi enviada a Campos, no norte fluminense.

Matéria originalmente publicada na Folha de São Paulo Online