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sexta-feira, 20 de julho de 2012

FARRAS S/A: Governador Sérgio Cabral poderá ser convocado a depor na CPMI do Cachoeira


A onda de ataques do deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) contra o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) começa a surtir efeitos concretos. Integrante do próprio PMDB, o senador Ricardo Ferraço (ES) defende que o companheiro de partido seja convocado para prestar esclarecimentos da CPI mista que investiga o envolvimento de políticos com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Com a palavra

"Acho que vai ser inevitável o seu depoimento. Será inclusive uma oportunidade para ele se explicar sobre essas denúncias, de que privilegiou a Delta por ser amigo do Fernando Cavendish (dono da Delta)", disse o parlamentar, em entrevista ao site iG. "Não faria sentido chamarmos outros governadores acusados de envolvimento na teia da CPI, como o (Marconi) Perillo e o Agnelo (governadores de Goiás e Distrito Federal), e deixarmos o Sérgio Cabral de fora só porque pertence ao PMDB".

Amigos íntimos

Nas fotos e vídeos divulgados por Garotinho, Cavendish demonstra intimidade com Cabral e seus secretário de governo durante um passeio pela França. Uma das principais empreiteiras do PAC, a Delta despontou para o cenário nacional após se tornar uma das principais parceiras do governo do estado do Rio de Janeiro.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

MÁFIA: Temendo o aparecimento de mais sujeira, patota do PMDB na Alerj blinda Sérgio Cabral no Rio evitando mais investigações

Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto


Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que desmontou a quadrilha docontraventor Carlinhos Cachoeira, acertaram em cheio a Delta, uma das principais empreiteiras do país. Líder em projetos contratados pelo PAC, a empreiteirarecebeu R$ 2,9 bilhões da União e R$ 1,4 bilhão do governo do estado do Rio de Janeiro desde 2007. De acordo com as gravações da Polícia Federal, Cachoeira teria envolvimento direto com a Delta, agindo como lobista da empresa junto a agentes públicos.

A bomba pegou muita gente de surpresa, mas não quem acompanha o cenário político fluminense. Desde o ano passado, parlamentares de oposição na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tentam emplacar uma investigação daempreiteira, mas sempre acabaram vencidos pela ampla maioria da bancada governista. Coincidentemente, Sérgio Cabral é amigo próximo do dono da Delta, Fernando Cavendish, e foi justamente durante o seu mandato que a empresa disparou como uma das principais parceiras do governo estadual.

“A Alerj não blindou apenas os pedidos de investigação da Delta. Ela blinda o Cabral e seu governo de qualquer investigação parlamentar, o que fere um dos principais deveres do Poder Legislativo”, critica o deputado estadual Paulo Ramos (PDT). Responsável pelo pedido de investigação da Delta em 2011, ele desqualificou as medidas do governador contra a Delta. “Quando ele foi flagrado junto com o Cavendish, em Trancoso (BA), criou uma comissão de ética formada por seus aliados. Agora que a Delta foi flagrada nesse escândalo com o Cachoeira, novamente colocou pessoas ligadas a ele para investigar os contratos. Não há isenção alguma”.




O incidente em Trancoso, ao qual o deputado se refere, foi a queda de um helicóptero que levava parentes de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish para comemorar o aniversário do empreiteiro, em junho do ano passado. A tragédia expôs a proximidade do governador com o dono de uma das empresas mais beneficiadas pelos contratos estaduais e foi o pivô de uma série de críticas e pedidos de investigação que não foram levados adiante. Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto.

“Essas revelações não nos surpreendem nem um pouco. Toesa, Facility, Delta. Todas estas grandes empresas parceiras do governo do estado e envolvidas em escândalos de corrupção já foram denunciadas na Alerj, mas nada segue adiante”, explica a deputada Janira Roca (Psol). “E é importante entender com que tipo de empresas estamos lidando. Não são empresas interessadas em corromper um deputado ou um vereador, eles vão diretamente nas pessoas que batem o martelo, integrantes do Poder Executivo. E são sempre as mesmas empresas, integrantes de grandes consórcios, como no caso da Transcarioca, do Comperj, o Maracanã”.

Para a parlamentar, estas denúncias só são levadas adiante quando há grande comoção popular ou pressão da imprensa. Do contrário, elas caem no esquecimento.

“A própria CPI das Milícias, proposta pelo Marcelo Freixo (Psol), foi ignorada durante muito tempo. Ela só foi tocada quando uma série de eventos colocaram as milícias em evidência e não havia mais como segurar a investigação”, recordaJanira. Para ela, uma investigação profunda nos contratos do governo do estado com empreiteiras seria revelador. “O Cachoeira é pinto perto do que acontece aqui”.

Investigações ignoradas ferem Constituição, diz deputado

Graças às revelações da Operação Monte Carlo e da CPI montada em Brasília para apurar o envolvimento de políticos com Carlinhos Cachoeira, foi cogitada a convocação de Sérgio Cabral para esclarecer suas relações com FernandoCavendish. Enquanto o PMDB manobra para que a lama não resvale no governador, o deputado Luiz Paulo (PSDB) aponta que um governo maistransparente beneficiaria até ao próprio Cabral.

“Se essas investigações fossem autorizadas anteriormente, provavelmente essa relação promíscua do poder público com as empreiteiras não chegasse ao ponto em que chegou. Eu costumo dizer que a oposição é a maior aliada do governo. Quando ele é blindada pelo Poder Legislativo, no caso, a Alerj, o governo não consegue corrigir seus próprios erros”, disse o deputado, que apontou as contradições do governo estadual desde a explosão do escândalo da Delta. “Nós sempre pedimos a auditoria dos contratos da Delta e sempre fomos negados. Agora, ele (Cabral) está iniciando uma auditoria”.

Segundo o deputado Paulo Ramos, a resistência do governo em permitir as investigações parlamentares, além do viés político, beira a ilegalidade.

“Alguns pedidos de CPI aqui na Alerj tiveram o número de assinaturas necessárias para ter seus trabalhos iniciados, mas nunca foram constituídas. Isso fere a Constituição Federal”, ressalta Paulo Ramos, que vê a Delta no mesmo patamar de empresas como Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. “Todas essas grandes empreiteiras foram flagradas como corruptoras no escândalo dos Anões do Orçamento. Eu era deputado federal em Brasília naquela ocasião e me recordo muito bem. O estilo é o mesmo.”

Matéria original publicada no Jornal do Brasil

quarta-feira, 21 de março de 2012

MÁFIA: Relação entre a Locanty, Sérgio Cabral e Eduardo Paes pode dificultar abertura de CPI

Empresa Locanty doou R$ 3,420 milhões para vários políticos nas eleições de 2010 


O pedido de CPI feito pelo deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) para apurar as fraudes nas licitações reveladas pela Rede Globo no último domingo tem um adversário de peso: o PMDB. O partido do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes recebeu R$ 1,7 milhão da Locanty, uma das empresas denunciadas no esquema de propina que envolve a licitação de contratos públicos.

Velha conhecida

No total, a Locanty doou R$ 3,420 milhões para vários partidos nas eleições de 2010. O PSB (R$ 350 mil), o PSC (R$ 250 mil), o PCdoB (R$ 120 mil), o PPS (R$ 50 mil) e o PSDB (R$ 50 mil) também foram beneficiados pela empresa, que tem longo histórico de irregularidades.

Ficha corrida

Em 2011, a Polícia Civil prendeu uma quadrilha da Locanty que fraudava a liberação de carros rebocados em depósitos da Prefeitura do Rio adminstrados pela empresa. Na ocasião, 19 funcionários foram presos e o contrato foi cancelado. Em Duque de Caxias e em Belford Roxo, a empresa também se envolveu em irregularidades.

Coluna do Jornal do Brasil

sábado, 28 de janeiro de 2012

Sérgio Cabral manda Beltrame calar a boca. Por que será?

Coluna do jornal EXTRA

A vagabundagem maldita de Sérgio Cabral em Paris


Seja por coincidência ou pelo apego ao exterior, o governador Sérgio Cabral parece amaldiçoado pelos ares do exterior. Nos últimos dois anos, as principais tragédias de cada janeiro foram marcadas pelo silêncio do mandatário. Em 2012, as más vibrações vieram de Paris. O Cabral voltou da França com a família na véspera do desabamento dos prédios no Centro do Rio.

Déjà vu

No ano passado, a situação foi a mesma na tragédia que abalou a Região Serrana. Na ocasião, Cabral só chegou ao Brasil dois dias após os deslizamentos, já que aproveitava Paris com seus seus familiares.

Déjà vu II

Em janeiro de 2010, quando deslizamentos assolaram Angra dos Reis, também surgiram rumores de que o governador estava fora do país. No entanto, ele logo esclareceu que estava em Mangaratiba, a 30 quilômetros do local da tragédia. Mesmo assim, ele manteve a controversa postura do silêncio.

Seis meses fora

Coincidência ou não, Sérgio Cabral passou seis meses do seu primeiro mandato em viagens ao exterior. A média é maior do que a do ex-presidente FHC, que ficou famoso pelo apelido de "Viajando Henrique Cardoso".

TRAGÉDIA NO RIO: Cabral chegou de Paris na véspera

Blog do jornal O Globo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DIA 29/01: Grande manifestação de policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro


"Sérgio Cabral é AUTORITÁRIO e não vai negociar com policiais militares", diz deputado


Um dos principais nomes da oposição da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado estadual Paulo Ramos (PDT) prevê pouca tolerância do governador Sérgio Cabral (PMDB) com o movimento grevista que une policiais militares, civis e os bombeiros do estado.

Deputado PM

Major reformado da Polícia Militar, o parlamentar tem acompanhado a movimentação dos grevistas, mas prefere fazê-lo a distância. Ele teme que a contaminação política do debate possa prejudicar os PMs.

Replay

"O que estamos vendo é uma mobilização da categoria, e não política. Eles têm todo o meu apoio como ex-policial militar. O que nós sabemos é que o governador é um autoritário e não vai querer negociar nada. Ele vai repetir o que fez com os bombeiros no ano passado", prevê Paulo Ramos.

Greve dos policiais militares: Rio pode ficar sem UPPs em fevereiro. E agora, Sérgio Cabral?

Agentes denunciam atraso no pagamento de gratificações para policiais lotados em UPPs

O movimento grevista dos policiais militares chegou com força às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro. Segundo os agentes, a ordem é cruzar os braços nas 19 comunidades beneficiadas pela pacificação, caso o governo do estado não atenda as reivindicações dos policiais militares.

Gratificações atrasadas

Apesar de a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-RJ) ter anunciado que as gratificações especiais dos policiais lotados em UPPs seriam pagas até o dia 10 de janeiro, os agentes ainda não viram a cor do dinheiro. A Secretaria de Segurança atribui o atraso a um processo de digitação pendente na Polícia Militar, o que não diminui a revolta dos agentes.

Com a palavra

"A gratificação corresponde a uma boa parte do salário e nós planejamos a nossa vida financeira contando com esse dinheiro. Só que ele sempre atrasa. Era para entrar no dia 10, mas entra no dia 20, dia 25. Teve uma vez que ele entrou apenas no mês seguinte. Nós temos família. Isso é inaceitável", reclamou o policial de uma UPP.

Valores

A gratificação reclamada pelos policiais é de R$ 1.000 para os comandantes de UPP, R$ 750 para sub-comandantes e R$ 500 para os demais agentes da unidade.

União

Na semana passada, uma assembleia marcou a união do movimento grevista dos PMs com militares do corpo de bombeiros e agentes da Polícia Civil. A intenção é começar uma greve conjunta das três categorias ainda em fevereiro.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PÉSSIMO: Eike Batista, AMIGÃO de Sérgio Cabral, pode comprar SBT

Taí um negócio muito ruim, em todos os sentidos, para democracia

Coluna do jornal O Dia

171: Supervia não paga multa de R$ 100 mil por atraso das composições

Concessionária já disse que vai recorrer para continuar sem pagar. E aí, Julio Lopes?
Jornal Destak

RIO - Após quatro meses recorrendo de multas por atraso de trens, a Supervia foi condenada em R$ 100 mil pela juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública, mas também não vai pagar, pelo menos por enquanto.

A concessionária informou que recorrerá da sentença, cujo valor visa a agregar justamente as infrações cometidas e não quitadas.

A Justiça determinou também que os intervalos dos trens não excedam 20 minutos. A juíza considerou insuficientes as 50 vistorias técnicas de manutenção realizadas por mês e disse que os atrasos documentados na ação não foram justificados.

A decisão judicial atende a uma ação da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, em setembro de 2011, quando ficou estabelecido que a Supervia deveria pagar R$ 20 mil para cada seis atrasos registrados por dia.

A concessionária contestou a liminar concedida.

Matéria originalmente publicada no Jornal Destak