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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Moradores acusam Polícia Militar pela morte de trabalhador em Duque de Caxias

O problema não é um 'FATO ISOLADO', como gostam de dizer as autoridades policiais, mas sim a REGULARIDADE com que esses 'FATOS ISOLADOS' acontecem e o fator de risco que está incorporado nas ações da PM. Essas políticas de segurança são implantadas porque a mãe de algum responsável não está presente no local das operações. É preciso mudar a forma de se fazer essas operações de rotina. Cadê o setor de inteligência da PM? Se sempre há mortes de inocentes, eu pergunto: Por que não mudar beltrame? Não é preciso ser nenhum gênio pra fazer isso.

Extra Online

UPPs fazem tráfico migrar do Rio para a Baixada Fluminense

Não sou contra o projeto das UPPs, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para essa realidade da migração e faça de conta que ela não existe. As UPPs não resolveram o problema da violência, ela apenas mudou de endereço. 
É uma ilusão achar que as notícias de violência fora das áreas de cobertura das UPPs não vão repercutir internacionalmente de forma negativa. Não adianta, a notícia será a violência na cidade que vai sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016.



Quero me dirigir agora aos chefes de reportagem e editores-chefe dos jornais fluminenses: Por que só a imprensa de São Paulo expõe as vísceras do Rio? Por que a imprensa carioca não faz isso?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Comunidade Cerro-Corá é ocupada para instalação da 33ª UPP

Segundo o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, a nova unidade será implantada em até 30 dias. Com isso, formou-se o chamado cinturão de segurança voltado para as áreas que vão sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Levando assim insegurança para a zona oeste e baixada fluminense que ficam fora da cobertura das UPPs. É claro e notório que houve migração de bandidos com a instalação das UPPs nas comunidades dominadas pelo tráfico. Um exemplo disso foi Niterói, em que o próprio Beltrame, depois de muito negar, não só admitiu como também providenciou reforço policial para a cidade vizinha.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

É preciso utilizar a inteligência para melhorar a politica de segurança pública em todo estado e não só em algumas regiões. Porque não vai dar pra colocar uma UPP em cada comunidade do Rio. A criminalidade e a violência são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar.

O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.

É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.

Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.

Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite  que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

RESULTADO DAS UPPs? Sequestros-relâmpago aumentaram 966,7% na Baixada

Segundo especialista, o crime está relacionado à falta de policiamento ostensivo

RIO - A psicóloga M.C.M., de 40 anos, passou sete horas de terror, em meados de 2011, refém de quatro homens armados. Ela foi abordada quando dirigia da Baixada em direção ao Centro do Rio e obrigada a trocar de carro duas vezes com a cabeça coberta por saco plástico preto. Os bandidos fizeram saques com quatro cartões de crédito dela e do marido, sempre sob ameaça de morte, até ser libertada na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. O caso dela engrossou uma estatística que explodiu ano passado na região: a de sequestros-relâmpago. Entre janeiro e outubro de 2011, foram 32 registros contra apenas três no mesmo período de 2010 (966,7% a mais), segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Em todo o estado do Rio, a alta do crime foi de 58,4% (de 77 para 122 casos). Na capital, o número também subiu de 46 registros para 70 (52,2%). Para o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel PM José Vicente da Silva, o sequestro-relâmpago está relacionado à falta de policiamento ostensivo. “Além disso, um mapeamento cuidadoso, através das informações das vítimas, consegue identificar as quadrilhas, pois o comportamento delituoso é previsível, repetitivo”, avalia o especialista.

Os números do ISP revelam ainda que o maior número de registros de sequestros-relâmpago na Baixada são de duas delegacias de Duque de Caxias: a 59ª DP, que fica no Centro do município, e a 60ª DP, em Campos Elíseos. As duas unidades concentram 19 dos 32 casos registrados na Baixada em 2011.

Secretaria: policiamento é eficiente

A Secretaria de Segurança reconhece que o crime de sequestro-relâmpago teve um aumento percentual significativo. Porém ressalta que ‘a incidência desse crime ainda é quantitativamente pequena em relação ao estado como um todo’, diz a nota.

Para reduzir chances de ser vítima

O coronel José Vicente da Silva ressalta que o poder público não pode culpar as vítimas por desatenção ou de ter facilitado o crime. “Sequestro-relâmpago é falta de segurança pública”, sentencia o militar.

Para ele, é preciso observar veículos e pessoas estranhas nas redondezas. “Em caso de qualquer suspeita, a possível vítima não deve sair do local seguro, como a portaria do prédio, e ligar imediatamente para o telefone da polícia, o 190”, orienta o oficial.

José Vicente recomenda expressamente não reagir, caso a abordagem seja feita. “É fundamental manter a calma, pois os bandidos, em geral, estão nervosos. Não reagir é a regra básica; outra é tentar negociar para ser libertado logo. O sequestro-relâmpago põe a vida da vítima em perigo durante todo o tempo”, avaliou o coronel.