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sexta-feira, 20 de julho de 2012

MÁFIA: Temendo o aparecimento de mais sujeira, patota do PMDB na Alerj blinda Sérgio Cabral no Rio evitando mais investigações

Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto


Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que desmontou a quadrilha docontraventor Carlinhos Cachoeira, acertaram em cheio a Delta, uma das principais empreiteiras do país. Líder em projetos contratados pelo PAC, a empreiteirarecebeu R$ 2,9 bilhões da União e R$ 1,4 bilhão do governo do estado do Rio de Janeiro desde 2007. De acordo com as gravações da Polícia Federal, Cachoeira teria envolvimento direto com a Delta, agindo como lobista da empresa junto a agentes públicos.

A bomba pegou muita gente de surpresa, mas não quem acompanha o cenário político fluminense. Desde o ano passado, parlamentares de oposição na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) tentam emplacar uma investigação daempreiteira, mas sempre acabaram vencidos pela ampla maioria da bancada governista. Coincidentemente, Sérgio Cabral é amigo próximo do dono da Delta, Fernando Cavendish, e foi justamente durante o seu mandato que a empresa disparou como uma das principais parceiras do governo estadual.

“A Alerj não blindou apenas os pedidos de investigação da Delta. Ela blinda o Cabral e seu governo de qualquer investigação parlamentar, o que fere um dos principais deveres do Poder Legislativo”, critica o deputado estadual Paulo Ramos (PDT). Responsável pelo pedido de investigação da Delta em 2011, ele desqualificou as medidas do governador contra a Delta. “Quando ele foi flagrado junto com o Cavendish, em Trancoso (BA), criou uma comissão de ética formada por seus aliados. Agora que a Delta foi flagrada nesse escândalo com o Cachoeira, novamente colocou pessoas ligadas a ele para investigar os contratos. Não há isenção alguma”.




O incidente em Trancoso, ao qual o deputado se refere, foi a queda de um helicóptero que levava parentes de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish para comemorar o aniversário do empreiteiro, em junho do ano passado. A tragédia expôs a proximidade do governador com o dono de uma das empresas mais beneficiadas pelos contratos estaduais e foi o pivô de uma série de críticas e pedidos de investigação que não foram levados adiante. Com ampla maioria na Alerj, o PMDB e seus aliados puseram panos quentes no assunto.

“Essas revelações não nos surpreendem nem um pouco. Toesa, Facility, Delta. Todas estas grandes empresas parceiras do governo do estado e envolvidas em escândalos de corrupção já foram denunciadas na Alerj, mas nada segue adiante”, explica a deputada Janira Roca (Psol). “E é importante entender com que tipo de empresas estamos lidando. Não são empresas interessadas em corromper um deputado ou um vereador, eles vão diretamente nas pessoas que batem o martelo, integrantes do Poder Executivo. E são sempre as mesmas empresas, integrantes de grandes consórcios, como no caso da Transcarioca, do Comperj, o Maracanã”.

Para a parlamentar, estas denúncias só são levadas adiante quando há grande comoção popular ou pressão da imprensa. Do contrário, elas caem no esquecimento.

“A própria CPI das Milícias, proposta pelo Marcelo Freixo (Psol), foi ignorada durante muito tempo. Ela só foi tocada quando uma série de eventos colocaram as milícias em evidência e não havia mais como segurar a investigação”, recordaJanira. Para ela, uma investigação profunda nos contratos do governo do estado com empreiteiras seria revelador. “O Cachoeira é pinto perto do que acontece aqui”.

Investigações ignoradas ferem Constituição, diz deputado

Graças às revelações da Operação Monte Carlo e da CPI montada em Brasília para apurar o envolvimento de políticos com Carlinhos Cachoeira, foi cogitada a convocação de Sérgio Cabral para esclarecer suas relações com FernandoCavendish. Enquanto o PMDB manobra para que a lama não resvale no governador, o deputado Luiz Paulo (PSDB) aponta que um governo maistransparente beneficiaria até ao próprio Cabral.

“Se essas investigações fossem autorizadas anteriormente, provavelmente essa relação promíscua do poder público com as empreiteiras não chegasse ao ponto em que chegou. Eu costumo dizer que a oposição é a maior aliada do governo. Quando ele é blindada pelo Poder Legislativo, no caso, a Alerj, o governo não consegue corrigir seus próprios erros”, disse o deputado, que apontou as contradições do governo estadual desde a explosão do escândalo da Delta. “Nós sempre pedimos a auditoria dos contratos da Delta e sempre fomos negados. Agora, ele (Cabral) está iniciando uma auditoria”.

Segundo o deputado Paulo Ramos, a resistência do governo em permitir as investigações parlamentares, além do viés político, beira a ilegalidade.

“Alguns pedidos de CPI aqui na Alerj tiveram o número de assinaturas necessárias para ter seus trabalhos iniciados, mas nunca foram constituídas. Isso fere a Constituição Federal”, ressalta Paulo Ramos, que vê a Delta no mesmo patamar de empresas como Odebrecht, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. “Todas essas grandes empreiteiras foram flagradas como corruptoras no escândalo dos Anões do Orçamento. Eu era deputado federal em Brasília naquela ocasião e me recordo muito bem. O estilo é o mesmo.”

Matéria original publicada no Jornal do Brasil

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Deputada Janira Rocha diz que Cidinha Campos, capacho de Sérgio Cabral, tem comportamento senil na Alerj

Senilidade, segundo a Revista de Psicofisiologia, é o processo patológico de envelhecimento e é acompanhado da desorganização mental


Extra Online - Coluna Berenice Seara

Deputada Cidinha Campos, bajuladora de Sérgio Cabral, teve seu pedido de cassação contra Janira Rocha arquivado


Jornal Extra - Coluna Berenice Seara

sábado, 24 de março de 2012

Mesmo descrente, deputada Janira Rocha quer 'Ficha Limpa' para licitações no Rio

RABO PRESO: Aliados do governo não têm interesse em investigar empresas suspeitas. Por que será?

Jornal do Brasil

RIO - A deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) propôs, na última quarta-feira (21/03), um projeto de lei que proíbe empresas que respondam a processos criminais de participarem de licitações no Rio de Janeiro. A proposta é fruto das denúncias do último domingo, quando a "Rede Globo" exibiu um vídeo no qual donos de empresas contratadas pelo governo do estado revelavam esquemas de propina para garantir a vitória nas licitações.

No entanto, a própria parlamentar não crê que o projeto será aprovado. Com ampla maioria governista, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) dificilmente compraria uma briga que poderia respingar na gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB). A CPI para investigar o escândalo nas licitações, pedida pelo deputado Paulo Ramos (PDT), também não deve vingar.

"Esse projeto de lei é um teste para a Assembleia e vai mostrar o que todos já sabem: que a Casa não tem interesse em matérias que possam prejudicar o governo, que ela não é independente. Isso só acontece quando há uma enorme pressão popular, como foi no caso dos bombeiros, no ano passado", lembra a parlamentar, que teve vários de seus projetos perdidos no limbo das comissões permanentes da Alerj. "Nunca aprovaram nada a favor dos bombeiros. A população protestou, cobrou e veio na porta da Alerj e todos passaram a apoiá-los. É assim que funciona".

Se aprovado, o projeto de lei impediria que Locanty, Toesa e Rufolo participassem de licitações, já que todas têm "Ficha Suja".

"A Rufolo é acusada pelo TCU de superfaturar um contrato de lavagem de roupas de hospital. Enfim, um verdadeiro absurdo! O que eu quero dizer é que não é novidade nem pra Eduardo Paes nem pro Cabral que essas empresas são criminosas", atacou a deputada Clarissa Garotinho (PR), em discurso.

A Locanty, por exemplo, já poderia ter sido excluída do cadastro de licitações. No ano passado, 19 funcionários da empresa foram presos acusados de participar de uma fraude na liberação de carros rebocados em depósitos da prefeitura.

Já a Toesa foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por conta da deficiência na prestação de serviços para a rede municipal de saúde. A empresa também é acusada de ter fraudado uma licitação para seguir na manutenção dos veículos de combate à dengue.

"É algo que todos nós já sabíamos. Estou na Alerj há poucos mais de um ano e já tinha escutado denúncias contra todas essas empresas. A "Rede Globo" apenas requentou o que todos sabiam, mas ganhou grande repercussão por aparecer no horário nobre", lembrou Janira, que é contra a participação da iniciativa privada em algumas áreas da administração pública. "A iniciativa privada deveria ser apenas um complemento. Hoje, na saúde pública, as empresas até administram hospitais. E é a partir delas que surgem as fraudes".

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil

Deputada Janira Rocha diz que Sérgio Cabral não é 'macho' no combate à corrupção


Extra Online - Coluna Berenice Seara

domingo, 22 de janeiro de 2012

GOL CONTRA: Roberto Dinamite foi um dos deputados que mais faltou ao trabalho na Assembléia Legislativa em 2011

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

Enquanto alguns deputados estaduais do Rio de Janeiro tiram merecidas férias, outros apenas dão continuidade à rotina de não ir à Assembléia Legislativa. Líder isolado no ranking de faltas, o deputado Marcos Abrahão (PTdoB) deixou de comparecer à Casa em 26 das 109 sessões.

Esforço coletivo

Apesar da façanha de ter comparecido a pouco menos de 1/4 das sessões da Alerj, Abrahão é seguido de perto por outros companheiros. Samuquinha (PR) teve 23 ausências. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite (PMDB), e Marcelo Simão (PSB) somaram 18.

PSOL cativo

O PSOL foi o único partido da Alerj com 100% de presença nas sessões. Os dois deputados do partido, Marcelo Freixo e Janira Rocha, não faltaram uma vez sequer. Além deles, Luiz Paulo (PSDB) também esteve em todas as sessões.