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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Eduardo Paes desvia dinheiro da educação para pagar contas de escolas de samba


Rio - Um total de R$ 46 milhões que deveria ter sido investido nas escolas do município do Rio foi usado para pagar dívidas de água e esgoto de seis escolas de samba, da Liga Independente (Liesa), do Sindicato de Empresas de Ônibus (Rio Ônibus), do Riocentro e da própria Prefeitura.

A constatação está na avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre a gestão do prefeito Eduardo Paes no ano de 2011.

A confusão começou quando o governo estadual deixou de pagar R$ 57,6 milhões pelo uso de 292 escolas do município entre maio de 2004 e abril de 2009. O espaço era usado para cursos noturnos e, pelo acordo, o Estado deveria ressarcir a Prefeitura das despesas com conservação, preservação, segurança, água e esgoto das unidades emprestadas.

Paes participa da bateria da Portela
Por outro lado, a Cedae era credora de contas de água e esgoto de escolas de samba, do Rio Ônibus e do Riocentro. Essas contas estariam em nome da Prefeitura, titular de imóveis ocupados por essas instituições.

Ao assumir as “dívidas” com a Cedae, o Estado acabou usando o dinheiro que deveria ter investido nas escolas municipais para pagar contas da Beija-flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Portela e União da Ilha, além da Liesa, Rio ônibus e Riocentro.

Os nomes aparecem na lista que a Cedae encaminhou ao TCM como débitos do município. A prefeitura esclareceu que enviou à Cedae ofício informando que as matrículas do Riocentro e do Rio Ônibus não são dela. Em março, fez o mesmo em relação às agremiações carnavalescas. A Cedae prometeu mudar a titularidade.

Dinheiro pode voltar para o município

O dinheiro que foi usado para pagar as contas de escolas de samba, do Riocentro, Rio Ônibus e da Liesa podem voltar para o município.

Nesta terça-feira, O DIA mostrou que o TCM questionou o uso do dinheiro arrecadado com a taxa de Contribuição para Custeio de Serviços de Iluminação (Cosip).

A verba foi empregada para manutenção do ar condicionado edifício da RioLuz e para fazer reparo nos planos inclinados. A Prefeitura disse que está verificando os procedimentos adotados para realizar, se necessário, os devidos ajustes ou correções.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Turistas enfrentam confusão no Píer Mauá e na área do Corcovado

No Cosme Velho, vans pararam em fila dupla e na calçada da estação do trem. Zona total

O Globo

RIO - Na folia de momo, os turistas que visitaram o Rio de Janeiro enfrentaram problemas para conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade. No Corcovado, além das filas para comprar ingressos, visitantes foram assediados por vans, que paravam em fila dupla ou em cima das calçadas, no entorno da estação.

Os agentes da Guarda Municipal se limitaram a ficar na Praça São Judas Tadeu e na Rua Cosme Velho. Com pouca fiscalização, os turistas que foram de carro ao Cosme Velho aproveitaram para estacionar nas calçadas das ruas Efigênio de Sales e Smith Vasconcelos. A "organização" da "bandalha" ficava a cargo de flanelinhas.

No Píer Mauá, os turistas que desembarcaram dos cinco transatlânticos ancorados na cidade enfrentaram uma gincana para conseguir sair do Centro. Com as interdições de diversas ruas para obras do projeto Porto Maravilha, os carros alegóricos que deixaram a Marquês de Sapucaí após os desfiles de domingo fecharam o único acesso ao píer, enquanto eram enfileira$na Avenida Rodrigues Alves, em direção à Cidade do Samba.

Com a confusão, táxis, ônibus e vans não puderam encostar para buscar os passageiros. Muitos preferiram voltar aos navios e só sair mais tarde. Foi o que aconteceu $o paulista Eider Bonfim. Apesar das dificuldades, ele estava animado ao deixar o píer no início da tarde para uma volta, antes de ir para a Sapucaí assistir aos desfiles.

— Já vim no Rio outras vezes, mas é a primeira vez no carnaval. Vamos assistir os $no Sambódromo hoje (ontem) à noite — contou ele, que estava acompanhado de mais três pessoas.

Com o trânsito já liberado, um inconveniente bem conhecido dos cariocas nos aeroportos também apareceu perto dos navios: a abordagem de taxistas e motoristas oferecendo passeios e corridas a preço fixo.

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) informou, em nota, que a ação de repressão ao estacionamento irregular na orla do Leme ao Recreio dos Bandeirantes resultou em 187 veículos multados e outros oito rebocados.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

CARNAVAL 2012: Tiroteio perto do sambódromo prejudica desfile da Vila Isabel na madrugada de segunda (20)

UOL Notícias

RIO - A Vila Isabel entrou no sambódromo carioca às 5h40 de segunda-feira (20) e teve sua evolução prejudicada por um tiroteio ocorrido no Morro de São Carlos, nas proximidades da Sapucaí. Com o tiroteio, a rua Frei Caneca, atrás dosambódromo, foi fechada pela polícia e os carros da Beija-Flor e da Porto da Pedra ficaram engarrafados, impedindo que os carros da Vila Isabel deixassem a dispersão. A dificuldade em retirar as alegorias fez com que o ritmo do desfile tivesse que ser diminuído pouco depois da metade, mas a escola não estourou o tempo limite de 82 minutos.

Segundo informações da Folha.com, traficantes tentaram assaltar integrantes da Porto da Pedra quando eles deixavam a passarela do samba e houve tiroteio entre seguranças da escola e os bandidos. Duas pessoas teriam ficado feridas.

Com um enredo sobre Angola, a Vila Isabel desfilou depois de Renascer deJacarepaguá, Portela, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade Independente, Porto da Pedra e Beija-Flor, e retomou a origem africana que lhe deu o primeiro título de sua história, em 1988 (com o enredo Kizomba).

Matéria originalmente publicada no UOL Notícias

CARNAVAL 2012: Inacabado, Sambódromo é 'um pesadelo' de acessibilidade

Cadeirantes criticam prefeito Eduardo Paes e reclamam de suas dificuldades mesmo após a reforma do Sambódromo


RIO - Quando anunciou a remodelação do Sambódromo, o prefeito Eduardo Paes prometeu que as obras seriam completamente terminadas antes do carnaval deste ano. No entanto, o que se vê é um local repleto de improvisos que apresenta riscos para o público e torna muito difícil a vida de portadores de necessidades especiais, que não foram contemplados na reforma.

Feita às pressas, a reforma deixou marcas de descuido. Logo nas entradas, o piso é apenas de um cimento tosco e desnivelado, o que dificulta bastante o acesso de cadeirantes. Wellington do Espírito Santo, que trabalha em uma das campanhas de conscientização da Operação Lei Seca na Marquês de Sapucaí, relata as dificuldades que enfrenta:

"Está muito complicado. Aqui na entrada, se a gente esbarra em um desses buracos é tombo na certa. Também não vi nenhum banheiro químico adaptado, então se quisermos fazer nossas necessidades temos que ir até o setor 13, do outro lado da Avenida. É muito longe, fica difícil chegar até lá", explica.

E se já na entrada são notados problemas, no backstage da Sapucaí o problema continua. Há diversos degraus que impedem a passagem de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Além disso, o acesso a diversos espaços é feito exclusivamente por escadas.

Wellington define a situação em apenas uma frase: "Aqui é um pesadelo para nós cadeirantes", afirma.

Preparativos continuam durante os desfiles

Mesmo com o início dos desfiles do Grupo Especial, os operários continuam trabalhando. Em uma passarela improvisada que liga a entrada 2 à concenração, dois eletricistas estão terminando de instalar a iluminação do local. Segundo um deles, o trabalho não é um reparo emergencial:

"Não, está tudo certo. Estamos terminando aqui, já vai ficar tudo bonito!", explica o funcionário, que prefeiu não se identificar.

Nos banheiros, improviso também é visto

Até mesmo nos banheiros convencionais é possível notar problemas. Além do acabamento não concluído, o espaço é um desafio para os usuários. Nas cabines, não há suporte para papel higiênico, obrigando os usuários a pegarem o item no chão.

Já nas pias, a situação não é muito diferente. O sabonete está guardado em um recipiente improvisado, já que ainda não foram instaladas saboneteiras, e não hátoalhas de papel para secar as mãos.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

CARNAVAL 2012: Prefeito Eduardo Paes foge das vaias na Marquês de Sapucaí

Coluna do jornal Extra

CARNAVAL 2012: Público reclama de mudanças no Sambódromo e Eduardo Paes foge da imprensa

Prefeito não quis comentar o assunto. Cercado por seguranças, ele abaixou a cabeça e disparou em direção ao camarote da Prefeitura sem falar com jornalistas, ignorando as perguntas sobre as falhas das obras


Arquibancadas foram inauguradas, mas reforma não acabou: sala de imprensa, por exemplo, não foi entregue. Frequentadores criticam desconforto com aumento do público, mas artistas defendem mudanças. Prefeito não comenta.
O secretário Municipal de Conservação, Carlos Osório, assumiu os erros do poder público. “Não conseguimos entregar o Sambódromo a tempo para o público na sexta ou no sábado. Isso foi um erro, mas já foi superado. Hoje eu acho que está tudo bem”, disse Osório em tom de otimismo.

O secretário também fez vista grossa para as partes da reforma que não foram entregues, como a nova sala de imprensa que seria levada para o setor. “Para o desfile das escolas do Grupo Especial as arquibancadas foram entregues. Assim sendo, considero a obra um sucesso. O que está faltando agora são detalhes de acabamento. Está apenas mais feio do que deveria estar”, disse ele ignorando os perigos que os entulhos podem causar ao público no caso de uma briga, por exemplo.

Público - Já os frequentadores do Sambódromo reclamam das reformas que devolveram à Passarela do Samba o traçado original de Oscar Niemeyer. Asecuritária Vanessa de Moraes e a personal trainer Érika de Macedo tinham mais queixas do que elogios. As amigas desfilaram juntas no sexto carro alegórico da Imperatriz Leopoldinense. "Desfilo desde 2005 e não dá para negar que deu para sentir mais a galera. Mas para quem desfilou do lado do carro virado para o lado ímpar, como a gente, não faz tanta diferença. Quando eu voltar aqui amanhã para o desfile do Salgueiro vou tirar essa dúvida”, disse Vanessa.

Vanessa também fez outras críticas sobre a reforma. “Acho que tem gente demais aqui. Quiseram aumentar em 20 000 o número de espectadores, mas não avaliaram bem a distância entre uma pessoa e outra. Está desconfortável”, disse, lembrando que a reforma poderia ter resolvido um antigo problema do Sambódromo do Rio: “Não entendo porque ainda não existem lugares numerados”.

Um agente de segurança da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) que não quis se identificar apontou outro problema: "Se aumentaram dez vezes o número de pessoas, tinham que aumentar o número de banheiros na mesma proporção", disse ele, que tem mais de 15 anos de experiência na Sapucaí.

Matéria originalmente publicada na Veja Online

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012: Obras no setor 10 da Sapucaí não ficam prontas e Eduardo Paes prejudica o povo

Extra Online

RIO - Quem tinha ingresso para assistir ao desfile do Grupo de Acesso, neste sábado, nas frisas do Setor 10 foi barrado. Segundo informavam os funcionários, nessa parte do Sambódromo, a frisa não ficou pronta e as pessoas eram encaminhadas à arquibancada do setor ou orientadas a procurarem o posto da Liesa, no Setor 11, para fazer a reclamação.

A família da advogada Dulce Costa, de 62 anos, no entanto, preferiu ir embora. Apesar de terem ingressos para a frisa do Setor 10, um presente de um amigo que trabalha na Prefeitura do Rio, ela e mais três pessoas foram barradas.

-- É um desrespeito com o público. Vim de Jacarepaguá para torcer pelo Império Serrano e não vou conseguir ver minha escola. Não vou para a arquibancada, que já deve estar lotada e não vim para cá para passar sufoco -- disse ela, que carregava uma bolsa com água de coco e frutas.

Afilhada de Dulce, a estudante Maria Carolina Chaves, de 20 anos, veio de Curitiba para assistir ao desfile na Supucaí pela primeira vez. Ela conta que o grupo saiu de casa às 17h30 e chegou ao Sambódromo às 19h30.

-- É uma frustração muito grande. Um desrespeito não só com o público, mas também com as escolas de samba.

Matéria originalmente publicada no Extra Online